Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os diversos aspectos que envolvem o tema nele tratado, julgue o item seguinte.
Hoje, todos concordam que os índios formam nações
diferentes e, como tal, devem ser respeitados.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o quadro de violência atualmente existente no país e as características do sistema penitenciário brasileiro, julgue o item subseqüente.
Infere-se do texto que o Brasil tem, nos dias de hoje, a maior população carcerária da América Latina.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o quadro de violência atualmente existente no país e as características do sistema penitenciário brasileiro, julgue o item subseqüente.
No Brasil, não há condenado cumprindo pena fora de presídios, o que desafoga as delegacias policiais.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o quadro de violência atualmente existente no país e as características do sistema penitenciário brasileiro, julgue o item subseqüente.
Moderno, o sistema penitenciário brasileiro atende às necessidades hoje existentes nessa área, o que reduz sensivelmente os motins promovidos pelos detentos.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o quadro de violência atualmente existente no país e as características do sistema penitenciário brasileiro, julgue o item subseqüente.
Um dos problemas mais graves dos presídios brasileiros é a superpopulação carcerária, que enseja problemas que afetam a segurança pública.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o quadro de violência atualmente existente no país e as características do sistema penitenciário brasileiro, julgue o item subseqüente.
Ao dobrar sua população carcerária em menos de uma década, o Brasil prova que sua justiça tornou-se mais ágil e que a impunidade deixou de existir no país.
Texto I
O alimento ordinário desta terra que serve de pão se chama mandioca, e são umas raízes como de cenouras, ainda que mais grossas e compridas. Estas deitam umas varas, ou ramos, e crescem até altura de quinze palmos. Estes ramos são muito tenros e têm um miolo branco por dentro, e de palmo em palmo têm certos nós. E desta grandura se quebram, e plantam na terra em uma pequena cova, e lhes ajuntam terra ao pé, e ficam metidos tanto quanto basta para se terem, e daí a seis, ou nove meses têm raízes tão grossas que servem de mantimento.
Contém esta mandioca debaixo de si muitas espécies e todas se comem ... e a todos engorda e cria grandemente, porém se acaba de espremer, beberem aquela água só por si, não têm mais vida que enquanto lhe não chega ao estômago. Destas raízes espremidas e raladas se faz farinha que se come ...
(Fernão Cardim, Tratados da terra e gente do Brasil. In: Antonio Carlos Olivieri e Marco Antonio Villa (orgs). Cronistas do descobrimento. São Paulo: Ática, 3.ed., 2002, p. 130-131)
Texto II
“O pobre come farinha de mandioca três vezes ao dia. É café misturado com farinha de manhã, farinha com carne-seca ou ovo no almoço e farinha com tapioca ou outro complemento à noite”, diz um pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
Justifica-se, aí, um dos nomes da mandioca: pão-depobre. Na boca do povo, a raiz tem muitos outros, que variam às vezes de acordo com a espécie, outras de acordo com a região: uaipi, aipim, castelinha, macaxeira, maniva.
O nome mais corrente é de origem tupi. Uma lenda indígena conta que a filha de um chefe engravidou virgem, e dela nasceu a menina Mani. Morta após um ano, de seu túmulo, numa oca, surgiu um arbusto cujas raízes serviriam de alimento. Fácil propagação, elevada tolerância a estiagens, rendimento satisfatório mesmo em solos de baixa fertilidade, pouca exigência de insumos modernos são fatores tradicionalmente relacionados ao cultivo da mandioca, que é feito pelo plantio de pedaços da rama.
Apesar de seu uso estar em declínio desde os anos 70 - período em que o governo brasileiro passou a subsidiar a cultura de trigo -, é a farinha de mandioca, ainda, a mais consumida no país. Nas áreas rurais é comum a existência de casas de farinha - um teto simples para abrigar os equipamentos para a produção. Base da cozinha típica da Zona da Mata, em Pernambuco, a farinha ainda é fabricada nessas velhas instalações, erguidas em meio a canaviais. Nas fábricas mais antigas, lavradores realizam todo o processo industrial de forma artesanal. O equipamento é de madeira ou barro. O trabalho comunitário é a base da produção.
Para fazer a farinha, os lavradores usam a mandioca brava, mais venenosa. A macaxeira (mandioca mansa ou doce) é usada para outros pratos. Após a moagem, a pasta é prensada por duas toras ligadas por parafusos esculpidos em troncos. O processo livra o produto da manipueira, líqüido que contém o veneno da mandioca. A massa passa pela urupema, peneira feita com cipó, e segue depois para um forno redondo parecido com uma grande frigideira, de tijolos de barro. Fica lá por algumas horas, mexida com um rodo de pau.
(Folha de S.Paulo, Caderno Especial, 2 de abril de 2000)
De acordo com o 2º parágrafo do texto II, o nome da mandioca se justifica porque
Sem dúvida, situa-se nesse tripé a rede protetora que toda criança deveria ter, e isso está expressamente dito em nossa Constituição, no artigo 227. No entanto, considerando ser esse um tema com alto grau de subjetividade e delicadeza, já que diz respeito ao acesso a conteúdos que poderiam, em tese, afetar o desenvolvimento psicológico e emocional da criança e do adolescente, uma mudança dessa ordem deveria ter sido mais discutida com a sociedade.
(Rubens Naves, Folha de S. Paulo, 3 de julho de 2004, A3)
O autor do texto
Considere as afirmativas que seguem, a respeito do texto:
I. O texto aponta a clara necessidade de mobilização de toda a sociedade para acabar, definitiva e rapidamente, com a injustiça social no Brasil.
II. Conclui-se do texto, melancolicamente, que é absolutamente impossível combater a histórica desigualdade social do País, apesar de alguns avanços nessa área.
III. O autor mantém sua neutralidade diante da situação social brasileira, considerando os importantes avanços do século passado na área política.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
Discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU). In: O Estado de S. Paulo, 22/9/2004, p. A 5 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos marcantes da realidade social, política e econômica do mundo contemporâneo, julgue o item que se segue.
Pelo que informa o texto, é grande a solidariedade internacional, sobretudo por parte dos países mais ricos, em relação ao drama atualmente vivido pela África.
Acima das leis, dos códigos, dos estatutos humanos está a Divina Providência. Essa convicção religiosa, respeitabilíssima em si mesma, há séculos vinha servindo a muitos brasileiros, se não como tábua de salvação, ao menos como esperança ou consolo, em meio aos mais graves infortúnios. Diante da privação e da fome, não era incomum alguém baixar os braços e resignar-se: “Deus sabe o que faz”. A fé inabalável na justiça de um Deus reparador continua viva para muitos, mas é crescente o número daqueles que, a par da devoção religiosa, passaram a crer na necessidade de providências humanas. A própria Igreja mudou muito, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, quando parte expressiva do clero passou a se identificar com os sofrimentos das classes populares; por sua vez, estas adquiriram maior consciência de seus direitos, e vêm lutando por eles a cada vez que são desrespeitados. Isso significa que é também crescente o número daqueles que buscam os meios da Justiça. Valendo-se da força de sindicatos, de associações de classe, de organizações não governamentais, de iniciativas comunitárias, muita gente passou a ter representatividade social e política; a palavra cidadania deixou de ser um substantivo abstrato e passou a definir um caminho de ação. Mais e mais sentimos a força de iniciativas coletivas; na proporção inversa, diminuiu o número daqueles que, passivamente, deixavam cair os braços. Dentro desse quadro, cresce muito a importância de todo o aparelho jurídico. A reivindicação de maior justiça social leva à revisão de leis, à criação de novos dispositivos, ou mesmo à reforma ampla de códigos. Mas não basta. Como se sabe, é a garantia da boa aplicação das leis que gera a confiança na Justiça e, portanto, no próprio funcionamento de uma sociedade. Cabe aos agentes do Direito, em todos os campos de atuação, corresponder a esse anseio pelas justas providências humanas aqui na Terra. (Ataliba Siqueira)
Atente para as seguintes afirmações:
I. As expressões Divina Providência e justiça de um Deus reparador são empregadas com sentido equivalente ao da expressão meios da Justiça. II. As expressões força de iniciativas coletivas e representatividade social e política articulam-se numa relação de causa e efeito. III. Com a expressão proporção inversa, o autor está comparando o crescimento dos que crêem nos meios da justiça com o dos que se engajam em ações coletivas.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
Acima das leis, dos códigos, dos estatutos humanos está a Divina Providência. Essa convicção religiosa, respeitabilíssima em si mesma, há séculos vinha servindo a muitos brasileiros, se não como tábua de salvação, ao menos como esperança ou consolo, em meio aos mais graves infortúnios. Diante da privação e da fome, não era incomum alguém baixar os braços e resignar-se: “Deus sabe o que faz”. A fé inabalável na justiça de um Deus reparador continua viva para muitos, mas é crescente o número daqueles que, a par da devoção religiosa, passaram a crer na necessidade de providências humanas. A própria Igreja mudou muito, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, quando parte expressiva do clero passou a se identificar com os sofrimentos das classes populares; por sua vez, estas adquiriram maior consciência de seus direitos, e vêm lutando por eles a cada vez que são desrespeitados. Isso significa que é também crescente o número daqueles que buscam os meios da Justiça. Valendo-se da força de sindicatos, de associações de classe, de organizações não governamentais, de iniciativas comunitárias, muita gente passou a ter representatividade social e política; a palavra cidadania deixou de ser um substantivo abstrato e passou a definir um caminho de ação. Mais e mais sentimos a força de iniciativas coletivas; na proporção inversa, diminuiu o número daqueles que, passivamente, deixavam cair os braços. Dentro desse quadro, cresce muito a importância de todo o aparelho jurídico. A reivindicação de maior justiça social leva à revisão de leis, à criação de novos dispositivos, ou mesmo à reforma ampla de códigos. Mas não basta. Como se sabe, é a garantia da boa aplicação das leis que gera a confiança na Justiça e, portanto, no próprio funcionamento de uma sociedade. Cabe aos agentes do Direito, em todos os campos de atuação, corresponder a esse anseio pelas justas providências humanas aqui na Terra. (Ataliba Siqueira)
O sentido da expressão a par, utilizada em a par da devoção religiosa, é equivalente ao do elemento sublinhado na frase:
Como se quantifica o número de pobres existentes no Brasil? É necessário, em primeiro lugar, definir o que é um pobre. Pouca gente teria dificuldade em dar sua própria definição. Provavelmente a maioria diria que os pobres são aqueles que ganham mal e têm pouco ou nenhum patrimônio. São as pessoas que pedem dinheiro nas ruas ou vivem de trabalhos precários. Embora suficiente para conversas informais sobre o assunto, trata-se de definição muito imprecisa. Um exemplo: como qualificar empregadas domésticas que trabalham em casas de famílias ricas de São Paulo, Porto Alegre ou Rio de Janeiro? Em comparação com os patrões, é razoável imaginar que elas sejam consideradas pobres, mas em comparação com um miserável do interior do Nordeste, que passa fome durante vários meses do ano, certamente isso não seria verdade.
Para que a discussão sobre o tema possa ser feita em bases mais sólidas, é vital avançar para uma definição mais rigorosa. Na maioria dos trabalhos acadêmicos, a contagem dos pobres é realizada da seguinte forma: admite-se, em primeiro lugar, uma cesta de bens e serviços (alimentos, transporte, moradia etc.) à qual todo mundo deveria ter acesso para não ser considerado pobre. A seguir, atribui-se um valor monetário a essa cesta (que pode variar de região para região), também chamado de linha de pobreza. A partir daí, verifica-se quem tem renda superior ao valor da cesta (os que não são pobres) e quem tem renda inferior (os que são pobres). É claro que aqueles com renda inferior não conseguem comprar todos os bens e serviços da cesta. Portanto, o número de pobres depende sempre da definição do que é a linha de pobreza.
O mesmo argumento vale para a linha de indigência. A cesta de bens inclui, nesse caso, apenas os alimentos mínimos necessários para que a pessoa permaneça viva, de acordo com os padrões da Organização Mundial da Saúde. Ou seja, teoricamente, quem está abaixo da linha de indigência não conseguiria sequer sobreviver – se o faz é porque complementa minimamente sua renda com esmolas ou algum tipo de cultura de subsistência, que representa um recurso adicional que não é levado em conta pelos pesquisadores.
(André Lahóz. Revista VEJA, 15/05/2002)
De acordo com o texto, uma quantificação objetiva do número de pobres no Brasil depende
Como se quantifica o número de pobres existentes no Brasil? É necessário, em primeiro lugar, definir o que é um pobre. Pouca gente teria dificuldade em dar sua própria definição. Provavelmente a maioria diria que os pobres são aqueles que ganham mal e têm pouco ou nenhum patrimônio. São as pessoas que pedem dinheiro nas ruas ou vivem de trabalhos precários. Embora suficiente para conversas informais sobre o assunto, trata-se de definição muito imprecisa. Um exemplo: como qualificar empregadas domésticas que trabalham em casas de famílias ricas de São Paulo, Porto Alegre ou Rio de Janeiro? Em comparação com os patrões, é razoável imaginar que elas sejam consideradas pobres, mas em comparação com um miserável do interior do Nordeste, que passa fome durante vários meses do ano, certamente isso não seria verdade.
Para que a discussão sobre o tema possa ser feita em bases mais sólidas, é vital avançar para uma definição mais rigorosa. Na maioria dos trabalhos acadêmicos, a contagem dos pobres é realizada da seguinte forma: admite-se, em primeiro lugar, uma cesta de bens e serviços (alimentos, transporte, moradia etc.) à qual todo mundo deveria ter acesso para não ser considerado pobre. A seguir, atribui-se um valor monetário a essa cesta (que pode variar de região para região), também chamado de linha de pobreza. A partir daí, verifica-se quem tem renda superior ao valor da cesta (os que não são pobres) e quem tem renda inferior (os que são pobres). É claro que aqueles com renda inferior não conseguem comprar todos os bens e serviços da cesta. Portanto, o número de pobres depende sempre da definição do que é a linha de pobreza.
O mesmo argumento vale para a linha de indigência. A cesta de bens inclui, nesse caso, apenas os alimentos mínimos necessários para que a pessoa permaneça viva, de acordo com os padrões da Organização Mundial da Saúde. Ou seja, teoricamente, quem está abaixo da linha de indigência não conseguiria sequer sobreviver – se o faz é porque complementa minimamente sua renda com esmolas ou algum tipo de cultura de subsistência, que representa um recurso adicional que não é levado em conta pelos pesquisadores.
(André Lahóz. Revista VEJA, 15/05/2002)
Considere as seguintes afirmações:
I. A maioria das pessoas tem uma precária definição do que seja pobreza, precariedade que compromete o nível das pesquisas acadêmicas sobre o tema.
II. O acesso ou falta de acesso a determinados bens e serviços é um critério pelo qual se identificam os que estão acima e os que estão abaixo da linha de pobreza.
III. A linha de indigência é definida pelo acesso parcial de um indivíduo tanto aos bens como aos serviços considerados essenciais para o pleno exercício de sua cidadania.
Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma em
Rede nacional de combate ao tráfico de animais silvestres – RENCTAS. Internet: <http://www.renctas.org.br>. Acesso em 10/8/2004 (com adaptações).
Tendo o tema abordado no texto acima por referência inicial, julgue o item a seguir.
Os animais traficados apreendidos pela fiscalização devem ser imediatamente soltos na natureza.
resumos.
A figura acima ilustra uma janela do apl icativo Word 2000 contendo um documento que está sendo editado e que apresenta parte de um texto extraído e adaptado da Folha de S. Paulo, de 20/10/2003. Considerando a janela do Word 2000 mostrada, julgue os itens subseqüentes, referentes ao Word 2000 e ao tema abordado no documento nela em edição.

Em relação a aspectos gramaticais e às idéias do parágrafo contido na janela do Word 2000 mostrada na figura acima, julgue os itens subseqüentes.
Infere-se do texto que, anteriormente, existiam limites
que o senso comum e a ética social estabeleciam à violência
— como é o caso de “não agredir idosos” (R.7-8) —, os quais
estão sendo rompidos.
Autores têm escrito sobre os riscos que as maquinações das biotecnologias na medicina supostamente trariam à natureza humana, pela modificação de sua base biológica (com clonagem, certas técnicas de reprodução assistida, modulação do comportamento por remédios e genética).
Arthur Caplan diz que essas alegações não são muito convincentes. Afirma, com propriedade: "A própria natureza humana tem mudado drasticamente em reação à tecnologia". E mais: "Tampouco há razão para glorificar uma fase particular da evolução da natureza humana e declará-la sacrossanta."
(Adaptado de Marcelo Leite).
Marque o item que expressa o tema central desse texto