Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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( ) Os termos insensíveis à (linha 04) e vinculadas à (linha 13) obedecem à mesma regência dos verbos correspondentes: insensibilizar e vincular.
( ) As duas ocorrências da crase, na primeira linha do texto, explicam-se pela contração da preposição “a” com o artigo feminino “a”.
( ) Ao dizer que os países se converteram aos dogmas liberais (linha 13) diz-se que eles se tornaram adeptos de uma ideologia liberal.
( ) O adjetivo financiada (linha 18) concorda em gênero e número com a palavra oferta.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA, de cima para baixo.

Em relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens
a seguir.

Com relação ao sentido e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item subsequente.


Com referência às ideias do texto, julgue os itens a seguir.
A expressão “Apesar das” (L.12) introduz ideia de oposição em relação à ideia expressa no período anterior.


Julgue os itens subsequentes, relativos às relações morfossintáticas,
semânticas e discursivas do texto.

No que se refere aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.

Julgue os itens a seguir, referentes às relações morfossintáticas, semânticas e discursivas do texto.
I – “mas validado pela arbitragem”
II – “mas a arbitragem não deu gol”
III – “Mas sem sucesso”
A conjunção sublinhada expressa noção de:
I – “para facilitar o comando de jogo”
II – “para que a arbitragem recorresse”
III – “para discutir a jogada”
IV – “para comprovar a ilegitimidade do gol”
A preposição sublinhada expressa relação de:
do mercado em que estavam expostas diversas mercadorias.
Depois de algum tempo, ele exclamou: "Vejam quantas coisas
o ateniense precisa para viver." Naturalmente ele queria dizer
com isto que ele próprio não precisava de nada daquilo.
Esta postura de Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia
cínica, fundada em Atenas por Antístenes - um discípulo
de Sócrates, por volta de 400 a. C. Os cínicos diziam que a
verdadeira felicidade não depende de fatores externos, como
o luxo, o poder político e a boa saúde. Para eles, a verdadeira
felicidade consistia em se libertar dessas coisas casuais e efêmeras.
E justamente porque a felicidade não estava nessas coisas,
ela podia ser alcançada por todos. E, uma vez alcançada, não
podia mais ser perdida.
(Jostein Gaarden, O Mundo de Sofia. São Paulo, Cia. das Letras, 1995)
Conta-se que, um dia, Sócrates parou diante de uma tenda do mercado em que estavam expostas diversas mercadorias.
E porque a felicidade não estava nessas coisas, ela podia ser alcançada por todos.
do mercado em que estavam expostas diversas mercadorias.
Depois de algum tempo, ele exclamou: "Vejam quantas coisas
o ateniense precisa para viver." Naturalmente ele queria dizer
com isto que ele próprio não precisava de nada daquilo.
Esta postura de Sócrates foi o ponto de partida para a filosofia
cínica, fundada em Atenas por Antístenes - um discípulo
de Sócrates, por volta de 400 a. C. Os cínicos diziam que a
verdadeira felicidade não depende de fatores externos, como
o luxo, o poder político e a boa saúde. Para eles, a verdadeira
felicidade consistia em se libertar dessas coisas casuais e efêmeras.
E justamente porque a felicidade não estava nessas coisas,
ela podia ser alcançada por todos. E, uma vez alcançada, não
podia mais ser perdida.
(Jostein Gaarden, O Mundo de Sofia. São Paulo, Cia. das Letras, 1995)

( ) Desrespeitam-se as relações entre os argumentos e provoca-se erro gramatical ao substituir "onde"(?.2) por em que.
( ) Explicita-se a relação entre as ideias do texto ao iniciar o segundo período sintático do texto por um conectivo, escrevendo: Conquanto as relações.
( ) Explicita-se a relação entre as ideias do texto ao inserir, entre vírgulas, o conectivo no entanto depois de "identifi cado"(?.14).
( ) Desrespeitam-se as relações entre os argumentos e provoca-se erro gramatical ao substituir "onde"(?.17) por a qual.
A sequência obtida é
Deus, que não tinha problemas de verba, nem uma
oposição para ficar dizendo "Projetos faraônicos! Projetos faraônicos!",
resolveu, numa semana em que não tinha mais nada
para fazer, criar o mundo. E criou o céu e a terra e as estrelas, e
viu que eram razoáveis. Mas achou que faltava vida na sua
criação e - sem uma ideia muito firme do que queria - começou
a experimentar com formas vivas. Fez amebas, insetos, répteis.
As baratas, as formigas etc. Mas, apesar de algumas coisas
bem resolvidas - a borboleta, por exemplo -, nada realmente o
agradou. Decidiu que estava se reprimindo e partiu para grandes
projetos: o mamute, o dinossauro e, numa fase especialmente
megalomaníaca, a baleia. Mas ainda não era bem aquilo.
Não chegou a renegar nada do que fez - a não ser o rinoceronte,
que até hoje Ele diz que não foi Ele - e tem explicação até
para a girafa, citando Le Corbusier* ("A forma segue a função").
Mas queria outra coisa. E então bolou um bípede. Uma variação
do macaco, sem tanto cabelo. Era quase o que Ele queria. Mas
ainda não era bem aquilo. E, entusiasmado, Deus trancou-se na
sua oficina e pôs-se a trabalhar. E moldou sua criatura, e
abrandou suas feições, e arredondou suas formas, e tirou um
pouquinho daqui e acrescentou um pouquinho ali. E criou a
Mulher, e viu que era boa. E determinou que ela reinaria sobre a
sua criação, pois era a sua obra mais bem acabada.
Infelizmente, o Diabo andou mexendo na lata de lixo de
Deus e, com o que sobrou da Mulher, criou o Homem.
*Le Corbusier = Importante arquiteto francês
(Luis Fernando Verissimo. As mentiras que os homens contam.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2001)





