Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
A leitura atenta da notícia permite afirmar que o seu objetivo principal é:
Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
De acordo com a notícia, a principal causa para que os colecionadores gastem mais para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 em relação à edição anterior é:
Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
O uso da pontuação também serve para isolar expressões de caráter explicativo que conectam e organizam o sentido do texto. No último parágrafo, a expressão “Ou seja,”, seguida de vírgula, estabelece entre as orações uma nítida relação lógico-semântica de:
Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
No trecho “Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas - um real por figurinha”, o emprego do travessão tem a finalidade estrita de:
Álbum da Copa do Mundo de 2026 sobe mais que inflação, e completar custa mais de R$ 1 mil
A Panini Brasil iniciou no dia 1º de abril a pré-venda do álbum de figurinhas da Copa do Mundo da FIFA 2026. A nova edição chega com preços mais altos, com pacotes custando R$ 7, o que deve fazer colecionadores gastarem mais para completar o livrinho do que no último mundial. O lançamento nas bancas está previsto para 1º de maio. Cada envelope custará R$ 7 e trará sete figurinhas — um real por figurinha. Já o álbum terá versões que vão de R$ 24,90 (brochura) a R$ 79,90 (capa dura especial). Há ainda uma edição premium que chega a R$ 359,90.
O álbum acompanha a expansão do torneio, que terá 48 seleções pela primeira vez, com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. Com isso, a coleção será a maior já lançada, com 980 figurinhas e 112 páginas. Em 2022, eram 670 cromos no álbum. Na prática, completar o álbum ficou mais caro. Mesmo se a pessoa conseguir trocar todas as suas figurinhas e terminar a coleção sem nenhuma repetida, o gasto vai ser superior a R$ 1 mil.
Considerando o IPCA, a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. O álbum de 2022 tinha um custo teórico (sem nenhuma figurinha repetida) de R$ 550. Ou seja, o novo valor de mais de R$ 1 mil tem um aumento de 81%, muito superior a esse percentual, indicando uma alta real acima da inflação no período.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/01/album-da-copa-de-2026-sobe-mais-que-a-inflacao-acumulada-em-4-anos-e-custo-para-completar-pode-ultrapassar-mil-reais.ghtml (adaptado)
As palavras e expressões podem assumir diferentes efeitos de sentido dependendo das situações e do contexto em que aparecem. A expressão “Na prática”, utilizada no segundo parágrafo, serve para introduzir uma informação que:
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia* jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto de farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
(Graciliano Ramos, Vidas secas)
* Baleia: a cachorra da família.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia* jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto de farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
(Graciliano Ramos, Vidas secas)
* Baleia: a cachorra da família.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar
O governo dos Estados Unidos anunciou novas diretrizes alimentares que reestruturam a pirâmide nutricional, colocando carnes vermelhas, queijo e leite integral em posição de destaque. O objetivo é incentivar o consumo de proteínas e reduzir o de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.
As orientações foram apresentadas pelo secretário de saúde Robert F. Kennedy Jr., que afirmou que a estratégia busca prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana. Em coletiva de imprensa, Kennedy recomendou consumir “comida de verdade” e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.
Após anos de recomendações para reduzir carnes e gorduras saturadas, os americanos agora são encorajados a incluí-las na dieta.
De acordo com informações do jornal O Globo, o documento sugere cozinhar com manteiga e sebo bovino, embora não existam evidências sólidas de que isso traga benefícios à saúde.
Frutas e vegetais continuam incentivados, mas não há menção explícita ao aumento de gorduras saturadas. Óleos vegetais, frequentemente criticados por Kennedy, também não receberam destaque nas novas recomendações.
As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana, enquanto a Associação Americana do Coração demonstrou preocupação com o possível aumento de consumo de gorduras saturadas e sódio. Alimentos processados e ricos em sal continuam a ser desencorajados.
Já em relação à ingestão de açúcares adicionados, Kennedy determina que deve ser limitada, sobretudo em crianças, que só devem começar a consumir esses alimentos a partir dos 10 anos. Carboidratos refinados, como pão branco, tortilhas e biscoitos, também devem ser evitados.
Além disso, as novas diretrizes incentivam evitar produtos ultraprocessados ou “altamente processados”, incluindo salgadinhos, doces e alimentos com aditivos artificiais, corantes, conservantes e adoçantes de baixa caloria. Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando “menos consumo”, sem parâmetros específicos.
(Vanessa Loiola, “Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar”. Disponível em https://exame.com/ciencia/mais-carne-menos-acucar-euainvertem-piramide-alimentar/. Adaptado)
• “... e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.” (2o parágrafo)
• “As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana...” (6o parágrafo)
• “Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando ‘menos consumo’, sem parâmetros específicos.” (8o parágrafo)
No contexto em que estão empregadas, as expressões destacadas significam, correta e respectivamente:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar
O governo dos Estados Unidos anunciou novas diretrizes alimentares que reestruturam a pirâmide nutricional, colocando carnes vermelhas, queijo e leite integral em posição de destaque. O objetivo é incentivar o consumo de proteínas e reduzir o de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.
As orientações foram apresentadas pelo secretário de saúde Robert F. Kennedy Jr., que afirmou que a estratégia busca prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana. Em coletiva de imprensa, Kennedy recomendou consumir “comida de verdade” e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.
Após anos de recomendações para reduzir carnes e gorduras saturadas, os americanos agora são encorajados a incluí-las na dieta.
De acordo com informações do jornal O Globo, o documento sugere cozinhar com manteiga e sebo bovino, embora não existam evidências sólidas de que isso traga benefícios à saúde.
Frutas e vegetais continuam incentivados, mas não há menção explícita ao aumento de gorduras saturadas. Óleos vegetais, frequentemente criticados por Kennedy, também não receberam destaque nas novas recomendações.
As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana, enquanto a Associação Americana do Coração demonstrou preocupação com o possível aumento de consumo de gorduras saturadas e sódio. Alimentos processados e ricos em sal continuam a ser desencorajados.
Já em relação à ingestão de açúcares adicionados, Kennedy determina que deve ser limitada, sobretudo em crianças, que só devem começar a consumir esses alimentos a partir dos 10 anos. Carboidratos refinados, como pão branco, tortilhas e biscoitos, também devem ser evitados.
Além disso, as novas diretrizes incentivam evitar produtos ultraprocessados ou “altamente processados”, incluindo salgadinhos, doces e alimentos com aditivos artificiais, corantes, conservantes e adoçantes de baixa caloria. Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando “menos consumo”, sem parâmetros específicos.
(Vanessa Loiola, “Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar”. Disponível em https://exame.com/ciencia/mais-carne-menos-acucar-euainvertem-piramide-alimentar/. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar
O governo dos Estados Unidos anunciou novas diretrizes alimentares que reestruturam a pirâmide nutricional, colocando carnes vermelhas, queijo e leite integral em posição de destaque. O objetivo é incentivar o consumo de proteínas e reduzir o de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.
As orientações foram apresentadas pelo secretário de saúde Robert F. Kennedy Jr., que afirmou que a estratégia busca prevenir doenças crônicas e melhorar a saúde da população americana. Em coletiva de imprensa, Kennedy recomendou consumir “comida de verdade” e priorizar produtos naturais em detrimento de itens industrializados.
Após anos de recomendações para reduzir carnes e gorduras saturadas, os americanos agora são encorajados a incluí-las na dieta.
De acordo com informações do jornal O Globo, o documento sugere cozinhar com manteiga e sebo bovino, embora não existam evidências sólidas de que isso traga benefícios à saúde.
Frutas e vegetais continuam incentivados, mas não há menção explícita ao aumento de gorduras saturadas. Óleos vegetais, frequentemente criticados por Kennedy, também não receberam destaque nas novas recomendações.
As diretrizes foram parcialmente endossadas pela Associação Médica Americana, enquanto a Associação Americana do Coração demonstrou preocupação com o possível aumento de consumo de gorduras saturadas e sódio. Alimentos processados e ricos em sal continuam a ser desencorajados.
Já em relação à ingestão de açúcares adicionados, Kennedy determina que deve ser limitada, sobretudo em crianças, que só devem começar a consumir esses alimentos a partir dos 10 anos. Carboidratos refinados, como pão branco, tortilhas e biscoitos, também devem ser evitados.
Além disso, as novas diretrizes incentivam evitar produtos ultraprocessados ou “altamente processados”, incluindo salgadinhos, doces e alimentos com aditivos artificiais, corantes, conservantes e adoçantes de baixa caloria. Em relação ao álcool, a orientação permanece vaga, recomendando “menos consumo”, sem parâmetros específicos.
(Vanessa Loiola, “Mais carne, menos açúcar: EUA invertem pirâmide alimentar”. Disponível em https://exame.com/ciencia/mais-carne-menos-acucar-euainvertem-piramide-alimentar/. Adaptado)
[...]
É histórico o entendimento de que o técnico administrativo tem o papel de executar, e não de refletir, uma vez que questões de natureza complexa, que envolvem o futuro das instituições são tarefas para docentes (SANTOS, 2010, p. 40).
E assim a carreira dos Técnicos em Assuntos Educacionais [TAE] vai se constituindo, sem muito amparo na legislação, que é confusa e recente. Os editais de concurso estabeleciam as atribuições do cargo conforme a legislação, porém a realidade quando do início de suas atividades era diversa. Como construir uma identidade neste contexto? Servidores com formações diferentes, embora com uma única descrição de atividades a ser desempenhadas.
Um outro viés que o TAE se deparou foi o convívio com o Pedagogo. Atribuições muito semelhantes, alguns servidores TAEs tem formação em Pedagogia, mas o trabalho que desenvolvem é diferente? Se são quase as mesmas atribuições por que não se ampliaram as vagas para Pedagogo ao invés de criar o cargo de Técnico em Assuntos Educacionais. A formação em Pedagogia faz alguma diferença?
Esse conflito se deve também a legislação que ora exigia formação em Pedagogia somente, ora exigia formação em qualquer Licenciatura, fazendo com que a identidade destes servidores se tornasse frágil. Assim, a lei que deveria conduzir a uma identidade, acabou por desconstruí-la. Conforme o Edital 15/2016 IFPR, as atribuições do cargo de Pedagogo e TAE são
Pedagogo = Implementar a execução, avaliar e coordenar a (re)construção do projeto pedagógico de escolas de educação infantil, de ensino médio ou ensino profissionalizante com a equipe escolar. Viabilizar o trabalho pedagógico coletivo e facilitar o processo comunicativo da comunidade escolar e de associações a ela vinculadas. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. TAE = Coordenar as atividades de ensino, planejamento, orientação, supervisionando e avaliando estas atividades, para assegurar a regularidade do desenvolvimento do processo educativo. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão (EDITAL IFPR, 2016).
É clara a similaridade das atribuições de ambos os cargos, que aponta para práticas de natureza essencialmente pedagógicas, assessoramento nas atividades de ensino, pesquisa e extensão; atividades fim das instituições escolares. O que os diferencia então? Primeiramente distinguir o TAE significa dizer que ele não é um Pedagogo e isto precisa ficar bem claro; lhe são atribuídas funções e cobrados saberes que são especificamente encontrados em suas formações. Suas formações acadêmicas lhes permitem atuar em atividades essencialmente pedagógicas e contribuir também com “pensar os processos da educação” dentre a pluralidade de conhecimento que possuem.
[...]
Fonte: LEWANDOWSKI, Jacqueline Maria Duarte. Os Técnicos em Assuntos Educacionais do Instituto Federal do Paraná: em busca de sua identidade profissional. Dissertação (Mestrado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Cascavel: Unioeste, 2028. Disponível em: https://tede.unioeste.br/bitstream/tede/4027/5/Jacqueline_Lewandowski_2018.pdf. Acesso em: 03 abr. 2026.
Em sua dissertação, Lewandowski (2018) investiga o trabalho do Técnico em Assuntos Educacionais (TAE) e tensiona a identidade deste profissional frente às atribuições de outros profissionais que compartilham o mesmo ambiente de trabalho, como os pedagogos, os professores e os gestores escolares. Neste processo de análise, a autora articula diversos autores para embasar os seus posicionamentos. Na listagem abaixo, assinale os posicionamentos utilizados pela autora na sua dissertação para discutir a identidade profissional do TAE.
I - A identidade então é marcada pela diferença. E os TAEs, neste contexto, apesar de desempenharem suas funções no espaço escolar não formal, ou seja, fora da sala de aula, não significa que desenvolvam atividades-meio, apenas de suporte às atividades docentes, e que as atividades-fim sejam de responsabilidade exclusiva destes.
II - A construção de uma identidade também se caracteriza por negar o que não lhe cabe fazer, ou o que não é sua atribuição e reconhecer o valor de seu trabalho. Precisam [os TAEs] se reconhecer perante a comunidade acadêmica como sujeito integrante insubstituível, e ser identificado da mesma maneira pelos demais servidores.
III - Ao dizer que o técnico em assuntos educacionais não é pedagogo, estamos afirmando uma diferença, excluindo-o da categoria de pedagogos, dizendo que não pertencem a categoria de pedagogos.
IV - Por se tratar de servidores [os TAEs] que não possuem uma marca característica, como por exemplo o Pedagogo, as chefias também não têm clareza de suas atribuições, falta o entendimento dos colegas e dos próprios TAEs.
V - Percebemos que a busca pela identidade dos TAEs vem desde o momento da criação do cargo, busca por autoafirmação e reconhecimento da comunidade acadêmica, busca pela apropriação de suas atribuições de maneira que sejam constituídas suas características e referências.
Assinale a alternativa que agrupa os posicionamentos encontrados na dissertação de Lewandowski (2018) para a discussão sobre a identidade do TAE.
[...]
A expansão e a massificação da educação superior representam o primeiro passo no sentido da democratização do sistema, porém não são suficientes para a inclusão, de fato, das camadas social e historicamente excluídas. Ezcurra (2011) nos mostra em suas análises que tem havido, na América Latina como um todo e o caso brasileiro não é exceção a esta regra, um fenômeno de massificação da educação superior que tem expulsado do sistema as camadas socialmente desfavorecidas. Estas têm sido vítimas de uma tendência estrutural do sistema - “una inclusión excluyente, según classes y sectores sociales, socialmente condicionada (p. 62)” – que se traduz na dificuldade de acesso e, sobretudo, de permanência dos estudantes das classes populares. [...]
Apesar das políticas voltadas para a “democratização” do ensino superior a partir de 2003 (Governos Lula e Dilma), como o Programa Universidade para Todos (PROUNI) , aprovado pela Lei n. 11.096, de 13/01/2005, que facilita o acesso de estudantes de baixa renda nas IES privadas; o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI, instituído pelo Decreto no 6.096, de 24 de abril de 2007, que tem promovido a expansão e interiorização das universidades federais; as políticas de ação afirmativa, consolidadas pela Lei no 12.711, de 29/08/2012 (cotas reservadas a estudantes provenientes da escola pública nas universidades federais, priorizando os alunos de baixa renda e o recorte étnico-racial), entre outras medidas, a inclusão dos segmentos marginalizados socialmente ainda não se concretizou no Brasil, em especial nos cursos de alta demanda, que conferem maior possibilidade de mobilidade social.
[...]
Fonte: PAULA, Maria de Fátima Costa de; Políticas de democratização da educação superior brasileira: limites e desafios para a próxima década. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, Campinas, v. 22, n. 2, p. 301-315, jul. 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-40772017000200002 . Acesso em: 02 abr. 2026.
Sobre os índices de evasão observados nos cursos superiores no Brasil, tendo como referência o artigo de Paula (2017), assinale a afirmativa correta.
Com base exclusivamente no texto da Base Nacional Comum Curricular - BNCC (Ciências Humanas − Geografia), analise as proposições:
I. A competência 2 destaca conexões entre temas e reconhece a importância dos objetos técnicos para compreender usos dos recursos naturais ao longo da história.
II. A competência 3 explicita o raciocínio geográfico e seus princípios: analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.
III. A competência 4 restringe-se à leitura de mapas impressos, excluindo geotecnologias e resolução de problemas com informações geográficas.
IV. A competência 7 envolve agir pessoal e coletivamente e propor ações sobre questões socioambientais com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS:
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.
Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.
O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.
A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.
Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.
Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente
Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.
Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.
O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.
A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.
Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.
Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente
Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.
Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.
O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.
A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.
Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.
Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente
Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.
Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.
O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.
A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.
Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.
Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com medidas para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo. A proposta define protocolos específicos para os serviços públicos de urgência, como o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193). O texto aprovado foi o substitutivo ao projeto original (PL 2995/2025).
Pelo novo texto, as centrais de regulação deverão priorizar a chamada na fila de atendimento como emergência com risco de morte iminente; acionar o recurso mais próximo da ocorrência imediatamente; e manter o solicitante na linha para fornecer orientações de manobras de desobstrução em tempo real enquanto a viatura se desloca.
Além disso, o substitutivo prevê o treinamento periódico dos atendentes, incluindo técnicas de manejo emocional e controle de estresse.
A proposta também autoriza o poder público a treinar
leigos conforme as diretrizes da Lei do Voluntariado e da
Lei Lucas, que estabelece a capacitação em primeiros
socorros para professores e funcionários de escolas e creches
públicas e privadas.
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