Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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“E, ambientalmente, o uso da garrafa não faz sentido.”
Identifique a alternativa em que as vírgulas intercalam elemento gramatical correspondente ao destacado no excerto acima:
William dos Anjos
Tornei-me um tanto intolerante por conta de algo que me parece um bom motivo: estamos quase sempre empenhados em que somente as nossas idéias prevaleçam. Em quase todas as circunstâncias, o que vale mesmo é encontrar culpados para as coisas mais triviais. O importante é fazer de nossas “necessidadezinhas” os reclamos mais urgentes. A todo instante somos dedicados a comparar qualquer coisa que recebemos àquilo que é dado a outrem, só para ver se o outro não está levando alguma vantagem, ainda que seja na bola de sorvete que nos sirvam no parque de diversões.
Com o pretexto de agirmos com equilíbrio e justiça, pretendemos que tudo tenha a mesma medida, que seja uniformemente considerado, nesta terra de desiguais. E haja “Eu também quero”, “O dele tá maior que o meu”, “Só faço se for do meu jeito”. As gentilezas e os cuidados naturais e espontâneos perdem espaço para o intuito interesseiro, para o intento estúpido e a desfaçatez.
Nesse andamento personalista do desenvolvimento das nossas precaríssimas vidas, as amizades, os namoros e casamentos, as relações de trabalho, por exemplo, estão se tornando cada vez mais superficiais e tênues. Qualquer discordância, crítica ou comentário tornam-se suficiente e inevitavelmente avassaladores. Motivam atitudes de revide e reciprocidade equivocada e desmedida. Cobramos com juros escandalosos aquilo que nem era preciso pagar na mesma moeda.
Aliás, como achar a vida divertida e interessante, se há sempre alguém ávido por encontrar resposta satisfatória para a pergunta “E o que é que eu ganho com isso?” Queremos urgentemente ganhar seja lá o que for. Se não para usufruir; para acumular, encher os alforjes e pendurá-los como troféus da opulência à vista de vizinhos e desafetos. O que afinal conseguimos com isso? Apenas enfado, sonolência, modorra, sedentária e obesa expectativa de que os dias se sucedam.
Eis, pois, a razão para tamanha impaciência. Não dá para continuar assistindo pacientemente ao perecimento da virtude que se afigura na essência do homem. É urgente que se revolvam as suas entranhas para de lá retirar o que ainda haja de mais elementar e embrionariamente humano. É fundamental valorizarmos a capacidade de indignação diante da homogeneização da ignorância. É tempo de voltar ao primeiro amor.
Os substantivos derivados dos verbos que iniciam os itens da enumeração sobre “o que é preciso fazer” (l.19) são formados pelo acréscimo do sufixo -ção.
Na expressão “curso d’água”, o apóstrofo marca a elisão da vogal final da preposição
No trecho “capacidade técnica e experiência suficientes" (l.5-6), caso a palavra sublinhada fosse substituída por bastante, a concordância se faria no singular, uma vez que esta palavra funcionaria como advérbio.
O VÕO DA ÁGUIA
A Águia pode viver por 70 anos. Sabe por quê?
A Águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos, mas, para chegar a essa idade, aos 40 ela tem de tomar um séria decisão.
É nessa fase da vida que ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontadas contra o peito estão suas asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas e voar já é tão difícil...
A águia então tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação que vai durar 150 dias. Esse
processo de renovação consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se em ninho próximo a um paredão onde não
necessite voar.
Após encontrar esse lugar, a Águia começa a arrancar suas unhas. Quando começam a nascer as novas unhas, ela passa a arrancar as velhas penas. E, só cinco meses depois, sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação.
Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e velhos hábitos que nos causam dor.
Somente livres do peso do passado, podemos aproveitar o resultado valioso que a renovação sempre nos traz.
FONTE: Jornal carta, 09.05.2003 www.Tonoticias.jor.br
do conector “para” por a fim de, em “e guardar o que sobrasse para acudir às moléstias grandes” (l.14-15).
do conector “posto que” por embora, em “a casa em que morava (...), posto que menor, era propriedade dele” (l.3-5).
do conector “e” pela conjunção porque, em “mas a mulher gastava pouco, e a vida era barata” (l.2-3).
dos conectivos “ou (...) ou (...)” por tanto (...) quanto (...), em “Pádua, ou por ordem regulamentar, ou por especial designação, ficou substituindo o administrador” (l.21-23).
do conector “afinal” por portanto, em “Pádua hesitou muito; afinal, teve de ceder aos conselhos de minha mãe” (l.15-16).
A substituição da preposição “em” por de na expressão “era empregado em repartição” (l.1) implica que a repartição onde Pádua trabalhava era necessariamente o órgão empregador
O termo “Demais” (l.3) tem o mesmo valor que a expressão Além disso.
I - É um adjetivo derivado.
II - O sufixo formador -vel indica ação, modo de ser.
III- A palavra susto pertence à mesma família.
Quais estão incorretas?
I - Pode ser substituída por porém,. contudo, entretanto.
II- Introduz oração coordenada adversativa.
III-Introduz idéia de oposição, de contraste
Quais estão corretas?
I - Em veículos (I.03),o elemento grifado representa desinência de número.
II- Na palavra conhecida (I. 05) a letra grifada representa desinência de gênero.
III- Em empresa (I. 07), sublinhado está o dígrafo e em negrito o encontro consonantal.
Quais estão corretas?

Língua Portuguesa. São Paulo: Escala Editorial, n.º 17, 2009, p. 42-5 (com adaptações).
