Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Ao dizer que o Ministério da Justiça "acabou por reagir", o autor do texto:
"que houve alguma melhora na situação"; a forma dessa frase equivale semanticamente a:
"Consistia, basicamente, em reduzir a quantidade da mercadoria embalada, mantendo o preço de venda"; nesse caso, o problema para o consumidor estava em que:
TEXTO – MAQUIAGEM
Nesta época, no ano passado, começou a se constatar nas prateleiras dos supermercados uma “maquiagem” de produtos. Consistia, basicamente, em reduzir a quantidade de mercadoria embalada, mantendo o preço de venda.
O assunto despertou celeuma entre associações de consumidores, fábricas e autoridades governamentais. O Ministério da Justiça acabou por reagir, multando empresas que, segundo seu entendimento, haviam ludibriado a boa-fé dos consumidores. Um ano depois, pode-se dizer que houve alguma melhora na situação.
Houve alguma confusão acerca do que estava errado na prática da “maquiagem”. Uma empresa tem todo direito de diminuir, quando e quanto quiser, o volume contido na embalagem de seus produtos. O que estava errado na prática da “maquiagem”, e que configura um desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, era que as empresas mudaram os seus produtos sem avisar clara e antecipadamente o consumidor do que estavam fazendo.
Nem todas as “maquiagens” foram desfeitas, mas o resultado daqueles embates, um ano depois, serviu para fortalecer ainda mais a cultura de que o cidadão, enquanto consumidor, tem uma série de direitos que têm de ser respeitados.
Folha de São Paulo, dezembro de 2002
O segundo período do primeiro parágrafo do texto:
"nas prateleiras dos supermercados uma "maquiagem" de produtos"; a afirmativa correta sobre os termos sublinhados é:
"Nesta época, no ano passado, começou a se constatar nas prateleiras dos supermercados uma "maquiagem" de produtos."; a correspondência correta entre os elementos presentes nessa primeira frase do texto é:
I Os indicadores em saúde são, tradicionalmente, mais indicadores de doença que de saúde, por se concentrarem nas taxas de morbimortalidade. II A atenção básica não tem indicadores próprios, valendo-se dos mesmos indicadores para qualquer região do país. III As taxas de internação por AVC e de mortalidade por doenças cardiovasculares são os principais indicadores do controle da hipertensão. IV Para certas doenças, como a tuberculose e a hanseníase, a detecção de novos casos é um indicador mais importante que a proporção de abandono do tratamento. V Os coeficientes de saúde são calculados, geralmente, por uma fração cujo numerador refere-se ao número de eventos e o denominador, às probabilidades de ocorrência multiplicadas por 100 ou por um múltiplo.
A quantidade de itens certos é igual a
Considerando o texto como referência inicial, julgue os itens a seguir, relativos aos princípios e às diretrizes do SUS.
I Um dos conceitos defendidos pelo SUS é a universalidade, que corresponde à garantia de atenção à saúde, por parte do sistema, a todo e qualquer cidadão, desde que este não tenha plano de saúde.
II Pelo princípio da eqüidade, o SUS deve tratar de forma diferenciada os desiguais, oferecendo mais a quem precisa mais, procurando reduzir a desigualdade.
III No SUS, devido ao princípio da integralidade, as pessoas têm o direito de ser atendidas no conjunto de suas necessidades, e os serviços de saúde devem estar organizados de modo a oferecer todas as ações requeridas por essa atenção integral.
IV A descentralização preconizada no âmbito do SUS é o processo que implica a redistribuição de poder, com total independência entre as três esferas de governo, para garantir uma direção única, porém convergente, em cada esfera.
V Por regionalização e hierarquização deve-se entender, no contexto do SUS, que os serviços têm como obrigação o atendimento apenas da população de determinada região a que estão associados, obedecendo, no entanto, às hierarquias estadual e federal.
Estão certos apenas os itens
Tendo o texto como referência inicial, assinale a opção correta.
TEXTO 1 – PARA QUE SERVE A FEBRE
Ana Lúcia Azevedo – revista O Globo, n. 123
A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo. Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos EUA, afirmam que ela é bem mais do que isso. Segundo um artigo publicado por eles na “Nature Immunology”, a temperatura corporal elevada ajuda o sistema de defesa do organismo a identificar a causa de uma infecção e combatê-la. Num estudo com camundongos, eles viram que quando há febre, o número de linfócitos (tipo de célula de defesa) dobra. A febre funcionaria como um gatilho para o corpo se proteger de infecções.
O estudo sobre a febre feito nos camundongos:
TEXTO 1 – PARA QUE SERVE A FEBRE
Ana Lúcia Azevedo – revista O Globo, n. 123
A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo. Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos EUA, afirmam que ela é bem mais do que isso. Segundo um artigo publicado por eles na “Nature Immunology”, a temperatura corporal elevada ajuda o sistema de defesa do organismo a identificar a causa de uma infecção e combatê-la. Num estudo com camundongos, eles viram que quando há febre, o número de linfócitos (tipo de célula de defesa) dobra. A febre funcionaria como um gatilho para o corpo se proteger de infecções.
O segmento do texto "(tipo de célula de defesa)":
TEXTO 1 – PARA QUE SERVE A FEBRE
Ana Lúcia Azevedo – revista O Globo, n. 123
A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo. Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos EUA, afirmam que ela é bem mais do que isso. Segundo um artigo publicado por eles na “Nature Immunology”, a temperatura corporal elevada ajuda o sistema de defesa do organismo a identificar a causa de uma infecção e combatê-la. Num estudo com camundongos, eles viram que quando há febre, o número de linfócitos (tipo de célula de defesa) dobra. A febre funcionaria como um gatilho para o corpo se proteger de infecções.
"Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos EUA, afirmam que ela é bem mais do que isso". Assinale o comentário INCORRETO sobre esse segmento do texto:
TEXTO 1 – PARA QUE SERVE A FEBRE
Ana Lúcia Azevedo – revista O Globo, n. 123
A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo. Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos EUA, afirmam que ela é bem mais do que isso. Segundo um artigo publicado por eles na “Nature Immunology”, a temperatura corporal elevada ajuda o sistema de defesa do organismo a identificar a causa de uma infecção e combatê-la. Num estudo com camundongos, eles viram que quando há febre, o número de linfócitos (tipo de célula de defesa) dobra. A febre funcionaria como um gatilho para o corpo se proteger de infecções.
"A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo"; uma maneira ERRADA de reescrever-se essa mesma frase porque altera o seu sentido original é:
TEXTO 1 – PARA QUE SERVE A FEBRE
Ana Lúcia Azevedo – revista O Globo, n. 123
A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo. Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos EUA, afirmam que ela é bem mais do que isso. Segundo um artigo publicado por eles na “Nature Immunology”, a temperatura corporal elevada ajuda o sistema de defesa do organismo a identificar a causa de uma infecção e combatê-la. Num estudo com camundongos, eles viram que quando há febre, o número de linfócitos (tipo de célula de defesa) dobra. A febre funcionaria como um gatilho para o corpo se proteger de infecções.
O artigo acima tem por finalidade:
Da ação dos justos
Em recente entrevista na TV, uma conhecida e combativa juíza brasileira citou esta frase de Disraeli*: “É preciso que
os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. Para a
juíza, o sentido da frase é atualíssimo: diz respeito à freqüente
omissão das pessoas justas e honestas diante das manifestações de violência e de corrupção que se multiplicam em
nossos dias e que, felizmente, têm chegado ao conhecimento
público e vêm sendo investigadas e punidas. A frase propõe
uma ética atuante, cujos valores se materializem em reação
efetiva, em gestos de repúdio e medidas de combate à barbárie
moral. Em outras palavras: que a desesperança e o silêncio não
tomem conta daqueles que pautam sua vida por princípios de
dignidade.
Como não concordar com a oportunidade da frase?
Normalmente, a indignação se reduz a conversas privadas, a
comentários pessoais, não indo além de um mero discurso
ético. Se não transpõe o limite da queixa, a indignação é
impotente, e seu efeito é nenhum; mas se ela se converte em
gesto público, objetivamente dirigido contra a arrogância
acanalhada, alcança a dimensão da prática social e política, e
gera conseqüências
A frase lembra-nos que não costuma haver qualquer
hesitação entre aqueles que se decidem pela desonestidade e
pelo egoísmo. Seus atos revelam iniciativa e astúcia, facilitadas
pela total ausência de compromisso com o interesse público.
Realmente, a falta de escrúpulo aplaina o caminho de quem não
confronta o justo e o injusto; por outro lado, muitas vezes faltam
coragem e iniciativa aos homens que conhecem e mantêm viva
a diferença entre um e outro. Pois que estes a deixem clara, e
não abram mão de reagir contra quem a ignore.
A inação dos justos é tudo o que os contraventores e
criminosos precisam para continuar operando. A cada vez que
se propagam frases como “Os políticos são todos iguais”,
“Brasileiro é assim mesmo” ou “Este país não tem jeito”,
promove-se a resignação diante dos descalabros. Quem vê a
barbárie como uma fatalidade torna-se, ainda que não o queira,
seu cúmplice silencioso.
* Benjamin Disraeli, escritor e político britânico do século XIX.
(Aristides Villamar)

Com base no texto acima, julgue os próximos itens.
I O nível de formalidade, a objetividade e a clareza do texto permitem afirmar que este está adequado às exigências da correspondência oficial. II Na linha 3, a presença de preposição em “a números” justifica-se pela regência de “financiamento”. III Em lugar do trecho “vulnerável a crises” (l.5), estaria gramaticalmente correta a redação: vulnerável às crises. IV A expressão “essa tendência” (l.10) retoma a idéia antecedente de índice de risco no menor patamar.
A quantidade de itens certos é igual a
I. Esse texto não deve ser considerado dissertativo, pois autor se vale de figuras como o arqueiro, o pintor, o vento, que não representam nem sugerem conceitos.
II. Quando não nos decidimos por um claro estabelecimento de metas, ficamos à mercê dos nossos impulsos instintivos e da força das circunstâncias aleatórias.
III. A frase de Horácio citada no texto aplica-se ao caso de quem se decide por trechos, na medida em que vai avançando na vida.
Está correto o que se afirma em