Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2030685 Português

Leia o conto de Marina Colasanti.

Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez paga mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Assinale a alternativa cuja frase tenha sentido de acordo com o texto.
Alternativas
Q2030684 Português

Leia o conto de Marina Colasanti.

Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez paga mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Analise as afirmativas feitas, considerando o texto.


1. O texto fala da impotência do homem diante de uma rotina repetitiva que o acomoda.

2. Há um convite à reflexão sobre nossa sociedade de consumo.

3. O homem frui a vida, levando-a instintivamente.

4. O lado bom e o lado ruim da vida são colocados em oposição para instigar o leitor a apreciar o que está a sua volta.

5. O homem é um expectador de sua própria vida.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. 

Alternativas
Q2030250 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Rússia provoca queda do índice de liberdade global na internet

A liberdade global na internet retrocedeu pelo 12º ano consecutivo, em particular devido à situação na Rússia, afirma um estudo divulgado pelo grupo americano Freedom House.

O relatório da organização de defesa e pesquisa da democracia atribui o retrocesso ao agravamento das liberdades digitais na Rússia, Mianmar, Sudão e Líbia.

Ao mesmo tempo, o estudo destaca que 26 nações, como Gâmbia ou Zimbábue, registraram avanços neste campo, o que representa um recorde.

Allie Funk, coautora do relatório, explica que a sociedade civil começou a observar os frutos das políticas de defesa da liberdade na internet ao redor do mundo.

"Nos últimos três a cinco anos, foi observada uma grande ênfase nos direitos humanos online, de governos democráticos investindo muito dinheiro em programas para a liberdade na internet e em empresas de tecnologia - algumas delas - que começam a prestar atenção nestes temas", afirmou Funk, diretora de pesquisa para Tecnologia e Democracia na Freedom House.

Mas a "invasão da Ucrânia pela Rússia minou a liberdade na internet, não apenas na Rússia e na Ucrânia, mas globalmente", disse, antes de destacar, no entanto, que a perspectiva geral é, "na verdade, muito mais positiva do que o que tínhamos antes".

A Freedom House atribui uma pontuação de 0 a 100 para vários indicadores vinculados à questão, como o acesso à internet, os limites ao conteúdo ou as violações aos direitos dos usuários.

A avaliação da Rússia perdeu sete pontos e atingiu o menor índice depois que Moscou bloqueou sites e redes sociais para eliminar a divulgação de pontos de vistas diferentes aos do governo sobre a guerra.

A China recebeu novamente a pior nota do estudo, que destaca uma grande censura em informações sobre a pandemia, os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim ou o desaparecimento temporário da tenista Peng Shuai.

O relatório afirma, ainda, que o futuro da internet será decidido por "Estados pendulares": grandes países como Brasil, Índia ou Nigéria com um balanço desigual. "O progresso destes países pode garantir a sobrevivência de uma internet livre e aberta. Ou pode unir forças com poderes autoritários para promover um modelo mais fechado de soberania cibernética", aponta o estudo.

Entre junho e maio de 2021, o estudo registrou controles sobre a internet nos 70 países avaliados, com exceção de Canadá, Costa Rica, Islândia e Japão.

Rússia provoca queda do índice de liberdade global na internet(msn.com). Adaptado
Liberdade de expressão é algo que não se trata apenas do que se diz pessoalmente, mas também, sobre as representações nas redes sociais e canais de comunicação.
A respeito do texto indicado, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q2030206 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Parasita da toxoplasmose influencia comportamento de lobos, que viram chefes da matilha




(Reinaldo José Lopes. Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de "1499: O Brasil Antes de Cabral". https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2022/11/parasita-datoxoplasmose-influencia-comportamento-de-lobos-que-viram-chefes-damatilha.shtml)

Assinale a alternativa em que as palavras, do texto, caso tenham sua ordem invertida, tenham apresentado alteração semântica. 
Alternativas
Q2030205 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Parasita da toxoplasmose influencia comportamento de lobos, que viram chefes da matilha




(Reinaldo José Lopes. Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de "1499: O Brasil Antes de Cabral". https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2022/11/parasita-datoxoplasmose-influencia-comportamento-de-lobos-que-viram-chefes-damatilha.shtml)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada exerça, no texto, papel adjetivo.
Alternativas
Q2030204 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Parasita da toxoplasmose influencia comportamento de lobos, que viram chefes da matilha




(Reinaldo José Lopes. Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de "1499: O Brasil Antes de Cabral". https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2022/11/parasita-datoxoplasmose-influencia-comportamento-de-lobos-que-viram-chefes-damatilha.shtml)

Segundo o texto, um dos problemas identificados pela pesquisa é
Alternativas
Q2030203 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Parasita da toxoplasmose influencia comportamento de lobos, que viram chefes da matilha




(Reinaldo José Lopes. Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de "1499: O Brasil Antes de Cabral". https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2022/11/parasita-datoxoplasmose-influencia-comportamento-de-lobos-que-viram-chefes-damatilha.shtml)

É correto afirmar que o vírus se instala em roedores ulteriormente com o objetivo de
Alternativas
Q2030201 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Parasita da toxoplasmose influencia comportamento de lobos, que viram chefes da matilha




(Reinaldo José Lopes. Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de "1499: O Brasil Antes de Cabral". https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2022/11/parasita-datoxoplasmose-influencia-comportamento-de-lobos-que-viram-chefes-damatilha.shtml)

Coisas parecidas já foram verificadas em outros animais – o micróbio é capaz de produzir um destemor totalmente antinatural em suas vítimas. (L.22-24)

O segmento sublinhado no período acima, em relação ao imediatamente anterior, introduz uma
Alternativas
Q2030199 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Parasita da toxoplasmose influencia comportamento de lobos, que viram chefes da matilha




(Reinaldo José Lopes. Jornalista especializado em biologia e arqueologia, autor de "1499: O Brasil Antes de Cabral". https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldojoselopes/2022/11/parasita-datoxoplasmose-influencia-comportamento-de-lobos-que-viram-chefes-damatilha.shtml)

A respeito da leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. O novo vírus descoberto tem origem na manipulação de lobos e onças-pardas.
II. A toxoplasmose constitui-se numa doença que ataca a identidade e a imunidade dos animais, mas tornando-os mais resistentes aos desafios da natureza.
III. Em sua sede de reprodução, o vírus leva à segregação dos animais de seu bando, tornando-os seres gregários.

Assinale
Alternativas
Q2030156 Português

Leia o texto para responder a questão.


        A peste negra, pandemia que pode ter matado cerca de metade da população da Europa no século 14, provavelmente surgiu a partir de um surto no atual Quirguistão, na Ásia Central.

        O DNA da bactéria causadora da doença foi identificado nos restos mortais de pessoas enterradas na região a partir do ano de 1338, menos de uma década antes que a peste negra chegasse ao território europeu, e é praticamente idêntico ao encontrado em vítimas da pestilência na Europa, mostra uma pesquisa sobre o tema.

        Combinando os novos dados genômicos com o que já se sabia sobre os aspectos arqueológicos e a história da peste negra, o estudo tem potencial para encerrar o longo debate sobre as origens da doença, considerada a pandemia mais devastadora da história humana.

        Cepas muito parecidas do micróbio ainda circulam nas populações de roedores selvagens do Quirguistão, os quais são considerados o reservatório natural da bactéria – hoje em dia, seres humanos só são infectados quando entram em contato com os animais.

        Se o lugar hoje pode parecer relativamente remoto e desconhecido, é importante lembrar que a situação durante o fim da Idade Média era muito diferente. “Estamos falando de uma comunidade de mercadores que tinha conexões de longa distância com muitos lugares diferentes, a julgar pelos artefatos encontrados por arqueólogos na região”, lembra Philip Slavin, pesquisador da Universidade de Stirling (Reino Unido).


(Reinaldo José Lopes. Peste negra pode ter começado no Quirguistão, mostra análise de DNA. www1.folha.uol.com.br, 19.06.2022. Adaptado)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2030153 Português

Leia o texto para responder a questão. 

        Mais de um quarto dos japoneses por volta dos 30 anos não tem planos de matrimônio. Um estudo divulgado pelo governo japonês indica que há um grupo crescente de cidadãos nessa faixa etária que nunca se casou e não tem a menor intenção de fazê-lo, o que é uma séria preocupação num país cuja sociedade já está envelhecendo e diminuindo rapidamente.

         Em 2021, foram registrados 514 mil matrimônios no Japão, a cifra anual mais baixa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e uma queda dramática em relação ao 1,029 milhão de uniões em 1970.

         As mulheres que participaram do estudo disseram que optaram por se manter no trabalho em vez de deixá-lo para formar uma família – e muitas descobriram que, na verdade, gostam de ter uma carreira e querem prosseguir. Entretanto as pressões de ter um emprego dificultam ainda mais a manutenção de uma família e dos encargos de dona de casa – como realizar tarefas domésticas, criar filhos e cuidar de genitores idosos –, e cada vez mais as profissionais dessa geração tendem a permanecer solteiras.

           Os homens alegaram dar importância à liberdade pessoal, porém acrescentaram, entre os motivos para permanecerem solteiros, as apreensões quanto à segurança empregatícia e de não poder ganhar o suficiente para sustentar uma família. “Vejo diversas razões na sociedade para isso acontecer. Uma delas tem a ver com os salários que, ao contrário do que acontece em outros países, não tiveram aumento significativo e continuam os mesmos há muitos anos”, explica a psicóloga Aya Fujii, que fornece apoio de saúde mental num programa governamental de assistência ao emprego em Tóquio. “Isso significa que muitos jovens consideram que ter uma família gera uma carga financeira excessiva”, acrescenta.

            A psicóloga não crê que a tendência demográfica vá mudar em breve: “Acho que hoje em dia muita gente jovem não dispõe de habilidades sociais, o que ficou pior desde que muitas famílias só estão tendo um filho. No fim das contas, os japoneses com idade entre 20 e 30 anos que são incapazes de se comunicar com membros do sexo oposto vão achar mais difícil encontrar um parceiro, e o padrão da nação, de uma população minguante, vai continuar”.


(Julian Ryall. Por que tantos jovens japoneses se recusam a casar? www.dw.com, 25.06.2022. Adaptado)

Para a psicóloga Aya Fujii, entrevistada na matéria, a população japonesa 
Alternativas
Q2030152 Português

Leia o texto para responder a questão. 

        Mais de um quarto dos japoneses por volta dos 30 anos não tem planos de matrimônio. Um estudo divulgado pelo governo japonês indica que há um grupo crescente de cidadãos nessa faixa etária que nunca se casou e não tem a menor intenção de fazê-lo, o que é uma séria preocupação num país cuja sociedade já está envelhecendo e diminuindo rapidamente.

         Em 2021, foram registrados 514 mil matrimônios no Japão, a cifra anual mais baixa desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e uma queda dramática em relação ao 1,029 milhão de uniões em 1970.

         As mulheres que participaram do estudo disseram que optaram por se manter no trabalho em vez de deixá-lo para formar uma família – e muitas descobriram que, na verdade, gostam de ter uma carreira e querem prosseguir. Entretanto as pressões de ter um emprego dificultam ainda mais a manutenção de uma família e dos encargos de dona de casa – como realizar tarefas domésticas, criar filhos e cuidar de genitores idosos –, e cada vez mais as profissionais dessa geração tendem a permanecer solteiras.

           Os homens alegaram dar importância à liberdade pessoal, porém acrescentaram, entre os motivos para permanecerem solteiros, as apreensões quanto à segurança empregatícia e de não poder ganhar o suficiente para sustentar uma família. “Vejo diversas razões na sociedade para isso acontecer. Uma delas tem a ver com os salários que, ao contrário do que acontece em outros países, não tiveram aumento significativo e continuam os mesmos há muitos anos”, explica a psicóloga Aya Fujii, que fornece apoio de saúde mental num programa governamental de assistência ao emprego em Tóquio. “Isso significa que muitos jovens consideram que ter uma família gera uma carga financeira excessiva”, acrescenta.

            A psicóloga não crê que a tendência demográfica vá mudar em breve: “Acho que hoje em dia muita gente jovem não dispõe de habilidades sociais, o que ficou pior desde que muitas famílias só estão tendo um filho. No fim das contas, os japoneses com idade entre 20 e 30 anos que são incapazes de se comunicar com membros do sexo oposto vão achar mais difícil encontrar um parceiro, e o padrão da nação, de uma população minguante, vai continuar”.


(Julian Ryall. Por que tantos jovens japoneses se recusam a casar? www.dw.com, 25.06.2022. Adaptado)

De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q2030149 Português

Leia a tira para responder a questão.


(Bill Watterson. O melhor de Calvin. https://cultura.estadao.com.br, 23.06.2022)

De acordo com informações presentes na tira, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2029856 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Um bilhão de pessoas vivem em favelas e moradias precárias no mundo com 8 bilhões



 (Rafael Balago. 13.nov.2022. Folha de S. Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/11/no-mundo-de-8-bilhoes-dehabitantes-1-bilhao-vive-em-favelas-e-moradias-precarias.shtml)

A entidade define como casa inadequada uma que tenha ao menos uma das seguintes condições: é feita de materiais pouco resistentes; não conta com acesso adequado a água potável e esgoto; e abriga mais de três pessoas por cômodo. (L.8-11)
O segmento sublinhado no período acima, em relação ao imediatamente anterior, apresenta uma
Alternativas
Q2029855 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Um bilhão de pessoas vivem em favelas e moradias precárias no mundo com 8 bilhões



 (Rafael Balago. 13.nov.2022. Folha de S. Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/11/no-mundo-de-8-bilhoes-dehabitantes-1-bilhao-vive-em-favelas-e-moradias-precarias.shtml)

"O preço das casas é fortemente direcionado pelo valor dos terrenos – que representa entre um quarto e um terço do valor final, mas pode alcançar 90% em lugares onde o mercado está muito aquecido", diz Christophe Lalande, especialista em habitação da ONU Habitat, programa das Nações Unidas para os assentamentos humanos. (L.68-73)
O parágrafo acima apresenta, em relação ao texto como um todo, um exemplo de argumento de
Alternativas
Q2029851 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Um bilhão de pessoas vivem em favelas e moradias precárias no mundo com 8 bilhões



 (Rafael Balago. 13.nov.2022. Folha de S. Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/11/no-mundo-de-8-bilhoes-dehabitantes-1-bilhao-vive-em-favelas-e-moradias-precarias.shtml)

Em relação à saúde das cidades, de que fala o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2029849 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Um bilhão de pessoas vivem em favelas e moradias precárias no mundo com 8 bilhões



 (Rafael Balago. 13.nov.2022. Folha de S. Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/11/no-mundo-de-8-bilhoes-dehabitantes-1-bilhao-vive-em-favelas-e-moradias-precarias.shtml)

Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. Para ser oficialmente considerada inadequada, a ONU estabelece que já suficiente não haver estrutura adequada de água e esgoto.
II. Ao passo que as cidades crescem cada vez mais, as condições inadequadas de vida vêm diminuindo quantitativamente, embora ainda haja grande distância entre o que se observa na Europa e no restante do mundo.
III. Todos os conglomerados urbanos, com seu processo irrefreado de crescimento constante, acabam afastando os jovens para as periferias, diante da dificuldade de encontrar espaço adequado de moradia.
Assinale
Alternativas
Q2029757 Português

Texto para a questão.


Guerra representa desafio histórico, mas é cedo para anunciar funeral da EU


 (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mathias-alencastro/2022/09/guerrarepresenta-desafio-historico-mas-e-cedo-para-anunciar-funeral-da-ue.shtml)

“O colega colunista Helio Beltrão escolheu uma boa semana para retomar o clichê mais envelhecido da Guerra da Ucrânia: "Putin joga xadrez, e Bruxelas, bolinhas de gude.” (L.1-3)
O segmento após os dois-pontos, em relação ao segmento anterior, aponta uma
Alternativas
Q2029753 Português

Texto para a questão.


Guerra representa desafio histórico, mas é cedo para anunciar funeral da EU


 (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mathias-alencastro/2022/09/guerrarepresenta-desafio-historico-mas-e-cedo-para-anunciar-funeral-da-ue.shtml)

Em relação à leitura do texto e seus possíveis sentidos, analise as afirmativas a seguir:
I. O funeral da União Europeia se caracteriza pela morte provocada pela ruptura entre Rússia, Ucrânia e Comunidade Europeia.
II. A visão de que a Eurásia faz parte de uma guerra se constrói por conta da dependência dos Estados europeus do gás da Rússia, que se transforma em instrumento de poder russo.
III. Apesar de difícil, não é impossível que a União Europeia financie pesquisas em busca de sua autonomia energética, que levaria ao enfraquecimento da Rússia.

Assinale
Alternativas
Q2029502 Português
Leia o texto.

Revogue-se

Relacionamentos se constroem ao longo dos anos de sua duração: os dois parceiros vão tramar consciente ou inconscientemente a teia que os vai envolver ou separar, o casulo onde vão abrigar ou sufocar seus filhos.

Amor não deveria ser prisão ou dever, mas crescimento e libertação. Porém se gostamos de alguma coisa ou de alguém, queremos que esteja sempre conosco. Perda e separação significam sofrimento, mas não o fim da vida nem o fim de todos os afetos.

Certa vez me entregaram um bilhete que dizia:

“Se você ama alguém, deixe-o livre.”

Poucas afirmações são tão difíceis de cumprir, poucas contêm tamanha sabedoria em relação aos amores, todos os amores: filhos, amigos, amantes. Amor é risco, viver é risco. Pois permitir, até querer que o outro cresça ao nosso lado, pode significar que crescerá afastando-se de nós.

Mas - essa é a força e a beleza do desafio de uma vida a dois - o outro, crescendo, pode-se abrir mais para nós, que participaremos dessa expansão. Instaura-se uma instigante parceria amorosa, na qual o tempo não servirá para desgaste, mas para construção. É um processo de refinamento da cumplicidade que brilha em algumas relações mesmo depois de muitos anos, muitas perdas, e muitos difíceis recomeços - desde que haja sobre o que reconstruir.

[…]
Lya Luft
Assinale a alternativa correta tendo por base o texto.
Alternativas
Respostas
20721: E
20722: D
20723: B
20724: C
20725: D
20726: B
20727: C
20728: A
20729: D
20730: D
20731: A
20732: C
20733: B
20734: D
20735: A
20736: D
20737: A
20738: E
20739: C
20740: D