Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 27.805 questões

Q2720262 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Seu aparelho de ar-condicionado está deixando o planeta mais quente


1 Sol, praia, calor. O Brasil é tipicamente conhecido por suas características tropicais. Apesar

2 disso, pouca gente nega um bom ar-condicionado em dias quentes. No verão do ano passado, a

3 venda desses aparelhos bateu recorde. Temos, atualmente, um total de 139 milhões de unidades

4 funcionando. Mas não é só o brasileiro que ama um friozinho artificial — Estados Unidos e Japão

5 detêm a maior parte dos exemplares mundiais. Porém, de acordo com um relatório divulgado pela

6 Agência Internacional de Energia (IEA), um irônico paradoxo foi confirmado: o aumento na

7 quantidade de aparelhos de ar-condicionado está deixando o mundo mais quente. No mundo, a

8 quantidade de ares-condicionados está concentrada em um pequeno número de países (nos

9 Estados Unidos, 90% das residências possuem). Mas à medida que a renda aumenta e as

10 populações crescem nas nações emergentes, especialmente em regiões quentes, o uso dos

11 aparelhos se torna cada vez mais comum. E as estatísticas provam: o funcionamento de ares-

12 condicionados e ventiladores já representa cerca de um quinto do total da eletricidade gasta em

13 edifícios de todo o mundo — ou 10% do consumo global.

14 Os números ficam cada vez mais exorbitantes: hoje, temos cerca de 1,6 bilhão de

15 aparelhos funcionando. Para 2050, a perspectiva é de impressionantes 5,6 bilhões. Considerando

16 também o crescimento populacional, na metade do século teremos uma estimativa de um ar-

17 condicionado para cada duas pessoas do mundo. E a demanda pelo uso de climatizadores vai

18 mais que triplicar: eles consumirão a mesma quantidade de energia que China e Índia juntas.

19 Ok, você já entendeu que temos muitos ares-condicionados pelo mundo. Mas voltemos à

20 questão principal: como eles estão tornando o planeta mais quente? Para começar, a população

21 usa “errado”. Os consumidores atuais não se preocupam em comprar aparelhos mais eficientes,

22 que gastem menos energia. A competência média dos exemplares comprados hoje é menos da

23 metade do que está normalmente disponível para venda, com cerca de um terço da tecnologia

24 dos mais eficientes. Isso pode se converter no fator econômico: geralmente os mais baratos são

25 mais simples. Mas a questão crucial é, lógico, a influência que esses bilhões de aparelhos exercem

26 na temperatura do planeta. As emissões de gases estufa liberados pelas usinas de carvão e gás

27 natural ao gerar eletricidade para os ares-condicionados quase dobrariam — de 1,25 bilhão de

28 toneladas em 2016 para 2,28 bilhões de toneladas em 2050. Essas emissões impactariam

29 significativamente o aquecimento global — o que aumentaria ainda mais a demanda por ar-

30 condicionado.

31 Sim, é um ciclo vicioso. O conforto tem um preço, e ele é bem alto. E o relatório cita

32 exemplos bem ilustrativos da situação: quanto mais aumenta a renda de uma família, cresce

33 também o número de eletrodomésticos como geladeiras e televisores. Esses aparelhos geram

34 calor, deixando o ambiente mais quente. Solução: comprar um ar-condicionado. E a maioria dos

35 ares-condicionados funcionam, em parte, “jogando” o ar quente para o lado de fora, também

36 tornando a vizinhança mais quente. Segundo estimativas, o aparelho pode elevar a temperatura

37 durante a noite em cerca de um grau Celsius em algumas cidades. Ou seja, se um número

38 suficiente de vizinhos comprar um ar-condicionado, a temperatura da sua casa pode aumentar a

39 ponto de você precisar fazer o mesmo.

40 Apesar do aparente caos cíclico sem solução, o relatório termina esperançoso. Ele fala

41 sobre o “Cenário de Refrigeração Eficiente”, um caminho que se baseia numa forte ação política

42 para limitar o uso de energia com a finalidade de resfriar os espaços. E, principalmente, fala sobre

43 investir em aparelhos mais competentes. Essa simples atitude pode reduzir a demanda futura de

44 energia pela metade — em comparação com as suposições feitas baseadas no consumo atual.

45 Também torna tudo mais barato: seguindo os padrões do Cenário de Refrigeração Eficiente, pode-

46 se reduzir os custos de investimento, combustíveis e outros gastos gerados por essa indústria do

47 frio em três trilhões de dólares até 2050. E, por último, esse cenário reduziria as emissões de

48 gases estufa pela metade. Ele está de acordo com os objetivos climáticos previstos no Acordo de

49 Paris. Então lembre-se, pelo bem do futuro do planeta, quando for comprar um ar-condicionado,

50 tenha certeza de que as especificações de eficiência são as melhores possíveis.


Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/seu-aparelho-de-ar-condicionado-esta-deixando-o-planeta-mais-quente/. Acesso em 17 mai. 2018.

A locução conjuntiva “à medida que” (l. 09) exprime uma ideia de:

Alternativas
Q2717441 Português

Quanto à flexão dos numerais, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2717439 Português

Assinale a alternativa CORRETA que apresenta substantivo biforme:

Alternativas
Q2380660 Português
Com base nos conhecimentos sobre a estrutura e a formação de palavras, assinale a alternativa em que, TODO o conjunto, foi adicionado um prefixo e um sufixo ao radical das palavras.
Alternativas
Q2380656 Português
Assinale a alternativa em que o prefixo “a” funciona com sentido de aproximação, direção, aumento e transformação.
Alternativas
Q2217567 Português

Há marcas que vivem da inclusão, e outras que vivem da exclusão

Contardo Calligaris


      Meu telefone, um iPhone 6, estava cada vez mais lento. Não era por nenhuma das causas apontadas nas inúmeras salas de conversa entre usuários de iPhones vagarosos.

     Era mesmo o processador que estava se tornando exasperadamente lento, ao ponto em que havia um intervalo sensível de tempo entre digitar e a letra aparecer na tela.

     Deixei para resolver quando chegasse a Nova York, onde, aliás, a coisa piorou: era suficiente eu tirar o celular do bolso ou deixá-lo num bolso externo (que não estivesse em contato com o calor do corpo) para que a carga da bateria baixasse, de repente, de 60% a zero.

       Pensei que três anos é mesmo o tempo de vida útil para uma bateria. E lá fui à loja da Apple na Broadway. 

      Esperei duas horas para enfim ter acesso a alguém que me explicou que testaria minha bateria. Depois de contemplarmos os gráficos lindos e coloridos deixados no tablet pelo meu telefone, anunciou que minha bateria ainda não justificava uma troca – no tom pernóstico de um plantonista que sabe que não tem leitos disponíveis e manda você para casa com aquela dor no peito e a "certeza" de que "você não está enfartando, deve ser só digestão".

     O mesmo jovem propôs uma reinstalação do sistema operacional, – que é uma trivialidade, mas foi anunciada como se fosse um cateterismo das coronárias.

      Passei a noite me recuperando, ou seja, reinstalando aplicativos. Resultado: telefone lento como antes.

      Voltei para a Apple (loja da Quinta Avenida), onde descobri que, como na história do hospital sem leitos, de fato, a Apple não dispunha mais de baterias para substituir a minha: muitos usuários estavam com o mesmo problema. Por coincidência, tudo conjurava para que eu comprasse um telefone novo.

   Nos EUA, a Apple está sendo processada (15 casos coletivos, em diferentes Estados) por piorar propositalmente a experiência dos usuários de iPhone sem lhes oferecer alternativas –salvo, obviamente, a de adquirir um telefone novo.

    A companhia pediu desculpas públicas, mas a humildade não é o forte do treinamento Apple. Basta se lembrar que o atendimento pós-venda da companhia se chama (o ridículo não mata ninguém) "genius bar", o balcão dos gênios.

     Já pensou: você poderia ligar para seu serviço de TV a cabo porque a recepção está péssima e alguém diria: "Sim, senhor, pode marcar consulta com o balcão dos gênios".

     A maioria dos usuários não acham isso cômico e despropositado. Por que será?

    Há marcas que vivem de seu poder de inclusão, do tipo "nós fabricamos o carro que todos podem dirigir". E há marcas que vivem de seu poder de exclusão: tipo, será que você merece o que estou vendendo?

    Você já entrou alguma vez numa loja cara onde os vendedores, envaidecidos pela aura do próprio produto que vendem, olham para você com desprezo, como se você não fosse um consumidor à altura da loja?

    É uma estratégia básica de marketing: primeiro, espera-se que você inveje (e portanto deseje) o mundo do qual se sente excluído.

    Você perguntará: de que adianta, se não poderei adquirir os produtos da marca? Em geral, nesses casos o projeto é vender os acessórios da casa. Pouquíssimos comprarão o casaco de R$ 15 mil, mas milhares comprarão um lencinho (com monograma) para se sentirem, assim, membros do clube.

   A Apple mantém sua presença no mercado pela ideia de sua superioridade tecnológica - e pelo design elegante, claro.

    Seriamente, alguém que usa processador de texto não deveria escolher um computador em que não dá para apagar letras da esquerda para a direita. Mas é como os carros ingleses dos anos 1950: havia a glória de viver perigosamente e dirigir sem suspensões posteriores independentes (sem capotar a cada curva).

    Pouco importam as críticas. A Apple conseguiu convencer seus usuários de que eles mesmos, por serem usuários, fazem parte de uma arrojada elite tecnológica. Numa loja da Apple, todos, os usuários e os "gênios" vestem (real ou metaforicamente) a camiseta da marca.

    Quer saber o que aconteceu com meu iPhone? Está ótimo. Fui ao Device Shop, em Times Square, no mesmo prédio do Hard Rock Cafe: atendimento imediato, troca de bateria em dez minutos, conversa agradável. Não havia gênios, só pessoas competentes. E custou menos de dois terços do que pagaria na Apple.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2018/01/1949427- ha-marcas-que-vivem-da-inclusao-e-outras-que-vivem-da-exclusao.shtml Acesso em 20 mar. 2018

Leia o trecho abaixo para responder a questão.


       A possibilidade de tirar fotos panorâmicas já é bastante conhecida pelos usuários de iPhone. As imagens capturadas com este recurso, principalmente as que mostram a natureza ou algo do tipo, podem ficar bem interessantes.

      O que muitas pessoas não sabem é que não é preciso tirar a foto panorâmica da esquerda para a direita, como já vem definido na câmera. Ao tocar na tela, o ponto inicial da foto muda de lado.

(globo.com 28/03/2018)


Em: “A possibilidade de tirar fotos panorâmicas já é bastante conhecida pelos usuários de iPhone. As imagens capturadas com este recurso, principalmente as que mostram a natureza ou algo do tipo, podem ficar bem interessantes.”, os termos destacados são

Alternativas
Q2197751 Português
Leia o texto e, a seguir, responda a questão.

De inimigos a aliados

        Estudo português identifica em vírus grande quantidade de segmentos de proteínas com propriedades antimicrobianas. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de fármacos mais eficazes contra bactérias resistentes.

        Tradicionalmente considerados uma ameaça a todos os seres vivos, os vírus agora começam a ser vistos como aliados na medicina. Pesquisa recente mostra que proteínas virais podem dar origem a fármacos inovadores e mais eficazes para combater doenças causadas por bactérias. Essa descoberta surge como uma esperança para resolver o problema do aumento da resistência dos micróbios aos antibióticos convencionais. A pesquisa serviu de base para a criação do projeto Inpact, uma colaboração internacional que tem como objetivo o desenvolvimento pré-clínico de novos fármacos específicos para determinados tipos de câncer e bactérias patogênicas.
No trecho “Tradicionalmente considerados uma ameaça a todos os seres vivos,(...),” a palavra destacada tem o mesmo processo de formação da palavra: 
Alternativas
Q2191729 Português
    O Brasil é um dos países com mais baixa representatividade feminina. E o impacto disso nas políticas públicas é enorme – e problemático. O assassinato da vereadora Marielle Franco na semana passada sacudiu o Brasil e trouxe à tona discussões acaloradas, não só sobre violência e crime organizado, mas também sobre a (falta de) representatividade feminina na política brasileira.
    (...)
     Mas por que isso importa? (...) A eleição de políticas mulheres não muda só o tipo de gasto público, mas também gera efeitos significativos sobre resultados de saúde e educação. As economistas Sonia Bhalotra e Irma Clots-Figueras estudaram o efeito de eleições para assembleias estaduais na Índia. Elas olharam para o caso das eleições distritais onde homens e mulheres tiveram votações muito apertadas - lugares em que homens ou mulheres ganharam por pouco. Elas descobriram que, em assembleias estaduais que elegeram mais mulheres, há uma redução significativa na taxa de mortalidade infantil neonatal. Além disso, localidades que elegem mais mulheres têm uma maior proporção de crianças que terminam o ensino fundamental.
    Parte desses efeitos obtidos com a eleição de líderes mulheres vem do fato que elas gastam de forma diferente e focam em políticas públicas que enfatizam saúde e educação. Mas outra coisa que explica a diferença nos resultados é que, na média, mulheres são menos corruptas no poder (quantas mulheres estão condenadas pela operação Lava Jato?). Os economistas David Dollar, Raymond Fisman, e Roberta Gatti usaram um índice de corrupção desenvolvido pelo Banco Mundial para analisar a associação entre representatividade política feminina e corrupção entre países. Eles mostram que, quanto maior a proporção de mulheres no parlamento, menor é o índice de corrupção de um país. Esses resultados são corroborados pelas economistas Fernanda Brollo e Ugo Troiano num estudo que analisa o impacto da eleição de uma prefeita mulher sobre a corrupção municipal no Brasil. Usando dados das auditorias da Controladoria Geral da União, elas mostram que quando há uma eleição apertada entre homens e mulheres, e a mulher ganha por pouco, esse município tem menos incidência de corrupção do que um município similar onde homens ganham por pouco.

FERRAZ, Cláudio. “Por que temos tão poucas mulheres na política e por
que isso importa” (Fragmento). Disponível
em: <https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2018/Por-quetemos-t%C3%A3o-poucas-mulheres-na-pol%C3%ADtica-e-porque-isso-importa>. Acesso em 27/3//2018.

A preposição “com”, utilizada na primeira frase do terceiro parágrafo, assume no texto valor semântico equivalente à utilizada em: 
Alternativas
Q2081845 Português

texto_1 .png (400×826)

texto_2 .png (400×821)


Fonte: PERSICHETTI, Simonetta. Documento do imaginário social. Jornal O Estado de S. Paulo. Edição de 15/11/08. (Adaptado)

Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes-documento-do-imaginario-social,278319. Acesso em 04/07/2018.

Para responder à questão, considere o seguinte fragmento:


"Decifrar o que se enconde por trás do visível ou do fotografável continua sendo um desafio para os cientistas que se documentam com expressões visuais da realidade social." (ℓ. 67-70)


Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para o que se declara sobre o fragmento. 


(  ) O processo da sufixação permitiu criar-se fotografável, mantendo-se o paralelismo no segmento com visível.

(  ) A sequência se documentam é entendida, na frase, como prover-se de documentos.

(  ) Depreende-se do fragmento que cientistas utilizam fotografias como fontes documentais em seu trabalho.


A sequência correta é

Alternativas
Q2081844 Português

texto_1 .png (400×826)

texto_2 .png (400×821)


Fonte: PERSICHETTI, Simonetta. Documento do imaginário social. Jornal O Estado de S. Paulo. Edição de 15/11/08. (Adaptado)

Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes-documento-do-imaginario-social,278319. Acesso em 04/07/2018.

Para responder à questão, considere as afirmativas a seguir.


I → No segmento um belo ensaio (ℓ.41-42), o adjetivo expressa uma avaliação pessoal, assim como ocorre na sequência o primoroso ensaio (ℓ.58-59). 

II → No segmento Um estudioso que tem as duas visões da análise imagética: a teoria e o fazer (ℓ.65-66), a colocação de artigo diante de estudioso e de fazer evidencia o uso no texto dessas duas palavras como substantivos.

III → No segmento formado, aliás, com muitos estudos sobre história da fotografia e fotógrafos (ℓ.71-72), a palavra aliás minimiza o argumento de que a aliás base da formação do pensamento de Martins sobre fotografia é seu intenso estudo sobre o tema.


Está(ão) correta(s) 

Alternativas
Q2081843 Português

texto_1 .png (400×826)

texto_2 .png (400×821)


Fonte: PERSICHETTI, Simonetta. Documento do imaginário social. Jornal O Estado de S. Paulo. Edição de 15/11/08. (Adaptado)

Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes-documento-do-imaginario-social,278319. Acesso em 04/07/2018.

Para responder à questão, leve em consideração o seguinte período:
Não entregam receitas de leitura ou compreensão da imagem, mas nos instigam a pensar em seu papel como representante da imaginação coletiva de determinado momento social. (ℓ. 26-30)

Analisando-se o período, é correto afirmar que
Alternativas
Q2062696 Português

Infolatria tecnofágica: a era do smartphone


A cibercultura e as realidades virtuais estão transformando radicalmente a nossa experiência psicossocial coletiva: a forma como vivemos, nos comportamos, nos sentimos, nos compreendemos e a própria realidade ao nosso redor.


Toda essa cultura cibernético-informacional é, de fato, incrivelmente cômoda, útil, funcional, sedutora, mas, ainda assim, afirmamos que mais informação circulando nas redes e mídias não significa de modo algum mais conhecimento assimilado, educação, cidadania; e que muito menos a tecnologia, por si, seja sinal seguro de mais esclarecimento, humanidade, erudição e desenvolvimento cultural. O que vale dizer que mais disponibilidade – de dados, conteúdos, twitters, posts, zaps e congêneres – não determina, por si só, qualquer tipo de evolução cognitiva e intelectual.


Outro mito muito propalado aos quatro ventos é o de que a tecnologia seria essencial e necessariamente benéfica às coletividades humanas. O que é – diga-se – uma balela. Pois nós – que pesquisamos a referida matéria há quase uma década – chegamos à dura conclusão de que as tecnologias sempre acabam servindo primeiro aos poderes hegemônicos já dominantes e, tardiamente, à sociedade de uma maneira mais ampla. Sim, pois os investidores que apostam nesses projetos só o fazem com vistas – é óbvio – ao retorno financeiro que eles possam proporcionar, e não num altruísmo improvável que não tem lugar no mundo materialista e venal que aí está. Mesmo porque vivemos numa realidade mercantilista, cuja lógica comercial rege grande parte das relações sociais humanas e assim molda a realidade factual, consuma o presente e vai plasmando também o próprio futuro. 


Ipso facto, podemos afirmar que a cibercultura e o ciberespaço seguem as mesmas leis, operam no mesmo meio societal, sob o mesmo regime econômico, e, por isso mesmo, estão sujeitos às mesmas dinâmicas. E essa fixação – que hoje se observa em relação, por exemplo, aos smartphones, seu culto e massiva utilização – reflete exatamente essa exploração das massas por meio das tecnologias e da própria cultura que se cria em torno delas. Em pouquíssimas palavras, a pessoa paga uma verdadeira fortuna para comprar o aparelho, e ainda adquire um custo fixo considerável para o fornecimento de um serviço – frise-se – que é executado, em sua maioria, por máquinas e sequências algorítmicas. Sim, pois mais uma linha telefônica conectada à rede de qualquer operadora significa, na prática, apenas um comando de computador.


QUARESMA, Alexandre.


<http://sociologiacienciaevida.com.br/infolatria-tecnofagica-era-do-smartphone/> Acesso em 27/março/2018. [Adaptado]

Assinale a alternativa correta, com base no texto.
Alternativas
Q2060998 Português
As câmeras ficaram inteligentes – e um pouco assustadoras


    Algo estranho, assustador e sublime está acontecendo com as câmeras e vai complicar tudo o que você sabia sobre imagens. Elas estão ficando inteligentes.
   Até poucos anos atrás, praticamente todas as câmeras – as dos celulares, as automáticas ou as de vigilância em circuitos fechados de televisão – eram como olhos desconectados de um cérebro. Elas capturavam tudo o que você colocava na frente delas, mas não entendiam nada do que estavam vendo.
    Mas tudo isso está mudando. Há uma nova geração de câmeras que entendem o que veem. Elas são olhos conectados a cérebros, máquinas que não só registram o que está na frente delas, mas que podem agir sobre o tema.
    Primeiro, essas câmeras nos permitirão tirar fotos melhores e capturar momentos que talvez antes não fossem possíveis com todas as câmeras burras que existiram até agora. Essa é a propaganda que o Google está fazendo da Clips, sua nova câmera. Ela usa o chamado aprendizado de máquina para descobrir como tirar automaticamente instantâneos de pessoas, animais e outras coisas que achar interessantes.
    Uma empresa chamada Lighthouse AI quer fazer algo parecido para sua casa, usando uma câmera de segurança que soma uma camada de inteligência visual à imagem que vê. Quando você coloca a câmera na entrada de casa, ela analisa constantemente a cena, alertando se seus filhos não chegaram em casa até um determinado horário depois da escola.
     Não leva muito tempo para imaginar as possibilidades úteis e muito assustadoras de câmeras que podem decifrar o mundo. Elas vão deixar que você analise imagens com precisão profissional, aumentando o espectro de um novo tipo de vigilância – não apenas pelo governo, mas por todos a sua volta, mesmo aqueles que você ama.

(Farhad Manjoo. Exame. 22.03.2018. https://exame.abril.com.br. Adaptado)
Ela usa o chamado aprendizado de máquina para descobrir como tirar automaticamente instantâneos de pessoas, animais e outras coisas que achar interessantes. Nessa frase, o vocábulo destacado estabelece relação de
Alternativas
Q2058638 Português

                                   

Considerando os aspectos linguísticos do texto e as ideias nele expressas, julgue o item subsequente. 



No trecho “o cenário asséptico e funcional, mas anônimo, do hospital” (linhas 24 e 25), os adjetivos “asséptico”, “funcional” e “anônimo” foram empregados para caracterizar o ambiente hospitalar pela eficiência e democracia no tratamento dos doentes.
Alternativas
Q2056128 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.

[...]

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma untada previamente
Com promessas não cumpridas

Adicione a seguir o ódio e a inveja
As dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno
Temperar com essência de espírito de porco
Duas xícaras de indiferença
E um tablete e meio de preguiça

[...]

Hoje não dá, hoje não dá
Está um dia tão bonito lá fora e eu quero brincar

Mas hoje não dá, hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada e descansar

Gostaria de não saber
Destes crimes atrozes
É todo dia agora
E o que vamos fazer?
Quero voar pra bem longe
Mas hoje não dá
Não sei o que pensar
E nem o que dizer
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou

Os anjos– Legião Urbana.
Disponível em: <https://bit.ly/2oaCovb>.
Acesso em: 25 ago. 2018.
As palavras destacadas a seguir estão corretamente classificadas entre colchetes, exceto:
Alternativas
Q2056122 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.

TEXTO I

No segundo quadrinho, a conjunção “portanto” possui valor
Alternativas
Q2055472 Português
Assinale a alternativa que em que “meio” funciona como advérbio.
Alternativas
Q2055470 Português
Assinale a alternativa que contém somente numerais ordinais e multiplicativos.
Alternativas
Q2053049 Português
Assinale a alternativa em que todos os termos estão corretamente flexionados no plural: 
Alternativas
Q2053042 Português

TEXTO I 


Retratando...


Somos todos frustrados neste mundo;

uns são mais, outros menos, mas ninguém 

pode gabar-se de não ter no fundo 

recalques, pois, de sobra, todos têm!


Um poço de mistérios, bem profundo, 

possui em seu recesso todo alguém...

Mas a tara só vem à luz, segundo 

o interesse animal que nos convém! 


Embuçado no véu da hipocrisia, 

ou preso a preconceitos, já sem fé, 

todo homem se empenha noite e dia, 


nessa inglória tarefa de querer

insistir em mostrar o que não é, 

e o que deseja, mas não pode ser! 


Rubens de Castro. Disponível em: <http://www.academiadeletrasmt.com.br/revista-aml/obras-digitalizadas/262-antologia-poetica-mato-grossense>


No texto, os elementos coesivos "mas" (1ª estrofe, verso 2), "pois" (1ª estrofe, verso 4), "segundo" (2ª estrofe, verso 3) e "ou" (3ª estrofe, verso 2) estabelecem relações entre as partes que integram. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a opção correta quanto a essas relações estabelecidas: 
Alternativas
Respostas
19501: E
19502: A
19503: B
19504: B
19505: B
19506: A
19507: D
19508: A
19509: A
19510: C
19511: E
19512: A
19513: E
19514: E
19515: B
19516: B
19517: A
19518: B
19519: C
19520: A