Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4155718 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Recorde de calor do oceano é alerta sombrio para planeta 


A temperatura média diária global da superfície do mar chegou a 20,96ºC esta semana, batendo um recorde que vinha de 2016, de acordo com a Copernicus, uma agência de mudanças climáticas da União Europeia. Essa temperatura está muito acima da média para esta época do ano.


Os oceanos são fundamentais para regular o clima do planeta. Eles absorvem calor, produzem metade do oxigênio da Terra e controlam os padrões climáticos. Águas mais quentes têm menos capacidade de absorver dióxido de carbono da atmosfera, o que provoca aumento no aquecimento do clima. Mais gases na atmosfera aceleram o derretimento das geleiras que fluem para o oceano, levando a um aumento do nível do mar.


Oceanos mais quentes e ondas de calor afetam espécies marinhas como peixes e baleias que migram para águas mais frias, alterando a cadeia alimentar marítima. Especialistas alertam que os estoques de peixes são afetados. Alguns animais predadores, como tubarões, tornam-se mais agressivos porque ficam confusos em temperaturas mais altas.


"Neste momento, há um branqueamento generalizado de corais em recifes rasos na Flórida (nos EUA) e muitos corais já morreram", diz Kathryn Lesneski, que monitora uma onda de calor marinha no Golfo do México para o Administração Oceânica e Atmosférica Nacional. "Colocamos os oceanos sob mais estresse do que em qualquer outro momento da história", diz Matt Frost, do Plymouth Marine Lab, no Reino Unido. Ele diz que a poluição e a pesca excessiva também afetam os oceanos.


Os cientistas estão preocupados com o momento em que esse recorde foi quebrado. "Março deveria ser quando os oceanos estão mais quentes globalmente, não agosto ou setembro", diz Samantha Burgess, do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. "É preocupante ver essa mudança acontecer tão rapidamente. Tivemos uma onda de calor marinha de 247 dias no Reino Unido entre agosto de 2022 e abril de 2023", disse o professor Mike Burrows, que monitora os impactos nas costas marítimas escocesas com a Associação Escocesa de Ciência Marinha.


Os cientistas dizem que as mudanças climáticas estão diretamente ligadas ao aquecimento dos oceanos, pois os mares absorvem a maior parte do aquecimento das emissões de gases de efeito estufa. "Quanto mais queimamos combustíveis fósseis, mais excesso de calor será absorvido pelos oceanos, o que significa que mais tempo levará para estabilizá-los e trazê-los de volta ao nível onde estavam", explica Burgess.


O novo recorde de temperatura média supera o registrado em 2016, quando a flutuação natural do clima El Niño estava em pleno andamento e em seu ponto mais forte. O El Niño ocorre quando a água quente sobe à superfície na costa oeste da América do Sul, elevando as temperaturas globais. Outro El Niño já começou, mas os cientistas dizem que ele ainda é fraco - o que significa que as temperaturas do oceano subirão ainda mais acima da média nos próximos meses.


As ondas de calor marinhas dobraram de frequência entre 1982 e 2016 e se tornaram mais intensas e mais longas desde a década de 1980, de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Embora as temperaturas do ar tenham sofrido alguns aumentos dramáticos nos últimos anos, os oceanos demoram mais a aquecer, mesmo tendo absorvido 90% do aquecimento da Terra devido às emissões de gases de efeito estufa.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9wxl4x7pmlo. Adaptado.

Novos dados revelaram que os oceanos atingiram a temperatura mais alta já registrada, devido ao fenômeno das mudanças climáticas - o que traz implicações sombrias para o planeta.

Assinale a opção correta de acordo com o texto base.
Alternativas
Q4155210 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Velocidade da refeição e tipo de alimento


Assistindo à TV, sentado com os olhos no celular, em pé na cozinha ou até mesmo caminhando. Quantas vezes você já teve seu café da manhã ou almoço assim, com pressa, distraído, sem se dar alguns minutos para saborear o que tem nas mãos ou no prato? O ritmo do dia a dia e, por vezes, o mau hábito nos levam a comer muito rapidamente.


Embora muitas pessoas prestem atenção em que tipo de comida colocam na boca, seja por uma questão de peso ou de saúde, elas tendem a pensar menos - ou nada - na velocidade com que ingerimos os alimentos. No entanto, o ritmo da ingestão tem um impacto direto na nossa saúde, pois afeta como recebemos as propriedades dos alimentos, bem como a maneira como o corpo responde a elas.


Comer rápido ou devagar "altera não só a velocidade com que o alimento entra no estômago, mas também a velocidade com que ele entra no trato gastrointestinal", explica Sarah Berry, especialista em nutrição na área da saúde cardiometabólica da Universidade King's College de Londres. "Isso é muito importante porque tem um efeito cascata na liberação de muitos hormônios que dizem o quanto você está satisfeito, o quanto está faminto e também quais hormônios estão envolvidos na forma com que seu corpo processa os alimentos."


Uma das diferenças mais visíveis é: pessoas que comem mais rápido têm excesso de peso, acumulam mais gordura na cintura e têm níveis mais elevados de colesterol LDL, o colesterol que conhecemos como "ruim". Isso ocorre porque elas consomem mais calorias- cem a duzentas a mais - em uma refeição do que as que comem mais devagar.


"Quando você come mais devagar, há um aumento no que chamamos de hormônios da saciedade, PYY, GLP1, que dizem ao seu corpo: 'ei, você está satisfeito'", explica Berry. "Ao mesmo tempo, há uma redução dos chamados hormônios da fome ou grelina, e isso limita a vontade de comer mais", acrescenta a pesquisadora. Como é possível que a mesma refeição tenha um impacto tão diferente, apenas por conta da velocidade da ingestão? De acordo com Berry, há duas razões.


A primeira é que os sinais de saciedade demoram entre cinco e vinte minutos para chegar ao cérebro; então, se você come rápido, não dá tempo desses sinais chegarem e você continua comendo sem perceber que já teve o suficiente. A segunda é que, comendo devagar, "a liberação de nutrientes no intestino é mais lenta, e isso significa que há uma liberação mais sustentada e prolongada dos hormônios que avisam que você está satisfeito e uma supressão mais longa dos hormônios da fome que te mandam comer".


Para demonstrar as diferenças consequentes da velocidade de ingestão, Berry conduziu um experimento com o jornalista de saúde e ciência da BBC James Gallagher. Depois de conectá-lo a um equipamento para medir a sua glicemia, quantidade de glicose no sangue, a equipe pediu que ele comesse exatamente a mesma coisa durante dois dias: um café da manhã com cereais e fruta, um almoço com salada acompanhada de pão e um jantar com frango e legumes, mas em um dia ele deveria comer lentamente e no outro, rapidamente.


Depois do experimento informal, verificou-se que a glicemia foi muito maior no dia em que ele comeu rapidamente. "Quando você come muito mais rápido, os carboidratos estimulam a liberação de insulina, mas a insulina não é liberada com rapidez suficiente para remover a glicose da corrente sanguínea. Por isso, você tem uma resposta maior quando come rápido", diz Berry. "Sabemos que esses grandes picos de glicose no sangue, se repetidos em excesso ao longo dos anos, aumentam o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras complicações metabólicas."


Se você está acostumado a comer rápido, mudar de hábito não é fácil, mas um dos truques mais eficazes é colocar os talheres no prato entre as garfadas. Outro é fazer um esforço consciente para mastigar mais a comida. E, por fim, outra recomendação é reduzir quantidade de alimentos ultraprocessados, pois sua textura é macia, e essa caraterística faz com que sejam consumidos em maior velocidade.        


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1em6y1r7go. Adaptado.

Você costuma comer em pé ou caminhando? Talvez você já saiba disso, mas esse não é um bom hábito. Comer trabalhando pode até parecer prático, mas não faz bem para a saúde.

Assinale a opção correta de acordo com o texto base.
Alternativas
Q4135083 Português

Leia o texto para responder à questão.


Projeto musical faz shows secretos em SP



    “É muito raro isso aqui”, diz a cantora Marina Melo em frente a um público de cerca de cem pessoas em São Paulo. “Um monte de gente sentada no chão, sem saber exatamente o que vai escutar, disposta a ficar em silêncio e a ouvir”.

    O espaço do palco é delimitado apenas por um tapete e um pedestal de microfone com luzinhas enroladas. A localização é um estúdio na zona oeste da capital, mas poderia ser qualquer outro canto — isso ajuda a resumir o Tranquilo, projeto musical mineiro que desembarcou em São Paulo e acontece nas noites de segunda-feira, mas nunca no mesmo lugar.

    Funciona assim: aos domingos, o perfil no Instagram do Tranquilo publica uma enquete. Quem responde recebe por mensagem a localização e os detalhes dos shows marcados para o dia seguinte. A escalação de artistas – sempre representantes da música independente e autoral – só é liberada na segunda-feira e o lineup1 não se repete.

    O projeto começou no quintal da casa do músico Thales Silva, que se sentia sem horizontes após lançar um álbum e não conseguir fazer o trabalho circular. “O artista independente não consegue furar algumas bolhas porque existem panelas que não se abrem. É como se você tivesse que expandir seu público sem ter oportunidades”, ele afirma. “Então eu criei o evento pensando nesses artistas que têm qualidade, mas que, se não acharem um palco, vão ficar eternamente parados.”

    Durante as apresentações, em formato de pocket show2 e que elegem a diversidade como prioridade, o público recebe a letra de algumas composições. A localização escondida também gera curiosidade. Neste ano, o público chegou a 1200 pessoas em Belo Horizonte.

    Além de estimular a cena musical independente, o projeto se tornou uma espécie de celeiro de novos artistas com o momento “Olho no Olho”, que encerra as noites de shows com pessoas da plateia mostrando canções próprias.



(Laura Lewer. https://guia.folha.uol.com.br/shows/2023/03/ conheca-o-tranquilo-projeto-musical-que-faz-shows-quase-secretosem-sp.shtml. Publicado em 17.03.2023. Adaptado.)



1 lineup: lista, sequência.

2 pocket show: apresentação de curta duração.

De acordo com o texto, o projeto musical Tranquilo 
Alternativas
Q4135077 Português

Leia o texto de Ignácio de Loyola Brandão para responder à questão.



A pedra na roda



    Deixamos Porto Alegre às 8 da manhã. Seriam 300 quilômetros, cerca de quatro horas de viagem através de campos e serras. Eram três ônibus que levavam cem escritores, entre romancistas, poetas, professores, linguistas, para um encontro literário em Passo Fundo.

    A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador nos pneus traseiros. Como se tivessem explodido e a borracha continuasse a bater no solo. O ônibus parou. Os outros pararam também em solidariedade, para saber o que se passava.

    Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária, acontece que uma pedra de bom porte se meteu entre os dois pneus traseiros. São rodas duplas e a pedra se enfiou, sabe-se lá como, entre os pneus da direita. Não dava para andar, a pedra rasgaria tudo.

    Juntaram-se os três motoristas, buscando solução. Apareceram uma marreta, um formão (muito pequeno), uma chave de roda. Os motoristas se revezavam, martelavam de um lado, do outro, de cima para baixo. A pedra, imóvel, para dar o ar da graça e animar, soltou umas lasquinhas que encheram todos de esperanças. Ficou nisso.

    Poetas, romancista, linguistas, ensaístas, todos deram opiniões estapafúrdias. Escrever um romance parece mais fácil do que arrancar uma pedra da roda.

    O tempo passou, já tinha sido solicitado o socorro, mas o caminhão ia demorar. Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. Viu aquele amontoamento, inteirou-se do assunto. Ficou olhando, os motoristas continuavam com as marteladas inúteis. Havia no ar certa desesperança. Como quem não quer nada, o garoto da bicicleta disse: “E se desparafusarem as rodas, será que a pedra não se solta?” Todos se olharam. Os intelectuais sorriram. Os motoristas ficaram perplexos.

    Foi necessário muito esforço para desrosquear, mas, enfim, as rodas se abriram, a pedra – enorme – caiu. Houve aplausos, alívio. Voltamos ao ônibus, a viagem prosseguiu. Skarmeta* escreveu um curto poema sobre a roda travada – lido, mais tarde, no palco.

    Cada um de nós, homens do mundo das letras, tem a certeza de que sabe escrever coisas lindas e comoventes. Mas quando uma pedra entra no caminho, não temos a ideia simples e brilhante de desparafusar as rodas, diminuindo a pressão. Talvez na vida possamos aplicar o mesmo método: desapertar um pouco o parafuso, deixar a pedra cair.



(Coleção melhores crônicas: Ignácio de Loyola Brandão. Org. Cecília Almeida Salles. Editora Globo. Adaptado)



*Antonio Skarmeta é escritor chileno, autor de O carteiro e o poeta.

Considere as passagens do texto.



•  Poetas, romancista, linguistas, ensaístas, todos deram opiniões estapafúrdias. (5o parágrafo)


•  Como quem não quer nada, o garoto da bicicleta disse... (6o parágrafo)


•  Os motoristas ficaram perplexos. (6o parágrafo)



No contexto em que se encontram, as expressões destacadas significam, respectivamente:

Alternativas
Q4135076 Português

Leia o texto de Ignácio de Loyola Brandão para responder à questão.



A pedra na roda



    Deixamos Porto Alegre às 8 da manhã. Seriam 300 quilômetros, cerca de quatro horas de viagem através de campos e serras. Eram três ônibus que levavam cem escritores, entre romancistas, poetas, professores, linguistas, para um encontro literário em Passo Fundo.

    A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador nos pneus traseiros. Como se tivessem explodido e a borracha continuasse a bater no solo. O ônibus parou. Os outros pararam também em solidariedade, para saber o que se passava.

    Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária, acontece que uma pedra de bom porte se meteu entre os dois pneus traseiros. São rodas duplas e a pedra se enfiou, sabe-se lá como, entre os pneus da direita. Não dava para andar, a pedra rasgaria tudo.

    Juntaram-se os três motoristas, buscando solução. Apareceram uma marreta, um formão (muito pequeno), uma chave de roda. Os motoristas se revezavam, martelavam de um lado, do outro, de cima para baixo. A pedra, imóvel, para dar o ar da graça e animar, soltou umas lasquinhas que encheram todos de esperanças. Ficou nisso.

    Poetas, romancista, linguistas, ensaístas, todos deram opiniões estapafúrdias. Escrever um romance parece mais fácil do que arrancar uma pedra da roda.

    O tempo passou, já tinha sido solicitado o socorro, mas o caminhão ia demorar. Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. Viu aquele amontoamento, inteirou-se do assunto. Ficou olhando, os motoristas continuavam com as marteladas inúteis. Havia no ar certa desesperança. Como quem não quer nada, o garoto da bicicleta disse: “E se desparafusarem as rodas, será que a pedra não se solta?” Todos se olharam. Os intelectuais sorriram. Os motoristas ficaram perplexos.

    Foi necessário muito esforço para desrosquear, mas, enfim, as rodas se abriram, a pedra – enorme – caiu. Houve aplausos, alívio. Voltamos ao ônibus, a viagem prosseguiu. Skarmeta* escreveu um curto poema sobre a roda travada – lido, mais tarde, no palco.

    Cada um de nós, homens do mundo das letras, tem a certeza de que sabe escrever coisas lindas e comoventes. Mas quando uma pedra entra no caminho, não temos a ideia simples e brilhante de desparafusar as rodas, diminuindo a pressão. Talvez na vida possamos aplicar o mesmo método: desapertar um pouco o parafuso, deixar a pedra cair.



(Coleção melhores crônicas: Ignácio de Loyola Brandão. Org. Cecília Almeida Salles. Editora Globo. Adaptado)



*Antonio Skarmeta é escritor chileno, autor de O carteiro e o poeta.

Pelas reflexões presentes no último parágrafo, constata-se que para o autor:
Alternativas
Q4135075 Português

Leia o texto de Ignácio de Loyola Brandão para responder à questão.



A pedra na roda



    Deixamos Porto Alegre às 8 da manhã. Seriam 300 quilômetros, cerca de quatro horas de viagem através de campos e serras. Eram três ônibus que levavam cem escritores, entre romancistas, poetas, professores, linguistas, para um encontro literário em Passo Fundo.

    A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador nos pneus traseiros. Como se tivessem explodido e a borracha continuasse a bater no solo. O ônibus parou. Os outros pararam também em solidariedade, para saber o que se passava.

    Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária, acontece que uma pedra de bom porte se meteu entre os dois pneus traseiros. São rodas duplas e a pedra se enfiou, sabe-se lá como, entre os pneus da direita. Não dava para andar, a pedra rasgaria tudo.

    Juntaram-se os três motoristas, buscando solução. Apareceram uma marreta, um formão (muito pequeno), uma chave de roda. Os motoristas se revezavam, martelavam de um lado, do outro, de cima para baixo. A pedra, imóvel, para dar o ar da graça e animar, soltou umas lasquinhas que encheram todos de esperanças. Ficou nisso.

    Poetas, romancista, linguistas, ensaístas, todos deram opiniões estapafúrdias. Escrever um romance parece mais fácil do que arrancar uma pedra da roda.

    O tempo passou, já tinha sido solicitado o socorro, mas o caminhão ia demorar. Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. Viu aquele amontoamento, inteirou-se do assunto. Ficou olhando, os motoristas continuavam com as marteladas inúteis. Havia no ar certa desesperança. Como quem não quer nada, o garoto da bicicleta disse: “E se desparafusarem as rodas, será que a pedra não se solta?” Todos se olharam. Os intelectuais sorriram. Os motoristas ficaram perplexos.

    Foi necessário muito esforço para desrosquear, mas, enfim, as rodas se abriram, a pedra – enorme – caiu. Houve aplausos, alívio. Voltamos ao ônibus, a viagem prosseguiu. Skarmeta* escreveu um curto poema sobre a roda travada – lido, mais tarde, no palco.

    Cada um de nós, homens do mundo das letras, tem a certeza de que sabe escrever coisas lindas e comoventes. Mas quando uma pedra entra no caminho, não temos a ideia simples e brilhante de desparafusar as rodas, diminuindo a pressão. Talvez na vida possamos aplicar o mesmo método: desapertar um pouco o parafuso, deixar a pedra cair.



(Coleção melhores crônicas: Ignácio de Loyola Brandão. Org. Cecília Almeida Salles. Editora Globo. Adaptado)



*Antonio Skarmeta é escritor chileno, autor de O carteiro e o poeta.

Considere as passagens do texto.



•  A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador... (2o parágrafo)


•  Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária... (3o parágrafo); Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. (6o parágrafo)



Nessas passagens, o autor informa os leitores a respeito, respectivamente,

Alternativas
Q4135074 Português

Leia o texto de Ignácio de Loyola Brandão para responder à questão.



A pedra na roda



    Deixamos Porto Alegre às 8 da manhã. Seriam 300 quilômetros, cerca de quatro horas de viagem através de campos e serras. Eram três ônibus que levavam cem escritores, entre romancistas, poetas, professores, linguistas, para um encontro literário em Passo Fundo.

    A viagem prosseguia bem até o momento que ouvimos um barulho assustador nos pneus traseiros. Como se tivessem explodido e a borracha continuasse a bater no solo. O ônibus parou. Os outros pararam também em solidariedade, para saber o que se passava.

    Já eram 11h30, tínhamos ainda uma hora e pouco de estrada para a abertura, às 13h, da Jornada Literária, acontece que uma pedra de bom porte se meteu entre os dois pneus traseiros. São rodas duplas e a pedra se enfiou, sabe-se lá como, entre os pneus da direita. Não dava para andar, a pedra rasgaria tudo.

    Juntaram-se os três motoristas, buscando solução. Apareceram uma marreta, um formão (muito pequeno), uma chave de roda. Os motoristas se revezavam, martelavam de um lado, do outro, de cima para baixo. A pedra, imóvel, para dar o ar da graça e animar, soltou umas lasquinhas que encheram todos de esperanças. Ficou nisso.

    Poetas, romancista, linguistas, ensaístas, todos deram opiniões estapafúrdias. Escrever um romance parece mais fácil do que arrancar uma pedra da roda.

    O tempo passou, já tinha sido solicitado o socorro, mas o caminhão ia demorar. Já eram quase 13h quando surgiu um garoto pedalando uma bicicleta. Viu aquele amontoamento, inteirou-se do assunto. Ficou olhando, os motoristas continuavam com as marteladas inúteis. Havia no ar certa desesperança. Como quem não quer nada, o garoto da bicicleta disse: “E se desparafusarem as rodas, será que a pedra não se solta?” Todos se olharam. Os intelectuais sorriram. Os motoristas ficaram perplexos.

    Foi necessário muito esforço para desrosquear, mas, enfim, as rodas se abriram, a pedra – enorme – caiu. Houve aplausos, alívio. Voltamos ao ônibus, a viagem prosseguiu. Skarmeta* escreveu um curto poema sobre a roda travada – lido, mais tarde, no palco.

    Cada um de nós, homens do mundo das letras, tem a certeza de que sabe escrever coisas lindas e comoventes. Mas quando uma pedra entra no caminho, não temos a ideia simples e brilhante de desparafusar as rodas, diminuindo a pressão. Talvez na vida possamos aplicar o mesmo método: desapertar um pouco o parafuso, deixar a pedra cair.



(Coleção melhores crônicas: Ignácio de Loyola Brandão. Org. Cecília Almeida Salles. Editora Globo. Adaptado)



*Antonio Skarmeta é escritor chileno, autor de O carteiro e o poeta.

Comentando a respeito da viagem, no quarto parágrafo, o autor afirma “Ficou nisso” referindo-se ao fato de que
Alternativas
Q4117031 Português
Como marca cultural do nosso povo, a música terá sempre um papel numa proposta de educação que não se compreenda como simples treinamento. Nesse sentido, como práxis, a música deve ser considerada elemento indispensável numa proposta educativa voltada para a formação humana de cidadãos livres, capazes de se apropriar do conhecimento acumulado na nossa época (suas memórias) e de dar prosseguimento criativo à autotransformação histórica da humanidade (SANTOS, 2005, p. 33). A partir da afirmação do referido autor, assinale a alternativa que NÃO está de acordo com o sentido da citação. 
Alternativas
Q4112197 Português

Soneto do Amor Total



Amo-te tanto, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade 



Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante. 



Amo-te como um bicho, simplesmente,

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente. 



E de te amar assim muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.



Vinícius de Moraes. 

Considerando o poema, analise as proposições abaixo:

I- O poema Soneto do Amor Total está voltado para temática do amor romântico.

II- No poema, o eu-lírico promete uma entrega total e absoluta apesar de demonstrar estar ciente da finitude do sentimento.

III- Na primeira estrofe, há um afeto multifacetado, que enxerga o outro não só como fonte de deleite e prazer, mas também como um parceiro, um companheiro para todas as horas.

IV- Além da sensualidade, a amizade é um outro elemento presente no texto.

É verdade o que se afirma em: 
Alternativas
Q4111794 Português

Os Ombros Suportam o Mundo


Chega um tempo em que não se diz mais: meu

Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco. 



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos. 



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos

edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.



 

O tema central do poema é: 
Alternativas
Q4111793 Português

Os Ombros Suportam o Mundo


Chega um tempo em que não se diz mais: meu

Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco. 



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos. 



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos

edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.



 

Analise as proposições abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas.


(_) Segundo o poema, as "certezas" que cercam a pessoa, além de isolá-la, também servem como proteção contra o sofrimento. Apesar de a solidão não ter uma carga dramática, ela é obscura e deprimente.


(_) A terceira e última estrofe é também a mais longa. É nela que se encontra o verso que dá o nome ao poema e o tema central: a posição do ser neste mundo e neste tempo.


(_) A matéria do poeta é a realidade, o tempo presente e também a relação entre o "eu" e o mundo.


(_) Drummond compara as guerras às discussões em edifícios, como se ambos fossem igualmente "corriqueiros" e "banais" em um mundo cada vez mais desumano.


(_) A vida sem mistificação é uma retomada aos primeiros versos do poema.


A sequência correta de cima para baixo é: 

Alternativas
Q4110779 Português
A panela de pressão é uma maravilha porque cozinha os alimentos em até 3 vezes mais rápido do que as panelas normais, mas requer alguns cuidados específicos. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um desses cuidados.
Alternativas
Q4105167 Português
Qual foi a primeira religião do mundo? Muitos estudiosos dedicam anos de pesquisa para tentar responder a essa questão. Portanto, registros históricos indicam que o _________________ foi a primeira religião do mundo. Essa era uma religião politeísta, deste modo, seus seguidores acreditavam na existência de vários deuses.  

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Alternativas
Q4102905 Português
A questão deve ser respondida com base no texto 3.


Texto 3


Como surgiu a Maria Farinha Filmes e por que a opção por trabalhar com temas de interesse público e relevância social? Esse propósito está presente desde a origem da produtora?


A Maria Farinha Filmes nasceu em 2008, a partir de um desejo de Ana Lúcia Villela, presidente do Instituto Alana, que existe há vinte anos, mas, há dez, tinha um projeto, o Criança e Consumo, sobre os males da publicidade para a criança. Ana Lúcia percebeu que precisava de uma ferramenta audiovisual para poder comunicar essa causa, pois ainda era vago falar de criança e consumo, as pessoas não compreendiam o tamanho do problema que era um anunciante falar diretamente com uma criança. Então, ela me chamou para fazer um documentário, o Criança, a Alma do Negócio, e com isso a Maria Farinha nasceu. Esse filme foi muito importante para o Alana, é uma ferramenta de sensibilização até hoje, usada muitas vezes por juízes que ainda assistem ao filme para a resolução de processos. Assim, resolvemos fazer uma produtora que só fizesse filmes que ajudassem na transformação ambiental e social, e o nosso volume de trabalho começou a aumentar, porque começamos a fazer filmes também para outras fundações que têm um trabalho tão sério quanto o Alana: Cenpec, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Bernard Van Leer, Unicef, e tantas outras.


Fonte: Entrevista com Estela Renner (adaptado). Revista Na Ponta do Lápis, jul. 2018. 
A construção do texto apresenta a seguinte estrutura, nesta ordem: 
Alternativas
Q4102904 Português
A questão deve ser respondida com base no texto 3.


Texto 3


Como surgiu a Maria Farinha Filmes e por que a opção por trabalhar com temas de interesse público e relevância social? Esse propósito está presente desde a origem da produtora?


A Maria Farinha Filmes nasceu em 2008, a partir de um desejo de Ana Lúcia Villela, presidente do Instituto Alana, que existe há vinte anos, mas, há dez, tinha um projeto, o Criança e Consumo, sobre os males da publicidade para a criança. Ana Lúcia percebeu que precisava de uma ferramenta audiovisual para poder comunicar essa causa, pois ainda era vago falar de criança e consumo, as pessoas não compreendiam o tamanho do problema que era um anunciante falar diretamente com uma criança. Então, ela me chamou para fazer um documentário, o Criança, a Alma do Negócio, e com isso a Maria Farinha nasceu. Esse filme foi muito importante para o Alana, é uma ferramenta de sensibilização até hoje, usada muitas vezes por juízes que ainda assistem ao filme para a resolução de processos. Assim, resolvemos fazer uma produtora que só fizesse filmes que ajudassem na transformação ambiental e social, e o nosso volume de trabalho começou a aumentar, porque começamos a fazer filmes também para outras fundações que têm um trabalho tão sério quanto o Alana: Cenpec, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Bernard Van Leer, Unicef, e tantas outras.


Fonte: Entrevista com Estela Renner (adaptado). Revista Na Ponta do Lápis, jul. 2018. 
 Em relação ao conteúdo do texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4102893 Português
A questão deve ser respondida com base no Texto 1.


Texto 1


“Essa palavra já (ainda não) foi aportuguesada?” Muitos de nós já fizemos ou ouvimos uma pergunta semelhante. Apesar de muita gente se referir ao aportuguesamento como sendo a adaptação de uma palavra à ortografia do português, muitas vezes formalizado e finalizado com a admissão da forma adaptada a um dicionário da língua, esse fenômeno é muito mais corriqueiro do que imaginamos, pois ocorre também (e principalmente) na pronúncia. Na maior parte das vezes, a pronúncia é, na verdade, a referência para a adaptação ortográfica. A maioria dos falantes de uma língua tende a fazer algum tipo de adaptação a itens lexicais vindos de outra língua, e isso não é diferente para nós, falantes de português do Brasil (PB). Esses pequenos reparos são decorrentes de exigências próprias da língua materna do falante, muitas vezes distintas das encontradas na língua da qual se pega a palavra emprestada, como um som (vogal ou consoante) ou um tipo de sílaba inexistente em sua língua. Chamamos de “nativização” esse conjunto de reparos que modifica, na pronúncia, palavras estrangeiras, deixando-as com características sonoras da língua nativa. Esses reparos se dão, sobretudo, através da substituição de sons e da modificação de sílabas (e do número de sílabas). Apenas para facilitar a exposição, referimo-nos ao processo de adaptação na ortografia como “aportuguesamento” e, na pronúncia, como “nativização” (mesmo que pudéssemos dizer que o aportuguesamento é a nativização típica de falantes de português, às vezes acompanhada pela adaptação ortográfica).


Fonte: DAMULAKIS, Jean Nunes. Como escrevemos e pronunciamos palavras emprestadas no português brasileiro (adaptado). Revista Roseta, dez. 2020.
Em relação ao que diz o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4102891 Português
A questão deve ser respondida com base no Texto 1.


Texto 1


“Essa palavra já (ainda não) foi aportuguesada?” Muitos de nós já fizemos ou ouvimos uma pergunta semelhante. Apesar de muita gente se referir ao aportuguesamento como sendo a adaptação de uma palavra à ortografia do português, muitas vezes formalizado e finalizado com a admissão da forma adaptada a um dicionário da língua, esse fenômeno é muito mais corriqueiro do que imaginamos, pois ocorre também (e principalmente) na pronúncia. Na maior parte das vezes, a pronúncia é, na verdade, a referência para a adaptação ortográfica. A maioria dos falantes de uma língua tende a fazer algum tipo de adaptação a itens lexicais vindos de outra língua, e isso não é diferente para nós, falantes de português do Brasil (PB). Esses pequenos reparos são decorrentes de exigências próprias da língua materna do falante, muitas vezes distintas das encontradas na língua da qual se pega a palavra emprestada, como um som (vogal ou consoante) ou um tipo de sílaba inexistente em sua língua. Chamamos de “nativização” esse conjunto de reparos que modifica, na pronúncia, palavras estrangeiras, deixando-as com características sonoras da língua nativa. Esses reparos se dão, sobretudo, através da substituição de sons e da modificação de sílabas (e do número de sílabas). Apenas para facilitar a exposição, referimo-nos ao processo de adaptação na ortografia como “aportuguesamento” e, na pronúncia, como “nativização” (mesmo que pudéssemos dizer que o aportuguesamento é a nativização típica de falantes de português, às vezes acompanhada pela adaptação ortográfica).


Fonte: DAMULAKIS, Jean Nunes. Como escrevemos e pronunciamos palavras emprestadas no português brasileiro (adaptado). Revista Roseta, dez. 2020.
O objetivo central do texto é:
Alternativas
Q4102802 Português
A questão devem ser respondidas com base no texto 3.


Texto 3


Figurinha 9


No tempo em que as crianças podiam brincar tranqüilas nas ruas do bairro, na praça ou na frente de casa, sempre havia a turma. Na hora certa, todos apareciam. Brincavam de tudo um pouco. De pegar, esconder, cabra-cega. Às vezes brigavam: uns queriam jogar bola, outros bater figurinha na calçada. Conforme a época, um ou outro brinquedo era o preferido, virava mania de temporada: pandorga, carrinho de rolimã, bolita, bilboquê, ioiô, bambolê, pião, cincomarias, sapata. O importante era estar com a turma, na brincadeira combinada. Às vezes, a gente ficava só conversando. Primeiro cada um dizia o que ia ser, depois todos acabavam falando sobre o futuro. Ainda não havia televisão, videogame e computador. O futuro era uma imensa luz, bem longe.


URBIM, Carlos. Álbum de figurinhas. Porto Alegre: Editora Age, 2002.
Os elementos “televisão, computador e videogame” ilustram:
Alternativas
Q4102800 Português
A questão devem ser respondidas com base no texto 3.


Texto 3


Figurinha 9


No tempo em que as crianças podiam brincar tranqüilas nas ruas do bairro, na praça ou na frente de casa, sempre havia a turma. Na hora certa, todos apareciam. Brincavam de tudo um pouco. De pegar, esconder, cabra-cega. Às vezes brigavam: uns queriam jogar bola, outros bater figurinha na calçada. Conforme a época, um ou outro brinquedo era o preferido, virava mania de temporada: pandorga, carrinho de rolimã, bolita, bilboquê, ioiô, bambolê, pião, cincomarias, sapata. O importante era estar com a turma, na brincadeira combinada. Às vezes, a gente ficava só conversando. Primeiro cada um dizia o que ia ser, depois todos acabavam falando sobre o futuro. Ainda não havia televisão, videogame e computador. O futuro era uma imensa luz, bem longe.


URBIM, Carlos. Álbum de figurinhas. Porto Alegre: Editora Age, 2002.
Na oração “Na hora certa, todos apareciam”, o pronome “todos” se refere:
Alternativas
Q4102799 Português
A questão devem ser respondidas com base no texto 3.


Texto 3


Figurinha 9


No tempo em que as crianças podiam brincar tranqüilas nas ruas do bairro, na praça ou na frente de casa, sempre havia a turma. Na hora certa, todos apareciam. Brincavam de tudo um pouco. De pegar, esconder, cabra-cega. Às vezes brigavam: uns queriam jogar bola, outros bater figurinha na calçada. Conforme a época, um ou outro brinquedo era o preferido, virava mania de temporada: pandorga, carrinho de rolimã, bolita, bilboquê, ioiô, bambolê, pião, cincomarias, sapata. O importante era estar com a turma, na brincadeira combinada. Às vezes, a gente ficava só conversando. Primeiro cada um dizia o que ia ser, depois todos acabavam falando sobre o futuro. Ainda não havia televisão, videogame e computador. O futuro era uma imensa luz, bem longe.


URBIM, Carlos. Álbum de figurinhas. Porto Alegre: Editora Age, 2002.
Observe a construção do texto: “Brincavam de tudo um pouco. De pegar, esconder, cabracega”. Em relação a essa construção, afirma-se que:

I. Há um desdobramento narrativo que garante a especificidade da informação.
II. A expressão “de tudo um pouco” tem sentido genérico.
III. A listagem de brincadeiras, em “De pegar, esconder, cabra-cega”, poderia ser omitida do texto, sem prejuízo da informação pretendida.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
10241: C
10242: C
10243: D
10244: E
10245: A
10246: B
10247: D
10248: E
10249: D
10250: C
10251: A
10252: C
10253: B
10254: A
10255: C
10256: B
10257: C
10258: E
10259: D
10260: B