Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q39598 Português
O andar do bêbado

Nadar contra a corrente da intuição é uma tarefa difícil.
Como se sabe, a mente humana foi construída para identificar
uma causa definida para cada acontecimento, podendo por isso
ter bastante dificuldade em aceitar a influência de fatores
aleatórios (*) ou não diretamente relacionáveis a um fenômeno.
Portanto, o primeiro passo em nossa investigação sobre o papel
do acaso em nossas vida é percebermos que o êxito ou o
fracasso podem não surgir de uma grande habilidade ou grande
incompetência, e sim, como escreveu o economista Armen
Alchian, de "circunstâncias fortuitas". Os processos aleatórios
são fundamentais na natureza, e onipresentes em nossa vida
cotidiana; ainda assim, a maioria das pessoas não os
compreende nem pensa muito a seu respeito.
O título deste livro - O andar do bêbado - vem de uma
analogia que descreve o movimento aleatório, como os trajetos
seguidos por moléculas ao flutuarem no espaço, chocando-se
incessantemente com suas moléculas irmãs. Isso pode servir
como uma metáfora para a nossa vida, nosso caminho da
faculdade para a carreira profissional, da vida de solteiro para a
familiar, do primeiro ao último buraco de um campo de golfe. A
surpresa é que também podemos empregar as ferramentas
usadas na compreensão do andar do bêbado para entendermos
os acontecimentos da nossa vida diária.
O objetivo deste livro é ilustrar o papel do acaso no
mundo que nos cerca e mostrar de que modo podemos
reconhecer sua atuação nas questões humanas. Espero que
depois desta viagem pelo mundo da aleatoriedade, você, leitor,
comece a ver a vida por um ângulo diferente, menos
determinista, com uma compreensão mais profunda dos
fenômenos cotidianos.

(*) aleatório: que depende das circunstâncias, do acaso;
fortuito, contingente. (Houaiss)

(Do prólogo de Leonar Mlodinow para seu livro O andar do
bêbado)

Constituem uma causa e seu efeito, nesta ordem, os seguintes segmentos:
Alternativas
Q39523 Português
O Brasil é hoje um dos líderes mundiais do comércio
agrícola, ocupando a primeira posição nos embarques de açúcar
e de carne bovina e a segunda, nas vendas de soja e de
carnes de aves. Já era o maior exportador mundial de café, mas
até há uns 20 anos a maior parte de sua produção agropecuária
era menos competitiva que a das principais potências produtoras.
Esse quadro mudou, graças a um persistente esforço de
modernização do setor. Um levantamento da Organização Mundial
do Comércio (OMC) conta uma parte dessa história, mostrando
o aumento da presença brasileira nas exportações globais
ente 1999 e 2007. Uma história mais completa incluiria
também um detalhe ignorado pelos brasileiros mais jovens: o
suprimento do mercado interno tornou-se muito melhor quando
o país se transformou numa potência exportadora e as crises de
abastecimento deixaram de ocorrer. Essa coincidência não
ocorreu por acaso.
A prosperidade mundial e o ingresso de centenas de
milhões de pessoas no mercado de consumo, em grandes
economias emergentes, favoreceram a expansão do comércio
de produtos agropecuários nas duas últimas décadas. Mas,
apesar das condições favoráveis criadas pela demanda em rápida
expansão, houve uma dura concorrência entre os grandes
produtores. A competição foi distorcida pelos subsídios e pelos
mecanismos de proteção adotados no mundo rico e, em menor
proporção, em algumas economias emergentes.
A transformação do Brasil num dos líderes mundiais de
exportação agropecuária foi possibilitada por uma combinação
de ações políticas e empresariais. Um dos fatores mais importantes
foi o trabalho das instituições de pesquisa, amplamente
reforçado a partir da criação da Embrapa, nos anos 70. A ocupação
do cerrado por agricultores provenientes de outras áreas
- principalmente do Sul - intensificou-se nessa mesma época.
Nos anos 80, rotulados por economistas como "década perdida",
a agropecuária exibiu dinamismo e modernizou-se, graças
ao investimento em novas tecnologias e à adoção de melhores
práticas de produção. O avanço tecnológico foi particularmente
notável, nessa época, na criação de gado de corte e
na produção de aves. Isso explica, em boa parte, o sucesso
comercial dos dois setores nos anos seguintes. Com o abandono
do controle de preços, a transformação da agropecuária
acelerou-se nos anos 90 e o Brasil pôde firmar sua posição
como grande exportador.
A magnitude da transformação fica evidente quando se
observam os ganhos de produtividade. As colheitas cresceram
muito mais do que a área ocupada pelas lavouras. Aumentou a
produção de carne bovina, indicando uma pecuária muito mais
eficiente. No setor de aves, o volume produzido expandiu-se
consideravelmente. Isso permitiu não só um grande avanço no
mercado externo, mas também um enorme aumento do consumo
por habitante no mercado interno. Proteínas animais
tornaram-se muito baratas, refletindo-se nas condições de vida
de milhões de brasileiros.

(O Estado de S. Paulo, Notas & Informações, A3, 29 de
novembro de 2009, com adaptações)

Identifica-se relação de causa e consequência, respectivamente, em:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: ESAF Órgão: SUSEP Prova: ESAF - 2010 - SUSEP - Analista Técnico - Prova 1 |
Q38093 Português
Assinale a opção correta a respeito do uso das estruturas linguísticas na organização das ideias do texto.

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Alternativas
Q38033 Português
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Julgue os seguintes itens, a respeito do uso das estruturas linguísticas na organização das ideias do texto acima.

I A omissão do advérbio "já" (L.1) manteria a coerência entre os argumentos, mas não permitiria inferir que, no passado, "Criatividade e inovação" (L.1) foram consideradas "desafios do futuro" (L.2) .

II A presença da estrutura verbal "a serem resolvidos" (L.4-5) marca uma situação futura que, se omitida, provocaria alteração nas relações de sentido, mas não tornaria a argumentação incoerente.

III A retirada da oração "são alguns dos fatores" (L.6-7) tornaria o texto mais formal e não prejudicaria sua argumentação, desde que o verbo "justificam" (L.7) fosse flexionado no singular.

IV O desenvolvimento das ideias permite também usar o verbo "repousa" (L.10) flexionado no plural, sem prejudicar a correção gramatical do texto.

Estão certos apenas os itens

Alternativas
Q38032 Português
A coerência e a correção gramatical do texto serão preservadas caso se proceda
Alternativas
Q38028 Português
Assinale a opção correta a respeito das estruturas linguísticas e da organização das ideias do texto.
Alternativas
Q37742 Português
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Julgue os itens seguintes, relativos às ideias e estruturas do texto
acima.

A substituição de "aos" por com os nas expressões "aos brancos do mesmo sexo" (L.3-4) e "aos homens da mesma cor" (L.5) provocaria incorreção gramatical.
Alternativas
Q36838 Português
Constituem uma causa e seu efeito, nessa ordem, os segmentos:
Alternativas
Q36243 Português
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais atrasados - do ponto de vista temporal, bem entendido - do mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são ocupadas por países pobres.
O estudo de Robert Levine associa a administração do tempo aos traços culturais de um país. "Nos Estados Unidos, por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte público?

(Veja, 02.12.2009)
Analisar escreve-se com s porque é derivada da palavra análise, que tem s em seu radical. A palavra em que o mesmo processo justifica o emprego do s é
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Banco da Amazônia Provas: CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Administração | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Enfermagem do Trabalho | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Médico veterinário | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Banco de Dados | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Governança de TI | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Análise de Sistemas | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Contabilidade | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Economia | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Arquitetura de Tecnologia | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Engenharia Agronômica | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Psicologia do Trabalho | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Engenharia Civil | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Redes e Telecomunicações | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Segurança da Informação | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Administração de Dados | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Produção e Infraestrutura | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Tecnologia da Informação - Suporte Técnico | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Engenharia Mecânica | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Engenharia Florestal | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Técnico Científico - Estatística | CESPE - 2010 - Banco da Amazônia - Comunicação Social (Bacharelado) - Arquitetura de Tecnologia |
Q34511 Português
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Acerca dos elementos gramaticais presentes no texto, julgue os itens
que se seguem.
As palavras "intransferível", "inquestionadamente" e "indivíduos" possuem em sua estrutura elementos que indicam negação.
Alternativas
Q34280 Português
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Acerca de aspectos morfológicos e semânticos de vocábulos do
texto V, julgue C ou E.
Denomina-se prefixação o processo de formação dos seguintes vocábulos: "anomalia" (l.7), "alacridade" (l.33) e "arrebataram" (l.34).
Alternativas
Q34279 Português
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Acerca de aspectos morfológicos e semânticos de vocábulos do
texto V, julgue C ou E.
O vocábulo "inaturável" (l.15) é formado por derivação e tem o mesmo radical do vocábulo desnaturado.
Alternativas
Q34278 Português
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Acerca de aspectos morfológicos e semânticos de vocábulos do
texto V, julgue C ou E.
Os vocábulos "instabilidade" (l.3), "imperfeita" (l.4), "inçados" (l.10) e "impõe" (l.20) são formados por prefixo cujo valor semântico denota privação ou negação.
Alternativas
Q34270 Português
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Com relação a vocabulário e aspectos gramaticais do texto IV,
julgue C ou E.
Na frase "Quais as qualidades que formam não o incidental, mas o crítico competente?" (l.8-9), o emprego da palavra de realce "que" e a oposição estabelecida por "não..., mas" são recursos de ênfase.
Alternativas
Q33384 Português
Com relação aos processos de formação de palavras, analise as afirmativas a seguir:

I. Na palavra jeitinho, o sufixo -inho significa "diminuição".

II. Denomina-se composição o processo de formação da palavra utilitarista.

III. A palavra analfabetismo forma-se por derivação prefixal e sufixal, a partir do radical alfabet-.

Assinale:
Alternativas
Q31181 Português
Assédio eletrônico

Quem já se habituou ao desgosto de receber textos não
solicitados de cem páginas aguardando sua leitura? Ou quem
não se irrita por ser destinatário de mensagens automáticas que
nem lhe dizem respeito? E, mesmo sem aludir a entes mais
sinistros como os hackers e os vírus, como aturar os abusos da
propaganda que vem pelo computador, sob pretexto da
liberdade de acesso à informação?

Entre as vantagens do correio eletrônico - indiscutíveis,
a pergunta que anda percorrendo todas as bocas visa a
apurar se a propagação do e-mail veio ressuscitar a carta. A
esta altura, o e-mail lembra mais o deus dos começos, Janus
Bifronte, a quem era consagrado o mês de janeiro. No templo
de Roma ostentava duas faces, uma voltada para a frente e
outra para trás. A divindade presidia simultaneamente à morte e
ao ressurgimento do ciclo anual, postada na posição
privilegiada de olhar nas duas direções, para o passado e para
o futuro. Analogamente, o e-mail tanto pode estar completando
a obsolescência da carta como pode dar-lhe alento novo.

Sem dúvida, o golpe certeiro na velha prática da
correspondência, de quem algumas pessoas, como eu, andam
com saudades, não foi desferido pelo e-mail nem pelo fax. O
assassino foi o telefone, cuja difusão, no começo do século XX,
quase exterminou a carta, provocando imediatamente enorme
diminuição em sua frequência. A falta foi percebida e muita
gente, à época, lamentou o fato e o registrou por escrito.

Seria conveniente pensar qual é a lacuna que se
interpõe entre a carta e o e-mail. Podem-se relevar três pontos
em que a diferença é mais patente. O primeiro é o suporte, que
passou do papel para o impulso eletrônico. O segundo é a
temporalidade: nada poderia estar mais distante do e-mail do
que a concepção de tempo implicada na escritura e envio de
uma carta. Costumava-se começar por um rascunho; passavase
a limpo, em letra caprichada, e escolhia-se o envelope
elegante - tudo para enfrentar dias, às vezes semanas, de
correio. O terceiro aspecto a ponderar é a tremenda invasão da
privacidade que a Internet propicia. Na pretensa cumplicidade
trazida pelo correio eletrônico, as pessoas dirigem-se a quem
não conhecem a propósito de assuntos sem interesse do infeliz
destinatário.

(Walnice Nogueira Galvão, O tapete afegão)
Representam uma causa e seu efeito, nessa ordem, os segmentos:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Agente Administrativo |
Q31013 Português
A exploração dos recursos naturais da Terra permite à
humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores.
Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza,
sempre se aproveitou dela como se o dote fosse inesgotável.
Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos
recursos naturais de que o homem depende para manter seu
padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto,
e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado
recentemente dá a dimensão de como a exploração desses
recursos saiu do controle e das consequências que isso pode
ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo
de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a
capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não
dá mais conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela.
A exploração abusiva do planeta já tem consequências

visíveis. A cada ano, desaparece uma área equivalente a duas
vezes o território da Holanda. Metade dos rios do mundo está
contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial. A degradação
e a pesca predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta
de peixes utilizados para a alimentação. As emissões de CO2
cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas, provocando
o aumento da temperatura do globo.

Evitar uma catástrofe planetária é possível. O grande
desafio é conciliar o desenvolvimento dos países com a
preservação dos recursos naturais. Para isso, segundo os
especialistas, são necessárias soluções tecnológicas e políticas.
O engenheiro agrônomo uruguaio Juan Izquierdo, do Programa
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, propõe que
se concedam incentivos e subsídios a agricultores que
produzam de forma sustentável. "Hoje a produtividade de uma
lavoura é calculada com base nos quilos de alimentos produzidos
por hectare. No futuro, deverá ser baseada na capacidade
de economizar recursos escassos, como a água", diz ele.

Como mostra o relatório, é preciso evitar a todo custo

que se usem mais recursos do que a natureza é capaz de repor.
(Adaptado de Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira. Veja,
5 de novembro de 2008, pp. 96-99)
Identifica-se relação de causa e consequência, respectivamente, entre os seguintes fatos expostos no texto:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Agente Administrativo |
Q31012 Português
A exploração dos recursos naturais da Terra permite à
humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores.
Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza,
sempre se aproveitou dela como se o dote fosse inesgotável.
Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos
recursos naturais de que o homem depende para manter seu
padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto,
e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado
recentemente dá a dimensão de como a exploração desses
recursos saiu do controle e das consequências que isso pode
ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo
de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a
capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não
dá mais conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela.
A exploração abusiva do planeta já tem consequências

visíveis. A cada ano, desaparece uma área equivalente a duas
vezes o território da Holanda. Metade dos rios do mundo está
contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial. A degradação
e a pesca predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta
de peixes utilizados para a alimentação. As emissões de CO2
cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas, provocando
o aumento da temperatura do globo.

Evitar uma catástrofe planetária é possível. O grande
desafio é conciliar o desenvolvimento dos países com a
preservação dos recursos naturais. Para isso, segundo os
especialistas, são necessárias soluções tecnológicas e políticas.
O engenheiro agrônomo uruguaio Juan Izquierdo, do Programa
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, propõe que
se concedam incentivos e subsídios a agricultores que
produzam de forma sustentável. "Hoje a produtividade de uma
lavoura é calculada com base nos quilos de alimentos produzidos
por hectare. No futuro, deverá ser baseada na capacidade
de economizar recursos escassos, como a água", diz ele.

Como mostra o relatório, é preciso evitar a todo custo

que se usem mais recursos do que a natureza é capaz de repor.
(Adaptado de Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira. Veja,
5 de novembro de 2008, pp. 96-99)
... e das consequências que isso pode ter no futuro.(1° parágrafo)

O pronome grifado acima substitui corretamente, considerando-se o contexto,
Alternativas
Q30722 Português
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A partir da organização das estruturas linguísticas e das ideias do
texto, julgue os itens de 8 a 14.
A ausência da preposição de antes de "analfabetismo" (L.5) mostra que esse termo complementa "corre" (L.4), em paralelo com "um sério risco" (L.4); para que complemente "risco" (L.4), em paralelo com "obsolescência intelectual" (L.4-5), faz-se obrigatório o emprego explícito da preposição.
Alternativas
Q30716 Português
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Julgue os itens de 1 a 7 a respeito da organização das estruturas
linguísticas no desenvolvimento do texto.
No texto, o emprego do substantivo "substituição" (L.7) exige as preposições presentes nos trechos "da noção" (L.8) e "por uma percepção" (L.8), para indicar os dois termos envolvidos na ideia de troca.
Alternativas
Respostas
26121: D
26122: B
26123: D
26124: A
26125: E
26126: C
26127: E
26128: A
26129: C
26130: C
26131: E
26132: E
26133: E
26134: C
26135: C
26136: B
26137: C
26138: D
26139: E
26140: C