Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
Foram encontradas 29.197 questões
Leia o texto para responder às questões a seguir.
Salão do Artesanato da Paraíba começa nesta quarta e deve atrair mais de 100 mil pessoas em Campina
Todos os caminhos do artesanato paraibano estão em direção a Campina Grande, onde, nesta quarta-feira (08), será aberto o 34º Salão do Artesanato Paraibano – o primeiro presencial após dois anos de pandemia severa da covid-19. A expectativa é de que sejam batidos os números de 2019, quando o evento teve a visita de mais de 100 mil pessoas e a venda superior a R$ 1,3 milhões. Toda a estrutura foi montada no Museu de Arte Contemporânea (MAC) e funcionará das 15h às 22h, até o dia 03 de julho. A entrada é gratuita, com arrecadação voluntária de alimentos não perecíveis para posterior doação a instituições filantrópicas.
O tema do Salão do Artesanato em 2022 será “Bordados que contam histórias” e, além da exposição dos trabalhos de 400 artesãos, representando as diferentes tipologias de artesanato produzidas em todas as regiões estado, em especial de João Pessoa, Campina Grande, Alagoa Nova, Galante, Serra Redonda e Gurinhém, o clima de confraternização e calor humano certamente serão um dos principais diferenciais para o sucesso do evento que acontece ainda em clima dos festejos juninos.
O calor humano, o entusiasmo visto nos olhos, a expectativa desse retorno presencial já são marcas do evento, conforme a gestora do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Marielza Rodriguez. “Todos estavam morrendo de vontade de se abraçar novamente, de se conectar, e esse momento chegou”. Sobre a estimativa de vendas, a gestora explicou que os números não são mensuráveis, tendo em vista os artesãos receberem encomendas durante todo o ano.
A escolha pelo bordado, segundo Marielza Rodrigues, foi do próprio governador da Paraíba, João Azevêdo, que adotou o critério de potencializar todas as tipologias que, por algum motivo, estejam longe dos holofotes das pessoas. O bordado é uma técnica milenar utilizada para ornamentar tecidos, fruto do talento e da habilidade com linha e agulha. “Além dos trabalhos, o Salão irá contar histórias dessas bordadeiras, que narram as suas vidas e de sobrevivência explorando o talento e a agilidade com as mãos na produção das peças”.
Para a presidente da PBTur (Empresa Paraibana de Turismo), Ruth Avelino, a realização do Salão do Artesanato em Campina Grande em pleno São João serve de maior estímulo para que as pessoas, da Paraíba e do Brasil, visitem o local. O artesanato, conforme a executiva, é um dos diferenciais que o paraibano tem e muito valorizado até mesmo fora do país. “O artesanato mexe com basicamente toda a cadeia produtiva, gerando novos empregos e injetando milhões de reais na economia local”, pontuou.
Ruth Avelino destacou ainda, que por uma ação do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Campina Grande, a Azul Linhas Aéreas começou a operar voos dedicados (fretados) para o Maior São João do Mundo, desde a quinta-feira (02), com saída do Aeroporto de Campinas, interior de São Paulo. As frequências serão operadas quatro vezes por semana, às segundas, quartas, sextas e domingos, em parceria com a Azul Viagens. As aeronaves são um Airbus A320neo, com capacidade para até 174 clientes, serão responsáveis por cumprir o trajeto que vai durar quase três horas.
https://www.pbtur.pb.gov.br/2022/06/07
“A escolha pelo bordado, segundo Marielza Rodrigues, foi do próprio governador da Paraíba...” e “... a realização do Salão do Artesanato em Campina Grande em pleno São João serve de maior estímulo para que as pessoas, da Paraíba e do Brasil, visitem o local. ”
Os termos “segundo” e “para que” estabelecem, RESPECTIVAMENTE, as relações de:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
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Alfabetização científica
Por Leonir Lorenzetti e Demétrio Delizoicov
-
01----------A alfabetização científica e técnica está em voga e vem sendo discutida em países
02--anglo-saxões e do norte da Europa. A expressão designa um tipo de saber, de capacidade ou de
03--conhecimento que seria uma contraparte ______ que foi alfabetização no último século. Com
04--respeito __ educação escolar, tem sido apontado que a maioria dos educadores concorda que o
05--propósito da ciência escolar é ajudar os estudantes a alcançar níveis mais altos de alfabetização
06--científica, existindo um acordo significativo da sua importância para a vida cotidiana de qualquer
07--indivíduo. No entanto, ela tem muitas das características de um slogan educacional no qual o
08--consenso é superficial, porque a expressão significa coisas diferentes para pessoas diferentes.
09--Desta forma, são pertinentes algumas questões: qual o significado da alfabetização científica?
10--Qual a sua importância para o currículo escolar? Como promovê-la?
11------------A alfabetização científica e tecnológica no Brasil é reflexo do processo da globalização,
12--entendida como o que um público específico – o escolar – deve saber sobre ciência, tecnologia
13--e sociedade, com base em conhecimentos adquiridos em contextos diversos (escola, museu,
14--revista, etc.). A alfabetização científica constitui-se como uma das grandes linhas de investigação
15--no ensino de Ciências. Este movimento relaciona-se à mudança dos objetivos do ensino de
16--Ciências, em direção à formação geral da cidadania, tendo hoje papel importante no panorama
17--internacional. As características de uma pessoa cientificamente instruída não são ensinadas
18--diretamente, mas estão embutidas no currículo escolar, de modo que os alunos são chamados a
19--solucionar problemas, a realizar investigações, a desenvolver projetos em laboratório de apoio e
20--experiências de campo. Estas atividades são compreendidas como preparação para o exercício
21--da cidadania. A alfabetização científica pode abranger muitas coisas, desde saber como preparar
22--uma refeição nutritiva até saber apreciar as leis da Física. São imprescindíveis especialistas para
23--a popularização e desmistificação do conhecimento científico, para que o leigo possa utilizá-lo na
24--sua vida cotidiana. Os meios de comunicação e, principalmente, as escolas podem contribuir
25--consubstancialmente para que a população tenha um melhor entendimento público da Ciência.
26------------Quando se fala em alfabetização, normalmente não se percebe que a expressão “ser
27--alfabetizado” apresenta dois significados diferentes: um, mais denso, estabelece uma relação
28--com a cultura, a erudição; o outro fica reduzido à capacidade de ler e escrever. No entanto,
29--ampliando-se o segundo significado do que é “ser alfabetizado”, a expressão “alfabetização
30--científica” pode vir a ser entendida como a capacidade de ler, compreender e expressar opinião
31--sobre assuntos de caráter científico, levando-se em conta o pressuposto de que o indivíduo já
32--tenha interagido com a educação formal, dominando, desta forma, o código escrito. Entretanto,
33--complementarmente a esta definição, e num certo sentido a ela se contrapondo, parte-se da
34--premissa de que é possível desenvolver uma alfabetização científica nas Séries Iniciais do Ensino
35--Fundamental, mesmo antes de o aluno dominar o código escrito. Por outro lado, a alfabetização
36--científica poderá auxiliar significativamente o processo de aquisição do código escrito,
37--propiciando condições para que os alunos possam expandir sua bagagem sociocultural.
38------------Considerando-se que boa parte da população possui pouco entendimento sobre o papel
39--da ciência, o elementar seria a sua compreensão de que a “alfabetização científica prática” é
40--aquela que, contribuindo para a superação desta situação, tornaria o indivíduo apto a resolver,
41--de forma imediata, problemas básicos que afetam a sua vida. Esta alfabetização deve
42--proporcionar um tipo de conhecimento científico e técnico que pode ser posto em uso
43--imediatamente, para ajudar a melhorar os padrões de vida. Assim, a alfabetização científica
44--prática está relacionada com as necessidades humanas mais básicas, como alimentação, saúde
45--e habitação. Uma pessoa com conhecimentos mínimos sobre estes assuntos pode tomar suas
46--decisões de forma consciente, mudando seus hábitos, preservando a sua saúde e exigindo
47--condições dignas para a sua vida e a dos demais seres humanos.
-
(Disponível em: https://www.scielo.br/j/epec/a/N36pNx6vryxdGmDLf76mNDH/?format=pdf&lang=pt –
texto adaptado especialmente para esta prova).
Do ponto de vista morfológico, o termo “imediatamente” (l. 43) é classificado como advérbio de:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
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Alfabetização científica
Por Leonir Lorenzetti e Demétrio Delizoicov
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01----------A alfabetização científica e técnica está em voga e vem sendo discutida em países
02--anglo-saxões e do norte da Europa. A expressão designa um tipo de saber, de capacidade ou de
03--conhecimento que seria uma contraparte ______ que foi alfabetização no último século. Com
04--respeito __ educação escolar, tem sido apontado que a maioria dos educadores concorda que o
05--propósito da ciência escolar é ajudar os estudantes a alcançar níveis mais altos de alfabetização
06--científica, existindo um acordo significativo da sua importância para a vida cotidiana de qualquer
07--indivíduo. No entanto, ela tem muitas das características de um slogan educacional no qual o
08--consenso é superficial, porque a expressão significa coisas diferentes para pessoas diferentes.
09--Desta forma, são pertinentes algumas questões: qual o significado da alfabetização científica?
10--Qual a sua importância para o currículo escolar? Como promovê-la?
11------------A alfabetização científica e tecnológica no Brasil é reflexo do processo da globalização,
12--entendida como o que um público específico – o escolar – deve saber sobre ciência, tecnologia
13--e sociedade, com base em conhecimentos adquiridos em contextos diversos (escola, museu,
14--revista, etc.). A alfabetização científica constitui-se como uma das grandes linhas de investigação
15--no ensino de Ciências. Este movimento relaciona-se à mudança dos objetivos do ensino de
16--Ciências, em direção à formação geral da cidadania, tendo hoje papel importante no panorama
17--internacional. As características de uma pessoa cientificamente instruída não são ensinadas
18--diretamente, mas estão embutidas no currículo escolar, de modo que os alunos são chamados a
19--solucionar problemas, a realizar investigações, a desenvolver projetos em laboratório de apoio e
20--experiências de campo. Estas atividades são compreendidas como preparação para o exercício
21--da cidadania. A alfabetização científica pode abranger muitas coisas, desde saber como preparar
22--uma refeição nutritiva até saber apreciar as leis da Física. São imprescindíveis especialistas para
23--a popularização e desmistificação do conhecimento científico, para que o leigo possa utilizá-lo na
24--sua vida cotidiana. Os meios de comunicação e, principalmente, as escolas podem contribuir
25--consubstancialmente para que a população tenha um melhor entendimento público da Ciência.
26------------Quando se fala em alfabetização, normalmente não se percebe que a expressão “ser
27--alfabetizado” apresenta dois significados diferentes: um, mais denso, estabelece uma relação
28--com a cultura, a erudição; o outro fica reduzido à capacidade de ler e escrever. No entanto,
29--ampliando-se o segundo significado do que é “ser alfabetizado”, a expressão “alfabetização
30--científica” pode vir a ser entendida como a capacidade de ler, compreender e expressar opinião
31--sobre assuntos de caráter científico, levando-se em conta o pressuposto de que o indivíduo já
32--tenha interagido com a educação formal, dominando, desta forma, o código escrito. Entretanto,
33--complementarmente a esta definição, e num certo sentido a ela se contrapondo, parte-se da
34--premissa de que é possível desenvolver uma alfabetização científica nas Séries Iniciais do Ensino
35--Fundamental, mesmo antes de o aluno dominar o código escrito. Por outro lado, a alfabetização
36--científica poderá auxiliar significativamente o processo de aquisição do código escrito,
37--propiciando condições para que os alunos possam expandir sua bagagem sociocultural.
38------------Considerando-se que boa parte da população possui pouco entendimento sobre o papel
39--da ciência, o elementar seria a sua compreensão de que a “alfabetização científica prática” é
40--aquela que, contribuindo para a superação desta situação, tornaria o indivíduo apto a resolver,
41--de forma imediata, problemas básicos que afetam a sua vida. Esta alfabetização deve
42--proporcionar um tipo de conhecimento científico e técnico que pode ser posto em uso
43--imediatamente, para ajudar a melhorar os padrões de vida. Assim, a alfabetização científica
44--prática está relacionada com as necessidades humanas mais básicas, como alimentação, saúde
45--e habitação. Uma pessoa com conhecimentos mínimos sobre estes assuntos pode tomar suas
46--decisões de forma consciente, mudando seus hábitos, preservando a sua saúde e exigindo
47--condições dignas para a sua vida e a dos demais seres humanos.
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(Disponível em: https://www.scielo.br/j/epec/a/N36pNx6vryxdGmDLf76mNDH/?format=pdf&lang=pt –
texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra primitiva retirada do texto.
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
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Alfabetização científica
Por Leonir Lorenzetti e Demétrio Delizoicov
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01----------A alfabetização científica e técnica está em voga e vem sendo discutida em países
02--anglo-saxões e do norte da Europa. A expressão designa um tipo de saber, de capacidade ou de
03--conhecimento que seria uma contraparte ______ que foi alfabetização no último século. Com
04--respeito __ educação escolar, tem sido apontado que a maioria dos educadores concorda que o
05--propósito da ciência escolar é ajudar os estudantes a alcançar níveis mais altos de alfabetização
06--científica, existindo um acordo significativo da sua importância para a vida cotidiana de qualquer
07--indivíduo. No entanto, ela tem muitas das características de um slogan educacional no qual o
08--consenso é superficial, porque a expressão significa coisas diferentes para pessoas diferentes.
09--Desta forma, são pertinentes algumas questões: qual o significado da alfabetização científica?
10--Qual a sua importância para o currículo escolar? Como promovê-la?
11------------A alfabetização científica e tecnológica no Brasil é reflexo do processo da globalização,
12--entendida como o que um público específico – o escolar – deve saber sobre ciência, tecnologia
13--e sociedade, com base em conhecimentos adquiridos em contextos diversos (escola, museu,
14--revista, etc.). A alfabetização científica constitui-se como uma das grandes linhas de investigação
15--no ensino de Ciências. Este movimento relaciona-se à mudança dos objetivos do ensino de
16--Ciências, em direção à formação geral da cidadania, tendo hoje papel importante no panorama
17--internacional. As características de uma pessoa cientificamente instruída não são ensinadas
18--diretamente, mas estão embutidas no currículo escolar, de modo que os alunos são chamados a
19--solucionar problemas, a realizar investigações, a desenvolver projetos em laboratório de apoio e
20--experiências de campo. Estas atividades são compreendidas como preparação para o exercício
21--da cidadania. A alfabetização científica pode abranger muitas coisas, desde saber como preparar
22--uma refeição nutritiva até saber apreciar as leis da Física. São imprescindíveis especialistas para
23--a popularização e desmistificação do conhecimento científico, para que o leigo possa utilizá-lo na
24--sua vida cotidiana. Os meios de comunicação e, principalmente, as escolas podem contribuir
25--consubstancialmente para que a população tenha um melhor entendimento público da Ciência.
26------------Quando se fala em alfabetização, normalmente não se percebe que a expressão “ser
27--alfabetizado” apresenta dois significados diferentes: um, mais denso, estabelece uma relação
28--com a cultura, a erudição; o outro fica reduzido à capacidade de ler e escrever. No entanto,
29--ampliando-se o segundo significado do que é “ser alfabetizado”, a expressão “alfabetização
30--científica” pode vir a ser entendida como a capacidade de ler, compreender e expressar opinião
31--sobre assuntos de caráter científico, levando-se em conta o pressuposto de que o indivíduo já
32--tenha interagido com a educação formal, dominando, desta forma, o código escrito. Entretanto,
33--complementarmente a esta definição, e num certo sentido a ela se contrapondo, parte-se da
34--premissa de que é possível desenvolver uma alfabetização científica nas Séries Iniciais do Ensino
35--Fundamental, mesmo antes de o aluno dominar o código escrito. Por outro lado, a alfabetização
36--científica poderá auxiliar significativamente o processo de aquisição do código escrito,
37--propiciando condições para que os alunos possam expandir sua bagagem sociocultural.
38------------Considerando-se que boa parte da população possui pouco entendimento sobre o papel
39--da ciência, o elementar seria a sua compreensão de que a “alfabetização científica prática” é
40--aquela que, contribuindo para a superação desta situação, tornaria o indivíduo apto a resolver,
41--de forma imediata, problemas básicos que afetam a sua vida. Esta alfabetização deve
42--proporcionar um tipo de conhecimento científico e técnico que pode ser posto em uso
43--imediatamente, para ajudar a melhorar os padrões de vida. Assim, a alfabetização científica
44--prática está relacionada com as necessidades humanas mais básicas, como alimentação, saúde
45--e habitação. Uma pessoa com conhecimentos mínimos sobre estes assuntos pode tomar suas
46--decisões de forma consciente, mudando seus hábitos, preservando a sua saúde e exigindo
47--condições dignas para a sua vida e a dos demais seres humanos.
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(Disponível em: https://www.scielo.br/j/epec/a/N36pNx6vryxdGmDLf76mNDH/?format=pdf&lang=pt –
texto adaptado especialmente para esta prova).
Para passar a exprimir ideia de conclusão, a locução conjuntiva em destaque na linha 07 somente deve ser substituída por:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
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Alfabetização científica
Por Leonir Lorenzetti e Demétrio Delizoicov
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01----------A alfabetização científica e técnica está em voga e vem sendo discutida em países
02--anglo-saxões e do norte da Europa. A expressão designa um tipo de saber, de capacidade ou de
03--conhecimento que seria uma contraparte ______ que foi alfabetização no último século. Com
04--respeito __ educação escolar, tem sido apontado que a maioria dos educadores concorda que o
05--propósito da ciência escolar é ajudar os estudantes a alcançar níveis mais altos de alfabetização
06--científica, existindo um acordo significativo da sua importância para a vida cotidiana de qualquer
07--indivíduo. No entanto, ela tem muitas das características de um slogan educacional no qual o
08--consenso é superficial, porque a expressão significa coisas diferentes para pessoas diferentes.
09--Desta forma, são pertinentes algumas questões: qual o significado da alfabetização científica?
10--Qual a sua importância para o currículo escolar? Como promovê-la?
11------------A alfabetização científica e tecnológica no Brasil é reflexo do processo da globalização,
12--entendida como o que um público específico – o escolar – deve saber sobre ciência, tecnologia
13--e sociedade, com base em conhecimentos adquiridos em contextos diversos (escola, museu,
14--revista, etc.). A alfabetização científica constitui-se como uma das grandes linhas de investigação
15--no ensino de Ciências. Este movimento relaciona-se à mudança dos objetivos do ensino de
16--Ciências, em direção à formação geral da cidadania, tendo hoje papel importante no panorama
17--internacional. As características de uma pessoa cientificamente instruída não são ensinadas
18--diretamente, mas estão embutidas no currículo escolar, de modo que os alunos são chamados a
19--solucionar problemas, a realizar investigações, a desenvolver projetos em laboratório de apoio e
20--experiências de campo. Estas atividades são compreendidas como preparação para o exercício
21--da cidadania. A alfabetização científica pode abranger muitas coisas, desde saber como preparar
22--uma refeição nutritiva até saber apreciar as leis da Física. São imprescindíveis especialistas para
23--a popularização e desmistificação do conhecimento científico, para que o leigo possa utilizá-lo na
24--sua vida cotidiana. Os meios de comunicação e, principalmente, as escolas podem contribuir
25--consubstancialmente para que a população tenha um melhor entendimento público da Ciência.
26------------Quando se fala em alfabetização, normalmente não se percebe que a expressão “ser
27--alfabetizado” apresenta dois significados diferentes: um, mais denso, estabelece uma relação
28--com a cultura, a erudição; o outro fica reduzido à capacidade de ler e escrever. No entanto,
29--ampliando-se o segundo significado do que é “ser alfabetizado”, a expressão “alfabetização
30--científica” pode vir a ser entendida como a capacidade de ler, compreender e expressar opinião
31--sobre assuntos de caráter científico, levando-se em conta o pressuposto de que o indivíduo já
32--tenha interagido com a educação formal, dominando, desta forma, o código escrito. Entretanto,
33--complementarmente a esta definição, e num certo sentido a ela se contrapondo, parte-se da
34--premissa de que é possível desenvolver uma alfabetização científica nas Séries Iniciais do Ensino
35--Fundamental, mesmo antes de o aluno dominar o código escrito. Por outro lado, a alfabetização
36--científica poderá auxiliar significativamente o processo de aquisição do código escrito,
37--propiciando condições para que os alunos possam expandir sua bagagem sociocultural.
38------------Considerando-se que boa parte da população possui pouco entendimento sobre o papel
39--da ciência, o elementar seria a sua compreensão de que a “alfabetização científica prática” é
40--aquela que, contribuindo para a superação desta situação, tornaria o indivíduo apto a resolver,
41--de forma imediata, problemas básicos que afetam a sua vida. Esta alfabetização deve
42--proporcionar um tipo de conhecimento científico e técnico que pode ser posto em uso
43--imediatamente, para ajudar a melhorar os padrões de vida. Assim, a alfabetização científica
44--prática está relacionada com as necessidades humanas mais básicas, como alimentação, saúde
45--e habitação. Uma pessoa com conhecimentos mínimos sobre estes assuntos pode tomar suas
46--decisões de forma consciente, mudando seus hábitos, preservando a sua saúde e exigindo
47--condições dignas para a sua vida e a dos demais seres humanos.
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(Disponível em: https://www.scielo.br/j/epec/a/N36pNx6vryxdGmDLf76mNDH/?format=pdf&lang=pt –
texto adaptado especialmente para esta prova).
Hifeniza-se “anglo-saxões” (l. 02) por ser:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
-
A importância de se ter qualidade de vida
-
1--------Qualidade de vida é um cotidiano em que há equilíbrio entre as responsabilidades e os
2--prazeres, garantidos por boa saúde, realização pessoal e facilidade ao lidar com as tarefas
3--diárias. Ela certamente depende de vários fatores para que o indivíduo alcance esse equilíbrio,
4--como, por exemplo: poder aquisitivo; infra-estrutura do habitat em que se vive; relação que se
5--mantém com o trabalho; administração do próprio tempo; nível de satisfação que se obtém com
6--o conjunto das atividades diárias; conforto ao qual se tem acesso; estado de saúde; e, acima de
7--tudo, modo pessoal de se encarar tudo isso. A expressão “qualidade de vida” nos permite
8--concebê-la como a forma com que cada um de nós vive o seu dia-a-dia no que diz respeito ao
9--estilo (escolhas adotadas durante toda a vida) e às condições de vida (envolve moradia,
10--escolaridade, saúde, transporte, segurança e, em geral, aspectos materiais da vida
11--historicamente determinados e socialmente construídos).
12------Por outro lado, qualidade de vida também significa apresentar boas condições de aptidão
13--física para realizar esforços regulares, implicando na capacidade de realizar atos motores
14--diversificados envolvidos nas tarefas do cotidiano, mantendo a homeostase do organismo sem
15--maiores alterações durante os esforços. Desta maneira, do ponto de vista biomecânico, ao
16--realizar uma atividade cotidiana, um indivíduo debilitado e com pouca massa muscular utiliza
17--muitas unidades motoras, o que acaba por caracterizar um esforço de alta intensidade. Observe-se
18--que, com idosos não condicionados, podem ocorrer 18 elevações perigosas na pressão arterial e
19--na frequência cardíaca em situações comuns, como a de subir escadas, que poderiam ser
20--abrandadas por meio do aumento da massa muscular e da força despendida quando da realização
21--de exercícios com peso.
22--------A qualidade de vida difere de pessoa para pessoa e tende a se alterar ao longo da vida.
23--Os principais benefícios proporcionados pela atividade física e pelo alcance de uma qualidade de
24--vida satisfatória são os efeitos antropométricos, neuromusculares, metabólicos e psicológicos
25--favoráveis. A qualidade de vida de muitas pessoas poderia sofrer modificações significativas se
26--alguns de seus hábitos fossem alterados, combinados com a implementação de ações
27--preventivas de saúde que pudesse gerar um estilo de vida saudável. Programas de atividade
28--física bem organizada podem suprir __ diversas necessidades individuais, multiplicando __
29--oportunidades de se obter prazer e, consequentemente, otimizando __ qualidade de vida.
30--------A Federação Internacional de Educação Física elaborou o “Manifesto Mundial de Educação
31--Física – 2000”, o qual representa um importante acontecimento na história dessa área do
32--conhecimento, pois pretende reunir, em um único documento, as propostas e discussões
33--efetivadas no decorrer do século XX no âmbito desta entidade. O manifesto expressa os ideais
34--contemporâneos de valorização da vida ativa, ou seja, ratifica a relação entre atividade física,
35--saúde e qualidade de vida, e prioriza o combate ao sedentarismo como objetivo da Educação
36--Física (formal e não formal), por meio da educação para a recreação ativa de forma continuada.
37--Com base no que é postulado nesse documento, devem continuar sendo instituídas políticas para
38--aumentar a participação individual em alguma atividade física, com o intuito de melhorar a saúde
39--e a qualidade de vida da população. Deve-se, além disso, conscientizar e estimular a população
40--sobre a prática de atividades físicas como fator de promoção de saúde e prevenção de doenças
41--crônicas não transmissíveis. É importante, igualmente, criar e oferecer novas sistemáticas para
42--aumentar o nível e a regularidade da prática de atividades físicas nos espaços públicos e
43--privados; por fim, e não menos fundamental, é preciso oferecer orientações sobre: práticas
44--saudáveis de vida; controle de peso corporal; risco de uso indiscriminado do tabaco, álcool e
45--medicamentos; a necessidade de aferição constante da pressão arterial e glicemia em postos
46--situados em locais de fácil acesso às comunidades. Tais iniciativas promovem o bem-estar
47--biopsicossocial e melhoram a qualidade de vida das pessoas em geral.
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(Disponível em: https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/ppqvat_cap19.pdf – textoadaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra retirada do texto classificada como adjetivo uniforme.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
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A importância de se ter qualidade de vida
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1--------Qualidade de vida é um cotidiano em que há equilíbrio entre as responsabilidades e os
2--prazeres, garantidos por boa saúde, realização pessoal e facilidade ao lidar com as tarefas
3--diárias. Ela certamente depende de vários fatores para que o indivíduo alcance esse equilíbrio,
4--como, por exemplo: poder aquisitivo; infra-estrutura do habitat em que se vive; relação que se
5--mantém com o trabalho; administração do próprio tempo; nível de satisfação que se obtém com
6--o conjunto das atividades diárias; conforto ao qual se tem acesso; estado de saúde; e, acima de
7--tudo, modo pessoal de se encarar tudo isso. A expressão “qualidade de vida” nos permite
8--concebê-la como a forma com que cada um de nós vive o seu dia-a-dia no que diz respeito ao
9--estilo (escolhas adotadas durante toda a vida) e às condições de vida (envolve moradia,
10--escolaridade, saúde, transporte, segurança e, em geral, aspectos materiais da vida
11--historicamente determinados e socialmente construídos).
12------Por outro lado, qualidade de vida também significa apresentar boas condições de aptidão
13--física para realizar esforços regulares, implicando na capacidade de realizar atos motores
14--diversificados envolvidos nas tarefas do cotidiano, mantendo a homeostase do organismo sem
15--maiores alterações durante os esforços. Desta maneira, do ponto de vista biomecânico, ao
16--realizar uma atividade cotidiana, um indivíduo debilitado e com pouca massa muscular utiliza
17--muitas unidades motoras, o que acaba por caracterizar um esforço de alta intensidade. Observe-se
18--que, com idosos não condicionados, podem ocorrer 18 elevações perigosas na pressão arterial e
19--na frequência cardíaca em situações comuns, como a de subir escadas, que poderiam ser
20--abrandadas por meio do aumento da massa muscular e da força despendida quando da realização
21--de exercícios com peso.
22--------A qualidade de vida difere de pessoa para pessoa e tende a se alterar ao longo da vida.
23--Os principais benefícios proporcionados pela atividade física e pelo alcance de uma qualidade de
24--vida satisfatória são os efeitos antropométricos, neuromusculares, metabólicos e psicológicos
25--favoráveis. A qualidade de vida de muitas pessoas poderia sofrer modificações significativas se
26--alguns de seus hábitos fossem alterados, combinados com a implementação de ações
27--preventivas de saúde que pudesse gerar um estilo de vida saudável. Programas de atividade
28--física bem organizada podem suprir __ diversas necessidades individuais, multiplicando __
29--oportunidades de se obter prazer e, consequentemente, otimizando __ qualidade de vida.
30--------A Federação Internacional de Educação Física elaborou o “Manifesto Mundial de Educação
31--Física – 2000”, o qual representa um importante acontecimento na história dessa área do
32--conhecimento, pois pretende reunir, em um único documento, as propostas e discussões
33--efetivadas no decorrer do século XX no âmbito desta entidade. O manifesto expressa os ideais
34--contemporâneos de valorização da vida ativa, ou seja, ratifica a relação entre atividade física,
35--saúde e qualidade de vida, e prioriza o combate ao sedentarismo como objetivo da Educação
36--Física (formal e não formal), por meio da educação para a recreação ativa de forma continuada.
37--Com base no que é postulado nesse documento, devem continuar sendo instituídas políticas para
38--aumentar a participação individual em alguma atividade física, com o intuito de melhorar a saúde
39--e a qualidade de vida da população. Deve-se, além disso, conscientizar e estimular a população
40--sobre a prática de atividades físicas como fator de promoção de saúde e prevenção de doenças
41--crônicas não transmissíveis. É importante, igualmente, criar e oferecer novas sistemáticas para
42--aumentar o nível e a regularidade da prática de atividades físicas nos espaços públicos e
43--privados; por fim, e não menos fundamental, é preciso oferecer orientações sobre: práticas
44--saudáveis de vida; controle de peso corporal; risco de uso indiscriminado do tabaco, álcool e
45--medicamentos; a necessidade de aferição constante da pressão arterial e glicemia em postos
46--situados em locais de fácil acesso às comunidades. Tais iniciativas promovem o bem-estar
47--biopsicossocial e melhoram a qualidade de vida das pessoas em geral.
-
(Disponível em: https://www.fef.unicamp.br/fef/sites/uploads/deafa/qvaf/ppqvat_cap19.pdf – textoadaptado especialmente para esta prova).
Na frase “qualidade de vida também significa apresentar boas condições de aptidão física para realizar esforços regulares” (l. 12-13), a conjunção sublinhada exprime ideia de:
Instrução: As questões de números 01 a 08 referem-se ao texto abaixo.
Mar em fúria
01 As origens da epidemia de alergia são ambientais e nutricionais. Há três níveis nos quais o
02 meio ambiente tem um impacto sobre a alergia: o ar livre, ambientes fechados e o interior de
03 nosso corpo. A toxidade em cada um desses ambientes é um golpe duplo. Primeiro, ela danifica
04 as superfícies de nosso corpo, como a pele ou o revestimento dos tratos respiratório ou
05 gastrointestinal e, então, promove uma reação alérgica a substâncias que normalmente seriam
06 toleradas. O que você come e seu estado nutricional afetam a resposta corporal a cada um
07 desses níveis.
08 Hoje, ir ao supermercado é como caminhar por um campo minado. Enquanto você empurra
09 seu carrinho pelos corredores, você logo vasculha as prateleiras em busca das palavras sem
10 glúten ou laticínios. Sua adorada pizza ou massa favorita são riscadas do cardápio se você for
11 alérgico ao trigo. Parece que as coisas básicas que costumavam nos sustentar se viraram contra
12 nós e uma nova ameaça nos espreita a cada esquina. Este é de fato um novo mundo estranho,
13 que as gerações antigas não reconheceriam.
14 Como chegamos a este ponto?
(Disponível em: A Solução para as Alergias. GALLAND, Leo & GALLAND, Jonathan. São Paulo: Madras, 2016 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Que outro advérbio ou locução adverbial poderia substituir “então” (l. 05), sem alterar o significado da oração?
Assinale a alternativa em que todos os adjetivos são uniformes, têm uma só forma para o masculino e o feminino.
Assinale a alternativa que contém o plural correto da frase “O cidadão acordou cedo e foi buscar pão e pão de ló para seu café da manhã.”
UM ABRAÇO EM PELÉ
1 Eu ainda não tive o prazer de lhe ser apresentado, meu caro Pelé, mas agora, com o fato de termos sido condecorados juntos pelo governo de França - você no grau de Cavaleiro e eu no de Oficial: e mais justo me pareceria o contrário - vamos certamente nos conhecer e tornar amigos. Ninguém mais que você merece tão alta distinção, sobretudo por ter sido conferida espontaneamente - pois ninguém mais que você tem levado o nome do Brasil para fora de nossas fronteiras. Da Sibéria à Patagônia todo mundo conhece Pelé; e eu estou certo de que você entraria fácil na lista das dez personalidades mais famosas de nossos dias.
2 Não posso disfarçar o orgulho que a condecoração me causa, embora seja, de natureza, avesso a honrarias; e orgulho tanto maior porque nela estamos juntos: preto e branco (as cores do meu Botafogo!) e também as cores irmãs de nossa integração racial. Sim, caro Pelé, nós representamos, em face da comenda que nos é conferida, o Brasil racialmente integrado, o Brasil sem ódio e sem complexos, o Brasil que olha para o futuro sem medo porque, apesar dos pesares, é bom de mulher, bom de música, bom de poesia, bom de pintura, bom de arquitetura e bom de bola. Particularmente por isso considero-me feliz de estar a seu lado no momento em que nos colocarem no peito a condecoração.
3 Que você tenha sido distinguido pela Ordem Nacional do Mérito da França nada me parece mais natural. A França sempre deu um alto valor ao gênio, e você, meu grande Pelé, é um gênio completo, porque o seu futebol representa um reflexo imediato de sua cabeça nos seus pés. Eu não sou gênio, não. Eu tenho que pensar um bocado para que a mão transmita direito o que a cabeça lucubrou. Meus gols são mais raros que os seus. Você é com justa razão chamado o Rei. Quanto a mim, que rei sou eu?
4 Mas nada disso turva a satisfação que sinto em ser o seu Coutinho nesta nova investida do Brasil na área internacional. Parabéns, meu caro Pelé. Parabéns e o melhor abraço aqui do seu irmãozinho!
Disponível em: https://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/prosa/um-abraco-em-pele
“Não posso disfarçar o orgulho que a condecoração me causa, embora seja, de natureza, avesso a honrarias:” O valor semântico do operador lógico argumentativo em destaque é:
Sócrates e as redes sociais
1 Esses dias eu li um artigo que fala sobre a relação entre a história de Sócrates e o nosso comportamento nas redes sociais. Parece meio estranho, mas a ideia é que ele tinha uma postura em relação à moral semelhante ao que muita gente quer ter hoje em dia.
2 Sobre Sócrates, o que a gente sabe dele vem do principal discípulo, que foi Platão. Em um diálogo chamado “Apologia de Sócrates”, Platão fala do processo que levou Sócrates a ser condenado à morte por envenenamento. De acordo com Platão, Sócrates contou que um amigo dele, Querefonte, foi ao Oráculo de Delfos e perguntou quem era o homem mais sábio. O oráculo respondeu que era Sócrates. E Sócrates ficou assustado quando soube disso, porque ele era homem simples, filho de uma parteira e de um artesão, e trabalhava como artesão, assim como o pai. Não existia nada de especial em Sócrates e ele mesmo não via motivo algum para que fosse considerado o homem mais sábio. Por conta disso, Sócrates passa a procurar alguém mais sábio do que ele ‒ e de acordo com ele mesmo ‒ não encontra. Pode parecer só uma falta de modéstia, mas a questão aqui é a distinção entre sabedoria e inteligência.
3 Sócrates encontra, naturalmente, pessoas mais inteligentes do que ele, artistas, políticos, poetas… Mas o problema é que essas pessoas acreditavam que já sabiam de tudo, ou que o que sabiam bastava. E é por isso que Sócrates conclui que nenhum deles era mais sábio. No entanto, Sócrates entende que o deus Apolo, por meio do Oráculo, não queria exaltar a sabedoria dele, mas sim mostrar que nenhum homem é sábio, mas todos podem buscar a sabedoria, todos podem ser filósofos. E, lembre, filosofia é “amor à sabedoria” e não simplesmente “sabedoria”. É justamente daí que vem a famosa frase paradoxal utilizada por Sócrates: “Só sei que nada sei”.
4 Sócrates é mais sábio porque ele pelo menos é capaz de reconhecer a ignorância e de ir em busca da verdade. Mas ele não sabe tudo. Então, se coloca na posição de perguntar, de questionar, de colocar contra a parede aqueles que acham que sabem. E é aqui que a analogia do texto, entre Sócrates e as redes sociais, faz sentido.
5 Quando estamos no YouTube, Twitter, Instagram ou qualquer outro desses serviços de redes sociais, tendemos a observar e condenar as atitudes alheias. Como se fôssemos Sócrates, vamos apontando os defeitos e as falhas dos outros como se estivéssemos fazendo um grande bem à humanidade. Desde as discussões mais sérias até as mais banais, estamos lá, questionando o saber alheio, mostrando os problemas nos argumentos, perguntando: “Você realmente sabe o que acha que sabe?”. Nada disso é errado, mas cabe uma reflexão sobre essa pretensão de verdade que nos atinge.
6 Muitos leitores de Platão acusam Sócrates de dissimulação. Por detrás da ironia, na verdade estaríamos diante de um homem que se acha superior aos outros e, que, por isso, se vê no direito de mostrar que eles estão errados, humilhando os adversários, exibindo o seu conhecimento. E, você, quando está na internet, não se sente um pouco assim?
Disponível em: https://marcosramon.net/blog/socrates-e-as-redes-sociais
Em “No entanto, Sócrates entende que o deus Apolo, por meio do Oráculo, não queria exaltar a sabedoria dele...” (3° parágrafo), sobre o termo destacado neste trecho só é verdadeiro o que se afirma em:
Sócrates e as redes sociais
1 Esses dias eu li um artigo que fala sobre a relação entre a história de Sócrates e o nosso comportamento nas redes sociais. Parece meio estranho, mas a ideia é que ele tinha uma postura em relação à moral semelhante ao que muita gente quer ter hoje em dia.
2 Sobre Sócrates, o que a gente sabe dele vem do principal discípulo, que foi Platão. Em um diálogo chamado “Apologia de Sócrates”, Platão fala do processo que levou Sócrates a ser condenado à morte por envenenamento. De acordo com Platão, Sócrates contou que um amigo dele, Querefonte, foi ao Oráculo de Delfos e perguntou quem era o homem mais sábio. O oráculo respondeu que era Sócrates. E Sócrates ficou assustado quando soube disso, porque ele era homem simples, filho de uma parteira e de um artesão, e trabalhava como artesão, assim como o pai. Não existia nada de especial em Sócrates e ele mesmo não via motivo algum para que fosse considerado o homem mais sábio. Por conta disso, Sócrates passa a procurar alguém mais sábio do que ele ‒ e de acordo com ele mesmo ‒ não encontra. Pode parecer só uma falta de modéstia, mas a questão aqui é a distinção entre sabedoria e inteligência.
3 Sócrates encontra, naturalmente, pessoas mais inteligentes do que ele, artistas, políticos, poetas… Mas o problema é que essas pessoas acreditavam que já sabiam de tudo, ou que o que sabiam bastava. E é por isso que Sócrates conclui que nenhum deles era mais sábio. No entanto, Sócrates entende que o deus Apolo, por meio do Oráculo, não queria exaltar a sabedoria dele, mas sim mostrar que nenhum homem é sábio, mas todos podem buscar a sabedoria, todos podem ser filósofos. E, lembre, filosofia é “amor à sabedoria” e não simplesmente “sabedoria”. É justamente daí que vem a famosa frase paradoxal utilizada por Sócrates: “Só sei que nada sei”.
4 Sócrates é mais sábio porque ele pelo menos é capaz de reconhecer a ignorância e de ir em busca da verdade. Mas ele não sabe tudo. Então, se coloca na posição de perguntar, de questionar, de colocar contra a parede aqueles que acham que sabem. E é aqui que a analogia do texto, entre Sócrates e as redes sociais, faz sentido.
5 Quando estamos no YouTube, Twitter, Instagram ou qualquer outro desses serviços de redes sociais, tendemos a observar e condenar as atitudes alheias. Como se fôssemos Sócrates, vamos apontando os defeitos e as falhas dos outros como se estivéssemos fazendo um grande bem à humanidade. Desde as discussões mais sérias até as mais banais, estamos lá, questionando o saber alheio, mostrando os problemas nos argumentos, perguntando: “Você realmente sabe o que acha que sabe?”. Nada disso é errado, mas cabe uma reflexão sobre essa pretensão de verdade que nos atinge.
6 Muitos leitores de Platão acusam Sócrates de dissimulação. Por detrás da ironia, na verdade estaríamos diante de um homem que se acha superior aos outros e, que, por isso, se vê no direito de mostrar que eles estão errados, humilhando os adversários, exibindo o seu conhecimento. E, você, quando está na internet, não se sente um pouco assim?
Disponível em: https://marcosramon.net/blog/socrates-e-as-redes-sociais
O item abaixo em que o elemento destacado tem seu valor semântico corretamente indicado é:
Qual foi a primeira rede social?
Direto e reto, cara cajapioense: o vovô do Orkut, do Facebook, do Instagram e do TikTok é o classmates.com, criado em dezembro de 1995.
O site segue no ar até hoje e é uma plataforma para conectar colegas de escola, compartilhar fotos antigas — incluindo anuários com fotos de formandos — e combinar encontros nostálgicos de turma. Mas só funciona para escolas dos Estados Unidos (fica a dica para empreendedores brasileiros).
Apesar de ser tão específico, o serviço tem envelhecido bem, acompanhando os novos tempos e está prestes a lançar seu aplicativo.
Há, contudo, quem defenda que as redes sociais existem muito antes disso, desde a pré-história da internet, quando ela ainda não era acessível a todos os mortais.
Dentre esses ancestrais, está o BBS (1973), um servidor que rodava um software que conectava, por meio de um modem ligado à rede telefônica, pessoas e instituições em fóruns para compartilhamento de arquivos, programas, conversas sobre temas e até mensagens de texto.
Outro dinossauro das redes sociais é o Q-Link (abreviação de Quantum Link), lançado pela Quantum Computer Services em 1985.
Embora também fosse restrito — só rodava em computadores Commodore 64 e 128, nos EUA e no Canadá —, ele estava mais para um portal de conteúdo, oferecendo notícias, jogos e, claro, ambientes de interação, como salas de bate-papo e fóruns para compartilhamento de arquivos.
Tanto parecia um portal que, em 1989, o Q-Link ampliou o acesso a todos os computadores pessoais e mudou de nome para dar origem ao America Online, ou AOL — conhece, cara cajapioense?
Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/colunas/pergunta-pro-jokura/2022/05/30/qual-foi-a-primeira-rede-social.htm (adaptado)
“... e mudou de nome para dar origem ao America Online, ou AOL...”
O termo em negrito indica entre os elementos em que está inserido uma relação de:
Em Terra de Cego
Nenhum ditado popular explica tão bem os problemas do Brasil e do mundo como “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Ele mostra por que existe tanta gente incompetente dirigindo nossas empresas e nossas instituições.
Mostra também por que é tão fácil chegar ao topo da pirâmide social sem muita visão ou competência. Basta ter um mínimo de conhecimento para sair pontificando soluções. Todo mundo palpita em economia e futebol como se fosse Ph.D. no assunto.
Se nossos técnicos de futebol tivessem ouvido os palpiteiros, jamais seríamos pentacampeões mundiais de futebol.
Por isso temos tantos acadêmicos para lá de arrogantes, que se acham predestinados a dirigir nossa vida com muita teoria e pouca informação. Existe um corolário desse ditado que me preocupa por suas consequências.
“Em terra de cego, quem tem um olho é rei, e quem tem dois olhos é muito malvisto.” Indivíduos inteligentes e capazes são encarados como uma enorme ameaça e precisam ser rapidamente eliminados pelos que estão no poder. Por essa razão, pessoas com mérito e competência dificilmente são promovidas no Brasil. Promovidos são os bajuladores e puxa-sacos.
Quando aparece alguém com dois olhos, os reizinhos tratam de eliminá-lo, quanto antes melhor. Já cansei de ver gente competente que, de um momento para o outro, deixou de ser ouvida pela diretoria.
Já vi muito jornalista que, de repente, caiu em desgraça. Já vi muito jovem comentar algo brilhante na aula e ser duramente criticado pelo professor, sem saber o motivo. Todos cometeram o erro fatal de mostrar que tinham dois olhos. Por favor, não deixe que isso aconteça com você.
Se você é dos milhares de brasileiros que possuem dois olhos, tome cuidado. Em terra de cego, você corre perigo. Nunca mostre a seu chefe, professor ou colega de trabalho os olhos que tem. Lamento não poder dar nenhum bom conselho, eu sou dos que tem um olho só. A maioria dos dois-olhos que conheço já desistiu de lutar e optou pelo anonimato.
Quando eles têm uma ideia brilhante, colocam a solução na mesa de seus chefes e deixam que a ideia seja descaradamente roubada.
Eles se fingem de mortos, pois sabem que, se agirem de modo diferente, poderão tornar-se vítimas. Mas há saídas melhores.
Se seu chefe tem um olho só, mude de emprego e procure companhias que valorizem o talento, que tenham critérios de avaliação claros e baseados em meritocracia. São poucas, mas elas existem e precisam ser prestigiadas. Ou, então, procure um chefe que tenha dois olhos e grude nele. Ele é o único que irá entendê-lo. Ajude-o a formar uma grande equipe. Se ele mudar de empresa, mude com ele.
Seja diferente, procure os melhores chefes para trabalhar, não as melhores companhias. Normalmente, as grandes empresas já são dominadas por reizinhos de um olho só. Por isso, considere criar um negócio com outros como você. Vocês terão sucesso garantido, pois vão concorrer com milhares de executivos e empresários de um olho só.
Nosso erro como nação é justamente não identificar aqueles que enxergam com dois olhos, para poder segui-los pelos caminhos que trilham.
Eles deveriam ser valorizados, e não perseguidos, como o são. O Brasil precisa desesperadamente de gente que pense de forma clara e coerente, gente que observe com os próprios olhos aquilo que está a sua volta, em vez de ler em livros que nem foram escritos neste país.
Se você for um desses, tenha mais coragem e lute. Junte-se a eles para combater essa mediocridade mundial que está por aí. Vocês não se encontram sozinhos. Nosso povo tem dois olhos, sim, e é muito mais esperto do que se imagina.
Ele está é sendo enganado há tempos, enganado por gente com um olho só. Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.
Hoje, a maioria do povo tem acesso à internet e a home pages com mais informação do que essa intelligentsia tinha quando fez seu doutorado. Se informação é poder, ela não é mais restrita a um pequeno grupo de bem formados. Nosso povo só precisa acreditar mais em si mesmo e perceber que cegos são os outros, aqueles com um olho só.
Disponível em: https://blog.kanitz.com.br/terra-cego/
“Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.” Nesta passagem do texto é correto afirmar que:
Em Terra de Cego
Nenhum ditado popular explica tão bem os problemas do Brasil e do mundo como “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Ele mostra por que existe tanta gente incompetente dirigindo nossas empresas e nossas instituições.
Mostra também por que é tão fácil chegar ao topo da pirâmide social sem muita visão ou competência. Basta ter um mínimo de conhecimento para sair pontificando soluções. Todo mundo palpita em economia e futebol como se fosse Ph.D. no assunto.
Se nossos técnicos de futebol tivessem ouvido os palpiteiros, jamais seríamos pentacampeões mundiais de futebol.
Por isso temos tantos acadêmicos para lá de arrogantes, que se acham predestinados a dirigir nossa vida com muita teoria e pouca informação. Existe um corolário desse ditado que me preocupa por suas consequências.
“Em terra de cego, quem tem um olho é rei, e quem tem dois olhos é muito malvisto.” Indivíduos inteligentes e capazes são encarados como uma enorme ameaça e precisam ser rapidamente eliminados pelos que estão no poder. Por essa razão, pessoas com mérito e competência dificilmente são promovidas no Brasil. Promovidos são os bajuladores e puxa-sacos.
Quando aparece alguém com dois olhos, os reizinhos tratam de eliminá-lo, quanto antes melhor. Já cansei de ver gente competente que, de um momento para o outro, deixou de ser ouvida pela diretoria.
Já vi muito jornalista que, de repente, caiu em desgraça. Já vi muito jovem comentar algo brilhante na aula e ser duramente criticado pelo professor, sem saber o motivo. Todos cometeram o erro fatal de mostrar que tinham dois olhos. Por favor, não deixe que isso aconteça com você.
Se você é dos milhares de brasileiros que possuem dois olhos, tome cuidado. Em terra de cego, você corre perigo. Nunca mostre a seu chefe, professor ou colega de trabalho os olhos que tem. Lamento não poder dar nenhum bom conselho, eu sou dos que tem um olho só. A maioria dos dois-olhos que conheço já desistiu de lutar e optou pelo anonimato.
Quando eles têm uma ideia brilhante, colocam a solução na mesa de seus chefes e deixam que a ideia seja descaradamente roubada.
Eles se fingem de mortos, pois sabem que, se agirem de modo diferente, poderão tornar-se vítimas. Mas há saídas melhores.
Se seu chefe tem um olho só, mude de emprego e procure companhias que valorizem o talento, que tenham critérios de avaliação claros e baseados em meritocracia. São poucas, mas elas existem e precisam ser prestigiadas. Ou, então, procure um chefe que tenha dois olhos e grude nele. Ele é o único que irá entendê-lo. Ajude-o a formar uma grande equipe. Se ele mudar de empresa, mude com ele.
Seja diferente, procure os melhores chefes para trabalhar, não as melhores companhias. Normalmente, as grandes empresas já são dominadas por reizinhos de um olho só. Por isso, considere criar um negócio com outros como você. Vocês terão sucesso garantido, pois vão concorrer com milhares de executivos e empresários de um olho só.
Nosso erro como nação é justamente não identificar aqueles que enxergam com dois olhos, para poder segui-los pelos caminhos que trilham.
Eles deveriam ser valorizados, e não perseguidos, como o são. O Brasil precisa desesperadamente de gente que pense de forma clara e coerente, gente que observe com os próprios olhos aquilo que está a sua volta, em vez de ler em livros que nem foram escritos neste país.
Se você for um desses, tenha mais coragem e lute. Junte-se a eles para combater essa mediocridade mundial que está por aí. Vocês não se encontram sozinhos. Nosso povo tem dois olhos, sim, e é muito mais esperto do que se imagina.
Ele está é sendo enganado há tempos, enganado por gente com um olho só. Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.
Hoje, a maioria do povo tem acesso à internet e a home pages com mais informação do que essa intelligentsia tinha quando fez seu doutorado. Se informação é poder, ela não é mais restrita a um pequeno grupo de bem formados. Nosso povo só precisa acreditar mais em si mesmo e perceber que cegos são os outros, aqueles com um olho só.
Disponível em: https://blog.kanitz.com.br/terra-cego/
“Todo mundo palpita em economia e futebol como se fosse Ph.D. no assunto.” Sobre o termo destacado só é verdadeiro o que se afirma em:
Por que gandula chama gandula?
Em viagem de férias pelo Ceará, eu e meu filho caçula fomos acompanhar uma partida do Campeonato Brasileiro na Arena Castelão. No intervalo, ficamos falando sobre o trabalho dos gandulas (ou das gandulas), que veem os jogos de um local privilegiadíssimo.
Contei então a ele a história da origem do nome do "pegador de bolas".
Sim, no mundo inteiro, nas diferentes línguas, a função é tratada como um pegador de bolas: apanha-bolas (português de Portugal), recogepelotas (espanhol), ball boy ou ball girl (inglês), ramasseur de balles (francês) e raccattapalle (italiano), só para citar alguns exemplos.
Aqui, há uma versão envolvendo o argentino Bernardo Gandulla, ponta do time do Vasco da Gama no ano de 1939.
O jogador veio do Ferro Carril Oeste, de Buenos Aires, para disputar o Campeonato Carioca. Mas ficou um mês impossibilitado de jogar por causa de problemas com sua transferência.
Mesmo sem atuar, ele ficava na beirada do campo, repondo a bola rapidamente para os companheiros e adversários. Daí, quando a Liga Carioca de Futebol resolveu oficializar a função, em 1940, o nome de Gandulla foi lembrado. E assim ela foi batizada.
Gandulla era um bom jogador? Era, sim, embora sua passagem pelo Vasco não tenha sido tão incrível. Ele disputou 29 partidas (dez vitórias, oito empates e onze derrotas).
Gandulla foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors, clube que também treinou no final da década de 1950. Falecido em 1999, aos 83 anos, ele foi sepultado no Mausoléu do Boca Juniors, que fica dentro do Cemitério de Chacarita.
O cantor mais famoso da Argentina, Carlos Gardel, está enterrado lá também.
Por que você diz que essa é uma versão?
Em 2011, eu entrevistei um dos netos de Bernardo Gandulla em Buenos Aires. Ele confirmou a história, que disse ter ouvido do próprio avô. O dicionário Houaiss também traz essa versão.
Respeitados pesquisadores brasileiros, no entanto, garantem que o termo já era utilizado desde o início da década de 30 — antes de Gandulla defender o Vasco.
A palavra teria vindo de "gandulo", que significa garoto vadio, sem ocupação. Ela se referia aos meninos que ficavam vendo jogos de futebol em volta dos campos.
Ah, sim, o jogo que fomos ver no Castelão foi Fortaleza 0 x Santos 0. Foram muitos chutes errados o tempo todo. Os gandulas tiveram trabalho naquela noite!
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/o-curioso/2022/08/por-que-gandula-chama-gandula.shtml
“... veem os jogos de um local privilegiadíssimo.”
A classificação correta da palavra e o correto grau em que se encontra estão na opção:
Por que gandula chama gandula?
Em viagem de férias pelo Ceará, eu e meu filho caçula fomos acompanhar uma partida do Campeonato Brasileiro na Arena Castelão. No intervalo, ficamos falando sobre o trabalho dos gandulas (ou das gandulas), que veem os jogos de um local privilegiadíssimo.
Contei então a ele a história da origem do nome do "pegador de bolas".
Sim, no mundo inteiro, nas diferentes línguas, a função é tratada como um pegador de bolas: apanha-bolas (português de Portugal), recogepelotas (espanhol), ball boy ou ball girl (inglês), ramasseur de balles (francês) e raccattapalle (italiano), só para citar alguns exemplos.
Aqui, há uma versão envolvendo o argentino Bernardo Gandulla, ponta do time do Vasco da Gama no ano de 1939.
O jogador veio do Ferro Carril Oeste, de Buenos Aires, para disputar o Campeonato Carioca. Mas ficou um mês impossibilitado de jogar por causa de problemas com sua transferência.
Mesmo sem atuar, ele ficava na beirada do campo, repondo a bola rapidamente para os companheiros e adversários. Daí, quando a Liga Carioca de Futebol resolveu oficializar a função, em 1940, o nome de Gandulla foi lembrado. E assim ela foi batizada.
Gandulla era um bom jogador? Era, sim, embora sua passagem pelo Vasco não tenha sido tão incrível. Ele disputou 29 partidas (dez vitórias, oito empates e onze derrotas).
Gandulla foi campeão argentino duas vezes pelo Boca Juniors, clube que também treinou no final da década de 1950. Falecido em 1999, aos 83 anos, ele foi sepultado no Mausoléu do Boca Juniors, que fica dentro do Cemitério de Chacarita.
O cantor mais famoso da Argentina, Carlos Gardel, está enterrado lá também.
Por que você diz que essa é uma versão?
Em 2011, eu entrevistei um dos netos de Bernardo Gandulla em Buenos Aires. Ele confirmou a história, que disse ter ouvido do próprio avô. O dicionário Houaiss também traz essa versão.
Respeitados pesquisadores brasileiros, no entanto, garantem que o termo já era utilizado desde o início da década de 30 — antes de Gandulla defender o Vasco.
A palavra teria vindo de "gandulo", que significa garoto vadio, sem ocupação. Ela se referia aos meninos que ficavam vendo jogos de futebol em volta dos campos.
Ah, sim, o jogo que fomos ver no Castelão foi Fortaleza 0 x Santos 0. Foram muitos chutes errados o tempo todo. Os gandulas tiveram trabalho naquela noite!
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/o-curioso/2022/08/por-que-gandula-chama-gandula.shtml
“Gandulla era um bom jogador?” A correta classificação do termo destacado na oração é:
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 7.
A inciativa privada tem muito a ganhar ao fazer investimentos e estabelecer metas para melhorar seu desempenho ambiental. Para tanto, é preciso que haja certas mudanças nas práticas atuais. A primeira mudança necessária rumo às boas práticas ambientais deve começar com as lideranças das corporações e na forma como elas pensam, segundo a professora Priscila Borin Claro. Em sua opinião, hoje existem companhias que estão mais avançadas nesse debate, com transparência e metas traçadas para os próximos anos. Ao mesmo tempo, há aquelas que “falam mais do que fazem” e as que estão perdidas nesse assunto – caso das pequenas e médias.
“Se trabalharmos sustentabilidade como estratégia, conseguiremos reduzir custos, diversificar negócios, melhorar a reputação e ter acesso a um capital mais barato”, afirma a professora. Mesmo com inciativas que ainda não se adequaram muito bem ao novo cenário, o mundo corporativo está mais avançado que o governo, afirma a professora. Ela diz que, sem o apoio do Estado, o acesso a tecnologias que possam ajudar a tornar a indústria mais verde será reduzido.
A especialista ainda ressalta que segmentos da indústria como o agronegócio, alvo frequente de reclamações e denúncias sobre desmatamento e poluição, são imprescindíveis para a garantia de um futuro mais sustentável para o país. Exemplos como a agricultura regenerativa, técnica para conservação e reabilitação de sistemas agrícolas, e o pagamento de serviços ambientais têm sido adotados fortemente pelo setor.
O investimento em sustentabilidade também traz impacto social. “Os mais pobres são os que mais sofrem com os efeitos das mudanças climáticas”, afirma Priscila Borin Claro. Por isso, segundo ela, essas populações serão beneficiadas com a mudança de postura dos empresários.
(Folha de São Paulo. 28.11.2021. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão 5.
“Mesmo com inciativas que ainda não se adequaram muito ‘bem’ ao novo cenário, o mundo corporativo está mais avançado que o governo”.
É correto afirmar que o termo destacado desempenha a função de
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 7.
A inciativa privada tem muito a ganhar ao fazer investimentos e estabelecer metas para melhorar seu desempenho ambiental. Para tanto, é preciso que haja certas mudanças nas práticas atuais. A primeira mudança necessária rumo às boas práticas ambientais deve começar com as lideranças das corporações e na forma como elas pensam, segundo a professora Priscila Borin Claro. Em sua opinião, hoje existem companhias que estão mais avançadas nesse debate, com transparência e metas traçadas para os próximos anos. Ao mesmo tempo, há aquelas que “falam mais do que fazem” e as que estão perdidas nesse assunto – caso das pequenas e médias.
“Se trabalharmos sustentabilidade como estratégia, conseguiremos reduzir custos, diversificar negócios, melhorar a reputação e ter acesso a um capital mais barato”, afirma a professora. Mesmo com inciativas que ainda não se adequaram muito bem ao novo cenário, o mundo corporativo está mais avançado que o governo, afirma a professora. Ela diz que, sem o apoio do Estado, o acesso a tecnologias que possam ajudar a tornar a indústria mais verde será reduzido.
A especialista ainda ressalta que segmentos da indústria como o agronegócio, alvo frequente de reclamações e denúncias sobre desmatamento e poluição, são imprescindíveis para a garantia de um futuro mais sustentável para o país. Exemplos como a agricultura regenerativa, técnica para conservação e reabilitação de sistemas agrícolas, e o pagamento de serviços ambientais têm sido adotados fortemente pelo setor.
O investimento em sustentabilidade também traz impacto social. “Os mais pobres são os que mais sofrem com os efeitos das mudanças climáticas”, afirma Priscila Borin Claro. Por isso, segundo ela, essas populações serão beneficiadas com a mudança de postura dos empresários.
(Folha de São Paulo. 28.11.2021. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão 3.
“‘Se’ trabalharmos sustentabilidade como estratégia, conseguiremos reduzir custos, diversificar negócios, melhorar a reputação e ter acesso a um capital mais barato”.
É correto afirmar que o termo destacado desempenha a função de