Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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De acordo com o Texto I, responda a questão

De acordo com o Texto I, responda a questão
Leia o excerto do texto 01 - “Por fim, descemos, entrei no carro e fui trabalhar”. A partir dele, pode-se afirmar que “por fim” é sinônimo de
I. “enfim”.
II. “afim”.
III. “finalmente”.
Estão corretas as afirmativas:
Acerca de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
No segmento “em que o indivíduo descarrega as
emoções negativas” (linhas 23 e 24), o emprego da
preposição “em” justifica-se pela regência do verbo
descarregar, empregado no presente do indicativo –
“descarrega”.
A atividade política, para os antigos, estava associada à prática das virtudes e à busca por uma ordem moral duradoura. A corrupção, por sua vez, era identificada com vícios como a ambição, a ganância pelo poder, a covardia etc., ou seja, tudo aquilo que causa caos social, desordem e violência.
Essa noção de corrupção associada ao desvirtuamento e à falta de cuidado com o bem comum atravessaria a Idade Média e chegaria até o início da modernidade com os teóricos políticos do Renascimento. Contudo, com a ampliação das relações comerciais decorrentes das grandes navegações, o crescimento urbano, o advento da indústria, a ascensão da burguesia como classe política — por meio de revoluções como a inglesa (1640-1668) e a francesa (1789-1799) —, o sistema político começou a ser pensado de forma diferente.
A concepção antiga das virtudes como guias da política não funcionava mais na modernidade. Era necessária uma concepção de política que levasse em conta os interesses individuais e as ambições, que faziam parte do mundo moderno. Mas como fazer isso sem deixar que tais interesses e ambições degenerassem o sistema político? Montesquieu foi quem ofereceu o melhor modelo, que, em grande parte, ainda se faz presente até hoje nos regimes democráticos.
Segundo Montesquieu, para que os interesses pessoais dos governantes não triunfassem sobre o bem público e para que o corpo político não se corrompesse, seriam necessárias as leis positivas, isto é, um conjunto de medidas jurídicas que se ajustassem à realidade dos interesses de determinada sociedade e impusesse controle sobre ela, sendo capaz de intermediar os homens e suas necessidades.
Esse modelo foi seguido pelas democracias liberais do século XIX. No entanto, desde a transição do século XIX para o século XXI, o mundo ficou cada vez mais integrado, tanto econômica quanto politicamente, sobretudo após as guerras mundiais. Essa integração, apesar de ter trazido inúmeros benefícios, também trouxe grandes dificuldades.
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Julgue o item que se segue, relativos às ideias e a aspectos linguísticos do texto anterior.
No segundo parágrafo, o emprego de “Contudo” indica que
as informações do segundo período expressam adversidade
em relação às ideias apresentadas no primeiro período.
Texto para o item.

Internet:
Quanto a aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O emprego do acento indicativo de crase em “às
dores” (linhas 52 e 53) justifica-se pela regência do verbo
“estar” (linha 52) e pela anteposição do artigo definido
“as” ao substantivo “dores”.
Texto para o item.

Internet:
Quanto a aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O termo “ideal” (linha 33) está empregado no período
como adjetivo e qualifica a oração subsequente.
Texto para o item.

Internet:
Quanto a aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Na linha 4, a palavra “encurvadas” está flexionada no
feminino plural porque é um termo adjetivo
subordinado ao substantivo “horas”, com o qual
concorda em gênero e número.
Texto para o item.

Internet:
Com base nas relações coesivas do texto, julgue o item.
Na linha 37, o termo “alongamento”, tal como o
substantivo “exercícios”, subordina-se ao nome “falta”.
I. O humor da tira consiste no fato de o inglês, atualmente, ser considerada uma língua universal e, por isso, uma das cobras sugere o contato nesse idioma.
II. Os termos “Eu” e “aqui” (quadro 2) são dêiticos, cujas referências são estabelecidas por informações dadas pelo contexto.
III. Os vocábulos “frio” e “indiferente” (quadro 3) marcam o uso da linguagem conotativa cujo efeito é a personificação do universo.
IV. A interjeição “Ei!” (quadro 1) é mobilizada para chamar a atenção da outra cobra.
I. Em “Um dos fatores que possibilitaram a transformação e o surgimento das línguas foi a navegação.”, o verbo em destaque pode ficar no singular, uma vez que a concordância plural nessa sentença é facultativa.
II. Em “[...] a língua portuguesa, que se transformou em meio às línguas indígenas, às africanas e às dos muitos imigrantes [...]”, o registro do acento indicativo de crase em destaque está incorreto, uma vez que se encontra diante de termo masculino.
III. Em “[...] que se transformou [...]”, o emprego da próclise é obrigatório, devido à ocorrência do pronome “que”.
IV. Os três registros de crase (linha 08) marcam a fusão da locução prepositiva “em meio a” com o artigo feminino plural “as” determinado pelo substantivo feminino plural “línguas”.
Me chamem de velha
Desde que a juventude virou não mais uma fase da vida, mas uma vida inteira, temos convivido com essas tentativas de tungar a velhice também no idioma. Vale tudo. Asilo virou casa de repouso, como se isso mudasse o significado do que é estar apartado do mundo. Velhice virou terceira idade e, a pior de todas, “melhor idade”.
Chamar de idoso aquele que viveu mais é arrancar seus dentes na linguagem. Velho é uma palavra com caninos afiados – idoso é uma palavra banguela. Velho é letra forte. Idoso é fisicamente débil, palavra que diz de um corpo, não de um espírito. Idoso fala de uma condição efêmera, velho reivindica memória acumulada. Idoso pode ser apenas “ido”, aquele que já foi. Velho é – e está.
Basta evocar a literatura para perceber a diferença. Alguém leria um livro chamado “O idoso e o mar”? Não. Como idoso o pescador não lutaria com aquele peixe. Imagine então essa obra-prima de Guimarães Rosa, do conto “Fita Verde no Cabelo”, submetida ao termo “idoso”: “Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam…”.
Velho é uma conquista. Idoso é uma rendição.
BRUM, Eliane. Disponível em: https://geledes.org.br. Acesso em: 02 mar. 2022.


