Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Precisamos ser leitores. Deixou de ser uma opção qualquer. Precisamos ser leitores, sem pestanejar. Sem hesitar. Sem titubear. Talvez nunca tenha sido uma questão tão, tão, mas tão premente. Não há mais tempo para esperar o melhor tempo. Agora é uma questão de sobrevivência para todos nós. De vida ou de vida. A leitura salvará a sociedade. A leitura salvará o planeta. A leitura salvará o livro. A leitura é o sal da terra e a luz do mundo.
Quem escreve tem incurável fascínio pelos leitores. Os escritores querem criar o seu leitorado, porque sabem que o leitorado lhe dará o único poder que um escritor merece ter: o voto de confiança em sua palavra.
Há diferentes tipos de leitores. Ao definir o seu leitor, o escritor define o que irá fazer para que possa chamá-lo de "seu leitor". Diga-me quem é o seu leitor, e eu lhe direi que tipo de escritor você é. E na outra direção também: diga-me que leitor você é, e eu lhe direi quais os escritores criaram você.
O pensador francês Michel de Certeau dizia que o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Este leitor caçador invade, na página, a mente de outra pessoa. E captura imagens. Persegue palavras e prepara armadilhas para os conceitos mais ariscos. O leitor caçador coleciona em sua biblioteca particular, como se troféus fossem, os autores que um dia alvejou com seu olhar.
Outro francês, menos conhecido, o professor Vincent Jouve, acha que o leitor é um voyeur legítimo. É um caçador diferente do anterior. É um caçador Contemplativo, que mantém distância. Gosta de olhar e ver, mirar, acompanhar de longe os gestos dos personagens. Este leitor furtivo abre o livro como quem fica por trás da persiana, observando o movimento da rua.
O escritor argentino Ricardo Piglia definiu, em seu livro O último leitor, que o leitor é justamente aquele que busca o sentido da experiência perdida. E é assim que este outro tipo de leitor caçador recupera todo o tempo que perdeu e simultaneamente ganhou na leitura.
Para o romancista russo-americano Vladimir Nobokov, leitor é aquele que vai construindo um dicionário cerebral abundante, complexo, e, desse modo, adquire sentido artístico ao falar e escrever. Este tipo de leitor é forte candidato a ser escritor. É também um caçador. Talvez um "caçador de mim", porque a leitura leva-o a conhecer-se melhor e a expressar-se com mais agudeza.
Kafka reconhecia-se como um leitor lento. Por ser meticuloso demais este tipo de leitor não tem pressa. Parece-lhe necessário avançar com redobrado cuidado no labirinto do texto. E para que, afinal, ler correndo e não perceber a realidade nua, dura, crua?
A escritora e ensaísta Francine Prose faz um alerta. Quem lê muito rápido entenderá a narrativa, as ideias, as verdades de um texto, mas tal rapidez pode tornar-se sério empecilho para saborear as entrelinhas.
Guimarães Rosa queixava-se dos leitores analfabetos para as entrelinhas. O leitor que corre nas linhas pode vencer na velocidade dos parágrafos, mas perde na maratona da compreensão profunda. E Rubem Alves, mestre de leituras, tinha outra queixa: quem lê rapidamente aquilo que o autor levou talvez uma década para pensar e produzir comete uma grande falta de respeito com o escritor. Nietzsche, uma das paixões de Rubem Alves, confessou: "Não fui, em vão, filólogo, e ainda o sou talvez. Filólogo quer dizer mestre na leitura lenta".
O leitor lento (não sonolento) medita, rumina, assimila as palavras, e as transforma em carne da sua carne. Adquire a autoridade da leitura. O leitor lento, atento, desenvolve a capacidade de caminhar com decisão em direção ao seu destino.
Em busca de seu leitorado, o escritor faz uma incansável campanha verbal. Machado de Assis, falando através de seus narradores, refere-se ao "amado leitor". Não sejamos ingênuos, porém. Há uma pitada de ironia nesse amor. Machado também o chama "fino leitor", "leitor pacato", "curioso leitor". São
provocações para que o leitor leia melhor. Para que sejamos realmente finos e curiosos. Ainda que continuemos cultivando a pacatez .
Num dos seus poemas em prosa, Mario Quintana constata em si a atitude quixotesca. Tal atitude o leva a recriar as coisas em imagens (diferentemente de Sancho Pança, que vê apenas a realidade). Ao invés de solucionar a contenda entre Quixote poético e Sancho pragmático, Quintana afirma que sua "atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele". E é isso o que o poeta faz: repassa ao "pobre leitor" o enigma da leitura.
Tornar-se leitor consiste em assumir o claro enigma da própria existência humana. Habilidades e competências serão inúteis, se não houver (estou pensando na educação integral) algo mais do que viver somente no plano do que é prático, eficaz, do que é produtivo, lucrativo. Os moinhos de vento tornaram-se, de fato, guerreiros gigantes.
Educação. São Paulo: Segmento,n.251.set.2018
Em relação às vozes marcadas no texto, o autor recorre
Precisamos ser leitores. Deixou de ser uma opção qualquer. Precisamos ser leitores, sem pestanejar. Sem hesitar. Sem titubear. Talvez nunca tenha sido uma questão tão, tão, mas tão premente. Não há mais tempo para esperar o melhor tempo. Agora é uma questão de sobrevivência para todos nós. De vida ou de vida. A leitura salvará a sociedade. A leitura salvará o planeta. A leitura salvará o livro. A leitura é o sal da terra e a luz do mundo.
Quem escreve tem incurável fascínio pelos leitores. Os escritores querem criar o seu leitorado, porque sabem que o leitorado lhe dará o único poder que um escritor merece ter: o voto de confiança em sua palavra.
Há diferentes tipos de leitores. Ao definir o seu leitor, o escritor define o que irá fazer para que possa chamá-lo de "seu leitor". Diga-me quem é o seu leitor, e eu lhe direi que tipo de escritor você é. E na outra direção também: diga-me que leitor você é, e eu lhe direi quais os escritores criaram você.
O pensador francês Michel de Certeau dizia que o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Este leitor caçador invade, na página, a mente de outra pessoa. E captura imagens. Persegue palavras e prepara armadilhas para os conceitos mais ariscos. O leitor caçador coleciona em sua biblioteca particular, como se troféus fossem, os autores que um dia alvejou com seu olhar.
Outro francês, menos conhecido, o professor Vincent Jouve, acha que o leitor é um voyeur legítimo. É um caçador diferente do anterior. É um caçador Contemplativo, que mantém distância. Gosta de olhar e ver, mirar, acompanhar de longe os gestos dos personagens. Este leitor furtivo abre o livro como quem fica por trás da persiana, observando o movimento da rua.
O escritor argentino Ricardo Piglia definiu, em seu livro O último leitor, que o leitor é justamente aquele que busca o sentido da experiência perdida. E é assim que este outro tipo de leitor caçador recupera todo o tempo que perdeu e simultaneamente ganhou na leitura.
Para o romancista russo-americano Vladimir Nobokov, leitor é aquele que vai construindo um dicionário cerebral abundante, complexo, e, desse modo, adquire sentido artístico ao falar e escrever. Este tipo de leitor é forte candidato a ser escritor. É também um caçador. Talvez um "caçador de mim", porque a leitura leva-o a conhecer-se melhor e a expressar-se com mais agudeza.
Kafka reconhecia-se como um leitor lento. Por ser meticuloso demais este tipo de leitor não tem pressa. Parece-lhe necessário avançar com redobrado cuidado no labirinto do texto. E para que, afinal, ler correndo e não perceber a realidade nua, dura, crua?
A escritora e ensaísta Francine Prose faz um alerta. Quem lê muito rápido entenderá a narrativa, as ideias, as verdades de um texto, mas tal rapidez pode tornar-se sério empecilho para saborear as entrelinhas.
Guimarães Rosa queixava-se dos leitores analfabetos para as entrelinhas. O leitor que corre nas linhas pode vencer na velocidade dos parágrafos, mas perde na maratona da compreensão profunda. E Rubem Alves, mestre de leituras, tinha outra queixa: quem lê rapidamente aquilo que o autor levou talvez uma década para pensar e produzir comete uma grande falta de respeito com o escritor. Nietzsche, uma das paixões de Rubem Alves, confessou: "Não fui, em vão, filólogo, e ainda o sou talvez. Filólogo quer dizer mestre na leitura lenta".
O leitor lento (não sonolento) medita, rumina, assimila as palavras, e as transforma em carne da sua carne. Adquire a autoridade da leitura. O leitor lento, atento, desenvolve a capacidade de caminhar com decisão em direção ao seu destino.
Em busca de seu leitorado, o escritor faz uma incansável campanha verbal. Machado de Assis, falando através de seus narradores, refere-se ao "amado leitor". Não sejamos ingênuos, porém. Há uma pitada de ironia nesse amor. Machado também o chama "fino leitor", "leitor pacato", "curioso leitor". São
provocações para que o leitor leia melhor. Para que sejamos realmente finos e curiosos. Ainda que continuemos cultivando a pacatez .
Num dos seus poemas em prosa, Mario Quintana constata em si a atitude quixotesca. Tal atitude o leva a recriar as coisas em imagens (diferentemente de Sancho Pança, que vê apenas a realidade). Ao invés de solucionar a contenda entre Quixote poético e Sancho pragmático, Quintana afirma que sua "atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele". E é isso o que o poeta faz: repassa ao "pobre leitor" o enigma da leitura.
Tornar-se leitor consiste em assumir o claro enigma da própria existência humana. Habilidades e competências serão inúteis, se não houver (estou pensando na educação integral) algo mais do que viver somente no plano do que é prático, eficaz, do que é produtivo, lucrativo. Os moinhos de vento tornaram-se, de fato, guerreiros gigantes.
Educação. São Paulo: Segmento,n.251.set.2018
Há subjacente, no texto de Perrisé, uma concepção de leitura que considera o ato de ler como
(Adaptado de: MACHADO, Raquel Cavalcanti Ramos; RIVERA, Laura Nathalie Hernandez. Democratização na era digital. Revista Brasileira de Políticas Públicas, Brasília, v. 7, no 3, 2017, p. 601-616)
Da interpretação do texto depreende-se que
Precisamos ser leitores. Deixou de ser uma opção qualquer. Precisamos ser leitores, sem pestanejar. Sem hesitar. Sem titubear. Talvez nunca tenha sido uma questão tão, tão, mas tão premente. Não há mais tempo para esperar o melhor tempo. Agora é uma questão de sobrevivência para todos nós. De vida ou de vida. A leitura salvará a sociedade. A leitura salvará o planeta. A leitura salvará o livro. A leitura é o sal da terra e a luz do mundo.
Quem escreve tem incurável fascínio pelos leitores. Os escritores querem criar o seu leitorado, porque sabem que o leitorado lhe dará o único poder que um escritor merece ter: o voto de confiança em sua palavra.
Há diferentes tipos de leitores. Ao definir o seu leitor, o escritor define o que irá fazer para que possa chamá-lo de "seu leitor". Diga-me quem é o seu leitor, e eu lhe direi que tipo de escritor você é. E na outra direção também: diga-me que leitor você é, e eu lhe direi quais os escritores criaram você.
O pensador francês Michel de Certeau dizia que o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Este leitor caçador invade, na página, a mente de outra pessoa. E captura imagens. Persegue palavras e prepara armadilhas para os conceitos mais ariscos. O leitor caçador coleciona em sua biblioteca particular, como se troféus fossem, os autores que um dia alvejou com seu olhar.
Outro francês, menos conhecido, o professor Vincent Jouve, acha que o leitor é um voyeur legítimo. É um caçador diferente do anterior. É um caçador Contemplativo, que mantém distância. Gosta de olhar e ver, mirar, acompanhar de longe os gestos dos personagens. Este leitor furtivo abre o livro como quem fica por trás da persiana, observando o movimento da rua.
O escritor argentino Ricardo Piglia definiu, em seu livro O último leitor, que o leitor é justamente aquele que busca o sentido da experiência perdida. E é assim que este outro tipo de leitor caçador recupera todo o tempo que perdeu e simultaneamente ganhou na leitura.
Para o romancista russo-americano Vladimir Nobokov, leitor é aquele que vai construindo um dicionário cerebral abundante, complexo, e, desse modo, adquire sentido artístico ao falar e escrever. Este tipo de leitor é forte candidato a ser escritor. É também um caçador. Talvez um "caçador de mim", porque a leitura leva-o a conhecer-se melhor e a expressar-se com mais agudeza.
Kafka reconhecia-se como um leitor lento. Por ser meticuloso demais este tipo de leitor não tem pressa. Parece-lhe necessário avançar com redobrado cuidado no labirinto do texto. E para que, afinal, ler correndo e não perceber a realidade nua, dura, crua?
A escritora e ensaísta Francine Prose faz um alerta. Quem lê muito rápido entenderá a narrativa, as ideias, as verdades de um texto, mas tal rapidez pode tornar-se sério empecilho para saborear as entrelinhas.
Guimarães Rosa queixava-se dos leitores analfabetos para as entrelinhas. O leitor que corre nas linhas pode vencer na velocidade dos parágrafos, mas perde na maratona da compreensão profunda. E Rubem Alves, mestre de leituras, tinha outra queixa: quem lê rapidamente aquilo que o autor levou talvez uma década para pensar e produzir comete uma grande falta de respeito com o escritor. Nietzsche, uma das paixões de Rubem Alves, confessou: "Não fui, em vão, filólogo, e ainda o sou talvez. Filólogo quer dizer mestre na leitura lenta".
O leitor lento (não sonolento) medita, rumina, assimila as palavras, e as transforma em carne da sua carne. Adquire a autoridade da leitura. O leitor lento, atento, desenvolve a capacidade de caminhar com decisão em direção ao seu destino.
Em busca de seu leitorado, o escritor faz uma incansável campanha verbal. Machado de Assis, falando através de seus narradores, refere-se ao "amado leitor". Não sejamos ingênuos, porém. Há uma pitada de ironia nesse amor. Machado também o chama "fino leitor", "leitor pacato", "curioso leitor". São
provocações para que o leitor leia melhor. Para que sejamos realmente finos e curiosos. Ainda que continuemos cultivando a pacatez .
Num dos seus poemas em prosa, Mario Quintana constata em si a atitude quixotesca. Tal atitude o leva a recriar as coisas em imagens (diferentemente de Sancho Pança, que vê apenas a realidade). Ao invés de solucionar a contenda entre Quixote poético e Sancho pragmático, Quintana afirma que sua "atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele". E é isso o que o poeta faz: repassa ao "pobre leitor" o enigma da leitura.
Tornar-se leitor consiste em assumir o claro enigma da própria existência humana. Habilidades e competências serão inúteis, se não houver (estou pensando na educação integral) algo mais do que viver somente no plano do que é prático, eficaz, do que é produtivo, lucrativo. Os moinhos de vento tornaram-se, de fato, guerreiros gigantes.
Educação. São Paulo: Segmento,n.251.set.2018
Quanto à progressão temática, o autor
(Adaptado de: COSTA, Emília Viotti da. A Abolição. São Paulo: Editora Unesp, 2010, p. 49-52)
Considere as afirmações abaixo.
I. De acordo com a autora, o texto do projeto apresentado à Câmara era ambíguo. II. Os defensores do projeto argumentavam que o direito à propriedade não era um direito legítimo. III. Os opositores do projeto argumentavam que este contrariava um direito assegurado pela Constituição.
Está correto o que se afirma APENAS em
Não há palavras que possam dar uma ideia adequada da grandiosidade de nosso progresso. A princípio era relativamente lento; mas logo sentimos que verdadeiramente estávamos em marcha, e então todos aqueles para quem o veículo era novo devem haver-se dado conta de que a aplicação da força locomotora estava estabelecendo uma nova era no estado da sociedade, cujo resultado definitivo é impossível colocar-se.
Apud HARDMAN, Francisco Foot. Trem fantasma: a modernidade na selva. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. (adaptado).
As impressões desse observador sugerem a(o)
Considerando a tipologia, as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item. No segmento “o que aumenta a precisão do procedimento” (linhas 10 e 11), o vocábulo “o”, em “o que”, refere‐se ao fato de exames de imagens serem feitos, nas salas híbridas, durante a operação.
A frase abaixo em que isso ocorre com o termo sublinhado é:
Ao afirmar que “o que antes era vertical se horizontaliza” (2º parágrafo), a autora está defendendo que, na internet,
A autora revela a opinião de que
TEXTO 3
“Um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização”
O professor de direito constitucional da PUC, Marcelo Figueiredo, disse neste sábado à rádio Jovem Pan que a censura imposta à Crusoé e a O Antagonista fere a democracia.
“O episódio é um precedente perigoso para a liberdade de imprensa porque se cada ministro se sentir agravado com uma reportagem e mandar cassar o veículo de comunicação, nós voltamos a um Estado ditatorial, antidemocrático”, afirmou.
“Acensura ao site Antagonista e à revista Crusoé entrará como um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização. Por outro lado, tem que se celebrar. Amobilização da sociedade e o posicionamento certeiro de ministros do Supremo que discordam do conjunto de absurdos que têm sido praticados.”
(Fonte: https://www.oantagonista.com/brasil/um-dos-fatos-mais-lamentaveis-da-nossa-historia-pos-redemocratizacao/)
TEXTO 1
Andarilho beija-flor
(Composição: Marquinhos da Serrinha/ Intérprete: Flávio José)
Eu não creio que somente palavras me façam viver
Nem que os sonhos perdidos me impeçam de sentir prazer
Nada quanto sonhei ou que fiz e errei foi em vão
Eu prefiro escutar o que pede esse meu coração
Eu não posso negar que ainda sofro lembrando você
E que, às vezes, faz mal um só peito tentando querer
Mas também superei pra mim mesmo e parei de sonhar
E aprendi que, quem ama, é preciso primeiro se amar
Não mudo, não!
Meu coração me fez assim,
Me ensinou gostar de mim, deu mais sentido em meu viver
Prefiro ser um andarilho beija-flor
Pra que vou dar o meu amor pra quem sequer amor quer ter?
(Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/andarilho-beija-flor/)
TEXTO 2
Codinome beija-flor
(Composição: Agenor Neto / Jose Neves / Reinaldo Arias; Intérprete: Cazuza)
Pra que mentir, fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor (nunca)
Pra qualquer um na rua, Beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
(Fonte: https://www.letras.mus.br/cazuza/468416/)
TEXTO 1
Andarilho beija-flor
(Composição: Marquinhos da Serrinha/ Intérprete: Flávio José)
Eu não creio que somente palavras me façam viver
Nem que os sonhos perdidos me impeçam de sentir prazer
Nada quanto sonhei ou que fiz e errei foi em vão
Eu prefiro escutar o que pede esse meu coração
Eu não posso negar que ainda sofro lembrando você
E que, às vezes, faz mal um só peito tentando querer
Mas também superei pra mim mesmo e parei de sonhar
E aprendi que, quem ama, é preciso primeiro se amar
Não mudo, não!
Meu coração me fez assim,
Me ensinou gostar de mim, deu mais sentido em meu viver
Prefiro ser um andarilho beija-flor
Pra que vou dar o meu amor pra quem sequer amor quer ter?
(Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/andarilho-beija-flor/)
Era uma vez um músico/compositor que, como muitos outros (provavelmente todos), sonhava em ter seu trabalho reconhecido e poder viver da sua própria música. Trabalhou duro e um belo dia, nos encontros que a música lhe proporcionava, conheceu uma pessoa e se apaixonou perdidamente. Ficou ainda mais inspirado, compôs várias músicas dedicadas ao seu novo amor e teve ainda mais motivação para acreditar que seu trabalho ganharia o reconhecimento merecido. Dito e feito, o tal músico ficou mais famoso do que ele mesmo imaginava ser possível, suas músicas estavam na boca do povo, embalando novos casais, tocando na entrada da noiva e sendo até tema de novela. Não tinha um que não desse um suspiro com suas músicas apaixonadas. Porém, um belo dia, o tal músico notou que as coisas já não eram mais como antes, que seu relacionamento trazia mais tristezas do que alegrias e que continuar era um erro. O casal decidiu se separar, e a decepção foi tão grande que cantar as músicas que fez para aquela pessoa que já não estava mais ao seu lado lhe causava muita dor! E agora, o que fazer? Mesmo que suas músicas lhe tragam dor e angústia, um mar de gente espera ansiosa e emocionada para ouvir aquelas músicas que, para eles, marcam os momentos mais felizes e importantes de suas vidas. Essa história é fictícia, mas me peguei pensando esses dias, será que existem muitos músicos nessa situação? Artistas que a cada apresentação precisam lidar com suas próprias dores para levar alegria a outras pessoas? Acho que nunca mais vou assistir a um show da mesma forma!
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2019/10/sera-clara-braga.html. Acesso em: 25 out. 2019.
Em relação ao termo destacado em “O casal decidiu se separar”, assinale a alternativa correta.
Para um país como o Brasil, em que a diversidade cultural é imensa, pode parecer estranho quando se fala na história dos nossos antepassados. Ainda mais se pensarmos na forma como ocorreu a formação da nossa sociedade, a partir das influências recebidas dos diferentes ciclos migratórios. Saber a história de uma nação significa resgatar e preservar a tradição daqueles que contribuíram para que chegássemos ao ponto em que nos encontramos. Trata-se de uma oportunidade única para compreender, inclusive, a nossa própria identidade. A despeito da visão europeia, que ainda é predominante nos livros didáticos e paradidáticos, há outra corrente que defende que a história da humanidade seja contada com base em outros relatos e visões de mundo. Nesse sentido, existe uma legislação federal que torna obrigatório o ensino nas escolas da cultura afro-brasileira e indígena. Essa lei, que acaba de completar dez anos, infelizmente ainda é pouco conhecida. Compete a nós, militantes e especialistas da área de educação, colocarmos isso em prática. Como exemplo, podemos citar o que ocorre em Santo André, na região do ABC paulista. No final de 2013, teve início a capacitação sobre cultura indígena para os professores de Educação Física da rede municipal de ensino. O objetivo é fazer com que o docente passe a utilizar em suas aulas as danças, os jogos cooperativos e as brincadeiras oriundas dessa tradição. Trazer essa visão de mundo para os alunos é importante para se perceber como a influência desse povo se faz muito presente no nosso dia a dia. Para ficar em um só aspecto, vale mencionar o hábito do banho diário. Sem falar nas centenas de palavras e termos de origem indígena que usamos para nos expressar. Essa percepção, que por vezes passa despercebida face ao contexto globalizado em que vivemos, é fundamental para mostrar às nossas crianças e jovens a riqueza da cultura e da tradição dos primeiros habitantes do nosso país. Ao oferecer essa possibilidade aos alunos, estamos contribuindo para resgatar o papel dos índios na formação do Brasil. Serve, ainda, para evitar possíveis percepções preconceituosas em relação a esse povo, que deve ser reverenciado pelas inúmeras contribuições que, hoje, encontram-se naturalmente incorporadas ao nosso cotidiano. Significa também dar à cultura indígena o devido protagonismo que ela tanto merece. Gilmar Silvério. Disponível em: http://www.gazetadigital.com.br/editorias/opiniao/a-importancia-de-conhecer-a-nossa-historia/419455. Acesso em 07/04/2019. Adaptado.
Na abordagem que faz do tema selecionado, o autor do Texto defende principalmente que:
Analise as informações que se apresentam a seguir.
1) Em seu processo de formação, nossa sociedade sofreu influências de culturas diversas. 2) Conhecer bem a nossa história é uma das formas de compreender a nossa identidade. 3) Sempre que a história da humanidade é contada com base em outros relatos e visões de mundo, ela é falseada. 4) Ainda é pouco conhecida a lei que torna obrigatório, nas escolas, o ensino da cultura afro-brasileira e indígena.
Estão de acordo com o Texto:
(Victor Calcagno, “Sobre o feminismo”. Época, 17.06.2019. Adaptado)
Identifica-se trecho com termos empregados em linguagem figurada em:
Era uma vez um músico/compositor que, como muitos outros (provavelmente todos), sonhava em ter seu trabalho reconhecido e poder viver da sua própria música. Trabalhou duro e um belo dia, nos encontros que a música lhe proporcionava, conheceu uma pessoa e se apaixonou perdidamente. Ficou ainda mais inspirado, compôs várias músicas dedicadas ao seu novo amor e teve ainda mais motivação para acreditar que seu trabalho ganharia o reconhecimento merecido. Dito e feito, o tal músico ficou mais famoso do que ele mesmo imaginava ser possível, suas músicas estavam na boca do povo, embalando novos casais, tocando na entrada da noiva e sendo até tema de novela. Não tinha um que não desse um suspiro com suas músicas apaixonadas. Porém, um belo dia, o tal músico notou que as coisas já não eram mais como antes, que seu relacionamento trazia mais tristezas do que alegrias e que continuar era um erro. O casal decidiu se separar, e a decepção foi tão grande que cantar as músicas que fez para aquela pessoa que já não estava mais ao seu lado lhe causava muita dor! E agora, o que fazer? Mesmo que suas músicas lhe tragam dor e angústia, um mar de gente espera ansiosa e emocionada para ouvir aquelas músicas que, para eles, marcam os momentos mais felizes e importantes de suas vidas. Essa história é fictícia, mas me peguei pensando esses dias, será que existem muitos músicos nessa situação? Artistas que a cada apresentação precisam lidar com suas próprias dores para levar alegria a outras pessoas? Acho que nunca mais vou assistir a um show da mesma forma!
Disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/2019/10/sera-clara-braga.html. Acesso em: 25 out. 2019.
De acordo com o texto, é correto afirmar que