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Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 26.992 questões

Q3740563 Português
Assinale a alternativa em que o substantivo está incorretamente classificado quanto ao seu gênero, número, grau ou coletivo.
Alternativas
Q3740561 Português
Identifique a alternativa em que o adjetivo está incorretamente flexionado quanto ao gênero. 
Alternativas
Q3740530 Português

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA ONTEM, HOJE E SEMPRE 




(1º§) Você já pensou na importância da leitura em sua vida? Você já se deu conta de que toda criança precisa ler desde a mais tenra idade? Muito importante saber ler e entender o que está lendo, você concorda com esta afirmação?

(2º§) A leitura permite muitos avanços. A leitura propicia a concretização dos seus sonhos! A leitura é tão importante quão se pode imaginar!

(3º§) Você sabe ou não sabe qual é a melhor fase da vida para iniciar o processo de alfabetização? Para se iniciar a compreensão das palavras? É muito importante ficar atento para o momento em que se inicia o processo da leitura. Certo ou Errado?

(4º§) A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. Entre os oito e treze anos de idade as crianças revelam maior interesse pela leitura. Às vezes, até antes dos oito anos, pois se ela não sabe ler, alguém vai ler para ela. E vai contar historinhas, para aguçar a curiosidade e o gosto pela leitura.

(5º§) O estudioso Richard Bamberger reforça a ideia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano”.

(6º§) Inúmeros pesquisadores têm se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia – a - dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas.

(7º§) Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender. Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.

(8º§) A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro” pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.

(9º§) Na criança, esses primeiros contatos despertam o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais frequente for o contato da criança com o livro. Para as crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares que incentivam a leitura com bons títulos bibliográficos. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros. Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas.

(10º§) Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças. É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.



(http://brincandodivertindo.blogspot.com/2007/11/importncia-da-leitura.html)

Sobre o poema seguinte, analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a alternativa com a série correta.


Tributo ao livro: poeminha do prazer


O sumo prazer humano


Sente o ser que é seduzido


Não apenas pela leitura


Mas, sobretudo, pelo livro


Porque o livro é o corpo


E a leitura, o espírito.


(Bruno Bezerra)



I – Na frase: “Tributo ao livro: poeminha do prazer” - sublinhamos, respectivamente: combinação prepositiva imposta pela regência nominal; substantivo no grau diminutivo concordando em gênero e em número com a contração prepositiva.


II – O substantivo “sumo” está usado no sentido de: “o mais importante”, tendo entre seus sinônimos: “supremo, superior, melhor, principal, fundamental”.


III – As conjunções coordenativas (1 e 2): “Mas¹, sobretudo, pelo livro / Porque² ...” são classificadas assim: adversativa e explicativa.


IV – Os versos: “Porque o livro é o corpo / E a leitura, o espírito” – estão escritos com metáfora. 

Alternativas
Q3740527 Português

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA ONTEM, HOJE E SEMPRE 




(1º§) Você já pensou na importância da leitura em sua vida? Você já se deu conta de que toda criança precisa ler desde a mais tenra idade? Muito importante saber ler e entender o que está lendo, você concorda com esta afirmação?

(2º§) A leitura permite muitos avanços. A leitura propicia a concretização dos seus sonhos! A leitura é tão importante quão se pode imaginar!

(3º§) Você sabe ou não sabe qual é a melhor fase da vida para iniciar o processo de alfabetização? Para se iniciar a compreensão das palavras? É muito importante ficar atento para o momento em que se inicia o processo da leitura. Certo ou Errado?

(4º§) A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. Entre os oito e treze anos de idade as crianças revelam maior interesse pela leitura. Às vezes, até antes dos oito anos, pois se ela não sabe ler, alguém vai ler para ela. E vai contar historinhas, para aguçar a curiosidade e o gosto pela leitura.

(5º§) O estudioso Richard Bamberger reforça a ideia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano”.

(6º§) Inúmeros pesquisadores têm se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia – a - dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas.

(7º§) Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender. Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.

(8º§) A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro” pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.

(9º§) Na criança, esses primeiros contatos despertam o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais frequente for o contato da criança com o livro. Para as crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares que incentivam a leitura com bons títulos bibliográficos. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros. Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas.

(10º§) Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças. É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.



(http://brincandodivertindo.blogspot.com/2007/11/importncia-da-leitura.html)

Analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a alternativa com a série correta.



I – Na série numérica crescente (1, 2, 3) do trecho: “A autora comenta que¹ "esse jogo com o universo escondido no livro” pode estimular² no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com³ o mundo” – temos: conjunção subordinativa integrante; locução verbal; preposição imposta pela regência nominal.


II – No trecho: “Na criança, esses primeiros contatos despertam o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização” – a primeira vírgula separa expressão adverbial deslocada; a segunda vírgula separa oração que inicia com verbo na forma nominal do gerúndio; “despertam” enuncia certeza no presente do modo indicativo.


III – Na série numérica crescente (1, 2, 3) do trecho: “São raras¹ as bibliotecas escolares que² incentivam³ a leitura com bons títulos bibliográficos” – temos: adjetivo; pronome relativo; verbo regular no tempo presente do modo indicativo.


IV – O trecho sublinhado em: “Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças” – enuncia ideia temporal. 

Alternativas
Q3740526 Português

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA ONTEM, HOJE E SEMPRE 




(1º§) Você já pensou na importância da leitura em sua vida? Você já se deu conta de que toda criança precisa ler desde a mais tenra idade? Muito importante saber ler e entender o que está lendo, você concorda com esta afirmação?

(2º§) A leitura permite muitos avanços. A leitura propicia a concretização dos seus sonhos! A leitura é tão importante quão se pode imaginar!

(3º§) Você sabe ou não sabe qual é a melhor fase da vida para iniciar o processo de alfabetização? Para se iniciar a compreensão das palavras? É muito importante ficar atento para o momento em que se inicia o processo da leitura. Certo ou Errado?

(4º§) A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. Entre os oito e treze anos de idade as crianças revelam maior interesse pela leitura. Às vezes, até antes dos oito anos, pois se ela não sabe ler, alguém vai ler para ela. E vai contar historinhas, para aguçar a curiosidade e o gosto pela leitura.

(5º§) O estudioso Richard Bamberger reforça a ideia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano”.

(6º§) Inúmeros pesquisadores têm se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia – a - dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas.

(7º§) Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender. Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.

(8º§) A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro” pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.

(9º§) Na criança, esses primeiros contatos despertam o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais frequente for o contato da criança com o livro. Para as crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares que incentivam a leitura com bons títulos bibliográficos. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros. Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas.

(10º§) Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças. É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.



(http://brincandodivertindo.blogspot.com/2007/11/importncia-da-leitura.html)

Marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q3740521 Português

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA ONTEM, HOJE E SEMPRE 




(1º§) Você já pensou na importância da leitura em sua vida? Você já se deu conta de que toda criança precisa ler desde a mais tenra idade? Muito importante saber ler e entender o que está lendo, você concorda com esta afirmação?

(2º§) A leitura permite muitos avanços. A leitura propicia a concretização dos seus sonhos! A leitura é tão importante quão se pode imaginar!

(3º§) Você sabe ou não sabe qual é a melhor fase da vida para iniciar o processo de alfabetização? Para se iniciar a compreensão das palavras? É muito importante ficar atento para o momento em que se inicia o processo da leitura. Certo ou Errado?

(4º§) A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. Entre os oito e treze anos de idade as crianças revelam maior interesse pela leitura. Às vezes, até antes dos oito anos, pois se ela não sabe ler, alguém vai ler para ela. E vai contar historinhas, para aguçar a curiosidade e o gosto pela leitura.

(5º§) O estudioso Richard Bamberger reforça a ideia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano”.

(6º§) Inúmeros pesquisadores têm se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia – a - dia da criança. Bamberger afirma que, comparada ao cinema, ao rádio e à televisão, a leitura tem vantagens únicas.

(7º§) Em vez de precisar escolher entre uma variedade limitada, posta à sua disposição por cortesia do patrocinador comercial, ou entre os filmes disponíveis no momento, o leitor pode escolher entre os melhores escritos do presente e do passado. Lê onde e quando mais lhe convém, no ritmo que mais lhe agrada, podendo retardar ou apressar a leitura; interrompê-la, reler ou parar para refletir, a seu bel-prazer. Lê o que, quando, onde e como bem entender. Essa flexibilidade garante o interesse continuo pela leitura, tanto em relação à educação quanto ao entretenimento.

(8º§) A professora e autora Maria Helena Martins chama a atenção para um contato sensorial com o objeto livro, que, segundo ela, revela "um prazer singular" na criança. Na leitura, por meio dos sentidos, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter. A autora comenta que "esse jogo com o universo escondido no livro” pode estimular no pequeno leitor a descoberta e o aprimoramento da linguagem, desenvolvendo sua capacidade de comunicação com o mundo.

(9º§) Na criança, esses primeiros contatos despertam o desejo de concretizar o ato de ler o texto escrito, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais frequente for o contato da criança com o livro. Para as crianças brasileiras, o acesso ao livro é dificultado por uma conjunção de fatores sociais, econômicos e políticos. São raras as bibliotecas escolares que incentivam a leitura com bons títulos bibliográficos. As existentes não dispõem de um acervo adequado, e/ou de profissionais aptos a orientar o público infantil no sentido de um contato agradável e propício com os livros. Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas.

(10º§) Os pais, quando se interessam em comprar livros, muitas vezes os escolhem pela capa por falta de uma orientação direcionada às preferências das crianças. É de extrema importância para os pais e educadores discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, bem como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvimento do leitor crítico.



(http://brincandodivertindo.blogspot.com/2007/11/importncia-da-leitura.html)

Marque o que não se comprova na frase nominal: “A importância da leitura ontem, hoje e sempre”

Alternativas
Q3739250 Português
Sobre o excerto “A gente só aprende quando toma na cabeça!”, é correto afirmar que
Alternativas
Q3739039 Português

Captura_de tela 2025-11-26 183503.png (394×113)



(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).

(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).

(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)

(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).

(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).

(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)

(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)

(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!


(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado) 

Analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a alternativa com a série correta.

I – Os termos essenciais da oração: "O mundo da tela é muito diferente da página escrita” - estão escritos na ordem direta.
II – No período: “Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural?” – sublinhamos, respectivamente: pronome indefinido variável em número; contração prepositiva imposta pela regência nominal; pronome relativo; adjetivo formado por prefixação e sufixação – antônimo de favorecidos.
III – As palavras: “educação; educadores; educativa” são cognatas e se relacionam pelo sentido.
IV – As vírgulas de: “Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, ...” – separam termos que têm a mesma função sintática.
Alternativas
Q3739036 Português

Captura_de tela 2025-11-26 183503.png (394×113)



(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).

(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).

(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)

(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).

(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).

(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)

(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)

(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!


(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado) 

Marque a assertiva com análise incorreta.
Alternativas
Q3737873 Português
Quem nasce em Iraí/RS é chamado de:
Alternativas
Q3737858 Português

Dia da Lembrança


Por Nílson Souza



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho “Outra situação constrangedora é aquele encontro casual de amigos”, retirado do texto, assinale a alternativa em que a palavra é classificada como adjetivo.
Alternativas
Q3737732 Português

Mesmo que o verbo acreditar esteja por um fio, é o que nos resta


Por Martha Medeiros 




(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as palavras retiradas do texto às suas respectivas classes gramaticais.


Coluna 1

1. Pronome.

2. Conjunção.

3. Advérbio.

4. Numeral. 


Coluna 2

( ) “mas” (l. 03).

( ) “seis” (l. 04).

( ) “não” (l. 07 – segunda ocorrência).

( ) “Ele” (l. 08).



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3737344 Português
    É difícil encontrar o que se busca quando não se sabe ao certo o que se procura. No que poderia consistir uma solução para o enigma da existência que fizesse sentido em termos humanos? Sabemos o que procuramos quando indagamos do sentido de uma palavra, de uma narrativa ou mesmo de uma vida individual: a semântica do termo; o enredo da trama e a "moral da história"; os valores norteadores e o propósito daquela vida no contexto particular em que ela transcorre. E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? O nó da questão não é apenas a dificuldade de formular uma conjectura minimamente plausível, mas reside na impossibilidade mesmo de sequer conceber o que possa vir a ser uma resposta adequada: pois, não importa qual seja a conjectura oferecida, ela implicará nova e justificada demanda explicativa, ou seja, um renovado -e possivelmente agravado - senso mistério. de

    Suponha, por exemplo, que gerações futuras cheguem a descobrir de algum modo o que nos aconteceu e o que tudo, afinal, significa: somos um experimento cientifico abandonado pelos deuses nos confins do "multiverso"; ou o sonho que alguém de outro mundo está sonhando; ou uma pantomima farsesca para a gratificação de um espírito maligno; ou a via crucis probatória da salvação ou danação eterna das almas na eternidade - suponha, em suma, o que foro caso. A revelação do Grande Segredo, é de supor, teria um extraordinário efeito e nos forçaria a repensar em profundidade boa parte do que imaginávamos saber sobre nós mesmos. Ao mesmo tempo, porém, a descoberta de que "pertencemos a algo maior" ou, então, de que "o verdadeiro Deus é o Acaso", descortinaria uma dimensão adicional da nossa ignorância e tornar-se-ia ela própria o Grande Mistério a ser decifrado. O hieróglifo da existência ganharia uma nova feição e o nosso "Ah! então era isso!" serviria apenas como preâmbulo de um potencializado "Mas, então, por que tudo isso?!". A ignorância infinita desconcerta o saber finito. Seja com o "a" minúsculo das metafisicas seculares ou o "A" maiúsculo das religiões, sempre haverá um além
É invariável quanto a gênero e a número o termo sublinhado em:
Alternativas
Q3737252 Português
Texto de Clarice Lispector.









Fonte: https://www.culturagenial.com/clarice-lispector-textos-poeticos-comentados/.
Considerando as regras de concordância nominal, assinale a alternativa que apresenta a relação correta. 
Alternativas
Q3736991 Português
"Maior renda está associada também a maior educação". O emprego do adjetivo "maior" na oração em destaque está estabelecendo entre os termos uma relação de
Alternativas
Q3736820 Português

A importância da leitura


(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova). 

Avalie as afirmações a seguir, de acordo com Bechara, sobre verbos:


I. Entende-se por verbo a estrutura básica de significado que se caracteriza por uma expressão meramente semântica através da qual a frase pode ser estruturada. O verbo se apresenta estruturalmente na frase apenas por um único vocábulo, independentemente de outros termos.

II. Chamam-se formas nominais do verbo o infinitivo, o particípio e o gerúndio, porque, ao lado do seu valor verbal, podem desempenhar funções de nomes. O infinitivo pode ter função de substantivo, o particípio pode valer por adjetivo, e o gerúndio por um advérbio ou adjetivo.

III. Geralmente as formas verbais indicam as três pessoas do discurso para o singular e o plural.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q3736815 Português

A importância da leitura


(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova). 

 Conforme Bechara, avalie as afirmações que seguem sobre estrutura de palavras:


I. Chama-se morfema a unidade mínima significativa ou dotada de significado que integra a palavra, a depreensão do morfema ou dos morfemas que integram uma palavra nem sempre constitui uma operação fácil e sujeita a uma única operação.


II. Na estrutura das palavras, os morfemas derivativos e flexionais se distribuem, quanto ao aspecto formal, pelos seguintes tipos, conforme ocorram por acréscimos (aditivos), por subtração (subtrativos) ou por alternância (modificativos).


III. São morfemas aditivos: prefixos, sufixos, infixos, entre outros.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q3736814 Português

A importância da leitura


(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova). 

Cegalla nos diz que “Em nossa língua há dois processos gerais para a formação de palavras: a derivação e a composição”. Sobre tais processos, são feitas as seguintes afirmações:


I. Parassíntese consiste no acréscimo, ao mesmo tempo, de um prefixo e de um sufixo a um radical. A NGB não adotou a denominação “parassíntesse” nem alude explicitamente a esse processo.


II. A derivação regressiva consiste na substituição da terminação de um verbo por qualquer outra desinência. Nesse tipo de derivação, a língua cria verbos a partir de substantivos.


III. O processo de composição associa duas ou mais palavras ou dois ou mais radicais para formar uma palavra nova. Esse processo pode ser efetuado por justaposição ou por aglutinação; ao aglutinarem-se, os componentes subordinam-se a um só acento tônico, o do último componente.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q3736626 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Em “Você já reparou nessa camisa dele?” (5º§), a forma verbal sublinhada determina o mesmo tempo e modo verbal apresentados em: 
Alternativas
Q3736625 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Levando-se em consideração as construções morfológicas e sintáticas empregadas no texto, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
Alternativas
Respostas
5001: E
5002: E
5003: A
5004: B
5005: D
5006: C
5007: D
5008: B
5009: C
5010: B
5011: C
5012: C
5013: B
5014: D
5015: B
5016: D
5017: E
5018: D
5019: B
5020: C