Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2737674 Português

TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 05

A crise dos refugiados: um teste à caridade humana

O contingente de refugiados venezuelanos em Roraima, que já ganha contornos de crise humanitária, representa um teste poucas vezes colocado ao Brasil em sua história recente. Entre números oficiais e estimativas informais, são mais de 40 mil venezuelanos no Estado nortista, alterando drasticamente o cotidiano de seus habitantes. A reação do governo federal tem sido tímida e lenta, de forma que é possível prever a repetição do padrão ocorrido a partir de 2011, quando mais de 44 mil haitianos adentraram o Brasil pelo Acre: destacaram-se ações de entidades religiosas e ONGs, e muito pouco foi feito pelo governo federal para ajudar os refugiados ou mesmo as prefeituras e o governo acreano, que os acolheram inicialmente.

Vale recordar, para dotar o caso brasileiro de perspectiva, a experiência pela qual passou a Alemanha no final de 2015. Em meio à maior crise de refugiados das últimas sete décadas, o país mais rico da Europa funcionou como um ímã para multidões de desvalidos do Oriente Médio e África: após vencer as correntes do Mediterrâneo, escapar do confinamento na Grécia ou Itália e burlar os controles de fronteira em mais de meia dúzia de países, cerca de 1,1 milhão de pessoas foram recebidas na Alemanha. A chanceler Angela Merkel, destoando de quase todos os chefes de Estado do continente, anunciou uma política de portas abertas, vista como oportunidade histórica para que a Alemanha escrevesse um capítulo positivo, do ponto de vista humanitário, de sua história perante o mundo.

Desde então, o apoio popular aos refugiados desapareceu em muitas partes do país, fruto principalmente do estranhamento derivado do choque entre culturas muito distintas. As urnas refletiram essa mudança, levando ao crescimento do poder da direita radical, assim como a uma queda expressiva na própria votação de Merkel.

Formando, a duras penas, um governo de ampla composição partidária, Merkel agora se vê entre o fogo cruzado de seus ministros, que têm posições diversas em relação à imigração. Os social-democratas, esquerdistas que controlam o Ministério dos Negócios Estrangeiros, pleiteiam que, para que a Alemanha continue liderando o continente, é preciso seguir como referência em meio à crise dos refugiados, absorvendo a maior parcela do problema. Já o Ministério do Interior, responsável pelas questões de segurança, é comandado pelos democrata-cristãos, correligionários da própria Merkel: refletindo o eleitorado da direita moderada e contrapondo-se à própria chanceler, defendem critérios rígidos na concessão do direito de permanência dos refugiados na Alemanha, algo que levaria à deportação da maior parte destes.

Dentre os refugiados muçulmanos, muitos têm abraçado a fé cristã como estratégia para evitar a deportação: originários de países que punem severamente as conversões religiosas, eles buscam explorar dispositivo da lei alemã que impede a deportação quando há risco à integridade do refugiado em seu país de origem. Mesmo em tais casos extremos, há brechas legais e atores políticos dispostos a explorá-las.

Vale questionar, assim, se a falta de ação brasileira seria tão condenável quanto as idas e vindas da hospitalidade germânica. Respeitando as devidas proporções e peculiaridades, é fato que o acolhimento dos mais necessitados dificilmente é um tema bem aceito pela opinião pública: triste ocasião na qual se pode vislumbrar os limites da caridade humana.

Disponível em: https://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/paulo-diniz/a-crise-dos-refugiados-um-teste-%C3%A0-caridade-humana-1.1603533. Acesso em: 03/05/2018.

O título do texto poderia ter seu contexto mantido caso a palavra caridade fosse substituída por:

Alternativas
Q2733178 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 ___Pelo mundo afora, os jornais sentem a agulhada de uma conjunção de fatores especialmente

2 desfavoráveis: a recessão mundial, que reduz os gastos com publicidade, e o avanço da Internet, que suga

3 anúncios, sobretudo os pequenos e rentáveis classificados, e também serve como fonte - em geral, gratuita

4 - de informações.

5 ___O binômio recessão-internet está produzindo uma devastação. Alguns jornais encerraram suas

6 atividades e outros estão com dificuldades financeiras. O Seatle Post-Intelligencer, cujos repórteres eram

7 confundidos no exterior com “agentes da CIA", devido ao “intelligencer" no nome do jornal, fechou sua

8 versão imprensa e agora só existe on-line.

9 ___No New York Times, a recessão e o estrago da internet se somaram a decisões duvidosas do grupo

10 empresarial, como a compra do Boston Globe e a construção de uma suntuosa sede na Oitava Avenida, no

11 coração de Nova lorque. Hoje, o grupo deve 1,1 bilhão de dólares. Já vendeu parte do novo prédio, por 225

12 milhões de dólares, e tomou emprestados 250 milhões com o bilionário mexicano Carlos Slim, dono da

13 Claro e da Embratel no Brasil.

14 ___O fechamento de um jornal é o fim de um negócio como outro qualquer. Mas, quando o jornal é o

15 símbolo e um dos últimos redutos do bom jornalismo, não importa quanto isso custe, como é o caso do

16 Time, morrem mais coisas com ele. Morrem uma cultura e uma visão generosa do mundo. Morre um estilo

17 de vida romântico, aventureiro, despojado e corajoso que, como em nenhum outro ramo de negócios une

18 funcionários, consumidores e acionistas em um objetivo comum e maior do que os interesses deles. Desde

19 que os romanos passaram a pregar em locais públicos sua Acta Diurna, o manuscrito no qual informavam

20 sobre as disputas dos gladiadores, nascimentos ou execuções, os jornais começaram a entrar nas veias das

21 sociedades civilizadas. Mas, para chegar ao auge, a humanidade precisou fazer uma descoberta até hoje

22 insubstituível (o papel), duas invenções geniais (a escrita e a impressão) e uma vasta mudança social (a

23 alfabetização). Por isso, um jornal ainda que seja um negócio, não é como vender colírio ou fabricar escadas

24 rolantes.

25 ___O Times está se contorcendo para manter o padrão do seu trabalho. Quem acha que a Internet é o

26 nirvana da democratização da informação, precisa lembrar que o Google tem seu quase monopólio - e

27 divulga notícias de “25 000 fontes" sem pagar um tostão por elas. E quem acha que a internet, por sua

28 natureza virtual, dissemina mais informações e eleva a cultura das massas, precisa ir devagar. O site do

29 Times, com seus 20 milhões de usuários, é o maior site de jornal do mundo. Mas, em média, seus visitantes

30 ficam no site 35 minutos - por mês. Ou 1,10 minuto por dia. Não dá tempo de ler nem um gibi. É como se os

31 internautas passassem numa banca, dessem uma olhada nos títulos expostos e fossem embora. Sem ler

32 nada. É perturbador.


Revista Veja. (Adaptado.)

A substituição proposta para os termos transcritos que mantém o sentido em que foram usados no texto é a da alternativa

Alternativas
Q2728966 Português

As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

A louca vida sexual das plantas

  1. Mal entrou na puberdade e ela só quer, só pensa, em namorar. Uns argumentam que ainda é
  2. jovem, um botão em flor, mas isso nunca foi um grande problema para ela, que vem se
  3. preparando para desabrochar desde que era um brotinho. Apesar de ter criado raízes junto aos
  4. pais, sente que é hora de formar sua própria família e gerar seus rebentos. Para conceber as
  5. sementes dessa transformação silenciosa, a moça se insinua aos quatro ventos, ludibria os
  6. varões e cria sugestivas armadilhas. Se preciso, ela se vestirá de forma sensual e se cobrirá com
  7. perfumes, tudo para deixar sua herança na terra – e, com sorte, gerar bons frutos para as
  8. próximas gerações.
  9. Sob a ótica de uma flor, um jardim é uma grande orgia. Cactos e ipês fazem. Trepadeiras,
  10. claro, fazem. A mais prosaica violeta e a rosa caríssima fazem. De fato, assim que provaram o
  11. gostinho da coisa pela primeira vez, cerca de 145 milhões de anos atrás, 415 milhões de anos
  12. depois de a primeira alga verde chegar à terra firme, as plantas logo perceberam que o sexo
  13. poderia trazer benefícios interessantes. Vamos a eles.
  14. À primeira vista, o sexo parece pouco importante para as plantas. Isso porque a maior parte
  15. delas é hermafrodita: um mesmo indivíduo tem tanto um ovário, sua porção feminina, quanto
  16. grãos de pólen, pequenas estruturas que encerram os gametas masculinos. A reprodução
  17. sexuada, que leva o pólen até o ovário, não deveria, portanto, demandar grandes esforços. Mas
  18. não é isso que acontece na realidade. Uma flor só se entrega ao solitário prazer da fecundação
  19. própria quando sua sobrevivência está sob ameaça. É que um vegetal autofecundado cria
  20. descendentes geneticamente idênticos à mãe. Mal negócio. A reprodução sexuada junta e
  21. embaralha genes de dois indivíduos. O filho nasce com um código genético só dele (é
  22. precisamente o seu caso, leitor ou leitora – você é só um embaralhamento aleatório dos genes
  23. dos seus pais). A vantagem aí é que códigos genéticos novos produzem anticorpos inéditos na
  24. natureza. É uma bela vantagem do ponto de vista da espécie. Se um vírus mortal infectar todos
  25. os indivíduos de uma espécie, alguns vão sobreviver, já que provavelmente terão nascido com
  26. anticorpos que, por sorte, conseguem defende-los do ataque. Se todos tivessem os mesmos
  27. genes, um único ataque viral poderia exterminar a espécie inteira. É por isso que você faz sexo.
  28. Não houvesse essa pressão evolutiva, não existiriam pênis, vagina, tesão, orgasmo. Nada.
  29. Mas voltemos a falar de flores. Como não podem sair do lugar, as flores recorrem a aves,
  30. insetos e pequenos mamíferos — seus polinisadores — para misturar seu material genético ao de
  31. outras. Essa sacada garantiu às plantas floríferas uma diversidade enorme, se comparadas aos
  32. vegetais sem flor, como musgos, pinheiros e samambaias. Ainda assim, isso não quer dizer que
  33. uma flor jamais vai se fecundar sozinha. Há casos em que isso se torna necessário. Em condições
  34. normais, a violeta-africana produz flores no alto de hastes longas, boas para atrair a atenção de
  35. insetos e reproduzir-se embaralhando seus genes com os de outra flor, distante. Mas, se notar
  36. que as condições estão ruins — o clima ficou frio ou quente demais, por exemplo —, a mesma
  37. violeta pode gerar flores de haste curta, que ficam escondidas pelas folhas e se autofecundam
  38. ainda em botão.
  39. Nesse caso, o alerta que vai determinar qual tipo de sexo elas vão praticar é dado por
  40. estruturas celulares especializadas, que registram alterações na intensidade da luz solar ou na
  41. quantidade de horas de escuro. “Uma planta é capaz de perceber mudanças mínimas na oferta
  42. de nutrientes ou mesmo detectar que os dias estão ficando mais curtos e, portanto, o inverno
  43. está chegando”, diz o biólogo Thales Kronenberger, especialista em biologia molecular e
  44. parasitologia.

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/a-louca-vida- sexual-das-plantas/. Acesso em 09 out. 2018.

Considerando-se o conteúdo retratado pelo texto, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2723749 Português

Texto para as questões de 1 a 6.


1 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento

capaz de suprir as necessidades da geração atual,

garantindo a capacidade de atender às necessidades das

4 futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os

recursos para o futuro.

Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre

7 Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações

Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois

objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação

10 ambiental.

Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social

corporativa tornaram‐se parte da estratégia de um número

13 crescente de empresas, cientes da necessária relação entre

retorno econômico, ações sociais e conservação da

natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria

16 prosperidade com o estado da saúde ambiental e o

bem‐estar coletivo da sociedade.

É cada vez mais importante que as empresas tenham

19 consciência de que são parte integrante do mundo e não

consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os

recursos naturais são finitos e de que deles dependem a

22 sobrevivência humana, a conservação da diversidade

biológica e o próprio crescimento econômico é fundamental

para o desenvolvimento sustentável, conceito segundo o

25 qual a utilização dos recursos naturais deve ser feita com

responsabilidade.

O consumidor é cada vez mais consciente do peso

28 ecológico e social de suas próprias escolhas. Assim, para a

empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá,

cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses

31 assuntos, reconhecendo a crescente sensibilidade do

mercado a temáticas como a sustentabilidade e

empenhando‐se em atingir resultados positivos a favor do

34 meio ambiente.

Internet: <www.wwf.org.br> (com adaptações).

Entende‐se da leitura do texto que

Alternativas
Q2723685 Português

Texto para as questões de 1 a 6.


1 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento

capaz de suprir as necessidades da geração atual,

garantindo a capacidade de atender às necessidades das

4 futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os

recursos para o futuro.

Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre

7 Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações

Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois

objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação

10 ambiental.

Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social

corporativa tornaram‐se parte da estratégia de um número

13 crescente de empresas, cientes da necessária relação entre

retorno econômico, ações sociais e conservação da

natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria

16 prosperidade com o estado da saúde ambiental e o

bem‐estar coletivo da sociedade.

É cada vez mais importante que as empresas tenham

19 consciência de que são parte integrante do mundo e não

consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os

recursos naturais são finitos e de que deles dependem a

22 sobrevivência humana, a conservação da diversidade

biológica e o próprio crescimento econômico é fundamental

para o desenvolvimento sustentável, conceito segundo o

25 qual a utilização dos recursos naturais deve ser feita com

responsabilidade.

O consumidor é cada vez mais consciente do peso

28 ecológico e social de suas próprias escolhas. Assim, para a

empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá,

cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses

31 assuntos, reconhecendo a crescente sensibilidade do

mercado a temáticas como a sustentabilidade e

empenhando‐se em atingir resultados positivos a favor do

34 meio ambiente.

Internet: <www.wwf.org.br> (com adaptações).

O objetivo do texto é

Alternativas
Q2723633 Português

Eis a primavera

João saiu do hospital para morrer em casa - e gritou três meses antes de morrer. Para não gastar, a mulher nem uma vez chamou o médico. Não lhe deu a injeção de morfina, a receita azul na gaveta. Ele sonhava com a primavera para sarar do reumatismo, nos dedos amarelos contava os dias.

- Não fosse a umidade do ar ... - gemia para o irmão nas compridas horas da noite.

Já não tinha posição na cama: as costas uma ferida só. Paralisado da cintura para baixo, obrava-se sem querer. A filha tapava o nariz com dois dedos e fugia para o quintal:

- Ai, que fedor ... Meu Deus, que nojo!

Com a desculpa que não podiam vê-lo sofrer, mulher e filha mal entravam no quarto. O irmão Pedro é que o assistia, aliviando as dores com analgésico, aplicando a sonda, trocando o pijama e os lençóis. Afofava o travesseiro, suspendia o corpinho tão leve, sentava-o na cama:

- Assim está melhor?

Chorando no sorriso, a voz trêmula como um ramo de onde o pássaro desferiu voo:

- Agora a dor se mudou ...

Vigiava aflito a janela:

- Quantos dias faltam? Com o sol eu fico bom.

Pele e osso, pescocinho fino, olho queimando de febre lá no fundo. Na evocação do filho morto havia trinta anos:

- Muito engraçado, o camaradinha - e batia fracamente na testa com a mão fechada.

- Com um aninho fazia continência. Até hoje não me conformo.

A saudade do camaradinha acordava-lhe duas grandes lágrimas. No espelho da penteadeira surpreendia o vulto esquivo da filha.

- Essa menina nunca me deu um copo d'água.

Quando o irmão se levantava:

- Fique mais um pouco.

Ali da porta sua querida Maria:

- Um egoísta. Não deixa os outros descansar.

Ao parente que sugeriu uma injeção para os gritos:

- Não sabe que tem aquela doença? Desenganado três vezes. Nada que fazer.

Na ausência do cunhado, esqueciam-no lá no quarto, mulher e filha muito distraídas. Horas depois, quando a dona abria a porta, com o dedo no nariz:

- É que eu me apurei - ele se desculpava, envergonhado.

- Doente não merece viver.

A filha, essa, de longe sempre se abanando:

- Ai, como fede!

Terceiro mês o irmão passou a dormir no quarto. Ao lavar-lhe a dentadura, boquinha murcha, o retrato da mãe defunta? Nem podia sorver o café.

- Só de ruim é que não engole - resmungava a mulher.

Negou-lhe a morfina até o último dia: ele morre, a família fica. Tingiu de preto o vestido mais velho, o enterro seria de terceira.

Ao pé da janela, uma corruíra trinava alegrinha na boca do dia e, na doçura do canto, ele cochilava meia hora bem pequena. Batia a eterna continência, balbuciava no delírio:

- Com quem eu briguei?

- Me conte, meu velho.

- Com Deus - e agitou a mãozinha descarnada. - Tanto não devia judiar de mim.

Fechando os olhos, sentiu a folha que bulia na laranjeira, o pé furtivo do cachorro na calçada, o pingo da torneira no zinco da cozinha - e o alarido no peito de rua barulhenta às seis da tarde. Se a mulher costurava na sala, ele ouvia os furos da agulha no pano.

- Muito acabadinho, o pobre? - lá fora uma vizinha indagava da outra.

Na última noite cochichou ao irmão:

- Depois que eu ... Não deixe que ela me beije!

Ainda uma vez a continência do camaradinha, olho branco em busca da luz perdida, e o irmão enxugava-lhe na testa o suor da agonia.

Mais tarde a mulher abriu a janela para arejar o quarto.

- Eis o sol, meu velho - e o irmão bateu as pálpebras, ofuscado.

Era o primeiro dia de primavera.

(De "O Rei da Terra", Rio, Civilização Brasileira, 1972)

Na ausência do cunhado, esqueciam-no lá no quarto... O termo em destaque funciona como elemento de conexão entre as informações, pois se refere a um termo anteriormente citado. Tal referência é ao:

Alternativas
Q2723629 Português

Eis a primavera

João saiu do hospital para morrer em casa - e gritou três meses antes de morrer. Para não gastar, a mulher nem uma vez chamou o médico. Não lhe deu a injeção de morfina, a receita azul na gaveta. Ele sonhava com a primavera para sarar do reumatismo, nos dedos amarelos contava os dias.

- Não fosse a umidade do ar ... - gemia para o irmão nas compridas horas da noite.

Já não tinha posição na cama: as costas uma ferida só. Paralisado da cintura para baixo, obrava-se sem querer. A filha tapava o nariz com dois dedos e fugia para o quintal:

- Ai, que fedor ... Meu Deus, que nojo!

Com a desculpa que não podiam vê-lo sofrer, mulher e filha mal entravam no quarto. O irmão Pedro é que o assistia, aliviando as dores com analgésico, aplicando a sonda, trocando o pijama e os lençóis. Afofava o travesseiro, suspendia o corpinho tão leve, sentava-o na cama:

- Assim está melhor?

Chorando no sorriso, a voz trêmula como um ramo de onde o pássaro desferiu voo:

- Agora a dor se mudou ...

Vigiava aflito a janela:

- Quantos dias faltam? Com o sol eu fico bom.

Pele e osso, pescocinho fino, olho queimando de febre lá no fundo. Na evocação do filho morto havia trinta anos:

- Muito engraçado, o camaradinha - e batia fracamente na testa com a mão fechada.

- Com um aninho fazia continência. Até hoje não me conformo.

A saudade do camaradinha acordava-lhe duas grandes lágrimas. No espelho da penteadeira surpreendia o vulto esquivo da filha.

- Essa menina nunca me deu um copo d'água.

Quando o irmão se levantava:

- Fique mais um pouco.

Ali da porta sua querida Maria:

- Um egoísta. Não deixa os outros descansar.

Ao parente que sugeriu uma injeção para os gritos:

- Não sabe que tem aquela doença? Desenganado três vezes. Nada que fazer.

Na ausência do cunhado, esqueciam-no lá no quarto, mulher e filha muito distraídas. Horas depois, quando a dona abria a porta, com o dedo no nariz:

- É que eu me apurei - ele se desculpava, envergonhado.

- Doente não merece viver.

A filha, essa, de longe sempre se abanando:

- Ai, como fede!

Terceiro mês o irmão passou a dormir no quarto. Ao lavar-lhe a dentadura, boquinha murcha, o retrato da mãe defunta? Nem podia sorver o café.

- Só de ruim é que não engole - resmungava a mulher.

Negou-lhe a morfina até o último dia: ele morre, a família fica. Tingiu de preto o vestido mais velho, o enterro seria de terceira.

Ao pé da janela, uma corruíra trinava alegrinha na boca do dia e, na doçura do canto, ele cochilava meia hora bem pequena. Batia a eterna continência, balbuciava no delírio:

- Com quem eu briguei?

- Me conte, meu velho.

- Com Deus - e agitou a mãozinha descarnada. - Tanto não devia judiar de mim.

Fechando os olhos, sentiu a folha que bulia na laranjeira, o pé furtivo do cachorro na calçada, o pingo da torneira no zinco da cozinha - e o alarido no peito de rua barulhenta às seis da tarde. Se a mulher costurava na sala, ele ouvia os furos da agulha no pano.

- Muito acabadinho, o pobre? - lá fora uma vizinha indagava da outra.

Na última noite cochichou ao irmão:

- Depois que eu ... Não deixe que ela me beije!

Ainda uma vez a continência do camaradinha, olho branco em busca da luz perdida, e o irmão enxugava-lhe na testa o suor da agonia.

Mais tarde a mulher abriu a janela para arejar o quarto.

- Eis o sol, meu velho - e o irmão bateu as pálpebras, ofuscado.

Era o primeiro dia de primavera.

(De "O Rei da Terra", Rio, Civilização Brasileira, 1972)

O texto: Eis a primavera, de Dalton Trevisan, reflete:

Alternativas
Q2717378 Português

“Foi um namoro tranquilo, macio, sem impaciências, arrebatamentos. Sob a inspiração paterna, ele planificou o romance, de alto a baixo, sem descurar de nenhum detalhe. Antes de mais nada, houve o seguinte acordo:”. Na crônica de Nelson Rodrigues, os termos em destaque podem ser alterados, sem causar alteração no sentido do texto, por:

Alternativas
Q2380659 Português
INSTRUÇÕES: A questão diz respeito ao seguinte TEXTO. Leia-o atentamente antes de respondê-la.


(1) “O soldado magrinho, enfezadinho, tremia. E Fabiano tinha vontade de levantar o facão de novo. Tinha vontade, mas os músculos afrouxavam. Realmente não quisera matar um cristão: procedera como quando, a montar bravo, evitava galhos e espinhos. Ignorava os movimentos que fazia na sela. Alguma coisa o empurrava para a direita ou para a esquerda. Era essa coisa que ia partindo a cabeça do amarelo. Se ele tivesse demorado um minuto, Fabiano seria um (5) cabra valente. Não demorara. A certeza do perigo – e ele estava indeciso, de olho arregalado, respirando com dificuldade, um espanto verdadeiro no rosto barbudo coberto de suor, o cabo do facão mal seguro entre os dois dedos úmidos. Tinha medo e repetia que estava em perigo, mas isso lhe pareceu tão absurdo que se pôs a rir. Medo daquilo? Nunca vira uma pessoa tremer assim. Cachorro. Ele não era dunga na cidade? Não pisava os pés dos matutos, na feira? Não botava gente na cadeia? Sem-vergonha, mofino.”


Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 29ª Edição: São Paulo, Martins, 1971. P. 144-145.
O período “tinha vontade de levantar o facão de novo” (linha 1) é atribuído, na forma como está, ao narrador.

Assinale a alternativa que exemplifica um período que, quando modificado, poderia ser atribuído à Fabiano.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FUMARC Órgão: CEMIG - MG Prova: FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR |
Q2216941 Português
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL


Do moderno ao pós-moderno

Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00

    A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.     Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.     O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.      Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.     A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas.     Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.     Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.     A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização. 
(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/domoderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018)


Anteponha V (verdadeiro) ou F (falso) às asserções, levando em consideração a argumentação do articulista:
( ) Para o autor, a crença no racionalismo, base da reflexão que sustentava a contraposição a dogmas e possibilitava a liberdade, hoje foi suplantada pela incerteza de uns, e pela alienação de outros.
( ) Segundo o autor, na contemporaneidade, o caráter de imediatismo e individualismo da nossa sociedade é fruto do sincretismo religioso do povo brasileiro e da falta de conhecimento da história do Brasil.
( ) A globalização, que se constitui como fenômeno inescapável, apresenta tanto aspectos positivos quanto negativos: no âmbito dos avanços tecnológicos, ao mesmo tempo aproxima e isola pessoas; no econômico, promove grande circulação monetária para uns e desigualdades gritantes, para outros povos.
( ) Em decorrência do apagamento de fronteiras culturais e econômicas, notamse interferências nos preceitos morais dos diversos grupos sociais, sobretudo dos países “colonizados”.
( ) Para Frei Betto, o ceticismo e o hedonismo consumista, marcantes no mundo pós-moderno, construíram uma nova postura ética, uma nova utopia que rejeita o “politicamente incorreto”.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2197749 Português
Leia o texto e, a seguir, responda a questão.

De inimigos a aliados

        Estudo português identifica em vírus grande quantidade de segmentos de proteínas com propriedades antimicrobianas. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de fármacos mais eficazes contra bactérias resistentes.

        Tradicionalmente considerados uma ameaça a todos os seres vivos, os vírus agora começam a ser vistos como aliados na medicina. Pesquisa recente mostra que proteínas virais podem dar origem a fármacos inovadores e mais eficazes para combater doenças causadas por bactérias. Essa descoberta surge como uma esperança para resolver o problema do aumento da resistência dos micróbios aos antibióticos convencionais. A pesquisa serviu de base para a criação do projeto Inpact, uma colaboração internacional que tem como objetivo o desenvolvimento pré-clínico de novos fármacos específicos para determinados tipos de câncer e bactérias patogênicas.
Considerando as relações entre a mensagem e o modo como o texto está organizado é correto afirmar que o/os 
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Q2082441 Português

— A tecnologia não vai substituir o médico e, sim, empoderá-lo. Assim como o paciente, que passa a ser médico dele mesmo. A tecnologia vai resolver as limitações da medicina, que hoje cresce de maneira linear. (ℓ.33-38)

Com base no que se declara nesse fragmento e na sua articulação com o restante do texto, infere-se que
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Ano: 2018 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Procurador | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Enfermeiro | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Física | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Psicólogo | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Artes | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Intérprete de Libras | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Portuguesa | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Especialista em Educação - Psicopedagogo | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Matemática | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Geografia | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ciências | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Arquiteto | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Assistente Social | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Engenheiro Civil | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Farmacêutico | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Jornalista | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico do Trabalho | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Estrangeira (Inglês) | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Nutricionista | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - História | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Infantil | FEPESE - 2018 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial |
Q2062694 Português

Infolatria tecnofágica: a era do smartphone


A cibercultura e as realidades virtuais estão transformando radicalmente a nossa experiência psicossocial coletiva: a forma como vivemos, nos comportamos, nos sentimos, nos compreendemos e a própria realidade ao nosso redor.


Toda essa cultura cibernético-informacional é, de fato, incrivelmente cômoda, útil, funcional, sedutora, mas, ainda assim, afirmamos que mais informação circulando nas redes e mídias não significa de modo algum mais conhecimento assimilado, educação, cidadania; e que muito menos a tecnologia, por si, seja sinal seguro de mais esclarecimento, humanidade, erudição e desenvolvimento cultural. O que vale dizer que mais disponibilidade – de dados, conteúdos, twitters, posts, zaps e congêneres – não determina, por si só, qualquer tipo de evolução cognitiva e intelectual.


Outro mito muito propalado aos quatro ventos é o de que a tecnologia seria essencial e necessariamente benéfica às coletividades humanas. O que é – diga-se – uma balela. Pois nós – que pesquisamos a referida matéria há quase uma década – chegamos à dura conclusão de que as tecnologias sempre acabam servindo primeiro aos poderes hegemônicos já dominantes e, tardiamente, à sociedade de uma maneira mais ampla. Sim, pois os investidores que apostam nesses projetos só o fazem com vistas – é óbvio – ao retorno financeiro que eles possam proporcionar, e não num altruísmo improvável que não tem lugar no mundo materialista e venal que aí está. Mesmo porque vivemos numa realidade mercantilista, cuja lógica comercial rege grande parte das relações sociais humanas e assim molda a realidade factual, consuma o presente e vai plasmando também o próprio futuro. 


Ipso facto, podemos afirmar que a cibercultura e o ciberespaço seguem as mesmas leis, operam no mesmo meio societal, sob o mesmo regime econômico, e, por isso mesmo, estão sujeitos às mesmas dinâmicas. E essa fixação – que hoje se observa em relação, por exemplo, aos smartphones, seu culto e massiva utilização – reflete exatamente essa exploração das massas por meio das tecnologias e da própria cultura que se cria em torno delas. Em pouquíssimas palavras, a pessoa paga uma verdadeira fortuna para comprar o aparelho, e ainda adquire um custo fixo considerável para o fornecimento de um serviço – frise-se – que é executado, em sua maioria, por máquinas e sequências algorítmicas. Sim, pois mais uma linha telefônica conectada à rede de qualquer operadora significa, na prática, apenas um comando de computador.


QUARESMA, Alexandre.


<http://sociologiacienciaevida.com.br/infolatria-tecnofagica-era-do-smartphone/> Acesso em 27/março/2018. [Adaptado]

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Q2061337 Português
Bienal do Livro começa hoje em Brasília

Com grandes nomes da literatura contemporânea, a 4º Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, pretende romper bolhas ideológicas virtuais e reais com a proposta de aproximar grupos com afinidades distintas. O evento começa hoje (18) e vai até o dia 26. O evento irá trazer pela primeira vez ao Brasil autores como o premiado nigeriano Chigozie Obioma, autor do romance Os Pescadores. Também pretende propor reflexões sobre o tema Os outros somos nós, que faz um convite "a mergulhar nas experiências alheias para sentir suas dores e desejos", como descreve a organização.

(Publicado em 18/08/2018 - 09:00 - disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br - com adaptações)
Com base no texto 'Bienal do Livro começa hoje em Brasília', leia as afirmativas a seguir:
I. O evento literário citado na notícia tem por objetivo fortalecer os antigos paradigmas ideológicos, sejam eles virtuais ou reais.
II. O autor utiliza argumentos baseados em dados históricos para tentar desconstruir o propósito da Bienal do Livro.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q2061336 Português
Bienal do Livro começa hoje em Brasília

Com grandes nomes da literatura contemporânea, a 4º Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, pretende romper bolhas ideológicas virtuais e reais com a proposta de aproximar grupos com afinidades distintas. O evento começa hoje (18) e vai até o dia 26. O evento irá trazer pela primeira vez ao Brasil autores como o premiado nigeriano Chigozie Obioma, autor do romance Os Pescadores. Também pretende propor reflexões sobre o tema Os outros somos nós, que faz um convite "a mergulhar nas experiências alheias para sentir suas dores e desejos", como descreve a organização.

(Publicado em 18/08/2018 - 09:00 - disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br - com adaptações)
Com base no texto 'Bienal do Livro começa hoje em Brasília', leia as afirmativas a seguir:
I. O texto afirma que o evento literário em questão está em sua 4ª edição. II. O texto apresentado é uma fábula, cuja característica principal é a narração alegórica, fantasiosa, sem compromisso com a realidade.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q2061335 Português
Bienal do Livro começa hoje em Brasília

Com grandes nomes da literatura contemporânea, a 4º Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, pretende romper bolhas ideológicas virtuais e reais com a proposta de aproximar grupos com afinidades distintas. O evento começa hoje (18) e vai até o dia 26. O evento irá trazer pela primeira vez ao Brasil autores como o premiado nigeriano Chigozie Obioma, autor do romance Os Pescadores. Também pretende propor reflexões sobre o tema Os outros somos nós, que faz um convite "a mergulhar nas experiências alheias para sentir suas dores e desejos", como descreve a organização.

(Publicado em 18/08/2018 - 09:00 - disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br - com adaptações)
Com base no texto 'Bienal do Livro começa hoje em Brasília', leia as afirmativas a seguir:
I. O evento citado na notícia tem a proposta de aproximar grupos com afinidades distintas. II. Em "pretende propor reflexões", o vocábulo "propor" é um verbo intransitivo, pois necessita de complemento.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q2061334 Português
Bienal do Livro começa hoje em Brasília

Com grandes nomes da literatura contemporânea, a 4º Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, pretende romper bolhas ideológicas virtuais e reais com a proposta de aproximar grupos com afinidades distintas. O evento começa hoje (18) e vai até o dia 26. O evento irá trazer pela primeira vez ao Brasil autores como o premiado nigeriano Chigozie Obioma, autor do romance Os Pescadores. Também pretende propor reflexões sobre o tema Os outros somos nós, que faz um convite "a mergulhar nas experiências alheias para sentir suas dores e desejos", como descreve a organização.

(Publicado em 18/08/2018 - 09:00 - disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br - com adaptações)
Com base no texto 'Bienal do Livro começa hoje em Brasília', leia as afirmativas a seguir:
I. No trecho "o evento começa hoje", o vocábulo "evento" refere-se às manifestações populares contra a corrupção que serão realizadas em Brasília.
II. De acordo com o texto, o romance Os Pescadores foi escrito pelo nigeriano Chigozie Obioma.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q2061333 Português
Bienal do Livro começa hoje em Brasília

Com grandes nomes da literatura contemporânea, a 4º Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília, pretende romper bolhas ideológicas virtuais e reais com a proposta de aproximar grupos com afinidades distintas. O evento começa hoje (18) e vai até o dia 26. O evento irá trazer pela primeira vez ao Brasil autores como o premiado nigeriano Chigozie Obioma, autor do romance Os Pescadores. Também pretende propor reflexões sobre o tema Os outros somos nós, que faz um convite "a mergulhar nas experiências alheias para sentir suas dores e desejos", como descreve a organização.

(Publicado em 18/08/2018 - 09:00 - disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br - com adaptações)
Com base no texto 'Bienal do Livro começa hoje em Brasília', leia as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo "descreve", no final do segundo parágrafo, refere-se às "bolhas ideológicas" que deverão ser rompidas pela Bienal do Livro.
II. De acordo com a notícia da Agência Brasil, a Bienal do Livro pretende extrapolar os limites da literatura com a proposta de valorização da música nigeriana.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q2061006 Português
O leopardo

            O Kilimanjaro é aquela montanha na África onde, segundo Hemingway contou, um dia encontraram a carcaça congelada de um leopardo perto do cume, e nunca ficaram sabendo o que o leopardo fazia por lá.
            O leopardo de Hemingway já foi considerado símbolo de muitas coisas: espírito de aventura, a busca solitária do inalcançável, a imprevisibilidade do comportamento humano, a pretensão ou a simples inquietação que move bichos e artistas.
           Num mundo ameaçado de afogamento pelo degelo causado pelo aquecimento global, o leopardo de Hemingway também pode simbolizar o instinto suicida que nos trouxe a este ponto.
          O próprio Kilimanjaro é um termômetro assustador do efeito estufa, cujas consequências e combate se discutem hoje. O pico do monte já perdeu mais de 80% da sua cobertura de neve nos últimos 90 anos, e o cálculo é que a neve desaparecerá por completo nos próximos 20.

(Luiz Fernando Verissimo. http://noblat.oglobo.globo.com. Adaptado)
Um sentido para o vocábulo cálculo que se aplica ao contexto do último parágrafo é
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Q2061004 Português
O leopardo

            O Kilimanjaro é aquela montanha na África onde, segundo Hemingway contou, um dia encontraram a carcaça congelada de um leopardo perto do cume, e nunca ficaram sabendo o que o leopardo fazia por lá.
            O leopardo de Hemingway já foi considerado símbolo de muitas coisas: espírito de aventura, a busca solitária do inalcançável, a imprevisibilidade do comportamento humano, a pretensão ou a simples inquietação que move bichos e artistas.
           Num mundo ameaçado de afogamento pelo degelo causado pelo aquecimento global, o leopardo de Hemingway também pode simbolizar o instinto suicida que nos trouxe a este ponto.
          O próprio Kilimanjaro é um termômetro assustador do efeito estufa, cujas consequências e combate se discutem hoje. O pico do monte já perdeu mais de 80% da sua cobertura de neve nos últimos 90 anos, e o cálculo é que a neve desaparecerá por completo nos próximos 20.

(Luiz Fernando Verissimo. http://noblat.oglobo.globo.com. Adaptado)
O autor explora a figura do “leopardo de Hemingway” para
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Respostas
26641: C
26642: D
26643: C
26644: D
26645: C
26646: E
26647: C
26648: B
26649: B
26650: D
26651: B
26652: C
26653: D
26654: D
26655: B
26656: B
26657: C
26658: D
26659: B
26660: E