Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1992254 Português
Texto 2


Os sentidos e Valores da Formação
Superior para Alunos da Graduação:
Reflexões sobre os Valores na Educação


Como professora do ensino superior há alguns anos, observo um aumento da ocorrência de conflitos decorrentes de condutas dos estudantes na relação com os professores, com os colegas e com a instituição e, ainda, em relação à própria aquisição do conhecimento. É possível observar em sala de aula atitudes que se caracterizam como desmotivação, desrespeito, indisciplina e desvalorização do universo acadêmico. Alunos que permanecem por uma aula inteira fazendo brincadeiras inadequadas, conversam entre si sobre assuntos não pertinentes ao ambiente acadêmico, tecem comentários depreciativos sobre professores ou colegas e fazem piadas de duplo sentido. Esses são alguns exemplos que, apesar de serem qualificados como característicos de adolescentes, se manifestam no ambiente acadêmico, frequentado por pessoas supostamente adultas.
      Paralelamente a essa situação, comecei a me perguntar sobre os porquês de tais atitudes, sobre o que estaria em sua base. Seria o desinteresse pelo estudo e a desvalorização do conhecimento? Ou traços de individualismo? Ou então, faltariam princípios éticos aos jovens de hoje? Nós, professores e instituições de ensino, precisaríamos modificar o ensino desenvolvido na academia, adequando-o a um novo modelo, mais pertinente às demandas da sociedade nos tempos atuais?
      Com base nessas considerações, foi possível assumir uma problemática de pesquisa que se fundamenta na compreensão dos sentidos do ensino superior para os alunos, investigando os valores que estão na base de sua configuração, com foco na identificação da origem dessa forma de se relacionar com o ambiente acadêmico. Dessa perspectiva, foi necessário focalizar os vários aspectos que permeiam as relações em todo o contexto acadêmico: alunos, professores, instituição, sociedade e políticas públicas voltadas à educação no Brasil. Somados, esses aspectos fornecem dados importantes na medida em que se constituem como polos de conflitos e encontros, construções e desconstruções, cuja compreensão é necessária quando se tem por objetivo acessar os sentidos do ensino superior para os alunos.


ANDRADA, Paula Costa de; SOUZA, Vera Lucia T. de. Disponível
em: < https://www.ufsj.edu.br/portal2repositorio/File/revistalapip/
Volume7_n1/Andrada_%26_Souza.pdf>. Acesso em: 17 de out.
2022. Fragmento adaptado.
Assinale a pergunta que pode ser respondida corretamente com base no texto 2.
Alternativas
Q1992253 Português
Texto 2


Os sentidos e Valores da Formação
Superior para Alunos da Graduação:
Reflexões sobre os Valores na Educação


Como professora do ensino superior há alguns anos, observo um aumento da ocorrência de conflitos decorrentes de condutas dos estudantes na relação com os professores, com os colegas e com a instituição e, ainda, em relação à própria aquisição do conhecimento. É possível observar em sala de aula atitudes que se caracterizam como desmotivação, desrespeito, indisciplina e desvalorização do universo acadêmico. Alunos que permanecem por uma aula inteira fazendo brincadeiras inadequadas, conversam entre si sobre assuntos não pertinentes ao ambiente acadêmico, tecem comentários depreciativos sobre professores ou colegas e fazem piadas de duplo sentido. Esses são alguns exemplos que, apesar de serem qualificados como característicos de adolescentes, se manifestam no ambiente acadêmico, frequentado por pessoas supostamente adultas.
      Paralelamente a essa situação, comecei a me perguntar sobre os porquês de tais atitudes, sobre o que estaria em sua base. Seria o desinteresse pelo estudo e a desvalorização do conhecimento? Ou traços de individualismo? Ou então, faltariam princípios éticos aos jovens de hoje? Nós, professores e instituições de ensino, precisaríamos modificar o ensino desenvolvido na academia, adequando-o a um novo modelo, mais pertinente às demandas da sociedade nos tempos atuais?
      Com base nessas considerações, foi possível assumir uma problemática de pesquisa que se fundamenta na compreensão dos sentidos do ensino superior para os alunos, investigando os valores que estão na base de sua configuração, com foco na identificação da origem dessa forma de se relacionar com o ambiente acadêmico. Dessa perspectiva, foi necessário focalizar os vários aspectos que permeiam as relações em todo o contexto acadêmico: alunos, professores, instituição, sociedade e políticas públicas voltadas à educação no Brasil. Somados, esses aspectos fornecem dados importantes na medida em que se constituem como polos de conflitos e encontros, construções e desconstruções, cuja compreensão é necessária quando se tem por objetivo acessar os sentidos do ensino superior para os alunos.


ANDRADA, Paula Costa de; SOUZA, Vera Lucia T. de. Disponível
em: < https://www.ufsj.edu.br/portal2repositorio/File/revistalapip/
Volume7_n1/Andrada_%26_Souza.pdf>. Acesso em: 17 de out.
2022. Fragmento adaptado.
Sobre o texto 2, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1992252 Português
Texto 1

Ideb 2021 mostra melhor Ensino Fundamental
inicial em SC e piora no Ensino Médio


No geral, toda a educação brasileira
foi impactada com a pandemia

17 de setembro de 2022, 08:48


O governo federal divulgou nesta sexta-feira (16/9) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes a 2021. Os números nacionais mostram uma piora no cenário de educação em comparação a 2019, resultado do impacto da pandemia.


Santa Catarina, se comparada com outros estados, teve bom desempenho: conseguiu 6 primeiros lugares das 10 principais avaliações. Se comparada consigo mesmo, houve melhora no Ensino Fundamental e piora na avaliação do Ensino Médio.


Segundo a Secretaria do Estado de Educação (SED), o resultado do EM decorre do cálculo feito pelo Ideb, que avalia o conhecimento dos alunos através das provas (Saeb) e a quantidade de reprovações. Assim, segundo a SED, com uma taxa de reprovação em 19,5% em 2021, o Ideb do Ensino Médio em SC foi derrubado, apesar de bom desempenho dos estudantes de escolas públicas e privadas – os quais chegaram a ficar em primeiro lugar em alguns quesitos.


A maior parte do país teve retração na análise do conhecimento dos alunos, incluindo a rede privada, que teve novamente médias mais altas do que o setor público. Aproximadamente 5,3 milhões de estudantes foram avaliados. Os resultados municipais ainda serão divulgados.


Disponível em: https://www.correiosc.com.br/ideb-2021-mostra-
-melhor-ensino-fundamental-inicial-em-sc-e-piora-no-ensino-medio/.
Acesso em: 17 de out. 2022. Fragmento adaptado.
Analise a frase abaixo:
“Assim, segundo a SED, com uma taxa de reprovação em 19,5% em 2021, o Ideb do Ensino Médio em SC foi derrubado, apesar de bom desempenho dos estudantes de escolas públicas e privadas – os quais chegaram a ficar em primeiro lugar em alguns quesitos.”
Assinale a alternativa correta em relação ao texto 1 e à frase citada.
Alternativas
Q1992251 Português
Texto 1

Ideb 2021 mostra melhor Ensino Fundamental
inicial em SC e piora no Ensino Médio


No geral, toda a educação brasileira
foi impactada com a pandemia

17 de setembro de 2022, 08:48


O governo federal divulgou nesta sexta-feira (16/9) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes a 2021. Os números nacionais mostram uma piora no cenário de educação em comparação a 2019, resultado do impacto da pandemia.


Santa Catarina, se comparada com outros estados, teve bom desempenho: conseguiu 6 primeiros lugares das 10 principais avaliações. Se comparada consigo mesmo, houve melhora no Ensino Fundamental e piora na avaliação do Ensino Médio.


Segundo a Secretaria do Estado de Educação (SED), o resultado do EM decorre do cálculo feito pelo Ideb, que avalia o conhecimento dos alunos através das provas (Saeb) e a quantidade de reprovações. Assim, segundo a SED, com uma taxa de reprovação em 19,5% em 2021, o Ideb do Ensino Médio em SC foi derrubado, apesar de bom desempenho dos estudantes de escolas públicas e privadas – os quais chegaram a ficar em primeiro lugar em alguns quesitos.


A maior parte do país teve retração na análise do conhecimento dos alunos, incluindo a rede privada, que teve novamente médias mais altas do que o setor público. Aproximadamente 5,3 milhões de estudantes foram avaliados. Os resultados municipais ainda serão divulgados.


Disponível em: https://www.correiosc.com.br/ideb-2021-mostra-
-melhor-ensino-fundamental-inicial-em-sc-e-piora-no-ensino-medio/.
Acesso em: 17 de out. 2022. Fragmento adaptado.
Assinale a alternativa correta sobre o texto 1.
Alternativas
Q1992250 Português
Texto 1

Ideb 2021 mostra melhor Ensino Fundamental
inicial em SC e piora no Ensino Médio


No geral, toda a educação brasileira
foi impactada com a pandemia

17 de setembro de 2022, 08:48


O governo federal divulgou nesta sexta-feira (16/9) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes a 2021. Os números nacionais mostram uma piora no cenário de educação em comparação a 2019, resultado do impacto da pandemia.


Santa Catarina, se comparada com outros estados, teve bom desempenho: conseguiu 6 primeiros lugares das 10 principais avaliações. Se comparada consigo mesmo, houve melhora no Ensino Fundamental e piora na avaliação do Ensino Médio.


Segundo a Secretaria do Estado de Educação (SED), o resultado do EM decorre do cálculo feito pelo Ideb, que avalia o conhecimento dos alunos através das provas (Saeb) e a quantidade de reprovações. Assim, segundo a SED, com uma taxa de reprovação em 19,5% em 2021, o Ideb do Ensino Médio em SC foi derrubado, apesar de bom desempenho dos estudantes de escolas públicas e privadas – os quais chegaram a ficar em primeiro lugar em alguns quesitos.


A maior parte do país teve retração na análise do conhecimento dos alunos, incluindo a rede privada, que teve novamente médias mais altas do que o setor público. Aproximadamente 5,3 milhões de estudantes foram avaliados. Os resultados municipais ainda serão divulgados.


Disponível em: https://www.correiosc.com.br/ideb-2021-mostra-
-melhor-ensino-fundamental-inicial-em-sc-e-piora-no-ensino-medio/.
Acesso em: 17 de out. 2022. Fragmento adaptado.
Assinale a alternativa correta sobre o texto 1.
Alternativas
Q1992046 Português
TEXTO 1

[...]

Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!.

E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada... 

[...]

QUEIROZ, Raquel de. O quinze. 96ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 p. 106-107




TEXTO 2

   Os Campos de Concentração funcionavam como uma prisão. Os que lá chegavam não podiam mais sair, ou melhor, só tinham permissão para se deslocar quando eram convocados para o trabalho, como a construção de estradas e açudes ou obras de “melhoramento urbano” de Fortaleza, ou quando eram transferidos para outro campo. Durante esses deslocamentos, sempre havia uma atenta vigilância para evitar as fugas ou rebeliões. Os flagelados só se deslocavam dentro de caminhões e, a todo momento, ficavam sob o atento olhar de vigilantes. Os flagelados eram vigiados durante o dia e a noite. Na Concentração do Patu, por exemplo, “o serviço de polícia era feito por duas turmas com 36 homens, divididos em cinco postos durante o dia e seis no correr da noite” (O Povo, 25/05/1932). Em muitos casos, os escolhidos superavam as expectativas previstas nos postulados do disciplinamento e acabavam se transformando em problemas para os administradores. Empolgados com o poder que passavam a exercer – o poder de vigiar – muitos desses guardas começavam a causar “desordens”, pois tornavam-se demasiadamente agressivos e arbitrários no trato com os concentrados. Nessas circunstâncias, esses vigilantes entravam em dissonância com o projeto idealizado para o funcionamento dos Campos, que pretendia controlar o flagelado com base em um discurso civilizado e civilizador. Quando alguns casos de violência e desmando eram denunciados por jornalistas, os vigilantes envolvidos perdiam o cargo e voltavam à condição de meros concentrados.

    Em algumas Concentrações existia um lugar específico para o castigo e a punição exemplar. Nos relatos jornalísticos que descreviam detalhadamente a estrutura dos Campos de Concentração, jamais se falou nessa prisão punitiva. Entretanto, nas memórias dos sertanejos que passaram por estes lugares, a lembrança do “sebo” tornou-se marcante. Conforme o depoimento oral do Sr. José Camurça, dentro do próprio Campo do Buriti (no Crato) havia “uma espécie de cadeia para os desordeiros” e “era um cercado de madeira bem alto e seguro”. D. Maria de Jesus, que esteve por cinco meses na Concentração de Senador Pompeu, comenta que os rapazes deixavam que seus cabelos fossem raspados temendo o confinamento no “sebo”.

   A punição era, portanto, realizada de maneira exemplar. A existência de um lugar para o castigo era mais uma estratégia no disciplinamento dos flagelados dentro das Concentrações. Mesmo que não fossem utilizados com frequência, somente pelo fato de existirem, esses lugares conseguiam fortalecer o controle dos flagelados através de uma intensificação da “pedagogia do medo”. Constituía-se como uma espécie de autoridade inanimada.

RIOS, Kênia Sousa. Isolamento e poder: Fortaleza e os
campos de concentração na Seca de 1932. p. 93-95
Há entre os textos 1 e 2 uma ligação temática porque:
Alternativas
Q1992042 Português
TEXTO 1

[...]

Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!.

E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada... 

[...]

QUEIROZ, Raquel de. O quinze. 96ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 p. 106-107




TEXTO 2

   Os Campos de Concentração funcionavam como uma prisão. Os que lá chegavam não podiam mais sair, ou melhor, só tinham permissão para se deslocar quando eram convocados para o trabalho, como a construção de estradas e açudes ou obras de “melhoramento urbano” de Fortaleza, ou quando eram transferidos para outro campo. Durante esses deslocamentos, sempre havia uma atenta vigilância para evitar as fugas ou rebeliões. Os flagelados só se deslocavam dentro de caminhões e, a todo momento, ficavam sob o atento olhar de vigilantes. Os flagelados eram vigiados durante o dia e a noite. Na Concentração do Patu, por exemplo, “o serviço de polícia era feito por duas turmas com 36 homens, divididos em cinco postos durante o dia e seis no correr da noite” (O Povo, 25/05/1932). Em muitos casos, os escolhidos superavam as expectativas previstas nos postulados do disciplinamento e acabavam se transformando em problemas para os administradores. Empolgados com o poder que passavam a exercer – o poder de vigiar – muitos desses guardas começavam a causar “desordens”, pois tornavam-se demasiadamente agressivos e arbitrários no trato com os concentrados. Nessas circunstâncias, esses vigilantes entravam em dissonância com o projeto idealizado para o funcionamento dos Campos, que pretendia controlar o flagelado com base em um discurso civilizado e civilizador. Quando alguns casos de violência e desmando eram denunciados por jornalistas, os vigilantes envolvidos perdiam o cargo e voltavam à condição de meros concentrados.

    Em algumas Concentrações existia um lugar específico para o castigo e a punição exemplar. Nos relatos jornalísticos que descreviam detalhadamente a estrutura dos Campos de Concentração, jamais se falou nessa prisão punitiva. Entretanto, nas memórias dos sertanejos que passaram por estes lugares, a lembrança do “sebo” tornou-se marcante. Conforme o depoimento oral do Sr. José Camurça, dentro do próprio Campo do Buriti (no Crato) havia “uma espécie de cadeia para os desordeiros” e “era um cercado de madeira bem alto e seguro”. D. Maria de Jesus, que esteve por cinco meses na Concentração de Senador Pompeu, comenta que os rapazes deixavam que seus cabelos fossem raspados temendo o confinamento no “sebo”.

   A punição era, portanto, realizada de maneira exemplar. A existência de um lugar para o castigo era mais uma estratégia no disciplinamento dos flagelados dentro das Concentrações. Mesmo que não fossem utilizados com frequência, somente pelo fato de existirem, esses lugares conseguiam fortalecer o controle dos flagelados através de uma intensificação da “pedagogia do medo”. Constituía-se como uma espécie de autoridade inanimada.

RIOS, Kênia Sousa. Isolamento e poder: Fortaleza e os
campos de concentração na Seca de 1932. p. 93-95
A respeito das aspas empregadas no texto 2, é CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q1992041 Português
TEXTO 1

[...]

Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!.

E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada... 

[...]

QUEIROZ, Raquel de. O quinze. 96ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 p. 106-107




TEXTO 2

   Os Campos de Concentração funcionavam como uma prisão. Os que lá chegavam não podiam mais sair, ou melhor, só tinham permissão para se deslocar quando eram convocados para o trabalho, como a construção de estradas e açudes ou obras de “melhoramento urbano” de Fortaleza, ou quando eram transferidos para outro campo. Durante esses deslocamentos, sempre havia uma atenta vigilância para evitar as fugas ou rebeliões. Os flagelados só se deslocavam dentro de caminhões e, a todo momento, ficavam sob o atento olhar de vigilantes. Os flagelados eram vigiados durante o dia e a noite. Na Concentração do Patu, por exemplo, “o serviço de polícia era feito por duas turmas com 36 homens, divididos em cinco postos durante o dia e seis no correr da noite” (O Povo, 25/05/1932). Em muitos casos, os escolhidos superavam as expectativas previstas nos postulados do disciplinamento e acabavam se transformando em problemas para os administradores. Empolgados com o poder que passavam a exercer – o poder de vigiar – muitos desses guardas começavam a causar “desordens”, pois tornavam-se demasiadamente agressivos e arbitrários no trato com os concentrados. Nessas circunstâncias, esses vigilantes entravam em dissonância com o projeto idealizado para o funcionamento dos Campos, que pretendia controlar o flagelado com base em um discurso civilizado e civilizador. Quando alguns casos de violência e desmando eram denunciados por jornalistas, os vigilantes envolvidos perdiam o cargo e voltavam à condição de meros concentrados.

    Em algumas Concentrações existia um lugar específico para o castigo e a punição exemplar. Nos relatos jornalísticos que descreviam detalhadamente a estrutura dos Campos de Concentração, jamais se falou nessa prisão punitiva. Entretanto, nas memórias dos sertanejos que passaram por estes lugares, a lembrança do “sebo” tornou-se marcante. Conforme o depoimento oral do Sr. José Camurça, dentro do próprio Campo do Buriti (no Crato) havia “uma espécie de cadeia para os desordeiros” e “era um cercado de madeira bem alto e seguro”. D. Maria de Jesus, que esteve por cinco meses na Concentração de Senador Pompeu, comenta que os rapazes deixavam que seus cabelos fossem raspados temendo o confinamento no “sebo”.

   A punição era, portanto, realizada de maneira exemplar. A existência de um lugar para o castigo era mais uma estratégia no disciplinamento dos flagelados dentro das Concentrações. Mesmo que não fossem utilizados com frequência, somente pelo fato de existirem, esses lugares conseguiam fortalecer o controle dos flagelados através de uma intensificação da “pedagogia do medo”. Constituía-se como uma espécie de autoridade inanimada.

RIOS, Kênia Sousa. Isolamento e poder: Fortaleza e os
campos de concentração na Seca de 1932. p. 93-95
A respeito do trabalho de vigia nos Campos de Concentração, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1992039 Português
TEXTO 01

[...]


    Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

   No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

   Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

  Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

    E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

   Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!...

   E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

   Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

   Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada...

[...]
O romance O quinze, de Raquel de Queiroz, enquadra-se em qual escola literária? Assinale CORRETAMENTE.
Alternativas
Q1992038 Português
TEXTO 01

[...]


    Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

   No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

   Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

  Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

    E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

   Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!...

   E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

   Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

   Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada...

[...]
A respeito do narrador do texto 1, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1992036 Português
TEXTO 01

[...]


    Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

   No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

   Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

  Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

    E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

   Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!...

   E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

   Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

   Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada...

[...]
A respeito dos travessões empregados no último parágrafo, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q1992034 Português
TEXTO 01

[...]


    Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

   No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

   Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

  Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

    E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

   Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!...

   E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

   Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

   Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada...

[...]
A expressão “todo o dia” tem, no texto 1, o valor de:
Alternativas
Q1992031 Português
TEXTO 01

[...]


    Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

   No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

   Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

  Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

    E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

   Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!...

   E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

   Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

   Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada...

[...]
A expressão “ela mesma” revela que a personagem:
Alternativas
Q1992030 Português
TEXTO 01

[...]


    Armado com um cartãozinho do bispo e um bilhete particular de Conceição à senhora que administrava o serviço, Chico Bento conseguiu obter o ambicionado lugar no açude do Tauape.

   No bilhete, a moça fazia o possível para comover a destinatária; e a senhora, apesar de já se ter habituado a esses pedidos que falavam sempre numa pobreza extrema e em criancinhas famintas, achou jeito de desentulhar uma pá, e ela mesma guiou o vaqueiro aturdido, com seu ferro na mão, e o entregou ao feitor.

   Duramente Chico Bento trabalhou todo o dia no serviço da barragem.

  Só de longe em longe parava para tomar fôlego, sentindo o pobre peito cansado e os músculos vadios.

    E o almoço, ao meio-dia, onde, junto ao pirão, um naco de carne cheiroso emergia, mal o soergueu e animou.

   Já era tão antiga, tão bem instalada a sua fome, para fugir assim, diante do primeiro prato de feijão, da primeira lasca de carne!...

   E até lhe amargou o gosto daquela carne, lembrando-se de que Cordulina, a essa hora, engolia talvez um triste resto de farinha, e junto dela, devorada a magra ração, os meninos choravam...

   Mas, à tarde, quando sentiu tinir no bolso o jornal ganho, um novo sentimento o animou.

   Tinha finalmente algum dinheiro – só dois níqueis, é bem verdade! –, mas dinheiro ganho com seu esforço, com os calangros dos seus braços, e que o auxiliaria a alimentar a filharada esfomeada...

[...]
A respeito do personagem Chico Bento, conforme o texto 1, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1991973 Português
O aeroporto de Luton, na região metropolitana de Londres, suspendeu brevemente seus voos nesta segunda-feira após as temperaturas extenuantes danificarem a pista de pouso e decolagem, levando as companhias aéreas a desviarem suas aeronaves.

O aeroporto disse em uma publicação no Twitter que os voos foram suspensos para permitir "um reparo essencial na pista, depois que as altas temperaturas da superfície provocaram uma elevação em uma pequena parcela (da pista)".

O aeroporto, que fica a pouco mais de 50 quilômetros da região central de Londres, é utilizado por companhias aéreas como a EasyJet, Wizz Air, Ryanair e TUI.

(Reuters / Terra – 18/07/2022)
Indique a opção que descreve, de forma incorreta, o que é afirmado no texto:
Alternativas
Q1991934 Português
Fazer a revisão do carro antes de sair de viagem é uma recomendação feita por dez entre dez especialistas em automóveis. Em julho, mês de férias, o cuidado deve estar na pauta dos milhares de brasileiros que planejam pegar a estrada com a família.

Quase todo motorista com alguma experiência tem em mente a preocupação com os pneus, com o balanceamento de rodas e o alinhamento de direção e com o nível do óleo lubrificante e do fluido de arrefecimento do motor. No entanto, existem outros itens simples que muitas vezes deixam de ser checados por quem vai pegar a estrada.

Plinio Fazol, gerente de Marketing e de Novos Produtos da Tecfil – um dos principais fabricantes de filtros automotivos da América Latina – chama a atenção para a troca dos filtros de ar do motor, de óleo, combustível e de cabine, que “possuem função vital para o bom funcionamento do veículo e a segurança dos passageiros”.

O especialista também alerta para as eventuais chuvas que podem cair durante o percurso, que igualmente demandam atenção: as palhetas do limpador do parabrisa devem estar funcionando perfeitamente para evitar riscos de acidentes.

“Se as borrachas das palhetas permanecem muito tempo sem uso ou expostas ao sol e à poeira, elas acabam se ressecando e, consequentemente, embaçam os vidros, além de atrapalhar na visibilidade e gerar ruído”, explica Fazol. “Por isso, devem ser substituídas para evitar danos aos vidros e garantir a segurança do motorista e dos passageiros”, afirma.

A vida útil de uma palheta é de cerca de um ano, portanto, recomenda-se a sua troca uma vez ao ano. O item deve ser substituído sempre que apresentar sinais de desgaste.


(Paulo Silveira – Terra / Garagem 360 – 17/07/2022) 
Indique a opção que substituiria corretamente o trecho “é uma recomendação feita por dez entre dez especialistas em automóveis”, preservando o sentido da frase:
Alternativas
Q1991933 Português
Fazer a revisão do carro antes de sair de viagem é uma recomendação feita por dez entre dez especialistas em automóveis. Em julho, mês de férias, o cuidado deve estar na pauta dos milhares de brasileiros que planejam pegar a estrada com a família.

Quase todo motorista com alguma experiência tem em mente a preocupação com os pneus, com o balanceamento de rodas e o alinhamento de direção e com o nível do óleo lubrificante e do fluido de arrefecimento do motor. No entanto, existem outros itens simples que muitas vezes deixam de ser checados por quem vai pegar a estrada.

Plinio Fazol, gerente de Marketing e de Novos Produtos da Tecfil – um dos principais fabricantes de filtros automotivos da América Latina – chama a atenção para a troca dos filtros de ar do motor, de óleo, combustível e de cabine, que “possuem função vital para o bom funcionamento do veículo e a segurança dos passageiros”.

O especialista também alerta para as eventuais chuvas que podem cair durante o percurso, que igualmente demandam atenção: as palhetas do limpador do parabrisa devem estar funcionando perfeitamente para evitar riscos de acidentes.

“Se as borrachas das palhetas permanecem muito tempo sem uso ou expostas ao sol e à poeira, elas acabam se ressecando e, consequentemente, embaçam os vidros, além de atrapalhar na visibilidade e gerar ruído”, explica Fazol. “Por isso, devem ser substituídas para evitar danos aos vidros e garantir a segurança do motorista e dos passageiros”, afirma.

A vida útil de uma palheta é de cerca de um ano, portanto, recomenda-se a sua troca uma vez ao ano. O item deve ser substituído sempre que apresentar sinais de desgaste.


(Paulo Silveira – Terra / Garagem 360 – 17/07/2022) 
Indique a opção que descreve, de forma incorreta, o que é afirmado no texto:
Alternativas
Q1991767 Português
Assinale a frase abaixo cujo vocábulo sublinhado não apresenta uma impropriedade léxica (vocábulo mal-empregado no contexto da frase).
Alternativas
Q1991693 Português

        Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.

        No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.

        Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.

        Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.

        Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.

(Fonte: PROEDU - adaptado.)

Quanto ao trecho “No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicarem eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.”, é CORRETO concluir que: 
Alternativas
Q1991654 Português

A influência das redes sociais na comunicação humana


        Uma coisa que podemos dizer que é homônimo para todas as épocas, seja na primitiva ou na contemporânea: é a necessidade de se relacionar e garantir contatos com os grupos.

        A diferença para os dias atuais é a velocidade e a forma como isso tem acontecido, deixando de ser demorada e limitada para ser mais rápida e fácil. Tudo isso graças ao surgimento da internet e das mídias de relacionamento, fazendo com que a distância deixasse de ser um fator impeditivo.

        Pelas estatísticas, com a quantidade de _____ por dia, podemos constatar que as redes sociais deixaram de ser apenas uma forma de manter contatos, elas passaram a ser fonte de informação, atração de novos clientes, publicidade, oportunidade e também de lazer.

        Nas redes sociais, cada indivíduo _____ sua função e identidade cultural. Sua relação com outros indivíduos vai formando um todo _____ que representa a rede e a criação de grupos de interesse como esporte, cultura, entretenimento, educação, etc.

        Atualmente, temos a formação de uma nova sociedade, a qual denominamos Aldeia Global. Ela exerce influência direta no comportamento social e o comportamento social também exerce influência sobre ela.

        E se alguém acha que não é influenciado pelo que está nessas mídias, se engana. As mudanças vindas desse meio afetam diretamente o cotidiano, a forma de agir e também a de pensar das pessoas.

        Uma das formas mais eficazes para não sofrermos manobras e manipulações é buscar estar sempre informado e conhecer os fatos com o seu olhar e conhecimento. E não adianta se recursar, se isolar ou dizer que não faz parte, pois a tecnologia e a forma de comunicação que existem hoje estão ligadas e vinculadas a todas as outras, desde os serviços básicos, a educação, a forma como compramos e vários outros pontos.

(Fonte: Fortes Tecnologia - adaptado.)

De acordo com texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
13321: A
13322: E
13323: D
13324: E
13325: B
13326: A
13327: D
13328: A
13329: C
13330: B
13331: A
13332: A
13333: C
13334: D
13335: B
13336: D
13337: C
13338: D
13339: B
13340: C