Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1345726 Português
Texto 2

Lições de pesquisa

    Para Bourdieu, no social tudo é relacional. As implicações desse postulado teórico da sociologia bourdiana têm sido valiosas, na medida em que coloca o pesquisador em condições de perceber com maior rigor as características específicas dos objetos de estudo. Nessa lógica, o enquadramento do objeto é produzido de forma a permitir perceber a sua posição relativa no conjunto de objetos semelhantes, o que possibilita avaliar, de forma mais acurada, o seu sentido (valor, significado, pertinência) em uma determinada configuração do social.
    A proposta bourdiana de pôr em jogo as coisas teóricas, por sua vez, obriga o pesquisador a operar com os conceitos, ou seja, usá-los como ferramentas de construção dos fenômenos empíricos que constituem o foco da investigação. É, portanto, o avesso de uma prática acadêmica ainda frequente, em que discursos teóricos antecedem e se articulam a objetos de estudo pré-construídos. O resultado mais comum da sobrevaloração das referências teóricas é o “efeito teoria” (Bourdieu, 1989, p. 47) que leva o pesquisador a enxergar o que já se predispunha a encontrar, ou seja, torna-se a antítese da atividade de pesquisa que se propõe problemas e questões a serem verdadeiramente pesquisados. A recorrência dos quadros teóricos que antecediam as pesquisas — tão comum no início da pós-graduação no Brasil — e impunham-se sobre os objetos de pesquisa foi uma expressão bastante comum desse equívoco. No texto “Teoria como hipótese” (Brandão, 2002), a autora desenvolve essa reflexão referindo-se à pesquisa, entre nós, e explicita o significado operacional das teorias numa perspectiva bastante próxima da proposta por Bourdieu.
    A recusa dos monismos metodológicos é, a meu ver, uma proposta profundamente adequada ao caráter sempre provisório das pesquisas em decorrência da complexidade dos objetos sociais. As oposições quantitativo x qualitativo, estrutura x história, questionários x entrevistas, micro x macro são falsas e respondem muito mais pela “arrogância da ignorância” (Bourdieu, 1989, p. 25) do que pela adequação teórico-metodológica ao problema sob investigação [...].

BRANDÃO, Zaia. Operando com conceitos: com e para além de
Bourdieu. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.1, p. 227-241,
jan./abr. 2010. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ep/v36n1/
a03v36n1.pdf>.Acesso em: 16 jul. 2017. Fragmento. 
A flexão das formas verbais predominantes no Texto 2
Alternativas
Q1345725 Português
Texto 2

Lições de pesquisa

    Para Bourdieu, no social tudo é relacional. As implicações desse postulado teórico da sociologia bourdiana têm sido valiosas, na medida em que coloca o pesquisador em condições de perceber com maior rigor as características específicas dos objetos de estudo. Nessa lógica, o enquadramento do objeto é produzido de forma a permitir perceber a sua posição relativa no conjunto de objetos semelhantes, o que possibilita avaliar, de forma mais acurada, o seu sentido (valor, significado, pertinência) em uma determinada configuração do social.
    A proposta bourdiana de pôr em jogo as coisas teóricas, por sua vez, obriga o pesquisador a operar com os conceitos, ou seja, usá-los como ferramentas de construção dos fenômenos empíricos que constituem o foco da investigação. É, portanto, o avesso de uma prática acadêmica ainda frequente, em que discursos teóricos antecedem e se articulam a objetos de estudo pré-construídos. O resultado mais comum da sobrevaloração das referências teóricas é o “efeito teoria” (Bourdieu, 1989, p. 47) que leva o pesquisador a enxergar o que já se predispunha a encontrar, ou seja, torna-se a antítese da atividade de pesquisa que se propõe problemas e questões a serem verdadeiramente pesquisados. A recorrência dos quadros teóricos que antecediam as pesquisas — tão comum no início da pós-graduação no Brasil — e impunham-se sobre os objetos de pesquisa foi uma expressão bastante comum desse equívoco. No texto “Teoria como hipótese” (Brandão, 2002), a autora desenvolve essa reflexão referindo-se à pesquisa, entre nós, e explicita o significado operacional das teorias numa perspectiva bastante próxima da proposta por Bourdieu.
    A recusa dos monismos metodológicos é, a meu ver, uma proposta profundamente adequada ao caráter sempre provisório das pesquisas em decorrência da complexidade dos objetos sociais. As oposições quantitativo x qualitativo, estrutura x história, questionários x entrevistas, micro x macro são falsas e respondem muito mais pela “arrogância da ignorância” (Bourdieu, 1989, p. 25) do que pela adequação teórico-metodológica ao problema sob investigação [...].

BRANDÃO, Zaia. Operando com conceitos: com e para além de
Bourdieu. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.1, p. 227-241,
jan./abr. 2010. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ep/v36n1/
a03v36n1.pdf>.Acesso em: 16 jul. 2017. Fragmento. 
De acordo com o autor do Texto 2, qual é a tese defendida por Bourdieu?
Alternativas
Q1345721 Português
Texto 1

O livreiro Garnier

    Segunda-feira desta semana, o livreiro Garnier saiu pela primeira vez de casa para ir a outra parte que não a livraria. Revertere ad locum tuum — está escrito no alto da porta do cemitério de S. João Batista. Não, murmurou ele talvez dentro do caixão mortuário, quando percebeu para onde o iam conduzindo, não é este o meu lugar; o meu lugar é na Rua do Ouvidor 71, ao pé de uma carteira de trabalho, ao fundo, à esquerda; é ali que estão os meus livros, a minha correspondência, as minhas notas, toda a minha escrituração.
    Durante meio século, Garnier não fez outra coisa senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite. Uma tarde, ao encontrálo na rua, quando se recolhia, andando vagaroso, com os seus pés direitos, metido em um sobretudo, perguntei-lhe por que não descansava algum tempo. Respondeu-me com outra pergunta: Pourriez-vous résister, si vous étiez forcé de ne plus faire ce que vous auriez fait pendant cinquante ans? Na véspera da morte, se estou bem-informado, achandose de pé, ainda planejou descer na manhã seguinte, para dar uma vista de olhos à livraria.
    Essa livraria é uma das últimas casas da Rua do Ouvidor; falo de uma rua anterior e acabada. Não cito os nomes das que se foram, porque não as conhecereis, vós que sois mais rapazes que eu, e abristes os olhos em uma rua animada e populosa, onde se vendem, ao par de belas jóias, excelentes queijos [...]

ASSIS, Machado de. O livreiro Garnier. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. (Organização e introdução). As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 41-43. Fragmento.
Entende-se do Texto 1 que o narrador
Alternativas
Q1345720 Português
Texto 1

O livreiro Garnier

    Segunda-feira desta semana, o livreiro Garnier saiu pela primeira vez de casa para ir a outra parte que não a livraria. Revertere ad locum tuum — está escrito no alto da porta do cemitério de S. João Batista. Não, murmurou ele talvez dentro do caixão mortuário, quando percebeu para onde o iam conduzindo, não é este o meu lugar; o meu lugar é na Rua do Ouvidor 71, ao pé de uma carteira de trabalho, ao fundo, à esquerda; é ali que estão os meus livros, a minha correspondência, as minhas notas, toda a minha escrituração.
    Durante meio século, Garnier não fez outra coisa senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite. Uma tarde, ao encontrálo na rua, quando se recolhia, andando vagaroso, com os seus pés direitos, metido em um sobretudo, perguntei-lhe por que não descansava algum tempo. Respondeu-me com outra pergunta: Pourriez-vous résister, si vous étiez forcé de ne plus faire ce que vous auriez fait pendant cinquante ans? Na véspera da morte, se estou bem-informado, achandose de pé, ainda planejou descer na manhã seguinte, para dar uma vista de olhos à livraria.
    Essa livraria é uma das últimas casas da Rua do Ouvidor; falo de uma rua anterior e acabada. Não cito os nomes das que se foram, porque não as conhecereis, vós que sois mais rapazes que eu, e abristes os olhos em uma rua animada e populosa, onde se vendem, ao par de belas jóias, excelentes queijos [...]

ASSIS, Machado de. O livreiro Garnier. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. (Organização e introdução). As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 41-43. Fragmento.
Considerando as informações do Texto 1, a respeito do livreiro Garnier, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O livreiro Garnier saiu para acompanhar o cortejo para o cemitério S. João Batista. ( ) O texto foi escrito no mesmo dia em que o personagem principal faleceu. ( ) O personagem principal não gostava de ir a cemitérios. ( ) O personagem principal faleceu, tendo cumprido, na véspera, ritual de trabalho. ( ) O livreiro Garnier tinha hábitos bem consolidados e conhecidos há 50 anos.
Alternativas
Q1345564 Português

A tirinha a seguir é base para responder à questão

Imagem associada para resolução da questão

Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação antagônica, mas adequada, a respeito da tirinha.

Alternativas
Q1345562 Português
     A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

Texto não assinado, presente na quarta capa do livro A metamorfose.
Em “[...] associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana [...]”,
Alternativas
Q1345561 Português
     A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.

Texto não assinado, presente na quarta capa do livro A metamorfose.
Assinale a alternativa que melhor justifique a expressão “realismo inesperado” presente no texto.
Alternativas
Q1345553 Português
A Metamorfose (Franz Kafka) 

      Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrouse em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos.
       – O que aconteceu comigo? – pensou.
     Não era um sonho. Seu quarto, um autêntico quarto humano, só que um pouco pequeno demais, permanecia calmo entre as quatro paredes bem conhecidas. Sobre a mesa, na qual se espalhava, desempacotado, um mostruário de tecidos – Samsa era caixeiroviajante –, pendia a imagem que ele havia recortado fazia pouco tempo de uma revista ilustrada e colocado numa bela moldura dourada. Representava uma dama de chapéu de pele e boá de pele que, sentada em posição ereta, erguia ao encontro do espectador um pesado regalo também de pele, no qual desaparecia todo o seu antebraço. 
      O olhar de Gregor dirigiu-se então para a janela e o tempo turvo – ouviam-se gotas de chuva batendo no zinco do parapeito – deixou-o inteiramente melancólico. 
        – Que tal se eu continuasse dormindo mais um pouco e esquecesse todas essas tolices? – pensou, mas isso era completamente irrealizável, pois estava habituadoa dormir do lado direito e no seu estado atual não conseguia se colocar nessa posição. Qualquer que fosse a força com que se jogava para o lado direito, balançava sempre de volta à postura de costas. Tentou isso umas cem vezes, fechando os olhos para não ter de enxergar as pernas desordenadamente agitadas, e só desistiu quando começou a sentir do lado uma dor ainda nunca experimentada, leve e surda.
      –Ah, meu Deus! – pensou. – Que  profissão cansativa eu escolhi. Entra dia, sai dia – viajando. A excitação comercial é muito maior que na própria sede da firma e além disso me é imposta essa canseira de viajar, a preocupação com a troca de trens, as refeições irregulares e ruins, um convívio humano que muda sempre, jamais perdura, nunca se torna caloroso. O diabo carregue tudo isso!
      Sentiu uma leve coceira na parte de cima do ventre; deslocou-se devagar sobre as costas até mais perto da guarda da cama para poder levantar melhor a cabeça; encontrou o lugar onde estava coçando, ocupado por uma porção de pontinhos brancos que não soube avaliar; quis apalpá-lo com uma perna, mas imediatamente a retirou, pois ao contato acometeram-no calafrios.

Franz Kafka. A metamorfose (tradução de Modesto Carone). São Paulo: Companhia das Letras, 2015. 
No início do quinto parágrafo,
Alternativas
Q1345550 Português
A Metamorfose (Franz Kafka) 

      Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrouse em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos.
       – O que aconteceu comigo? – pensou.
     Não era um sonho. Seu quarto, um autêntico quarto humano, só que um pouco pequeno demais, permanecia calmo entre as quatro paredes bem conhecidas. Sobre a mesa, na qual se espalhava, desempacotado, um mostruário de tecidos – Samsa era caixeiroviajante –, pendia a imagem que ele havia recortado fazia pouco tempo de uma revista ilustrada e colocado numa bela moldura dourada. Representava uma dama de chapéu de pele e boá de pele que, sentada em posição ereta, erguia ao encontro do espectador um pesado regalo também de pele, no qual desaparecia todo o seu antebraço. 
      O olhar de Gregor dirigiu-se então para a janela e o tempo turvo – ouviam-se gotas de chuva batendo no zinco do parapeito – deixou-o inteiramente melancólico. 
        – Que tal se eu continuasse dormindo mais um pouco e esquecesse todas essas tolices? – pensou, mas isso era completamente irrealizável, pois estava habituadoa dormir do lado direito e no seu estado atual não conseguia se colocar nessa posição. Qualquer que fosse a força com que se jogava para o lado direito, balançava sempre de volta à postura de costas. Tentou isso umas cem vezes, fechando os olhos para não ter de enxergar as pernas desordenadamente agitadas, e só desistiu quando começou a sentir do lado uma dor ainda nunca experimentada, leve e surda.
      –Ah, meu Deus! – pensou. – Que  profissão cansativa eu escolhi. Entra dia, sai dia – viajando. A excitação comercial é muito maior que na própria sede da firma e além disso me é imposta essa canseira de viajar, a preocupação com a troca de trens, as refeições irregulares e ruins, um convívio humano que muda sempre, jamais perdura, nunca se torna caloroso. O diabo carregue tudo isso!
      Sentiu uma leve coceira na parte de cima do ventre; deslocou-se devagar sobre as costas até mais perto da guarda da cama para poder levantar melhor a cabeça; encontrou o lugar onde estava coçando, ocupado por uma porção de pontinhos brancos que não soube avaliar; quis apalpá-lo com uma perna, mas imediatamente a retirou, pois ao contato acometeram-no calafrios.

Franz Kafka. A metamorfose (tradução de Modesto Carone). São Paulo: Companhia das Letras, 2015. 
É correto afirmar que, no primeiro parágrafo de A metamorfose, o autor articula diversas vezes elementos antagônicos, a fim de sugerir a condição ambígua de seu protagonista. Gregor Samsa acorda transformado em inseto, mas, ao mesmo tempo, guarda em si traços humanos. Sabendo disso, assinale a alternativa em que os termos destacados façam referência, respectivamente, a esses traços humanos e inumanos:
Alternativas
Q1345521 Português
Saussure, 100 anos depois

Andreia Freire

“A língua não é um barco no estaleiro, mas um barco lançado ao mar”. Em 1916, a editora Payot publica em Paris o Cours de Linguistique Générale (Curso de Linguística Geral – CLG), obra póstuma atribuída a Ferdinand de Saussure, organizada e publicada por seus colegas – Charles Bally e Albert Sechehaye – com a colaboração de um dos seus alunos, Albert Riedlinger, e tendo como base os cadernos de estudantes que frequentaram os cursos sobre a Linguística Geral, oferecido por Saussure entre os anos acadêmicos de 1906/1907 a 1911. 
     A esse acervo incluíram-se também notas preparatórias pessoais do professor, encontradas depois de sua morte. Esse livro recebeu sua primeira edição brasileira em 1970. O Curso conheceu uma fortuna extraordinária para um texto de Linguística, já que foi amplamente reconhecido pelo seu valor para as Ciências Humanas. Exemplo mais conhecido dessa fortuna é o estruturalismo, movimento intelectual que ultrapassou os limites da Linguística para produzir efeitos no pensamento das Ciências Humanas, como por exemplo, na Antropologia e na Psicanálise.

Adaptação de https://revistacult.uol.com.br/home/saussure-100-anos
depois/ , acesso em 05 de out. de 2017. 
O enunciado “A língua não é um barco no estaleiro, mas um barco lançado ao mar”, faz referência:
Alternativas
Q1345520 Português
Saussure, 100 anos depois

Andreia Freire

“A língua não é um barco no estaleiro, mas um barco lançado ao mar”. Em 1916, a editora Payot publica em Paris o Cours de Linguistique Générale (Curso de Linguística Geral – CLG), obra póstuma atribuída a Ferdinand de Saussure, organizada e publicada por seus colegas – Charles Bally e Albert Sechehaye – com a colaboração de um dos seus alunos, Albert Riedlinger, e tendo como base os cadernos de estudantes que frequentaram os cursos sobre a Linguística Geral, oferecido por Saussure entre os anos acadêmicos de 1906/1907 a 1911. 
     A esse acervo incluíram-se também notas preparatórias pessoais do professor, encontradas depois de sua morte. Esse livro recebeu sua primeira edição brasileira em 1970. O Curso conheceu uma fortuna extraordinária para um texto de Linguística, já que foi amplamente reconhecido pelo seu valor para as Ciências Humanas. Exemplo mais conhecido dessa fortuna é o estruturalismo, movimento intelectual que ultrapassou os limites da Linguística para produzir efeitos no pensamento das Ciências Humanas, como por exemplo, na Antropologia e na Psicanálise.

Adaptação de https://revistacult.uol.com.br/home/saussure-100-anos
depois/ , acesso em 05 de out. de 2017. 
O texto “Saussure – 100 anos depois” tem como foco principal:
Alternativas
Q1344008 Português
Leia o texto a seguir.
Frei Diego Galderón y Fuentes (1530 – 1619), teólogo madrilenho, inquisidor do Tribunal do Santo Ofício, dogmatiza que “Se existe identidade ou igualdade absoluta de duas ou mais pessoas, eventos ou objetos que altere a ordem divina, então existe heresia, indicando intervenção satânica no universo celestial criado por Deus Todo-Poderoso.”
(Adaptado de: SOARES, J. Assassinatos na Academia Brasileira de Letras. São Paulo: Companhia das Letras, ano. Edição digital, loc. 225.)
Assinale a alternativa que apresenta a inferência correta adotando, unicamente, o dogma de Galderón y Fuentes como premissa.
Alternativas
Q1335072 Português

TEXTO 2


 Frustração infantil: a importância de dizer ‘não’


Outro dia, em um supermercado, deparei-me com uma criança que se debatia no chão enquanto a mãe explicava o porquê de não levar o chocolate pedido naquele dia.
Ao ver aquela cena, logo pensei nos sentimentos ali envolvidos: o constrangimento da mãe, a raiva da criança, e o que deu início a tudo isso: a frustração.  
Mas, afinal, o que é frustração? É o sentimento que nos atinge pela não realização de um desejo ou expectativa e, em geral, vem de “mãos dadas” com a raiva e a tristeza. Apesar de a frustração ser muito associada ao fracasso, ela é de extrema importância para o desenvolvimento emocional sadio.
Vivemos em uma era de imediatismos. Desde pequenas, as crianças estão habituadas a ter acesso à satisfação instantânea. Lembram-se dos tempos de “outrora”? Eram tempos em que recebíamos, diariamente, uma pequena dose de frustração! Aí está, a tal da frustração presente, desde cedo, em nossas vidas, nas pequenas ações diárias. 
Como adultos, sabemos que nem sempre podemos ter o que desejamos, ou na velocidade desejada. Assim, percebemos que as frustrações são parte inerente da vida; encontrar formas de lidar com o desconforto causado por elas é fundamental para o bem-estar emocional. 
Na ânsia de ver nossos filhos felizes, acabamos por atender a todos os seus desejos, acreditando que, ao negar-lhes algo, estaremos lhes causando sofrimento. Quando os pais tentam evitar qualquer tipo de frustração, estão sendo imediatistas, pois privam seus filhos de oportunidades de crescimento pessoal e de compreensão de mundo. O excesso de proteção pode resultar em adultos que não sabem lidar com as adversidades cotidianas.
A cada frustração, a criança aprende a encontrar uma forma de lidar com o desconforto gerado pela negação do seu desejo, a encontrar novos caminhos e superar adversidades. Passar por situações de frustração abre espaço para desenvolver resiliência, tão importante em nosso desenvolvimento social e emocional. 
Ao permitirmos que as crianças se frustrem algumas vezes, contribuímos para que elas sejam adultos mais compreensivos. O não é, pode ser ato de amor. 
Aprender, desde cedo, a lidar com o desconforto e a encontrar formas de se sentir melhor, pode ser uma poderosa aliada na hora das frustrações. 


Paola Centieiro - disponível em (http://www.asecbrasil.org.br/blog/frustracao-infantil-e-importanciade-dizer-nao/) Acessado em 05/10/2017.

Analise a formulação do trecho a seguir: “Na ânsia de ver nossos filhos felizes, acabamos por atender a todos os seus desejos, acreditando que, ao negar-lhes algo, estaremos lhes causando sofrimento.” O autor optou por usar os verbos na primeira pessoa do plural, por pretender:
Alternativas
Q1335070 Português

TEXTO 2


 Frustração infantil: a importância de dizer ‘não’


Outro dia, em um supermercado, deparei-me com uma criança que se debatia no chão enquanto a mãe explicava o porquê de não levar o chocolate pedido naquele dia.
Ao ver aquela cena, logo pensei nos sentimentos ali envolvidos: o constrangimento da mãe, a raiva da criança, e o que deu início a tudo isso: a frustração.  
Mas, afinal, o que é frustração? É o sentimento que nos atinge pela não realização de um desejo ou expectativa e, em geral, vem de “mãos dadas” com a raiva e a tristeza. Apesar de a frustração ser muito associada ao fracasso, ela é de extrema importância para o desenvolvimento emocional sadio.
Vivemos em uma era de imediatismos. Desde pequenas, as crianças estão habituadas a ter acesso à satisfação instantânea. Lembram-se dos tempos de “outrora”? Eram tempos em que recebíamos, diariamente, uma pequena dose de frustração! Aí está, a tal da frustração presente, desde cedo, em nossas vidas, nas pequenas ações diárias. 
Como adultos, sabemos que nem sempre podemos ter o que desejamos, ou na velocidade desejada. Assim, percebemos que as frustrações são parte inerente da vida; encontrar formas de lidar com o desconforto causado por elas é fundamental para o bem-estar emocional. 
Na ânsia de ver nossos filhos felizes, acabamos por atender a todos os seus desejos, acreditando que, ao negar-lhes algo, estaremos lhes causando sofrimento. Quando os pais tentam evitar qualquer tipo de frustração, estão sendo imediatistas, pois privam seus filhos de oportunidades de crescimento pessoal e de compreensão de mundo. O excesso de proteção pode resultar em adultos que não sabem lidar com as adversidades cotidianas.
A cada frustração, a criança aprende a encontrar uma forma de lidar com o desconforto gerado pela negação do seu desejo, a encontrar novos caminhos e superar adversidades. Passar por situações de frustração abre espaço para desenvolver resiliência, tão importante em nosso desenvolvimento social e emocional. 
Ao permitirmos que as crianças se frustrem algumas vezes, contribuímos para que elas sejam adultos mais compreensivos. O não é, pode ser ato de amor. 
Aprender, desde cedo, a lidar com o desconforto e a encontrar formas de se sentir melhor, pode ser uma poderosa aliada na hora das frustrações. 


Paola Centieiro - disponível em (http://www.asecbrasil.org.br/blog/frustracao-infantil-e-importanciade-dizer-nao/) Acessado em 05/10/2017.

O núcleo da temática desenvolvida no Texto 2 poderia ser encontrado no segmento abaixo:
Alternativas
Q1335068 Português

TEXTO 1


Educação e Saúde, Saúde e Educação


A escola pode ser considerada um cenário para a promoção da saúde, por ser uma importante instituição social e agregar uma significativa parcela de crianças e jovens da comunidade. 
A educação em saúde nas escolas, no entanto, tem sido vista como reducionista, pois acontece a partir de comportamentos ideais, práticas impositivas e prescritivas, que tornam os sujeitos objetos passivos das intervenções e, comumente, são preconceituosas, coercitivas e punitivas. 
Porém, ela pode ser uma prática que, levando em conta a participação ativa da comunidade, a informação partilhada e o aperfeiçoamento de atitudes indispensáveis à vida, contribui para o exercício da cidadania. 
As ações de educação para a saúde podem estar voltadas para a prevenção de doenças e/ou para a promoção da saúde. O projeto da Escola Promotora de Saúde, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, parte de uma visão integral e multidisciplinar e defende três premissas fundamentais: 
1. educação para a saúde com um enfoque integral, com base nas necessidades dos alunos em cada etapa de desenvolvimento e conforme as características individuais, culturais e de gênero. 
2. criação de ambientes saudáveis, tanto em espaços físicos limpos, higiênicos e adequados estruturalmente, quanto em sítios psicossociais sãos, seguros, livres de agressão e violência verbal, emocional ou física. 
3. articulação com os serviços de saúde, a fim de detectar e prevenir problemas, dando atenção aos jovens, e formando condutas de autocontrole para a prevenção de fatores de risco. 
Investir na formação de cidadãos é condição necessária para a promoção da saúde e para o desenvolvimento social. 
Assim, os processos educativos devem ampliar os espaços de debates, incentivar a participação social e empoderar os indivíduos, tornando-os agentes ativos na construção da democracia. ‘Empoderar’ significa compartilhar poder e recursos de poder, a fim de aumentar as perspectivas de mudanças da realidade social. 

(Por: Aline Bressan, e Dilma Cupti - disponível em: (http://desenvolvimento-infantil.blog.br/educacao-e-saude-saude-eeducacao-e-possivel-integrar-as-duas-areas/) acessado em 05/10/2017. Adaptado.) 
As normas que regulam o uso culto da língua portuguesa foram integralmente seguidas na seguinte alternativa:
Alternativas
Q1335067 Português

TEXTO 1


Educação e Saúde, Saúde e Educação


A escola pode ser considerada um cenário para a promoção da saúde, por ser uma importante instituição social e agregar uma significativa parcela de crianças e jovens da comunidade. 
A educação em saúde nas escolas, no entanto, tem sido vista como reducionista, pois acontece a partir de comportamentos ideais, práticas impositivas e prescritivas, que tornam os sujeitos objetos passivos das intervenções e, comumente, são preconceituosas, coercitivas e punitivas. 
Porém, ela pode ser uma prática que, levando em conta a participação ativa da comunidade, a informação partilhada e o aperfeiçoamento de atitudes indispensáveis à vida, contribui para o exercício da cidadania. 
As ações de educação para a saúde podem estar voltadas para a prevenção de doenças e/ou para a promoção da saúde. O projeto da Escola Promotora de Saúde, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, parte de uma visão integral e multidisciplinar e defende três premissas fundamentais: 
1. educação para a saúde com um enfoque integral, com base nas necessidades dos alunos em cada etapa de desenvolvimento e conforme as características individuais, culturais e de gênero. 
2. criação de ambientes saudáveis, tanto em espaços físicos limpos, higiênicos e adequados estruturalmente, quanto em sítios psicossociais sãos, seguros, livres de agressão e violência verbal, emocional ou física. 
3. articulação com os serviços de saúde, a fim de detectar e prevenir problemas, dando atenção aos jovens, e formando condutas de autocontrole para a prevenção de fatores de risco. 
Investir na formação de cidadãos é condição necessária para a promoção da saúde e para o desenvolvimento social. 
Assim, os processos educativos devem ampliar os espaços de debates, incentivar a participação social e empoderar os indivíduos, tornando-os agentes ativos na construção da democracia. ‘Empoderar’ significa compartilhar poder e recursos de poder, a fim de aumentar as perspectivas de mudanças da realidade social. 

(Por: Aline Bressan, e Dilma Cupti - disponível em: (http://desenvolvimento-infantil.blog.br/educacao-e-saude-saude-eeducacao-e-possivel-integrar-as-duas-areas/) acessado em 05/10/2017. Adaptado.) 
Pode-se presumir uma relação de ‘causalidade’ no seguinte fragmento:
Alternativas
Q1335066 Português

TEXTO 1


Educação e Saúde, Saúde e Educação


A escola pode ser considerada um cenário para a promoção da saúde, por ser uma importante instituição social e agregar uma significativa parcela de crianças e jovens da comunidade. 
A educação em saúde nas escolas, no entanto, tem sido vista como reducionista, pois acontece a partir de comportamentos ideais, práticas impositivas e prescritivas, que tornam os sujeitos objetos passivos das intervenções e, comumente, são preconceituosas, coercitivas e punitivas. 
Porém, ela pode ser uma prática que, levando em conta a participação ativa da comunidade, a informação partilhada e o aperfeiçoamento de atitudes indispensáveis à vida, contribui para o exercício da cidadania. 
As ações de educação para a saúde podem estar voltadas para a prevenção de doenças e/ou para a promoção da saúde. O projeto da Escola Promotora de Saúde, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, parte de uma visão integral e multidisciplinar e defende três premissas fundamentais: 
1. educação para a saúde com um enfoque integral, com base nas necessidades dos alunos em cada etapa de desenvolvimento e conforme as características individuais, culturais e de gênero. 
2. criação de ambientes saudáveis, tanto em espaços físicos limpos, higiênicos e adequados estruturalmente, quanto em sítios psicossociais sãos, seguros, livres de agressão e violência verbal, emocional ou física. 
3. articulação com os serviços de saúde, a fim de detectar e prevenir problemas, dando atenção aos jovens, e formando condutas de autocontrole para a prevenção de fatores de risco. 
Investir na formação de cidadãos é condição necessária para a promoção da saúde e para o desenvolvimento social. 
Assim, os processos educativos devem ampliar os espaços de debates, incentivar a participação social e empoderar os indivíduos, tornando-os agentes ativos na construção da democracia. ‘Empoderar’ significa compartilhar poder e recursos de poder, a fim de aumentar as perspectivas de mudanças da realidade social. 

(Por: Aline Bressan, e Dilma Cupti - disponível em: (http://desenvolvimento-infantil.blog.br/educacao-e-saude-saude-eeducacao-e-possivel-integrar-as-duas-areas/) acessado em 05/10/2017. Adaptado.) 

Analise o seguinte trecho: “A educação em saúde nas escolas, no entanto, tem sido vista como reducionista, pois acontece a partir de comportamentos ideais, práticas impositivas e prescritivas, que tornam os sujeitos objetos passivos das intervenções e, comumente, são preconceituosas, coercitivas e punitivas”. Segundo esse trecho, a educação em saúde nas escolas:


1) concorre para a passividade das pessoas frente aos problemas.
2) é discriminatória e, portanto, reducionista.
3) pune e adota medidas de repressão.
4) tem como base pressupostos fora da realidade.
5) está alicerçada em aspectos práticos e lida com eles.


Estão corretas as alternativas:

Alternativas
Q1335065 Português

TEXTO 1


Educação e Saúde, Saúde e Educação


A escola pode ser considerada um cenário para a promoção da saúde, por ser uma importante instituição social e agregar uma significativa parcela de crianças e jovens da comunidade. 
A educação em saúde nas escolas, no entanto, tem sido vista como reducionista, pois acontece a partir de comportamentos ideais, práticas impositivas e prescritivas, que tornam os sujeitos objetos passivos das intervenções e, comumente, são preconceituosas, coercitivas e punitivas. 
Porém, ela pode ser uma prática que, levando em conta a participação ativa da comunidade, a informação partilhada e o aperfeiçoamento de atitudes indispensáveis à vida, contribui para o exercício da cidadania. 
As ações de educação para a saúde podem estar voltadas para a prevenção de doenças e/ou para a promoção da saúde. O projeto da Escola Promotora de Saúde, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, parte de uma visão integral e multidisciplinar e defende três premissas fundamentais: 
1. educação para a saúde com um enfoque integral, com base nas necessidades dos alunos em cada etapa de desenvolvimento e conforme as características individuais, culturais e de gênero. 
2. criação de ambientes saudáveis, tanto em espaços físicos limpos, higiênicos e adequados estruturalmente, quanto em sítios psicossociais sãos, seguros, livres de agressão e violência verbal, emocional ou física. 
3. articulação com os serviços de saúde, a fim de detectar e prevenir problemas, dando atenção aos jovens, e formando condutas de autocontrole para a prevenção de fatores de risco. 
Investir na formação de cidadãos é condição necessária para a promoção da saúde e para o desenvolvimento social. 
Assim, os processos educativos devem ampliar os espaços de debates, incentivar a participação social e empoderar os indivíduos, tornando-os agentes ativos na construção da democracia. ‘Empoderar’ significa compartilhar poder e recursos de poder, a fim de aumentar as perspectivas de mudanças da realidade social. 

(Por: Aline Bressan, e Dilma Cupti - disponível em: (http://desenvolvimento-infantil.blog.br/educacao-e-saude-saude-eeducacao-e-possivel-integrar-as-duas-areas/) acessado em 05/10/2017. Adaptado.) 
O Texto 1 coloca em relação de grande dependência :
Alternativas
Q1335064 Português

TEXTO 1


Educação e Saúde, Saúde e Educação


A escola pode ser considerada um cenário para a promoção da saúde, por ser uma importante instituição social e agregar uma significativa parcela de crianças e jovens da comunidade. 
A educação em saúde nas escolas, no entanto, tem sido vista como reducionista, pois acontece a partir de comportamentos ideais, práticas impositivas e prescritivas, que tornam os sujeitos objetos passivos das intervenções e, comumente, são preconceituosas, coercitivas e punitivas. 
Porém, ela pode ser uma prática que, levando em conta a participação ativa da comunidade, a informação partilhada e o aperfeiçoamento de atitudes indispensáveis à vida, contribui para o exercício da cidadania. 
As ações de educação para a saúde podem estar voltadas para a prevenção de doenças e/ou para a promoção da saúde. O projeto da Escola Promotora de Saúde, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, parte de uma visão integral e multidisciplinar e defende três premissas fundamentais: 
1. educação para a saúde com um enfoque integral, com base nas necessidades dos alunos em cada etapa de desenvolvimento e conforme as características individuais, culturais e de gênero. 
2. criação de ambientes saudáveis, tanto em espaços físicos limpos, higiênicos e adequados estruturalmente, quanto em sítios psicossociais sãos, seguros, livres de agressão e violência verbal, emocional ou física. 
3. articulação com os serviços de saúde, a fim de detectar e prevenir problemas, dando atenção aos jovens, e formando condutas de autocontrole para a prevenção de fatores de risco. 
Investir na formação de cidadãos é condição necessária para a promoção da saúde e para o desenvolvimento social. 
Assim, os processos educativos devem ampliar os espaços de debates, incentivar a participação social e empoderar os indivíduos, tornando-os agentes ativos na construção da democracia. ‘Empoderar’ significa compartilhar poder e recursos de poder, a fim de aumentar as perspectivas de mudanças da realidade social. 

(Por: Aline Bressan, e Dilma Cupti - disponível em: (http://desenvolvimento-infantil.blog.br/educacao-e-saude-saude-eeducacao-e-possivel-integrar-as-duas-areas/) acessado em 05/10/2017. Adaptado.) 
No título do Texto 1 está indicada, mais fortemente, uma relação:
Alternativas
Q1335063 Português

TEXTO 1


Educação e Saúde, Saúde e Educação


A escola pode ser considerada um cenário para a promoção da saúde, por ser uma importante instituição social e agregar uma significativa parcela de crianças e jovens da comunidade. 
A educação em saúde nas escolas, no entanto, tem sido vista como reducionista, pois acontece a partir de comportamentos ideais, práticas impositivas e prescritivas, que tornam os sujeitos objetos passivos das intervenções e, comumente, são preconceituosas, coercitivas e punitivas. 
Porém, ela pode ser uma prática que, levando em conta a participação ativa da comunidade, a informação partilhada e o aperfeiçoamento de atitudes indispensáveis à vida, contribui para o exercício da cidadania. 
As ações de educação para a saúde podem estar voltadas para a prevenção de doenças e/ou para a promoção da saúde. O projeto da Escola Promotora de Saúde, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, parte de uma visão integral e multidisciplinar e defende três premissas fundamentais: 
1. educação para a saúde com um enfoque integral, com base nas necessidades dos alunos em cada etapa de desenvolvimento e conforme as características individuais, culturais e de gênero. 
2. criação de ambientes saudáveis, tanto em espaços físicos limpos, higiênicos e adequados estruturalmente, quanto em sítios psicossociais sãos, seguros, livres de agressão e violência verbal, emocional ou física. 
3. articulação com os serviços de saúde, a fim de detectar e prevenir problemas, dando atenção aos jovens, e formando condutas de autocontrole para a prevenção de fatores de risco. 
Investir na formação de cidadãos é condição necessária para a promoção da saúde e para o desenvolvimento social. 
Assim, os processos educativos devem ampliar os espaços de debates, incentivar a participação social e empoderar os indivíduos, tornando-os agentes ativos na construção da democracia. ‘Empoderar’ significa compartilhar poder e recursos de poder, a fim de aumentar as perspectivas de mudanças da realidade social. 

(Por: Aline Bressan, e Dilma Cupti - disponível em: (http://desenvolvimento-infantil.blog.br/educacao-e-saude-saude-eeducacao-e-possivel-integrar-as-duas-areas/) acessado em 05/10/2017. Adaptado.) 
Como núcleo de seu parecer, o autor do Texto 1, especificamente, propõe:
Alternativas
Respostas
29701: D
29702: B
29703: B
29704: E
29705: D
29706: C
29707: D
29708: E
29709: B
29710: A
29711: C
29712: A
29713: D
29714: D
29715: C
29716: D
29717: B
29718: A
29719: C
29720: B