Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q1927155 Português
“A banalização das artes e da literatura, o triunfo do jornalismo sensacionalista e a frivolidade da política são sintomas de um mal maior que afeta a sociedade contemporânea: a ideia temerária de converter em bem supremo nossa natural propensão a nos divertirmos”. Sobre a estruturação e a compreensão da frase acima, a afirmação verdadeira é:
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Q1926795 Português

LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista.
Petrópolis: Vozes, 2017. p. 88-90.
“O que fica evidente, sem dúvida, é que a escola é atravessada pelos gêneros” (linhas 31-32)

A expressão em destaque no trecho acima desempenha, em relação ao conteúdo proposicional do período, o mesmo papel do advérbio destacado em:
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Q1926781 Português
O texto de Célia Xakriabá argumenta sobre os sentidos da pintura corporal para o povo indígena Xakriabá.
No primeiro parágrafo do texto, a autora adota como estratégia de convencimento do leitor o uso de
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Q1926665 Português

Julgue o item, relativo a aspectos linguísticos do texto. 


Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o termo “necessárias” (linha 5) estivesse flexionado no masculino plural, dada a possibilidade prevista na gramática normativa de concordância do adjetivo com a expressão mais próxima – “como empatia, criatividade e pensamento crítico” (linha 4) –, que contém um substantivo masculino.

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Q1926664 Português

Julgue o item, relativo a aspectos linguísticos do texto. 


Na linha 3, o emprego do sinal indicativo de crase em “às expectativas” justifica-se pela regência do verbo “atender” e pela presença do artigo definido que determina “expectativas”.

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Q1926608 Português
Texto
Faroeste
    Naquele tempo o mocinho era bom.
    Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado.
A camisa limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra estrelinha com a espora da botina.
    Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos, implacável porém justo.
   Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido.
   Ah, o vilão todo de preto, duas pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino, risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas.
    Covarde, patético, chora na cadeia. E morre, bem feito!, na forca.
    Qual dos dois é o vilão hoje?
    Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também.
    Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro.
    Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue.
   Costeleta e bigodinho ele também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete.
    A cada estalido na sombra já tem o dedo no gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem ele.
    E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha!
    Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro.
    Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa.   
    Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido.


(TREVISAN, Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67)
A análise morfológica e semântica do título “Faroeste” permite concluir seu caráter:
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Q1926602 Português
Texto
Faroeste
    Naquele tempo o mocinho era bom.
    Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado.
A camisa limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra estrelinha com a espora da botina.
    Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos, implacável porém justo.
   Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido.
   Ah, o vilão todo de preto, duas pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino, risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas.
    Covarde, patético, chora na cadeia. E morre, bem feito!, na forca.
    Qual dos dois é o vilão hoje?
    Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também.
    Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro.
    Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue.
   Costeleta e bigodinho ele também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete.
    A cada estalido na sombra já tem o dedo no gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem ele.
    E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha!
    Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro.
    Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa.   
    Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido.


(TREVISAN, Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67)
O texto remete a dois momentos distintos. A distinção entre esses dois momentos é feita por um recurso coesivo da Língua através do emprego de uma classe gramatical de caráter:
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Q1926442 Português
Assinale a opção em que os dois termos admitem flexão de número.
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Q1926272 Português

Texto para o item.


A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item. 


O emprego da preposição “com”, em “com quem as produz” (linhas 14 e 15), justifica-se pela regência do verbo produzir, flexionado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo – “produz”.  

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Q1925980 Português
“E da minha fidelidade não se deveria duvidar; pois, tendo-a sempre observado, não devo aprender a rompê-la agora; e quem foi fiel e bom por quarenta e três anos, como eu, não deve poder mudar de natureza: da minha fidelidade e da minha bondade é testemunha a minha pobreza.”
Nesse pensamento, o autor utiliza os adjetivos “fiel e bom” e, em seguida, os substantivos correspondentes “fidelidade” e “bondade”.

A opção abaixo em que os dois adjetivos citados mostram substantivos adequados é: 
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Q1925930 Português

Leia o excerto abaixo e responda à questão.


A mata dormia o seu sono jamais interrompido. Sobre ela passavam os dias e as noites, brilhava o sol do verão, caíam as chuvas do inverno. Os troncos eram centenários, um eterno verde se sucedia pelo monte afora invadindo a planície, se perdendo pelo infinito. Era como um mar nunca explorado, cerrado no seu mistério. A mata era como uma virgem cuja carne nunca tivesse sentido a chama do desejo (...). Impenetrável e misteriosa, antiga como o tempo e jovem como a primavera, a mata aparecia diante dos homens como a mais temível das assombrações (...). A mata! Não é um mistério, não é um perigo nem uma ameaça. É um deus!


(AMADO, Jorge. Terras do Sem Fim. Rio de Janeiro: Record, 2004, pp. 45-47).

A conjunção “nem” no período “A mata! Não é um mistério, não é um perigo nem uma ameaça. É um deus!” exerce a função de
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Q1925859 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Amizade é uma palavra pequenininha


Amizade é uma palavra pequenininha, mas que nunca vem sozinha. Ela dá sempre a mão com o conta comigo, estou aqui, se precisar, me chame, desejo-lhe muita saúde, estou feliz por você, torço por você, se precisar de um ombro, tenho dois, penso em você, gosto de você estou te ouvindo, não te esqueço, mesmo se não nos falamos todos os dias...

Amizade é esse amor misterioso e gostoso do coração dividido e unificado ao mesmo tempo. Quem pode entender que o coração possa amar tanto e tantos?

O coração de um amigo é como um mapa-múndi onde cada um se encontra em algum lugar, mas todos fazem parte do mesmo globo. O coração de um amigo é um bombardeio de sentimentos bons. Diferentes, especiais e importantes, cada um à sua maneira. É como diz a música "Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito."

E são nas diferenças que nos completamos, nas desavenças que aprendemos o perdão, a paciência e a humildade. Ser amigo é saber aceitar que os outros não sejam iguais à gente, mas que os seus valores podem enriquecer ainda mais os que temos e amá-los apesar das diferenças, como se ama uma rosa com espinhos, mas não menos bela.

Sozinho não é quem não tem ninguém; sozinho é quem não tem um amigo. Pouco importa saber em que parte do mundo nossos amigos se encontram se podemos sentir na alma que dentro de nós e dentro deles há um espaço reservado que nada mais poderá preencher. Amizade, doce amizade... se somos dois, unidos seremos um elo forte; se somos muitos, seremos uma corrente que nada poderá vencer.



Autora Letícia Thompson.
http://www.leticiathompson.net/amizade_e_uma _palavra_pequenininha.htm.Adaptado
Na frase: "O coração de um amigo é um BOMBARDEIO de sentimentos bons", a palavra BOMBARDEIO obedece ao processo de formação por derivação:
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Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: MGS Prova: IBFC - 2022 - MGS - Cargos de Nível Médio |
Q1925689 Português
Texto 01- Dia das Mães: pouca reivindicação
e muito consumismo.

A data perdeu sua origem reivindicativa para se
tornar um negócio com grande carga sentimental.
(David Bernal)


    Um colar feito com macarrões coloridos, uma moldura enfeitada com pregadores de roupa ou um cinzeiro com migalhas de pão. Quando éramos pequenos fazer o presente do Dia das Mães era todo um acontecimento. O importante não era o valor material, mas o amor e o entusiasmo com que fazíamos na escola. Depois, quando crescemos, puxamos o cartão de crédito, enviamos flores, ligamos com um “amo você” ou – se a distância permite – um almoço com um aperto de mão.

    Ao contrário do Dia dos Pais ou do Dia dos Namorados, datas um pouco controversas, todo mundo comemora o Dia das Mães. O que poucos sabem é __________ (I- o porquê / o por quê) de ele ser comemorado, já que sobre essa data existem algumas falsas crenças.

    O primeiro erro que as pessoas cometem é pensar que o planeta inteiro comemora no mesmo dia. Países tão diversos quanto Espanha, Romênia, Lituânia, África do Sul e Hungria comemoram no primeiro domingo de maio. Mas outros, como Estados Unidos, China, Cuba, Nova Zelândia e Brasil, no segundo. Do outro lado estão a Argentina e a Bielorrússia, que só homenageiam as mães em outubro.

   O segundo mito é a crença de que se trata de uma celebração religiosa. A Igreja comemora em 8 de dezembro, coincidindo com a festa da Imaculada Conceição. E na Espanha, por exemplo, foi assim até que em 1965 __________ (II- houveram / houve) mudança.

    Os primeiros sinais desta festa são encontrados na Antiguidade. No Egito todos os anos era celebrada a deusa Ísis, mãe de todos os faraós, e na Grécia clássica o mesmo era feito com Rea, mãe dos deuses Júpiter, Netuno e Plutão. Os romanos herdaram essa tradição e na primavera reverenciavam por três dias a deusa Cibele em um festival chamado Hilária.

   Mas para encontrar sua verdadeira origem, devemos voltar ao século XVII na Inglaterra, __________ (IIIaonde/onde) um evento chamado Domingo das Mães que começou com a oferta de flores das crianças para suas mães na saída da Missa, acabou como um dia de folga no trabalho.

    Em 1870, nos EUA, a poeta e ativista Julia Ward Howe escreveu a Proclamação do Dia das Mães. “Levantem-se, mulheres de hoje!”, exclamou. Embora a verdadeira mãe dessa festa, como a conhecemos hoje, foi Anna Reeves Jarvis, uma dona de casa que em 12 de maio de 1907 organizou um Dia das Mães para comemorar a morte da sua, ocorrida dois anos antes, e reconhecer seu inestimável trabalho. Mas não só isso: começou uma campanha para que o resto do país também __________ (IV- comemora-se/ comemorasse). E funcionou, pois, em 1914, o presidente Woodrow Wilson definiu a data no segundo domingo de maio. A ideia se espalhou para o resto do mundo. Até hoje.

     Com esta origem tão difusa e dispersa não é de estranhar que seu caráter reivindicativo tenha se perdido ao longo do caminho para se tornar uma (outra) desculpa para que os comércios vendam.


[Texto adaptado de BERNAL, David. Jornal El País (Brasil). Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2016/05/01/ estilo/1462053874_986350.htm] 
Concordamos com Bechara (2019, p. 93) “substantivo é a classe de palavra que se caracteriza por significar o que convencionalmente chamamos objetos substantivos (...)”. A partir dessa classe gramatical, assinale a alternativa em que as palavras sejam classificadas como substantivos próprios.
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Q1925577 Português
Assinale a alternativa correta, segundo o padrão culto da Língua Portuguesa:
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Q1925572 Português

Leia atentamente a tirinha do garotinho Calvin a seguir para responder à questão.



Sobre o uso dos advérbios onde e aonde, assinale a alternativa correta:
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Q1925570 Português
Leia atentamente a canção a seguir, interpretada por Clara Nunes, cantora compositora brasileira, para responder à questão.

Canto das Três Raças

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou 

Fora a luta dos Inconfidentes1
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

Ô, ô, ô, ô, ô, ô
Ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor

1 “Inconfidência Mineira foi uma conspiração política organizada por profissionais liberais, militares e membros da elite econômico-social da Capitania de Minas Gerais no fim da década de 1780 – época em que o Brasil ainda era colônia portuguesa” (Extraído de Brasil Escola, site: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-foi-inconfidencia-mineira.htm) 

A palavra “trabalhador” é um exemplo de:
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Q1925540 Português

INSTRUÇÃO: leia o texto abaixo e responda à questão.


Saudades da secretária eletrônica

Antonio Prata 20 nov 2021

Meu velho pai sabe das coisas. Eu o chamo de “velho pai” não porque seja realmente velho: é como ele se chama ao falar comigo. Às vezes usa o epíteto num modo semi-irônico, como quem põe um cachimbo na boca pra uma foto. Outras vezes é mais a sério — acende o cachimbo. Na semana passada, por exemplo, me escreveu uma e meia da manhã pedindo para lhe mandar um x-salada: “Alimente seu velho pai”. Meu velho pai não usa Uber Eats, iFood, Rappi ou qualquer uma “dessas coisas”.

Meu velho pai tá de saco cheio “dessas coisas”. Outro dia ele me ligou. “Recebeu minha mensagem?”. “Por onde?”. Silêncio. “PQP! Não aguento mais essas coisas” — e começou a reclamar da dificuldade de nos comunicarmos por tantos canais: “É WhatsApp, SMS, e-mail, DM no Facebook, no Instagram, no Twitter...”. “Qual era a mensagem, pai?”. “Aí é que tá. Eu tive uma ideia muito boa no meio da noite e te escrevi pra não esquecer, agora não lembro nem da ideia e nem por onde escrevi”. 

Segundo meu velho pai, a razão de ele e tantos outros estarmos desmemoriados é “dessas coisas”: aplicativos e plataformas e dispositivos jorrando uma quantidade infinita de informação que de bom grado entuchamos retina abaixo, cada tela um daqueles funis de milho pra transformar fígado de ganso em patê. (Talvez o plano do Zuckerberg e seus comparsas seja esse: transformar nossos cérebros em patê para depois comê-los com cream-crackers-low-carb-glúten-free-ESG-sem-pegadas-de-carbono. A hipótese é absurda, mas não mais que o furdunço global que estamos vivendo). 

Meu velho pai tá injuriado com o furdunço global que estamos vivendo e tem uma proposta bem razoável para minorá-lo. “Cinco anos sem inventarem nada. Nada. Todo mundo fica com o celular que tem, com o Android que tem, o IOS que tem, com os aplicativos que tem e os canais de televisão que tem. Quando a gente aprender a usar tudo, assistir a todas as séries, ler todos os livros, ouvir todos os podcasts, vê se precisa inventar mais alguma coisa ou para por aí mesmo”. 

Concordo. A humanidade precisa de um novo Adobe Reader a cada semana pra quê, exatamente?! De que forma PhDs em física podem “otimizar” um troço que é basicamente um xerox eletrônico?

Na faculdade eu penava pra entender o que o Marx queria dizer com aquele papo de “a infraestrutura produz a superestrutura”. Mais tarde entendi e era simples e verdadeiro. A nossa maneira de agir molda a nossa maneira de pensar. Um pescador no século 19 se relaciona com o tempo, a comida, o sexo e as unhas dos pés de formas completamente diferentes do que um programador de vinte e dois anos, hoje, no Vale do Silício. É evidente que existe uma ligação direta entre a placa do meu celular e a minha placa para bruxismo. Quando meus dedos aflitos param de digitar, passam o turno pros dentes.

O supracitado alemão resumiu o que parecia ser o fim dos tempos com a frase “tudo o que é sólido desmancha no ar”. O que diria sobre nossa época em que o próprio ar se desmancha, inundado por dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e sei lá mais o quê? 

[...]

“Tinha que ser geral”, sugere meu velho pai, “com Biden, Merkel, China, ONU, com tudo: cinco anos sem inventarem nada. Nada. PQP: que saudades da secretária eletrônica.” 

(PRATA, Antonio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2021/11/ saudades-da-secretaria-eletronica.shtml. Acesso em: 30 mar. 2022. Adapt.)
Nas sentenças abaixo, marque a alternativa que associa CORRETAMENTE o termo em negrito com a classe morfológica à frente.  
Alternativas
Q1925507 Português
Assinale a opção CORRETA de acordo com a relação de sentido estabelecida pela preposição “por” no texto transcrito a seguir. O acesso a este computador foi bloqueado por suspeita de comprometimento da segurança. 
Alternativas
Q1925501 Português
Analise a expressão “Enquanto” da reportagem publicada no site Amazonas1, em 22/05/22, e assinale a relação de sentido que ela estabelece no texto.
Enquanto a CPI da Amazonas Energia tenta mostrar as irregularidades da concessionária de energia, a empresa Amazonas Energia ganha na Justiça a autorização para instalar os novos medidores de consumo em Manaus. Nas redes sociais os amazonenses já afiram que a Comissão vai acabar em pizza, e cobram os deputados por resultados.
(Disponível em: https://amazonas1.com.br/. Acesso em: 22/05/2022)
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Q1925411 Português

Instrução: leia o texto abaixo e responda a questão, relativas a ele. 


O poder e a superioridade moral da rabiçaca


Xico Sá

1 abr. 2022


    Ainda impressionado com a cena do Oscar — o tabefe do ator Will Smith na cara do humorista Chris Rock —, lembrei um gesto de superioridade moral que tem a marca do povo do Nordeste. Trato, óbvio, da rabiçaca (admite-se também a grafia rabissaca), aquela clássica atitude de desprezo com direito a virada brusca no corpo e uma sacodida de cabeça sob medida, de preferência com um efeito especial na cabeleira. [...]

    A rabiçaca é a solução, caro Will, embora entenda que a vida possa sair um pouco do roteiro, acontece. A rabiçaca é um gesto tão nobre que foge à alçada do cancelamento. Não há lei que a enquadre, é inimputável.

    Nem o muxoxo, aquele estalo com a língua e os lábios, supera a rabiçaca. Vai bem nos personagens de Machado de Assis, mas anda um pouco datado, coisa de época. A rabiçaca segue atualíssima ̶ a cantora maranhense Pabllo é mestra nessa arte.

    Por mais que o muxoxo contenha desprezo e desdém, não tem a carga dramática da rabiçaca. Deixemos esse gesto antigo reservado às humilhações sofridas pelo pobre Brás Cubas. Tabefe, tapa ou soco, jamais. No máximo um croque, um cascudo, uns bolos na palmatória, como fazia dona Heroína, minha primeira professora.

    O problema do tapa, Chris Rock, nem é o tapa em si, é o barulho. O estalo é que humilha, assegurava Nelson Rodrigues, autoridade teatral por excelência. Outro cara do ramo, o amigo Gregório Duvivier, também escreveu, na Folha, um belo tratado sobre o assunto, incluindo o poder da bifa e suas variantes. Recomendo a leitura.

    A rabiçaca, porém, é a melhor vingança. Falo como vítima. A última que dei, ainda era um jovem cabeludo e hippie no clube Titãs de Nova Olinda. Agora não tenho mais condições, rabiçaca de careca ninguém liga, ninguém leva a sério, perde muito em matéria de potência e dramaticidade.

(SÁ, Xico. Disponível em: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/xicosa/o-poder-e-a-superioridade-moral-da-rabicaca-1.3211652. Acesso em: 01 abr. 2022. Adapt.)

Assinale a alternativa cujo conectivo em destaque, acrescentado ao trecho original do texto, foi utilizado ERRONEAMENTE. 
Alternativas
Respostas
14741: E
14742: C
14743: C
14744: E
14745: C
14746: D
14747: A
14748: B
14749: E
14750: B
14751: B
14752: D
14753: D
14754: C
14755: C
14756: A
14757: C
14758: D
14759: D
14760: D