Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 54.886 questões

Q2209642 Português

                                                                             TEXTO II


                                               

A partir do pensamento de Montesquieu, entende-se que um dos conflitos do ser humano é 
Alternativas
Q2209638 Português
TEXTO I

Saúde Mental como prioridade desde a infância

       Segundo a Organização Mundial de Saúde, o suicídio é a segunda causa de mortes entre jovens entre 15 e 29 e já é considerado uma epidemia. Entre os anos de 2003 e 2013, o país registrou aumento de 10% nos casos de suicídio entre crianças de 9 e 12 anos. Ao longo das décadas de 1980 até 2018, o acumulado é ainda mais expressivo, chegando a 62,5% de suicídios. As meninas são as que mais tentam, mas os meninos são os que mais conseguem, por isso o índice de suicídio é maior entre os homens.
      Psiquiatra da infância e da adolescência e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Carlos Estelita estuda a interface entre o suicídio e outros fenômenos violentos – desde famílias que vivem em comunidades urbanas tomadas por tiroteios e vivem o estresse diário dos confrontos até jovens indígenas que se sentem rejeitados tanto por suas tribos como por grupos brancos.
     O bullying no ambiente escolar é citado por ele como um dos principais elementos associados ao suicídio. “Pessoas que seguem qualquer padrão considerado pela maioria da sociedade como desviante, seja o tênis diferente, a cor da pele, o peso, o cabelo ou a orientação de gênero, são hostilizadas continuamente e entram em sofrimento psíquico”, afirma Estelita, professor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, ligado à Fiocruz.
        “Temos de alertar também para a transformação do modelo tradicional de família e para o fato de que a escola nem sempre consegue incluir esse jovem. É o que faz com que mais de 50% dos adolescentes trans tentem o suicídio”.
       Criador do Mapa da Violência, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz destaca que o suicídio também cresce no conjunto da população brasileira. A taxa aumentou 60% desde 1980. O Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio em 2017 – em média, um caso a cada 46 minutos. Nos últimos 5 anos, 48.204 pessoas tentaram suicídio, segundo registros de entradas em hospitais, mas isto é um ‘subdiagnóstico’, estima-se que esse número é muito maior. (Dados oferecidos pela diretora da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Fátima Marinho). Em números absolutos, porém, o Brasil de dimensões continentais ganha visibilidade nos relatórios: é o oitavo país com maior número de suicídios no mundo, segundo ranking divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2014. (Fonte – BBC).
     No Brasil, cerca de 11 milhões de pessoas foram diagnosticadas com depressão, quase 6% da população. É o número 1 com maior prevalência da doença na América Latina, o 2 nas Américas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A saúde mental precisa urgentemente ser reconhecida como umas das prioridades nas políticas públicas. Em muitos países, programas de prevenção do suicídio passaram a fazer parte das políticas de saúde pública. Na Inglaterra, o número de mortes por suicídio está caindo em consequência um amplo programa de tratamento de depressão. Reduzir o suicídio é um desafio coletivo que precisa ser colocado em debate. A indiferença, a omissão e o silêncio não podem ser nossas respostas. Fazer nada é a pior decisão que podemos tomar sobre qualquer assunto.
         A saúde mental é uma das condições prioritárias cobertas pelo Mental Health Gap Action Programme (mhGAP) da Organização Mundial da Saúde (OMS). O programa visa ajudar os países a aumentar os serviços prestados às pessoas com transtornos mentais, neurológicos e de uso de substâncias, por meio de cuidados providos por profissionais de saúde que não são especialistas em saúde mental. A iniciativa defende que, com cuidados adequados, assistência psicossocial e medicação, dezenas de milhões de pessoas com transtornos mentais, incluindo depressão, poderiam começar a levar uma vida normal – mesmo quando os recursos são escassos. Pesquisas recentes mostram que países que priorizam a saúde mental têm diminuído significativamente os índices de depressão e suicídio.

Disponível em https://www.portalraizes.com/e-urgente-a-necessidade-da-saude-mental-ser-tratada-como-prioridade-desde-a-infancia/. Acesso em 21/07/2021 
Desde os estudos da retórica de Aristóteles, a estratégia de causa e consequência teve destaque na argumentação. Sabendo disso, analise as frases retiradas do texto e classifique-as em Causa (1) ou Consequência (2): 
Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, no sentido de cima para baixo.  
Alternativas
Q2204553 Português
     Contei por quase toda a minha vida uma história sobre o meu nascimento: eu tenho um leve afundamento craniano na nuca. Lembrava-me bem de uma vez minha mãe comentar que eu nasci a fórceps, o qual me causou essa pequena deformação. Logo criei toda uma teoria sobre ter vindo ao mundo puxado por uma ferramenta, como aquelas que ficam nos parques e shoppings em que você tenta pegar um bicho de pelúcia com um gancho de ferro, geralmente falhando repetidas vezes até assumir sua falta de habilidade.
       Tive, ao longo da vida, diversas reflexões sobre isso. Geralmente me via sendo colhido como um rabanete, em outros momentos pensava muito sobre como esse afundamento era o que eu tinha de mais íntimo, por ser minha primeira interação com o mundo: antes mesmo do látex das luvas da equipe médica me tocar, eu já ganhava uma marca para a vida toda, fruto desse contato inaugural. Raramente corto o cabelo muito baixo, porque o vale fica mais evidente, então, é muito provável que a maioria das pessoas que me conhece nunca tenha percebido.
           Eu me apeguei a esse evento e o trazia junto de mim como uma história intrigante sobre vir ao mundo já dentro de um tipo de violência, como se minha vida toda fosse constantemente aquela sensação estranha de acordar subitamente. Num domingo qualquer, vindo de uma fase em que queria conhecer mais a minha história, puxei o assunto do meu nascimento com minha mãe e quis saber sobre o fórceps. Minha mãe, muito naturalmente, me explicou que isso nunca aconteceu, que eu nasci em total tranquilidade – tanto que meu pai resolveu parar e fumar um cigarro a mais antes de subir ao andar da maternidade e nesse meio-tempo eu já estava fora do ventre de minha mãe, enrolado numa mantinha. Quem teria nascido a fórceps era a minha irmã e provavelmente eu ouvi essa conversa algum dia da minha infância e minha cabeça a transformaria numa história em que eu era o protagonista. Mas o que eu quero falar é sobre a minha reação imediata diante da desfeita dessa crença particular: eu, surpreendido, quis negar, quis falar que eu tinha certeza de que foi do jeito que eu contava para mim mesmo, ainda que fosse totalmente ilógico eu querer saber mais do que minha mãe sobre o assunto.

(Ricardo Terto. Quem é essa gente toda aqui? Todavia, 2021. Adaptado)
Em relação ao que se afirma no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2204550 Português
     Dois compostos orgânicos essenciais para organismos vivos foram encontrados em amostras retiradas do asteroide Ryugu, reforçando a hipótese de que alguns ingredientes cruciais para o advento da vida chegaram à Terra a bordo de rochas vindas do espaço bilhões de anos atrás.
        Cientistas detectaram uracil e niacina em rochas obtidas por uma espaçonave da Agência Espacial Japonesa, em 2019. O primeiro é um dos blocos químicos de construção do RNA, uma molécula que carrega instruções para construir e operar organismos vivos; a segunda, também chamada de vitamina B3, ou ácido nicotínico, é vital para o metabolismo dos seres vivos.    
         Os cientistas há muito ponderam sobre as condições necessárias para o surgimento da vida depois que a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos. As novas descobertas fortalecem a possibilidade de que corpos como cometas, asteroides e meteoritos que bombardearam a Terra primitiva semearam o jovem planeta com compostos que ajudaram a abrir caminho para os primeiros micróbios.
            Anteriormente moléculas orgânicas importantes em meteoritos ricos em carbono encontrados na Terra foram detectadas por pesquisadores, mas havia também a questão de saber se essas rochas espaciais tinham ou não sido contaminadas pela exposição ao ambiente da Terra após o pouso.
        “Nossa principal descoberta é que o uracil e a niacina, ambos de importância biológica, estão realmente presentes em ambientes extraterrestres e podem ter chegado à Terra primitiva como um componente de asteroides e meteoritos. Suspeitamos que eles tenham um papel no surgimento das primeiras formas de vida terrestre”, disse o astroquímico Yasuhiro Oba, da Universidade de Hokkaido, no Japão. “Essas moléculas foram recolhidas em um ambiente extraterrestre intocado, o asteroide Ryugu, trazidas à Terra e, finalmente, a laboratórios sem nenhum contato com contaminantes terrestres”, disse Oba.

(Will Dunham. Descoberta de asteroide sugere que ingredientes para a vida na Terra vieram do espaço. www.folha.uol.com.br, 21.03.2023. Adaptado)
Em relação ao trecho “As novas descobertas fortalecem a possibilidade de que corpos como cometas, asteroides e meteoritos…” (3° parágrafo), o vocábulo destacado pode ser corretamente substituído pela expressão:
Alternativas
Q2204548 Português
     Dois compostos orgânicos essenciais para organismos vivos foram encontrados em amostras retiradas do asteroide Ryugu, reforçando a hipótese de que alguns ingredientes cruciais para o advento da vida chegaram à Terra a bordo de rochas vindas do espaço bilhões de anos atrás.
        Cientistas detectaram uracil e niacina em rochas obtidas por uma espaçonave da Agência Espacial Japonesa, em 2019. O primeiro é um dos blocos químicos de construção do RNA, uma molécula que carrega instruções para construir e operar organismos vivos; a segunda, também chamada de vitamina B3, ou ácido nicotínico, é vital para o metabolismo dos seres vivos.    
         Os cientistas há muito ponderam sobre as condições necessárias para o surgimento da vida depois que a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos. As novas descobertas fortalecem a possibilidade de que corpos como cometas, asteroides e meteoritos que bombardearam a Terra primitiva semearam o jovem planeta com compostos que ajudaram a abrir caminho para os primeiros micróbios.
            Anteriormente moléculas orgânicas importantes em meteoritos ricos em carbono encontrados na Terra foram detectadas por pesquisadores, mas havia também a questão de saber se essas rochas espaciais tinham ou não sido contaminadas pela exposição ao ambiente da Terra após o pouso.
        “Nossa principal descoberta é que o uracil e a niacina, ambos de importância biológica, estão realmente presentes em ambientes extraterrestres e podem ter chegado à Terra primitiva como um componente de asteroides e meteoritos. Suspeitamos que eles tenham um papel no surgimento das primeiras formas de vida terrestre”, disse o astroquímico Yasuhiro Oba, da Universidade de Hokkaido, no Japão. “Essas moléculas foram recolhidas em um ambiente extraterrestre intocado, o asteroide Ryugu, trazidas à Terra e, finalmente, a laboratórios sem nenhum contato com contaminantes terrestres”, disse Oba.

(Will Dunham. Descoberta de asteroide sugere que ingredientes para a vida na Terra vieram do espaço. www.folha.uol.com.br, 21.03.2023. Adaptado)
No trecho “… reforçando a hipótese de que alguns ingredientes cruciais para o advento da vida chegaram à Terra…” (1º parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída sem prejuízo do sentido por:
Alternativas
Q2204547 Português
     Dois compostos orgânicos essenciais para organismos vivos foram encontrados em amostras retiradas do asteroide Ryugu, reforçando a hipótese de que alguns ingredientes cruciais para o advento da vida chegaram à Terra a bordo de rochas vindas do espaço bilhões de anos atrás.
        Cientistas detectaram uracil e niacina em rochas obtidas por uma espaçonave da Agência Espacial Japonesa, em 2019. O primeiro é um dos blocos químicos de construção do RNA, uma molécula que carrega instruções para construir e operar organismos vivos; a segunda, também chamada de vitamina B3, ou ácido nicotínico, é vital para o metabolismo dos seres vivos.    
         Os cientistas há muito ponderam sobre as condições necessárias para o surgimento da vida depois que a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos. As novas descobertas fortalecem a possibilidade de que corpos como cometas, asteroides e meteoritos que bombardearam a Terra primitiva semearam o jovem planeta com compostos que ajudaram a abrir caminho para os primeiros micróbios.
            Anteriormente moléculas orgânicas importantes em meteoritos ricos em carbono encontrados na Terra foram detectadas por pesquisadores, mas havia também a questão de saber se essas rochas espaciais tinham ou não sido contaminadas pela exposição ao ambiente da Terra após o pouso.
        “Nossa principal descoberta é que o uracil e a niacina, ambos de importância biológica, estão realmente presentes em ambientes extraterrestres e podem ter chegado à Terra primitiva como um componente de asteroides e meteoritos. Suspeitamos que eles tenham um papel no surgimento das primeiras formas de vida terrestre”, disse o astroquímico Yasuhiro Oba, da Universidade de Hokkaido, no Japão. “Essas moléculas foram recolhidas em um ambiente extraterrestre intocado, o asteroide Ryugu, trazidas à Terra e, finalmente, a laboratórios sem nenhum contato com contaminantes terrestres”, disse Oba.

(Will Dunham. Descoberta de asteroide sugere que ingredientes para a vida na Terra vieram do espaço. www.folha.uol.com.br, 21.03.2023. Adaptado)
Sobre as afirmações feitas pelo pesquisador Yasuhiro Oba, conclui-se que
Alternativas
Q2204546 Português
     Dois compostos orgânicos essenciais para organismos vivos foram encontrados em amostras retiradas do asteroide Ryugu, reforçando a hipótese de que alguns ingredientes cruciais para o advento da vida chegaram à Terra a bordo de rochas vindas do espaço bilhões de anos atrás.
        Cientistas detectaram uracil e niacina em rochas obtidas por uma espaçonave da Agência Espacial Japonesa, em 2019. O primeiro é um dos blocos químicos de construção do RNA, uma molécula que carrega instruções para construir e operar organismos vivos; a segunda, também chamada de vitamina B3, ou ácido nicotínico, é vital para o metabolismo dos seres vivos.    
         Os cientistas há muito ponderam sobre as condições necessárias para o surgimento da vida depois que a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos. As novas descobertas fortalecem a possibilidade de que corpos como cometas, asteroides e meteoritos que bombardearam a Terra primitiva semearam o jovem planeta com compostos que ajudaram a abrir caminho para os primeiros micróbios.
            Anteriormente moléculas orgânicas importantes em meteoritos ricos em carbono encontrados na Terra foram detectadas por pesquisadores, mas havia também a questão de saber se essas rochas espaciais tinham ou não sido contaminadas pela exposição ao ambiente da Terra após o pouso.
        “Nossa principal descoberta é que o uracil e a niacina, ambos de importância biológica, estão realmente presentes em ambientes extraterrestres e podem ter chegado à Terra primitiva como um componente de asteroides e meteoritos. Suspeitamos que eles tenham um papel no surgimento das primeiras formas de vida terrestre”, disse o astroquímico Yasuhiro Oba, da Universidade de Hokkaido, no Japão. “Essas moléculas foram recolhidas em um ambiente extraterrestre intocado, o asteroide Ryugu, trazidas à Terra e, finalmente, a laboratórios sem nenhum contato com contaminantes terrestres”, disse Oba.

(Will Dunham. Descoberta de asteroide sugere que ingredientes para a vida na Terra vieram do espaço. www.folha.uol.com.br, 21.03.2023. Adaptado)
De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2184648 Português
Menores infratores: o desafio da recuperação

Falta de mercado de trabalho é uma das dificuldades enfrentadas pelo Creas, instituição que atende menores infratores e busca o encaminhamento desses jovens

Rio Grande do Sul – 05 de maio de 2017

        Acompanhamento com especialistas e palestras são algumas das estratégias usadas pelo Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) no intuito de recuperar jovens infratores que cumprem medidas socioeducativas. Menores de 18 anos que foram flagrados desrespeitando a lei são encaminhados para essa instituição, localizada no bairro Oriental.

        Os jovens recebem acompanhamento do Creas. “O adolescente infrator recebe a determinação para cumprir medida socioeducativa da Justiça e vem para o Creas, onde conversa com uma assistente social e é elaborado um plano individual de atendimento, buscando conhecer ele, sua história e onde cumprir as medidas. Temos reuniões de grupos semanais onde são abordados temas relativos à cidadania, drogadição e outros assuntos importantes para a vida”, explica Franciele Tais Bohrer, assistente social e coordenadora do Creas.

        Juliano Moura, capitão da Brigada Militar (BM), relata que é comum flagrar menores de 18 anos cometendo crimes em Carazinho. “Por vezes, nos deparamos com adolescentes infringindo a lei. Percebe-se no dia a dia que há a participação do adolescente em muitos delitos, seja somente entre menores de 18 anos ou na companhia de maiores de idade. E os delitos são de todas as ordens, como roubo, venda e consumo de drogas e muitos atos infracionais nos âmbitos familiar e escolar”, revela.


Mercado de trabalho

        Os entrevistados pelo DM Carazinho afirmam que é possível recuperar jovens infratores. Porém, algumas barreiras são enfrentadas. “Temos dificuldades em buscar parceiros para o cumprimento das medidas socioeducativas e também em encontrar emprego para os jovens após o cumprimento das medidas. Entendemos ser importante a inserção deles no mercado de trabalho para não ficarem ociosos. É um desafio para nós, além de conseguir emprego para eles, mostrar que existe vida além dos atos infracionais. A sociedade precisa dar a sua contribuição, inclusive a lei determina esse apoio”, relata Franciele.

        Condenado por um crime que não cometeu, e posteriormente absolvido pelo Tribunal de Justiça, o desportista Jarbas Rezende, que já palestrou duas vezes para os jovens atendidos pelo Creas, também defende a abertura de mercado de trabalho. “Muito se fala em recuperação para o menor infrator, mas para isso é preciso apresentar um horizonte para eles. O Creas precisa de mais apoio para funcionar e nisso o Poder Judiciário poderia auxiliar com recursos, inclusive das penas alternativas”, argumenta.

        Para o delegado Ednei Albarello, titular da Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Carazinho, “a própria sociedade cria um preconceito, não que seja normal, mas quase automático com ex-presos ou exinternos. As empresas não dão espaço. Seria importante se o jovem conseguisse o emprego e incutisse em sua cabeça que esse é o meio de vida correto”, opina.

        Moura ressalta a importância do acompanhamento profissional na recuperação dos jovens. “Medidas socioeducativas fortes e acompanhamento profissional, principalmente de psicólogos, podem amenizar a situação e recuperar o indivíduo. Com certeza o trabalho seria um encaminhamento, até para um adulto, mas é preciso, além da vaga, a qualificação”, pondera.


Ressocialização

        O Estatuto da Criança e do Adolescente apregoa que a medida socioeducativa tem a função de ressocializar. “Na prática as instituições responsáveis fazem o necessário, mas a grande maioria dos jovens infringe a lei e segue no mesmo ritmo de cometer crimes. O objetivo da ressocialização não é alcançado”, alega Albarello.

        Para Moura, é preciso mudar o contexto em que crescem os jovens. “Dá para recuperar com medidas socioeducativas mais enérgicas. Porém, eu acredito que o grande diferencial é o tratamento do ambiente, do contexto em que essas crianças e adolescentes vivem. Precisamos de políticas públicas no intuito de que esses jovens frequentem a escola, que tenham um convívio familiar saudável e com bons exemplos dos pais. Além disso, o Comdicacar, os projetos sociais e a prática esportiva são importantes”, enumera o capitão da BM. 

        O cenário que forja um jovem infrator é complexo. Ele pode começar num contexto de desestrutura familiar, inclusive com o fato de seus familiares estarem ligados à criminalidade. Junta-se a isso, na maior parte dos casos, o crescimento em um ambiente hostil, marcado principalmente pela presença do tráfico de drogas.

        Após serem pegos em atividade fora da lei, muitos reincidem em atos infracionais. E a reincidência guarda forte relação com o contexto em que ele foi criado. “Muitos jovens emendam uma medida na outra porque ainda não terminaram de cumprir o que havia sido determinado e já voltaram a cometer crimes. A reincidência no ato infracional predomina no caso de jovens cujas famílias também tem envolvimento com esse mundo”, revela Franciele.

        Para Albarello, o crime é uma realidade na vida dos jovens. “Dos menores infratores, 99% têm uma família desregrada. Seus pais têm problemas com drogas e álcool ou são envolvidos na criminalidade. A criança nasce e cresce nesse meio e é muito difícil reverter essa situação. Estudos mostram que salvar alguém nessas condições é a exceção da regra”, pontua.

        Atualmente, o Creas atende cerca de 70 jovens infratores, a maior parte dos casos por envolvimento no tráfico de drogas. “Já ressocializamos muitos jovens. Outros, perdemos para o mundo do crime. É uma vitória quando conseguimos salvar um deles. Quando não conseguimos, sabemos que voltarão para o crime”, lamenta Franciele.

Disponível em:<https://diariodamanha.com/noticias/menores-infratores-o-desafio-da-recuperacao/> . Acesso em: 28 jun. 2021.
Em seu sentido global, o texto discorre sobre a recuperação do menor infrator confrontando: 
Alternativas
Q2171000 Português

Leia a fábula “O leão enamorado”, do escritor grego Esopo, para responder à questão.


        Um leão enamorou-se da filha de um lavrador e foi pedi-la em casamento. E o lavrador, que não suportava a ideia de entregar a filha a uma fera e, por medo, também não conseguia dizer não, fez o seguinte. Visto que o leão insistia em pressioná-lo, ele disse que o reputava um noivo digno de sua filha, mas que não podia conceder-lhe sua mão, a menos que ele extraísse as presas e aparasse as garras, que amedrontavam a mocinha. O leão, por amor, sujeitou-se com facilidade a todas as exigências e o lavrador, já sem nenhum receio dele, escorraçou-o a porretadas quando ele veio à sua casa.


(Esopo. Fábulas completas. São Paulo: Cosac Naify, 2013)  

Retoma uma expressão mencionada anteriormente no texto o termo sublinhado no seguinte trecho:
Alternativas
Q2170999 Português

Leia a fábula “O leão enamorado”, do escritor grego Esopo, para responder à questão.


        Um leão enamorou-se da filha de um lavrador e foi pedi-la em casamento. E o lavrador, que não suportava a ideia de entregar a filha a uma fera e, por medo, também não conseguia dizer não, fez o seguinte. Visto que o leão insistia em pressioná-lo, ele disse que o reputava um noivo digno de sua filha, mas que não podia conceder-lhe sua mão, a menos que ele extraísse as presas e aparasse as garras, que amedrontavam a mocinha. O leão, por amor, sujeitou-se com facilidade a todas as exigências e o lavrador, já sem nenhum receio dele, escorraçou-o a porretadas quando ele veio à sua casa.


(Esopo. Fábulas completas. São Paulo: Cosac Naify, 2013)  

A fábula permite caracterizar o lavrador como
Alternativas
Q2170998 Português

Leia a fábula “O leão enamorado”, do escritor grego Esopo, para responder à questão.


        Um leão enamorou-se da filha de um lavrador e foi pedi-la em casamento. E o lavrador, que não suportava a ideia de entregar a filha a uma fera e, por medo, também não conseguia dizer não, fez o seguinte. Visto que o leão insistia em pressioná-lo, ele disse que o reputava um noivo digno de sua filha, mas que não podia conceder-lhe sua mão, a menos que ele extraísse as presas e aparasse as garras, que amedrontavam a mocinha. O leão, por amor, sujeitou-se com facilidade a todas as exigências e o lavrador, já sem nenhum receio dele, escorraçou-o a porretadas quando ele veio à sua casa.


(Esopo. Fábulas completas. São Paulo: Cosac Naify, 2013)  

Depreende-se da leitura da fábula a seguinte moral:
Alternativas
Q2170994 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Ao se transpor o trecho O homem falou: – Comprei esta casa (1º e 2º parágrafos) para o discurso indireto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:
Alternativas
Q2170991 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Observa-se expressão própria da linguagem coloquial no seguinte trecho: 
Alternativas
Q2170990 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

A personificação é um recurso expressivo que consiste em pensar seres inanimados ou irracionais como se eles fossem humanos, atribuindo-lhes linguagem, sentimentos e ações típicos dos seres humanos. Ocorre esse recurso expressivo em:
Alternativas
Q2170989 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Na crônica, o homem dirige-se diretamente a seu interlocutor no seguinte trecho:
Alternativas
Q2170988 Português

Considere a crônica “Vende a casa”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.




(ANDRADE, Carlos Drummond de. Cadeira de balanço. São Paulo: Companhia das Letras, 2020) 

Em relação à venda da casa, o homem mostra-se
Alternativas
Q2170922 Português
Leia a tirinha a seguir:
Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: 550089/tirinha-oignaa ho.tumblr.com/post/163411755089/tirinha-original

No segundo e terceiro quadrinhos, nas falas dos personagens, percebe-se, predominantemente, a presença de uma: 
Alternativas
Q2170921 Português
TEXTO 01

O Padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1989, p. 63-64.
A partir do trecho: "Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro.", podemos inferir que:
Alternativas
Q2170919 Português
TEXTO 01

O Padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1989, p. 63-64.
De acordo com a estrutura textual de "O Padeiro", pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2170918 Português
TEXTO 01

O Padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1989, p. 63-64.
Analise as assertivas abaixo a respeito do texto:
I. O texto tem como referência a realidade das pessoas que, nos bastidores da sociedade, trabalham em atividades operacionais, mas não têm o reconhecimento do seu trabalho, e se tornam seres "invisíveis".
II. O trecho "ele contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu sorrindo" mostra a falta de identidade do personagem, sua alienação diante da sua representação social.
III. De certa forma, o texto faz uma crítica às relações excludentes e preconceituosas existentes no contexto de trabalho exclusivamente dos jornalistas.
IV. No penúltimo parágrafo, o narrador, que também já foi padeiro, compara sua humildade de jornalista à do padeiro que conhecera.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
24341: C
24342: B
24343: E
24344: B
24345: C
24346: D
24347: B
24348: D
24349: C
24350: E
24351: A
24352: D
24353: B
24354: E
24355: E
24356: C
24357: B
24358: B
24359: A
24360: D