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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 37.023 questões

Ano: 2025 Banca: OBJETIVA Órgão: TERMASA - RS Prova: OBJETIVA - 2025 - TERMASA - RS - Caixa |
Q4207152 Português

A NATUREZA



    Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se resume apenas aos espaços com animais e plantas. Na verdade, ela engloba tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.



    Ou seja, vai além das áreas onde há fauna e flora, abrangendo todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, as diversas paisagens e os fenômenos naturais.



     A natureza é importante por diversos motivos, que vão desde a manutenção do equilíbrio ecológico do planeta Terra até o fornecimento de recursos essenciais para a sobrevivência dos seres vivos.



    Para os seres humanos, ela é fonte de elementos básicos à vida, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também atende a necessidades secundárias, proporcionando lazer, inspiração e benefícios físicos, psicológicos e até espirituais.



     Para a sociedade, a natureza fornece as matérias-primas necessárias para o funcionamento da indústria, do comércio e das demais atividades econômicas.



     Por essas razões, ela é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, a natureza contribui para a proteção contra desastres naturais, para a regulação do clima, para a preservação do meio ambiente e para a garantia da qualidade de vida das espécies.


Fonte: Terra. Adaptado.

O texto fala sobre as necessidades secundárias que a natureza oferece. Com base nelas, analisar os itens.

I. Lazer e benefícios psicológicos proporcionados pelo convívio com a natureza desempenham um papel fundamental na qualidade de vida.
II. A convivÍncia com a natureza pode reduzir o estresse e melhorar o humor.
III. A conexão com a natureza contribui para a produção cultural e a artística.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q4206400 Português
A NATUREZA

       Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se trata apenas de espaços com animais e plantas: ela, na verdade, envolve tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.
       Ou seja, ela vai além dos espaços com animais e plantas. Ela, na verdade, também inclui todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, todas as paisagens e os fenômenos naturais que acontecem.
       A natureza é importante por motivos que vão desde contribuir para o equilíbrio ecológico do planeta Terra até servir como fonte de recursos para a sobrevivência dos seres vivos.
       Para os seres humanos, a natureza é uma fonte de elementos básicos para a sobrevivência, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também é uma fonte de necessidades secundárias, como lazer, fonte de inspiração, benefícios físicos, psicológicos e até mesmo espirituais.
       Para a sociedade, a natureza também fornece as matérias-primas naturais necessárias para manter a indústria, o comércio e a atividade comercial funcionando.
       Por essas razões, a natureza é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, protege contra desastres naturais e a regulação do clima, preservando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida para as espécies.

Fonte: Terra. Adaptado.
De acordo com o texto, por qual palavra “importância” (6º parágrafo) poderia ser substituída, sem alterar o sentido da frase?
Alternativas
Q4206399 Português
A NATUREZA

       Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se trata apenas de espaços com animais e plantas: ela, na verdade, envolve tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.
       Ou seja, ela vai além dos espaços com animais e plantas. Ela, na verdade, também inclui todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, todas as paisagens e os fenômenos naturais que acontecem.
       A natureza é importante por motivos que vão desde contribuir para o equilíbrio ecológico do planeta Terra até servir como fonte de recursos para a sobrevivência dos seres vivos.
       Para os seres humanos, a natureza é uma fonte de elementos básicos para a sobrevivência, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também é uma fonte de necessidades secundárias, como lazer, fonte de inspiração, benefícios físicos, psicológicos e até mesmo espirituais.
       Para a sociedade, a natureza também fornece as matérias-primas naturais necessárias para manter a indústria, o comércio e a atividade comercial funcionando.
       Por essas razões, a natureza é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, protege contra desastres naturais e a regulação do clima, preservando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida para as espécies.

Fonte: Terra. Adaptado.
Com base no texto, a expressão “ela” (2º parágrafo) refere-se a que termo?
Alternativas
Q4206398 Português
A NATUREZA

       Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se trata apenas de espaços com animais e plantas: ela, na verdade, envolve tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.
       Ou seja, ela vai além dos espaços com animais e plantas. Ela, na verdade, também inclui todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, todas as paisagens e os fenômenos naturais que acontecem.
       A natureza é importante por motivos que vão desde contribuir para o equilíbrio ecológico do planeta Terra até servir como fonte de recursos para a sobrevivência dos seres vivos.
       Para os seres humanos, a natureza é uma fonte de elementos básicos para a sobrevivência, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também é uma fonte de necessidades secundárias, como lazer, fonte de inspiração, benefícios físicos, psicológicos e até mesmo espirituais.
       Para a sociedade, a natureza também fornece as matérias-primas naturais necessárias para manter a indústria, o comércio e a atividade comercial funcionando.
       Por essas razões, a natureza é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, protege contra desastres naturais e a regulação do clima, preservando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida para as espécies.

Fonte: Terra. Adaptado.
Segundo o texto, a natureza é importante por várias razões e de várias formas. Em relação à sobrevivência do ser humano, assinalar a alternativa que apresenta um exemplo relativo a essa necessidade.
Alternativas
Q4206397 Português
A NATUREZA

       Ao contrário do que muitos pensam, a natureza não se trata apenas de espaços com animais e plantas: ela, na verdade, envolve tudo o que existe fisicamente no mundo e que não depende da ação humana para se desenvolver.
       Ou seja, ela vai além dos espaços com animais e plantas. Ela, na verdade, também inclui todos os seres vivos, os diferentes ecossistemas, como florestas, desertos, campos e savanas, todas as paisagens e os fenômenos naturais que acontecem.
       A natureza é importante por motivos que vão desde contribuir para o equilíbrio ecológico do planeta Terra até servir como fonte de recursos para a sobrevivência dos seres vivos.
       Para os seres humanos, a natureza é uma fonte de elementos básicos para a sobrevivência, como água, ar, energia e alimentos. Além disso, também é uma fonte de necessidades secundárias, como lazer, fonte de inspiração, benefícios físicos, psicológicos e até mesmo espirituais.
       Para a sociedade, a natureza também fornece as matérias-primas naturais necessárias para manter a indústria, o comércio e a atividade comercial funcionando.
       Por essas razões, a natureza é de extrema importância para a sobrevivência de todos os seres vivos na Terra. Além disso, protege contra desastres naturais e a regulação do clima, preservando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida para as espécies.

Fonte: Terra. Adaptado.
Conforme o texto, são muitas as contribuições da natureza para o planeta Terra e os seres vivos. Assinalar a alternativa em que essa afirmação NÃO transparece.
Alternativas
Q4206212 Português

Poluição


        A poluição se refere a uma modificação ambiental que afeta de maneira desfavorável os seres humanos e também outras formas de vida. Ela é, geralmente, provocada pelo humano e suas atividades. O ser humano provoca poluição ambiental quando suas indústrias, por exemplo, lançam poluentes no ar, quando combustíveis fósseis são queimados, quando realizam queimadas, quando utilizam agrotóxicos na agricultura, entre várias outras situações. 

        Vale salientar, no entanto, que a poluição nem sempre é desencadeada pela humanidade. Os vulcões, por exemplo, são uma fonte natural de poluição e, ao entrarem em erupção, são responsáveis pela liberação de uma grande quantidade de gases.

        A poluição é responsável por provocar diversos danos aos ecossistemas, provocando alterações que afetam diretamente todos os seres vivos que ali se desenvolvem. Dentre algumas das consequências da poluição, podemos citar: redução da biodiversidade, aquecimento global e mudanças climáticas, desenvolvimento de uma série de doenças nos seres humanos e outros animais.

        Entre as medidas que podemos tomar para reduzir a poluição, destacam-se: reciclar, reaproveitar e reutilizar sempre que possível, não realizar queimadas, repensar nossos hábitos de consumo, ensinar outras pessoas a respeito de se combater a poluição do meio ambiente. É muito importante a conscientização a respeito dos problemas causados pela poluição.


Brasil Escola. (Adaptado)

Com base no texto, a palavra “danos” (3º parágrafo) poderá ser substituída, sem alteração do sentido da frase, por:
Alternativas
Q4206210 Português

Poluição


        A poluição se refere a uma modificação ambiental que afeta de maneira desfavorável os seres humanos e também outras formas de vida. Ela é, geralmente, provocada pelo humano e suas atividades. O ser humano provoca poluição ambiental quando suas indústrias, por exemplo, lançam poluentes no ar, quando combustíveis fósseis são queimados, quando realizam queimadas, quando utilizam agrotóxicos na agricultura, entre várias outras situações. 

        Vale salientar, no entanto, que a poluição nem sempre é desencadeada pela humanidade. Os vulcões, por exemplo, são uma fonte natural de poluição e, ao entrarem em erupção, são responsáveis pela liberação de uma grande quantidade de gases.

        A poluição é responsável por provocar diversos danos aos ecossistemas, provocando alterações que afetam diretamente todos os seres vivos que ali se desenvolvem. Dentre algumas das consequências da poluição, podemos citar: redução da biodiversidade, aquecimento global e mudanças climáticas, desenvolvimento de uma série de doenças nos seres humanos e outros animais.

        Entre as medidas que podemos tomar para reduzir a poluição, destacam-se: reciclar, reaproveitar e reutilizar sempre que possível, não realizar queimadas, repensar nossos hábitos de consumo, ensinar outras pessoas a respeito de se combater a poluição do meio ambiente. É muito importante a conscientização a respeito dos problemas causados pela poluição.


Brasil Escola. (Adaptado)

De acordo com o texto, sobre medidas para reduzir a poluição, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Reciclar.
( ) Queimadas.
( ) Agrotóxicos na agricultura.
( ) Reaproveitar.
Alternativas
Q4206209 Português

Poluição


        A poluição se refere a uma modificação ambiental que afeta de maneira desfavorável os seres humanos e também outras formas de vida. Ela é, geralmente, provocada pelo humano e suas atividades. O ser humano provoca poluição ambiental quando suas indústrias, por exemplo, lançam poluentes no ar, quando combustíveis fósseis são queimados, quando realizam queimadas, quando utilizam agrotóxicos na agricultura, entre várias outras situações. 

        Vale salientar, no entanto, que a poluição nem sempre é desencadeada pela humanidade. Os vulcões, por exemplo, são uma fonte natural de poluição e, ao entrarem em erupção, são responsáveis pela liberação de uma grande quantidade de gases.

        A poluição é responsável por provocar diversos danos aos ecossistemas, provocando alterações que afetam diretamente todos os seres vivos que ali se desenvolvem. Dentre algumas das consequências da poluição, podemos citar: redução da biodiversidade, aquecimento global e mudanças climáticas, desenvolvimento de uma série de doenças nos seres humanos e outros animais.

        Entre as medidas que podemos tomar para reduzir a poluição, destacam-se: reciclar, reaproveitar e reutilizar sempre que possível, não realizar queimadas, repensar nossos hábitos de consumo, ensinar outras pessoas a respeito de se combater a poluição do meio ambiente. É muito importante a conscientização a respeito dos problemas causados pela poluição.


Brasil Escola. (Adaptado)

Baseando-se no texto, assinalar a alternativa que NÃO apresenta resultados negativos da poluição.
Alternativas
Q4206208 Português

Poluição


        A poluição se refere a uma modificação ambiental que afeta de maneira desfavorável os seres humanos e também outras formas de vida. Ela é, geralmente, provocada pelo humano e suas atividades. O ser humano provoca poluição ambiental quando suas indústrias, por exemplo, lançam poluentes no ar, quando combustíveis fósseis são queimados, quando realizam queimadas, quando utilizam agrotóxicos na agricultura, entre várias outras situações. 

        Vale salientar, no entanto, que a poluição nem sempre é desencadeada pela humanidade. Os vulcões, por exemplo, são uma fonte natural de poluição e, ao entrarem em erupção, são responsáveis pela liberação de uma grande quantidade de gases.

        A poluição é responsável por provocar diversos danos aos ecossistemas, provocando alterações que afetam diretamente todos os seres vivos que ali se desenvolvem. Dentre algumas das consequências da poluição, podemos citar: redução da biodiversidade, aquecimento global e mudanças climáticas, desenvolvimento de uma série de doenças nos seres humanos e outros animais.

        Entre as medidas que podemos tomar para reduzir a poluição, destacam-se: reciclar, reaproveitar e reutilizar sempre que possível, não realizar queimadas, repensar nossos hábitos de consumo, ensinar outras pessoas a respeito de se combater a poluição do meio ambiente. É muito importante a conscientização a respeito dos problemas causados pela poluição.


Brasil Escola. (Adaptado)

Com base no texto, qual das alternativas NÃO é uma ação do homem que desencadeia a poluição?
Alternativas
Q4206207 Português

Poluição


        A poluição se refere a uma modificação ambiental que afeta de maneira desfavorável os seres humanos e também outras formas de vida. Ela é, geralmente, provocada pelo humano e suas atividades. O ser humano provoca poluição ambiental quando suas indústrias, por exemplo, lançam poluentes no ar, quando combustíveis fósseis são queimados, quando realizam queimadas, quando utilizam agrotóxicos na agricultura, entre várias outras situações. 

        Vale salientar, no entanto, que a poluição nem sempre é desencadeada pela humanidade. Os vulcões, por exemplo, são uma fonte natural de poluição e, ao entrarem em erupção, são responsáveis pela liberação de uma grande quantidade de gases.

        A poluição é responsável por provocar diversos danos aos ecossistemas, provocando alterações que afetam diretamente todos os seres vivos que ali se desenvolvem. Dentre algumas das consequências da poluição, podemos citar: redução da biodiversidade, aquecimento global e mudanças climáticas, desenvolvimento de uma série de doenças nos seres humanos e outros animais.

        Entre as medidas que podemos tomar para reduzir a poluição, destacam-se: reciclar, reaproveitar e reutilizar sempre que possível, não realizar queimadas, repensar nossos hábitos de consumo, ensinar outras pessoas a respeito de se combater a poluição do meio ambiente. É muito importante a conscientização a respeito dos problemas causados pela poluição.


Brasil Escola. (Adaptado)

Com base no texto, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4202242 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito,

Não me deixa enganar, vereis que um dia

(Vivendo esse impostor) por seu respeito

Se encherá de Emboabas a Bahia.

Pagaram os Tupis o insano feito,

E vereis entre a bélica porfia

Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos,

Escravas as mulheres c’os filhinhos.


Vereis as nossas Gentes desterradas

Entre os tigres viver no sertão fundo.

Cativa a plebe, as tabas arrombadas,

Levando para além do mar profundo

Nossos filhos, e filhas desgraçadas;

Ou, quando as deixem cá no nosso mundo,

Poderemos sofrer, Paiaiás bravos,

Ver filhos, pais e mães feitos escravos?



(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido.

Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)

De acordo com Antonio Candido, os versos transcritos têm como tema a
Alternativas
Q4200800 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Valorizar as culturas das infâncias é o primeiro passo contra a adultização

        Agosto foi definido pelo governo federal como o mês da primeira infância, mas vivemos uma contradição. Enquanto iniciativas buscam valorizar os primeiros anos de vida, surgem denúncias de hiperexposição e exploração de crianças na internet. O termo que ganhou força é “adultização”, quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. Como agir diante disso?

    A infância é um período repleto de descobertas, imaginação e aprendizagens que não se resumem a conteúdos, mas à própria experiência de ser criança. Brincar livre, ouvir e contar histórias, mergulhar em jogos simbólicos e na curiosidade espontânea fazem parte do que chamamos de culturas das infâncias. E dizemos no plural por reconhecer a diversidade racial, social, de gênero, cultural e econômica das crianças em diferentes territórios e tempos históricos.

    É por meio dessas experiências da infância que a criança constrói sua identidade, desenvolve habilidades socioemocionais e aprende a se relacionar com o mundo ao seu redor. Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, na qual há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

    Por outro lado, a adultização impõe às crianças padrões estéticos, consumistas e comportamentais próprios do mundo adulto. Dessa forma, a adultização precoce pode apagar a cultura das infâncias, diminuindo a importância do “aqui e agora” em prol de um “tornar-se” alguém. Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização.

    Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um “miniadulto”, mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.


(Miruna Kayano Genoino, 24.08.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado.)
Considere as seguintes passagens:

•  Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização. (4o parágrafo)
•  ... envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. (5o parágrafo)

No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q4200797 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Valorizar as culturas das infâncias é o primeiro passo contra a adultização

        Agosto foi definido pelo governo federal como o mês da primeira infância, mas vivemos uma contradição. Enquanto iniciativas buscam valorizar os primeiros anos de vida, surgem denúncias de hiperexposição e exploração de crianças na internet. O termo que ganhou força é “adultização”, quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. Como agir diante disso?

    A infância é um período repleto de descobertas, imaginação e aprendizagens que não se resumem a conteúdos, mas à própria experiência de ser criança. Brincar livre, ouvir e contar histórias, mergulhar em jogos simbólicos e na curiosidade espontânea fazem parte do que chamamos de culturas das infâncias. E dizemos no plural por reconhecer a diversidade racial, social, de gênero, cultural e econômica das crianças em diferentes territórios e tempos históricos.

    É por meio dessas experiências da infância que a criança constrói sua identidade, desenvolve habilidades socioemocionais e aprende a se relacionar com o mundo ao seu redor. Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, na qual há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

    Por outro lado, a adultização impõe às crianças padrões estéticos, consumistas e comportamentais próprios do mundo adulto. Dessa forma, a adultização precoce pode apagar a cultura das infâncias, diminuindo a importância do “aqui e agora” em prol de um “tornar-se” alguém. Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização.

    Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um “miniadulto”, mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.


(Miruna Kayano Genoino, 24.08.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado.)
Na passagem do 1o parágrafo – O termo que ganhou força é “adultização”, quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. –, a informação destacada, tomada em relação à informação anterior, tem a função de
Alternativas
Q4200796 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Valorizar as culturas das infâncias é o primeiro passo contra a adultização

        Agosto foi definido pelo governo federal como o mês da primeira infância, mas vivemos uma contradição. Enquanto iniciativas buscam valorizar os primeiros anos de vida, surgem denúncias de hiperexposição e exploração de crianças na internet. O termo que ganhou força é “adultização”, quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. Como agir diante disso?

    A infância é um período repleto de descobertas, imaginação e aprendizagens que não se resumem a conteúdos, mas à própria experiência de ser criança. Brincar livre, ouvir e contar histórias, mergulhar em jogos simbólicos e na curiosidade espontânea fazem parte do que chamamos de culturas das infâncias. E dizemos no plural por reconhecer a diversidade racial, social, de gênero, cultural e econômica das crianças em diferentes territórios e tempos históricos.

    É por meio dessas experiências da infância que a criança constrói sua identidade, desenvolve habilidades socioemocionais e aprende a se relacionar com o mundo ao seu redor. Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, na qual há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

    Por outro lado, a adultização impõe às crianças padrões estéticos, consumistas e comportamentais próprios do mundo adulto. Dessa forma, a adultização precoce pode apagar a cultura das infâncias, diminuindo a importância do “aqui e agora” em prol de um “tornar-se” alguém. Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização.

    Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um “miniadulto”, mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.


(Miruna Kayano Genoino, 24.08.2025. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado.)
De acordo com a autora, entende-se que a adultização
Alternativas
Q4196406 Português

Leia o texto para responder à questão.


Mais ambição para a primeira infância


    Está previsto para o início deste mês o lançamento da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância. Publicado em junho de 2024, o decreto dava 120 dias para que um comitê intersetorial, formado por representantes de ministérios e da sociedade civil, propusesse um plano efetivo destinado à promoção e à proteção dos direitos de crianças de até 6 anos.


    É importante dizer que o plano precisa ter a robustez compatível com seu papel histórico. É na primeira infância, afinal, que são dados os passos cruciais para o desenvolvimento infantil. Nessa etapa ocorrem os estímulos adequados que afetam, no longo prazo, indicadores de educação, saúde, trabalho, violência e desigualdade. E, embora sejam centrais na vida nacional, as crianças têm sido negligenciadas pelo País, apesar do que dizem a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Marco Legal da Primeira Infância. O paradoxo explica o imperativo da política prometida: deve ser ambiciosa no propósito, criativa na estratégia, realista e integrada na governança entre União, Estados e municípios, consistente na concretude de suas metas e indicadores e, tão importante quanto tudo isso, detalhista nos métodos e nas ações propostas.


    O Brasil tem hoje mais de 18 milhões de crianças na primeira infância, 55% das quais vivendo em famílias de baixa renda, e 60% que nunca frequentaram creche ou pré-escola, de acordo com dados apresentados ao governo pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e pelo Todos Pela Educação. Há, por baixo, 670 mil crianças de 0 a 6 anos em situação de pobreza ou extrema pobreza. Segundo o IBGE, em 2023, 45% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos estavam em domicílios com renda mensal per capita de meio salário-mínimo, enquanto entre a população geral o porcentual é de 27%. Ou seja, a pobreza atinge mais as crianças do que os adultos. Indicadores perversos as colocam ainda entre os mais vulneráveis a saneamento precário, insegurança alimentar e educação deficitária.


    Há boas ideias em discussão, mas a execução segue como o principal desafio. Entre as propostas mais promissoras está a criação de um sistema integrado de dados sobre a primeira infância, que permita o monitoramento por gestores locais e o diálogo direto com as famílias. O risco, no entanto, é repetir os equívocos da Caderneta da Criança: uma solução com baixa adesão e pouco alcance do público-alvo. Atualmente, os dados do desempenho escolar de uma criança, por exemplo, não são integrados com os da carteira de vacinação. As crianças brasileiras têm um número no sistema de saúde e outro no Cadastro Único, que identifica as famílias brasileiras de baixa renda e permite o acesso de famílias aos programas e benefícios sociais. A política pode apontar também informações e ações para a abertura de vagas em creches, ampliação da vacinação e uma espécie de frente nacional de atendimento a famílias carentes onde há crianças nessa faixa de idade.


(Editorial, https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.08.2025. Adaptado)

O paradoxo citado no 2o parágrafo do texto diz respeito
Alternativas
Q4196405 Português

Leia o texto para responder à questão.


Mais ambição para a primeira infância


    Está previsto para o início deste mês o lançamento da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância. Publicado em junho de 2024, o decreto dava 120 dias para que um comitê intersetorial, formado por representantes de ministérios e da sociedade civil, propusesse um plano efetivo destinado à promoção e à proteção dos direitos de crianças de até 6 anos.


    É importante dizer que o plano precisa ter a robustez compatível com seu papel histórico. É na primeira infância, afinal, que são dados os passos cruciais para o desenvolvimento infantil. Nessa etapa ocorrem os estímulos adequados que afetam, no longo prazo, indicadores de educação, saúde, trabalho, violência e desigualdade. E, embora sejam centrais na vida nacional, as crianças têm sido negligenciadas pelo País, apesar do que dizem a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Marco Legal da Primeira Infância. O paradoxo explica o imperativo da política prometida: deve ser ambiciosa no propósito, criativa na estratégia, realista e integrada na governança entre União, Estados e municípios, consistente na concretude de suas metas e indicadores e, tão importante quanto tudo isso, detalhista nos métodos e nas ações propostas.


    O Brasil tem hoje mais de 18 milhões de crianças na primeira infância, 55% das quais vivendo em famílias de baixa renda, e 60% que nunca frequentaram creche ou pré-escola, de acordo com dados apresentados ao governo pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e pelo Todos Pela Educação. Há, por baixo, 670 mil crianças de 0 a 6 anos em situação de pobreza ou extrema pobreza. Segundo o IBGE, em 2023, 45% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos estavam em domicílios com renda mensal per capita de meio salário-mínimo, enquanto entre a população geral o porcentual é de 27%. Ou seja, a pobreza atinge mais as crianças do que os adultos. Indicadores perversos as colocam ainda entre os mais vulneráveis a saneamento precário, insegurança alimentar e educação deficitária.


    Há boas ideias em discussão, mas a execução segue como o principal desafio. Entre as propostas mais promissoras está a criação de um sistema integrado de dados sobre a primeira infância, que permita o monitoramento por gestores locais e o diálogo direto com as famílias. O risco, no entanto, é repetir os equívocos da Caderneta da Criança: uma solução com baixa adesão e pouco alcance do público-alvo. Atualmente, os dados do desempenho escolar de uma criança, por exemplo, não são integrados com os da carteira de vacinação. As crianças brasileiras têm um número no sistema de saúde e outro no Cadastro Único, que identifica as famílias brasileiras de baixa renda e permite o acesso de famílias aos programas e benefícios sociais. A política pode apontar também informações e ações para a abertura de vagas em creches, ampliação da vacinação e uma espécie de frente nacional de atendimento a famílias carentes onde há crianças nessa faixa de idade.


(Editorial, https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.08.2025. Adaptado)

O editorial deixa claro que a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância consiste em um plano
Alternativas
Q4183827 Português
 Leia o texto abaixo.

Você me faz um favor? Pois não!

Outro dia, contou-me uma amiga que uma senhora norte-americana, procurando alugar apartamento em São Paulo, tinha entrado em contato telefônico com umas três ou quatro imobiliárias e que nenhuma delas quis atendê-la. Sendo inquirida sobre de onde tinha tirado essa conclusão, respondeu: Toda vez que telefonava e dizia: – “Vocês podem me alugar um apartamento”, a resposta era sempre a mesma: – “Pois não.” Aí, eu desisti.

ABREU, Antônio Suárez.

O humor desse texto está: 
Alternativas
Q4178111 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

Assinale a alternativa que reescreve sem alteração de sentido essencial a frase: “O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional.”
Alternativas
Q4178110 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

O autor menciona que “a pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo”. Considerando essa passagem e o desenvolvimento global do texto, é correto afirmar que o autor: 
Alternativas
Q4178109 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

Ao final do texto, o autor expressa principalmente um sentimento de:
Alternativas
Respostas
1501: D
1502: B
1503: D
1504: A
1505: C
1506: B
1507: A
1508: C
1509: D
1510: A
1511: A
1512: A
1513: A
1514: C
1515: C
1516: D
1517: D
1518: B
1519: A
1520: C