Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
Foram encontradas 20.603 questões
Leia o texto a seguir, para responder à questão.
“Um homem na estrada recomeça sua vida
Sua finalidade, a sua liberdade
Que foi perdida, subtraída
E quer provar a si mesmo que realmente mudou
Que se recuperou e quer viver em paz
Não olhar para trás
Dizer ao crime: nunca mais!
Pois sua infância não foi um mar de rosas, não
Na FEBEM, lembranças dolorosas, então
Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim
Muitos morreram sim, sonhando alto assim
Me digam quem é feliz
Quem não se desespera
Vendo nascer seu filho no berço da miséria?
Um lugar onde só tinham como atração
O bar, e o candomblé pra se tomar a bênção
Esse é o palco da história que por mim será contada
Um homem na estrada [...]
(Um homem na estrada, Racionais MC’S, 1993)
A juíza decidiu ...................... com muita ..................... o .......................... de prisão do réu, pois ele é um .................... cidadão na sua cidade.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Leia o texto a seguir
para responder à questão.
Gaiolas
e passarinhos
Leio
uma crônica publicada há algum tempo em um grande jornal catarinense e um
trecho me saltou aos olhos: "Que pena que as gaiolas estão estragadas, podias
ter passarinhos só para ti." Alguém disse isso porque o cronista tirou as
portas das gaiolas para que os passarinhos viessem comer quando quisessem, sem
prendê-los.
Infelizmente,
ainda há muitos "seres humanos" que pensam como quem proferiu a frase
que transcrevi, da crônica do Amílcar. Chamou-me a atenção o tema, porque ainda
esta semana, ao pintar o muro da casa da minha cunhada, cuidei para não
incomodar o morador de uma casinha de passarinho pendurada perto do portão. Não
vi se havia ovos, mas acho que havia, pois a passarinha aparecia de vez em
quando e ela e outro passarinho cantavam maviosamente, a todos os pulmões.
Poderia haver ovos ou, quem sabe, filhotes.
Para
que prender os passarinhos, se eles vêm cantar para a gente, graciosamente, se
respeitarmos o seu direito de voarem, livres? Na minha casa, eles vêm cantar no
telhado, no jardim, nas calhas, na porta da cozinha. Até entram, às vezes, se
não houver ninguém à vista, para pegar os restos da comida da Xuxu, nossa
pinscher de dezenove anos, que está cega e surda e acaba espalhando a comida
para fora do prato.
De
manhã, é uma cantoria só. Moramos na cidade, mas às vezes dá a impressão de que
a gente está no sítio. Como ter coragem de prender passarinhos assim?
Bem a
propósito, estava, hoje, na casa de minha tia, no Estreito, e meu primo
apareceu lá, também, com seu filho. E ele trazia o que, com ele? Uma gaiola com
um curió, que ele leva a todos os lugares aonde vai. E o passarinho cantava,
como cantava. Maviosamente, maravilhosamente. Eu não falei nada, mas me
lembrei das gaiolas "estragadas" do Amílcar, e uma tristeza imensa
invadiu-me.
Será
que há quem pense que os pássaros cantam por estarem felizes, dentro de uma
gaiola? Que terá feito aquela pequena e bela criatura para merecer a prisão?
Sei que o primo não faz por mal, ele é um bom menino, a intenção deve ser
proteger o pássaro, até. Mas não se pode tirar a liberdade de um ser vivo,
assim, sem mais nem menos. O ser humano é complicado. Por que tolher a
liberdade de passarinhos inocentes? Apenas porque cantam magistralmente?
SILVA, Cristiano. Gaiolas
e passarinhos. O Estado. Disponível
em <https://oestadoce.com.br/opiniao/gaiolas-e-passarinhos/>.
"E o passarinho cantava, como cantava.
Maviosamente, maravilhosamente."
A palavra destacada no trecho acima remete a um modo de cantar:
"Os resultados mostraram que adultos com distúrbios de sono, especialmente insônia, tinham uma maior probabilidade de desenvolver câncer antes dos 50 anos."
A palavra "especialmente" está empregada como:
Com base na análise sintática dos elementos linguísticos empregados no trecho, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas:
(__) A expressão 'Outro pequeno estudo' exerce a função de sujeito do verbo 'concluir'.
(__) O verbo 'concluir' é verbo transitivo direto com seu complemento uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
(__) O vocábulo 'menos' desempenha a função de adjunto adverbial, intensificando o substantivo 'calorias', que constitui o núcleo do objeto direto.
(__) A expressão 'outro pequeno estudo' exerce a função de aposto, sendo utilizada para introduzir uma explicação sobre o tipo de estudo que foi realizado.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Analise as seguintes frases:
- Meu irmãozinho ainda não sabe ___________ nossos pais viajam tanto.
- Não podemos saber de tudo ____________ somos apenas humanos.
- Quero entender o _______ de tudo isso.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas dos trechos acima.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dois dedos de prosa sobre café
Os descafeinados que me perdoem, mas o café é minha bebida fundamental
Se é pra falar de amor, eu falarei do café na minha família
Também é um dos poucos ingredientes beneficiados com a gourmetização, que abriu para os cafeinólatras um novo universo de sabores intensos, doces, ácidos, com notas aromáticas de chocolate, de frutas, de especiarias
Seu simples preparo é um ritual que desperta os sentidos: o cheiro potente que vem da embalagem ao ser aberta; a textura das beiradinhas do filtro de papel ao serem dobradas com as pontas dos dedos; o deslumbre da espuma que se forma na água em contato com o pó; o som do líquido escorrendo no coador, ou aquele estalo da cápsula ao ser rompida pela máquina de espresso... e depois o aroma de café preparado na hora, que envolve o ambiente; a cor escura e brilhante na xícara; o calor do recipiente entre as mãos
CARREIRO, Rose. Dois dedos de prosa sobre café. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2019/09/10/dois-dedos-de-prosa-sobre-cafe/>.
As expressões destacadas no trecho acima são locuções:
11TEXTO I
A Bela e a Fera
A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".
O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".
Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".
Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:
— Ah, não! Assim não serve.
— Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.
— Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.
— O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.
(Versão de Millor Fernandes)
TEXTO III
Canção