Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3597361 Português
Você deve errar

    Até recentemente, pesquisadores da evolução humana acreditavam termos nos tornados bípedes obedecendo a um processo gradual, passando por diversos estágios, sequencialmente. Hoje, sabemos ter acontecido de maneira diferente. Foi uma sucessão de tentativas, havendo retornos para um andar sobre os quatro membros, para só depois culminar na forma que temos agora. Ressalve-se: isso traz consigo uma série de problemas em termos posturais, mas essa adaptação, por outro lado, nos elevou a “donos” do planeta. Faço esta observação, apelando para a ciência, a propósito de algo cada vez mais marcado no cotidiano: perdemos a capacidade de reconhecer a presença do erro em nosso DNA. Tudo precisa acontecer em linha reta, sem margem para equívocos. Essa cobrança se dá no mercado de trabalho, estendendo-se nas relações entre amigos e familiares. Estamos criando o desejo totalitarista de perfeição. Ele não cabe na prática e menos ainda na subjetividade de cada ser. A busca de um ideal que desconsidera o bom senso nos leva a sofrer por nos sentirmos distanciados de tal propósito.
    Sou da turma que exige bastante de si, visando um grau de excelência. Há um elemento louvável, mas corre-se o risco de adoecer a alma, cobrando sempre mais. Evitar isso costuma ser a abertura para a multiplicação de sucessos no futuro. Acrescente-se uma razoável dose de paciência e ela contribuirá para a mudança de mentalidade. Porque na vida — a natureza nos ensina — é preciso de um longo tempo para promover alterações de ordem marcante. O correto é manter o espírito apto a continuar tentando e substituir a palavra fracasso por aprendizado.
    A análise das nossas origens é um ________ para desenvolver inúmeras coisas. De muitas “falhas” surgiram modelos que nos definem como raça, ampliando as chances de sobrevivência. Assim, cumpre ver para além do imediato. Diminuir o grau de exigência, testar, voltar novamente ao ponto de partida — são condutas valiosas para alcançar propósitos que estão na base de um entendimento profundo. Se você faz tudo com plena consciência e atenção, acontecerá um previsível ajuste e, lá adiante, significará o alcance de grandes propósitos.
    Ainda me sinto desconfortável se constato ter realizado algo abaixo da minha expectativa. No entanto, já me permito fazer essa revisão no meu modo de pensar. Um bom conselho? Esteja disposto ___ extrair novas lições, pouco importa de onde venham. Elas te levarão ___ uma saudável reconciliação com você mesmo.
     Estaríamos ainda nas florestas, pulando de galho em galho, se não tivéssemos ousado caminhar como o fazemos. No começo pode ter parecido impossível. Hoje estamos aqui, contando essa proeza. Desistir não faz parte do projeto de evolução. Errar, sim.
Autor: Gilmar Marcílio – GZH (adaptado). 
No trecho “havendo retornos para um andar sobre os quatro membros”, a palavra destacada apresenta um uso que exige análise quanto à sua estrutura e função. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3596608 Português
Tecnologias digitais na educação com alunos autistas

O século XX intensificou as pesquisas sobre o transtorno do espectro autista e sobre as tecnologias. No decorrer dos anos, os estudos avançaram, mas ainda existem grandes desafios pela frente. Portanto, cabe pensar no reflexo que a tecnologia trouxe, principalmente no que diz respeito às pesquisas sobre o TEA, de modo que ajuda as crianças a superarem algumas dificuldades (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As novas tecnologias digitais apresentam grandes mudanças estruturais na sociedade, pois o acesso a elas facilitou muito a aquisição de novos conhecimentos e a diminuição da exclusão social, trazendo mais informação e autonomia para todos (Rego et al., 2022).

Segundo Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia globalizou o mundo, e hoje não é possível viver em sociedade sem os recursos tecnológicos. Sendo assim, torna-se necessário refletir sobre o uso da tecnologia. A ciência e a tecnologia podem servir como meios adequados no processo de ensino-aprendizagem, desde que os recursos tecnológicos sejam efetivamente desenvolvidos, auxiliando as habilidades dos alunos autistas.

Logo, o professor deve se adequar a novas metodologias para ajudar os alunos autistas na sala de aula, desenvolvendo os conteúdos de forma diferenciada, de modo que o aluno com transtornos possa aprender o conteúdo proposto (Oliveira; Tomaz; Silva, 2021).

Para Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia pode contribuir para melhorar a sociedade como um todo, promovendo uma educação mais alinhada, humana e atenta às particularidades de cada aluno, não apenas dos alunos autistas, mas de todos que necessitam de apoio para se desenvolver em diversos aspectos. Assim, a utilização de novos recursos digitais na aprendizagem tem como objetivo o desenvolvimento dos alunos e de suas habilidades. 

No mundo em que vivemos hoje, necessitamos das tecnologias digitais e da internet para quase tudo. O uso de tecnologias na educação inclusiva de alunos com Transtorno do Espectro Autista deve fazer parte de uma proposta pedagógica baseada no bom senso, conforme discutido nesta proposta. Essa iniciativa precisa ser ampliada de forma cada vez mais ativa, a fim de alcançar o maior número possível de autistas e também outros alunos com diferentes transtornos que necessitam de ajuda para desenvolver habilidades e absorver novos conhecimentos (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Os efeitos positivos da tecnologia digital aplicam-se quando utilizados com boas intenções, visando alcançar os objetivos propostos. O autista pode apresentar diversos enigmas, visto que não há um diagnóstico absolutamente preciso, nem uma cura para o transtorno. Desse modo, o tratamento ideal é iniciado o mais cedo possível, na infância, para que o aluno seja estimulado e tenha melhores chances de desenvolvimento (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem com alunos diagnosticados com TEA trazem práticas com bons resultados, promovendo o desenvolvimento cognitivo, aperfeiçoando o relacionamento afetivo e auxiliando no processo de tomada de decisões, entre outros benefícios (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Não se pode considerar que a tecnologia digital seja a solução para tudo, mas ela pode auxiliar. As escolas precisam estar preparadas para lidar com alunos com transtornos, compreendendo suas limitações e habilidades. Sendo assim, a tecnologia será um instrumento de alta relevância no processo de inclusão escolar, complementando o aprendizado.

https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/25/28/tecnologia-digital-c omo-apoio-pedagogico-para-alunos-com-transtorno-do-espectro-autista
"Não se pode considerar que a tecnologia digital seja a solução para tudo, mas ela pode auxiliar."
Identifique em qual alternativa os vocábulos destacados pertencem a mesma classe gramatical do destacado no trecho acima.
Alternativas
Q3596605 Português
Tecnologias digitais na educação com alunos autistas

O século XX intensificou as pesquisas sobre o transtorno do espectro autista e sobre as tecnologias. No decorrer dos anos, os estudos avançaram, mas ainda existem grandes desafios pela frente. Portanto, cabe pensar no reflexo que a tecnologia trouxe, principalmente no que diz respeito às pesquisas sobre o TEA, de modo que ajuda as crianças a superarem algumas dificuldades (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As novas tecnologias digitais apresentam grandes mudanças estruturais na sociedade, pois o acesso a elas facilitou muito a aquisição de novos conhecimentos e a diminuição da exclusão social, trazendo mais informação e autonomia para todos (Rego et al., 2022).

Segundo Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia globalizou o mundo, e hoje não é possível viver em sociedade sem os recursos tecnológicos. Sendo assim, torna-se necessário refletir sobre o uso da tecnologia. A ciência e a tecnologia podem servir como meios adequados no processo de ensino-aprendizagem, desde que os recursos tecnológicos sejam efetivamente desenvolvidos, auxiliando as habilidades dos alunos autistas.

Logo, o professor deve se adequar a novas metodologias para ajudar os alunos autistas na sala de aula, desenvolvendo os conteúdos de forma diferenciada, de modo que o aluno com transtornos possa aprender o conteúdo proposto (Oliveira; Tomaz; Silva, 2021).

Para Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia pode contribuir para melhorar a sociedade como um todo, promovendo uma educação mais alinhada, humana e atenta às particularidades de cada aluno, não apenas dos alunos autistas, mas de todos que necessitam de apoio para se desenvolver em diversos aspectos. Assim, a utilização de novos recursos digitais na aprendizagem tem como objetivo o desenvolvimento dos alunos e de suas habilidades. 

No mundo em que vivemos hoje, necessitamos das tecnologias digitais e da internet para quase tudo. O uso de tecnologias na educação inclusiva de alunos com Transtorno do Espectro Autista deve fazer parte de uma proposta pedagógica baseada no bom senso, conforme discutido nesta proposta. Essa iniciativa precisa ser ampliada de forma cada vez mais ativa, a fim de alcançar o maior número possível de autistas e também outros alunos com diferentes transtornos que necessitam de ajuda para desenvolver habilidades e absorver novos conhecimentos (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Os efeitos positivos da tecnologia digital aplicam-se quando utilizados com boas intenções, visando alcançar os objetivos propostos. O autista pode apresentar diversos enigmas, visto que não há um diagnóstico absolutamente preciso, nem uma cura para o transtorno. Desse modo, o tratamento ideal é iniciado o mais cedo possível, na infância, para que o aluno seja estimulado e tenha melhores chances de desenvolvimento (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem com alunos diagnosticados com TEA trazem práticas com bons resultados, promovendo o desenvolvimento cognitivo, aperfeiçoando o relacionamento afetivo e auxiliando no processo de tomada de decisões, entre outros benefícios (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Não se pode considerar que a tecnologia digital seja a solução para tudo, mas ela pode auxiliar. As escolas precisam estar preparadas para lidar com alunos com transtornos, compreendendo suas limitações e habilidades. Sendo assim, a tecnologia será um instrumento de alta relevância no processo de inclusão escolar, complementando o aprendizado.

https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/25/28/tecnologia-digital-c omo-apoio-pedagogico-para-alunos-com-transtorno-do-espectro-autista
"As escolas precisam estar preparadas para lidar com alunos com transtornos, compreendendo suas limitações e habilidades. Sendo assim, a tecnologia será um instrumento de alta relevância no processo de inclusão escolar, complementando o aprendizado."
Identifique a alternativa que classifica INCORRETAMENTE o vocábulo quanto à classe gramatical.
Alternativas
Q3596604 Português
Tecnologias digitais na educação com alunos autistas

O século XX intensificou as pesquisas sobre o transtorno do espectro autista e sobre as tecnologias. No decorrer dos anos, os estudos avançaram, mas ainda existem grandes desafios pela frente. Portanto, cabe pensar no reflexo que a tecnologia trouxe, principalmente no que diz respeito às pesquisas sobre o TEA, de modo que ajuda as crianças a superarem algumas dificuldades (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As novas tecnologias digitais apresentam grandes mudanças estruturais na sociedade, pois o acesso a elas facilitou muito a aquisição de novos conhecimentos e a diminuição da exclusão social, trazendo mais informação e autonomia para todos (Rego et al., 2022).

Segundo Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia globalizou o mundo, e hoje não é possível viver em sociedade sem os recursos tecnológicos. Sendo assim, torna-se necessário refletir sobre o uso da tecnologia. A ciência e a tecnologia podem servir como meios adequados no processo de ensino-aprendizagem, desde que os recursos tecnológicos sejam efetivamente desenvolvidos, auxiliando as habilidades dos alunos autistas.

Logo, o professor deve se adequar a novas metodologias para ajudar os alunos autistas na sala de aula, desenvolvendo os conteúdos de forma diferenciada, de modo que o aluno com transtornos possa aprender o conteúdo proposto (Oliveira; Tomaz; Silva, 2021).

Para Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia pode contribuir para melhorar a sociedade como um todo, promovendo uma educação mais alinhada, humana e atenta às particularidades de cada aluno, não apenas dos alunos autistas, mas de todos que necessitam de apoio para se desenvolver em diversos aspectos. Assim, a utilização de novos recursos digitais na aprendizagem tem como objetivo o desenvolvimento dos alunos e de suas habilidades. 

No mundo em que vivemos hoje, necessitamos das tecnologias digitais e da internet para quase tudo. O uso de tecnologias na educação inclusiva de alunos com Transtorno do Espectro Autista deve fazer parte de uma proposta pedagógica baseada no bom senso, conforme discutido nesta proposta. Essa iniciativa precisa ser ampliada de forma cada vez mais ativa, a fim de alcançar o maior número possível de autistas e também outros alunos com diferentes transtornos que necessitam de ajuda para desenvolver habilidades e absorver novos conhecimentos (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Os efeitos positivos da tecnologia digital aplicam-se quando utilizados com boas intenções, visando alcançar os objetivos propostos. O autista pode apresentar diversos enigmas, visto que não há um diagnóstico absolutamente preciso, nem uma cura para o transtorno. Desse modo, o tratamento ideal é iniciado o mais cedo possível, na infância, para que o aluno seja estimulado e tenha melhores chances de desenvolvimento (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem com alunos diagnosticados com TEA trazem práticas com bons resultados, promovendo o desenvolvimento cognitivo, aperfeiçoando o relacionamento afetivo e auxiliando no processo de tomada de decisões, entre outros benefícios (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Não se pode considerar que a tecnologia digital seja a solução para tudo, mas ela pode auxiliar. As escolas precisam estar preparadas para lidar com alunos com transtornos, compreendendo suas limitações e habilidades. Sendo assim, a tecnologia será um instrumento de alta relevância no processo de inclusão escolar, complementando o aprendizado.

https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/25/28/tecnologia-digital-c omo-apoio-pedagogico-para-alunos-com-transtorno-do-espectro-autista
"Tecnologias digitais na educação com alunos autistas."
O coletivo é um substantivo comum, que, mesmo estando no singular, indica vários seres de uma mesma espécie. O vocábulo 'turma', por exemplo, é o substantivo que representa um conjunto de 'alunos'. A seguir, identifique a alternativa que não apresenta um substantivo coletivo.

A seguir, identifique a alternativa em que não há um substantivo coletivo.
Alternativas
Q3596602 Português
Tecnologias digitais na educação com alunos autistas

O século XX intensificou as pesquisas sobre o transtorno do espectro autista e sobre as tecnologias. No decorrer dos anos, os estudos avançaram, mas ainda existem grandes desafios pela frente. Portanto, cabe pensar no reflexo que a tecnologia trouxe, principalmente no que diz respeito às pesquisas sobre o TEA, de modo que ajuda as crianças a superarem algumas dificuldades (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As novas tecnologias digitais apresentam grandes mudanças estruturais na sociedade, pois o acesso a elas facilitou muito a aquisição de novos conhecimentos e a diminuição da exclusão social, trazendo mais informação e autonomia para todos (Rego et al., 2022).

Segundo Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia globalizou o mundo, e hoje não é possível viver em sociedade sem os recursos tecnológicos. Sendo assim, torna-se necessário refletir sobre o uso da tecnologia. A ciência e a tecnologia podem servir como meios adequados no processo de ensino-aprendizagem, desde que os recursos tecnológicos sejam efetivamente desenvolvidos, auxiliando as habilidades dos alunos autistas.

Logo, o professor deve se adequar a novas metodologias para ajudar os alunos autistas na sala de aula, desenvolvendo os conteúdos de forma diferenciada, de modo que o aluno com transtornos possa aprender o conteúdo proposto (Oliveira; Tomaz; Silva, 2021).

Para Silva, Artuso e Tortato (2020), a tecnologia pode contribuir para melhorar a sociedade como um todo, promovendo uma educação mais alinhada, humana e atenta às particularidades de cada aluno, não apenas dos alunos autistas, mas de todos que necessitam de apoio para se desenvolver em diversos aspectos. Assim, a utilização de novos recursos digitais na aprendizagem tem como objetivo o desenvolvimento dos alunos e de suas habilidades. 

No mundo em que vivemos hoje, necessitamos das tecnologias digitais e da internet para quase tudo. O uso de tecnologias na educação inclusiva de alunos com Transtorno do Espectro Autista deve fazer parte de uma proposta pedagógica baseada no bom senso, conforme discutido nesta proposta. Essa iniciativa precisa ser ampliada de forma cada vez mais ativa, a fim de alcançar o maior número possível de autistas e também outros alunos com diferentes transtornos que necessitam de ajuda para desenvolver habilidades e absorver novos conhecimentos (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Os efeitos positivos da tecnologia digital aplicam-se quando utilizados com boas intenções, visando alcançar os objetivos propostos. O autista pode apresentar diversos enigmas, visto que não há um diagnóstico absolutamente preciso, nem uma cura para o transtorno. Desse modo, o tratamento ideal é iniciado o mais cedo possível, na infância, para que o aluno seja estimulado e tenha melhores chances de desenvolvimento (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

As tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem com alunos diagnosticados com TEA trazem práticas com bons resultados, promovendo o desenvolvimento cognitivo, aperfeiçoando o relacionamento afetivo e auxiliando no processo de tomada de decisões, entre outros benefícios (Silva; Artuso; Tortato, 2020).

Não se pode considerar que a tecnologia digital seja a solução para tudo, mas ela pode auxiliar. As escolas precisam estar preparadas para lidar com alunos com transtornos, compreendendo suas limitações e habilidades. Sendo assim, a tecnologia será um instrumento de alta relevância no processo de inclusão escolar, complementando o aprendizado.

https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/25/28/tecnologia-digital-c omo-apoio-pedagogico-para-alunos-com-transtorno-do-espectro-autista
"Os efeitos positivos da tecnologia digital aplicam-se quando utilizados com boas intenções, visando alcançar os objetivos propostos. O autista pode apresentar diversos enigmas, visto que não há um diagnóstico absolutamente preciso, nem uma cura para o transtorno."
Com base na concordância dos adjetivos apresentados no trecho, analise as afirmativas a seguir:
I.O adjetivo 'positivos' está no plural para concordar com o substantivo 'efeitos', que também está no plural.
II.O adjetivo 'utilizados' está concordando adequadamente com o vocábulo 'tecnologia digital'.
III.O adjetivo 'preciso' está no singular concordando adequadamente com o substantivo 'transtorno' , que também está no singular.
IV.O adjetivo 'diversos' está concordando adequadamente com o substantivo 'enigmas'.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3594573 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Assinale a alternativa em que o tempo verbal empregado no trecho destacado expressa incerteza.
Alternativas
Q3594522 Português
Assinale a alternativa CORRETA com diminutivo e 3
Alternativas
Q3594521 Português
Qual alternativa apresenta corretamente o plural dos substantivos destacados?
Alternativas
Q3594472 Português
Leia o texto para responder à questão:


A Bungavília 3


       O Xico recusou vir para a quinta1 . A mãe ficou zangada e o pai resmungou. Ele está na Faculdade de Economia e acabou agora os exames. Aprovou. Mas não abandona Luanda nem por nada. Às vezes vem visitar-nos à quinta, mas não fica. O pai diz que ele não sabe o que custa o dinheiro, por isso nem se interessa pela quinta. Acho que não é essa a razão, é só porque ele não gosta de sair de Luanda.

     Também não faz mal, só vinha estragar. Não gosta do Lucapa e creio que também não gosta de mim. Acha-me uma miúda chata, como diz. É bom mesmo que fique em Luanda, a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores bailundos2.

     Eles dormem numa cubata3 um pouco afastada da casa- -grande da quinta. Não aborrecem nada. Trabalham e depois vão para a sua cubata comer o que o pai traz de Luanda e lhes vende.

     O Lucapa dorme no alpendre. Já se conformou: não ladra mais para a buganvília. Mas evita-a. E às vezes apanho-o a olhar para ela com ódio. Por quê? Até é uma planta bonita. O pai tem razão.

    Quando o António a quis cortar, o pai não deixou. Disse que a buganvília é a planta mais linda que há; e que é como ele. Não percebi, mas ele referia-se ao crescimento contínuo. Sinceramente, não acho que o pai tenha tendência para crescer. Mas foi o que disse, que a buganvília era como ele, lá tem as suas razões.


(Artur Pestana [Pepetela]. O Cão e os Caluandas. 2015)


Quinta: propriedade rural.
Bailundo: povo que habita a região de Bailundo, em Angola.
3 Cubata: pequena casa coberta de folhas, própria de negros africanos. 
Na passagem do 2o parágrafo – É bom mesmo que fique em Luanda, a dançar com as suas amigas, para não nos estragar as férias. Assim estamos bem, só os três, mais os trabalhadores bailundos. –, os termos destacados expressam, correta e respectivamente, sentidos de: 
Alternativas
Q3593396 Português

A arte de ser feliz


    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

    Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

    Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 4. ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.)


As palavras destacadas têm a função de caracterizar um nome nas seguintes frases, EXCETO: 


Alternativas
Q3593311 Português
A frase em que a palavra mais está empregada numa classe gramatical diferente das demais, é:
Alternativas
Q3593310 Português
A frase em que a palavra meio/meia está corretamente empregada, é:
Alternativas
Q3592954 Português
O que é timidez?

        A timidez é definida por alguns manuais de psiquiatria como uma condição complexa, que abrange desde a sensação de desconforto até algum tipo de medo irracional quando nos vemos diante de certa situação de socialização.
   
        A timidez não é uma doença, por isso não se pode falar em cura. Para alguns autores, seria também um erro considerar a timidez como uma deficiência a ser superada. É, antes disso, uma condição humana que, em sua fragilidade e vulnerabilidade, configura-se enquanto fator importante na sobrevivência em sociedade. Outros autores defendem que a timidez está associada a um _______ escasso de habilidades sociais, que estaria relacionado às reações da pessoa tímida, como apatia, inatividade, passividade e indecisão.
    
        A maioria das pessoas já passaram por situações em que se sentiram envergonhadas ou desconfortáveis ao longo de suas vidas. A reação de sentir medo quando estamos diante de uma situação de interação com pessoas ou contextos novos é comum. A diferença é que, para as pessoas mais tímidas, esse sentimento não pode ser simplesmente deixado de lado ou administrado. Justamente porque se trata de um medo enraizado, capaz de alterar a autopercepção, tornando evidentes as reações imediatas do corpo ao novo.
        
        A timidez parece ser caracterizada por três eventos interiores: a predisposição, a forte consciência da reação de medo e a experiência de _______ (vergonha). Para exemplificar, a reação de timidez implica que a pessoa tenha predisposição para sentir medo diante de novas experiências. Quando colocada diante do novo, a pessoa tímida reconhece todas as reações que seu corpo apresenta: enrubescimento, suadouro, frio etc. Por último, essas reações causam a sensação de vergonha para a pessoa que, nesse momento, acredita que estão sendo percebidas também por quem está à sua frente. É importante ressaltar que um aspecto complicador é justamente a vergonha de ser tímido, que imobiliza ainda mais essas pessoas.

Fonte: Brasil Escola. Adaptado. 
Na frase “A maioria das pessoas já passaram por situações em que se sentiram envergonhadas ou desconfortáveis ao longo de suas vidas.”, há quantos verbos?
Alternativas
Q3592918 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

O termo “estartar” (2º§) é um neologismo criado a partir do processo de formação de palavra semelhante ao de: 
Alternativas
Q3592916 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

Dos enunciados a seguir, apenas um apresenta adjetivo adverbializado, isto é, com função de advérbio; assinale-o.
Alternativas
Q3592914 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

Assinale o item em que a mudança de posição do adjetivo em relação ao substantivo NÃO acarreta sensível alteração semântica. 
Alternativas
Q3592011 Português
Sobre todas as frases a seguir foi feito um comentário sobre sua estruturação.

Assinale a opção que indica a frase cujo comentário está inadequado.
Alternativas
Q3592010 Português
Leia a frase de um poeta italiano a seguir.

Assim como a chama que mais cresce quanto mais é combatida pelo vento, toda virtude que o céu exalta mais resplandece quanto mais for ofendida.

Sobre a sua significação ou estruturação, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3592005 Português
Leia a frase de uma escritora inglesa, a seguir.

Viajar é a ruína de toda felicidade! Não se consegue mais olhar para um edifício aqui depois de ter visto a Itália.

Sobre a sua significação ou estruturação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
4281: A
4282: C
4283: A
4284: A
4285: C
4286: A
4287: B
4288: B
4289: D
4290: A
4291: A
4292: C
4293: B
4294: B
4295: B
4296: B
4297: C
4298: D
4299: C
4300: A