Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1276161 Português

Leia o Texto  para responder a questão.

Texto 

“Carlos Nuzman é fantástico”

(Juca Kfouri)

Carlos Nuzman jamais imaginou aparecer, como acaba de acontecer, durante tanto tempo, no “Fantástico”. Além de ver e ouvir todas as acusações que pesam contra ele como intermediário de compra de votos para a escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016, teve a honra do destaque de uma frase sua na abertura dos jogos “Aqui é o melhor lugar do mundo”. Era mesmo. Para quem imaginava impunidade eterna. Ricardo Teixeira também disse a mesma coisa em entrevista recente à “Folha de S. Paulo”. Parece que está deixando de ser. E eles precisam aproveitar o tempo que lhes resta por aqui mesmo, porque não podem mais sair do “melhor lugar do mundo”. Nuzman ainda teve o direito de aparecer na mesma reportagem com referências aos malfeitos de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Minutos intermináveis, imagens expostas, visita forçada à Polícia Federal. Jesus! Difícil, agora, tamanha popularidade, ir ao restaurante preferido, ao cinema, teatro, a um simples jogo de vôlei. Maracanã? Nem pensar! Pobres cartolas milionários do esporte brasileiro. A mão que afagava é a mesma que apedreja. 

Disponível em: <http://blogdojuca.uol.com.br/2017/09/carlos-nuzman-e-fantastico/>. Acesso em: 10 set. 2017.

Em sua crônica, Juca Kfouri recorda as palavras de Carlos Nuzman na abertura das Olimpíadas do Brasil de 2016: “Aqui é o melhor lugar do mundo”. Sucessivamente, essa frase é retomada no texto quatro vezes. Observam-se nessas retomadas que
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Q1276160 Português

Leia o Texto  para responder a questão.

Texto 

“Carlos Nuzman é fantástico”

(Juca Kfouri)

Carlos Nuzman jamais imaginou aparecer, como acaba de acontecer, durante tanto tempo, no “Fantástico”. Além de ver e ouvir todas as acusações que pesam contra ele como intermediário de compra de votos para a escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016, teve a honra do destaque de uma frase sua na abertura dos jogos “Aqui é o melhor lugar do mundo”. Era mesmo. Para quem imaginava impunidade eterna. Ricardo Teixeira também disse a mesma coisa em entrevista recente à “Folha de S. Paulo”. Parece que está deixando de ser. E eles precisam aproveitar o tempo que lhes resta por aqui mesmo, porque não podem mais sair do “melhor lugar do mundo”. Nuzman ainda teve o direito de aparecer na mesma reportagem com referências aos malfeitos de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Minutos intermináveis, imagens expostas, visita forçada à Polícia Federal. Jesus! Difícil, agora, tamanha popularidade, ir ao restaurante preferido, ao cinema, teatro, a um simples jogo de vôlei. Maracanã? Nem pensar! Pobres cartolas milionários do esporte brasileiro. A mão que afagava é a mesma que apedreja. 

Disponível em: <http://blogdojuca.uol.com.br/2017/09/carlos-nuzman-e-fantastico/>. Acesso em: 10 set. 2017.

O título da crônica esportiva de Juca kfouri utiliza-se de um mecanismo de produção de sentido que predomina em todo o texto. Qual é esse mecanismo?
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Q1276159 Português
Leia o Texto  para responder à questão.
Texto   Imagem associada para resolução da questão Disponível em: <http://atividadesdeportugueseliteratura.blogspot.com.br/2016/08/tirinha-hagar-em-questoes-de-vestibular.html>. Acesso em: 9 set. 2017
O Médico de Hagar usou de um eufemismo para recomendar-lhe dieta de emagrecimento. Hagar, ao reportar a recomendação médica a sua esposa
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Ano: 2017 Banca: AOCP Órgão: Câmara de Maringá - PR
Q1237470 Português
Mitologia: as dietas Daniel Piza A neurose por emagrecimento no mundo atual é diretamente proporcional à falta de tempo no dia-a-dia. Porque tem poucas horas livres, exceto para a TV, a maioria das pessoas come mal e é sedentária; logo, está mais e mais vulnerável à propaganda de regimes e exercícios milagrosos – que as fazem emagrecer por alguns meses e depois voltar ao que eram ou a situação pior. Há fenômenos que ressurgem periodicamente, como agora o da corrida (“cooper”, no passado), mas que são subprodutos das mesmas questões. O que menos se encontra é a tão alardeada moderação. O tom dominante é o exagero para cima ou para baixo. O ponto é o seguinte: se você quiser emagrecer, precisa comer menos e melhor; reduzir doces, massas e gorduras, principalmente à noite. O resto é redundância midiática. Praticar esportes é para manter o peso (depois de emagrecer) e o condicionamento, afinal 30 minutos na esteira consomem menos que 400 calorias ou dois sucos de laranja. Esse papo de que caminhar uma hora por dia emagrece é bobagem, assim como essas dietas que suprimem um grupo de alimentos (a carne vermelha é sempre o diabo da lista, embora tenha proteínas dificilmente substituíveis), para não falar de regimes “da lua” e outros semi-esoterismos. Capas e capas de revistas anunciam “segredos” numa área em que eles não existem. Mas, tal como o silicone e a fast-food, seu apelo está em iludir o público com efeitos fáceis. Já virar maratonista amador depois de certa idade, lamento, não vai lhe garantir vida mais longeva. Muito menos pele bonita. Se esse for o estilo de vida que deseja, parabéns e boa sorte. Mas não venha dizer que é uma espécie de existência ideal, como se passar duas ou três horas do dia se exercitando fosse uma prerrogativa de perfeição moral ou visual, não um vício narcisista em muitos casos (que poderiam ser batizados de “serotoninômanos”). Não dá para querer que todo mundo seja atleta. Três dias de atividade física por semana são mais que suficientes para um cidadão empregado que tenha filhos, vida social e cultural, etc. E ajudam a emagrecer, mas bem menos que a redução calórica. A mania do emagrecimento é sintoma de uma sociedade que cada vez mais convive com a obesidade por mistura de fatores alimentares e genéticos. Olhar feio para pessoas que estão 5 kg acima do peso, como se fosse motivo de discriminação, é, para dizer o mínimo, irrealista. Não é preciso ter, sei lá, 10% de taxa de gordura para ter saúde, autoestima ou beleza, itens que dependem de muitos fatores além da vontade e do dinheiro. Mas a boa forma física pode ter alguma chance quando não é exaltada como fonte de juventude eterna. Fonte: http://www.estadao.com.br/blogs/daniel-piza/mitologias-as-dietas/ . Acesso em: Junho/2017.
Sobre o o título “Mitologia: as dietas” e sua relação com o texto, é correto afirmar que
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Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TST
Q1237119 Português
Atenção: A questão refere-se ao texto que segue.
Hannah Arendt, preocupada com a situação da arte numa sociedade dominada pela cultura de massas, explica que, embora cultura e arte estejam inter-relacionadas, são coisas diversas. A palavra “cultura”, desde sua origem romana, implica criação e preservação da natureza e das obras humanas. As obras de arte são, para ela, a expressão mais alta da cultura, “aqueles objetos que toda a civilização deixa atrás de si como quintessência e o testemunho duradouro do espírito que a animou”. A cultura implica “uma atitude de carinhoso cuidado”, e 
uma sociedade de consumo não pode absolutamente saber como cuidar de um mundo e das coisas que pertencem de modo exclusivo ao espaço das aparências mundanas, visto que sua atitude central ante todos os objetos, a atitude de consumo, condena à ruina tudo o que toca.
Diz a pensadora, referindo-se à sociedade de massas do século XX: “A sociedade de massas [...] não precisa de cultura, mas de diversão, e os produtos oferecidos pela indústria de diversões são com efeito consumidos pela sociedade exatamente como quaisquer outros bens de consumo”. Os produtos dessa indústria de diversões são perecíveis, portanto precisam ser renovados.
Nessa situação premente, os que produzem para os meios de comunicação de massa esgaravatam toda a gama da cultura passada e presente na ânsia de encontrar material aproveitável. Esse material, além do mais, não pode ser oferecido tal qual é; [...] deve ser preparado para consumo fácil.
Essas considerações de Arendt têm-se mostrado absolutamente justas, com o passar das décadas e os avanços das tecnologias de comunicação. A literatura, como forma de arte, tem sofrido os efeitos da nova situação. O sonho dos escritores modernistas era que a massa comesse o “biscoito fino” por eles fabricado. Infelizmente, a massa tem preferido os cookies industrializados.
Para que a literatura chegue ao grande público, promovem-se eventos literários (salões do livro, festas de premiação), nos quais autores e obras são apresentados como espetáculo. Os objetos desses eventos são, sem dúvida, legítimos e justificados. Entretanto, o público numeroso que frequenta esses eventos parece incluir menos leitores de livros do que meros espectadores e caçadores de autógrafos. 
Os escritores de hoje têm uma visibilidade pessoal maior do que em épocas anteriores porque são incluídos na categoria de “celebridades”, e os mais “midiáticos” têm mais chance de vender livros, independentemente do valor de suas obras. Ao mesmo tempo, nos debates teóricos, assistimos à defesa da “literatura de entretenimento”, contra as exigências daqueles que ainda têm uma concepção mais alta da literatura. Estes são chamados de conservadores e elitistas. Ora, a conservação é uma atitude inerente aos conceitos de cultura, arte e de educação. Conservação não como imobilismo e fechamento ao novo, mas como conhecimento da tradição sem a qual não se pode avançar.
Obs.: Hannah Arendt (1906-1975), filósofa alemã, é uma das raras vozes femininas de destaque na filosofia do século XX.
(Adaptado de: PERRONE-MOISÉS, Leyla. A literatura na cultura contemporânea. Mutações da literatura no século XXI, São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 31 a 33)
Consideradas as ideias desenvolvidas no texto, a frase que, se apresentada como argumento em defesa da concepção mais alta da literatura, seria contraditória é:
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Ano: 2017 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Santa Rosa - RS
Q1236588 Português
                                               A evolução da tecnologia A tecnologia acompanha o homem desde a ................. quando os primeiros hominídeos construíram ferramentas para caçar e sobreviver. Atualmente, o homem explora um estágio avançado da tecnologia, um grande universo que não possui fronteiras e que tem como base ferramentas artificiais. Ainda no período ................ o homem desenvolveu técnicas de agricultura que permitiram diversificar a sua alimentação e abandonar hábitos nômades. Os hominídeos precisavam se mudar quando o alimento natural do local acabava, ao aprender como realizar o cultivo puderam se concentrar em outras questões como fixar uma moradia. Aprender a polir as ferramentas obtendo objetos mais afiados permitiu o aprimoramento de diversas técnicas agrícolas de maneira que se iniciou o primeiro ciclo de sedentarismo devido __ comodidades tecnológicas, algo que se tornou recorrente na história humana. A Tecnologia na Antiguidade: os principais responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico na Antiguidade foram os povos conhecidos como grandes civilizações. Mesopotâmicos e egípcios dedicaram-se com afinco ao desenvolvimento de tecnologias agrícolas especialmente ao arado, que se tornou um instrumento indispensável, incluindo-se aí o desenvolvimento da Engenharia Hidráulica por meio de canais de irrigação para plantações. Os povos antigos ainda pensaram e criaram soluções para a questão do transporte, desenvolvendo carruagens que eram puxadas por animais de porte e construindo estradas com as mínimas condições necessárias. Foram desenvolvidos materiais de construção mais resistentes como os tijolos, ladrilhos, bronze e cobre; também o ferro forjado que abriu um amplo leque de possibilidades uma vez que se permitia moldar com temperaturas elevadas. A Tecnologia na Idade Média e Início da Idade Moderna: a Idade Média é sempre vista como uma fase complicada em termos de desenvolvimento de tecnologias uma vez que foi um período bastante soturno. Nele foram desenvolvidas diversas técnicas relativas à agricultura com o arado mais pesado, a criação de moinhos d’água, entre outros mecanismos. Foi uma etapa histórica em que também se desenvolveram técnicas de construção mais complexas. Contudo, o principal salto tecnológico se refere __ invenção da imprensa de Gutenberg no século XV que marca o fim do período obscuro da Idade Média para o início da Idade Moderna, com a criação da imprensa escrita, que é comparada em importância __ invenção do computador, pois criou a possibilidade de ............ de livros em diferentes idiomas. A tecnologia na Idade Moderna: foi um período em que foram feitos grandes avanços em termos de transporte náutico tendo como destaque a criação da caravela. No ano de 1769, James Watt aperfeiçoou o motor __ vapor de maneira que aumentou consideravelmente a produção industrial. A humanidade passava __ viver a Primeira Revolução Industrial que não só mudou a forma de fabricar produtos como também influenciou mudanças profundas na sociedade. A tecnologia na Idade Contemporânea: reconhecida como a ‘Era das invenções’, a Idade Contemporânea promoveu transformações ainda mais profundas na sociedade assim como no ritmo produtivo. Uma das mudanças mais significativas foi a substituição do ferro pelo aço nas indústrias assim como a ............. industrial. Uma das principais tecnologias que ganharam destaque nesse período foi a invenção do motor a combustão que deu origem aos carros como conhecemos hoje. O século XX contou com importantes invenções tecnológicas como o computador eletrônico que, embora já existisse, só recebeu impulso após a Segunda Guerra Mundial com o advento dos chips permitindo a sua aplicação em inúmeros setores. Vivemos uma fase em que a conectividade derrubou barreiras como fronteiras de nações permitindo que estejamos ........ do que se passa no outro lado do mundo com o mero pressionar de um botão. A pergunta que fica no ar é o que o ser humano irá criar a seguir usando de toda a sua engenhosidade? (Fonte: http://tecnologia.culturamix.com/tecnologias/a-evolucao-da-tecnologia – texto adaptado)
Em relação à frase: ‘Aprender a polir as ferramentas obtendo objetos mais afiados permitiu o aprimoramento de diversas técnicas agrícolas de maneira que se iniciou o primeiro ciclo de sedentarismo’, retirada do texto, afirma-se que:
I. Através do vocábulo primeiro, é possível inferir que houve outros.
II. O uso do advérbio mais permite dizer que já havia objetos não tão afiados.
III. O adjetivo diversas informa ao leitor que somente existiam técnicas que não eram agrícolas.
Quais estão INCORRETAS?
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Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: Câmara de Nova Friburgo - RJ
Q1233693 Português
Internet e fraude
Alguém duvida que a internet tenha mudado a vida das pessoas? Não, ninguém pode duvidar disso. A internet não é apenas um meio de comunicação ou de informação; é um jeito de viver, um novo jeito de viver, e a história do mundo vai se dividir em duas fases: AI (antes da Internet) e DI (depois da Internet).
E ai do AI! A internet subverteu totalmente a milenar ideia de que os mais velhos detêm o conhecimento. Agora, são eles que têm de aprender com os jovens, e não o contrário. Um aprendizado que, aliás, funciona: num projeto conduzido nos Estados Unidos, adolescentes, orientados por professores de informática, prontificaram-se a dar aulas sobre computador e internet para pessoas de idade. Ficaram, os veteranos, melindrados com a situação? Nada disso. Antes do treinamento, só 5% sentiam-se à vontade com internet. Depois do treinamento, essa porcentagem subiu para 80%. O vovô pode, sim, aprender com os netos. Vale para computador, vale para celular, vale até para controle remoto.
Mas há um lugar em que a internet está causando problemas: a sala de aula.
No passado, era muito comum os professores pedirem aos alunos que preparassem, em casa, trabalhos sobre temas diversos. As pesquisas para isso eram feitas em bibliotecas ou em enciclopédias. No mínimo, os jovens tinham de copiar os textos. Agora eles simplesmente podem baixá-los da internet. E podem contar também com o auxílio de empresas especializadas, que elaboram até teses de mestrado e de doutorado. A frequência com que isso está acontecendo é muito grande; nos Estados Unidos, 50% dos alunos admitem que já recorreram a esse tipo de fraude. Por causa disso, surgiu uma nova especialidade, a detecção de fraudes, um método que conta até com um programa de computador, o Turnitin, capaz de identificar a cópia.
Pergunta: será que isso vale a pena? Transformar os professores em êmulos da Polícia Federal será a solução do problema? Ou seria melhor pensar sobre as causas desse fenômeno?
Em primeiro lugar, precisamos nos dar conta de que, como foi dito, copiar os alunos sempre copiaram, só que antes faziam isto à mão. Alguém alegará que dessa forma aprendiam alguma coisa, mas trata-se de uma afirmação questionável: copiar pode ser simplesmente uma coisa mecânica. O melhor é perguntar: qual deve, afinal, ser a característica de um trabalho de aluno? A mim a resposta parece óbvia. O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa – como este texto que vocês estão lendo –, deve refletir seu pensamento e suas emoções. Ou seja: o trabalho deve ser eminentemente pessoal. Deixem-me dar um exemplo tirado do ensino de medicina. Podemos pedir a um aluno que escreva sobre as relações médico-paciente, e aí, sem dúvida, ele encontrará na internet montes de textos copiáveis. Ou podemos pedir que descreva um episódio de sua própria vida: uma doença que teve e o papel que o médico desempenhou então, com sua avaliação a respeito. Aí não tem como colar. Só a autenticidade resolve. E essa autenticidade será extremamente educativa para o aluno.
Ou seja: a internet nos ensina coisas, sim. Até quando temos de pensar a respeito das armadilhas da internet e de como evitá-las.
(SCLIAR, Moacyr. Do jeito que nós vivemos – Belo Horizonte: Editora Leitura, 2007.)
De acordo com o texto
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Ano: 2017 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Prata - PB
Q1233142 Português
Morte de Clarice Lispector
Enquanto te enterravam no cemitério judeu do Caju (e o clarão de teu olhar soterrado resistindo ainda) O taxi corria comigo à borda da Lagoa na direção de Botafogo As pedras e as nuvens e as árvores no vento mostravam alegremente Que não dependem de nós
Das afirmações seguintes:
I- O eu lírico do poema dirige-se a uma pessoa, representada pelos pronomes TE, TEU e NÓS. II- No primeiro verso, a função sintática desempenhada pelo pronome TE é de objeto indireto. III- A palavra ALEGREMENTE se classifica sintaticamente como adjunto adverbial de modo.
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Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 21ª Região (RN)
Q1231546 Português
Além do ato instintivo, inconsciente, automático, puramente reflexo, evitação do sentimento doloroso, ocorre a infindável série dos gestos intencionais, expressando o pensamento pela mímica, convencionada através do tempo. Essa Signe Language, Gebärdensprache, Langue per Signes, Language per Gestes, tem merecido ensaios de penetração psicológica, indicando a importância capital como índices do desenvolvimento mental. Desta forma o homem liberta e exterioriza o pensamento pela imagem gesticulada, com áreas mais vastas no plano da compreensão e expansão que o idioma. Primeira forma da comunicação humana, mantém sua prestigiosa eficiência em todos os recantos do mundo. As pesquisas sobre antiguidade e valorização de certos gestos, depoimentos insofismáveis de certos temperamentos pessoais e coletivos, índices de moléstias nervosas, apaixonam estudiosos.  A correlação dos gestos com os centros cerebrais, ativando-lhes a capacidade criadora, e não esses àqueles, possui, presentemente, alto número de defensores. Esclarecem-se, atualmente, a antiguidade e potência intelectual da Mímica como documento vivo, milenar e contemporâneo, individual e coletivo. Não havendo obrigatoriedade do ensino mas sua indispensabilidade no ajustamento da conduta social, todos nós aprendemos o gesto desde a infância e não abandonamos seu uso pela existência inteira. Os desenhos paleolíticos registram os gestos mais antigos, de mão e cabeça, e toda literatura clássica, história, viagem, teatro, poemas, mostra no gesto sua grandeza de expressão insubstituível. Não existe, logicamente, a mesma tradução literal para cada gesto, universalmente conhecido. Na famosa estória popular da Disputa por Acenos, cada antagonista entendia o gesto contrário de acordo com seu interesse. Negativa e afirmativa, gesto de cabeça na horizontal e vertical, têm significação inversa para chineses e ocidentais. Estirar a língua é insulto na Europa e América, é saudação respeitosa no Tibete. Vênias, baixar a cabeça, curvar os ombros, ajoelhar-se, elevar a mão à fronte, são universais. A mecânica da adaptação necessária a outras finalidades de convívio explica a multiplicação.                       (Adaptado de: CASCUDO, Câmara, “Prefácio”, em História dos Nossos Gestos. Edição digital. Rio de Janeiro: Global, 2012)
A correlação dos gestos com os centros cerebrais, ativando-lhes a capacidade criadora, e não esses àqueles, possui, presentemente, alto número de defensores. (3º parágrafo)
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TST
Q1231034 Português
Atenção: A questão a seguir  referem-se ao trecho que segue  

Há algumas dicotomias que parecem ter a força de atravessar o tempo e se imporem a nós com uma evidência inaudita. Em
filosofia, conhecemos várias delas, assim como conhecemos suas maneiras de orientar o pensamento e as ações.
Tais dicotomias podem operar não apenas como um horizonte normativo pressuposto, mas também como base para a
consolidação de certas modalidades de pensamento crítico. No entanto, há momentos em que percebemos a necessidade de
questionar as próprias estratégias críticas e suas dicotomias. Pois, ao menos para alguns, elas parecem nos paralisar em vez de nos
permitir avançar em direção às transformações que desejamos.
Um exemplo de dicotomia que tem força evidente no pensamento crítico atual é aquela, herdada de Spinoza, entre paixões
tristes e paixões alegres. Paixões tristes diminuem nossa potência de agir, paixões alegres aumentam nossa potência de agir e nossa
força para existir. A liberdade estaria ligada à força afirmativa das paixões alegres, assim como a servidão seria a perpetuação do
caráter reativo das paixões tristes. Haveria pois aquilo que nos afeta de forma tal que permitiria a nossos corpos desenvolver ou não
uma potência de agir e existir que é o exercício mesmo da vida em sua atividade soberana.
Sem querer aqui fazer o exercício infame e sem sentido de discutir a teoria spinozista dos afetos e sua bela complexidade em
uma coluna de jornal, gostaria apenas de sublinhar inicialmente a importância desse entendimento de que a capacidade crítica está
ligada diretamente a uma compreensão dos afetos e de seus circuitos. Nada de nossas estratégias contemporâneas de crítica seria
possível sem esse passo essencial de Spinoza, recuperado depois por vários outros filósofos que o seguiram.
No entanto, valeria a pena nos perguntarmos o que aconteceria se insistíssemos que talvez não existam paixões tristes e
paixões alegres, que talvez essa dicotomia possa e deva ser abandonada (independentemente do que pensemos ou não de Spinoza).
É claro que isso inicialmente soa como um exercício ocioso de pensamento. Afinal, a existência da tristeza e da alegria nos
parece imediatamente evidente, nós podemos sentir tal diferença e nos esforçamos (ou ao menos deveríamos nos esforçar, se não
nos deixássemos vencer pelo ressentimento e pela resignação) para nos afastarmos da primeira e nos aproximarmos da segunda.
Mas o que aconteceria se habitássemos um mundo no qual não faz mais sentido distinguir entre paixões tristes e alegres? Um
mundo no qual existem apenas paixões, com a capacidade de às vezes nos fazerem tristes, às vezes alegres. Ou seja, um mundo no
qual as paixões têm uma dinâmica que inclui necessariamente o movimento da alegria à tristeza.
Pois, se esse for o caso, então talvez sejamos obrigados a concluir que não é possível para nós nos afastarmos do que
tenderíamos a chamar de "paixões tristes", pois não há paixão que, em vários momentos, não nos entristeça. Não há afetos que não
nos contraiam, não há vida que não se deixe paralisar, que não precise se paralisar por certo tempo, que não se vista com sua própria
impotência a fim de recompor sua velocidade. Mais, ainda. Não há vida que não se sirva da doença para se desconstituir e
reconstruir.
                                                                                                                    (SAFATLE, Wladimir. Folha de S.Paulo, 23/06/2017)  
Sobre o que vem mencionado na alternativa, considerado em seu contexto, é correto o seguinte comentário:  
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IBADE Órgão: SEE-PB
Q1230727 Português
Além do ano letivo Mario Sérgio Cortella
Velocidade das mudanças dificulta o registro de importantes passagens da história atual O ano está terminando. Já? Mais um. Mudou a noção de tempo. A novidade não é a mudança do mundo, mas a velocidade das mudanças. Nunca se mudou tão velozmente. Vinte anos atrás, choque de gerações era choque entre pais e filhos. Calculava- se, inclusive, que geração era um tempo de 25 anos. Aos 25 anos, supostamente, você teria outro descendente, e aí viria outra geração. Hoje, choque de gerações é imediato. Meu filho de 24 anos é considerado ultrapassado pela minha filha de 22 anos. Por sua vez, o de 18 anos, o mais novo, considera os dois mais velhos ultrapassados. Eles não cortam o cabelo do mesmo jeito, não ouvem o mesmo tipo de música, e não usam o mesmo tipo de roupa, com uma diferença de apenas dois anos. Imagine eu perto deles. Meus filhos referem-se ao tempo em que eu tinha 20 anos - para mim, foi agora - sempre usando a palavra “antigamente”. Quando eu era criança e falava antigamente, eu estava me referindo a gregos e romanos. Eles falam antigamente referindo-se a 1974: “Pai, é verdade que antigamente não tinha controle remoto?". Eu falo que é verdade. A gente tinha de levantar, mudar o canal, sentar, voltar outra vez. Se eu contar para eles que tinha seletor, que fazia barulho clac, clac, clac. Você já viu um desses? Em 1980 - isso foi agora, vários já davam aulas, vários já eram pais e mães - as TVs tinham válvula e se você quisesse assistir a um programa, tinha de ligar a TV bem antes, para ela ficar quentinha, que nem um forno a lenha. As coisas têm mudado muito velozmente, a tal ponto que a memória fica fugaz. O que marcou a vida de nossos avós ou pais? Que fatos da história eles viveram? [...] Em um domingo de março você estava assistindo TV e veio a notícia de que os Mamonas Assassinas tinham morrido. Quando? Em agosto, fez quatro anos que Lady Di morreu. Já? Neste ano, dois senadores brasileiros renunciaram. E, pouco depois, um terceiro também o fez. Que mês foi: março, abril, maio, junho? Já, já, não se lembra mais. Eu não estou falando de coisas do século XIX, estou falando de coisas de cinco anos para cá, todas elas. A gente acaba perdendo a memória e isso é muito ruim. O mundo vai além do ano letivo. 
CORTELLA, Mário Sérgio. Além do ano letivo. Revista Educação n . 2 4 8 . d e z , 2 0 0 1 . D i s p o n í v e l e m : http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_educacao.
Em “As coisas têm mudado muito velozmente, a tal ponto QUE A MEMÓRIA FICA FUGAZ." a construção destacada exemplifica uma oração com ideia:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Itanhaém - SP
Q1230532 Português
Leia o texto, para responder às questões                A quem pertence um país e quem tem o direito de morar nele? Com um passado incomparável e camadas históricas extraordinariamente variadas, inclusive em seus momentos de fluxo e refluxo populacional, a Itália já fechou o debate. A lotação está esgotada. Foram mais de 180000 pessoas, na maioria absoluta vindas da África, no ano passado. Até organizações humanitárias dizem que não dá mais para acomodar gente em cidadezinhas minúsculas, vilarejos medievais ou bairros distantes de uma metrópole como Roma.                   As ondas humanas criaram situações sem precedentes. As ONGs para as quais sempre cabem muitos mais tornaram-se colaboradoras dos traficantes que ganham com o comércio de gente, um escândalo ético espantoso. Começaram a fazer o bem e se transformaram em parte integrante de um processo de imensa perversidade, cujos promotores praticam abusos indescritíveis. Embora cruel, o sistema é de uma eficiência impressionante. Até os botes de borracha, cujos passageiros pagam para ser resgatados por navios de ONGs, da Marinha italiana ou de outros países europeus, são fabricados especificamente para esse tipo de transporte. Cada passagem custa por volta de 1500 euros, ou 5500 reais. O negócio foi calculado em 390 milhões de dólares no ano passado.                                  A questão dos grandes deslocamentos humanos vindos do mundo pobre, encrencado, conflagrado ou simplesmente com menos benefícios sociais, em direção ao mundo rico, já provocou conhecidas reações políticas, das quais a mais estrondosa foi a eleição de Donald Trump. A palavra-chave no fenômeno atual é benefícios. Ao contrário dos imigrantes que vieram para o Novo Mundo, entre os quais tantos de nossos antepassados, com uma malinha, muitos carimbos nos documentos e esperança de emprego, as ondas humanas atuais chegam aos países ricos com abrigo, saúde e educação providos pelo Estado de bem-estar social. Organizações supranacionais, como a própria União Europeia, também têm verbas para dar garantias inimagináveis pelos imigrantes do passado. O problema, como sabemos, é que o dinheiro não aparece magicamente nos cofres dos Estados ou seus avatares.            (Vilma Gryzinski, Lotou ou ainda cabe mais? Veja, 26.07.2017. Adaptado)          Uma resposta de natureza política ao fluxo migratório atual apontado pela autora é 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de São Bernardo - MA
Q1230363 Português
Leia o texto seguinte para resolver a seguinte questão. 
DISPARADA 
                           Geraldo Vandré e Theo 
Prepare seu coração  P’ras coisas que eu vou contar.  Eu venho lá do sertão  E posso não lhe agradar. 
Aprendi a dizer não,  Ver a morte sem chorar,  E a morte, o destino, tudo,  A morte, o destino, tudo  Estava fora do lugar,  Eu vivo p’ra consertar. 
Na boiada já fui boi  Mas um dia me montei.  Não por um motivo meu  Ou de quem comigo houvesse  Que qualquer querer tivesse,  Porém por necessidade  Do dono de uma boiada  Cujo vaqueiro morreu.
Boiadeiro muito tempo,  Laço firme, braço forte,  Muito gado, muita gente  Pela vida segurei,  Seguia como num sonho  E boiadeiro, era um rei. 
Mas o mundo foi rodando  Nas patas do meu cavalo  E no sonho que fui sonhando  As visões se clareando  As visões se clareando,  Até que um dia acordei. 
Então não pude seguir  Valente lugar-tenente  De dono de gado e gente,  Porque gado a gente marca,  Tange, ferra, engorda e mata,  Mas com gente é diferente. 
Se você não concordar,  Não posso me desculpar,  Não canto para enganar,  Vou pegar minha viola,  Vou deixar você de lado,  Vou cantar noutro lugar. 
Na boiada já fui boi,  Boiadeiro já fui rei,  Não por mim nem por ninguém  Que junto comigo houvesse,  Que quisesse ou que pudesse,  Por qualquer coisa de seu,  Querer mais longe que eu. 
Mas o mundo foi rodando  Nas patas do meu cavalo,  E já que um dia montei,  Agora sou cavaleiro,  Laço firme, braço forte,  De um reino que não tem rei.    Observe: “E boiadeiro era um rei.” Isso representa uma posição: 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de São Bernardo - MA
Q1230336 Português
Leia o texto seguinte para resolver a seguinte questão. 
DISPARADA 
                           Geraldo Vandré e Theo 
Prepare seu coração  P’ras coisas que eu vou contar.  Eu venho lá do sertão  E posso não lhe agradar. 
Aprendi a dizer não,  Ver a morte sem chorar,  E a morte, o destino, tudo,  A morte, o destino, tudo  Estava fora do lugar,  Eu vivo p’ra consertar. 
Na boiada já fui boi  Mas um dia me montei.  Não por um motivo meu  Ou de quem comigo houvesse  Que qualquer querer tivesse,  Porém por necessidade  Do dono de uma boiada  Cujo vaqueiro morreu.
Boiadeiro muito tempo,  Laço firme, braço forte,  Muito gado, muita gente  Pela vida segurei,  Seguia como num sonho  E boiadeiro, era um rei. 
Mas o mundo foi rodando  Nas patas do meu cavalo  E no sonho que fui sonhando  As visões se clareando  As visões se clareando,  Até que um dia acordei. 
Então não pude seguir  Valente lugar-tenente  De dono de gado e gente,  Porque gado a gente marca,  Tange, ferra, engorda e mata,  Mas com gente é diferente. 
Se você não concordar,  Não posso me desculpar,  Não canto para enganar,  Vou pegar minha viola,  Vou deixar você de lado,  Vou cantar noutro lugar. 
Na boiada já fui boi,  Boiadeiro já fui rei,  Não por mim nem por ninguém  Que junto comigo houvesse,  Que quisesse ou que pudesse,  Por qualquer coisa de seu,  Querer mais longe que eu. 
Mas o mundo foi rodando  Nas patas do meu cavalo,  E já que um dia montei,  Agora sou cavaleiro,  Laço firme, braço forte,  De um reino que não tem rei.    Observe: “Na boiada já fui boi.” Isso representa: 
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Ano: 2017 Banca: RBO Órgão: CPTM
Q1229339 Português
A Volta 
Da janela do trem o homem avista a velha cidadezinha que o viu nascer. Seus olhos se enchem de lágrimas. Trinta anos. Desce na estação – a mesma do seu tempo, não mudou nada – e respira fundo. Até o cheiro é o mesmo! Cheiro de mato e poeira. Só não tem mais cheiro de carvão, porque o trem agora é elétrico. E o chefe da estação, será possível? Ainda é o mesmo. Fora a careca, os bigodes brancos, as rugas e o corpo encurvado pela idade, não mudou nada. O homem não precisa perguntar como se chega ao centro da cidade. Vai a pé, guiando-se por suas lembranças. O centro continua como era. A praça. A igreja. A prefeitura. Até o vendedor de bilhetes na frente do Clube Comercial parece o mesmo.  — Você não tinha um cachorro?  — O Cusca? Morreu, ih, faz vinte anos.  O homem sabe que subindo a Rua Quinze vai dar num cinema. O Elite. Sobe a Rua Quinze. O cinema ainda existe. Mas mudou de nome. Agora é o Rex. Do lado tem uma confeitaria. Ah, os doces da infância... Ele entra na confeitaria. Tudo igual. Fora o balcão de fórmica, tudo igual. Ou muito se engana ou o dono ainda é o mesmo. — Seu Adolfo, certo?  — Lupércio.  — Errei por pouco. Estou procurando a casa onde nasci.  Sei que ficava ao lado de uma farmácia.  — Qual delas, a Progresso, a Tem Tudo ou a Moderna?  — Qual é a mais antiga?  — A Moderna.  — Então é essa.  — Fica na Rua Voluntários da Pátria.  Claro. A velha Voluntários. Sua casa está lá intacta. Ele sente vontade de chorar. A cor era outra. Tinham mudado a porta e provavelmente emparedado uma das janelas. Mas não havia dúvida, era a casa da sua infância. Bateu na porta. A mulher que abriu lhe parecia vagamente familiar. Seria...  — Titia?  — Puluca!  — Bem, meu nome é...  — Todos chamavam você de Puluca. Entre.  Ela lhe serviu licor. Perguntou por parentes que ele não conhecia. Ele perguntou por parentes de que ela não se lembrava. Conversaram até escurecer. Então ele se levantou e disse que precisava ir embora. Não podia, infelizmente, demorar se em Riachinho. Só viera matar a saudade. A tia parecia intrigada.  — Riachinho, Puluca?  — É, por quê?  — Você vai para Riachinho? Ele não entendeu.  — Eu estou em Riachinho.  — Não, não. Riachinho é a próxima parada do trem. Você está em Coronel Assis.  — Então eu desci na estação errada! Durante alguns minutos os dois ficaram se olhando em silêncio. Finalmente a velha pergunta: — Como é mesmo o seu nome? 
Mas ele estava na rua, atordoado. E agora? Não sabia como voltar para a estação, naquela cidade estranha.  (Luís Fernando Veríssimo. A mulher do Silva. Porto Alegre. L&PM). 
Considere o trecho abaixo: 
— Qual é a mais antiga?  — A Moderna
A relação de sentido que há entre as palavras em destaque é a mesma que há entre 
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Ano: 2017 Banca: AOCP Órgão: Câmara de Maringá - PR
Q1229296 Português
Lições de pesquisa Lições de pesquisa Para Bourdieu, no social tudo é relacional. As implicações desse postulado teórico da sociologia bourdiana têm sido valiosas, na medida em que coloca o pesquisador em condições de perceber com maior rigor as características específicas dos objetos de estudo. Nessa lógica, o enquadramento do objeto é produzido de forma a permitir perceber a sua posição relativa no conjunto de objetos semelhantes, o que possibilita avaliar, de forma mais acurada, o seu sentido (valor, significado, pertinência) em uma determinada configuração do social. A proposta bourdiana de pôr em jogo as coisas teóricas, por sua vez, obriga o pesquisador a operar com os conceitos, ou seja, usá-los como ferramentas de construção dos fenômenos empíricos que constituem o foco da investigação. É, portanto, o avesso de uma prática acadêmica ainda frequente, em que discursos teóricos antecedem e se articulam a objetos de estudo pré-construídos. O resultado mais comum da sobrevaloração das referências teóricas é o “efeito teoria” (Bourdieu, 1989, p. 47) que leva o pesquisador a enxergar o que já se predispunha a encontrar, ou seja, torna-se a antítese da atividade de pesquisa que se propõe problemas e questões a serem verdadeiramente pesquisados. A recorrência dos quadros teóricos que antecediam as pesquisas — tão comum no início da pós-graduação no Brasil — e impunham-se sobre os objetos de pesquisa foi uma expressão bastante comum desse equívoco. No texto “Teoria como hipótese” (Brandão, 2002), a autora desenvolve essa reflexão referindo-se à pesquisa, entre nós, e explicita o significado operacional das teorias numa perspectiva bastante próxima da proposta por Bourdieu. A recorrência dos quadros teóricos que antecediam as pesquisas — tão comum no início da pós-graduação no Brasil — e impunham-se sobre os objetos de pesquisa foi uma expressão bastante comum desse equívoco. No texto “Teoria como hipótese” (Brandão, 2002), a autora desenvolve essa reflexão referindo-se à pesquisa, entre nós, e explicita o significado operacional das teorias numa perspectiva bastante próxima da proposta por Bourdieu. A recusa dos monismos metodológicos é, a meu ver, uma proposta profundamente adequada ao caráter sempre provisório das pesquisas em decorrência da complexidade dos objetos sociais. As oposições quantitativo x qualitativo, estrutura x história, questionários x entrevistas, micro x macro são falsas e respondem muito mais pela “arrogância da ignorância” (Bourdieu, 1989, p. 25) do que pela adequação teórico-metodológica ao problema sob investigação [...]. BRANDÃO, Zaia. Operando com conceitos: com e para além de Bourdieu. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.1, p. 227-241, jan./abr. 2010. Disponível em: . Acesso em: 16 jul. 2017. Fragmento.
A respeito da recusa de metodologias que obedecem a uma única abordagem, assinale a alternativa que apresenta uma opinião da autora.
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Ano: 2017 Banca: NUCEPE Órgão: SEDUC-PI
Q1227830 Português
RASGANDO A FANTASIA
Uma estratégia aproxima os países que deixaram a rabeira da educação para estrelar no topo dos rankings de ensino: todos formularam um plano de longo prazo para avançar, com metas claras e realistas, e se aferraram a elas com louvável disciplina, sem cair na tentação de recomeçar do zero ao sabor da política. Nesse sentido, a existência do Plano Nacional de Educação (PNE) é uma iniciativa a celebrar no Brasil. Veio com atraso, mas veio. A fragilidade está justamente naquilo que outros fizeram tão bem – ele se desgarra da realidade. Valendo desde junho de 2014, o PNE projeta um país que, dali a dez anos, sairia do pelotão de trás para alcançar a excelência empurrado por um caminhão de dinheiro. Nesse enredo, de fantasia e puro luxo, o Brasil se tornaria a nação que mais investe em educação. [...] Em resumo, o plano nasceu inexequível – e já há sinais claros disso. Se o PNE fosse levado a sério, em 2014 suas metas consumiriam 16,8% do PIB, o triplo do que efetivamente foi gasto. Essa bolada toda sai em porções diferentes dos cofres da União, de estados e municípios. De acordo com a lei em vigor, cada prefeitura é obrigada a despejar na educação 25% do que arrecada, uma dureza em tempos de caixa curto. Pois, caso o script do PNE tivesse deixado o papel no ritmo previsto, nesse mesmo 2014 os municípios deveriam ter separado 60% de todo o bolo arrecadado para a educação, conforme o IDados.
O carnaval de incongruências financeiras impõe uma questão anterior: o Brasil precisa mesmo destinar tanta verba para o ensino? Uma conta clássica mostra que o gasto por aluno aqui, de 6670 reais por ano, de fato ainda é baixo na comparação internacional. Mais dinheiro, portanto, poderia ser bem-vindo. Poderia, assim mesmo, no condicional. A experiência revela que o quinhão brasileiro só vem aumentando – na última década, a fatia do PIB para o setor expandiu-se 57%, perdendo apenas para a Rússia -, mas o nível do ensino continua entre os piores do mundo, e até retrocede em certas métricas. “Acho um erro gastar mais onde se gasta mal”, alerta o economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas. Está aí um quesito em que o Brasil é lembrado – a ineficácia na gestão de recursos públicos. Aos programas vistosos faltam objetivos claros, vigilância permanente e cobrança de resultados. Por questões políticas, muito dinheiro é empatado em obras grandiloquentes, e não no que faz a diferença: o bom professor.
Adaptado de BUSTAMANTE, Luísa. VEJA, n.6, ano 50, ed.2516, 08 fev.2017, p.82-83.
Na frase “Mais dinheiro, portanto, poderia ser bem-vindo.”, o elemento destacado introduz
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Ano: 2017 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Prata - PB
Q1225843 Português
Passagem da noite
É noite. Sinto que é noite não porque a sombra descesse (bem me importa a face negra) mas porque dentro de mim, no fundo de mim, o grito se calou, fez-se desânimo. Sinto que nós somos noite, que palpitamos no escuro e em noite dissolvemos. Sinto que é noite no vento, noite nas águas, na pedra. E que adianta uma lâmpada? E que adianta uma voz? É noite no meu amigo. É noite no submarino. É noite na roça grande. É noite, não é morte, é noite de sono espesso e sem praia. Não é dor, nem paz, é noite, é perfeitamente a noite. Mas, salve, olhar de alegria! E salve, dia que surge! Os corpos saltam do sono, o mundo se recompõe. Que gozo na bicicleta! Existir: seja como for. A fraterna entrega do pão. Amar: mesmo nas canções. De novo andar: as distâncias, as cores, posse das ruas. Tudo que à noite perdemos se nos confia outra vez. Obrigado, coisas fiéis! Saber que ainda há florestas, sinos, palavras; que a terra prossegue seu giro, e o tempo não murchou; não nos diluímos! Chupar o gosto do dia! Clara manhã, obrigado, o essencial é viver!
(Reunião. 10. ed. Rio de Janeiro: José Olympia, 1980. P.88)
Que relação há entre a 3ª estrofe e as anteriores?
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Ano: 2017 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Formoso do Araguaia - TO
Q1225081 Português
Leia o trecho da canção de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e A. Lindsay: 
Seja eu, seja eu  Deixa que eu seja eu  E aceita o que seja seu  Então deixa e aceita eu  Deixa que eu seja o céu  E receba o que seja seu  Anoiteça, amanheça eu  Beija eu, beija eu, beija eu  Me beija  Deixa o que seja seu  Então beba e receba  Meu corpo, no seu corpo  (...)   Analise as afirmações abaixo: 
I- traz poesia e linguagem subjetiva, não se preocupando com a norma culta, seguindo os padrões poéticos. 
II- apresenta a linguagem na norma culta, usada nos variados gêneros, inclusive na poesia. 
III- a linguagem utilizada reflete traços da oralidade, muitas vezes comum ao gênero em que se insere. 
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q1224268 Português
Nos comunicamos por meio da linguagem, portanto, se há comunicação, existe a linguagem. 
Quais são os tipos de linguagens existentes? 
Alternativas
Respostas
27341: C
27342: C
27343: A
27344: B
27345: A
27346: C
27347: B
27348: D
27349: C
27350: C
27351: D
27352: B
27353: D
27354: B
27355: E
27356: E
27357: E
27358: B
27359: C
27360: B