Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Leia o aforismo a seguir.
“O verdadeiro heroísmo consiste em persistir por mais um momento, quando tudo parece perdido.”
W.F. Grenfel
Apesar de todo mundo desejar que seja possível perder peso de forma fácil, infelizmente há poucas evidências para apoiar essas afirmações sobre a água.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/cw89e6n4487o. Adaptado
Assinale a opção que contenha apenas substantivos
Um pequeno estudo, com quatorze jovens adultos, descobriu que beber quinhentos mililitros de água aumentou o gasto energético em repouso.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/cw89e6n4487o. Adaptado
Assinale a opção que contenha apenas adjetivos:
Atente-se para as frases a seguir.
I. Realizou somente dois quartos do trabalho solicitado.
II. Recebi uma dúzia de caixas de papel reciclável.
III. Nunca se deixe levar pelo primeiro diagnóstico.
IV. Recebeu o dobro do que estava esperando.
Temos numeral coletivo em:
O grau de um adjetivo pode ser flexionado em três níveis: normal, comparativo e superlativo. Nesse sentido, analise as frases abaixo e assinale a alternativa que apresenta a correta classificação de cada uma delas.
I. O professor é sapientíssimo.
II. Meu irmão é o mais rápido dos corredores.
Com relação à formação e estrutura das palavras, leia as assertivas:
I. Antissocial é uma palavra formada a partir de derivação prefixal, ou seja, é acrescentado um prefixo a uma palavra já existente, alterando o seu sentido: anti- + social. O prefixo anti significa uma oposição, uma ação contrária.
II. Rapidamente é uma palavra formada por derivação sufixal, tendo sido acrescentado o sufixo adverbial - mente à forma feminina do adjetivo rápido: rápida + -mente. O sufixo -mente indica o modo como algo acontece.
Pode-se afirmar que:
I.O carro automático está se popularizando no Brasil.
II.Somente os brasileiros sentem muito orgulho!
III.Os artistas brasileiros são famosos em outros países.
Apresenta um substantivo, masculino e plural a palavra destacada em:
Observe a tirinha:

https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios%20-gramatica/exercicios-sobre-adjetivos.htm
No primeiro quadrinho, aparecem as palavras esbelto, bonito e espirituoso, qual das alternativas relata a classe gramatical e suas classificações quanto ao gênero e número?
Considere atentamente a crônica a seguir, escrita por Rachel de Queiroz e publicada na década de 1950, para responder à próxima questão.
“Sim, é a velha história da árvore da ciência: melhor não provar do fruto e não saber. Viva a gente, leitor, como você e eu, que só temos uma ideia vaga daquilo que nos ocorre nas entranhas e, enquanto a febre não sobe aos quarenta, a dor não pede gritos e a tontura não vira vertigem, achamos que tudo vai bem. Já os tristes doutores, que fizeram o seu reino no mundo das tripas, o seu ofício é o saber, e no saber está a tragédia. Mas é melhor contar um caso que exemplifique a tese… Não há nada como um apólogo para fazer entendida uma teoria. Era um doutor, nosso conhecido. Solteiro, ou antes solteirão, pois já fizera os 52. Boa figura, boa prosa, bem tratado – era pessoa que cuidava de si. Tinha as suas amigas, levava-as às boates. Era abastado e bem nascido – o que lhe favorecia ainda mais os êxitos profissionais e sociais. Pois um belo dia o nosso homem, ao descer do lotação, defronte do hospital, sentiu uma leve tontura. Foi coisa rápida, e com pouco já estava de uniforme, batia um papo, tomava café, iniciava a visita na enfermaria. E eis que o primeiro doente (que o detestava), antes de dizer se melhorara da falta de ar, olhou-o bem e comentou: ‘O senhor hoje está com a cara ruim, hem, doutor?’ E a enfermeira, também com ódio, ajudou: ‘Eu já tinha reparado’. Impressionado com aquela unanimidade que se seguira à tontura, o doutor, terminada a visita foi à sala dos médicos e chamou um colega mais íntimo: ‘Fulano, vem cá, me tira a pressão’. Fulano zombou, perguntou o que ele estaria planejando para a noite, mas o outro insistiu, tiraram. O paciente logo notou no amigo aquela expressão característica que os médicos pretendem ser de impenetrabilidade e não passa de uma cara muitíssimo agourenta, capaz de assustar o mais bravo. E Fulano falou, grave: ‘Meu caro, a gente vai ver de brincadeira e sempre acha qualquer coisa. Talvez seja a emoção do exame – por outro lado você já não é nenhuma criança – mas a pressão está a dezesseis’. Nada mais precisou ser dito. Nosso doutor era suficientemente médico para saber o que significava aquela pressão a dezesseis. E já que entrara a deslizar na ladeira das suspeitas, fez como certos maridos – quis saber tudo. Dosagem de ureia – e o papelinho do laboratório lhe aumentou o frio do estômago: 0,55. Colesterol? Aumentado. Densidade de urina – um pouco baixa. Sim, um pouco. Só um pouco. Tudo passava um pouco do normal, não era ainda a moléstia, a morte – mas era um aviso. E estava instilado o veneno. O doutor começou a ler – e de autor em autor foi aumentando as suspeitas. Quem sabe não seria uma nefrosclerose maligna? Renunciou ao uísque, renunciou aos prazeres de gourmet, renunciou às boates. Com o passar dos meses, e um ano, e outro, de renúncia em renúncia, o solteirão chibante e bom partido já não é mais que um velho – e cauteloso, e escravo da dieta e dos remédios, escravo das artérias e dos rins. E se passaram dez anos nessa agonia, em que o nosso amigo praticamente não viveu. No mês passado morreu, afinal; de um câncer de pulmão que em dois meses o levou. – Sim, um câncer, que não tinha nada com a história.”
(A árvore da ciência, por Rachel de Queiroz, com adaptações)
TEXTO I
Lembro de todo mundo que conheci. Só não sei de onde. Nem faço ideia do nome. É grave. [...] Seria de pensar que me recordo de pessoas especiais. Não é uma memória seletiva. Esqueço velhos amigos do peito, amores ... e me lembro de alguém com quem falei uma ou duas vezes! Pior: chego a pensar que conheço pessoas totalmente estranhas. Já passei por cada situação!
— Oi, tudo bem?
O outro se espanta. Franze o cenho, acha que a gafe é dele.
— É... E Como vai?
— Vou indo... E você?
Acabamos nos despedindo como velhos amigos, sem a menor ideia de quem seja quem!
(CARRASCO, Walcyr. Ah, que memória! Veja SP, p. 218. In: Veja, São Paulo: Abril, ano 38, n.47, 23 nov. 2005. Fragmento.)
TEXTO I
Lembro de todo mundo que conheci. Só não sei de onde. Nem faço ideia do nome. É grave. [...] Seria de pensar que me recordo de pessoas especiais. Não é uma memória seletiva. Esqueço velhos amigos do peito, amores ... e me lembro de alguém com quem falei uma ou duas vezes! Pior: chego a pensar que conheço pessoas totalmente estranhas. Já passei por cada situação!
— Oi, tudo bem?
O outro se espanta. Franze o cenho, acha que a gafe é dele.
— É... E Como vai?
— Vou indo... E você?
Acabamos nos despedindo como velhos amigos, sem a menor ideia de quem seja quem!
(CARRASCO, Walcyr. Ah, que memória! Veja SP, p. 218. In: Veja, São Paulo: Abril, ano 38, n.47, 23 nov. 2005. Fragmento.)
TEXTO I
Lembro de todo mundo que conheci. Só não sei de onde. Nem faço ideia do nome. É grave. [...] Seria de pensar que me recordo de pessoas especiais. Não é uma memória seletiva. Esqueço velhos amigos do peito, amores ... e me lembro de alguém com quem falei uma ou duas vezes! Pior: chego a pensar que conheço pessoas totalmente estranhas. Já passei por cada situação!
— Oi, tudo bem?
O outro se espanta. Franze o cenho, acha que a gafe é dele.
— É... E Como vai?
— Vou indo... E você?
Acabamos nos despedindo como velhos amigos, sem a menor ideia de quem seja quem!
(CARRASCO, Walcyr. Ah, que memória! Veja SP, p. 218. In: Veja, São Paulo: Abril, ano 38, n.47, 23 nov. 2005. Fragmento.)