Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Sem citar diretamente o caso do mensalão, o presidente do PT, Rui Falcão, disse ontem que em alguns momentos dos últimos dez anos o partido adotou práticas que não deveria ter adotado. [...]
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1208852-pt-adotou-praticas-equivocadas-diz-rui-falcao.shtm
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Equivocadas? O desdém do petê pela inteligência dos leitores é de doer. AÇÕES CORRUPTAS agora são chamadas de AÇÕES EQUIVOCADAS. ---------------------------------------------------------------------------------------------- A declaração deste cidadão me faz lembrar aquela do Delubio: Caixa dois virou “despesas não contabilizadas”. Neste caso, desvios de dinheiro público e outras lambanças passaram a se chamar “praticas equivocadas”. É mole?
http://comentarios1.folha.com.br/comentarios/5875295?skin=folhaonline
As expressões “PT” e “mensalão” são formadas, respectivamente, por:
Contracultura dos trópicos
Com um pé nas raízes culturais brasileiras e outro no pop rock contemporâneo, Os Novos Baianos abriram uma trilha criativa na MPB.
Apesar de um tanto desgastados e sisudos, os adjetivos “emblemático” e “lapidar” são perfeitos para qualificar Os Novos Baianos. Desde o seu surgimento no cenário cultural, em 1969, com o espetáculo Desembarque dos Bichos Depois do Dilúvio e o LP Ferro na Boneca, o grupo demonstrou um consistente talento para assimilar e interpretar de forma autônoma e original os parâmetros estéticos do Tropicalismo. Legítimos representantes do modo de pensar e criar tropicalista, que resgatou a antropofagia cultural do modernismo iconoclasta de Oswald de Andrade, Os Novos Baianos deglutiram e incorporaram em sua produção musical uma variada gama de influências rítmicas e poéticas numa leitura bastante particular. Assim como Os Mutantes, que deixaram de ser coadjuvantes dos papas do Tropicalismo para elaborar sua própria trilha criativa, eles acrescentaram um estimulante caldo ao panorama da cultura musical pop brasileira. Tanto o anárquico trio com seu sotaque paulistano quanto os Malemolentes hippies nordestinos absorveram as influências estéticas e comportamentais do efervescente contexto cultural da época, embalado pelas guitarras distorcidas das bandas de rock. Mas enquanto as guitarras dos Mutantes expressavam de forma Inteligentemente debochada a realidade urbana contemporânea, os baianos eletrificavam com seu suingue característico temas que mesclavam antrofagicamente a contemporaneidade pop com os traços da cultura tradicional nordestina. Os Novos Baianos eram moleques ligados nas inovações, mas sem perder de vista as riquezas dos ritmos genuinamente brasileiros. Afinal, quem já foi atrás do trio elétrico percebe o quanto o frevo e o rock combinam. O grupo baiano ganhou destaque graças à originalidade e ao vigor de sua música associada a uma postura existencial que seguiu os propostos libertários do modo de vida hippie. A trupe formada pelo poeta e letrista Galvão, Moraes Moreira (letra, violão e voz), Paulinho Boca de Cantor (voz), Baby Consuelo (hoje, a cantora Baby do Brasil) e Pepeu Gomes (guitarra, violão e bandolim), entre outros integrantes e numerosos agregados, constituiu uma comunidade que repartia o convívio e a criação artística. Reflexos da onda de inconformismo com os padrões morais, políticos e filosóficos da época, que se espalhavam por um planeta em transformação tecnológica. A rapaziada dos Novos Baianos, bebendo nas ricas e estimulantes fontes do tropicalismo, do rock, da MPB e do frevo eletrificado, permeou sua música com o espírito atrevido dos bons malandros. O próprio nome do grupo sugere uma saudável molecagem com outros expoentes tropicalistas, como Caetano, Gil e Tom Zé: a “horda baiana” que assolava a música popular e a cena cultural brasileira nos anos de 60 e 70. [...] Em 1997, Galvão [...] conseguiu reunir todos os integrantes originais da banda para gravar Infinito Circular [...]. Na faixa-título [...], a tribo exprime com certa nostalgia a ideologia libertária que norteou a produção e o modo de vida dessa banda fundamental para a cultura musical popular do Brasil.
A palavra “contracultura”, que aparece no título do artigo, é formada, do ponto de vista morfológico, por duas palavras já existentes, caracterizando o processo de composição (junção de duas ou mais palavras para formar uma única palavra). Esse processo de formação também pode ser exemplificado com a palavra
(Ignácio de Loyola Brandão, Os melhores contos de Ignácio de Loyola Brandão. Seleção de Deonísio da Silva. São Paulo: Global, 1993. p. 135.)
No fragmento “Deitou-se, louco PARA dormir e esquecer. [...] Incapaz de pensar, dormiu DE desespero.”, transcrito do texto, as preposições destacadas têm, respectivamente, valores semânticos de:
(CONY, Carlos Heitor. O crime eletrônico. Folha online. Disponível em: <www.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult505u181.shtml> Acesso em: 06/02/2013. Fragmento adaptado)
Em qual alternativa a palavra em destaque foi formada pelo mesmo processo da palavra LUTA extraída do primeiro parágrafo do texto?
Luíz Fernando Veríssimo Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito: “Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes”. No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava: – Quem será que estava atrapalhando o meu progresso? – Ainda bem que esse infeliz morreu! Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, eles engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles. A pergunta ecoava na mente de todos: “Quem está nesse caixão”? No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. “SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA.” O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando “você muda”.
Adaptado de http://pensador.uol.com.br/frase/MTQ4Mjcw/
Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO é um artigo.
“A persistirem as explosões de violência que se seguem a elas, os protestos legítimos perderão cada vez mais o apoio da população.”
O termo destacado é um:
Nos versos em análise, foram destacadas contrações de preposições.Assinale a opção que apresenta, respectivamente, os valores semânticos que elas introduzem.
De acordo com o que se depreende do texto, analise as assertivas abaixo. I. Ao se retirar os acentos das palavras “secretárias” e “máquina”, obtêm-se outras palavras presentes na Língua Portuguesa (respectivamente, um substantivo e um verbo); o mesmo não ocorre com a palavra “trás”. II. “Traiçoeiro” (8º parágrafo) é adjetivo que caracteriza a expressão “Caçador de Androides”. III. O termo “você”, em “lá ia você” (6º parágrafo), não se refere a um dos interlocutores do diálogo fictício citado pelo autor. É correto o que se afirma em
Outro dia apresentei um dos espetáculos do meu grupo de dança para pessoas com deficiência em um teatro aqui de Brasília e, logo após a apresentação, fizemos um bate-papo com o pessoal que foi assistir.
Entendo que essa ideia de um grupo de dança que mistura pessoas com e sem deficiência no palco ainda é um tanto recente aqui em Brasília e poucas pessoas viram espetáculos assim. Por isso, acho curioso esse bate-papo final. Surgem tantas questões e comentários interessantes que daria para escrever um livro só com eles.
Um dos comentários mais comuns é em relação à superação. As pessoas ficam muito emocionadas e dizem que é muito lindo ver a superação das pessoas com deficiência dançando. Com o passar do tempo e conforme fomos trabalhando, começamos a nos questionar: por que quando eu danço, eu apenas trabalhei e estudei para aprender aquilo e, por isso, estou dançando, mas a pessoa com deficiência superou limites? Ela não pode ter apenas trabalhado muito para adquirir aquele conhecimento, assim como todos nós?
As pessoas também costumam elogiar muito o trabalho dos professores, dizendo que o que a gente faz é maravilhoso. Já chegaram até a dizer que é quase milagroso! Ah, se essas pessoas imaginassem o quanto a gente aprende com nossos alunos que têm deficiência, elas elogiariam o trabalho deles, o esforço deles, pois para a gente não é esforço nenhum estar com eles!
Bom, mas nessa última apresentação surgiram umas perguntas diferentes. Primeiro perguntaram o que é dança para a gente. Bom, o que é dança? Dança é movimento. Como todos nós, que estamos vivos, nos mexemos – pois piscamos, respiramos, nossos corações batem –, todos nós podemos dançar! Dança nada mais é do que fazer poesia com o corpo. E então surgiu a outra pergunta que rendeu um belo debate para o resto da noite: E então, o que é poesia?
O que é poesia? Dentre tantas respostas e discussões, acho que poesia pode ser o que você quiser que seja! O nosso dia, se quisermos, pode ser repleto de poesia! Alguns vão para o trabalho focados apenas no trânsito e em chegar logo, outros vão observando a luz do sol refletida na poça de água que foi formada pela chuva, sorriem e se sentem presenteados quando aquela música que adoram começa a tocar na rádio! Atos corriqueiros, que fazemos sem prestar atenção, um dia, podem nos proporcionar uma experiência nova. Essa experiência pode ser poesia, não pode?
(Clara Braga, www.cronicadodia.com.br, 26.06.2013. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho destacado em – Atos corriqueiros, que fazemos sem prestar atenção, um dia, podem nos proporcionar uma experiência nova. – está corretamente reescrito, seguindo a norma-padrão da língua portuguesa, e sem alteração de sentido.
Fico abismada de ver de quanta coisa não me lembro. Aliás, não me lembro de nada. De cada década, consigo no máximo as mesmas fotos imaginárias, daquelas pequenas, de ocasiões que me parecem que não fazem diferença nenhuma na biografia de uma pessoa.
Viagens, alegrias, sofrimentos, gentes, cada um como um álbum do Facebook, daqueles que se começa e não se acaba, com flashes fora de propósito e sem pose, além de tudo.
Por exemplo, as férias em que eu ia para uma cidade do interior de Minas, acho que nem cidade era, era uma rua, e passava por Belo Horizonte, onde tinha uma tiaavó. Vovó Naná, esse título que me obrigavam a dar a ela já era uma fofoca familiar para incomodar a verdadeira neta que morava no Rio e que a visitava pouco. Não poderia repetir o rosto dela, sei que muito magra, vestido até o chão, fantasma em cinzentos, levemente muda, deslizando por corredores de portas muito altas.
Uma velha senhora preta desbotada, que fora escrava, fazia par com ela, muda também, com as pernas cheias de varizes e chinelos de lã xadrez. Engraçado que, talvez por ser muito pequena, me lembro mais do acabamento inferior das pessoas, pernas e pés, e não os rostos que eu teria que quebrar o pescoço para observar.
O clima da casa era de passado embrulhado em papel de seda amarfanhado, e posto no canto para que não se atrevesse a voltar à tona. Nem um riso, um barulho de copos tinindo. Quem estava ali sabia que quanto menos se mexesse menor o perigo de sofrer. Afinal o mundo era um vale de lágrimas.
A casa dava para a rua, não tinha jardim, a não ser que você se aventurasse a subir uma escada de cimento, lateral, que te levava aos jardins suspensos da Babilônia. Nem precisava ser sensível para sentir a secura, a geometria esturricada dos canteiros sob o céu de anil de Minas. Nada, nem uma flor, só coisas que espetavam e buxinhos com formatos rígidos e duras palmas e os urubus rodando alto, em cima, esperando… O quê? Segredos enterrados, medo, sentia eu destrambelhando escada abaixo.
Nem de comidas o inferno sem chamas era cheio. Na sala, uma cristaleira antiga com um cacho enorme de uvas enroladas em papel brilhante azul. Para mim, pareciam uvas de chocolate, recheadas de bebida, mas não tinha coragem de pedir, estavam lá ano após ano, intocadas. A avó, baixinho, permitia, “Quer, pode pegar”, com voz neutra, mas eu declinava, doida de desejo. Das comidas comuns da casa, não me lembro de uma couvinha que fosse, não me lembro de empregadas, cozinheiras, sala de jantar, nada. Mas havia passeios a uma tal de Baleira Suíça, lugar sagrado na cidade com uma quantidade enorme de balas de sabores diferentes, escolhidas devagar pelo comprador e colocadas em saquinhos.
Tinha uma de coco queimado com fiapos de coco que iam aparecendo à medida que eram chupadas com cuidado.
Enfim, Belo Horizonte para mim era uma terra triste, de mulheres desesperadas e mudas enterradas no tempo, chocolates sedutores e proibidos, balas boas, mas duras como pedras. Só valia como passagem para a roça brilhante de sol que me esperava.
Disponível em: http://ninahorta.blogfolha.uol.com.br/2013/07/17/uma-tia-avo/ Acesso em: 07 ago. 2013.
Leia o título do texto.
“Uma tia-avó”
A palavra sublinhada é morfologicamente classificada, de acordo com o contexto, como
Desculpe-me o poeta, mas viver é preciso sim, para podermos navegar ...
Navegar e achar as pérolas nos oceanos: as ilhas, grandes ou pequenas, partes ou não arquipélagos. Sempre fui fascinada por ilhas. Elas são um pedaço de sossego no meio do dia-a-dia enlouquecido das grandes metrópoles.
Nada contra as metrópoles, eu mesma adoro-as, mas ilhas ... Ah! Ilhas fazem-se em si mesmas. São pequenos arroubos de tranquilidade, um •quê· de charme bucólico, um •quê· de solidão.
Comecei meu circuito pelas Bahamas, seguindo para Curaçao, Aruba, lsla Margarita, e tantas ilhas do Caribe, que além de ilhas, são "do Cariben, e é só pensar na palavra que a gente já senta na beira da praia com uma bela pina colada, ouvindo o som ritmado Caribenho, um par de havaianas nos pés, nenhum aperto, grito, buzina e outros sons da vida agitada nas cidades barulhentas. A agitação nas ilhas é diferente, chega a ser, se vocês me entendem, uma agitação tranquila, ventilada, arejada, com cheiro de praia e água salgada.
As ilhas carregam todos os tons, os azuis e verdes dos mares, os amarelos vermelhos e laranjas dos arrecifes de coral, os amarelados das conchas e tantas cores.
Mesmo que eu quisesse, nunca definiria o sentimento de estar em uma ilha. Só quem já foi é que sabe. A vida tem outro ritmo, até mesmo nas ilhas com grandes metrópoles.
As pessoas se sentem protegidas, é como se a ilha te abraçasse e te dissesse ao pé do ouvido: agora és meu, tua vida, teus amores.
Quem nunca se apaixonou por uma Ilha? Quem nunca se apaixonou em uma ilha? Quem nunca levou seu amor para uma ilha?
Ilhas despertam uma curiosidade toda especial na gente, nós, os seres do continente. É água em toda a volta, vento a toda a hora, belezas nunca dantes imaginadas. As ilhas têm a capacidade de nos surpreender.
A primeira vez que fui à Honolulu, na ilha de Oahu, no Hawaii, já lá do céu, na curva íngreme do avião avistei Pearl Harbour e o Arizona lá no fundo. Sabia naquele momento que seria um lugar especial pra mim.
A noite, sob a luz das tochas que ficam em toda a beira da praia, nunca imaginei que seria assim tão lindo. Nunca pensei que meus olhos fossem ver um lugar tão indescritível.
O Hawaii é um lugar que a gente tem que ir antes de morrer, um lugar para levar na alma e no coração.
Coloque uma ilha no seu roteiro, um biquíni na mala e abra o coração e o espírito e deixem fluir, porque afinal, navegar é preciso e viver também.
Fonte: MARTINS, lsabela. Reviste Turismo. Guia Alvo. 12 ed.
Assinale a alternativa cujo o conectivo uniria, sem alterar o sentido, as orações do verso: "Navegar é preciso, viver não é preciso"...
Observe o uso da conjunção e nas frases abaixo:
I. Os agentes do DOPS, delicadamente, interromperam sua preleção, algemaram-no diante de seus discípulos e o levaram para a sala da congregação, improvisada como tribunal da inquisição.
II. Preparei-lhe um elixir de codeína, e a tosse continua.
III. O time de Rugby de Itirapina (SP) se preparou muito para o campeonato e foi campeão da Taça Prata.
A conjunção e estabelece, pela ordem, as seguintes relações de sentido:
TEXTO: Ecologia integral
A ecologia integral parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles veem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.
Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros de nossa galáxia, que, por sua vez, é uma entre 100 bilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem de que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.
Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese: (1) a complexidade/diferenciação, (2) a auto-organização/consciência e (3) a religação/ relação de tudo com tudo. A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegarem à consciência reflexa no ser humano. O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.
As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem rica de novas potencialidades.
Leonardo Boff - adaptado http://leonardoboff.com/site/lboff.htm - acesso em 09/04/2013
TEXTO: Ecologia integral
A ecologia integral parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles veem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.
Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros de nossa galáxia, que, por sua vez, é uma entre 100 bilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem de que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.
Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese: (1) a complexidade/diferenciação, (2) a auto-organização/consciência e (3) a religação/ relação de tudo com tudo. A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegarem à consciência reflexa no ser humano. O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.
As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem rica de novas potencialidades.
Leonardo Boff - adaptado http://leonardoboff.com/site/lboff.htm - acesso em 09/04/2013
“A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais...” – 4º parágrafo.
A preposição em destaque preenche corretamente a lacuna em:
TEXTO: Ecologia integral
A ecologia integral parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles veem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.
Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhões de outros de nossa galáxia, que, por sua vez, é uma entre 100 bilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem de que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.
Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese: (1) a complexidade/diferenciação, (2) a auto-organização/consciência e (3) a religação/ relação de tudo com tudo. A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegarem à consciência reflexa no ser humano. O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.
As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem rica de novas potencialidades.
Leonardo Boff - adaptado http://leonardoboff.com/site/lboff.htm - acesso em 09/04/2013
“E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora.” – 2º parágrafo.
O substantivo em destaque é derivado de outro e, pelo contexto, percebe-se que o significado de calibre, ao qual calibragem se relaciona, nesse caso, é:
O sufixo nominal -ada tem emprego bastante amplo em língua portuguesa, com uma grande variedade de sentidos.
As alternativas a seguir apresentam exemplos que correspondem ao sentido selecionado, à exceção de uma. Assinale-a.