É invariável quanto a gênero e a número o termo sublinhado em:

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Q3737344 Português
    É difícil encontrar o que se busca quando não se sabe ao certo o que se procura. No que poderia consistir uma solução para o enigma da existência que fizesse sentido em termos humanos? Sabemos o que procuramos quando indagamos do sentido de uma palavra, de uma narrativa ou mesmo de uma vida individual: a semântica do termo; o enredo da trama e a "moral da história"; os valores norteadores e o propósito daquela vida no contexto particular em que ela transcorre. E quando se trata, contudo, da totalidade da vida ou do ser? O nó da questão não é apenas a dificuldade de formular uma conjectura minimamente plausível, mas reside na impossibilidade mesmo de sequer conceber o que possa vir a ser uma resposta adequada: pois, não importa qual seja a conjectura oferecida, ela implicará nova e justificada demanda explicativa, ou seja, um renovado -e possivelmente agravado - senso mistério. de

    Suponha, por exemplo, que gerações futuras cheguem a descobrir de algum modo o que nos aconteceu e o que tudo, afinal, significa: somos um experimento cientifico abandonado pelos deuses nos confins do "multiverso"; ou o sonho que alguém de outro mundo está sonhando; ou uma pantomima farsesca para a gratificação de um espírito maligno; ou a via crucis probatória da salvação ou danação eterna das almas na eternidade - suponha, em suma, o que foro caso. A revelação do Grande Segredo, é de supor, teria um extraordinário efeito e nos forçaria a repensar em profundidade boa parte do que imaginávamos saber sobre nós mesmos. Ao mesmo tempo, porém, a descoberta de que "pertencemos a algo maior" ou, então, de que "o verdadeiro Deus é o Acaso", descortinaria uma dimensão adicional da nossa ignorância e tornar-se-ia ela própria o Grande Mistério a ser decifrado. O hieróglifo da existência ganharia uma nova feição e o nosso "Ah! então era isso!" serviria apenas como preâmbulo de um potencializado "Mas, então, por que tudo isso?!". A ignorância infinita desconcerta o saber finito. Seja com o "a" minúsculo das metafisicas seculares ou o "A" maiúsculo das religiões, sempre haverá um além
É invariável quanto a gênero e a número o termo sublinhado em:
Alternativas

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Tema central da questão: Morfologia, com foco em palavras invariáveis na Língua Portuguesa.

A banca quer saber se você consegue identificar, dentro de um texto, um termo que seja, em todos os contextos, invariável quanto a gênero (masculino/feminino) e número (singular/plural). Ou seja, que nunca muda sua forma, não importa o substantivo a que se refira.

Alternativa correta: B) apenas

Veja que “apenas” é um advérbio de exclusão (sinônimo de “somente”, “exclusivamente”). Segundo a Moderna Gramática Portuguesa de Evanildo Bechara e a Nova Gramática do Português Contemporâneo, advérbios são invariáveis: não sofrem flexão de gênero nem de número. Assim, sempre teremos “apenas”, independentemente das palavras que a acompanham:
— Ela veio apenas para assistir à reunião.
— Eles estudaram apenas o básico.

Análise das alternativas incorretas:

A) “nossa”: Pronome possessivo, varia conforme o substantivo: nosso, nossa, nossos, nossas.
C) “seculares”: Adjetivo, varia em gênero e número: secular, seculares; masculino/feminino.
D) “sentido”: Substantivo, pode ser plural (“sentidos”). Variável em número.
E) “outro”: Pronome indefinido, adapta-se ao gênero/número do substantivo: outro, outra, outros, outras.

Dica de concurso: Sempre que a banca pedir “invariável”, pense primeiro em advérbios, conjunções, preposições e interjeições—classes tradicionalmente invariáveis pela gramática normativa.

Atenção à pegadinha! Muitas palavras, principalmente pronomes ou adjetivos, “acompanham” o substantivo e mudam junto com ele; fique atento a esse comportamento para não confundir.

Concluindo: a alternativa B ("apenas") é a correta pois se trata de termo absolutamente invariável. Essa identificação é fundamental para eliminar dúvidas em provas, sobretudo quando houver termos como advérbios em disputa.

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Comentários

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gab B

Gab. B

De forma rápida e prática:

a)Nossas> Varia em Gênero e Número: Nossa, Nosso, Nossas e Nossos(Pronome Possessivo).

c)Seculares> Varia em Gênero, ainda que não pareça, e Número: Seculares e Secular(número); As seculares, Os seculares, A secular e O secular(adjetivo, pelo menos nessa questão, visto que qualifica metafísicas). Vejam que o artigo definido categoriza o gênero que ele, o substantivo, exerce; vemos essa regrinha na colocação da crase.

d) Sentido> Varia em Número: Sentido e Sentidos(Substantivo), logo, é invariável apenas em gênero( a questão pede um invariável em gênero e número).

e) Outro> Varia em Gênero e Número: Outros, Outras, Outro e Outra(Pronome indefinido).

A palavra "apenas" pertence principalmente à classe gramatical de advérbio, indicando exclusão, limitação ou intensidade (sinônimo de "somente", "só", "unicamente"). Sendo advérbio, é INVARIÁVEL.

Na alternativa B, o termo "apenas" é um advérbio (neste contexto, um advérbio de exclusão/restrição).

  • Regra de Combate: Advérbios não possuem masculino/feminino (gênero) nem singular/plural (número). Eles são "blindados" contra flexão.
  • Teste: Se mudássemos para "serviriam", o termo continuaria sendo "apenas". ("Os preâmbulos serviriam apenas como...").

apenas é advérbio e advérbio é invariável

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