Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Ano: 2017 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2017 - UFSM - Fonoaudiólogo |
Q2741752 Português

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa sobre o emprego do advérbio e a possibilidade de substituí-lo, mantendo-se o mesmo sentido do texto.

Imagem associada para resolução da questão

A sequência correta é

Alternativas
Q2740282 Português

Metendo a tesoura


Ganhei de minha filha uma calça jeans realmente irada. Tão irada, que já veio rasgada, esfolada, remendada. Coisa da moda. Da moda de hoje. Talvez de ontem, coisa que começou nos anos 60.

Rubem Braga dizia que ele era do tempo em que geladeira era branca e telefone era preto. Com efeito, houve um tempo, algo entre o Mesozoico e o Paleolítico superior, em que todos os automóveis eram pretos e as etiquetas sociais eram outras. Mas ganhei esse jeans iradíssimo, surradíssimo e, contraditoriamente, novo. Lembrei-me de quando fui lecionar na Califórnia nos anos 60 (ah! Os anos 60! “those were the days, my friend, I thouught they’ll never end”) (que quer dizer – aqueles foram os dias, meu amigo, pensei que eles nunca fossem terminar) e no primeiro dia de aula causou-me surpresa ver os estudantes de bermuda na aula, mas uma bermuda toda desfiada, meio rasgada. Meninos e meninas meio molambentos, até descalços, e não eram mendigos, eram jovens californianos ricos, cheios de dentes e brilho nos olhos e na pele, falando alto e achando que o mundo era deles. E quase era. Mas muitos deles foram morrer no Vietnã.

Mas eu via aqueles garotos em plena emergência da ideologia hippie, e pensava: eles brincam de pobre porque são ricos, vai ver que nunca viram um, por isto, estão se fantasiando assim. Enfim, fazia parte da revolução de costumes, inverter papeis, subverter o sistema.

Mas o fato é que ganhei aquele jeans. Não era tão degenerado como um que vi o Ronaldinho, numa foto, usando, rasgado de propósito no joelho e que ele botou para ir a uma festa, como se estivesse de fraque. Examinei o meu jeans e dentro, costurado, havia não sei quantas etiquetas dizendo que veio do México com sofisticadas instruções de como lavar o valioso traste. Quer dizer, a moda é do “trash”, mas a gente tem que, mesmo assim, ter cuidado para não estragar o estragado. Então, o experimentei. E ficou ótimo. Cintura baixa, “muderno”. Meio esfolado, com desgaste e talhos aqui e ali.

Terei coragem? Não fica ridículo num coroa? Mas há muito que aceito, aliás, obedeço sugestões de vestuários das filhas e da mulher. Me olhei no espelho e voltei a ter 27 ou 17 anos talvez.

Mas estava sobrando quatro ou cindo dedos de pano na bainha. Tem uma loja ali na esquina que faz bainha, me lembram. Mas aí, o grande paradoxo: como e por que levar para fazer bainha num jeans desmazelado? Que hipocrisia é essa? Estou tendo de ler notícias sobre o Severino*, estou tendo que enfrentar tiroteios na Linha Vermelha. Guerra é guerra, uai! Na véspera, uma amiga disse que a filha compra roupas e, quando estão meio grandes, mete a tesoura na sobrante bainha, forçando até para que o tecido desfiasse.

Houve um tempo em que o telefone e a geladeira eram pretos e quem tivesse um fiapo na roupa morria de vergonha. Agora saímos para mostrar a descostura, o avesso, a etiqueta do fabricante, o rasgão.


Ou seja, como nas bienais, o rascunho virou obra de arte.


Affonso Romano de Sant’Anna


* Severino – Político pernambucano. Foi presidente da Câmara dos Deputados entre fevereiro e setembro de 2005, quando renunciou.

Observe a charge abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


O conectivo “mas” pode ser substituído SEM alteração de sentido por:

Alternativas
Q2740277 Português

Metendo a tesoura


Ganhei de minha filha uma calça jeans realmente irada. Tão irada, que já veio rasgada, esfolada, remendada. Coisa da moda. Da moda de hoje. Talvez de ontem, coisa que começou nos anos 60.

Rubem Braga dizia que ele era do tempo em que geladeira era branca e telefone era preto. Com efeito, houve um tempo, algo entre o Mesozoico e o Paleolítico superior, em que todos os automóveis eram pretos e as etiquetas sociais eram outras. Mas ganhei esse jeans iradíssimo, surradíssimo e, contraditoriamente, novo. Lembrei-me de quando fui lecionar na Califórnia nos anos 60 (ah! Os anos 60! “those were the days, my friend, I thouught they’ll never end”) (que quer dizer – aqueles foram os dias, meu amigo, pensei que eles nunca fossem terminar) e no primeiro dia de aula causou-me surpresa ver os estudantes de bermuda na aula, mas uma bermuda toda desfiada, meio rasgada. Meninos e meninas meio molambentos, até descalços, e não eram mendigos, eram jovens californianos ricos, cheios de dentes e brilho nos olhos e na pele, falando alto e achando que o mundo era deles. E quase era. Mas muitos deles foram morrer no Vietnã.

Mas eu via aqueles garotos em plena emergência da ideologia hippie, e pensava: eles brincam de pobre porque são ricos, vai ver que nunca viram um, por isto, estão se fantasiando assim. Enfim, fazia parte da revolução de costumes, inverter papeis, subverter o sistema.

Mas o fato é que ganhei aquele jeans. Não era tão degenerado como um que vi o Ronaldinho, numa foto, usando, rasgado de propósito no joelho e que ele botou para ir a uma festa, como se estivesse de fraque. Examinei o meu jeans e dentro, costurado, havia não sei quantas etiquetas dizendo que veio do México com sofisticadas instruções de como lavar o valioso traste. Quer dizer, a moda é do “trash”, mas a gente tem que, mesmo assim, ter cuidado para não estragar o estragado. Então, o experimentei. E ficou ótimo. Cintura baixa, “muderno”. Meio esfolado, com desgaste e talhos aqui e ali.

Terei coragem? Não fica ridículo num coroa? Mas há muito que aceito, aliás, obedeço sugestões de vestuários das filhas e da mulher. Me olhei no espelho e voltei a ter 27 ou 17 anos talvez.

Mas estava sobrando quatro ou cindo dedos de pano na bainha. Tem uma loja ali na esquina que faz bainha, me lembram. Mas aí, o grande paradoxo: como e por que levar para fazer bainha num jeans desmazelado? Que hipocrisia é essa? Estou tendo de ler notícias sobre o Severino*, estou tendo que enfrentar tiroteios na Linha Vermelha. Guerra é guerra, uai! Na véspera, uma amiga disse que a filha compra roupas e, quando estão meio grandes, mete a tesoura na sobrante bainha, forçando até para que o tecido desfiasse.

Houve um tempo em que o telefone e a geladeira eram pretos e quem tivesse um fiapo na roupa morria de vergonha. Agora saímos para mostrar a descostura, o avesso, a etiqueta do fabricante, o rasgão.


Ou seja, como nas bienais, o rascunho virou obra de arte.


Affonso Romano de Sant’Anna


* Severino – Político pernambucano. Foi presidente da Câmara dos Deputados entre fevereiro e setembro de 2005, quando renunciou.

“ah! Os anos 60!”. O sinal de pontuação usado nesse trecho expressa:

Alternativas
Q2738097 Português

Marque a opção na qual os exemplos de tipos de advérbio estão incorretos.

Alternativas
Q2738095 Português

Em relação ao grau comparativo do adjetivo, a única opção correta é:

Alternativas
Q2733695 Português

0bserve a frase a seguir e indique a informação acrescentada pelo emprego do advérbio "AINDA". "cansam-se , ficam tristes ou então fingem alegria o que ainda é mais idiota do que ser sinceramente triste ."

Alternativas
Q2727942 Português

Por que os namoros terminam?


Saber o momento de colocar o famoso ‘ponto final’ costuma ser complicado. Há muita coisa envolvida na escolha, e a carência pode piorar tudo. Colocar na balança os prós e contras, que lhe fazem ter vontade de ficar com a pessoa ou partir para outra, passa a ser o principal desafio. Mas que fatores são realmente definitivos para a escolha? O que vale a pena relevar pela saúde do casal e o que incomoda o suficiente para causar o término?

Embora o amor não seja uma ciência exata, pesquisadores resolveram palpitar no assunto. Cientistas da Universidade de Utah, nos EUA, e de Toronto, no Canadá, conseguiram encontrar certo padrão nessas motivações. “Até hoje, a maioria das pesquisas sobre términos focava mais em prever quando um casal ficaria junto ou não, mas não sabíamos muito sobre esse processo de escolha – e quais os fatores que mais pesavam” explica Samantha Joel, que liderou os experimentos, em comunicado.

Seu estudo, publicado no jornal Social Psychological and Personality Science, envolveu 477 voluntários. No grupo, havia pessoas solteiras, casadas e em um relacionamento sério. Alguns deles, inclusive, estavam vivendo nessa incerteza, sem saber se deviam dar mais uma chance às suas metades.

Em um primeiro momento, eles tiveram de responder, de forma anônima, a uma série de questões abertas sobre seus relacionamentos, atuais e passados. Na lista, havia dúvidas como “Quais são os principais motivos que alguém deve considerar na decisão de ficar/deixar alguém?”. A partir das respostas das cobaias, os cientistas chegaram à lista de ouro: os 27 motivos para permanecer com alguém e 23 para deixar de lado a ideia.

As razões para terminar um relacionamento foram, em geral, mais ou menos as mesmas. Namoros e casamentos tinham mais chance de terminar quando existia alguma forma de distância emocional – uma pessoa sentir que o parceiro não estava mais tão empolgado com a união. Quebras de expectativas (mentiras, traições etc.), desgaste da relação e aspectos incômodos da personalidade da outra pessoa também apareceram na lista.

Do outro lado da via, casados e namorados apontaram motivações diferentes para manter seus relacionamentos. Para quem estava junto de papel passado, as obrigações do matrimônio acabam pesando mais. O tempo gasto na relação, as responsabilidades familiares e a logística (distância, moradia) foram alguns dos critérios. Os solteiros, porém, se guiavam mais pela emoção, como ter uma boa conexão e a sensação de segurança perto da pessoa amada.

Esses motivos, depois, foram convertidos em um questionário, entregue a novas cobaias que estavam em crise em seus relacionamentos. Todos eles residiam nos EUA, e estavam junto de seus parceiros por pelo menos 2 anos – prazo que era de 9 anos, em média, para os casados. Suas respostas mostraram o que todo mundo está careca de saber: terminar um relacionamento ou continuar cheio de dúvidas é difícil demais. Isso apareceu nas respostas dos participantes, que consideraram igualmente tanto os aspectos que apontavam para o término quanto aqueles que indicavam que tentar de novo era a solução.

“De uma perspectiva evolutiva, os primeiros humanos achavam que arrumar um parceiro era mais importante que encontrar uma alma gêmea. Por causa disso, pode ser mais fácil começar relacionamentos do que sair deles”, completa Joel. Então, da próxima vez que se sentir trouxa por conta de seu namoro, já sabe. Essa necessidade em ter um cobertor de orelha não é exatamente culpa sua – mas o problema, esse sim, só você pode resolver.


https://super.abril.com.br/comportamento/por-que-as-pessoas-terminam-namoros/

As ideias expressas pelas palavras destacadas foram corretamente identificadas entre parênteses, EXCETO em:

Alternativas
Q2727935 Português
Assinale a alternativa em que há somente substantivos comuns de dois gêneros e sobrecomuns.
Alternativas
Q2727934 Português
Certos substantivos só podem ser usados no plural; outros há que têm plural e singular com sentidos diferentes. Assinale a única alternativa em que eles só podem ser usados no plural.
Alternativas
Q2727925 Português
Em "... se o clima pró-consumo...", a conjunção SE poderia ser substituída, sem perda de sentido, pela expressão
Alternativas
Q2726969 Português

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 1 A 10.


O substituto da vida


1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me

2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de

3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os

4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.

5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria

6 e ia à vida.

7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da

8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à

9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,

10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de

11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para

12 contar a José Lino Grünewald.

13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a

14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia

15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só

16 reabria a máquina no dia seguinte.

17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de

18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo

19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em

20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma

21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.

22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a

23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,

24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de

25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a

26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.


Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016


Léxico:

“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.

José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.

O vocábulo que ilustra o processo de formação de palavras por meio de empréstimo é

Alternativas
Q2726684 Português

AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade

2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra

3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.

4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí

5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um

6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam

7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar

8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este

9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os

10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É

11 uma forma de evitar desastres.

12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela

13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos

14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".

15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.

16 ________________________________(...)

17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer

18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas

19 começando.

20 ________________________________(...)

21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.

22 ________________________________(...)

23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão

24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e

25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o

26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota

27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.

28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a

29 história do país pode engarrafar.


SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO

Com referência ao texto é correto afirmar

Alternativas
Q2726682 Português

AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade

2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra

3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.

4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí

5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um

6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam

7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar

8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este

9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os

10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É

11 uma forma de evitar desastres.

12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela

13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos

14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".

15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.

16 ________________________________(...)

17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer

18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas

19 começando.

20 ________________________________(...)

21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.

22 ________________________________(...)

23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão

24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e

25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o

26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota

27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.

28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a

29 história do país pode engarrafar.


SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO

No texto, a relação estabelecida pela preposição transcrita está corretamente indicada em

Alternativas
Q2726680 Português

AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade

2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra

3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.

4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí

5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um

6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam

7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar

8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este

9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os

10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É

11 uma forma de evitar desastres.

12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela

13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos

14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".

15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.

16 ________________________________(...)

17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer

18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas

19 começando.

20 ________________________________(...)

21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.

22 ________________________________(...)

23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão

24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e

25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o

26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota

27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.

28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a

29 história do país pode engarrafar.


SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO

Leia o trecho abaixo:

“não praticamente movimento aí” (L.10).

A única variação estrutural correta para a expressão destacada na oração em evidência é

Alternativas
Q2726678 Português

AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


1__Estou voltando de um fim de semana em Friburgo. Mas poderia estar regressando de qualquer cidade

2 brasileira, que a situação seria a mesma. É que às vezes uma melhor compreensão do Brasil a gente encontra

3 não nos tratados, mas num simples incidente cotidiano.

4 __Por isto estou ali na estrada. O trânsito vai fluindo normalmente. De repente, na altura de Itaboraí

5 (como acontece frequentemente), o fluxo dos veículos vai ficando mais lento. Descobre-se a causa: lá está um

6 policial de trânsito fazendo com que os automóveis entrem em fila única. Isto é uma técnica que costumam

7 usar para evitar engarrafamentos, sobretudo quando vai chegando o verão. Tal técnica, acredito, deve dar

8 certo na Escandinávia, nunca aqui nos trópicos. A polícia rodoviária deve ter pensado que usando este

9 processo evitaria que na altura de Magé o trânsito virasse um pandemônio. Ela sabe que, se deixar, os

10 motoristas vão começar a ultrapassagem pela contramão, uma vez que não há praticamente movimento aí. É

11 uma forma de evitar desastres.

12 __Este é o problema. A polícia rodoviária é brasileira, mas não conhece os brasileiros. Porque ela

13 apenas armou o cenário para a dramatização de mais uma cena representativa do caráter nacional. Vamos

14 começar a assistir ao rito do "brasileiro esperto" que "leva vantagem em tudo".

15 __Ali estou com a família tentando ser bom brasileiro.

16 ________________________________(...)

17 __Em breve já não somos uma fila única, mas uma fila dupla está se formando sem que surja qualquer

18 guarda alemão ou sueco para controlar o que quer que seja. E a coisa não para aí. Está, ao contrário, apenas

19 começando.

20 ________________________________(...)

21 __Nisto percebo que já não somos três filas apenas, mas quatro e cinco filas indo em direção ao caos.

22 ________________________________(...)

23 __Meu rádio, por acaso, capta a voz de um policial comentando o engarrafamento: "Câmbio / confusão

24 geral / danou tudo / não tem mais jeito / câmbio". Agora, sim, estamos todos ali perfeitamente brasileiros e

25 infelizes, enquanto a raiva raia sanguínea e fresca em nossos nervos. Ali estamos, achando que íamos iludir o

26 FMI, que o capitalismo selvagem não nos prejudicaria. Ali estamos como o "deputado pianista" e o que vota

27 seu desonesto jeton. Ali estamos como o militar, o ministro e o alto funcionário iludindo o imposto de renda.

28 Ali estamos, posseiros e grileiros, governantes e governados, todos apalermados porque não sabíamos que a

29 história do país pode engarrafar.


SANTANNA, Affonso Romano de. - ADAPTADO

Com relação a aspectos morfossintáticos das alternativas abaixo, marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2725099 Português

Das palavras sublinhadas nas assertivas abaixo somente uma não é classificada como substantivo sobrecomum. Marque-a:

Alternativas
Q2725094 Português

Identifique a sentença que apresenta erro em relação ao emprego do plural dos substantivos compostos:

Alternativas
Respostas
20041: A
20042: C
20043: B
20044: D
20045: D
20046: E
20047: C
20048: D
20049: A
20050: A
20051: B
20052: B
20053: C
20054: D
20055: C
20056: E
20057: A
20058: C
20059: B
20060: C