Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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1. É de se lamentar que em nossa sociedade ainda s e _________ a figura do bode expiatório, (cultuar)
2. Seria indispensável que os indivíduos_________ por seus atos. (responsabilizar-se)
3. Muitas mulheres foram condenadas por suspeita de q u e _________ bruxas, (ser)
De modo a expressar a correta relação entre tempos e modos verbais, considere as seguintes justificativas para o preenchimento da lacuna de cada um desses períodos.
I - A lacuna do período 1 deve ser preenchida com a forma verbal cultue, pois a construção É de se lamentar que requer o uso do verbo no presente do subjuntivo na oração subordinada.
II - A lacuna do período 2 deve ser preenchida com a forma verbal se responsabilizassem, pois a construção Seria indispensável que requer o uso do verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo na oração subordinada.
III - A lacuna do período 3 deve ser preenchida com a forma verbal fossem, pois a construção por suspeita de que requer o uso do modo indicativo na oração subordinada.
Quais justificativas estão corretas em relação ao preenchimento das lacunas?
SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Na pista do sonho. O que as mulheres procuram na bolsa. Rio de Janeiro: Record, 2003.
(Machado de Assis - A mão e a luva).
“Com isso, a pessoa poderá colher os benefícios dessa bebida [...]" (linha 38)
“O arsenal de suplementos alimentares em voga inclui outros itens, alguns menos estudados." (linha 26)
“Em nenhum dos casos foi observado qualquer benefício." (linhas 20-21)
“A grande maioria dessas vitaminas simplesmente não funciona na prevenção de doenças cardíacas." (linhas 8- 9)
“Elas estão certas em se preocupar." (linhas 5-6)
“As doenças cardiovasculares lideram as causas de morte – no Brasil, [...]" (linha 6)
A locução “pode reduzir" pode ser substituída por “ reduzirá", mantendo-se o mesmo sentido do texto.
(Roberto Muylaert, Revista CartaCapital, nº 698, 2012) Das afirmações sobre o verbo assinalado em “...já que ninguém assiste a uma tevê...", I. Seu valor semântico difere do que apresenta na oração: “Este é um direito que não lhe assiste". II. Pode ser substituído pelo verbo “ver" sem alteração da transitividade. III. É um verbo impessoal, cujo objeto direto é regido de preposição. IV. Pode ser corretamente substituído por “dar assistência". V. No sentido em que foi empregado, somente pode ser transitivo indireto.
deduz-se que estão incorretos os itens
GARANTIR O FUNCIONAMENTO EFETIVO DA LEI DE
ACESSO À INFORMAÇÃO
Tornar o Poder Público realmente público é fundamental
para reduzir a corrupção. No ano passado, o Congresso aprovou
a Lei de Acesso à Informação. O maior avanço é abrir a máquina
pública ao cidadão que a sustenta. A lei obriga os governos a
divulgar dados da administração na internet. Cria regras para o
fornecimento de qualquer informação perdida. Por último,
disciplina a prática de estabelecer o grau de sigilo de
documentos e o acesso a eles.
Não é pouco. Se uma prefeitura decidir aumentar o valor
pago a determinada empreiteira pelo asfalto de uma rua, terá
que publicar o aditivo na internet. Assim, qualquer interessado
terá acesso fácil à informação, seja ele opositor do prefeito,
fornecedor da empresa, trabalhador, concorrente ou mero
curioso. [...]
Grande parte dos países democráticos tem suas leis de
acesso. Em todos eles há dificuldades. A mais comum é o atraso
para responder às solicitações. Há entidades que defendem
esse direito e se especializam em pressionar os governos por
acesso cada vez maior a documentos públicos. [...]
(Marcelo Rocha, Revista Época, nº 715, 2012)
O ciclista
Curvado no guidão lá vai ele numa chispa. Na esquina dá com o sinal vermelho e não se perturba - levanta voo bem na cara do guarda crucificado. No labirinto urbano persegue a morte com o trim-trim da campainha: entrega sem derreter sorvete a domicílio.
É sua lâmpada de Aladino a bicicleta e, ao sentar-se no selim, liberta o gênio acorrentado ao pedal. Indefeso homem, frágil máquina, arremete impávido colosso, desvia de fininho o poste e o caminhão; o ciclista por muito favor derrubou o boné.
Atropela gentilmente e, vespa furiosa que morde, ei-lo defunto ao perder o ferrão. Guerreiros inimigos trituram com chio de pneus o seu diáfano esqueleto. Se não se estrebucha ali mesmo, bate o pó da roupa e - uma perna mais curta - foge por entre nuvens, a bicicleta no ombro.
Opõe o peito magro ao para-choque do ônibus. Salta a poça d'água no asfalto. Num só corpo, touro e toureiro, golpeia ferido o ar nos cornos do guidão.
Ao fim do dia, José guarda no canto da casa o pássaro de viagem. Enfrenta o sono trim-trim a pé e, na primeira esquina, avança pelo céu na contramão, trim-trim.
O ciclista
Curvado no guidão lá vai ele numa chispa. Na esquina dá com o sinal vermelho e não se perturba - levanta voo bem na cara do guarda crucificado. No labirinto urbano persegue a morte com o trim-trim da campainha: entrega sem derreter sorvete a domicílio.
É sua lâmpada de Aladino a bicicleta e, ao sentar-se no selim, liberta o gênio acorrentado ao pedal. Indefeso homem, frágil máquina, arremete impávido colosso, desvia de fininho o poste e o caminhão; o ciclista por muito favor derrubou o boné.
Atropela gentilmente e, vespa furiosa que morde, ei-lo defunto ao perder o ferrão. Guerreiros inimigos trituram com chio de pneus o seu diáfano esqueleto. Se não se estrebucha ali mesmo, bate o pó da roupa e - uma perna mais curta - foge por entre nuvens, a bicicleta no ombro.
Opõe o peito magro ao para-choque do ônibus. Salta a poça d'água no asfalto. Num só corpo, touro e toureiro, golpeia ferido o ar nos cornos do guidão.
Ao fim do dia, José guarda no canto da casa o pássaro de viagem. Enfrenta o sono trim-trim a pé e, na primeira esquina, avança pelo céu na contramão, trim-trim.
“Agora, foram introduzidos tratamentos caros, entre eles o transplante de medula óssea [...]." (linhas 20- 21)


