Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3892929 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade.

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA:
Alternativas
Q3892881 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A INFORMAÇÃO


(1º§) Em meados dos anos 50, com o tímido aparecimento da televisão no Brasil, as mensagens dos meios de comunicação de massa ainda não eram diferenciadas e assim eram direcionadas à maior audiência possível. O rádio e o jornal impresso, com ampla difusão nesse período direcionavam suas mensagens à maior audiência possível, e com a chegada da televisão esse comportamento foi reforçado. A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões. Isso significava utilizar os meios de comunicação para promover gostos e culturas, que eram generalizados para atrair um número cada vez maior de pessoas.

(2º§) Com o passar dos tempos, as mensagens foram diferenciadas para alcançar audiências específicas. Sistemas avançados de pesquisa de audiência aumentaram a riqueza e rapidez de respostas, tecnologias de mídia interativas concretizaram o desejo por respostas imediatas. Mais do que qualquer outra mudança nos meios de comunicação de massa, esse fortalecimento do elo de resposta alterou a natureza fundamental do processo de comunicação (STRAUBHAAR, 1998, p.14).

(3º§) Nesse contexto, a necessidade por informação, por estar bem informado, possui um papel importante nesta nova dinâmica social. Atualmente, sabe-se que a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade, um bem social para o consumo (DIZARD, 2000), e como tal, está diretamente relacionada aos vários setores da vida social. Uma das razões para se afirmar que vivemos em uma sociedade da informação é que a produção e venda de informações contribui de maneira considerável para as economias mais desenvolvidas (BURKE, 2002, p.136).


(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) - (https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.5) − (Acesso 10.11.2023)
Analise as assertivas a seguir:

I.A oração que dá título ao texto é simples e sintetiza o foco temático textual.
II.Entre os componentes linguísticos da frase nominal: "Os meios de comunicação e a informação", temos exemplo de concordância nominal no masculino plural e no feminino singular; uma preposição essencial imposta pela regência nominal e dois substantivos polissílabos oxítonos.
III.No primeiro período do (1º§), há elementos que situam o leitor cronologicamente; o uso da crase é imposto pela regência nominal.
IV.O núcleo do sujeito da oração: "A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões" − é representado por um substantivo polissílabo proparoxítono; o núcleo do objeto direto é representado por substantivos ligados por conjunção coordenativa aditiva.
V.O termo trissílabo proparoxítono do trecho: "com o tímido aparecimento da televisão no Brasil" representa o vício de linguagem denominado barbarismo por silabada.
VI.A colocação do pronome "Isso" do trecho: "Isso significava utilizar os meios de comunicação" − exemplifica uma próclise.

Marque a alternativa com a opção de assertivas corretas.
Alternativas
Q3892862 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO E A INFORMAÇÃO


(1º§) Em meados dos anos 50, com o tímido aparecimento da televisão no Brasil, as mensagens dos meios de comunicação de massa ainda não eram diferenciadas e assim eram direcionadas à maior audiência possível. O rádio e o jornal impresso, com ampla difusão nesse período direcionavam suas mensagens à maior audiência possível, e com a chegada da televisão esse comportamento foi reforçado. A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões. Isso significava utilizar os meios de comunicação para promover gostos e culturas, que eram generalizados para atrair um número cada vez maior de pessoas.

(2º§) Com o passar dos tempos, as mensagens foram diferenciadas para alcançar audiências específicas. Sistemas avançados de pesquisa de audiência aumentaram a riqueza e rapidez de respostas, tecnologias de mídia interativas concretizaram o desejo por respostas imediatas. Mais do que qualquer outra mudança nos meios de comunicação de massa, esse fortalecimento do elo de resposta alterou a natureza fundamental do processo de comunicação (STRAUBHAAR, 1998, p.14).

(3º§) Nesse contexto, a necessidade por informação, por estar bem informado, possui um papel importante nesta nova dinâmica social. Atualmente, sabe-se que a informação adquiriu status de matéria-prima da sociedade, um bem social para o consumo (DIZARD, 2000), e como tal, está diretamente relacionada aos vários setores da vida social. Uma das razões para se afirmar que vivemos em uma sociedade da informação é que a produção e venda de informações contribui de maneira considerável para as economias mais desenvolvidas (BURKE, 2002, p.136).


(Por: Daniela Costa Ribeiro, professora no curso de Comunicação Social - Jornalismo do Centro Universitário da Bahia - FIB.) - (https://www.cult.ufba.br/enecult2008/14557.pdf) − (P.5) − (Acesso 10.11.2023)
Analise as assertivas a seguir:

I.A oração que dá título ao texto é simples e sintetiza o foco temático textual.
II.Entre os componentes linguísticos da frase nominal: "Os meios de comunicação e a informação", temos exemplo de concordância nominal no masculino plural e no feminino singular; uma preposição essencial imposta pela regência nominal e dois substantivos polissílabos oxítonos.
III.No primeiro período do (1º§), há elementos que situam o leitor cronologicamente; o uso da crase é imposto pela regência nominal.
IV.O núcleo do sujeito da oração: "A estratégia era homogeneizar os gostos e opiniões" − é representado por um substantivo polissílabo proparoxítono; o núcleo do objeto direto é representado por substantivos ligados por conjunção coordenativa aditiva.
V.O termo trissílabo proparoxítono do trecho: "com o tímido aparecimento da televisão no Brasil" representa o vício de linguagem denominado barbarismo por silabada.
VI.A colocação do pronome "Isso" do trecho: "Isso significava utilizar os meios de comunicação" − exemplifica uma próclise.

Marque a alternativa com a opção de assertivas corretas.
Alternativas
Q3892841 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS 


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade. 

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Sobre o período: "Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes", marque a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3892838 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS 


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade. 

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Marque a alternativa com análise INCORRETA:
Alternativas
Q3892835 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A MAIOR IRONIA PRESENCIADA POR TODOS NÓS 


(1º§) Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.

(2º§) Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade. 

(3º§) Em algumas coisas sou tão pessimista: essa é uma delas. Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço. Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar.

(4º§) Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.

(5º§) As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo.

(6º§) Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem. Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife.

(7º§) Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.

(8º§) E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?

(9º§) Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas-, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos?

(10º§) Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?


(Lya Luft. Professora. Palestrante. Escritora) − (Adaptado)
Sobre os componentes linguísticos textuais, analise as assertivas:

I.No trecho: "As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia ..." - temos, respectivamente: preposição essencial imposta pela regência nominal; exemplo de pronome oblíquo em posição de próclise; uma conjunção subordinativa integrante.
II.A estrutura da frase interrogativa: "E nós, onde estamos?" - permite entender que a voz do texto, juntamente com alguém, está numa posição parada, sem movimento.
III.No período: "Um deles, meu conhecido , cujo hobby é tocar piano " − as vírgulas separam expressão com função sintática de aposto; o substantivo trissílabo paroxítono "piano" exerce função sintática de objeto direto.
IV.A expressão: "sem incomodar vizinhos" − tem o mesmo sentido contextual de: "sem que os vizinhos sejam incomodados".

Marque a alternativa com a opção CORRETA:
Alternativas
Q3892786 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Marque o parágrafo que inicia com expressão adverbial de lugar e o parágrafo que inicia com frase interrogativa.
Alternativas
Q3892785 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas
Q3892784 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Analise as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa correta.

I – Na expressão: “juros bancários exorbitantes” – o adjetivo “exorbitantes” tem o mesmo sentido semântico contextual de “vultosos”.
II – A oração: “Lá se vai uma estória” – pode ser reescrita sem o “SE” sem perder o sentido semântico contextual, porque ele é meramente enfático, expletivo.
III – No trecho: “Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos” – temos crase imposta pela regência verbal e vírgulas separando expressões que exercem a mesma função sintática de objeto indireto.
IV – A expressão conotativa: “Lengalengas de barbas espessas” sugere: “Narração ou fala extensa e fastidiosa”.
Alternativas
Q3892783 Português
À MARGEM DE UM SONHO

(1º§) Lá se vai uma estória.

(2º§) Menino, magricelo e desdentado, reclamava da encurvada chatice em volta. Ninguém o ouvia, por estarem ocupados com a mesmice de sempre: juros bancários exorbitantes, dívidas vergonhosas, empréstimos. Lengalengas de barbas espessas – geração em geração. Velhacas!

(3º§) Apareceu um sujeitinho de meia idade, simpático, a oferecer uma viagem e tanto: ao reino unido do Sonho. Pedia segredo absoluto, bagagem só de mão, muita delicadeza. Os daqui seriam avisados a não se preocuparem com nada, esperança trotava manso. De trem o percurso, um alerta de vez em quando, céus e céus. Alegria. Marota a moçoila – mãos dadas com o sujeitinho ainda de meia idade.

(4º§) Largada a partida de manhã, névoa negra a esconder o trem das delícias – ao todo eram seis os viajantes. Paisagens, alaranjadas rubras rosáceas, desenhando vales e montanhas comoventes, natureza íntima. 
Menino, confortavelzinho, se perguntava o porquê da escolha, mal acreditando no que escolhera. Atribui às repetidas orações, rezas repletas de fé, a todos os santos. Todinhos. Não queria a ralha descontente de alguém.

(5º§) Com tamanhas interrogações adormeceu o menino, sonhando com o raro voo dos anjos rumo ao irreverente lago dos santos. Assustouse lago? Irreverente? Anjos? Novas e milhares de incertezas povoaram-lhe a cabeçola, crescia e crescia de tamanho, ocupando, gratuito, o assento inteiro da locomotiva. Menino, (lhe eram oferecidas revistas aos montes, para que nada escapasse aos tediosos olhos.)

(6º§) No caudaloso lago, surge uma neguinha, ares de donzela, a lançar o seminu corpo num canto enfeitiçado pelos santos. Quem diria, “o pecado não mora ao lado”, nem debaixo da mesa, tampouco na lousa mágica. Menino – exausto com inúmeras magias, oxalá um tediozinho, saudades.

(7º§) E o senhor de meia idade? Sumira? Sonhara com as revistas ou não?

(8º§) Canto do lago guardava um mistério e um tesouro – cisnes brincalhões a trancafiar as esguias neguinhas de caracóis trançados. Bonitíssimos. Menino louco de vontade em possuí-las, embora não mais o peito franzino, por um viés homem. Chaves só com os santos, infinitos em número, com qual deles? Realidade maldita? Mais vale um feitiço na alma do que dois dedos de prosa. Perderam-se os anéis.

(9º§) Menino jurou ao primeiro santo da pecaminosa fila, um majestoso anel de jade, extraído da terra. Imaginava e acontecia. Modelando com farta paixão a cobiça. Nos sonhos as ideias ganham, ternas e ferrenhas.

(10º§) Apesar das profundas olheiras, menino insistia na viagem lá atrás, desconhecendo, talvez, a estrada de volta. Ou não. O primeiro santo acenou um suplício: numa linguagem oblíqua, requisitava simples perdão. Foi-se uma estória...

(AMBRÓSIO, Ana Lia Vianna. Escritora. Jornal A Tarde Salvador. Bahia) – (Adaptado)
Sobre a composição estrutural do texto, marque a alternativa incorreta
Alternativas
Q3892602 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O AVANÇO DA TECNOLOGIA E AS TRANSFORMAÇÕES NA SOCIEDADE

 

(1º§) Mudar é preciso, sendo imprescindível estarmos preparados para lidar com a velocidade em que ocorrem as transformações na sociedade. É algo surpreendente e sem precedentes o quanto mudamos na forma de comunicar, relacionar, produzir, consumir e se informar. Podemos perceber isso no mundo do trabalho, no consumo e nos hábitos da população, como exemplo pedir uma refeição, um transporte, fazer uma compra, uma transferência bancária e realizar uma reunião pelo celular.


(2º§) Estamos conectados 24 horas por cada dia e podemos acompanhar em tempo real tudo que ocorre do outro lado do mundo. A tecnologia e a inovação são dois itens que proporcionam evolução e revolução. Quem não acompanhar esse ritmo de transformação ficará desatualizado e fora do contexto social.


(3º§) Há um tempo, falava-se em globalização, que era a quebra de barreiras entre países. Chegamos à era digital, em que suas informações transitam em velocidade instantânea e há comunicação direta entre as pessoas, sem limites de tempo e espaço, estamos falando da quarta revolução industrial e na indústria.


(4º§) Por muito tempo temia-se o avanço tecnológico e não tínhamos a noção de aonde chegaríamos. Falava-se em substituir o homem pela máquina, mas o que podemos perceber é que houve uma integração entre eles.


(5º§) O maior patrimônio das empresas é seu capital intelectual e de seus colaboradores. O ser humano, principalmente dotado de conhecimento, será sempre necessário na concepção de produtos, serviços e na interface com a máquina.


(5º§) Além de lutar pela sobrevivência em mercado acirrado e de elevados custos, as empresas precisam intensificar essa cultura de inovação para se tornarem competitivas. O grande diferencial é criar meios inteligentes de gerar informações, integrar sistemas e oferecer soluções. São necessárias políticas de incentivo à pesquisa e à ciência.


(6º§) Essa é uma realidade em vários países, que, ao longo dos anos, têm investido em avanços tecnológicos e na inovação, como: Alemanha, Estados Unidos, Japão, Coreia. São nações que valorizam e têm orgulho de suas empresas.


(7º§) É importante entender que a tecnologia avança com muita rapidez. Não temos noção de aonde chegaremos com o avanço da tecnologia, mas precisamos estar preparados.

 

(O avanço da tecnologia e as transformações na sociedade - Agência de Notícias da Indústria (portaldaindustria.com.br)) − (Adaptado) - (Disponível 10.11.2023).

Sobre o período transcrito a seguir, marque a alternativa com análise incorreta.
"Quem não acompanhar esse ritmo de transformação ficará desatualizado e fora do contexto social". 
Alternativas
Q3892570 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O AVANÇO DA TECNOLOGIA E AS TRANSFORMAÇÕES NA SOCIEDADE

 

(1º§) Mudar é preciso, sendo imprescindível estarmos preparados para lidar com a velocidade em que ocorrem as transformações na sociedade. É algo surpreendente e sem precedentes o quanto mudamos na forma de comunicar, relacionar, produzir, consumir e se informar. Podemos perceber isso no mundo do trabalho, no consumo e nos hábitos da população, como exemplo pedir uma refeição, um transporte, fazer uma compra, uma transferência bancária e realizar uma reunião pelo celular.


(2º§) Estamos conectados 24 horas por cada dia e podemos acompanhar em tempo real tudo que ocorre do outro lado do mundo. A tecnologia e a inovação são dois itens que proporcionam evolução e revolução. Quem não acompanhar esse ritmo de transformação ficará desatualizado e fora do contexto social.


(3º§) Há um tempo, falava-se em globalização, que era a quebra de barreiras entre países. Chegamos à era digital, em que suas informações transitam em velocidade instantânea e há comunicação direta entre as pessoas, sem limites de tempo e espaço, estamos falando da quarta revolução industrial e na indústria.


(4º§) Por muito tempo temia-se o avanço tecnológico e não tínhamos a noção de aonde chegaríamos. Falava-se em substituir o homem pela máquina, mas o que podemos perceber é que houve uma integração entre eles.


(5º§) O maior patrimônio das empresas é seu capital intelectual e de seus colaboradores. O ser humano, principalmente dotado de conhecimento, será sempre necessário na concepção de produtos, serviços e na interface com a máquina.


(5º§) Além de lutar pela sobrevivência em mercado acirrado e de elevados custos, as empresas precisam intensificar essa cultura de inovação para se tornarem competitivas. O grande diferencial é criar meios inteligentes de gerar informações, integrar sistemas e oferecer soluções. São necessárias políticas de incentivo à pesquisa e à ciência.


(6º§) Essa é uma realidade em vários países, que, ao longo dos anos, têm investido em avanços tecnológicos e na inovação, como: Alemanha, Estados Unidos, Japão, Coreia. São nações que valorizam e têm orgulho de suas empresas.


(7º§) É importante entender que a tecnologia avança com muita rapidez. Não temos noção de aonde chegaremos com o avanço da tecnologia, mas precisamos estar preparados.

 

(O avanço da tecnologia e as transformações na sociedade - Agência de Notícias da Indústria (portaldaindustria.com.br)) − (Adaptado) - (Disponível 10.11.2023).

Sobre o período transcrito a seguir, marque a alternativa com análise incorreta.
"Quem não acompanhar esse ritmo de transformação ficará desatualizado e fora do contexto social". 
Alternativas
Q3760330 Português
“Em todos estes nossos anos de república, e por mais convulsionados que fossem os seus períodos de governo, todos os nossos presidentes vinham morrendo honrada e sossegadamente nas suas camas. Mesmo Deodoro, o proclamador. Mesmo Floriano. Porém o único presidente que se fez ditador morreu tragicamente, por suicídio: como que das consequências da ditadura. E sempre tem sido assim, no mundo, desde César e mesmo antes de César, acabando em Mussolini e Hitler. Getúlio, que era orgulhoso e era valente, e gostava do poder pelo poder, e não pelo dinheiro ou pelas regalias do ofício, não teve forças para enfrentar as humilhações que o ameaçavam naquela deposição muito diferente da primeira ― e matou-se. Não estou a dizer que fez bem em matar-se; claro que não tento fazer a apologia do suicídio. Mas, homem sem Deus evidentemente que ele era, naquele desespero em que se via, naquela tremenda solidão, com tudo desmoronado ao seu redor, todas as confianças traídas, o famoso mar de lama cada vez mais se cavando aos seus pés ― pareceu-lhe que outra porta não havia e procurou voluntariamente a morte. Sendo um valente, repito-o, procurou morte arriscada e difícil, e deu um tiro no peito. Aliás, no fim de Vargas, um dos aspectos que mais me impressionou foi esse suicídio de moço num homem de setenta anos. Já a simples ideia da morte voluntária, qualquer que seja a forma de sua execução, não parece coisa de velho, pois de um velho não se esperam esses paroxismos de desespero que levam ao suicídio. Só à inexperiência, à intolerância da mocidade, é que agradam as soluções radicais para um problema pessoal. (E é uma mistificação grosseira pretender que Vargas se matou numa voluntária imolação política, e não em virtude de um drama íntimo). Os velhos, a longa vida já lhes ensinou que não há beco totalmente sem saída, neste mundo; é só usar da paciência e atenção e sempre se descobre a providencial porta falsa. Mas Getúlio, ele, o contemporizador por definição, ele, o homem do ‘deixa como está para ver como fica’, parece que tinha nas suas veias de ancião um sangue turbulento de vinte anos. Desesperou-se como um adolescente ― e matou-se. Mas nós estávamos falando era na terrível sorte que quase sempre espera os ditadores ao fim do caminho, roubando-lhes uma morte honrada e pacífica. O ambiente de ódios e frustrações, a cadeia de ressentimentos que eles criam ao redor de si, parece que propicia a criação do clima dramático que se resolve em fim wagneriano. Aí, não é tão doce assim o quinhão dos ambiciosos! A princípio, quando o demônio os tenta, tudo parece suave, fácil ― estrada de flores, aberta por batedores alados e ao fundo uma porta que já nem tem mais trancas, basta forçar um pouco. Mas, arrombada a porta, invadido o palácio, passado o primeiro assombro, verifica-se que os defensores vão surgindo de modo sutil, brotando não se sabe como, nem de onde. Vão se arregimentando; e acabam lutando mesmo, matando e morrendo. A moral do caso é esta: mesmo que alimentem as melhores intenções, os candidatos a ditador devem pensar muito antes de se atirarem à terrível aventura."
(A estrada perigosa, por Rachel de Queiroz, com adaptações).
No trecho “Aí, não é tão doce assim o quinhão dos ambiciosos”, a palavra “aí” pode ser classificada como:
Alternativas
Q3760322 Português
“Em todos estes nossos anos de república, e por mais convulsionados que fossem os seus períodos de governo, todos os nossos presidentes vinham morrendo honrada e sossegadamente nas suas camas. Mesmo Deodoro, o proclamador. Mesmo Floriano. Porém o único presidente que se fez ditador morreu tragicamente, por suicídio: como que das consequências da ditadura. E sempre tem sido assim, no mundo, desde César e mesmo antes de César, acabando em Mussolini e Hitler. Getúlio, que era orgulhoso e era valente, e gostava do poder pelo poder, e não pelo dinheiro ou pelas regalias do ofício, não teve forças para enfrentar as humilhações que o ameaçavam naquela deposição muito diferente da primeira ― e matou-se. Não estou a dizer que fez bem em matar-se; claro que não tento fazer a apologia do suicídio. Mas, homem sem Deus evidentemente que ele era, naquele desespero em que se via, naquela tremenda solidão, com tudo desmoronado ao seu redor, todas as confianças traídas, o famoso mar de lama cada vez mais se cavando aos seus pés ― pareceu-lhe que outra porta não havia e procurou voluntariamente a morte. Sendo um valente, repito-o, procurou morte arriscada e difícil, e deu um tiro no peito. Aliás, no fim de Vargas, um dos aspectos que mais me impressionou foi esse suicídio de moço num homem de setenta anos. Já a simples ideia da morte voluntária, qualquer que seja a forma de sua execução, não parece coisa de velho, pois de um velho não se esperam esses paroxismos de desespero que levam ao suicídio. Só à inexperiência, à intolerância da mocidade, é que agradam as soluções radicais para um problema pessoal. (E é uma mistificação grosseira pretender que Vargas se matou numa voluntária imolação política, e não em virtude de um drama íntimo). Os velhos, a longa vida já lhes ensinou que não há beco totalmente sem saída, neste mundo; é só usar da paciência e atenção e sempre se descobre a providencial porta falsa. Mas Getúlio, ele, o contemporizador por definição, ele, o homem do ‘deixa como está para ver como fica’, parece que tinha nas suas veias de ancião um sangue turbulento de vinte anos. Desesperou-se como um adolescente ― e matou-se. Mas nós estávamos falando era na terrível sorte que quase sempre espera os ditadores ao fim do caminho, roubando-lhes uma morte honrada e pacífica. O ambiente de ódios e frustrações, a cadeia de ressentimentos que eles criam ao redor de si, parece que propicia a criação do clima dramático que se resolve em fim wagneriano. Aí, não é tão doce assim o quinhão dos ambiciosos! A princípio, quando o demônio os tenta, tudo parece suave, fácil ― estrada de flores, aberta por batedores alados e ao fundo uma porta que já nem tem mais trancas, basta forçar um pouco. Mas, arrombada a porta, invadido o palácio, passado o primeiro assombro, verifica-se que os defensores vão surgindo de modo sutil, brotando não se sabe como, nem de onde. Vão se arregimentando; e acabam lutando mesmo, matando e morrendo. A moral do caso é esta: mesmo que alimentem as melhores intenções, os candidatos a ditador devem pensar muito antes de se atirarem à terrível aventura."
(A estrada perigosa, por Rachel de Queiroz, com adaptações).
No trecho “Aliás, no fim de Vargas, um dos aspectos que mais me impressionou…”, poder-se-ia substituir o advérbio “aliás”, sem prejuízo ao sentido do texto, por:
Alternativas
Q3760317 Português
“Em todos estes nossos anos de república, e por mais convulsionados que fossem os seus períodos de governo, todos os nossos presidentes vinham morrendo honrada e sossegadamente nas suas camas. Mesmo Deodoro, o proclamador. Mesmo Floriano. Porém o único presidente que se fez ditador morreu tragicamente, por suicídio: como que das consequências da ditadura. E sempre tem sido assim, no mundo, desde César e mesmo antes de César, acabando em Mussolini e Hitler. Getúlio, que era orgulhoso e era valente, e gostava do poder pelo poder, e não pelo dinheiro ou pelas regalias do ofício, não teve forças para enfrentar as humilhações que o ameaçavam naquela deposição muito diferente da primeira ― e matou-se. Não estou a dizer que fez bem em matar-se; claro que não tento fazer a apologia do suicídio. Mas, homem sem Deus evidentemente que ele era, naquele desespero em que se via, naquela tremenda solidão, com tudo desmoronado ao seu redor, todas as confianças traídas, o famoso mar de lama cada vez mais se cavando aos seus pés ― pareceu-lhe que outra porta não havia e procurou voluntariamente a morte. Sendo um valente, repito-o, procurou morte arriscada e difícil, e deu um tiro no peito. Aliás, no fim de Vargas, um dos aspectos que mais me impressionou foi esse suicídio de moço num homem de setenta anos. Já a simples ideia da morte voluntária, qualquer que seja a forma de sua execução, não parece coisa de velho, pois de um velho não se esperam esses paroxismos de desespero que levam ao suicídio. Só à inexperiência, à intolerância da mocidade, é que agradam as soluções radicais para um problema pessoal. (E é uma mistificação grosseira pretender que Vargas se matou numa voluntária imolação política, e não em virtude de um drama íntimo). Os velhos, a longa vida já lhes ensinou que não há beco totalmente sem saída, neste mundo; é só usar da paciência e atenção e sempre se descobre a providencial porta falsa. Mas Getúlio, ele, o contemporizador por definição, ele, o homem do ‘deixa como está para ver como fica’, parece que tinha nas suas veias de ancião um sangue turbulento de vinte anos. Desesperou-se como um adolescente ― e matou-se. Mas nós estávamos falando era na terrível sorte que quase sempre espera os ditadores ao fim do caminho, roubando-lhes uma morte honrada e pacífica. O ambiente de ódios e frustrações, a cadeia de ressentimentos que eles criam ao redor de si, parece que propicia a criação do clima dramático que se resolve em fim wagneriano. Aí, não é tão doce assim o quinhão dos ambiciosos! A princípio, quando o demônio os tenta, tudo parece suave, fácil ― estrada de flores, aberta por batedores alados e ao fundo uma porta que já nem tem mais trancas, basta forçar um pouco. Mas, arrombada a porta, invadido o palácio, passado o primeiro assombro, verifica-se que os defensores vão surgindo de modo sutil, brotando não se sabe como, nem de onde. Vão se arregimentando; e acabam lutando mesmo, matando e morrendo. A moral do caso é esta: mesmo que alimentem as melhores intenções, os candidatos a ditador devem pensar muito antes de se atirarem à terrível aventura."
(A estrada perigosa, por Rachel de Queiroz, com adaptações).
No trecho “vinham morrendo honrada e sossegadamente nas suas camas”, o termo “honrada” pode ser classificado como:
Alternativas
Q3760125 Português
Tem alguém aí?


Publicado em 13/10/2023
Paulo Pestana
Crônica


   Cheguei para uma reunião de trabalho um pouco antes do horário combinado e a secretária da autoridade pôs uma caixinha de madeira sobre a mesa, e avisou: é para deixar o telefone quando entrar. Na hora não entendi, mas um companheiro mais escolado me socorreu. “É para evitar grampo”, disse. “Medo de ser gravado”.

   Eu sempre penso em mim como um sujeito de confiança. É uma das minhas raras virtudes, acho eu. Só falo mal de pessoas que merecem espinafração. Mas na antessala daquele gabinete, a autoridade deixava claro que não confiava em mim; mas antes que eu começasse a ficar amuado, fui me lembrando que na verdade eu sou suspeito.

   Afinal, só um suspeito é vigiado 24 horas por dia, sete dias por semana, como acontece comigo. Não ____ um lugar em que eu vá que não tenha uma câmera acompanhando meus movimentos e agora sei como se sentia Ubaldo, o Paranoico, personagem das tirinhas do Henfil1 , que tinha certeza de que estava sendo vigiado.

   Encerrado o assunto com a autoridade, não resisti ____ um chiste quando ele perguntou se eu havia entendido a nossa conversa. “Está tudo gravado”, eu disse. Antes que ele tivesse um sobressalto, apontei para a cabeça. “Aqui”. Deixei escapar um sorriso, mas ele não pareceu entender. Depois me caiu a ficha: eu não havia gravado nada, mas não tinha tanta certeza de não ter sido gravado por alguma câmera escondida.

   Saindo dali fui ____ farmácia depois de ter passado por uns três pardais de trânsito; lá dentro havia o cartaz – “Sorria, você está sendo filmado”. Embora o cartaz estivesse escondido atrás de uma estante, pelo menos era um aviso. No supermercado não vi aviso, mas tinha câmera; até ajeitei a camisa dentro da calça.

   O fato é que dá saudade dos tempos em que as únicas câmeras escondidas eram as dos programas de televisão que mostram pegadinhas, para flagrar incautos em situações constrangedoras. Hoje todo mundo é um potencial espião – e ao mesmo tempo está sendo vigiado – como aquele velho quadrinho da revista Mad: Spy vs. Spy2 .

   Na Feira do Paraguai3 , tem botão de camisa que grava até duas horas de vídeo de boa qualidade[,] microfone disfarçado de brochinho e ligado a um gravador fica nas costas ou no bolso[,] captadores de som do tamanho de uma unha que pode ser deixado num canto da sala e transmitir para um gravador colocado fora do ambiente[,] relógio que filma sem atrasar as horas e mais um bocado de tralha para vigiar a vida alheia.

   No mundo virtual é pior. Consultar ou comprar pelo computador equivale a entregar um pouquinho da nossa alma. Comprei o livro Trinta Segundos Sem Pensar no Medo, de Pedro Pacífico, e no mesmo momento em que fechava a conta, me ofereceram cinco outros livros que “poderiam interessar” ____ mim. Estou fichado. No fim, resta um consolo: pode ser que eu não me conheça direito, mas o computador da Amazon4 sabe exatamente quem sou e o que quero. É o meu analista.


1 Henrique de Souza Filho (Ribeirão das Neves MG 1944 - Rio de Janeiro RJ 1988). Cartunista, jornalista, escritor. (Fonte: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa5430/henfil)

2 Série de quadrinhos publicada na revista de humor Mad. Criada por Antonio Prohias, sua primeira aparição foi em 1961. Satiriza a espionagem da Guerra Fria e depois os filmes e séries do gênero, populares a partir da década de 1960. (Fonte: https://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/papel-de-parede-spy-vs-spy/)

3 Conhecida oficialmente como Feira dos Importados de Brasília. (Fonte: https://www.feirabrasilia.com.br/feira-dos-importados/)

4 Sítio eletrônico de comércio varejista online com atuação mundial. (Fonte: https://www.amazon.com/)


(Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/tem-alguem-ai/. Adaptado.)
Qual das alternativas a seguir apresenta as palavras adequadas para preencher as lacunas inseridas no texto?
Alternativas
Q3736501 Português
No estudo da gramática, o advérbio desempenha um papel crucial ao modificar diferentes elementos de uma sentença. No entanto, sua versatilidade também é acompanhada por complexidade. Qual das seguintes alternativas melhor descreve a função principal de um advérbio em uma sentença?
Alternativas
Q3736495 Português
Os pronomes desempenham um papel fundamental na estrutura da língua portuguesa, proporcionando concisão e fluidez à comunicação. Dentre as alternativas a seguir, qual é uma característica dos pronomes que os distingue de outras classes de palavras na língua portuguesa?
Alternativas
Q3736492 Português
Leia o texto para responder à questão.


Ostra feliz não faz pérola


    As ostras, seres macios e saborosos, têm uma habilidade notável: a capacidade de construir conchas duras para se protegerem. Em um recife marinho, vivia uma colônia de ostras que irradiava felicidade. No entanto, havia uma ostra solitária que emitia um canto triste. O motivo? Um pequeno grão de areia estava preso em sua carne, causando dor constante. Mas essa ostra sofredora não se entregou ao desespero; seu corpo sabia como se livrar da dor. Enquanto continuava a cantar sua melodia triste, ela secretamente cobria o grão de areia com camadas de uma substância lisa, brilhante e redonda. Um dia, um pescador capturou toda a colônia de ostras, incluindo a ostra sofredora. Em casa, ao saborear uma deliciosa sopa de ostras, o pescador deparou com um objeto duro em uma das ostras. Era uma pérola deslumbrante. Surpreendentemente, apenas a ostra que havia sofrido tinha produzido uma pérola. Ele a presenteou a sua esposa.

     Essa história das ostras também se aplica aos seres humanos. Nietzsche, em seu ensaio sobre o nascimento da tragédia grega, notou que os gregos abraçaram a tragédia de forma séria, sem a promessa de transformá-la em comédia no além, como os cristãos. A diferença crucial era que os gregos, assim como a ostra que cria uma pérola, transformavam a tragédia em beleza. A beleza não apagava a tragédia, mas tornava-a suportável. O sofrimento pode ser a fonte de criação da beleza, e aqueles que passam por angústias são frequentemente os artistas que produzem obras extraordinárias. Beethoven, apesar de surdo, compôs uma música celebrando a alegria. Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa... todos transformaram sua dor em arte.


Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008. [Texto adaptado]. 
No trecho "enquanto continuava a cantar sua melodia triste, ela secretamente cobria o grão de areia com camadas de uma substância lisa, brilhante e redonda," qual é a função gramatical das palavras "brilhante" e "redonda"? 
Alternativas
Q3734440 Português
Texto


NOMOFOBIA: O QUE É, SINTOMAS E COMO EVITAR


Manuel Reis 


    A nomofobia é um termo que descreve o medode ficar sem contato com o celular, sendo uma palavraderivada da expressão inglesa "no mobile phone phobia".Este termo não é reconhecido pela comunidade médica, mas tem sido utilizado e estudado desde 2008 para descrever o comportamento de dependência e os sentimentos de angústia e ansiedade que algumas pessoas demonstram quando não têm o celular por perto.

    Normalmente a nomofobia é identificada principalmente em pré-adolescentes e adolescentes, já que são os que mais consomem esse tipo de tecnologia e permanecem mais tempo nas redes sociais. 

    Por ser uma fobia, nem sempre é possível identificar a causa que leva a pessoa a sentir ansiedade por estar longe do celular, mas, em alguns casos, esses sentimentos são justificados com o medo de não conseguir saber o que está acontecendo no mundo ou de necessitar de assistência médica e não ter como pedir ajuda.

Principais sintomas 

Alguns sinais que podem ajudar a identificar que se tem nomofobia incluem:


• Sentir ansiedade quando se fica muito tempo sem usar o celular;

•  Necessitar fazer várias pausas no trabalho para utilizar o celular;

•  Nunca desligar o celular, mesmo para dormir;

•  Acordar no meio da noite para ir ao celular;

•  Carregar frequentemente o celular para garantir que se tem sempre bateria;

•  Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa;

• Verificar o telefone frequentemente para ver se tem notificações;

•  Ansiedade quando está em um ambiente sem sinal de internet;

• Levar o carregador de telefone para todos os lugares por medo de a bateria acabar.


    Além disso, outros sintomas físicos que parecem estar associados aos sinais nomofobia são os de vício, como aumento do batimento cardíaco, sensação de transpiração excessiva, agitação e respiração rápida.

  Uma vez que a nomofobia ainda está sendo estudada e não é reconhecida como um transtorno psicológico, ainda não existe uma lista fixa de sintomas, existindo apenas vários formulários diversos que ajudam a pessoa a entender se pode ter algum nível de dependência para com o celular. (...) 

Como evitar a dependência

Para tentar combater a nomofobia há algumas orientações que podem ser seguidas todos os dias:


• Ter vários momentos durante o dia em que não se está com o celular e se dá preferência para conversas frente a frente;

• Diminuir progressivamente o uso do celular;

• Não utilizar o celular nos primeiros 30 minutos após acordar e nos últimos 30 minutos antes de dormir;

• Colocar o celular para carregar numa superfície longe da cama;

• Desligar o celular durante a noite.


    Quando já existe algum grau de dependência, pode ser necessário consultar um psicólogo para iniciar terapia, que pode incluir vários tipos de técnicas para tentar lidar com a ansiedade gerada pela falta do celular, como ioga, meditação guiada ou visualização positiva.

(Fonte: https://www.tuasaude.com/nomofobia/ - Adaptado)
"Ficar muito chateado quando se esquece o celular em casa"

Analisando os termos destacados no período acima, transcrito do texto, é INCORRETO estabelecer a seguinte relação sintática:
Alternativas
Respostas
7861: C
7862: B
7863: D
7864: D
7865: B
7866: C
7867: C
7868: B
7869: E
7870: A
7871: B
7872: A
7873: A
7874: B
7875: D
7876: C
7877: E
7878: C
7879: B
7880: A