Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q1244888 Português
SOBRE A INTOLERÂNCIA (UNESCO)

A intensificação atual da intolerância, da violência, do terrorismo, da xenofobia, do nacionalismo agressivo, do racismo, do antissemitismo, da exclusão, da marginalização e da discriminação contra minorias nacionais, étnicas, religiosas e linguísticas, dos refugiados, dos trabalhadores migrantes, dos imigrantes e dos grupos vulneráveis da sociedade e também pelo aumento dos atos de violência e de intimidação cometidos contra pessoas que exercem sua liberdade de opinião e de expressão, todos comportamentos que ameaçam a consolidação da paz e da democracia no plano nacional e internacional e constituem obstáculos para o desenvolvimento...
Todos os termos abaixo estão unidos pela conjunção aditiva E; a união que liga palavras de classes diferentes das demais é:
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Q1244800 Português
TEXTO

LUTAS E CONQUISTAS FEMININAS

Os movimentos feministas influenciaram diversas conquistas importantes para a luta das mulheres pela igualdade de direitos e oportunidades. Nesse sentido, um campo de atuação muito significativo é o combate à violência contra a mulher, em que duas leis merecem destaque: a Lei Maria da Penha, de 2006, que elevou o rigor das penas para crimes contra cônjuges; e a Lei do Feminicídio, de 2015. O feminicídio pode ser entendido como:

[...] as agressões cometidas contra uma pessoa do sexo feminino no âmbito familiar da vítima que, de forma intencional, causam lesões ou agravos à saúde que levam a sua morte. (Mapa da Violência 2015, JulioJacoboWaiselfisz)

A existência de leis específicas para crimes contra mulheres expressa uma reação da sociedade brasileira à violência sofrida por muitas mulheres. Essa violência é bastante grave no país: em 2013, 4762 mulheres foram assassinadas.
Em língua portuguesa há um grupo de adjetivos – chamados adjetivos de relação – que não sofrem variação de grau nem podem ser antepostos aos substantivos; o caso abaixo em que o adjetivo NÃO pertence a esse grupo é:
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Q1244582 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão


Sinais de inclusão


Fonte: Adaptado de https://www.revistaplaneta.com.br/sinais-de-inclusao/

O nexo coesivo ‘Embora’ (l.33) é classificado como ________, tem sentido de ________, podendo ser substituído por _______, sem provocar alteração de sentido e da estrutura da frase.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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Q1244428 Português

AS FORMIGAS

Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no Instituto chão e apertei o braço da prima.

– É sinistro.

Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.

– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.

A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro, descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.

– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha direção.

– Estudo direito. Medicina é ela.

A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho. [...]

(TELLES, Lygia Fagundes. As formigas. Disponível em: contobrasileiro.com.br)


Com base no texto 'AS FORMIGAS', leia as afirmativas a seguir:

I. Na fala “É você que estuda medicina?”, a forma verbal indica uma ação transcorrida.

II. Adjetivos como “velho”, “tristes”, entre outros, conferem à narrativa uma atmosfera de suspense/terror.


Marque a alternativa CORRETA:

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Q1244164 Português
Considere os processos de formação de palavras e assinale a alternativa correta.
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Q1244007 Português
“Com todo o aparato de suas hordas guerreiras, não conseguiram as bandeiras realizar jamais a façanha levada a cabo pelo boi e pelo vaqueiro. Enquanto que aquelas, no desbravar, sacrificavam indígenas aos milhares, despovoando sem se fixarem, estes foram pontilhando de currais os desertos trilhados, catequizando o nativo para seus misteres, detendo-se, enraizando-se. No primeiro caso era o ir-e-voltar; no segundo, era o ir-e-ficar. E assim foi o curral precedendo a fazenda e o engenho, o vaqueiro e o lavrador, realizando uma obra de conquista dos altos sertões”. (José Alípio Goulart in Brasil do Boi e do Couro). 
No trecho, “não conseguiram as bandeiras realizar jamais a façanha levada a cabo pelo boi e pelo vaqueiro”, a expressão “jamais” exerce a função de:
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Q1243332 Português
As conjunções são palavras invariáveis que estabelecem uma ligação entre duas orações. Sobre o assunto, analise a frase abaixo.
“‘Para que’ você me ouça bem, gritarei”.
O termo destacado é uma conjunção
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Q1243261 Português
TEXTO III

Dois rios 
Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis

O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão

O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão

Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz da vida ouvi dizer

Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção.
(fragmento)

Fonte: http://goo.gl/XYxr2q

Releia o fragmento do texto acima:


“Que os braços sentem

E os olhos veem

E os lábios beijam

Dois rios inteiros

Sem direção.”


As palavras destacadas, são, respectivamente:

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Q1243257 Português
TEXTO II

O que realmente importa mais dentro de nós.
O resto são expectativas alheias 
Rebeca Bedone

[...] É preciso reinventar a vida, apesar das dificuldades.As guerras existem e a morte está por todo lado, como um estado de tristeza. Mas, por mais difícil que possa parecer, 'desaprisionar' a alma é criar um lugar apenas para o nosso preenchimento de vazios. Porque, como disse ou poeta, ou está vazio é um espaço infinito, à espera de novas possibilidades e uma imaginação livre.


Mesmo que nada dura para sempre, a vida continua para os que ficam. E a cada passagem da vida, não somos mais os mesmos. Estamos sempre nos reinventando. Queremos ficar juntos e juntos. Somos momentos de fim e recomeço.Somos o que temos e o que não temos, mas principalmente, somos o que temos ou não para outros. (fragmento)

Fonte: http://goo.gl/oGPPTi
Releia ou fragmento do texto acima: “Mas, por mais difícil que possa parecer, 'desaprisionar' uma alma é criar um lugar apenas para o nosso preenchimento de vazios.”, E assinale uma alternativa CORRETA. A palavra destacada possui:
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Q1243210 Português
Assinalar a alternativa em que os dois plurais estão CORRETOS:
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Q1243209 Português
Numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Aglutinação. (2) Justaposição. (3) Parassintética.
( ) Anoitecer. ( ) Aguardente. ( ) Pontapé.
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Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: UFOB
Q1236829 Português
Tratamento da Dependência Afetiva nos Relacionamentos Amorosos  Alexandre Alves 

  A dependência afetiva é uma estratégia de rendição conduzida pelo medo com a finalidade de preservar as coisas boas que a relação oferece. Sob o disfarce de amor romântico a pessoa dependente afetiva sofre uma alteração profunda na sua personalidade de modo gradual até se transformar numa espécie de “apêndice” da pessoa amada. Ela obedece e se subordina ao amado para evitar o sofrimento.    Em muitos casos, não importa o quão nociva é a relação, as pessoas são incapazes de por um fim nela. Em outros, a dificuldade reside numa incapacidade para lidar com o abandono ou a perda afetiva. Ou seja, não se conformam com o rompimento ou permanecem, inexplicável e obstinadamente, numa relação desfavorável. Quando o bem-estar da presença do outro se torna indispensável, a urgência em encontrar o amado não o deixa em paz, e o universo psíquico se desgasta pensando nele, bem-vindo ao mundo dos viciados afetivos.    De forma mais específica, se poderia dizer que por trás de toda dependência há medo e, subjacente a isso, algum tipo de sentimento de incapacidade. O apego é a muleta preferida do medo, um calmante com perigosas contraindicações. O sujeito apegado promove um desperdício impressionante de recursos para reter a sua fonte de gratificação. Seu repertório de estratégias de retenção, de acordo com o grau de desespero e a capacidade inventiva pode ser diversificado, inesperado e perigoso. Podemos distinguir dois tipos básicos. São eles:    Os ativos-dependentes podem se tornar ciumentos e hipervigilantes, ter ataques de ira, desenvolver padrões de comportamentos obsessivos, agredir fisicamente ou chamar a atenção de maneira inadequada, inclusive mediante atentados contra a própria vida. Aqui se enquadram os casos de ciúmes patológico conhecidos também como síndrome de Otelo. E os passivos-dependentes tendem a ser submissos, dóceis e extremamente obedientes para tentarem ser agradáveis e evitar o abandono.     A segunda forma de desperdício energético não é por excesso, mas por carência. Com o tempo, essa exclusividade vai se transformando em fanatismo e devoção: “Meu parceiro é tudo”. O gozo da vida se reduz a uma expressão mínima: a vida do outro. Daí vale o velho ditado: “Não se deve colocar todos os ovos no mesmo cesto”.    A dependência afetiva faz adoecer, incapacita, elimina critérios, degrada e submete, deprime, gera estresse, assusta, cansa e exaure a vitalidade e a terapia cognitivo-comportamental objetiva auxiliar o dependente afetivo no autocontrole para que, ainda que necessite da “droga”, seja capaz de brigar contra a urgência e a vontade. No balanço custo-benefício, aprendem a sacrificar o prazer imediato pela gratificação a médio e a longo prazo. O mesmo ocorre com outros tipos de vícios como, por exemplo, a comida e o sexo.
Retirado e adaptado de: <https://psicologiario.com.br/tratamentoda-dependencia-afetiva-nos-relacionamentos-amorosos/>. Acesso em: 19 ago. 2018. 
A dependência afetiva nem sempre foi tratada com seriedade e é vista como um transtorno que necessita de cuidados especiais e auxílio especializado para seu tratamento. Em relação ao texto 1, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir. 
“Inexplicável” e “desfavorável” são exemplos de palavras com prefixo, radical e sufixo. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: UFOB
Q1236623 Português
Tratamento da Dependência Afetiva nos Relacionamentos Amorosos  Alexandre Alves 

  A dependência afetiva é uma estratégia de rendição conduzida pelo medo com a finalidade de preservar as coisas boas que a relação oferece. Sob o disfarce de amor romântico a pessoa dependente afetiva sofre uma alteração profunda na sua personalidade de modo gradual até se transformar numa espécie de “apêndice” da pessoa amada. Ela obedece e se subordina ao amado para evitar o sofrimento.    Em muitos casos, não importa o quão nociva é a relação, as pessoas são incapazes de por um fim nela. Em outros, a dificuldade reside numa incapacidade para lidar com o abandono ou a perda afetiva. Ou seja, não se conformam com o rompimento ou permanecem, inexplicável e obstinadamente, numa relação desfavorável. Quando o bem-estar da presença do outro se torna indispensável, a urgência em encontrar o amado não o deixa em paz, e o universo psíquico se desgasta pensando nele, bem-vindo ao mundo dos viciados afetivos.    De forma mais específica, se poderia dizer que por trás de toda dependência há medo e, subjacente a isso, algum tipo de sentimento de incapacidade. O apego é a muleta preferida do medo, um calmante com perigosas contraindicações. O sujeito apegado promove um desperdício impressionante de recursos para reter a sua fonte de gratificação. Seu repertório de estratégias de retenção, de acordo com o grau de desespero e a capacidade inventiva pode ser diversificado, inesperado e perigoso. Podemos distinguir dois tipos básicos. São eles:    Os ativos-dependentes podem se tornar ciumentos e hipervigilantes, ter ataques de ira, desenvolver padrões de comportamentos obsessivos, agredir fisicamente ou chamar a atenção de maneira inadequada, inclusive mediante atentados contra a própria vida. Aqui se enquadram os casos de ciúmes patológico conhecidos também como síndrome de Otelo. E os passivos-dependentes tendem a ser submissos, dóceis e extremamente obedientes para tentarem ser agradáveis e evitar o abandono.     A segunda forma de desperdício energético não é por excesso, mas por carência. Com o tempo, essa exclusividade vai se transformando em fanatismo e devoção: “Meu parceiro é tudo”. O gozo da vida se reduz a uma expressão mínima: a vida do outro. Daí vale o velho ditado: “Não se deve colocar todos os ovos no mesmo cesto”.    A dependência afetiva faz adoecer, incapacita, elimina critérios, degrada e submete, deprime, gera estresse, assusta, cansa e exaure a vitalidade e a terapia cognitivo-comportamental objetiva auxiliar o dependente afetivo no autocontrole para que, ainda que necessite da “droga”, seja capaz de brigar contra a urgência e a vontade. No balanço custo-benefício, aprendem a sacrificar o prazer imediato pela gratificação a médio e a longo prazo. O mesmo ocorre com outros tipos de vícios como, por exemplo, a comida e o sexo.
Retirado e adaptado de: <https://psicologiario.com.br/tratamentoda-dependencia-afetiva-nos-relacionamentos-amorosos/>. Acesso em: 19 ago. 2018. 
A dependência afetiva nem sempre foi tratada com seriedade e é vista como um transtorno que necessita de cuidados especiais e auxílio especializado para seu tratamento. Em relação ao texto 1, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir. 
O termo destacado em “O sujeito apegado promove um desperdício impressionante de recursos para reter a sua fonte de gratificação.” é uma preposição. 
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Ano: 2018 Banca: FUNDEPES Órgão: Prefeitura de Ervália - MG
Q1234990 Português
[...] Quando Sartre diz que “nada pode ser bom para nós sem que o seja para todos”, ele quer dizer, precisamente, que ao escolhermos algo, estamos optando por uma alternativa que, dentro das condições de existência nas quais estamos inseridos, seria a melhor opção e, por ser a melhor, todos também poderiam optar pela mesma. Assim, ao escolher algo, o homem cria um modelo de homem que outros podem seguir; daí a sua responsabilidade diante da humanidade. O existencialismo de Sartre, ao contrário das filosofias contemplativas, caracteriza-se por ser uma doutrina de ação, colocando sempre o compromisso como fator indispensável para a existência humana, uma vez que, sem compromisso, não há projeto de ser e, sem projeto de ser, o homem torna-se incapaz de conferir qualquer sentido à existência. Se a intencionalidade é a característica fundamental da consciência, ser livre é engajar-se, comprometer-se e, enfim, responsabilizar-se. [...] Diante dessa constante tarefa de fazer-se, do desamparo, da falta de fundamentos prontos e da responsabilidade que carrega diante de si e da humanidade, a liberdade traz ao sujeito a angústia existencial, a qual emerge no momento da decisão. Angustia-se, pois não é capaz de alterar as condições de existência que se lhe apresentam, tendo de escolher, por vezes, entre o ruim e o pior e tendo de arcar com as consequências dessa escolha; mais que isso, também não é capaz de não realizar essa escolha; e por fim, tem a incontornável tarefa de buscar, em sua subjetividade imanente, ou seja, na sua pura liberdade, os princípios que regerão sua escolha; isto é, terá de estar diante de seu próprio nada; eis o princípio da angústia. CAMINHA, Lucas. Colunas Tortas. Disponível em: <https://bit.ly/2Pq70oV>. Acesso em: 21 ago. 2018. [Fragmento adaptado].           
Releia o trecho a seguir. “[...] ser livre é engajar-se, comprometer-se e, enfim, responsabilizar-se.” A palavra destacada é, nesse contexto, um(a)
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Ano: 2018 Banca: IBADE Órgão: IABAS
Q1230967 Português
Vilões da terra
Uma pesquisa da BBC de Londres concluindo que o brasileiro é o povo mais preocupado com as mudanças climáticas no mundo é uma inesperada notícia para um país que está acostumado a ser acusado de devastar a natureza como se fosse o único. Já os americanos, principais responsáveis pelo aquecimento do planeta, foram considerados pela mesma consulta a 14 mil pessoas em 21 países como os que menos se preocupam com o problema, a começar pelo presidente, que não assinou o Protocolo de Kyoto reduzindo a emissão de gases do efeito estufa.
Há duas leituras para essa pesquisa. Uma é pessimista: se nós somos os mais conscientes, imaginem os outros. A segunda, otimista, é que bem ou mal estamos atentos à questão. Esta hipótese é alimentada por um recente estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite sobre a evolução das florestas mundiais, desmentindo a imagem do Brasil como o grande vilão da história do desmatamento.
O resultado, apresentado na última edição da “Folha do Meio Ambiente” pelo doutor em ecologia Evaristo Eduardo de Miranda, mostra que há 8 mil anos o que viria a ser o Brasil possuía 9,8% da cobertura florestal do planeta. Hoje, o país detém 28,3%. As comparações não deixam dúvidas. Mais de 75% das florestas do mundo desapareceram. A Europa, que sem a Rússia detinha mais de 7% do planeta, hoje tem 0,1%. A África, que possuía 11%, dispõe agora de 3,4%. A cobertura de verde da Ásia caiu de 23,6% para 5,5%. A América Latina, no entanto, saltou de 18,2% para 41,4%.
O paradoxo, ressalta o professor da Embrapa, é que em vez de ser reconhecido por esse histórico “o Brasil vem sendo severamente criticado pelos campeões do desmatamento”. Segundo ele, ao contrário daqueles países, onde a defesa da natureza é um fenômeno recente, a nossa preocupação é antiga, desde o século XVI. Uma legislação protecionista teria garantido a exploração sustentável das florestas de pau-brasil até 1875. “Em 1550 já havia uma lista de árvores reais protegidas por lei, o que deu origem à expressão madeira-de-lei”, informa ele.
Se nosso “histórico” não pode servir de álibi para o processo de devastação que promovemos a partir da segunda metade do século XX, deve servir pelo menos para afastar a fantasia de que a defesa da Amazônia tem que vir de fora. Como afirma o professor Miranda, “com invejáveis 69,4 de suas florestas primitivas, o Brasil tem grande autoridade para tratar desse tema frente às críticas dos campeões de desmatamento mundial”. Se não somos um modelo de preservação, não são também os EUA, onde o Bush afirma cinicamente “levar muito a sério” a questão, mas não vai adotar qualquer medida que prejudique a economia americana. Ou seja, continuará envenenando a natureza com o gás que sai de suas fábricas.
VENTURA, Zuenir. In O GLOBO, pág.7, 07/04/2007
Em “SE não somos um modelo de preservação, não são também os EUA...” o termo destacado deve ser classificado como:
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Guararapes - SP
Q1229595 Português
Capas de caderno
Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo de alegria. Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as viradas de página e o manuseio infinito. A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição. Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar. (Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
Na frase – Ela os ensinava a embrulhar devagar... –, a palavra destacada expressa circunstância de
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Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Guararapes - SP
Q1229293 Português
Capas de caderno
Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo de alegria. Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as viradas de página e o manuseio infinito. A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição. Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar. (Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada qualifica (adjetiva) o vocábulo que a antecede.
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Ano: 2018 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Pastos Bons - MA
Q1226119 Português
Ciência: A importância do erro 1 Há uma imagem do cientista que se tornou muito popular em livros escolares. Nela, ele é representado como um homem de avental branco, muito sério e concentrado em seus experimentos. Estaria ele prestes a fazer uma importante descoberta que revolucionará o mundo?  2 A realidade, porém, é mais prosaica. A ciência é menos um empreendimento solitário do que coletivo. E o trabalho do cientista envolve mais esforço físico e intelectual do que inspirações divinas. E, nesse processo, o erro é muito mais comum do que se imagina. Mesmo aqueles considerados gênios, como Galileu, Newtone Einstein, se deparavam com as tentativas, as falhas e os fracassos.  3 O erro, aliás, nem sempre é negativo. Ele desempenha um importante papel no avanço da ciência, desde que se saiba como lidar com a incerteza. Como dizia o cientista francês Louis Pasteur (1822-1895), “o acaso favorece a mente preparada”.  4 Para entender isso, é preciso examinar três passos que compõem o método científico. Primeiro, ao se deparar com um determinado problema – uma doença incurável, um mistério do cosmos ou a origem da vida, por exemplo – o cientista formula hipóteses, que são respostas possíveis para uma questão. É nesse momento que ele emprega a criatividade. Em seguida, por meio do raciocínio dedutivo, o pesquisador extrai as consequências de sua hipótese. Ele formula, então, uma teoria, ou seja, uma regra geral que deve ser aplicada a todos os casos particulares.  5 Mas o trabalho não termina aí. Para que uma teoria seja aceita pela comunidade científica, ela deve ser testada, confrontada com os fatos. Inicia-se, então, uma série de testes em campo ou laboratório. É o chamado método indutivo. Neste processo, teorias cujos resultados destoam da realidade são descartadas, enquanto outras permanecem e ganham status de verdades, ainda que provisórias.  6 Einstein, por exemplo, lidava com um problema astrofísico no começo do século passado. Caso a teoria da relatividade especial estivesse correta, a teoria da gravidade de Newton estaria errada, pois esta concebia espaço e tempo invariáveis, enquanto aquela, relativos. Ele então formulou a hipótese de que o espaço não seria plano, mas curvo, e que a massa e energia dos corpos celestes o deformariam, criando o campo gravitacional. Daí nasceu a famosa teoria da relatividade geral, que substituiu a cosmologia newtoniana. Faltava, ainda, a comprovação. Duas famosas experiências foram feitas durante o eclipse solar de 1919, nas ilhas Príncipe, na África Ocidental, e em Sobral, no Ceará. Os experimentos comprovaram a teoria e Einstein ficou mundialmente famoso.  7 Acontece que o público só fica sabendo dos resultados positivos da ciência. Tem-se, assim, a impressão da ciência como um conjunto de descobertas definitivas, que não demandariam gastos inúteis ou mal-empregados, de tempo e dinheiro.  8 Uma revista científica inaugurada neste mês, o “Journal of Errology” (Revista de Errologia), pretende abalar esse mito. A publicação vai divulgar um pouco do “lado B” da ciência: experimentos que não deram certo e teorias que foram deixadas de lado. São, na verdade, hipóteses plausíveis, formalizadas em teorias até interessantes, mas que não passaram nos testes indutivos e, por isso, foram recusadas pela comunidade acadêmica. Mas nem por isso, acreditam os editores, deixam de ter uma função pedagógica. Afinal, se os erros são tão importantes na aprendizagem do indivíduo, porque experiências negativas não o seriam para os cientistas? O erro de um cientista pode ajudar outro a evitar cometer a mesma falha, ou mesmo se tornar positivo quando as ideias são empregadas com diferentes objetivos e métodos.  9 Voltando ao exemplo de Einstein, depois de formular a teoria da relatividade geral, ele se deu conta de que ela descrevia um universo em expansão, contrariando o que até então se acreditava. Para dar conta desse problema (e preservar a concepção de universo estático), Einstein mudou as equações e introduziu uma variável chamada constante cosmológica, que impediria a evolução do cosmos.  10 Em 1920, Edwin Hubble provou que o universo estava se expandindo, ou seja, que as galáxias de afastavam umas das outras. Esta descoberta, por sua vez, levou à formulação da teoria do Big Bang, até hoje a explicação mais aceita para a origem do universo.  11 Anos depois, Einstein admitiu que a constante cosmológica foi o maior erro de sua vida. Porém, o “erro” de Einstein talvez tenha possibilitado mais avanços da ciência contemporânea do que qualquer outro acerto. E, mais recentemente, cientistas reconheceram que ele não estava tão errado assim, pois pode existir uma constante cosmológica agindo de forma inversa à força da gravidade. 12 A lição da ciência é que não há nada mais trivial do que tentativas e erros. Não se trata de desvios da verdade, mas de maneiras humanas de entender o mundo. Por esta razão, o filósofo francês Edgar Morin dizia que o maior erro que se pode cometer é ser insensível ao próprio erro.
Extraído de: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/ciencia-a-importancia-do-erro.htm
 “Uma revista científica inaugurada neste mês, o “Journal of Errology” (Revista de Errologia), pretende abalar esse mito”. 

Diante da palavra em destaque, pode-se afirmar que:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Trindade - GO
Q1225023 Português
Leia o texto para responder a questão 06.
 O Universo não é uma ideia minha. A minha ideia do Universo é que é uma ideia minha./ A noite não anoitece pelos meus olhos. / A minha ideia da noite é que anoitece por meus olhos./ Fora de eu pensar e de haver quaisquer pensamentos/ A noite anoitece concretamente / E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso.
Nesta estrofe do poema de Fernando Pessoa, as expressões destacadas: “do universo “ e “ das estrelas” morfologicamente são:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Rio das Antas - SC
Q1223003 Português
O substantivo coletivo de tartaruga é “bando”. Assinale a alternativa que também apresenta um substantivo coletivo.
Alternativas
Respostas
19041: B
19042: B
19043: B
19044: B
19045: D
19046: C
19047: D
19048: C
19049: A
19050: C
19051: B
19052: C
19053: E
19054: B
19055: A
19056: E
19057: B
19058: D
19059: C
19060: E