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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 37.001 questões

Q3471536 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Esquecer é uma função normal da memória



Esquecer-se de coisas no dia a dia pode ser um pouco irritante ou, à medida que envelhecemos, um pouco assustador. Mas é parte da função normal da memória, permitindo-nos seguir em frente ou abrir espaço para novas informações.

As nossas memórias não são, na verdade, tão confiáveis quanto pensamos. Mas que nível de esquecimento é normal? Analisemos as evidências.

Quando nos lembramos de algo, nossos cérebros precisam aprender a memória, mantê-la segura e recuperá-la quando necessário. E o esquecimento ocorre em qualquer parte desse processo.

Ao receber informação sensorial pela primeira vez, o cérebro não processa tudo. Assim, usamos nossa atenção para filtrar as informações importantes.

Isso significa que, quando codificamos nossas experiências, codificamos principalmente aquilo em que prestamos atenção.

Quando alguém se apresenta em um jantar enquanto prestamos atenção em outra coisa, não codificamos o nome. É uma falha de memória, mas é totalmente normal e bastante comum.

Hábitos e estrutura, como sempre colocar as chaves no mesmo lugar para que não tenhamos que codificar sua localização, ajudam-nos a contornar o problema.

Ensaiar também é importante para a memória. As memórias que mais duram são aquelas que ensaiamos e recontamos, embora, muitas vezes, adaptamo-las a cada releitura e, provavelmente, nos lembremos do último ensaio em vez do evento real em si.

Na década de 1880, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus ensinou a um grupo de pessoas sílabas sem sentido, que elas nunca tinham ouvido antes, e analisou o quanto lembraram delas ao longo do tempo. Ele mostrou que, sem ensaio, a maior parte da nossa memória desaparece dentro de um ou dois dias.

No entanto, as pessoas que ensaiaram as sílabas, repetindo-as em intervalos regulares, puderam lembrar por mais de um dia o número de sílabas.

Mas essa necessidade de ensaio pode ser outra causa do esquecimento diário. Quando vamos ao supermercado, codificamos onde estacionamos o carro, mas quando entramos na loja, ocupamo-nos de outras coisas que precisamos lembrar, como nossa lista de compras. Como resultado, esquecemos a localização do carro.

Outra coisa que nos revela característica do esquecimento: podemos esquecer informações específicas, mas lembrar da essência. Quando saímos da loja e percebemos que não lembramos onde estacionamos o carro, provavelmente lembramos se era à esquerda ou à direita da porta da loja, no limite do estacionamento ou mais para o centro.

E, assim, em vez de ter que percorrer todo o estacionamento até encontrá-lo, fazemos a busca em uma área relativamente definida.

À medida que as pessoas envelhecem, elas se preocupam mais com a memória. É verdade que nosso esquecimento se torna mais pronunciado.

Quanto mais tempo vivemos, temos mais experiências e lembranças. Mas as experiências têm muito em comum, o que significa que pode se tornar complicado separar esses eventos em nossa memória.

Se você só passou férias na praia na Espanha uma vez, você se lembrará com grande clareza. Agora, se você já foi de férias para a Espanha muitas vezes, visitou diversas cidades em momentos diferentes, lembrar se algo aconteceu na primeira vez em Barcelona ou na segunda, ou se seu irmão estava nas férias em Maiorca ou Ibiza, torna-se mais desafiador.

A sobreposição de memórias, ou interferência, atrapalha a recuperação de informação. Imagine arquivar documentos no seu computador. Ao iniciar o processo, você tem um sistema claro, em que saberá onde encontrar cada documento que guardar.

Mas à medida que mais e mais documentos entram, fica difícil decidir a qual das pastas ele pertence. Você também começa a colocar muitos documentos em uma pasta porque todos eles estão relacionados a um mesmo item.

Isso significa que, com o tempo, torna-se difícil recuperar o documento certo quando precisar dele, seja porque você não consegue saber onde o colocou, ou porque sabe onde ele deve estar, mas há muitas outras coisas para pesquisar.

Mas não esquecer também pode ser perturbador. O transtorno de estresse pós-traumático é um exemplo de uma situação em que as pessoas não conseguem esquecer. A memória é persistente, não desaparece e, muitas vezes, interrompe a vida diária.

Há experiências semelhantes com memórias persistentes no luto ou em casos de depressão, condições que dificultam o esquecimento de informações negativas, quando esquecer seria extremamente útil.

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c72gx0x7zl1o.adaptado.
Outra coisa que nos revela característica do esquecimento: podemos esquecer informações específicas, mas lembrar da essência.
De acordo com o texto base, a sobreposição de memórias:
Alternativas
Q3471503 Português
Analise o poema abaixo:

DA FELICIDADE

Quantas vezes a gente, em busca da ventura, Procede tal e qual o avozinho infeliz: Em vão, por toda parte, os óculos procura Tendo-os na ponta do nariz!

QUINTANA, Mario. Da felicidade. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/NDE1/. Acesso em: 29 de mai. de 2024.

Assinale a alternativa que melhor expressa a opinião do autor sobre a busca pela felicidade:
Alternativas
Q3471443 Português
Analise o poema abaixo:


Somos donos dos nossos atos mas não donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados. Sentimentos são pássaros em voo.

ALVES, Rubem. Amor - Mosaico de Pensamentos. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/Mjg3Mzg/. Acesso em: 29 de mai. de 2024.

Assinale a alternativa que melhor expõe a ideia transmitida pelo autor.
Alternativas
Q3470939 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.



Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais



Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.



À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.



"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).



Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.



"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."



O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.



As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. 



Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.



Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.



Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.



"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.



"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."



Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.



De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.



Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.



"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.



Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.



"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."



Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.



Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.



Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados. 



"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.



Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.



Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.



Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.



Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.



"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.



"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."



Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.


Muitos idosos continuam fazendo atividades que lhe dão satisfação.

De acordo com o texto base, qual é uma das características atribuídas à idade avançada que contribui para a resistência dos idosos em aceitar cuidados e apoio?
Alternativas
Q3470928 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.



Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais



Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período.



À medida que a idade avança, uma pessoa precisa de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira, e isso cobra um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.



"Em alguns casos, esses filhos experimentam níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais", diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia, área da psicologia que estuda o envelhecimento, da Universidade de São Paulo (USP).



Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial.



"É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e à dependência dos pais", explica Falcão. "Ou seja, de que é dever do filho adulto ajudar ou ser responsável pelos pais idosos."



O número de pessoas com mais de sessenta anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 − um crescimento de 56% em pouco mais de uma década.



As estimativas apontam que a população de idosos se tornará ainda maior ao longo das próximas décadas.



Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o brasileiro viverá cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. 



Isso não só aumenta o período em que uma pessoa precisa de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.



Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir.



Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família.



"Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão.



"Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido pela família ao longo dos anos."



Um dos principais desafios e motivos de atrito está nos papéis que pais e filhos assumem nessa fase da vida, apontam especialistas.



De um lado, os filhos enxergam uma pessoa fragilizada, adoecida e que precisa de cuidados e limitações e protegem seus pais, fazendo com que não se exponham a riscos.



Do outro, há uma pessoa que não quer perder sua autonomia e que até percebe que precisa de cuidados, mas tem dificuldade de aceitar isso, afirma a geriatra Fernanda Andrade.



"Na imensa maioria das vezes, há uma grande diferença entre a visão dos filhos e a dos pais. Os filhos não costumam lidar bem com as escolhas dos pais nesse período", afirma Andrade.



Um dos comentários mais recorrentes que a médica ouve dos filhos é que seus pais são "teimosos" por não seguirem à risca o que os filhos acreditam que eles devem agir.



"É angustiante assistir ao envelhecimento − e, muitas vezes, ao adoecimento − de uma pessoa que se ama e não controlar tudo isso."



Mas, por trás dessa "teimosia", apontam especialistas, estão características atribuídas à idade avançada.



Entre elas, estão o sentimento de solidão, a perda de sentido da vida, a saudade de amigos ou parentes que já faleceram e o medo da morte.



Além disso, o temor de depender dos outros, ainda que sejam os próprios filhos, causa preocupação em muitos idosos e faz com que sejam resistentes a cuidados. 



"Imagina passar 50 anos da sua vida totalmente independente e começar a precisar de alguém para ir ao mercado para você, te ajudar a vestir uma roupa ou realizar sua higiene íntima?", diz Andrade.



Para não perder a autonomia, diz Fernanda, muitos idosos não querem parar de dirigir, não aceitam ir ao médico ou não querem abandonar outras atividades que costumavam fazer sozinhos.



Nesse momento, surgem conflitos na relação com os filhos, caso não haja uma comunicação aberta na família sobre as expectativas, desejos e necessidades dos dois lados, pontuam os especialistas.



Muitas vezes, é preciso entender que se trata de uma fase de constante adaptação às demandas que surgem com o passar dos anos.



Por isso, é fundamental perceber que as necessidades dos pais mudam ao longo do tempo.



"O ideal é que os pais conversem muito com os filhos e mostrem as diferenças geracionais", afirma o médico.



"Esse diálogo é importante, mas é difícil, porque muitos pais não conseguem essa conversa e muitos filhos se consideram senhores da verdade, o que dificulta muito essa situação."



Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/c842z9en455o.adaptado.


Número de idosos no Brasil aumentou mais de 50% em pouco mais de uma década.


De acordo com o texto base, qual é a definição de responsabilidade filial?

Alternativas
Q3470277 Português
Qual porcentagem da população da Terra está acima do peso?


Trinta e nove por cento dos humanos adultos têm índice de massa corporal (IMC) maior que 25, o parâmetro para sobrepeso. 13% são obesos, com IMC maior que 30. O IMC é impreciso – considera apenas peso e altura e ignora indicadores de saúde mais precisos. Mas é a única maneira viável de fazer essa conta para tanta gente.

É evidente que esse dado tem uma correlação altíssima com as condições socioeconômicas de cada país: quanto mais rica a população, maior o acesso a alimento. Mas não dá para resumir a interpretação do mapa a essa observação.

O primeiro ponto é que o acesso a alimentos ultraprocessados – que são, de longe, os piores à saúde – é cada vez mais fácil e barato em países pobres. Enquanto isso, a população de países ricos, que é mais educada e têm mais acesso à mídia, está cada vez mais consciente do perigo de viver de comida congelada e salgadinho.

O acesso cada vez maior à tecnologia – hoje, já existem mais pessoas com celulares do que com privadas no mundo – diminui a frequência com que as crianças se exercitam e piora os casos de obesidade infantil: calcula-se que os casos no Brasil vão quadruplicar até 2030 em relação ao patamar dos anos 2010.

Enquanto isso, os empregos de remuneração baixa saem cada vez mais da agropecuária e indústria (por causa da automação) e se multiplicam no setor de serviços, em que o sedentarismo é quase sempre regra. Em suma: caminhamos para um mundo cada vez mais sobrepeso, e isso é um problema de saúde pública.

Fonte: Adaptado em 15/01/2024 de:
https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/qual-porcentagem-dapopulacao-da-terra-esta-acima-do-peso/
De acordo com o texto, qual a porcentagem de pessoas obesas no planeta?
Alternativas
Q3466235 Português

Medo da eternidade 


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.


Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.


Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:


– Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.


– Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.


– Não acaba nunca, e pronto.


Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.


– E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


– Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


Perder a eternidade? Nunca.


O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.


– Acabou-se o docinho.E agora?


– Agora mastigue para sempre.


Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.


Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


– Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!


– Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.


Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


(LISPECTOR, Clarice – In: SANTOS, J. F. As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)

De acordo com Costa Val, “quando se fala em textualidade, muitas pessoas podem compreender que se esteja considerando o texto como um produto linguístico que traz em si mesmo o seu sentido e todas as suas características. Pensar assim significaria acreditar que todos aqueles que ouçam ou leiam um determinado texto, mesmo que em circunstâncias diferentes, vão entendê-lo exatamente do mesmo jeito. E isso a gente sabe que não é verdade. Todos nós já vivenciamos situações em que textos literários, ou jurídicos, ou religiosos, ou noticiosos, ou da conversa cotidiana, foram interpretados diferentemente por pessoas diferentes. Essa diversidade de interpretações acontece porque cada texto pode ser textualizado de maneiras diferentes por diferentes ouvintes ou leitores”. Tendo em vista essas ponderações e, ainda, que a textualidade trata-se de um componente do saber linguístico das pessoas, a temática abordada na crônica é:
Alternativas
Q3458912 Português
"Helder garante internet para escolas estaduais do Pará. O governador Helder Barbalho anunciou o programa ______________ com antenas de internet via satélite para todas as escolas da rede estadual de ensino." (Fonte: Dol.com / Data: 11.06.2024). Qual o nome do programa mencionado na reportagem? 
Alternativas
Q3458870 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 



Vírus é capaz de gerar eletricidade



Micróbio foi desenvolvido em laboratório - e talvez possa servir como bateria biológica um dia. 


Ele se chama M13, foi criado por cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley), e tem uma habilidade inédita (1): se exposto ao calor, começa a produzir uma corrente elétrica.

Esse fenômeno, que se chama piroeletricidade (e só havia sido detectado em minerais), acontece porque a parte externa do vírus foi revestida por uma proteína eletricamente carregada: metade dela tem carga positiva, e a outra metade tem carga negativa.

O calor perturba as moléculas dessa proteína, fazendo com que elas se desmanchem − e esse movimento altera as posições dos polos negativo e positivo, gerando uma "diferença de potencial elétrico", ou seja, voltagem.

Os cientistas acreditam que o M13 poderá ser usado, no futuro, como uma espécie de bateria biológica para alimentar pequenos dispositivos eletrônicos − como o vírus é capaz de se autorreplicar, ele "recarregaria" essa bateria sozinho.


(Bruno Garattoni.12 de dezembro de 2023/https:super.abril.uol.com.br.)

À capacidade de produzir corrente elétrica após exposição ao calor dá-se o nome de:
Alternativas
Q3457947 Português

Quanto mais difícil, melhor


    Assim como os historiadores, bibliotecários e arquivistas, vivo profissionalmente às voltas com livros centenários, documentos antigos e recortes amarelados. Isso significa coabitar com poeira, mofo e populações inteiras de fungos. O problema é que sou alérgico a bolor e sofro as consequências do manuseio dessas relíquias. Um amigo me perguntou se uso máscara para trabalhar. Respondi: “Não. Uso espirro. A cada espirro voam várias gerações de fungos”.


    A incompatibilidade entre certas condições físicas e a profissão de seus portadores pode ser dramática. Minha amiga, a feminista Rose Marie Muraro, nascida quase cega, precisava usar óculos muito grossos e lupa para conseguir ler. E qual era sua profissão? Leitora da Editora Vozes. Portinari, para muitos o maior pintor brasileiro, era alérgico a certas tintas. Morreu em 1962, envenenado por elas, depois de 40 anos de trabalho. E Garrincha, cujos dribles você sabe, tinha uma perna para dentro e outra para fora, como dois parênteses lado a lado: )).


    Beethoven era surdo, o que, pelo visto, não lhe fazia diferença. Django Reinhardt, imortal guitarrista do jazz, tinha dois dedos paralisados na mão esquerda. E a Harold Lloyd, um dos grandes da comédia no cinema mudo americano, faltavam dois na direita — e foi sem eles que escalou um edifício em Nova York em seu filme “O Homem-Mosca” (1923), fazendo ele próprio quase todas as cenas.
    John Wayne, Humphrey Bogart, James Stewart, Frank Sinatra, Bing Crosby, Fred Astaire, Gene Kelly, Henry Fonda e Sean Connery tinham algo em comum: eram carecas. Não que haja problema nisso (e eu mesmo já posso tecnicamente ser chamado de), mas, na velha Hollywood, Ava Gardner, Grace Kelly e Raquel Welch nunca poderiam ser beijadas por carecas, ainda que galãs. Sem problema — as perucas eram tão perfeitas que ninguém notava.
    

        Este artigo deve me custar uns cinco espirros.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/ 2023/12/quanto-mais-dificilmelhor.shtml?pwgt=kye73frks3762ppiv3c8ms8a gtyutnr6i2zmqyam6pqtcz5u&utm_source=whats app&utm_medium=social&utm_campaign=comp wagift. Acesso em: 20 dez. 2023.Adaptado.
Um título adequado para o texto seria: 
Alternativas
Q3457942 Português

Quanto mais difícil, melhor


    Assim como os historiadores, bibliotecários e arquivistas, vivo profissionalmente às voltas com livros centenários, documentos antigos e recortes amarelados. Isso significa coabitar com poeira, mofo e populações inteiras de fungos. O problema é que sou alérgico a bolor e sofro as consequências do manuseio dessas relíquias. Um amigo me perguntou se uso máscara para trabalhar. Respondi: “Não. Uso espirro. A cada espirro voam várias gerações de fungos”.


    A incompatibilidade entre certas condições físicas e a profissão de seus portadores pode ser dramática. Minha amiga, a feminista Rose Marie Muraro, nascida quase cega, precisava usar óculos muito grossos e lupa para conseguir ler. E qual era sua profissão? Leitora da Editora Vozes. Portinari, para muitos o maior pintor brasileiro, era alérgico a certas tintas. Morreu em 1962, envenenado por elas, depois de 40 anos de trabalho. E Garrincha, cujos dribles você sabe, tinha uma perna para dentro e outra para fora, como dois parênteses lado a lado: )).


    Beethoven era surdo, o que, pelo visto, não lhe fazia diferença. Django Reinhardt, imortal guitarrista do jazz, tinha dois dedos paralisados na mão esquerda. E a Harold Lloyd, um dos grandes da comédia no cinema mudo americano, faltavam dois na direita — e foi sem eles que escalou um edifício em Nova York em seu filme “O Homem-Mosca” (1923), fazendo ele próprio quase todas as cenas.
    John Wayne, Humphrey Bogart, James Stewart, Frank Sinatra, Bing Crosby, Fred Astaire, Gene Kelly, Henry Fonda e Sean Connery tinham algo em comum: eram carecas. Não que haja problema nisso (e eu mesmo já posso tecnicamente ser chamado de), mas, na velha Hollywood, Ava Gardner, Grace Kelly e Raquel Welch nunca poderiam ser beijadas por carecas, ainda que galãs. Sem problema — as perucas eram tão perfeitas que ninguém notava.
    

        Este artigo deve me custar uns cinco espirros.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/ 2023/12/quanto-mais-dificilmelhor.shtml?pwgt=kye73frks3762ppiv3c8ms8a gtyutnr6i2zmqyam6pqtcz5u&utm_source=whats app&utm_medium=social&utm_campaign=comp wagift. Acesso em: 20 dez. 2023.Adaptado.
No texto, o autor aborda principalmente a relação entre:
Alternativas
Q3457937 Português

Mudanças climáticas e enchentes no Brasil: qual é sua relação?


    Atualmente, muito se ouve falar acerca de aquecimento global. O aquecimento global é, em resumo, o aumento da temperatura média do planeta que se dá por meio do efeito estufa. Esse é um fenômeno natural responsável pela manutenção da temperatura na Terra, porém, devido ao aumento da poluição, das queimadas e do desmatamento, o efeito estufa está ocorrendo em níveis muito acima do ideal.


    Em razão dos altos níveis do efeito estufa, o aquecimento global se intensifica, causando o derretimento de calotas polares (regiões cobertas por gelo, localizadas nas duas extremidades da Terra), aumento no número de queimadas naturais, desertificação de áreas e alterações nos níveis de chuva por todo o globo terrestre.


    Essas mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa geram alterações nos níveis de chuva, resultando em uma elevação em determinada região. Tal aumento, ocorrendo concomitantemente à poluição e à falta de infraestrutura nas cidades, resulta no aumento de enchentes, inundações e alagamentos.


    As enchentes são fenômenos naturais. Elas ocorrem a partir do aumento do volume de água dos rios. Assim como as enchentes, as inundações também são fenômenos naturais e podem ser definidas como o transbordamento de água em um espaço. Já os alagamentos podem ser descritos como um acúmulo de água que não escoou, seja em zonas urbanas, acarretado pelo entupimento de bueiros, ou em zonas naturais, causado pela baixa capacidade de absorção de água pelo solo.


    Em zonas urbanas, as enchentes causam danos a casas e comércios, provocando destruição da estrutura destes e de outros bens materiais, como camas, geladeiras e fogões. Em casos mais graves, a força das águas pode acarretar o desmoronamento, além de contribuir para a proliferação de doenças, como, por exemplo, a leptospirose.


    As mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa e pelo aquecimento global estão cada vez mais perceptíveis e prejudiciais a toda a vida na Terra. Logo, cabe a nós, cidadãos, tomarmos as atitudes necessárias para revertermos essa preocupante realidade de forma que possamos garantir um futuro melhor para nós e para as próximas gerações, visando sempre à sustentabilidade e à consciência socioambiental.


Disponível em: https://www.florajunior.com/post/mudan%C3%A 7as-clim%C3%A1ticas-e-enchentes-no-brasilqual-sua-rela%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 18 jan. 2024. Adaptado. 

No contexto das mudanças climáticas, o autor discute a relação entre o aquecimento global e os fenômenos climáticos extremos. A partir dessa discussão, pode-se concluir que:
Alternativas
Q3457936 Português
PORTUGUÊS


No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.



Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade
O poema é estruturado a partir 
Alternativas
Q3457935 Português
PORTUGUÊS


No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.



Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade
No poema a característica do eu-lírico pode ser inferida a partir da
Alternativas
Q3457934 Português
PORTUGUÊS


No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra

no meio do caminho tinha uma pedra.



Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade
O efeito principal da repetição dos versos "tinha uma pedra” e “no meio do caminho" 
Alternativas
Q3457831 Português
"Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha."
Maquiavel - O Príncipe

O texto sugere que:
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Q3457828 Português
"Tudo aquilo que é tangível é efêmero. O seu único legado pós-morte será o que você ensinou de bom para as pessoas e a única bagagem que levará será a tua consciência que deverá estar levíssima diante do Criador."
Beethoven Brandão
A palavra "efêmero" sugere uma ideia de:
Alternativas
Q3457826 Português
"Você não pode controlar todos os fatos que acontecem em sua vida, mas pode decidir não ser diminuída por eles. Tente ser um arco-íris na nuvem de alguém. Não se queixe. Faça todo o esforço possível para modificar aquilo de que não gosta. Se não puder mudar algo, mude a maneira como pensa. Talvez você encontre uma nova solução. Nunca se lamente. Lamentos fazem com que um animal saiba que há uma vítima nas imediações."

Maya Angelou - Carta a minha filha
Assinale a alternativa que apresenta uma incoerência com o texto de Maya Angelou.
Alternativas
Q3457674 Português
"Você não pode controlar todos os fatos que acontecem em sua vida, mas pode decidir não ser diminuída por eles. Tente ser um arco-íris na nuvem de alguém. Não se queixe. Faça todo o esforço possível para modificar aquilo de que não gosta. Se não puder mudar algo, mude a maneira como pensa. Talvez você encontre uma nova solução. Nunca se lamente. Lamentos fazem com que um animal saiba que há uma vítima nas imediações." 


Maya Angelou - Carta a minha filha
A autora afirma "você não pode controlar todos os fatos que acontecem em sua vida, mas pode decidir não ser diminuída por eles". Assinale a alternativa que completa a frase subsequente, de acordo com a visão expressa por Maya Angelou:
Em vez de se entregar à passividade, o indivíduo deve buscar:
Alternativas
Q3457637 Português
O que é uma tempestade, como ela se forma


As pesquisas pelo termo "tempestade" cresceram mais de 50% na comparação com o ano passado e mais de 70% nos últimos três anos.

Os moradores da região Sul do país — Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná — foram os que mais tiveram interesse no tema.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos como alagamentos e enchentes em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina principalmente.

Uma tempestade é um fenômeno meteorológico que "tem como características ventos fortes, chuva, trovoadas, relâmpagos, granizo e raios", explica Paulo Cezar Mendes, professor de climatologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Ou seja, é uma chuva forte com raios ou granizos; logo, chuvas que não têm pelo menos um desses fenômenos, não são consideradas tempestades.

Elas se formam em nuvens grandes verticais chamadas cumulonimbus.

Já chuvas mais amenas são formadas em nuvens cirrus − fibrosas, altas, brancas e finas − ou stratus − nuvens com menos formato, que ficam um pouco mais baixas no céu.

O tipo de nuvem formado é o que determina a intensidade da chuva, o tempo que ela vai demorar para cair e, consequentemente, se ela é uma tempestade ou não.

Uma tempestade é um fenômeno meteorológico caracterizado por muita instabilidade atmosférica; as moléculas presentes na superfície terrestre se movimentam de maneira muito intensa, provocando a formação de nuvens.

Estas nuvens se formam a partir da movimentação do ar em uma área de baixa pressão atmosférica. A tempestade está associada, principalmente, ao encontro de duas massas de ar com características diferentes − quente/seca e úmida/fria − que provoca uma variação de temperatura na atmosfera.

Esse choque provoca uma movimentação intensa das moléculas presentes na superfície da terra, ou seja, o ar quente − menos denso − eleva-se para a atmosfera, enquanto o ar frio − mais denso − desce em direção à superfície do solo, proporcionando uma redução da pressão atmosférica. Esse choque entre massas de ar é o que causa a tempestade.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ ce5pl2e1nkdo. Adaptado. 
O que é uma tempestade? A pergunta aparentemente simples de responder está entre as que mais tiveram aumento nas pesquisas feitas pelos brasileiros em 2023 no Google.
Qual das seguintes afirmações é verdadeira com base no texto fornecido? 
Alternativas
Respostas
3481: C
3482: E
3483: D
3484: B
3485: E
3486: B
3487: A
3488: D
3489: C
3490: A
3491: C
3492: C
3493: C
3494: C
3495: A
3496: E
3497: C
3498: C
3499: D
3500: B