Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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( ) quanto a visita (l. 03)
( ) que Alexandre Magno fez a Diógenes (l. 03-04)
( ) Foi a partir do depoimento (l. 08-09)
( ) não conseguiu diminuir a importância da cena (l. 13-14)
Assinale a alternativa que apresenta a sequência de preenchimento correta dos parênteses, de cima para baixo.
sangue de pandas
Composto mostrou potencial contra variantes de
micro-organismos resistentes a medicamentos.
03 de janeiro de 2013 | 8h 57
Cientistas da Universidade Agrícola de Nanjing, na China, descobriram no sangue de um panda gigante um poderoso antibiótico capaz de matar bactérias e fungos.
Segundo afirmam os especialistas, a substância encontrada na corrente sanguínea desses mamíferos poderia ser a base para a criação de uma nova geração de medicamentos antibacterianos.
Ao analisar o DNA do panda, os pesquisadores encontraram o composto, denominado cathelicidin-AM, que "revelou uma atividade potencial antimicrobiana contra um amplo espectro de micro-organismos, incluindo bactérias e fungos, tanto em suas versões comuns como nas variantes resistentes aos medicamentos", disse o médico Xiuwen Yan, responsável pelo estudo.
O cathelicidin-AM é liberado pelo sistema imunológico desse tipo de urso em estado selvagem, especialmente para protegê-los de infecções.
Preservação
Os pandas gigantes estiveram à beira da extinção e hoje existem em torno de 1,6 mil exemplares nas florestas.
Yan, entretanto, descartou os temores de que, com a descoberta, possa haver uma caça maciça aos animais
Ele explica que sua equipe de cientistas conseguiu sintetizar artificialmente o composto químico em laboratório, por meio da decodificação dos genes e, assim, produzindo uma molécula conhecida como peptídeo.
A ideia agora é desenvolver a substância como um novo remédio contra superbactérias ou como antisséptico para limpar superfícies e utensílios.
Os cientistas, entretanto, acreditam que ainda haja outros compostos a serem descobertos no genoma dos pandas.
Após a destruição dos bosques de bambu na China e no Sudeste Asiático, habitat natural desses animais, o número de ursos diminuiu consideravelmente.
Apesar de grandes somas de dinheiro investidas em projetos de preservação, houve pouco progresso nos últimos anos.
Segundo especialistas, os pandas dificilmente se reproduzem em cativeiro, além de apresentar um comportamento individual, o que dificulta a conservação da espécie.
( Disponível em www.estodao.com.br)
I. É uma oração Subordinada Substantiva Subjetiva.
II. É uma oração iniciada por uma conjunção subordinativa adverbial causai.
III. Apresenta um problema sério de concordância verbal.
Pode-se afirmar que:
sangue de pandas
Composto mostrou potencial contra variantes de
micro-organismos resistentes a medicamentos.
03 de janeiro de 2013 | 8h 57
Cientistas da Universidade Agrícola de Nanjing, na China, descobriram no sangue de um panda gigante um poderoso antibiótico capaz de matar bactérias e fungos.
Segundo afirmam os especialistas, a substância encontrada na corrente sanguínea desses mamíferos poderia ser a base para a criação de uma nova geração de medicamentos antibacterianos.
Ao analisar o DNA do panda, os pesquisadores encontraram o composto, denominado cathelicidin-AM, que "revelou uma atividade potencial antimicrobiana contra um amplo espectro de micro-organismos, incluindo bactérias e fungos, tanto em suas versões comuns como nas variantes resistentes aos medicamentos", disse o médico Xiuwen Yan, responsável pelo estudo.
O cathelicidin-AM é liberado pelo sistema imunológico desse tipo de urso em estado selvagem, especialmente para protegê-los de infecções.
Preservação
Os pandas gigantes estiveram à beira da extinção e hoje existem em torno de 1,6 mil exemplares nas florestas.
Yan, entretanto, descartou os temores de que, com a descoberta, possa haver uma caça maciça aos animais
Ele explica que sua equipe de cientistas conseguiu sintetizar artificialmente o composto químico em laboratório, por meio da decodificação dos genes e, assim, produzindo uma molécula conhecida como peptídeo.
A ideia agora é desenvolver a substância como um novo remédio contra superbactérias ou como antisséptico para limpar superfícies e utensílios.
Os cientistas, entretanto, acreditam que ainda haja outros compostos a serem descobertos no genoma dos pandas.
Após a destruição dos bosques de bambu na China e no Sudeste Asiático, habitat natural desses animais, o número de ursos diminuiu consideravelmente.
Apesar de grandes somas de dinheiro investidas em projetos de preservação, houve pouco progresso nos últimos anos.
Segundo especialistas, os pandas dificilmente se reproduzem em cativeiro, além de apresentar um comportamento individual, o que dificulta a conservação da espécie.
( Disponível em www.estodao.com.br)
I, Ocorre voz reflexiva do verbo.
II. A oração em destaque indica circunstância de conformidade. .
lll. O termo "os especialistas" exerce função de objeto direto.
IV. A palavra "antibacterianos" funciona como substantivo.
É correto o que se afirma em:
"Para, para, Ágatha, vamos ser mais breves... //
Sobre ela, assinale a afirmação correta.
Qual o esporte mais antigo do mundo?
É difícil para os historiadores estabelecer como, quando e onde, exatamente, os homens começaram a praticar esportes. Teoricamente, esporte é a realização de uma atividade física sem nenhuma motivação externa (a sobrevivência, por exemplo), o que é essencial para buscar o momento em que os exercícios do dia a dia começaram a ser executados por prazer, ou se preferir, por esporte, literalmente.
Os primeiros registros de prática esportiva aparecem ligados à atividade militar, junto com os primeiros cuidados com o corpo, isso perto de 4.000 a.C. Nesse momento há os primeiros registros de prática de ginástica, na China. Mais de dois mil anos depois, há indícios de prática esportiva para exibições no Egito Antigo: no caso, os "esportes" eram natação, lançamento de dardo, salto em altura e luta livre.
Na seqüência, há atividades importantes na Pérsia e Grécia, especialmente nesta última, onde a prática de esportes foi sistematizada com regras e competições regulares (as olimpíadas). As principais modalidades eram maratona, luta livre, boxe, dardo e lançamento de disco. A superação do homem e a exaltação de suas habilidades eram os principais objetivos das atividades na época. A ideia de esporte permaneceu na Roma Antiga, onde novas (e algumas sanguinárias) modalidades foram criadas, como a corrida de bigas e as lutas de gladiadores. Durante a Idade Média, a prática esportiva teve como base o cavaleiro, e as habilidades que ele pôde desenvolver em torneios e competições. A concepção moderna de esporte, com a profissionalização dos competidores, surgiu no final do século 19, com as Olimpíadas do Mundo Moderno.
(revistagalileu.globo.com)
I. É um adjetivo.
II. Possui um equivalente feminino.
III. Pode aparecer no plural.
IV. Tem exatamente o mesmo sentido de "literariamente".
É correto o que se afirma em:
Qual o esporte mais antigo do mundo?
É difícil para os historiadores estabelecer como, quando e onde, exatamente, os homens começaram a praticar esportes. Teoricamente, esporte é a realização de uma atividade física sem nenhuma motivação externa (a sobrevivência, por exemplo), o que é essencial para buscar o momento em que os exercícios do dia a dia começaram a ser executados por prazer, ou se preferir, por esporte, literalmente.
Os primeiros registros de prática esportiva aparecem ligados à atividade militar, junto com os primeiros cuidados com o corpo, isso perto de 4.000 a.C. Nesse momento há os primeiros registros de prática de ginástica, na China. Mais de dois mil anos depois, há indícios de prática esportiva para exibições no Egito Antigo: no caso, os "esportes" eram natação, lançamento de dardo, salto em altura e luta livre.
Na seqüência, há atividades importantes na Pérsia e Grécia, especialmente nesta última, onde a prática de esportes foi sistematizada com regras e competições regulares (as olimpíadas). As principais modalidades eram maratona, luta livre, boxe, dardo e lançamento de disco. A superação do homem e a exaltação de suas habilidades eram os principais objetivos das atividades na época. A ideia de esporte permaneceu na Roma Antiga, onde novas (e algumas sanguinárias) modalidades foram criadas, como a corrida de bigas e as lutas de gladiadores. Durante a Idade Média, a prática esportiva teve como base o cavaleiro, e as habilidades que ele pôde desenvolver em torneios e competições. A concepção moderna de esporte, com a profissionalização dos competidores, surgiu no final do século 19, com as Olimpíadas do Mundo Moderno.
(revistagalileu.globo.com)
Esse presente irá durar bastantes anos.
Hoje eu comi bastante.
Chega, você já falou o bastante!
Assinale abaixo a alternativa que classifica correta e respectivamente as palavras destacadas nas frases acima.
(Araújo, R.B. Força Estranha. Ciência Hoje, ano I, v.1, jul./ago. 1982).
A torcida possui a propriedade de reunir, “na mesma massa”, pessoas situadas em posições sociais diversas, homogeneizando, em torno de clubes, as suas diferenças. Nesse processo, um mecanismo extremamente importante é o uniforme de cada clube: ao mesmo tempo em que separa e distingue cada uma das torcidas, ele “despe” cada torcedor da sua identidade civil, e o integra em um novo contexto, profundamente indiferenciado
Nesse contexto de massa que é a torcida, inexistem desigualdades, pelo menos em princípio. Todos estão ali reunidos pela paixão, para torcer por um dos clubes e, portanto, cada torcedor tem, nesse momento, os mesmos direitos que qualquer outro
Este último ponto é de grande importância, pois nos leva, de certa forma, da igualdade à liberdade. Com efeito, se todos os torcedores são considerados moralmente iguais, abre-se, então, a possibilidade para que cada um deles possa, com toda a legitimidade, ter uma visão inteiramente pessoal do andamento da partida, da escalação dos times, enfim, de qualquer aspecto relacionado ao mundo do futebol.
Qualquer torcedor pode, inclusive, discordar das “autoridades” em futebol, os técnicos, dirigentes ou comentaristas, sem que sua interpretação seja considerada insolente ou descabida. Este é um contexto em que, de alguma forma, todo mundo tem opinião, e todos têm o direito de exprimi-la, ou seja, são livres para explicitá-la sem sofrer qualquer constrangimento. É exatamente por isso que as discussões sobre o futebol são consideradas “ intermináveis” . Na verdade, esta impressão é causada pela própria dificuldade de se chegar a algum consenso num ambiente tão pluralista e democrático.
Existe, portanto, no futebol, uma área de decisão privada, na qual cada torcedor tem liberdade para julgar e escolher segundo suas próprias inclinações, sem ter que sofrer qualquer interferência. Lembremo-nos de que a própria opção por se torcer por determinado clube, de trocá-lo por outro, ou mesmo de se desinteressar do futebol, são resoluções de “foro íntimo”, que não interessam a ninguém, e que devem, assim, ser tomadas com toda a independência.
“Existe, portanto, no futebol, uma área de decisão privada, na qual cada torcida tem liberdade para julgar e escolher segundo as próprias inclinações, sem ter que sofrer qualquer interferência".
A pessoa que você mais gosta é cheia de defeitos?
Existe uma explicação
Cristiane Segatto
1.§ Quantos dos seus amigos descrevem o parceiro (ou parceira) de uma forma estranhamente dúbia? A pessoa é o amor da vida dele e, ao mesmo, o ser que mais o incomoda. É uma reclamação tão corriqueira que começo a achar que estranha é a minoria que parece satisfeita com o que tem em casa.
2.§ Tolerar os defeitos do companheiro e entender que, ao firmar uma parceria, compramos um pacote completo (com tudo o que há de agradável e desagradável) parece, cada vez mais, uma esquisita característica de uma subespécie em extinção.
3.§ O grupo majoritário parece ser o dos apaixonados intolerantes.
4.§ Há quem se dedique a tentar entendê-los. Li nesta semana uma reportagem interessante sobre isso. Foi publicada na revista Scientific American Mind. É baseada no livro Annoying: The Science of What Bugs Us (algo como Irritante: a ciência do que nos incomoda), dos jornalistas Joe Palca e Flora Lichtman.
5.§ Uma das pesquisadoras citadas é a socióloga Diane Felmlee, da Universidade da Califórnia. Ela conta a história de uma amiga que vivia reclamando que o marido trabalhava demais. Diane pediu que a mulher se lembrasse das qualidades que enxergava nele quando o conheceu na universidade. A resposta foi sensacional: “A primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato de que ele era incrivelmente trabalhador. Logo percebi que se tornaria um dos melhores alunos da classe"
6.§ Não é curioso? Por alguma razão, uma característica que é vista como uma qualidade no início do relacionamento se torna, com o passar do tempo, um defeito. Exemplos disso estão por toda parte. No início do namoro, o cara parece muito atraente porque é desencanado, tranquilão. Não perde a chance de passar o dia de bermuda e chinelo, ouvindo música e bebendo com a namorada e os amigos. Quatro anos depois passa a ser visto pela amada como um sujeito preguiçoso, acomodado, que não tem objetivos claros na vida e veio ao mundo a passeio.
7.§ Em outra ocasião, a socióloga Diane perguntou a um garoto por que ele gostava da última namorada. A resposta foi uma lista de várias partes do corpo da moça - incluindo as mais íntimas. Quando a professora perguntou por que o relacionamento havia acabado, a justificativa foi: “Era uma relação baseada somente no desejo. Não havia amor suficiente."
8.§ Uma aluna disse que se sentiu atraída pelo ex porque ele tinha um incrível senso de humor. Algum tempo depois, passou a reclamar que “ele não levava nada a sério". Nesse caso, também, o que era qualidade virou defeito. Deve haver alguma explicação para isso. Nas últimas décadas, Diane vem realizando estudos com casais para tentar entender o fenômeno que ela chama de atrações fatais.
9.§ Ela observou que quanto mais acentuada é a qualidade reconhecida pelo parceiro no início da relação, mais incômoda ela se torna ao longo dos anos. Até virar um traço insuportável.
10.§ Diane acredita que a explicação está relacionada à teoria da troca social. Essa teoria parte do pressuposto de que as relações humanas são baseadas na escolha racional e na análise de custo-benefício. Se os custos de um dos parceiros superam seus benefícios, a outra parte pode vir a abandonar a relação, especialmente se houver boas alternativas disponíveis. “Traços extremos trazem recompensas, mas também têm custos associados a eles, principalmente numa relação".
11.§ Um exemplo é a independência. Ela pode ser muito valorizada numa relação. Um marido independente é capaz de cuidar de si próprio. Mas se ele for independente demais, pode significar que não precisa da mulher. Isso acarreta custos para a relação.
12.§ A receita para evitar que as relações naufraguem é a boa e (cada vez mais) escassa tolerância. É preciso aprender a relativizar os hábitos irritantes para continuar convivendo com uma pessoa que tem muitas outras qualidades.
13.§ Ninguém é totalmente desprovido de qualidades e defeitos. Temos os nossos, aprendemos com eles e com os deles. Além de tolerância, precisamos exercitar a capacidade de apoiar o parceiro quando as coisas vão mal e de celebrar quando ele tem alguma razão para isso. Inventar programas novos e interessantes (zelar para que isso aconteça com frequência) pode realçar as qualidades de quem você gosta e amenizar as características e manias irritantes. Irritante por irritante somos todos. Mas também podemos ser incrivelmente interessantes.
Adaptado de http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/ cristiane- segatto/noticia/2012/01/amores-imperfeitos.html em 01/12/2012
Nos anos 1970, década em que a tecnologia da comunicação ainda engatinhava, entrou em voga a preocupação com as ameaças à privacidade. Os mais radicais lutavam contra a adoção de números únicos de identificação (o nosso CPF).
Esses receios, hoje, parecem ultrapassados. A moda agora é entregar informação pessoal nas redes sociais voluntária e gratuitamente. Acumular dados sobre indivíduos tornou-se fonte de lucros para empresas cujo negócio é rastrear padrões de comportamento de indivíduos e vender a informação. Os compradores podem ser agências de publicidade, bancos e operadoras de cartão de crédito. Seu interesse é vender certos produtos para as pessoas com maior propensão a comprá-los.
Tudo isso empalidece, contudo, diante da ameaça à privacidade veiculada pelos aviões não tripulados, os chamados "drones", que tem suscitado grandes debates. Esses aeromodelos já sobrevoam as cabeças de cidadãos norte-americanos, primeiro pelas mãos da polícia, logo teleguiados por empresas, "paparazzi" ou até mesmo terroristas. Alguns Estados já preparam leis para disciplinar a invasão.
(Adaptado de Marcelo Leite. Folha de S.Paulo, 13/04/2013, p. A2)
Atente para as seguintes afirmações sobre a frase acima:
I. A vírgula colocada imediatamente após "drones" pode ser suprimida, sem prejuízo para a correção e o sentido original.
II. Tudo isso empalidece, contudo, diante da ameaça...
Sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, o elemento sublinhado pode ser corretamente substituído por entretanto.
III. ... diante da ameaça à privacidade...
Ao se substituir o termo privacidade por vida particular, não se admite o uso da crase.
Está correto o que se afirma APENAS em
Balõezinhos
Na feira-livre do arrabaldezinho
Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:
- “O melhor divertimento para as crianças!"
Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,
Fitando com olhos muito redondos os grandes balõezinhos muito redondos.
No entanto a feira burburinha.
Vão chegando as burguesinhas pobres,
E as criadas das burguesinhas ricas,
E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.
Nas bancas de peixe,
Nas barraquinhas de cereais,
Junto às cestas de hortaliças
O tostão é regateado com acrimônia.
Os meninos pobres não veem as ervilhas tenras,
Os tomatinhos vermelhos,
Nem as frutas,
Nem nada.
Sente-se bem que para eles ali na feira os balõezinhos de cor são a única
[mercadoria útil e verdadeiramente indispensável.
O vendedor infatigável apregoa:
- “O melhor divertimento para as crianças!"
E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um círculo
[inamovível de desejo e espanto.
Manuel Bandeira
É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo. Entenda os processos que marcam a fase.
(1§) A transformação tem início por volta dos 11 anos. Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem. Ora falam demais, ora ficam calados. Surgem os namoricos, as implicâncias com outros adolescentes e a vontade de conhecer intensamente o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de contas, por que os adolescentes são tão instáveis?
(2§) A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento,marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.
(3§) Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto, autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos de imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido íntimo que damos às experiências corporais.Na adolescência, essas duas percepções são abaladas. A puberdade (conjunto das transformações ligadas à maturação sexual) faz com que a imagem real se modifique - a descarga de hormônios desenvolve características sexuais primárias (aumento dos testículos e ovários) e secundárias (amadurecimento dos seios, modificações na cintura e na pélvis, crescimento dos pelos, mudanças na voz etc.). É comum que aflorem sentimentos contraditórios: ao mesmo tempo em que deseja se parecer com um homem ou uma mulher, o adolescente tende a rejeitar as mudanças por medo do desconhecido. Essas mudanças do corpo acabam refletindo em mudanças sociais. Isso, para o jovem, é assustador.
(4§) Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas. "O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado", afirma Lidia Aratangy, psicóloga e autora de livros sobre o tema. Apenas quando perduram as sensações de estranhamento com as mudanças fisiológicas um encaminhamento médico é necessário.
(http://goo.gl/vLF5z. Acesso: 10/10/2012. Adaptado.)
“Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto, autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos de imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido íntimo que damos às experiências corporais. Na adolescência, essas duas percepções são abaladas.”
Sobre esse trecho do terceiro parágrafo foram feitas algumas afirmações. Analise-as, classificando-as como (V) verdadeiras ou (F) falsas:
( ) O adjetivo “francesa”, usado em “Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto”, pode ser considerado como uma estratégia para garantir maiorcredibilidade ao assunto tratado no texto
. ( ) Os dois pontos foram usados no trecho com o propósito de indicar uma enumeração de argumentos.
( ) Há um aposto entre vírgulas no trecho: “...a real, que se refere às características físicas, ea simbólica...”
. ( ) No contexto em que ocorre, a expressão “na adolescência” tem sentido de “período de tempo”.
( ) O trecho “autora de clássicos sobre a psicologia das crianças e adolescentes” é uma informação adicional que pode ser retirada do trecho sem que haja perda do potencial argumentativo do texto.
A sequência correta de classificação, de cima para baixo, é:
Contra o excesso de industrialização dos alimentos, consumidores ativistas arrendam terras, compram sementes e viram sócios de agricultores. Conheça o progressismo culinário por Rafael Tonon
Se todo comportamento social hegemônico dá origem a uma contracultura, com a alimentação não seria diferente. Excesso de industrialização, monocultura e logística que não privilegia produção local acabaram por incentivar uma antítese desse sistema de produção. Grupos de consumidores do Brasil e do mundo começam a se aproximar dos produtores, chegando a comprar sementes e a virar sócios das fazendas para colher comida cultivada de maneira mais sustentável, sem agrotóxicos e com comercialização mais justa. “O ativismo nessa área tem ganhado corpo há 20 anos, mas nunca foi tão presente", afirma Eric Holt Gimenez, diretor do Food First, instituto nos EUA para desenvolvimento de políticas alimentares.
O tom transgressor desse movimento fica claro no apelido que ele ganhou da revista Time: progressismo culinário. “Têm-se construído diversas práticas para mitigar o dano permanente causado pelo regime alimentar corporativo, baseado na produção em massa e na industrialização", diz Gimenez.
Um dos principais meios de ação desses ativistas é a criação de grupos que buscam parcerias com produtores locais dispostos a oferecer alimentos sem o intermédio de supermercados ou distribuidores. Isso encurta o caminho do produto (economizando viagens de caminhão para centros de distribuição e reduzindo até a poluição causada por elas) e estreita o laço com as famílias que trabalham na terra. “O alimento é muito importante para estar nas mãos de apenas algumas corporações", defende Harriet Lamb, da The Fairtrade Foundation, entidade que luta por melhores políticas sociais e econômicas de consumo no mundo. Esses grupos, que despontaram no final da década de 90 nos EUA e em 2001 na França, polinizaram terras do mundo todo, inclusive do Brasil.
Adaptado de http://revistagalileu.globo.com/
O trecho sublinhado do excerto do texto acima tem a mesma classificação morfológica do termo sublinhado em:
Futilidade, segundo o dicionário, significa frivolidade, inutilidade, motivo vão. Em medicina, o termo se aplica aos procedimentos cujos benefícios para o paciente são nulos, insignificantes ou altamente improváveis. Frequentemente, é usado para definir atos e intervenções destinados a prolongar a vida de pacientes terminais com prognósticos considerados irreversíveis.
Tambémdenominada obstinação terapêutica, a questão está enraizada na discussão da ética médica, segundo a qual a morte deve ser evitada a qualquer custo. O desenvolvimento tecnológico reforçou essa conduta ao oferecer medicamentos e equipamentos que possibilitam o prolongamento da vida dentro das unidades de tratamento intensivo.
Estabelecer os limites entre a utilidade e a futilidade é um dos maiores dilemas da medicina. A luta em favor da vida é justa, legítima e faz parte da natureza humana. No entanto, levado a extremos nos casos irreversíveis, esse esforço pode prejudicar os doentes em vez de trazer benefício, além de impor grande sofrimento aos familiares.
O Código de Ética Médica adotado no Brasil reforça o caráter antiético da eutanásia. Mas também classifica como não indicado o prolongamento artificial da vida, com sofrimento para o doente sem perspectiva de cura ou melhora. Ele orienta que nas situações clínicas irreversíveis e terminais o médico evite procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários.
Na revisão do Código feita em 2010, foi incluída pela primeira vez a ortotanásia como alternativa a ser considerada em casos terminais. Trata-se da promoção de cuidados paliativos, como controle da dor e de outros sintomas, para dar ao paciente conforto e bem-estar físico e emocional em seu final de vida.
Assim como há rígidos critérios técnicos para definir que o estado do paciente é irreversível, também existem normas para a aplicação da ortotanásia. A principal delas é que a decisão somente pode ser tomada com o consentimento do próprio doente ou dos familiares.
Para isso, é fundamental que toda a equipe envolvida esteja alinhada e partilhe a tarefa de dar ao paciente e/ou aos familiares todas as informações de forma detalhada e transparente. O diálogo sincero e aberto permite que a decisão seja mais serena e consciente, facilitando a aceitação da realidade e garantindo a dignidade daqueles cuja vida vai chegando ao fim.
(Einstein Saúde. Responsável técnico: Dr. Miguel Cendorogio Neto. Revista Veja, 23/10/13)



