Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
Foram encontradas 16.345 questões
A forma verbal que poderia estar também corretamente empregada no singular está grifada na frase:
Relacione as frases abaixo com os sentidos expressos pelos verbos e numere a 2ª sequência de acordo com a 1ª.
1ª SEQUÊNCIA
1. ação.
2. estado permanente.
3. estado transitório, passageiro.
4. mudança de estado.
5. fenômeno da natureza.
2ª SEQUÊNCIA
( ) Naquela manhã de julho, orvalhou durante horas seguidas.
( ) O gambá-pigmeu-da-montanha é o mais raro gambá australiano.
( ) Os brasileiros estão satisfeitos com a preservação das florestas.
( ) A sustentabilidade transformou-se em tema de muitos debates.
( ) A parreira sempre cresce, mas de forma lenta e variada.
Assinale a sequência CORRETA, na ordem de cima para baixo:
Texto 3 para as questões 09 e 10
Analisando as afirmativas abaixo, coloque V para as verdadeiras e F para as falsas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Texto 1 para as questões de 01 a 07.
Em: “Não há mais lugar para mim.”, o verbo significa existir, sendo exemplo de verbo impessoal, mantendo-se na 3ª pessoa do singular. Em qual alternativa abaixo, a concordância verbal está INCORRETA?
HISTÓRIA E CULTURA DE PRESIDENTE OLEGÁRIO
O calendário de eventos da cidade de Presidente Olegário conta com algumas festas, religiosas e profanas. O evento de maior tradição é a Festa de Nossa Senhora da Abadia de Andrequicé, localidade situada cerca de 60 km da sede; esta festa acontece no mês de agosto, e a comemoração propriamente dita tem lugar no dia 15 deste mês. É importante lembrar que a Romaria de Andrequicé (festa irmã da Romaria de Água Suja), tem origens no final do século XIX, quando da doação do terreno e início das celebrações e peregrinações em homenagem à Nossa Senhora da Abadia.
Nos dias hodiernos, a romaria conta com a presença de romeiros de diferentes partes do Estado de Minas Gerais e de filhos da terra residentes em outros estados e distritos. Ainda no âmbito das festas religiosas, durante o mês de janeiro, o município conta com uma gama de Folias de Reis, realizadas em diferentes localidades rurais e no distrito sede. Em janeiro acontece também a Festa em Louvor a São Sebastião, que tem lugar na localidade de Pissarrão. Até bem pouco tempo, contávamos ainda com a Congada em Louvor a Nossa Senhora do Rosário, festa bonita e interessante por sua natureza e constituição mas que, por motivos outros, deixou de acontecer nesta cidade gloriosa e triste pelo esquecimento de algumas tradições.
Outra tradição que malgradamente caiu no ocaso foi a bela Contradança dos Godinhos, folguedo iniciado em princípios do século XX pela família que dá nome à dança e que transita entre o sagrado e o profano, constituindo um joguete em que homens constituem pares nos quais a outra parte é um homem vestido de mulher (talvez em protesto ao arraigado patriarcalismo católico cristão do estado das Gerais), dançando ao som de uma sanfona, baixos e um violão e ciceroneados por um palhaço. É interessante notar que a profanação está justamente no vestir-se de mulher e questionar os tabus estabelecidos pelos costumes civeis e religiosos e a sagração, ou seja, a manteneção do sagrado nos símbolos sagrados do catolicismo estampados nas vestimentas dos participantes. A tradição, infelizmente, vem se perdendo, em parte por falta de investimentos de recursos públicos, através das secretarias de cultura, em parte pelo crescente afastamento das gerações hodiernas em manifestações culturais tradicionais, de forma que há apenas uma pessoa que ainda detém parte do conhecimento desta Contradança.
Outra interessante Festa, que vem perdendo, infelizmente, suas forças ao longo dos anos, é a Festa da Produção, durante a qual o município, através da Prefeitura Municipal e do Sindicado dos Produtores Rurais, expõe, discute e negocia os produtos agropecuários da cidade, além de promover shows musicais no parque de exposições e atrações culturais em diferentes pontos da cidade. Infelizmente, como fora dito, esta festa também tem perdido suas forças, mas nada que não possa ser resolvido com força de vontade e investimentos efetivos nos setores de educação e cultura, principalmente.
No distrito da Galena também existe uma festa tradicional que é a Festa de Reis, em devoção aos Três Reis que visitaram o menino Jesus após o seu nascimento, ela acontece a partir do dia 25 de dezembro, quando começa a visita da folia nas casas e nas fazendas e no dia 05 de janeiro (dia dos Santos Reis) o dia da Festa, quando todos se reunem para rezar e comemorar o dia dos Santos Reis.
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)
Leia e analise o fragmento abaixo:
“Nos dias hodiernos, a romaria conta com a presença de romeiros de diferentes partes do Estado de Minas Gerais e de filhos da terra residentes em outros estados e distritos. Ainda no âmbito das festas religiosas, durante o mês de janeiro, o município conta com uma gama de Folias de Reis, realizadas em diferentes localidades rurais e no distrito sede.”
Os verbos que se encontram no fragmento estão caracterizados em ações que
Texto II
Apelo
Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa da esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero da salada — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
TREVISAN, Dalton.Apelo.In:BOSI,Alfredo.org. O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo, Cultrix,1975.p.190.
Na frase “... a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada”, pode-se afirmar que
Em todas as alternativas abaixo, há uma relação entre o verbo destacado e o modo verbal em que ele foi conjugado, EXCETO em
Leia o texto: O que nunca aconteceu antes, de Luis Fernando Verissimo, para responder às questões de 07 a 10:
Deve haver poucas coisas mais aterrorizantes do que uma tsunami, a onda gigante causada por um maremoto. A visão de uma parede de água vindo na direção da praia é um pesadelo comum da Humanidade, mesmo de quem nunca esteve perto do mar. Li que ter que fugir de ondas gigantescas e estar nu no meio de uma multidão são as angústias mais recorrentes nos maus sonhos de todo mundo, interpretações à vontade. O terror da grande onda talvez tenha a ver com a nossa origem oceânica: ficou nas nossas células o medo secreto de que, cedo ou tarde, o mar arrependido virá nos pegar de volta.
Um dado que eu não sabia, e que aumenta o terror: a velocidade da tsunami é quase igual à de um jato. Foi, em parte, por isso que as ondas atingiram as costas de surpresa, sem aviso, e que houve tantas mortes. (...)
Estão no mesmo tempo, modo e pessoa verbal de: “ Ficou nas nossas células o medo” , o verbo/locução presente na alternativa:
Para que o trecho acima passe a denotar uma idéia de passado, a expressão verbal “são arquivadas” passa a ser flexionada assim:
Analise o texto abaixo:
Se fôssemos ao Parque Lagoa do Peri ________________________
alguma habitação com influência açoriana?
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.
Instrução: As questões 51 a 60 estão relacionadas ao texto abaixo.
- Parece que Darwin hoje incomoda tanto quanto Galileu em sua época. Alguns pretendem dar ao "Criacionismo" status de ciência, colocando-o
- como teoria alternativa ao "Darwinismo". Nada mais pobre do ponto de vista espiritual e intelectual do que confundir ciência com religião: a fé é de foro
- íntimo, e de cada um; a ciência busca o entendimento da natureza, e não há nesse ato qualquer atitude de crença em dogmas religiosos. Assim, Darwin
- é vítima do obscurantismo, pois suas ideias tendem a ser negadas pelo público leigo, como se pertencessem a um lado diabólico da humanidade.
- Há, no entanto, uma outra vítima do obscurantismo: Albert Einstein. Lido por poucos, virou lenda, e a ele se atribuem ideias estapafúrdias. A mais
- engraçada é a da relatividade: “Tudo é relativo", dizem os leitores descuidados, e um interminável rolo de enganos vai subscrever-se ________ glória
- de Einstein. O que ele procurava quando enunciou sua "Teoria da Relatividade Especial" era salvar o princípio de Galileu, aplicado ________ leis do
- eletromagnetismo.
- Galileu, que passou um ________ bocado nas mãos de obscurantistas, enunciou o Princípio da Relatividade, que diz: "As leis físicas são as
- mesmas para qualquer referencial inercial". Ou seja, o chamado princípio da relatividade trata da invariância de leis, mesmo que os referenciais
- produzam medições diferentes para certas grandezas físicas.
- Ao unificar os resultados de Michelson e Morley sobre o fato de que a luz não necessita suporte material para se propagar com as equações de
- Lorentz para cálculo de velocidades relativas e com o fato de a velocidade da luz independer do referencial, Einstein concluiu que as leis do
- eletromagnetismo também são as mesmas para todos os referenciais inerciais.
- Sabe-se que, como todo ser humano, Einstein, ao longo de sua carreira, errou certas coisas. Seu erro maior, ________ , foi ter mantido o nome de
- Teoria da Relatividade para seu trabalho, e não tê-lo mudado para Teoria da Invariabilidade.
Adaptado de: PIQUEIRA, José Roberto Castilho. Relatividade não muito relativa. Disponível em: < http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESCV/edicoes/0/Artigo154818-1.asp>. Acesso em: 5 mar. 2011
Considere as seguintes afirmações sobre formas verbais empregadas no texto.
I. A substituição da forma verbal busca (l. 03) por dedica-se não acarretaria qualquer outra mudança na frase.
II. A substituição da forma verbal trata (l. 10) por diz respeito implicaria a substituição de da por à.
III. A substituição da forma verbal necessita (l. 12) por carece implicaria a inserção da preposição de antes de suporte material (l. 12).
Quais estão corretas?
Instruções: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.
O desafio que nos impõem filmes de determinação e luta pela sobrevivência como Caminho da liberdade é aceitá-los pela chave factível e capacidade de nos absorver na história. Peter Weir é mais feliz neste último apelo, mas nem tanto no primeiro, ao retratar um grupo de prisioneiros de um gulag que, no início da década de 40, foge através do território russo gelado e empreende uma jornada pela Mongólia até o Tibete. Alguns chegarão, outros não.
A questão, em princípio, é trabalhar um relato verídico no registro ficcional, já que ao livro de Slavomir Rawics − com título homônimo − em que se baseia, o cineasta somou outras experiências semelhantes de prisioneiros. Sentiu-se, assim, mais livre para deixar arestas a certa imaginação e conjecturas dramáticas. Para não comprometer a saga liderada pelo jovem militar interpretado por Jim Sturgess, é preciso relevar que as limitadas condições de sobrevida nunca chegam a se esvair por completo, por obra de alguma vocação ao heroísmo também nunca bem esclarecida.
Assim, no grupo de personagens, composto por um russo escroque (Colin Farrell), um americano desiludido (Ed Harris) e a única mulher, uma jovem polonesa (Saoirse Ronan), a bandeira será muito mais de tolerância pelas diferenças sociais e crenças políticas a que se veem obrigados do que pelos instintos pessoais comuns a situações de limite. É um filme, enfim, sobre a condição de diversos e sua cooperação pela vida. Weir dá dimensão de grandiosidade quase épica ao intento, característica de parte de seu cinema, mas demonstra fragilidade ao tratar o microcosmo de seus heróis.
(Orlando Margarido. CartaCapital. Bravo! 18 de maio de 2011, p. 72)
À medida que o grupo ...... em sua fuga, ...... mais acentuadas as diferenças entre seus integrantes.
As formas verbais que preenchem corretamente as lacunas da frase acima, respeitando a correlação de sentido, estão em:
Instruções: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto abaixo.
Durante uma discussão no Studio 35, local onde os jovens pintores nova-iorquinos se reuniam no início dos anos 1950, o debate voltou-se para a questão de qual nome deveriam adotar. Seria o caso de aceitar “expressionismo abstrato”? Ou deviam inventar outro? Interrogado sobre o assunto, De Kooning respondeu com a seguinte frase: “Nomear-nos a nós mesmos é catastrófico”. Por que catastrófico? Porque a palavra, qualquer que fosse, restringiria, simplificaria, criaria obrigações e, logo, uma ortodoxia. Seria necessário, por exemplo, ser abstrato e proibir-se toda alusão figurativa a fim de merecer o título de moderno. De Kooning recusa sistemas, teorias. “Espiritualmente falando”, diz ele, “estou ali onde meu espírito me permite estar, e este lugar não é necessariamente o futuro.”
Somente essa liberdade pode lhe permitir realizar rupturas ao longo de toda a sua obra. Abstrato na segunda metade dos anos 40, ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mulheres. Ela dura por alguns anos, até 1955, a partir de quando De Kooning experimenta uma espécie de paisagismo gestual e alusivo. Ele não participa da querela, simplista a seu ver, contra ou a favor da figuração. A questão está em outra parte: no “conteúdo”, essa “coisa muito, muito sutil” que não se deixa definir facilmente e que não se pode capturar de imediato.
(Adaptado de Jacqueline Lichtenstein (org). A pintura. Vol 6: A figura humana. Coord. da trad. Magnólia Costa. São Paulo, Ed. 34, 2004, pp. 127-128)
... ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mulheres. (2o parágrafo)
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Texto II
PALAVRA PEJORATIVA
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das
estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gen-
te diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga
Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro Hi-
5 gienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polê-
mica sobre a construção de uma estação de metrô na
região, onde se concentra parte da elite paulistana.
Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a autoria,
convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs
10 e usuários do transporte público ressuscitou velhos
preconceitos de classe, e pode deixar como lembran-
ça a volta de um clichê: o termo “diferenciada”.
A palavra nunca fora usada até então com viés
pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo
15 e publicitário, sendo usada como sinônimo vago de
algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre
para melhor).
– Não me consta que já houvesse um “diferencia-
do” negativamente marcado. Não tenho nenhum co-
20 nhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me
que a origem, aí, foi absolutamente episódica, nas-
cida da infeliz declaração – explica Maria Helena Mou-
ra Neves, professora da Unesp de Araraquara (SP) e
do Mackenzie.
25___Para a professora, o termo pode até ganhar as
ruas com o sentido negativo, mas não devido a um
deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-
se uma direção semântica provocada pela con-
figuração de sentido do termo originário. No verbo
30 “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom, ao
contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”,
por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou algo
negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova
acepção de “diferenciado” tenha vida longa.
35___– Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas
coisas que vêm entre aspas, de brincadeira –
emenda ela. [...]
MURANO, Edgard.
Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>.
Acesso em: 05 jul. 2011. Adaptado.
“Não me consta que já houvesse um ‘diferenciado’ negativamente marcado.” (l. 18-19)
A respeito da ocorrência da forma verbal houvesse, destacada no trecho, teceram-se os seguintes comentários:
I - A forma verbal houvesse, nessa estrutura, tem valor de existisse, e se apresenta como verbo impessoal.
II - O verbo haver, quando impessoal, transmite sua impessoalidade a auxiliares.
III - A forma verbal houvesse, nesse trecho, desempenha uma função de verbo auxiliar.
É correto o que se afirma em
Texto II
PALAVRA PEJORATIVA
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das
estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gen-
te diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga
Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro Hi-
5 gienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polê-
mica sobre a construção de uma estação de metrô na
região, onde se concentra parte da elite paulistana.
Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a autoria,
convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs
10 e usuários do transporte público ressuscitou velhos
preconceitos de classe, e pode deixar como lembran-
ça a volta de um clichê: o termo “diferenciada”.
A palavra nunca fora usada até então com viés
pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo
15 e publicitário, sendo usada como sinônimo vago de
algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre
para melhor).
– Não me consta que já houvesse um “diferencia-
do” negativamente marcado. Não tenho nenhum co-
20 nhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me
que a origem, aí, foi absolutamente episódica, nas-
cida da infeliz declaração – explica Maria Helena Mou-
ra Neves, professora da Unesp de Araraquara (SP) e
do Mackenzie.
25___Para a professora, o termo pode até ganhar as
ruas com o sentido negativo, mas não devido a um
deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-
se uma direção semântica provocada pela con-
figuração de sentido do termo originário. No verbo
30 “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom, ao
contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”,
por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou algo
negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova
acepção de “diferenciado” tenha vida longa.
35___– Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas
coisas que vêm entre aspas, de brincadeira –
emenda ela. [...]
MURANO, Edgard.
Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>.
Acesso em: 05 jul. 2011. Adaptado.
Segundo os compêndios gramaticais, existem duas possibilidades de escritura da voz passiva no português. Na frase abaixo, encontra-se uma delas:
“A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil.” (l. 13-14)
A outra possibilidade de escritura, na forma passiva, na qual o sentido NÃO se altera é:
Texto II
PALAVRA PEJORATIVA
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das
estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gen-
te diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga
Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro Hi-
5 gienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polê-
mica sobre a construção de uma estação de metrô na
região, onde se concentra parte da elite paulistana.
Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a autoria,
convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs
10 e usuários do transporte público ressuscitou velhos
preconceitos de classe, e pode deixar como lembran-
ça a volta de um clichê: o termo “diferenciada”.
A palavra nunca fora usada até então com viés
pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo
15 e publicitário, sendo usada como sinônimo vago de
algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre
para melhor).
– Não me consta que já houvesse um “diferencia-
do” negativamente marcado. Não tenho nenhum co-
20 nhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me
que a origem, aí, foi absolutamente episódica, nas-
cida da infeliz declaração – explica Maria Helena Mou-
ra Neves, professora da Unesp de Araraquara (SP) e
do Mackenzie.
25___Para a professora, o termo pode até ganhar as
ruas com o sentido negativo, mas não devido a um
deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-
se uma direção semântica provocada pela con-
figuração de sentido do termo originário. No verbo
30 “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom, ao
contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”,
por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou algo
negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova
acepção de “diferenciado” tenha vida longa.
35___– Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas
coisas que vêm entre aspas, de brincadeira –
emenda ela. [...]
MURANO, Edgard.
Disponível em: <http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=12327>.
Acesso em: 05 jul. 2011. Adaptado.
O verbo ganhar (l. 25), na sua forma usual, é considerado um verbo abundante, apresentando, pois, duas formas de particípio: uma forma regular (ganhado); outra, irregular, supletiva (ganho).
Dentre os verbos encontrados no Texto II, qual é aquele que apresenta SOMENTE uma forma irregular?
Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase:
Transpondo-se para a voz passiva a frase Um figurante pode obscurecer a atuação de um protagonista, a forma verbal obtida será:
... como antes o rei absorvera o homem. Passando-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.
Os anônimos
Na história de Branca de Neve, a rainha má consulta o seu espelho e pergunta se existe no reino uma beleza maior do que a sua. Os espelhos de castelo, nos contos de fada, são um pouco como certa imprensa brasileira, muitas vezes dividida entre as necessidades de bajular o poder e de refletir a realidade. O espelho tentou mudar de assunto, mas finalmente respondeu: “Existe”. Seu nome: Branca de Neve.
A rainha má mandou chamar um lenhador e instruiu-o a levar Branca de Neve para a floresta, matá-la, desfazer-se do corpo e voltar para ganhar sua recompensa. Mas o lenhador poupou Branca de Neve. Toda a história depende da compaixão de um lenhador sobre o qual não se sabe nada. Seu nome e sua biografia não constam em nenhuma versão do conto. A rainha má é a rainha má, claramente um arquétipo, e os arquétipos não precisam de nome. O Príncipe Encantado, que aparecerá no fim da história, também não precisa. É um símbolo reincidente, talvez nem a Branca de Neve se dê ao trabalho de descobrir seu nome. Mas o personagem principal da história, sem o qual a história não existiria e os outros personagens não se tornariam famosos, não é símbolo de nada. Ele só entra na trama para fazer uma escolha, mas toda a narrativa fica em suspenso até que ele faça a escolha certa, pois se fizer a errada não tem história. O lenhador compadecido representa dois segundos de livre-arbítrio que podem desregular o mundo dos deuses e dos heróis. Por isso é desprezado como qualquer intruso e nem aparece nos créditos.
Muitas histórias mostram como são os figurantes anônimos que fazem a história, ou como, no fim, é a boa consciência que move o mundo. Mas uma das pessoas do grupo em que conversávamos sobre esses anônimos discordou dessa tese, e disse que a entrada do lenhador simbolizava um problema da humanidade, que é a dificuldade de conseguir empregados de confiança, que façam o que lhes for pedido.
O verbo empregado pelo autor do texto no singular e que poderia igualmente ter sido empregado no plural, mantidos o sentido e a correção da frase, está em: