Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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A expressão em destaque no trecho acima desempenha, em relação ao conteúdo proposicional do período, o mesmo papel do advérbio destacado em:
No primeiro parágrafo do texto, a autora adota como estratégia de convencimento do leitor o uso de
Julgue o item, relativo a aspectos linguísticos do texto.
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o
termo “necessárias” (linha 5) estivesse flexionado no
masculino plural, dada a possibilidade prevista na
gramática normativa de concordância do adjetivo com a
expressão mais próxima – “como empatia, criatividade e
pensamento crítico” (linha 4) –, que contém um
substantivo masculino.
Julgue o item, relativo a aspectos linguísticos do texto.
Na linha 3, o emprego do sinal indicativo de crase em “às
expectativas” justifica-se pela regência do verbo
“atender” e pela presença do artigo definido que
determina “expectativas”.
Texto para o item.

A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O emprego da preposição “com”, em “com quem as
produz” (linhas 14 e 15), justifica-se pela regência do
verbo produzir, flexionado na terceira pessoa do
singular do presente do indicativo – “produz”.
Nesse pensamento, o autor utiliza os adjetivos “fiel e bom” e, em seguida, os substantivos correspondentes “fidelidade” e “bondade”.
A opção abaixo em que os dois adjetivos citados mostram substantivos adequados é:
Leia o excerto abaixo e responda à questão.
A mata dormia o seu sono jamais interrompido. Sobre ela passavam os dias e as noites, brilhava o sol do verão, caíam as chuvas do inverno. Os troncos eram centenários, um eterno verde se sucedia pelo monte afora invadindo a planície, se perdendo pelo infinito. Era como um mar nunca explorado, cerrado no seu mistério. A mata era como uma virgem cuja carne nunca tivesse sentido a chama do desejo (...). Impenetrável e misteriosa, antiga como o tempo e jovem como a primavera, a mata aparecia diante dos homens como a mais temível das assombrações (...). A mata! Não é um mistério, não é um perigo nem uma ameaça. É um deus!
(AMADO, Jorge. Terras do Sem Fim. Rio de Janeiro: Record,
2004, pp. 45-47).
Leia atentamente a tirinha do garotinho Calvin a seguir para responder à questão.

INSTRUÇÃO: leia o texto abaixo e responda à questão.
Saudades da secretária eletrônica
Enquanto a CPI da Amazonas Energia tenta mostrar as irregularidades da concessionária de energia, a empresa Amazonas Energia ganha na Justiça a autorização para instalar os novos medidores de consumo em Manaus. Nas redes sociais os amazonenses já afiram que a Comissão vai acabar em pizza, e cobram os deputados por resultados.
(Disponível em: https://amazonas1.com.br/. Acesso em: 22/05/2022)
Instrução: leia o texto abaixo e responda a questão, relativas a ele.
O poder e a superioridade moral da rabiçaca
Xico Sá
1 abr. 2022
Ainda impressionado com a cena do Oscar — o tabefe do ator Will Smith na cara do humorista Chris Rock —, lembrei um gesto de superioridade moral que tem a marca do povo do Nordeste. Trato, óbvio, da rabiçaca (admite-se também a grafia rabissaca), aquela clássica atitude de desprezo com direito a virada brusca no corpo e uma sacodida de cabeça sob medida, de preferência com um efeito especial na cabeleira. [...]
A rabiçaca é a solução, caro Will, embora entenda que a vida possa sair um pouco do roteiro, acontece. A rabiçaca é um gesto tão nobre que foge à alçada do cancelamento. Não há lei que a enquadre, é inimputável.
Nem o muxoxo, aquele estalo com a língua e os lábios, supera a rabiçaca. Vai bem nos personagens de Machado de Assis, mas anda um pouco datado, coisa de época. A rabiçaca segue atualíssima ̶ a cantora maranhense Pabllo é mestra nessa arte.
Por mais que o muxoxo contenha desprezo e desdém, não tem a carga dramática da rabiçaca. Deixemos esse gesto antigo reservado às humilhações sofridas pelo pobre Brás Cubas. Tabefe, tapa ou soco, jamais. No máximo um croque, um cascudo, uns bolos na palmatória, como fazia dona Heroína, minha primeira professora.
O problema do tapa, Chris Rock, nem é o tapa em si, é o barulho. O estalo é que humilha, assegurava Nelson Rodrigues, autoridade teatral por excelência. Outro cara do ramo, o amigo Gregório Duvivier, também escreveu, na Folha, um belo tratado sobre o assunto, incluindo o poder da bifa e suas variantes. Recomendo a leitura.
A rabiçaca, porém, é a melhor vingança. Falo como vítima. A última que dei, ainda era um jovem cabeludo e hippie no clube Titãs de Nova Olinda. Agora não tenho mais condições, rabiçaca de careca ninguém liga, ninguém leva a sério, perde muito em matéria de potência e dramaticidade.
(SÁ, Xico. Disponível em: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/xicosa/o-poder-e-a-superioridade-moral-da-rabicaca-1.3211652. Acesso em: 01 abr. 2022. Adapt.)

