Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
Leia o texto seguinte para responder à questão abaixo:
Dentre
Marcos Bagno
Se existe algo perfeitamente inútil, no que diz respeito aos usos da língua, é reverter um processo de mudança que já se concluiu. Nenhum brasileiro vai voltar a fazer, por exemplo, a diferença entre mui e muito, que existiu no passado, quando se usava mui diante de adjetivos e advérbios (mui bonita, mui depressa) e muito diante de nomes (muita gente, muitos meninos). Com o tempo, a forma única muito se impôs, transformando o mui em relíquia do passado, que algumas pessoas ainda hoje usam para obter um efeito humorístico. Diversas línguas conservam essa diferença, como o espanhol, por exemplo, em que o uso diferenciado de muy e mucho é obrigatório, causando alguma dificuldade para os aprendizes brasileiros de castelhano.
Por causa dessa irreversibilidade é que tenho uma dó danada dessa gente que, em livros, jornais, revistas, programas de televisão ou em sites de internet, se esforça por ensinar o emprego supostamente correto de dentre, tentando uma diferença no que diz respeito ao uso dessa palavra em oposição à forma entre. Diferença que – estão aí os milhões de exemplos para confirmar – não existe mais na consciência dos falantes, nem mesmo dos letrados.
A presença do de em dentre (de + entre) indica que, originalmente, essa palavra, era usada em situações em que o verbo exigia a preposição de, e os puristas sempre alegam que dentre é equivalente a “do meio de”. Por exemplo:
(a) Margarida foi eleita a mais bonita dentre as alunas da turma
➜ Alguém de fora tirou Margarida do meio da turma e elegeu ela como a mais bonita
(b) Margarida foi eleita a mais bonita entre as alunas da turma
➜ As próprias alunas, numa decisão interna, elegeram Margarida a mais bonita da turma
Com isso, estatisticamente, os usos de dentre seriam muito menos frequentes que os de entre, preposição que a gente emprega o tempo todo. No entanto, parece que os falantes decidiram descartar aquela antiga diferença – demasiado sutil – para estabelecer uma nova, talvez mais precisa e fácil de identificar: empregar dentre sempre que se fizer referência a uma multiplicidade de opções, e entre em todos os demais casos.
Veja que ninguém diz “O Rio Paraíba do Sul serve de divisa dentre o estado do Rio e Minas Gerais”, “Não existe mais amor dentre Ana e José”, “Apareça aqui em casa dentre as 5 e 6 da tarde” etc. Ninguém comete esses erros. Mas todo mundo diz – e escreve – “dentre todas as casas do bairro, esta é a mais antiga”, “dentre os muitos candidatos a prefeito, só um é negro”, “dentre as manias que eu tenho, uma é gostar de você” (...)
Fica evidente, portanto, que já passou da hora de revisores, corretores de vestibular e outros profissionais que vivem de caçar erros deixarem de lado essa bobagem de querer eliminar os usos supostamente errados de dentre. É trabalho em vão. A velha e inoperante diferença entre as duas palavras se tornou mais um daqueles saberes esotéricos sobre a língua que não têm nenhum respaldo na realidade dos usos e que, quando apresentados ao falante comum, só servem para fazer ele se sentir ignorante, quando a ignorância está mesmo em quem se recusa a ver que a língua muda e que lugar de fóssil é museu.
(Fonte: BAGNO, Marcos. Não é errado falar assim! Em defesa do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 135-136.)
CAIXA DE PANDORA

CAMPOS, Tiago Soares. A caixa de Pandora. Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/a-caixa-pandora.htm.
Acesso em: 26 abr. 2025.
Analise as assertivas a seguir sobre o processo de formação da palavra MITOLÓGICO.
I. O processo de formação da palavra é o de derivação sufixal.
II. No processo de formação da palavra, altera-se a classe gramatical da palavra primitiva.
III. A inclusão do prefixo “mito” à palavra primitiva permitiu a sua formação.
É correto o que se afirma em
CAIXA DE PANDORA

CAMPOS, Tiago Soares. A caixa de Pandora. Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/mitologia/a-caixa-pandora.htm.
Acesso em: 26 abr. 2025.
Responda à questão com base no seguinte texto:

Autor: Orlandeli
I. A palavra mais, na charge, pertence à classe gramatical dos advérbios.
II. A única palavra acentuada da charge — combustível — é proparoxítona.
III. Na oração Utilizem fontes de energia e combustível mais limpas, o sujeito é composto, considerando que o verbo está no plural.
Pode-se afirmar que:
• Ao meio-dia e ..............................., as visitas estarão ............................... esgotadas.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como atravessar os dissabores do dia a dia com humor e leveza
Sorrir não apaga os problemas, mas pode torná-los mais leves e menos sufocantes
Têm situações que parecem tão caóticas, difíceis e desgastantes que as únicas respostas emocionais são estresse, desânimo e ansiedade. Mas, um tempo depois, quando tudo se acalma, as risadas aparecem ao relembrar a experiência. Nesse momento, é tão fácil perceber como tudo poderia ter sido vivido com mais criatividade, humor e leveza. Se é possível fazer essa análise depois que as situações já passaram, por que não tentar aplicar a leveza como lema de vida?
Ressignificar as situações
O bom humor é um recurso muito importante para a saúde mental. "Estudos da neuropsicologia mostram que o riso e os estados emocionais positivos aumentam a liberação de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, que melhoram tanto a regulação do estresse quanto a capacidade de adaptação", explica a neuropsicóloga Aline Graffiette.
Por isso, essas pessoas tendem a lidar com adversidades de forma mais flexível, de modo a preservar a energia emocional para buscar soluções. Rir de si mesmo ou de uma situação é uma forma de ressignificar o que aconteceu. Sabe aqueles momentos que você diz: "Que bom que agora posso rir da situação?". Nesse momento o cérebro interrompe o ciclo de autocrítica e reduz a ativação da amígdala (que faz o processamento de emoções e respostas de ameaça). Assim, através das risadas, acontece uma sensação de alívio e abertura de novas perspectivas. [...]
Como desenvolver atitudes mais leves
O bom humor e a leveza cotidiana não surgirão depois de decorar todas as "piadas prontas" do mundo. É necessário prática e ferramentas emocionais. "A prática da atenção plena, a gratidão diária, o convívio social positivo e até atividades prazerosas simples, como ouvir música ou caminhar, treinam o cérebro para buscar estados emocionais equilibrados", aponta Aline. "Pequenos rituais de humor, como compartilhar uma piada, ouvir algo engraçado ou escrever sobre o que deu errado de forma irônica, ajudam a aliviar tensões."
Mudar o foco diante dos problemas também é uma ótima oportunidade. Em vez de dar ênfase ao problema, treine o modo de olhar para a solução e o aprendizado. Dessa forma, o cérebro entende que nem todo contratempo é uma crise.
"Primeiro, aceite que o aborrecimento faz parte da condição humana. A partir daí, é possível escolher não se identificar completamente com ele. Transformar algo frustrante em narrativa, piada ou partilha com alguém de confiança já é um modo de ressignificar", destaca o psicanalista e neuropsicólogo Jorge Guedes. "A leveza não elimina o sofrimento, mas o torna habitável, menos solitário e mais humano."
É importante lembrar que leveza e bom humor não são sinônimos de irresponsabilidade. Ou seja, não é negar os fatos, mas enfrentá-los sem peso emocional excessivo. Usar o humor como forma de evitar compromissos e negar a realidade está longe de ser uma leveza consciente e emocionalmente estável.
(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/como-atravessar-os-dissabores-do-dia-a-dia-com-humor-e-leveza/. Acesso em: 03 nov. 2025. Adaptado.)
A partir do excerto, não isoladamente, mas dentro do texto, analise as sentenças a seguir:
I.O advérbio também tem uma função importante: ele indica uma inclusão, ou seja, a inserção de uma ideia nova. Nesse contexto, tem o mesmo sentido de "da mesma forma".
II."Em vez de" estabelece, entre as informações que a expressão articula, a ideia de substituição. Esse uso está coerente no excerto e em relação a todo o texto, trabalhando com a noção de instigar o leitor a fazer escolhas diante das situações-problema do dia a dia.
III.A expressão "dessa forma" possibilita ao leitor recuperar algo já mencionado, no caso, a ideia imediatamente anterior, e apresentar uma ideia nova que a complementa. Assim, o leitor pode interpretar o parágrafo compreendendo que, ao mudar o foco por meio do treinamento do olhar, é possível apresentar outras compreensões ao cérebro a respeito dos contratempos.
É correto o que se afirma em:
Relacione as colunas a seguir, classificando corretamente cada tipo de pronome:
COLUNA I
1. Pronome demonstrativo.
2. Pronome relativo.
3. Pronome possessivo.
COLUNA II
(__) Estou amando este livro.
(__) A Aline não viu o meu notebook.
(__) Rafael, você pegou o caderno que estava aqui?
Assinale a alternativa que indica a correta sequência:
Considere o exemplo abaixo:
A sala de Clarice é tão bonita quanto a sala de Ruth.
Assinale a alternativa que indica a correta flexão do adjetivo em relação ao grau comparativo:
Leia o trecho a seguir:
“Um caquizeiro foi plantado na Fazenda Santa Elisa ao lado de dois gigantescos pés de lichia que há mais de cinquenta anos vivem no final de um gramado. (...) O caquizeiro vai crescer em boa companhia, aprendendo da tranquilidade e bondade das árvores já velhas que serão suas mestras.”
ALVES, Rubem. Do universo à jabuticaba. 4. ed. São Paulo: Planeta do Brasil. 2025. p. 12.
Com relação às classes de palavras, analise os itens a seguir e assinale a alternativa correta:
I. Os termos “Um” e “O”, destacados no texto acima, são classificados como artigos.
II. O primeiro é o artigo definido “Um”, que generaliza o caquizeiro, e o segundo é o artigo indefinido “O”, que especifica o mesmo caquizeiro.
Assinale a alternativa no qual os termos completam corretamente as lacunas no texto acima:
“Odeia entrevistas de jogador de futebol, que começam em: ‘antes, porém, meu boa-tarde aos senhores telespectadores’”.
Nesse trecho, “boa-tarde” seria corretamente flexionado no plural da seguinte forma:
TEXTO
Oi, Chico!
Clarice Lispector

TEXTO
Oi, Chico!
Clarice Lispector

TEXTO
Oi, Chico!
Clarice Lispector

