Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
Foram encontradas 27.749 questões
I- Há bastantes motivos para sua ausência.
II- É proibido entrada de estranhos.
III- É proibida a entrada de estranhos.
IV- Havia menos professoras na reunião.
V- Depois da briga, só restaram copos e garrafas quebrados.
Considerando o uso correto da concordância nominal, são verdadeiras as proposições:
Tolerância
Tolerância é uma palavra que se usa muito no dia a dia, em sociedades como a nossa em que o reconhecimento das diferenças é importante. Isto é, a aceitação de que as pessoas – não por serem como são, mas por não serem como nós somos-, não são necessariamente piores. Elas são apenas diferentes.
Claro que podem ser piores ou melhores, mas a diferença é um fato. A aceitação do pluralismo no campo da política, da religião, da paixão por clubes de futebol nos leva a exaltar a tolerância, que desde o século XVIII vem sendo vista como uma grande virtude social.
Tolerar é aceitar o diferente na condição em que ele está.
Eu não gosto tanto da expressão tolerância, porque dá impressão de que ela autoriza alguém a não ser como eu, quase como dizer: “eu tolero você, mesmo que você não seja como eu; tudo bem…você não é tão inteligente…” Essa tolerância é um pouco arrogante desse ponto de vista.
Eu gosto mais de outra expressão: acolhimento. Em vez de tolerar alguém, seria melhor que eu acolhesse, que significa receber de mim a ideia de que a outra pessoa não é como eu, mas isso não significa que ela é pior, que ela é exótica. Ela é apenas diferente.
Acolhimento é uma abertura da mente. E a mente inteligente está sempre aberta para trazer para dentro de nós a possibilidade de se interessar por aquilo que não é como nós somos ou como já sabemos. Eu prefiro acolhimento à tolerância.
Por Mario Sergio Cortella – do livro “Pensar bem nos faz bem! – filosofia, religião, ciência E educação”.
Considere o fragmento abaixo retirado do texto, para responder à questão:
“Tolerância é uma palavra que se usa muito no dia a dia, em sociedades como a nossa em que o reconhecimento das diferenças é importante. Isto é, a aceitação de que as pessoas – não por serem como são, mas por não serem como nós somos-, não são necessariamente piores. Elas são apenas diferentes”.
1- Na expressão “ dia a dia”, o “ a” deve receber acento indicativo de crase.
2- No trecho “ o reconhecimento das diferenças é importante”, o predicado é nominal e o termo “importante” funciona sintaticamente como predicativo do sujeito.
3- A palavra “reconhecimento” é objeto direto da forma verbal são.
4- Nas palavras “dia, aceitação, pessoas e piores”, há, pelo menos, um ditongo.
5- “Tolerância” é um substantivo abstrato, simples e comum. São verdadeiras:
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes.
A disciplina do amor
Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando… Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
Lygia Fagundes Teles
Analise as proposições abaixo:
1- No trecho “ Quiseram prendê-lo , distraí-lo ”, os termos destacados classificam-se sintaticamente como objeto direto.
2- No trecho “Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.”, há uma oração subordinada adverbial temporal.
3 -No trecho “A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas...”, o termo destacado classifica-se sintaticamente como adjunto adverbial de lugar.
4 - No trecho “que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia”, o vocábulo destacado foi formado por derivação parassintética.
Está(ão) correta(s):
A disciplina do amor
Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.
As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando… Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
Lygia Fagundes Teles




Assinale a expressão que contenha apenas substantivos. (obs.: considere os elementos de ligação.)
Assinale a opção que contenha adjetivo.
Coluna 1
1. Simplesmente, unicamente.
2. Especialmente, principalmente.
3. Habitualmente.
4. Geralmente, ordinariamente.
Coluna 2
(_) sobretudo (l. 09).
(_) normalmente (l. 09).
(_) comumente (l. 11).
(_) meramente (l. 21).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. O adjetivo “quente” caracteriza o substantivo “vento”.
II. O advérbio “mais” intensifica a ideia expressa pelo adjetivo “altas”.
III. O adjetivo “altas” se refere à “influência”.
Está correto o que se afirma em:


