Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q710694 Português

                   A rua

Toda rua tem seu curso

Tem seu leito de água clara

Por onde passa a memória

Lembrando histórias de um tempo

Que não acaba


De uma rua, de uma rua

Eu lembro agora

Que o tempo, ninguém mais

Ninguém mais canta

Muito embora de cirandas

(Oi, de cirandas)

E de meninos correndo

Atrás de bandas


Atrás de bandas que passavam

Como o rio Parnaíba

O rio manso

Passava no fim da rua

E molhava seus lajedos

Onde a noite refletia

O brilho manso

O tempo claro da lua

            (...)

            (NETO, Torquato. Disponível em: www.jornaldepoesia.jor.br/tor.html#rua.)

No poema,
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Q710693 Português

Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.

Quando as crianças saírem de férias

    Tenho certeza absoluta de que em nenhum fim de junho passou pela cabeça da minha mãe o que ela faria com cinco crianças de férias dentro de casa, durante um mês. Férias eram sagradas, de 01 a 31 de julho, todos os anos. Lembro-me bem dela recolhendo os nossos uniformes do colégio e levando para lavar quando o primeiro dia de férias chegava. Só isso. As férias, propriamente ditas, eram por nossa conta.

    Quando vejo, nos telejornais, matérias e mais matérias que só faltam dizer que as férias de julho em casa com as crianças correm o risco de ser um verdadeiro inferno, penso na minha mãe. Os repórteres dão mil sugestões para preencher as vinte e quatro horas diárias das crianças, durante o mês inteirinho.

    As mães de hoje, descabeladas, começam a planejar: uma semana no acampamento, depois um dia vão ao cinema, no outro ao teatrinho, no terceiro à lanchonete, no quarto ao clube, no quinto ao parque, no sexto à casa dos avós, no sétimo ao shopping... mas, pensando bem, ainda faltam duas semanas inteirinhas para preencher.

    Nossas férias começavam cedo. Acordávamos às seis da manhã, comíamos um pão com manteiga, bebíamos um copo de leite e descíamos para o quintal. Era um espaço em que havia galinhas, coelhos, porquinhos-da-índia, cachorro, pombos, passarinhos, caixotes, carrinhos, cordas, árvores, tijolos, muros e muito mais.

    Nenhuma preocupação passava pela cabeça da minha mãe naqueles trinta e um dias de julho. De vez em quando ela entrava em ação quando um chegava com o joelho ralado, o cotovelo esfolado ou uma picada de abelha. Ela lavava o ferimento com água e sabão, passava mercúrio cromo e pronto, estávamos novinhos em folha.

    No dia 01 de agosto a cortina das férias se fechava. Na noite de 31 de julho, minha mãe abria o armário e tirava o uniforme de cada um, limpinho, cheirando a novo. E a vida continuava.

(Adaptado de: VILLAS, Alberto. Disponível em: www.cartacapital.com.br/cultura/quando-as-criancas-sairem-de-ferias)

As mães de hoje, descabeladas, começam a planejar: uma semana no acampamento, depois um dia vão ao cinema, no outro ao teatrinho, no terceiro à lanchonete, no quarto ao clube, no quinto ao parque, no sexto à casa dos avós, no sétimo ao shopping... mas, pensando bem, ainda faltam duas semanas inteirinhas para preencher. (3º parágrafo)

As reticências (...), no trecho acima, sinalizam

Alternativas
Q710691 Português

Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.

Quando as crianças saírem de férias

    Tenho certeza absoluta de que em nenhum fim de junho passou pela cabeça da minha mãe o que ela faria com cinco crianças de férias dentro de casa, durante um mês. Férias eram sagradas, de 01 a 31 de julho, todos os anos. Lembro-me bem dela recolhendo os nossos uniformes do colégio e levando para lavar quando o primeiro dia de férias chegava. Só isso. As férias, propriamente ditas, eram por nossa conta.

    Quando vejo, nos telejornais, matérias e mais matérias que só faltam dizer que as férias de julho em casa com as crianças correm o risco de ser um verdadeiro inferno, penso na minha mãe. Os repórteres dão mil sugestões para preencher as vinte e quatro horas diárias das crianças, durante o mês inteirinho.

    As mães de hoje, descabeladas, começam a planejar: uma semana no acampamento, depois um dia vão ao cinema, no outro ao teatrinho, no terceiro à lanchonete, no quarto ao clube, no quinto ao parque, no sexto à casa dos avós, no sétimo ao shopping... mas, pensando bem, ainda faltam duas semanas inteirinhas para preencher.

    Nossas férias começavam cedo. Acordávamos às seis da manhã, comíamos um pão com manteiga, bebíamos um copo de leite e descíamos para o quintal. Era um espaço em que havia galinhas, coelhos, porquinhos-da-índia, cachorro, pombos, passarinhos, caixotes, carrinhos, cordas, árvores, tijolos, muros e muito mais.

    Nenhuma preocupação passava pela cabeça da minha mãe naqueles trinta e um dias de julho. De vez em quando ela entrava em ação quando um chegava com o joelho ralado, o cotovelo esfolado ou uma picada de abelha. Ela lavava o ferimento com água e sabão, passava mercúrio cromo e pronto, estávamos novinhos em folha.

    No dia 01 de agosto a cortina das férias se fechava. Na noite de 31 de julho, minha mãe abria o armário e tirava o uniforme de cada um, limpinho, cheirando a novo. E a vida continuava.

(Adaptado de: VILLAS, Alberto. Disponível em: www.cartacapital.com.br/cultura/quando-as-criancas-sairem-de-ferias)

As férias, propriamente ditas, eram por nossa conta. (1º parágrafo) Com a afirmação acima, o autor chama a atenção para o fato de que
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Q710690 Português

Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.

Quando as crianças saírem de férias

    Tenho certeza absoluta de que em nenhum fim de junho passou pela cabeça da minha mãe o que ela faria com cinco crianças de férias dentro de casa, durante um mês. Férias eram sagradas, de 01 a 31 de julho, todos os anos. Lembro-me bem dela recolhendo os nossos uniformes do colégio e levando para lavar quando o primeiro dia de férias chegava. Só isso. As férias, propriamente ditas, eram por nossa conta.

    Quando vejo, nos telejornais, matérias e mais matérias que só faltam dizer que as férias de julho em casa com as crianças correm o risco de ser um verdadeiro inferno, penso na minha mãe. Os repórteres dão mil sugestões para preencher as vinte e quatro horas diárias das crianças, durante o mês inteirinho.

    As mães de hoje, descabeladas, começam a planejar: uma semana no acampamento, depois um dia vão ao cinema, no outro ao teatrinho, no terceiro à lanchonete, no quarto ao clube, no quinto ao parque, no sexto à casa dos avós, no sétimo ao shopping... mas, pensando bem, ainda faltam duas semanas inteirinhas para preencher.

    Nossas férias começavam cedo. Acordávamos às seis da manhã, comíamos um pão com manteiga, bebíamos um copo de leite e descíamos para o quintal. Era um espaço em que havia galinhas, coelhos, porquinhos-da-índia, cachorro, pombos, passarinhos, caixotes, carrinhos, cordas, árvores, tijolos, muros e muito mais.

    Nenhuma preocupação passava pela cabeça da minha mãe naqueles trinta e um dias de julho. De vez em quando ela entrava em ação quando um chegava com o joelho ralado, o cotovelo esfolado ou uma picada de abelha. Ela lavava o ferimento com água e sabão, passava mercúrio cromo e pronto, estávamos novinhos em folha.

    No dia 01 de agosto a cortina das férias se fechava. Na noite de 31 de julho, minha mãe abria o armário e tirava o uniforme de cada um, limpinho, cheirando a novo. E a vida continuava.

(Adaptado de: VILLAS, Alberto. Disponível em: www.cartacapital.com.br/cultura/quando-as-criancas-sairem-de-ferias)

De acordo com o autor, as férias das crianças são, para as mães de hoje, causa de
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Q710686 Português

Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.

Fungo da Amazônia se alimenta de plástico

    O plástico é um dos principais poluentes no nosso planeta. Embora haja muitos programas para conscientização do seu uso e da sua reutilização, a produção de diferentes tipos plásticos para atender ao consumo da população mundial aumentou muito na última década (aproximadamente 300 milhões de toneladas desde 2006) e possivelmente continuará aumentando nas próximas. O resultado de produzir algo tão difícil de ser reciclado é a grande quantidade de resíduos depositada não só nos lixões ou aterros sanitários, mas nos rios, lagos, mares e florestas.

    Uma saída para esse tipo de poluição é a biorremediação, processo tecnológico que utiliza organismos vivos para remover ou reduzir resíduos poluentes ou tóxicos no ambiente. Os fungos, juntamente com bactérias e outros micro-organismos, são ótimos modelos para estudos sobre biorremediação, pois produzem um grande número de enzimas capazes de decompor quase tudo ao seu redor.

    Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, vem testando diferentes espécies de fungos com potencial de decomposição de diferentes tipos de plástico. Uma das espécies testadas sobreviveu se alimentando exclusivamente do plástico. Essa espécie de fungo, encontrada em árvores da Amazônia Equatoriana, produz uma enzima capaz de degradar o poliuretano, tipo de plástico até então considerado não biodegradável. O resultado é incrível, na medida em que nos dá esperanças reais de biorremediação desse tipo de poluição.

(Adaptado de: DRECHSLER-SANTOS, Elisandro Ricardo. Disponível em: https://cientistasdescobriramque.wordpress.com/2016/05/10/ fungo-da-amazonia-se-alimenta-de-plastico)

O texto apresenta como informação principal a
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Q710685 Português

Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.

Fungo da Amazônia se alimenta de plástico

    O plástico é um dos principais poluentes no nosso planeta. Embora haja muitos programas para conscientização do seu uso e da sua reutilização, a produção de diferentes tipos plásticos para atender ao consumo da população mundial aumentou muito na última década (aproximadamente 300 milhões de toneladas desde 2006) e possivelmente continuará aumentando nas próximas. O resultado de produzir algo tão difícil de ser reciclado é a grande quantidade de resíduos depositada não só nos lixões ou aterros sanitários, mas nos rios, lagos, mares e florestas.

    Uma saída para esse tipo de poluição é a biorremediação, processo tecnológico que utiliza organismos vivos para remover ou reduzir resíduos poluentes ou tóxicos no ambiente. Os fungos, juntamente com bactérias e outros micro-organismos, são ótimos modelos para estudos sobre biorremediação, pois produzem um grande número de enzimas capazes de decompor quase tudo ao seu redor.

    Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Yale, nos EUA, vem testando diferentes espécies de fungos com potencial de decomposição de diferentes tipos de plástico. Uma das espécies testadas sobreviveu se alimentando exclusivamente do plástico. Essa espécie de fungo, encontrada em árvores da Amazônia Equatoriana, produz uma enzima capaz de degradar o poliuretano, tipo de plástico até então considerado não biodegradável. O resultado é incrível, na medida em que nos dá esperanças reais de biorremediação desse tipo de poluição.

(Adaptado de: DRECHSLER-SANTOS, Elisandro Ricardo. Disponível em: https://cientistasdescobriramque.wordpress.com/2016/05/10/ fungo-da-amazonia-se-alimenta-de-plastico)

De acordo com o texto, a biorremediação é um processo de
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Q709877 Português

Texto CB1A1AAA


Clarice Lispector. Amor. In: Laços de família.

Rio de Janeiro: Rocco, 2009, p. 20-1

Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue o item que se segue.

A expressão “com persistência, continuidade, alegria” (l. 10 e 11) refere-se ao modo como vivem as pessoas que trabalham.
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Q709870 Português

Texto CB1A1AAA


Clarice Lispector. Amor. In: Laços de família.

Rio de Janeiro: Rocco, 2009, p. 20-1

Com relação às ideias do texto CB1A1AAA, julgue o item a seguir.

Ana dissimula as suas inquietações com afazeres domésticos.
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Q709835 Português

Texto CB3A1BBB


Júlia Lopes de Almeida. A mulher brasileira.

In: Livro das donas e donzelas. Rio de Janeiro:

Editora Livraria Francisco Alves e Cia., 1906 (com adaptações)

Com referência às ideias e aos sentidos do texto CB3A1BBB, julgue o item a seguir.

A autora refuta, no texto, a ideia de que a beleza da mulher brasileira limita-se à juventude.

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Q709834 Português

Texto CB3A1BBB


Júlia Lopes de Almeida. A mulher brasileira.

In: Livro das donas e donzelas. Rio de Janeiro:

Editora Livraria Francisco Alves e Cia., 1906 (com adaptações)

Com referência às ideias e aos sentidos do texto CB3A1BBB, julgue o item a seguir.

A partir do trecho “Nem uma nem outra coisa” (l. 6 e 7), a autora apresenta ideias antagônicas para desconstruir estereótipos associados à mulher brasileira.
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Q709833 Português

Texto CB3A1BBB


Júlia Lopes de Almeida. A mulher brasileira.

In: Livro das donas e donzelas. Rio de Janeiro:

Editora Livraria Francisco Alves e Cia., 1906 (com adaptações)

Com referência às ideias e aos sentidos do texto CB3A1BBB, julgue o item a seguir.

Infere-se do trecho “Mas não tivesse ela capacidade para a luta (...) nem teria ela conseguido lecionar em colégios superiores” (l. 16 a 19) que as mulheres brasileiras conquistaram, com “sacrifícios e coragem” (l.20), o direito do acesso irrestrito às universidades tanto como estudantes quanto como professoras.
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Q709832 Português

Texto CB3A1BBB


Júlia Lopes de Almeida. A mulher brasileira.

In: Livro das donas e donzelas. Rio de Janeiro:

Editora Livraria Francisco Alves e Cia., 1906 (com adaptações)

Com referência às ideias e aos sentidos do texto CB3A1BBB, julgue o item a seguir.

Segundo a autora, ao homem europeu a mulher brasileira parece ser “indiferente ou sossegada” (l.15) porque sua alegria não diminui frente à dor de outrem.
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Q709829 Português

Texto CB3A1AAA


Virginia Woolf. Um teto todo seu. Trad. de Vera Ribeiro.

Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985 (com adaptações).

Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto CB3A1AAA, julgue o seguinte item.

Tanto o vocábulo “Nenhuma” (l.18) quanto o vocábulo “algum” (l.22) foram empregados com sentido negativo.

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Q709824 Português

Texto CB3A1AAA


Virginia Woolf. Um teto todo seu. Trad. de Vera Ribeiro.

Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985 (com adaptações).

Com relação às ideias desenvolvidas no texto CB3A1AAA, julgue o item subsequente.

A conquista da “liberdade de pensar nas coisas em si” (l.30) resultou em sentimentos de piedade e tolerância em relação aos homens, sentimentos esses que substituíram o ódio e a amargura nutridos inicialmente pela narradora.

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Q709821 Português

Texto CB3A1AAA


Virginia Woolf. Um teto todo seu. Trad. de Vera Ribeiro.

Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985 (com adaptações).

Com relação às ideias desenvolvidas no texto CB3A1AAA, julgue o item subsequente.

Infere-se do texto que a narradora acredita ser mais importante para as mulheres ter dinheiro que votar.

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Q709820 Português

Texto CB3A1AAA


Virginia Woolf. Um teto todo seu. Trad. de Vera Ribeiro.

Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985 (com adaptações).

Com relação às ideias desenvolvidas no texto CB3A1AAA, julgue o item subsequente.

O texto é desenvolvido com base na ideia de que a independência financeira é determinante para que as mulheres conquistem sua autonomia.

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Q709219 Português
O Facebook consome seis horas da sua semana

Tempo médio de permanência na rede social foi informado por Mark Zuckerberg durante a apresentação dos relatórios da empresa
Na semana passada, o Facebook divulgou um relatório sobre o primeiro quadrimestre deste ano. Os números são absurdos: lucro de R$ 5,3 bilhões, recorde de 1,65 bilhões de usuários, entre outros valores impressionantes.
Em meio a tantos números que saltaram aos olhos, um dado passou batido, mas ele é tão importante – ou mais importante, da ótica social – quanto o lucro espantoso apresentado por Mark Zuckerberg aos acionistas: um usuário inscrito no Facebook passa cerca de 50 minutos do dia na rede social.
Inicialmente, pode parecer um número comum, mas, considerando que um dia tem 24 horas, que passamos entre sete e oito horas diárias dormindo e que trabalhamos/estudamos entre seis e oito horas, 50 minutos é MUITA coisa.
Eliminando catorze horas do dia – sete de sono e sete de estudo/trabalho –, restam apenas dez horas para fazermos o que quisermos. Na prática, sabemos que não é bem assim, já que tem o tempinho do banho, do almoço, do jantar, do transporte para a escola/faculdade/trabalho, etc. Mas, considerando essa estimativa, gastamos quase um décimo do nosso tempo livre com o Facebook.
Para se ter uma ideia de como esta atividade se enraizou em nossa vida, basta analisar o tempo médio que gastamos com outras atividades. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), usamos, em média:
- Dezenove minutos do dia lendo (livros, notícias, etc.);
- Dezessete minutos diários praticando esportes ou alguma atividade física;
- Quatro minutos por dia conversando ou participando de atividades sociais;
- 1.07 horas do dia comendo e bebendo;
- 2.8 horas do dia assistindo filmes ou televisão.
É importante dizer que os 50 minutos diários se referem somente ao Facebook. Então, é provável que passemos mais de uma hora por dia em redes sociais, se somarmos o tempo que navegamos por YouTube, Twitter, Instagram, Snapchat, Whatsapp, Telegram e afins.

(Disponível www.revistagalileu.globo.com/Cultura/Cultura-digital/noticia/2016/05/o-facebook-consome-seis-horas-da-sua-semana.html, em 06/05/2016)  
Com base nos recursos linguísticos empregados e na relação deles com a produção de sentidos no texto, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Nos dois primeiros parágrafos, o emprego dos adjetivos “absurdos”, “impressionantes” e “espantoso” explicita as reações/posições do emissor da mensagem acerca dos dados que comprovam que a maioria dos brasileiros utiliza boa parte de seu tempo livre no Facebook. II. No título, o pronome “sua” é empregado anaforicamente em referência ao “Facebook”. III. O emprego do verbo “consumir” (no título) e o uso em caixa alta da palavra “MUITA” (no 3º parágrafo) são alguns dos exemplos que explicitam a posição do emissor a respeito do tempo que os usuários destinam ao Facebook.  
Alternativas
Q709210 Português
Já existe semáforo no chão para quem vive olhando o celular
No interior da Alemanha, você pode andar sem ter que parar a conversa com o crush no Whatsapp
Por Helô D'Angelo.
Você já se distraiu tanto com seu celular que esqueceu de olhar para os dois lados antes de atravessar a rua? Então, essa é pra você: a cidade de Augsburg, no sul da Alemanha, acaba de instalar semáforos no chão para que os pedestres não precisem largar o Whatsapp na hora de atravessar. Colocados pouco antes de uma linha de trem, eles ficam vermelhos quando o veículo se aproxima - são os primeiros sinais de trânsito desse tipo do mundo.
Na Alemanha, as leis de trânsito costumavam ser seguidas rigorosamente. Mas, com a chegada dos smartphones e das redes sociais, a coisa mudou de figura: um estudo conduzido no começo do ano mostrou que mais de 20% dos pedestres alemães andavam distraídos pelos seus celulares. No mesmo período, uma menina de 15 anos foi atropelada por um bonde em Augsburg enquanto digitava em seu smartphone - e foi aí que o governo local resolveu instalar o novo semáforo.
(Disponível em www.super.abril.com.br/tecnologia/ja-existe-semaforo-no-chao-para-quem-vive-olhando-o-celular, acesso em 06/05/2016) 
No segundo parágrafo do texto, a expressão popular “a coisa mudou de figura” faz referência:
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Q708885 Português

Leia o texto a seguir e responda ao que se pede:

Brasil concentra 20% da água do mundo, mas menos da metade da população tem acesso a saneamento

Publicado em 03/08/2016

Apenas 39% das residências têm seus rejeitos tratados adequadamente. Falta de tratamento afeta saúde da população e polui fontes de recursos hídricos. No Brasil, água é fundamental para agricultura e setor de energia.  

    O Brasil abriga um quinto das reservas hídricas do mundo, mas a abundância não significa acesso universal a água própria para o consumo, nem a saneamento. Menos da metade — cerca de 48,6% — da população brasileira é atendida por serviços de esgoto e apenas 39% das residências têm seus rejeitos tratados.


   Os números são do Banco Mundial, que alertou na quarta-feira (3) para as desigualdades na distribuição de água entre a população, a indústria e a agricultura no Brasil, além de detalhar a importância dos recursos hídricos para a economia brasileira.

     Embora 82,5% dos brasileiros tenham acesso a água, apenas 43% dos domicílios entre os 40% mais pobres do país têm vasos sanitários ligados à rede de esgoto, segundo dados de 2013.

     A falta de tratamento faz com que poluentes sejam jogados diretamente na água ou processados em tanques sépticos desregulados, com graves consequências para a qualidade dos recursos hídricos, bem como para o bem-estar da população.

     O Banco Mundial chama atenção ainda para o desperdício registrado nas empresas de abastecimento — perdas chegam a 37%. 

   De acordo com a agência da ONU, o financiamento e subsídios do setor são baseados em uma estrutura tarifária ultrapassada que, somada ao excesso de pessoa e elevados custos operacionais, encarecem a oferta para os consumidores. 

    Os gastos com a produção inviabilizam novos investimentos, capazes de tornar a infraestrutura mais resistente a eventos climáticos extremos como secas e inundações.  

Economia brasileira depende da água

     O organismo financeiro destaca que 62% da energia do país é gerada em usinas hidrelétricas e 72% da água disponível para o consumo é destinada à irrigação na agricultura.

     O Banco Mundial lembra que o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo — sendo a agricultura e o agronegócio responsáveis por 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, apenas pouco menos de 20% da área de terras irrigáveis não contam com sistemas de água para o cultivo.

   Segundo a agência da ONU, mesmo com a diversificação das fontes de energia prevista para as próximas duas décadas, as usinas hidrelétricas continuarão entregando 57% da eletricidade usada no Brasil.

   Tamanha dependência significa que, em tempos de crise – como a vivida por São Paulo em 2014 e 2015 –, a produtividade de diversos setores econômicos pode ser ameaçada.

  “Em São Paulo, por alguns meses, não ficou claro se as indústrias, como a de alumínio, grande consumidora de água, poderiam continuar produzindo no ritmo anterior à crise hídrica”, lembra o líder do programa de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial no Brasil, Gregor Wolf.

Disponível em<https://nacoesunidas.org/brasil-concentra-20-da-agua-do-mundo-mas-menos-da-metade-da-populacao-tem-acesso-a-saneamento/> Acessado em 27 set 2016.  

Leia as asserções a seguir.

I Economia brasileira depende da água

PORQUE

II 62% da energia do país é gerada em usinas hidrelétricas e 72% da água disponível para o consumo é destinada à irrigação na agricultura.

A respeito dessas asserções, fundamentando-se na leitura do texto acima, assinale a opção correta.

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Q708884 Português

A charge é um gênero textual que satiriza acontecimentos atuais, com espaço e tempo definidos, utilizando linguagem não verbal ou mesclando linguagem verbal e não verbal. Observe a charge a seguir. 


Imagem associada para resolução da questão


Leia as sentenças propostas:

I Um dos problemas da falta d’água é o desperdício praticado pelo consumidor.

II Nem todas as pessoas têm acesso ao sistema de água tratada e encanada.

III Os moradores de rua só têm acesso à agua desperdiçada pelo consumidor pagante.

IV A água desperdiçada por alguém é sempre reaproveitada por outro sujeito.

Com base na leitura da charge, é correto o que se afirma: 


Alternativas
Respostas
29621: A
29622: B
29623: B
29624: A
29625: E
29626: D
29627: C
29628: C
29629: E
29630: C
29631: E
29632: E
29633: C
29634: E
29635: E
29636: C
29637: A
29638: D
29639: B
29640: D