Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q868447 Português

Texto 2 


O nascimento da crônica


      Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está começada a crônica.

      Mas, leitor amigo, esse meio é mais velho ainda do que as crônicas, que apenas datam de Esdras. Antes de Esdras, antes de Moisés, antes de Abraão, Isaque e Jacó, antes mesmo de Noé, houve calor e crônicas. No paraíso é provável, é certo que o calor era mediano, e não é prova do contrário o fato de Adão andar nu. Adão andava nu por duas razões, uma capital e outra provincial. A primeira é que não havia alfaiates, não havia sequer casimiras; a segunda é que, ainda havendo-os, Adão andava baldo ao naipe. Digo que esta razão é provincial, porque as nossas províncias estão nas circunstâncias do primeiro homem.

      Quando a fatal curiosidade de Eva fez-lhes perder o paraíso, cessou, com essa degradação, a vantagem de uma temperatura igual e agradável. Nasceu o calor e o inverno; vieram as neves, os tufões, as secas, todo o cortejo de males, distribuídos pelos doze meses do ano.

ASSIS, Machado. “Crônicas Escolhidas", Editora Ática - São Paulo, 1994, pág. 13, e extraído do livro “As Cem Melhores Crônicas Brasileiras", Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2007, pág. 27, organização e introdução de Joaquim Ferreira dos Santos.

Sobre as ideias do texto, analise as afirmativas.


I. Possui linguagem literária com um tom metalinguístico, apresentando uma crônica que versa sobre o nascimento desse gênero.

II. O autor utiliza figuras modernas e pouco conhecidas para datar o nascimento da crônica, acreditando que esse gênero nasceu de conversas entre amigos.

III. Machado de Assis afirma que a crônica nasce de trivialidades, ou seja, de detalhes do cotidiano.


Está correto o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q867396 Português

Briga de irmãos... Nós éramos cinco e brigávamos muito, recordou Augusto, olhos perdidos num ponto X, quase sorrindo. Isto não quer dizer que nos detestássemos. Pelo contrário. A gente gostava bastante uns dos outros e não podia viver na separação. Se um de nós ia para o colégio (era longe o colégio, a viagem se fazia a cavalo, dez léguas na estrada lamacenta, que o governo não consertava), os outros ficavam tristes uma semana. Depois esqueciam, mas a saudade do mano muitas vezes estragava o nosso banho no poço, irritava ainda mais o malogro da caça de passarinho: “Se Miguel estivesse aqui, garanto que você não deixava o tiziu fugir”, gritava Édison. “Você assustou ele falando alto... Miguel te quebrava a cara”. Miguel era o mais velho, e fora fazer o seu ginásio. Não se sabe bem por que a sua presença teria impedido a fuga do pássaro, nem ainda por que o tapa no rosto de Tito, com o tiziu já longínquo, teria remediado o acontecimento. Mas o fato é que a figura de Miguel, evocada naquele instante, embalava nosso desapontamento e de certo modo participava dele, ajudando-nos a voltar para casa de mãos vazias e a enfrentar o risinho malévolo dos Guimarães: “O que é que vocês pegaram hoje?” “Nada”. Miguel era deste tamanho, impunha-se. Além disto, sabia palavras difíceis, inclusive xingamentos, que nos deixavam de boca aberta, ao explodirem na discussão, e que decorávamos para aplicar na primeira oportunidade, em nossas brigas particulares com os meninos da rua. Realmente, Miguel fazia muita falta, embora cada um de nós trouxesse na pele a marca de sua autoridade. E pensávamos com ânsia no seu regresso, um pouco para gozar de sua companhia, outro pouco para aprender nomes feios, e bastante para descontar os socos que ele nos dera, o miserável.

(Carlos Drummond de Andrade, A Salvação da Alma. Em: O sorvete e outras histórias.)

O texto lido corresponde a trecho de
Alternativas
Q867394 Português

Leia a charge para responder à questão.


                  

É correto concluir, à vista dos elementos verbais e não verbais, que
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Q867385 Português

                                       Avaliar os servidores


      Instituições funcionam bem quando conseguem promover os incentivos corretos. Em se tratando do serviço público, isso significa recompensar o mérito e o esforço, evitando que funcionários sucumbam às forças da inércia.

      Uma das razões do fracasso do socialismo real, recorde-se, foi a ausência de estímulos do gênero aos trabalhadores. Para estes, a escolha racional era não chamar a atenção dos superiores, negativa ou positivamente.

      A gestão de pessoal no Estado brasileiro não chega a reproduzir um modelo soviético, mas carece de sistema eficaz de incentivos e sanções. Com efeito, políticas de bônus por produtividade nas carreiras públicas ainda são tímidas e raramente bem desenhadas.

      Já a dispensa de servidores por insuficiência de desempenho, embora prevista na Constituição, não pode ser posta em prática porque o Congresso nunca elaborou uma lei complementar que regulamentasse a avaliação dos profissionais, como a Carta exige.

      Vislumbra-se, agora, uma possibilidade de avanço. Discute-se no Senado projeto que cria um sistema de avaliação periódica, a ser adotado por União, Estados e municípios, que poderá levar à exoneração de servidores que obtenham, por sucessivas vezes (o número exato ainda é objeto de negociação), notas inferiores a 30% da pontuação máxima.

      Será ingenuidade, entretanto, contar com uma aprovação fácil – os sindicatos da categoria já se mobilizam contra o texto.

      Tampouco se deve imaginar que basta uma lei para alterar o statu quo. Sistemas de avaliação de servidores já existentes em alguns órgãos muitas vezes não passam de um jogo de cena corporativista, que acaba por distribuir premiações quase generalizadas.

      As dificuldades, contudo, não podem ser pretexto para o imobilismo. O projeto se apresenta como um passo inicial importante; uma vez posto em prática, a experiência servirá de base para eventuais aperfeiçoamentos.

                                         (Editorial. Folha de S.Paulo, 29.09.2017. Adaptado)

Em relação ao projeto de lei a ser votado no Senado, o texto deixa claro que
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Q867384 Português

                                       Avaliar os servidores


      Instituições funcionam bem quando conseguem promover os incentivos corretos. Em se tratando do serviço público, isso significa recompensar o mérito e o esforço, evitando que funcionários sucumbam às forças da inércia.

      Uma das razões do fracasso do socialismo real, recorde-se, foi a ausência de estímulos do gênero aos trabalhadores. Para estes, a escolha racional era não chamar a atenção dos superiores, negativa ou positivamente.

      A gestão de pessoal no Estado brasileiro não chega a reproduzir um modelo soviético, mas carece de sistema eficaz de incentivos e sanções. Com efeito, políticas de bônus por produtividade nas carreiras públicas ainda são tímidas e raramente bem desenhadas.

      Já a dispensa de servidores por insuficiência de desempenho, embora prevista na Constituição, não pode ser posta em prática porque o Congresso nunca elaborou uma lei complementar que regulamentasse a avaliação dos profissionais, como a Carta exige.

      Vislumbra-se, agora, uma possibilidade de avanço. Discute-se no Senado projeto que cria um sistema de avaliação periódica, a ser adotado por União, Estados e municípios, que poderá levar à exoneração de servidores que obtenham, por sucessivas vezes (o número exato ainda é objeto de negociação), notas inferiores a 30% da pontuação máxima.

      Será ingenuidade, entretanto, contar com uma aprovação fácil – os sindicatos da categoria já se mobilizam contra o texto.

      Tampouco se deve imaginar que basta uma lei para alterar o statu quo. Sistemas de avaliação de servidores já existentes em alguns órgãos muitas vezes não passam de um jogo de cena corporativista, que acaba por distribuir premiações quase generalizadas.

      As dificuldades, contudo, não podem ser pretexto para o imobilismo. O projeto se apresenta como um passo inicial importante; uma vez posto em prática, a experiência servirá de base para eventuais aperfeiçoamentos.

                                         (Editorial. Folha de S.Paulo, 29.09.2017. Adaptado)

No editorial, argumenta-se que
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Q866552 Português

O trecho da coluna semanal de Contardo Calligaris reproduzido a seguir é referência para a próxima questão.

Domingo, 10 de setembro, em Porto Alegre, o Santander Cultural encerrou a exposição "Queermuseu". O banco se apavorou diante das ameaças de boicote por clientes indignados com algumas das obras expostas – as quais ofenderiam a moral e instigariam pensamentos e atos impuros. 

Uma parte, ao menos, dos protestos veio de pessoas que se declaram "liberais". Mamma mia. Liberal é quem defende, antes de mais nada, a liberdade do indivíduo (limitada apenas pelo Código Penal). Um liberal que não gostasse das obras expostas visitaria outra exposição. Ponto. Pretender boicotar o banco se a exposição não for fechada, essa é a conduta de grupos confessionais ou totalitários (fascistas ou comunistas). 

Folha de S. Paulo, 15/09/17. (excerto).


Ao afirmar que a conduta descrita no texto é tanto de grupos fascistas quanto comunistas, o autor

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Q865996 Português

Leia o Texto que segue para responder à questão.


                                   Dor elegante

                                                                             Paulo Leminski


Um homem com uma dor

É muito mais elegante

Caminha assim de lado

Como se chegando atrasado

Chegasse mais adiante


Carrega o peso da dor

Como se portasse medalhas

Uma coroa, um milhão de dólares

Ou coisa que os valha


Ópios, édens, analgésicos

Não me toquem nessa dor

Ela é tudo o que me sobra

Sofrer vai ser a minha última obra


Disponível em: <http://www.revistabula.com/385-15-melhores-poemas-de-pauloleminski/> . Acesso em: 11 out. 2017.

O poema trata a dor individual como
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Q865995 Português

Leia o Texto que segue para responder à questão.


                                   Dor elegante

                                                                             Paulo Leminski


Um homem com uma dor

É muito mais elegante

Caminha assim de lado

Como se chegando atrasado

Chegasse mais adiante


Carrega o peso da dor

Como se portasse medalhas

Uma coroa, um milhão de dólares

Ou coisa que os valha


Ópios, édens, analgésicos

Não me toquem nessa dor

Ela é tudo o que me sobra

Sofrer vai ser a minha última obra


Disponível em: <http://www.revistabula.com/385-15-melhores-poemas-de-pauloleminski/> . Acesso em: 11 out. 2017.

Na segunda estrofe, omite-se a seguinte expressão do início do terceiro verso:
Alternativas
Q865993 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Imagem associada para resolução da questão


O cartum acima explora e amplia a metáfora “estrada da vida” com base na

Alternativas
Q865955 Português

                                        Texto 4

                  O afago à leitura rasa e o afogar da escrita

                                                                   Fernando Garcia Algarte Filho


"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente essa sede." A utilização de frases célebres em textos não me causa muito agrado, no entanto, creio que as palavras escritas por Carlos Drummond de Andrade retratam de forma categórica a fase atual que se encontra a educação brasileira, razão pela qual faz parte da gênese do presente texto.

As recentes alterações apresentadas pelo governo federal, bem como a publicação dos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no último ano, colocam a educação como tema fundamental e central de discussões sociais, deixando grande parte de cidadãos ansiosos e apreensivos com os novos caminhos educacionais brasileiros, bem como duvidosos quanto às razões determinantes da decadência do ensino.

O ponto crucial que almejo enfatizar, principalmente embasado na queda do rendimento dos candidatos quanto à elaboração das redações e dificuldades na composição de textos, figura-se principalmente na ausência de interesse de adquirir subsídios, sejam intelectuais ou argumentativos, para confeccionar corretamente um escrito, ou seja, ausência de interesse em ler.

A rotina social que se encontra vigente no mundo atualmente se define com a compactação de grandes textos em pequenas citações, que rotineiramente são compartilhadas e repassadas através de aplicativos e redes sociais que condensam e limitam ainda mais as mensagens para que assim um maior número de interlocutores se interessem pela ideia compartilhada sem demais aprofundamentos técnicos ou delongas.

Em contrapartida, o prazer causado por mensagens curtas e textos diminutos gera um total desconforto quando a leitura é longa e pormenorizada, causando assim, de forma gradual e por vezes imperceptível, um novo modelo de leitura para com toda a sociedade, sendo esta dinâmica superficial e perigosa.

A interação social causada principalmente por aplicativos virtuais e redes sociais está ocasionando a inação e ociosidade linguística, bem como a apatia e desídia quanto à leitura das verdadeiras fontes culturais de conhecimento, deixando, pois, as pessoas com conceitos e conhecimentos muito abaixo dos necessários para a elaboração de textos e comunicação formal escrita.

A sociedade como um todo está perdendo o prazer e o hábito da leitura profunda e relevante, preferindo sobremaneira as mensagens e textos constituídos de poucas palavras e conceitos rasos e, assim sendo, começando um processo categórico de empobrecimento cultural, o qual, gradativamente, pode se tornar irreversível, haja vista que, conforme palavras de Santo Agostinho, a rotina, quando não logo resistida, torna-se uma necessidade.

Creio que, em paralelo às mudanças políticas e públicas,deve ser alterado também o método de leitura exercido nos dias atuais, dando-se maior ênfase e importância à pesquisa e a textos densos e dotados de maior número de informações e conteúdo, saciando-se, pois, a sede cultural que assola nossa atual essência.

Disponível em:<http://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/espaco-aberto/oafago-a-leitura-rasa-e-o-afogar-da-escrita-969115.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

O autor afirma que se pode observar na produção textual que
Alternativas
Q865954 Português

                                        Texto 4

                  O afago à leitura rasa e o afogar da escrita

                                                                   Fernando Garcia Algarte Filho


"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente essa sede." A utilização de frases célebres em textos não me causa muito agrado, no entanto, creio que as palavras escritas por Carlos Drummond de Andrade retratam de forma categórica a fase atual que se encontra a educação brasileira, razão pela qual faz parte da gênese do presente texto.

As recentes alterações apresentadas pelo governo federal, bem como a publicação dos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no último ano, colocam a educação como tema fundamental e central de discussões sociais, deixando grande parte de cidadãos ansiosos e apreensivos com os novos caminhos educacionais brasileiros, bem como duvidosos quanto às razões determinantes da decadência do ensino.

O ponto crucial que almejo enfatizar, principalmente embasado na queda do rendimento dos candidatos quanto à elaboração das redações e dificuldades na composição de textos, figura-se principalmente na ausência de interesse de adquirir subsídios, sejam intelectuais ou argumentativos, para confeccionar corretamente um escrito, ou seja, ausência de interesse em ler.

A rotina social que se encontra vigente no mundo atualmente se define com a compactação de grandes textos em pequenas citações, que rotineiramente são compartilhadas e repassadas através de aplicativos e redes sociais que condensam e limitam ainda mais as mensagens para que assim um maior número de interlocutores se interessem pela ideia compartilhada sem demais aprofundamentos técnicos ou delongas.

Em contrapartida, o prazer causado por mensagens curtas e textos diminutos gera um total desconforto quando a leitura é longa e pormenorizada, causando assim, de forma gradual e por vezes imperceptível, um novo modelo de leitura para com toda a sociedade, sendo esta dinâmica superficial e perigosa.

A interação social causada principalmente por aplicativos virtuais e redes sociais está ocasionando a inação e ociosidade linguística, bem como a apatia e desídia quanto à leitura das verdadeiras fontes culturais de conhecimento, deixando, pois, as pessoas com conceitos e conhecimentos muito abaixo dos necessários para a elaboração de textos e comunicação formal escrita.

A sociedade como um todo está perdendo o prazer e o hábito da leitura profunda e relevante, preferindo sobremaneira as mensagens e textos constituídos de poucas palavras e conceitos rasos e, assim sendo, começando um processo categórico de empobrecimento cultural, o qual, gradativamente, pode se tornar irreversível, haja vista que, conforme palavras de Santo Agostinho, a rotina, quando não logo resistida, torna-se uma necessidade.

Creio que, em paralelo às mudanças políticas e públicas,deve ser alterado também o método de leitura exercido nos dias atuais, dando-se maior ênfase e importância à pesquisa e a textos densos e dotados de maior número de informações e conteúdo, saciando-se, pois, a sede cultural que assola nossa atual essência.

Disponível em:<http://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/espaco-aberto/oafago-a-leitura-rasa-e-o-afogar-da-escrita-969115.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

Para defender a opinião de que ler é um prazer a ser cultivado, o autor desenvolve várias ideias, entre elas a de que
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Q865953 Português

                                        Texto 4

                  O afago à leitura rasa e o afogar da escrita

                                                                   Fernando Garcia Algarte Filho


"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas, por incrível que pareça, a quase totalidade não sente essa sede." A utilização de frases célebres em textos não me causa muito agrado, no entanto, creio que as palavras escritas por Carlos Drummond de Andrade retratam de forma categórica a fase atual que se encontra a educação brasileira, razão pela qual faz parte da gênese do presente texto.

As recentes alterações apresentadas pelo governo federal, bem como a publicação dos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no último ano, colocam a educação como tema fundamental e central de discussões sociais, deixando grande parte de cidadãos ansiosos e apreensivos com os novos caminhos educacionais brasileiros, bem como duvidosos quanto às razões determinantes da decadência do ensino.

O ponto crucial que almejo enfatizar, principalmente embasado na queda do rendimento dos candidatos quanto à elaboração das redações e dificuldades na composição de textos, figura-se principalmente na ausência de interesse de adquirir subsídios, sejam intelectuais ou argumentativos, para confeccionar corretamente um escrito, ou seja, ausência de interesse em ler.

A rotina social que se encontra vigente no mundo atualmente se define com a compactação de grandes textos em pequenas citações, que rotineiramente são compartilhadas e repassadas através de aplicativos e redes sociais que condensam e limitam ainda mais as mensagens para que assim um maior número de interlocutores se interessem pela ideia compartilhada sem demais aprofundamentos técnicos ou delongas.

Em contrapartida, o prazer causado por mensagens curtas e textos diminutos gera um total desconforto quando a leitura é longa e pormenorizada, causando assim, de forma gradual e por vezes imperceptível, um novo modelo de leitura para com toda a sociedade, sendo esta dinâmica superficial e perigosa.

A interação social causada principalmente por aplicativos virtuais e redes sociais está ocasionando a inação e ociosidade linguística, bem como a apatia e desídia quanto à leitura das verdadeiras fontes culturais de conhecimento, deixando, pois, as pessoas com conceitos e conhecimentos muito abaixo dos necessários para a elaboração de textos e comunicação formal escrita.

A sociedade como um todo está perdendo o prazer e o hábito da leitura profunda e relevante, preferindo sobremaneira as mensagens e textos constituídos de poucas palavras e conceitos rasos e, assim sendo, começando um processo categórico de empobrecimento cultural, o qual, gradativamente, pode se tornar irreversível, haja vista que, conforme palavras de Santo Agostinho, a rotina, quando não logo resistida, torna-se uma necessidade.

Creio que, em paralelo às mudanças políticas e públicas,deve ser alterado também o método de leitura exercido nos dias atuais, dando-se maior ênfase e importância à pesquisa e a textos densos e dotados de maior número de informações e conteúdo, saciando-se, pois, a sede cultural que assola nossa atual essência.

Disponível em:<http://www.folhadelondrina.com.br/colunistas/espaco-aberto/oafago-a-leitura-rasa-e-o-afogar-da-escrita-969115.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

No Texto 4, o autor defende a ideia de que a
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Q865951 Português

                                       Texto 3

                O acidente em rio Doce, Mariana-MG


Tudo é superlativo na tragédia provocada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central de Minas. Os títulos, porém, não são motivos de orgulho. O desastre ambiental é o pior da história do Brasil, superando com folga casos como o césio -137, em 1987, em Goiânia, e o vazamento de rejeitos químicos da Indústria Cataguases de Papel e Celulose Ltda, em 2003, na região da Zona da Mata mineira. Ele também é o maior do mundo em volume envolvendo outras barragens de mineração. [...] “É um desastre impressionante em todos os aspectos (o de Mariana). Com certeza está entre as dez piores tragédias ambientais da história”, diz o coordenador do projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano. Para ele, o cenário que foi visto após a passagem da onda de lama e rejeitos é comparável ao de grandes conflitos. “É como se fosse a devastação de uma guerra. O dano é extenso e deverá ficar como uma cicatriz marrom, que marcará Minas Gerais para sempre a partir de agora”.

Mesmo maltratado já há muito tempo, o rio Doce era considerado de alta resiliência, mas, dessa vez, a sua resistência não foi suficiente para salvá-lo. “Em alguns pontos, ele sempre foi turvo, já apresentava odores, características de contaminação, mas conseguia se manter. Só que ele não tem condições de lidar com um volume desses”, avalia o professor Ricardo Mota Coelho, coordenador do Laboratório de Gestão Ambiental de Reservatórios da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “A quantidade de rejeitos equivale a nove lagoas da Pampulha”, compara.

Para a coordenadora da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, o rompimento decretou a falência do rio, que já vinha agonizando em toda sua extensão. “O desmatamento e a poluição já estavam cobrando seu preço para o meio ambiente do rio Doce. Mas, agora, com essa tragédia, ele morreu de vez”, afirma.

Disponível em:<http://www.otempo. com.br/polopoly_fs/1.1180473. 1449081357!/desastres.htm> . Acesso em: 11 out. 2017

As opiniões dos especialistas convocados na matéria transmitem a mensagem geral de que o rio Doce, em Mariana-MG,
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Q865926 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Frutos da terra

                                                   Genésio Tocantins/Hamilton Carneiro


Periquito tá roendo o coco da guariroba

Chuvinha de novembro amadurece a gabiroba

Passarinho voa aos bandos em cima do pé de manga

No cerrado é só sair e encher as mãos de pitanga


Tem guapeva lá no mato

No brejinho tem ingá

No campo tem curriola, murici e araçá

Tem uns pés de marmelada

Depois que passa a pinguela

Subindo pro cerradinho, mangaba e mama-cadela


Cajuzinho quem quiser é só ir buscar na serra

E não tem nada mais doce que araçá dessa terra

Manga, mangaba, jatobá, bacupari

Gravatá e araticum, olha o tempo do pequi


Disponível em: <https://www.cifraclub.com.br/genesio-tocantins/frutos-daterra/letra/> . Acesso em: 11 out. 2017.

O sentimento do eu-lírico com relação ao cerrado é de
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Q865925 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Frutos da terra

                                                   Genésio Tocantins/Hamilton Carneiro


Periquito tá roendo o coco da guariroba

Chuvinha de novembro amadurece a gabiroba

Passarinho voa aos bandos em cima do pé de manga

No cerrado é só sair e encher as mãos de pitanga


Tem guapeva lá no mato

No brejinho tem ingá

No campo tem curriola, murici e araçá

Tem uns pés de marmelada

Depois que passa a pinguela

Subindo pro cerradinho, mangaba e mama-cadela


Cajuzinho quem quiser é só ir buscar na serra

E não tem nada mais doce que araçá dessa terra

Manga, mangaba, jatobá, bacupari

Gravatá e araticum, olha o tempo do pequi


Disponível em: <https://www.cifraclub.com.br/genesio-tocantins/frutos-daterra/letra/> . Acesso em: 11 out. 2017.

O título da música anuncia que os autores vão tratar da terra que está
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Q865920 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Baleia encalhada em Búzios tem ajuda de bombeiros e volta ao mar


Um mutirão que exigiu quase 24 horas de trabalho conseguiu salvar uma baleia encalhada em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro.

É ainda um filhote de jubarte, mas já pesa mais de sete toneladas. Ele foi encontrado por pescadores, na quartafeira (23/08/2017) à noite, encalhado na Praia Rasa, em Búzios, e foi só a notícia se espalhar que muita gente foi até a praia para tentar ajudar o animal a voltar para o mar. Um trabalho que ficou bem mais difícil por causa da maré baixa.

Búzios está na rota das baleias jubarte que, nesta época do ano, deixam a Antártica para procriar em Abrolhos, no litoral da Bahia.

É mesmo uma corrente pela vida da baleia. Os baldes vazios vão passando de mão em mão até o mar e depois voltam cheios de água para hidratar o animal.

Durante toda a tarde, o trabalho, coordenado pelo Corpo de Bombeiros, não parou. Com a ajuda da escavadeira, o animal voltou a flutuar por um momento e cada metro para dentro do mar era comemorado.

Dois barcos também tentaram puxar a baleia. Tentaram, tentaram e nada. Aí, quando todos já achavam que não teria jeito, a surpresa. Ela finalmente começou a nadar.

“Eu não estava tendo mais esperança e não deu cinco minutos, eu ouvi todo mundo gritar, eu olhei para o mar, ela foi embora”, disse uma mulher.

Pouco a pouco foi se afastando e quando estava a quase 200 metros da praia, um aceno com a nadadeira, como se quisesse agradecer a ajuda das pessoas.

“Desde ontem trabalhando para ajudar a tirar a baleia, foi emocionante. É muito bom”, contou um homem.

“Eu faria tudo de novo e eu acho que milagres existem, porque foi um milagre”, declarou a mulher.


Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/baleia-encalhada-em-buzios-tem-ajuda-de-bombeiros-e-voltar-ao-mar.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

Na visão do autor do texto e das pessoas que salvaram a baleia, ela é um animal
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Q865919 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Baleia encalhada em Búzios tem ajuda de bombeiros e volta ao mar


Um mutirão que exigiu quase 24 horas de trabalho conseguiu salvar uma baleia encalhada em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro.

É ainda um filhote de jubarte, mas já pesa mais de sete toneladas. Ele foi encontrado por pescadores, na quartafeira (23/08/2017) à noite, encalhado na Praia Rasa, em Búzios, e foi só a notícia se espalhar que muita gente foi até a praia para tentar ajudar o animal a voltar para o mar. Um trabalho que ficou bem mais difícil por causa da maré baixa.

Búzios está na rota das baleias jubarte que, nesta época do ano, deixam a Antártica para procriar em Abrolhos, no litoral da Bahia.

É mesmo uma corrente pela vida da baleia. Os baldes vazios vão passando de mão em mão até o mar e depois voltam cheios de água para hidratar o animal.

Durante toda a tarde, o trabalho, coordenado pelo Corpo de Bombeiros, não parou. Com a ajuda da escavadeira, o animal voltou a flutuar por um momento e cada metro para dentro do mar era comemorado.

Dois barcos também tentaram puxar a baleia. Tentaram, tentaram e nada. Aí, quando todos já achavam que não teria jeito, a surpresa. Ela finalmente começou a nadar.

“Eu não estava tendo mais esperança e não deu cinco minutos, eu ouvi todo mundo gritar, eu olhei para o mar, ela foi embora”, disse uma mulher.

Pouco a pouco foi se afastando e quando estava a quase 200 metros da praia, um aceno com a nadadeira, como se quisesse agradecer a ajuda das pessoas.

“Desde ontem trabalhando para ajudar a tirar a baleia, foi emocionante. É muito bom”, contou um homem.

“Eu faria tudo de novo e eu acho que milagres existem, porque foi um milagre”, declarou a mulher.


Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/baleia-encalhada-em-buzios-tem-ajuda-de-bombeiros-e-voltar-ao-mar.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

O autor do texto afirma que houve um mutirão para salvar a baleia. O mutirão ocorre quando há mobilização de indivíduos, coletiva e gratuita, para execução de serviço público. Qual dos trechos mencionados a seguir, é um exemplo de mutirão?
Alternativas
Q865918 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Baleia encalhada em Búzios tem ajuda de bombeiros e volta ao mar


Um mutirão que exigiu quase 24 horas de trabalho conseguiu salvar uma baleia encalhada em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro.

É ainda um filhote de jubarte, mas já pesa mais de sete toneladas. Ele foi encontrado por pescadores, na quartafeira (23/08/2017) à noite, encalhado na Praia Rasa, em Búzios, e foi só a notícia se espalhar que muita gente foi até a praia para tentar ajudar o animal a voltar para o mar. Um trabalho que ficou bem mais difícil por causa da maré baixa.

Búzios está na rota das baleias jubarte que, nesta época do ano, deixam a Antártica para procriar em Abrolhos, no litoral da Bahia.

É mesmo uma corrente pela vida da baleia. Os baldes vazios vão passando de mão em mão até o mar e depois voltam cheios de água para hidratar o animal.

Durante toda a tarde, o trabalho, coordenado pelo Corpo de Bombeiros, não parou. Com a ajuda da escavadeira, o animal voltou a flutuar por um momento e cada metro para dentro do mar era comemorado.

Dois barcos também tentaram puxar a baleia. Tentaram, tentaram e nada. Aí, quando todos já achavam que não teria jeito, a surpresa. Ela finalmente começou a nadar.

“Eu não estava tendo mais esperança e não deu cinco minutos, eu ouvi todo mundo gritar, eu olhei para o mar, ela foi embora”, disse uma mulher.

Pouco a pouco foi se afastando e quando estava a quase 200 metros da praia, um aceno com a nadadeira, como se quisesse agradecer a ajuda das pessoas.

“Desde ontem trabalhando para ajudar a tirar a baleia, foi emocionante. É muito bom”, contou um homem.

“Eu faria tudo de novo e eu acho que milagres existem, porque foi um milagre”, declarou a mulher.


Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/baleia-encalhada-em-buzios-tem-ajuda-de-bombeiros-e-voltar-ao-mar.html> . Acesso em: 10 out. 2017.

Considerando o título do texto e que ele foi publicado em um jornal, a opção que apresenta a intenção do autor ao produzir esse texto é:
Alternativas
Q865863 Português

                                Internet e fraude


      Alguém duvida que a internet tenha mudado a vida das pessoas? Não, ninguém pode duvidar disso. A internet não é apenas um meio de comunicação ou de informação; é um jeito de viver, um novo jeito de viver, e a história do mundo vai se dividir em duas fases: AI (antes da Internet) e DI (depois da Internet).

      E ai do AI! A internet subverteu totalmente a milenar ideia de que os mais velhos detêm o conhecimento. Agora, são eles que têm de aprender com os jovens, e não o contrário. Um aprendizado que, aliás, funciona: num projeto conduzido nos Estados Unidos, adolescentes, orientados por professores de informática, prontificaram-se a dar aulas sobre computador e internet para pessoas de idade. Ficaram, os veteranos, melindrados com a situação? Nada disso. Antes do treinamento, só 5% sentiam-se à vontade com internet. Depois do treinamento, essa porcentagem subiu para 80%. O vovô pode, sim, aprender com os netos. Vale para computador, vale para celular, vale até para controle remoto.

      Mas há um lugar em que a internet está causando problemas: a sala de aula.

      No passado, era muito comum os professores pedirem aos alunos que preparassem, em casa, trabalhos sobre temas diversos. As pesquisas para isso eram feitas em bibliotecas ou em enciclopédias. No mínimo, os jovens tinham de copiar os textos. Agora eles simplesmente podem baixá-los da internet. E podem contar também com o auxílio de empresas especializadas, que elaboram até teses de mestrado e de doutorado. A frequência com que isso está acontecendo é muito grande; nos Estados Unidos, 50% dos alunos admitem que já recorreram a esse tipo de fraude. Por causa disso, surgiu uma nova especialidade, a detecção de fraudes, um método que conta até com um programa de computador, o Turnitin, capaz de identificar a cópia.

      Pergunta: será que isso vale a pena? Transformar os professores em êmulos da Polícia Federal será a solução do problema? Ou seria melhor pensar sobre as causas desse fenômeno?

      Em primeiro lugar, precisamos nos dar conta de que, como foi dito, copiar os alunos sempre copiaram, só que antes faziam isto à mão. Alguém alegará que dessa forma aprendiam alguma coisa, mas trata-se de uma afirmação questionável: copiar pode ser simplesmente uma coisa mecânica. O melhor é perguntar: qual deve, afinal, ser a característica de um trabalho de aluno? A mim a resposta parece óbvia. O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa – como este texto que vocês estão lendo –, deve refletir seu pensamento e suas emoções. Ou seja: o trabalho deve ser eminentemente pessoal. Deixem-me dar um exemplo tirado do ensino de medicina. Podemos pedir a um aluno que escreva sobre as relações médico-paciente, e aí, sem dúvida, ele encontrará na internet montes de textos copiáveis. Ou podemos pedir que descreva um episódio de sua própria vida: uma doença que teve e o papel que o médico desempenhou então, com sua avaliação a respeito. Aí não tem como colar. Só a autenticidade resolve. E essa autenticidade será extremamente educativa para o aluno.

      Ou seja: a internet nos ensina coisas, sim. Até quando temos de pensar a respeito das armadilhas da internet e de como evitá-las.

(SCLIAR, Moacyr. Do jeito que nós vivemos – Belo Horizonte: Editora Leitura, 2007.)

Segundo o texto, a internet
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FEPESE Órgão: CIDASC Prova: FEPESE - 2017 - CIDASC - Médico Veterinário |
Q865776 Português

O pai nota que seus dois filhos estão muito quietos e vai verificar.


— O que vocês estão falando? – perguntou o pai

— Encontramos uma moeda de 1 real – diz o mais velho. — Fizemos uma aposta: aquele que contar a maior mentira ganha a moeda.

— Mas isso é muito feio! – disse o pai.

— Quando eu era criança NUNCA contava mentiras.


Os meninos se entreolharam surpresos.

O mais novo diz:

— Tudo bem, pai, a moeda é sua.

Gabriel Barazal. Piadas para rachar o bico. Proibido para adultos. SP: Fundamento, 2010.

Observe as palavras abaixo, retiradas do texto, e relacione com suas respectivas funções sintáticas.


Coluna 1 Palavras

1. quietos

2. pai (na última frase do texto)

3. nunca

4. é

5. ganha


Coluna 2 Função sintática

( ) verbo transitivo direto

( ) verbo de ligação

( ) predicativo do sujeito

( ) adjunto adverbial

( ) vocativo


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Respostas
30281: E
30282: A
30283: D
30284: B
30285: E
30286: C
30287: C
30288: A
30289: D
30290: A
30291: A
30292: A
30293: B
30294: D
30295: A
30296: B
30297: B
30298: A
30299: C
30300: D