Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
Foram encontradas 16.327 questões
Corpos emancipados, mentes subjugadas
1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao
2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a
3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi
4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.
5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século
6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era
7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado
8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações
9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países
10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.
11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a
12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente
13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20
14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother
15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.
16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E
17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter
18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os
19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.
20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se
21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas
22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser
23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.
24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo
25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por
26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,
27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e
28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do
29 _ mercado.
30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de
31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas
32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.
33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se
34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora
35 _ máquina publicitária.
36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -
37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo
38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o
39 _ Estado, caem em descrédito.
40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém
41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.
42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem
43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.
BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm
Sobre os mecanismos linguísticos presentes no texto, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.
I. ( ) Ficam preservadas a coerência da argumentação e a correção gramatical ao se fazer a substituição de "onde foi considerada legal e legítima por mais de 358 anos." (L.3/4) por “onde se considerou legal e legítima por mais de 358 anos”.
II. ( ) Mantém-se a relação significativa entre as frases "Não apenas os escravo" tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres." (L.5), se forem transformadas em uma só, com a explicitação do elemento de coesão textual... mas, subentendido no contexto, contanto que sejam feitos os demais ajustes.
III. ( ) Estabelece a mesma relação que o conectivo "que", em "que nos mantém atrelados às conveniências do mercado." (L.28/29), o "que", em "que preferimos não mais prestar atenção nelas” (L.33).
IV. ( ) Preserva-se a função sintática do termo "tanta informação", em "Há tanta informação" (L.33), ao se substituir o verbo HAVER por existir.
V. ( ) Estão no plural, concordando com o mesmo sujeito, as formas verbais "rompem" e "abrem", ambas na linha 42, embora se apresentem com regências diferentes.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
(Texto)
1 Você já ouviu falar dos narvais? São
baleias conhecidas por ter o canino
esquerdo alongado. Mas, até agora,
ninguém sabia para que ele servia.
5 Cientistas canadenses descobriram o
mistério usando drones.
Os narvais usam seus dentes longos
para se alimentarem. Eles desorientam
os bacalhaus do Ártico ao golpeá-los
10 rapidamente. O peixe fica imobilizado e
acaba sendo devorado.
(Adaptado de G1, 25/05/2017)
Observe o trecho abaixo retirado do Texto e assinale o tempo e o modo verbal no qual se encontra o verbo sublinhado:
“São baleias conhecidas por ter (...)” (linhas 1 e 2)
“Antes da morte não beatifiques ninguém, pois em seu fim é que se conhece o homem”. (Eclesiastes II, 28)
Se colocássemos a forma verbal ‘Não beatifiques’ na forma positiva, a forma adequada do verbo seria:
Leia o texto e responda às questões de 1 a 10
Isso significa que existe um descaso com o problema”, informou Frasson. Outra dificuldade, segundo ele, é o acesso ao tratamento quando a mulher detecta um tumor.
Os tempos dos verbos destacados são, RESPECTIVAMENTE:
Leia com atenção o texto abaixo.
O PEQUENO PRINCIPE
Antoine de Saint-Exupéry (1940)
“Há seis anos, sofri uma pane no deserto do Saara. Alguma coisa se quebrara no motor. E como não trazia comigo nem mecânico nem passageiros, preparei-me para executar sozinho aquele difícil conserto. Era para mim questão de vida ou morte. A água que eu tinha para beber só dava para oito dias.
Na primeira noite adormeci sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Estava mais isolado que um náufrago num bote perdido no meio do oceano. Imaginem qual foi a minha surpresa quando, ao amanhecer, uma vozinha estranha me acordou. Dizia:
- Por favor... desenha-me um carneiro!
Levantei-me num salto, como se tivesse sido atingido por um raio. Esfreguei bem os olhos. Olhei ao meu redor. E vi aquele homenzinho extraordinário que me observava seriamente. Olhava para essa aparição com os olhos arregalados de espanto.
Não se esqueçam que me achava a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Quando consegui finalmente falar, perguntei-lhe: -
Mas... que fazes aqui?
E ele repetiu, então, lentamente, como se estivesse dizendo algo muito sério:
- Por favor ... desenha-me um carneiro.
E foi assim que conheci, um dia, o pequeno príncipe.”
Na frase “Na primeira noite adormeci sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada.”, o verbo é:
Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.
Discutir o aborto por amor à vida
Leonardo Boff
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:
TEXTO
1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida
2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o
3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.
4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e
5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos
6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.
7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e
8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida
9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem
10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas
11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade
12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.
13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e
14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de
15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.
16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.
17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na
18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e
19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista
20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.
21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade
22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe
23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo
24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo
25 tempo.
26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também
27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do
28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão
29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles
30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o
31 dia de aniversário de seu filho”.
32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente
33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é
34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.
35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não
36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá
37 em paz e viva”.
388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos
39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que
40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma
41 humanidade.
Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).
IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/
A expressão verbal “o Deus da vida pode reconciliála” (L.36) indica uma ação:
Expressa algo que possivelmente acontecerá em um momento posterior ao da fala:
Com base no texto, assinale a alternativa que contém a classificação correta dos verbos destacados abaixo:
I. “Como dizem os especialistas” (linha 18) II. “Assim disse o genial escritor Mia Couto” (linha 20) III. “Imagine se contribuíssemos com a literatura...” (linha 26)
Analise a frase abaixo e após marque a alternativa correta em relação ao verbo.
“Responderei a prova com tranquilidade e sabedoria.”
Quanto custa um pôr-de-sol?
Leonardo Boff
1 Um grande empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao filho a beleza de um pôr-
2 de-sol nas colinas de Castelgandolfo. Antes de se postarem num bom ângulo, o filho perguntou ao pai:
3 "pai, onde se paga?" Esta pergunta revela a estrutura da sociedade dominante, assentada sobre a economia
4 e o mercado. Nela para tudo se paga - também um pôr-de-sol - tudo se vende e tudo se compra.
5 Ela operou, segundo notou ainda em 1944 o economista norte-americano Polanyi, a grande
6 transformação ao conferir valor econômico a tudo. As relações humanas se transformaram em transações
7 comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santíssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro.
8 Se quisermos qualificá-la, diríamos que esta é uma sociedade produtivista, consumista e
9 materialista. É produtivista porque explora todos os recursos e serviços naturais visando o lucro e não a
10 preservação da natureza. É consumista porque se não houver consumo cada vez maior não há também
11 produção nem lucro. É materialista, pois sua centralidade é produzir e consumir coisas materiais e não
12 espirituais como a cooperação e o cuidado. Está mais interessada no crescimento quantitativo – como
13 ganhar mais – do que no desenvolvimento qualitativo – como viver melhor com menos – em harmonia
14 com a natureza, com equidade social e sustentabilidade sócio-ecológica.
15 Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pôr-de-sol. Não se compra na bolsa a lua
16 cheia “que sabe de mi largo caminar.” A felicidade, a amizade, a lealdade e o amor não estão à venda nos
17 shoppings. Quem pode viver sem esses intangíveis? Aqui não funciona a lógica do interesse, mas da
18 gratuidade, não a utilidade prática, mas o valor intrínseco da natureza, da ridente paisagem, do carinho
19 entre dois enamorados. Nisso reside a felicidade humana.
20 O insuspeito Daniel Soros, o grande especulador das bolsas mundiais, confessa em seu livro A
21 crise do capitalismo (1999): ”uma sociedade baseada em transações solapa os valores sociais; estes
22 expressam um interesse pelos outros; pressupõem que o indivíduo pertence a uma comunidade, seja uma
23 família, uma tribo, uma nação ou a humanidade, cujos interesses têm preferência em relação aos
24 interesses individuais. Mas uma economia de mercado é tudo menos uma comunidade. Todos devem
25 cuidar dos seus próprios interesses... e maximizar seus lucros, com exclusão de qualquer outra
26 consideração” (p. 120 e 87).
27 Uma sociedade que decide organizar-se sem uma ética mínima, altruísta e respeitosa da
28 natureza, está traçando o caminho de sua própria autodestruição. Então, não causa admiração o fato de
29 termos chegado aonde chegamos, ao aquecimento global e à aterradora devastação da natureza, com
30 ameaças de extinção de vastas porções da biosfera e, no termo, até da espécie humana.
31 Suspeito que, se não quebrarmos o paradigma produtivista/consumista/materialista, poderemos
32 encontrar pela frente a escuridão. Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo
33 místico poeta Angelus Silesius (+1677): “a rosa é sem porquê: floresce por florescer, não cuida de si
34 mesma nem pede para ser olhada” (aforismo 289). Essa gratuidade é uma das pilastras do novo
35 paradigma.
IN: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/
Ao usar a voz passiva sintética em “tudo se vende” (L.4), o articulista:
Leia o texto a seguir e responda às questões de 7 a 13:
“Pode dizer-se que a presença do negro representou sempre fator obrigatório no desenvolvimento dos latifúndios coloniais. Os antigos moradores da terra foram, eventualmente, prestimosos colaboradores da indústria extrativa, na caça, na pesca, em determinados ofícios mecânicos e na criação do gado. Dificilmente se acomodavam, porém, ao trabalho acurado e metódico que exige a exploração dos canaviais. Sua tendência espontânea era para as atividades menos sedentárias e que pudessem exercer-se sem regularidade forçada e sem vigilância e fiscalização de estranhos”. (Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes).Fonte:http://maiseducativo.com.br/interpre tar-textos-presenca-negro-nos-latifundios/
A palavra “foram” é a conjugação do verbo:
Observe a charge a seguir e responda às questões de 1 a 6:
Fonte:http://www.querodesenho.com/category/charg es/page/8/.
A palavra “criado” está na forma nominal do verbo denominada:
Marque a opção em que todos os verbos estão em tempos do pretérito:
Para responder à questão, considere a seguinte frase: Segundo o GeMob, se todas as pessoas que vêm para a universidade sozinhas aderissem a essa ideia, teríamos uma redução de aproximadamente 23% no número de veículos que trafegam nas faixas que dão acesso ao campus (ℓ.23-25).
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa sobre a contribuição de tempos e modos verbais para a formulação do raciocínio explorado no texto.
A sequência correta é
Para responder às questões de 6 a 10, leia os quadrinhos a seguir.
(http://unasp-ec.com/fisica/index.php/questoes-de-vestibular-fisica/ufabc-fisica/)
Considere as seguintes expressões:
I. "é transformado" (primeiro quadrinho).
II. "vá facilitar" (segundo quadrinho).
III. "pode ver" (terceiro quadrinho).
IV. "queremos ver" (quarto quadrinho).
Nota-se formação de voz passiva analítica em ________ e presença de infinitivo na formação da locução verbal em _________.
Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas.
Metendo a tesoura
Ganhei de minha filha uma calça jeans realmente irada. Tão irada, que já veio rasgada, esfolada, remendada. Coisa da moda. Da moda de hoje. Talvez de ontem, coisa que começou nos anos 60.
Rubem Braga dizia que ele era do tempo em que geladeira era branca e telefone era preto. Com efeito, houve um tempo, algo entre o Mesozoico e o Paleolítico superior, em que todos os automóveis eram pretos e as etiquetas sociais eram outras. Mas ganhei esse jeans iradíssimo, surradíssimo e, contraditoriamente, novo. Lembrei-me de quando fui lecionar na Califórnia nos anos 60 (ah! Os anos 60! “those were the days, my friend, I thouught they’ll never end”) (que quer dizer – aqueles foram os dias, meu amigo, pensei que eles nunca fossem terminar) e no primeiro dia de aula causou-me surpresa ver os estudantes de bermuda na aula, mas uma bermuda toda desfiada, meio rasgada. Meninos e meninas meio molambentos, até descalços, e não eram mendigos, eram jovens californianos ricos, cheios de dentes e brilho nos olhos e na pele, falando alto e achando que o mundo era deles. E quase era. Mas muitos deles foram morrer no Vietnã.
Mas eu via aqueles garotos em plena emergência da ideologia hippie, e pensava: eles brincam de pobre porque são ricos, vai ver que nunca viram um, por isto, estão se fantasiando assim. Enfim, fazia parte da revolução de costumes, inverter papeis, subverter o sistema.
Mas o fato é que ganhei aquele jeans. Não era tão degenerado como um que vi o Ronaldinho, numa foto, usando, rasgado de propósito no joelho e que ele botou para ir a uma festa, como se estivesse de fraque. Examinei o meu jeans e dentro, costurado, havia não sei quantas etiquetas dizendo que veio do México com sofisticadas instruções de como lavar o valioso traste. Quer dizer, a moda é do “trash”, mas a gente tem que, mesmo assim, ter cuidado para não estragar o estragado. Então, o experimentei. E ficou ótimo. Cintura baixa, “muderno”. Meio esfolado, com desgaste e talhos aqui e ali.
Terei coragem? Não fica ridículo num coroa? Mas há muito que aceito, aliás, obedeço sugestões de vestuários das filhas e da mulher. Me olhei no espelho e voltei a ter 27 ou 17 anos talvez.
Mas estava sobrando quatro ou cindo dedos de pano na bainha. Tem uma loja ali na esquina que faz bainha, me lembram. Mas aí, o grande paradoxo: como e por que levar para fazer bainha num jeans desmazelado? Que hipocrisia é essa? Estou tendo de ler notícias sobre o Severino*, estou tendo que enfrentar tiroteios na Linha Vermelha. Guerra é guerra, uai! Na véspera, uma amiga disse que a filha compra roupas e, quando estão meio grandes, mete a tesoura na sobrante bainha, forçando até para que o tecido desfiasse.
Houve um tempo em que o telefone e a geladeira eram pretos e quem tivesse um fiapo na roupa morria de vergonha. Agora saímos para mostrar a descostura, o avesso, a etiqueta do fabricante, o rasgão.
Ou seja, como nas bienais, o rascunho virou obra de arte.
Affonso Romano de Sant’Anna
* Severino – Político pernambucano. Foi presidente da Câmara dos Deputados entre fevereiro e setembro de 2005, quando renunciou.
Em relação ao anúncio abaixo, responda:
Todas as afirmativas abaixo estão corretamente relacionadas ao verbo da frase em destaque, EXCETO:
O imperativo afirmativo é usado para:
I. dar instruções;
II. responder a pedidos;
III. dar ordens;
IV. fazer elogios.
Das afirmativas, verifica-se que estão corretas apenas
Dada as afirmativas sobre os verbos pronominais,
I. Os pronomes podem vir antes ou depois do verbo.
II. Os pronomes se referem ao sujeito da frase.
III. Os verbos podem ser substituídos pelos pronomes.
verifica-se que está(ão) correta(s)
TEXTO I
E-MAIL X WHATSAPP
Martha Medeiros
O e-mail está praticamente obsoleto, respira por aparelhos, porém, mesmo dando os últimos suspiros, ainda é utilizado para fins comerciais e profissionais. O e-mail não emite sinal sonoro, não denuncia que a mensagem foi visualizada, não pressiona por uma resposta imediata, ninguém digitando aparece na tela para acelerar batimentos cardíacos, não tem emojis decorativos. Quem manda um e-mail pode reler com calma o que escreveu e corrigir seus erros antes de enviar, sem ficar na dependência de um corretor instantâneo e sádico. O e-mail é o último reduto da seriedade. Vale como documento.
Portanto, por seu caráter rijo, não o utilize para pendências emocionais. Usei esse termo quase jurídico, "pendências emocionais", porque hoje acordei muito fina, mas posso trocar por algo mais fácil de entender: “pelo amor de Deus”, criatura, não termine relacionamentos por e-mail, nem tente iniciar um. Se for de madrugada, então, é estrago na certa, e ficará ainda mais trágico se você tiver bebido.
Sério? Bebeu todas antes de enviar o e-mail? Acho que vou interromper esta coluna e começar a redigir seu obituário. E-mail não é lugar para ser sincera e confessar para um amigo, e apenas amigo, que você está apaixonada por ele há três anos (você vai ficar esperando mais três anos pela resposta, que não virá).
E-mail não é lugar para lavar roupa suja familiar (você nunca mais será convidado para os churrascos de domingo). E-mail não é lugar para dizer para sua amada que você voltou da Índia a fim de praticar o desapego e por isso acha que o namoro de vocês ficará ainda mais puro e verdadeiro se conseguirem "jejuar" um do outro, ficando sem se ver por um mês (jura que você escreveu isso e enviou? Às quatro da manhã? Você voltou da Índia muito doido, isso sim).
Posso prever a reação da "amada". Ela acordou, abriu a caixa de mensagens, leu a proposta de jejum amoroso e, não menos impulsiva, planejou uma resposta à altura. Escreveu à mão, num papel, antes de digitar. Mostrou para uma colega do trabalho. "Ficou bom?". A colega ainda tentou contemporizar: "Ficou, mas você não quer esperar ele acordar e cair em si?". Ela não esperou.
"Sabe o Gustavo, meu ex-namorado? Ao contrário de você, ele anda com um apetite voraz, e como você deve lembrar, estou com 39 anos e ainda quero ter filhos, então não pretendo esperar sua purificação nem até a hora do almoço. Ao meio-dia ela já estava arrependida de ter colocado o Gustavo no meio, claro. Brigas, só por WhatsApp, por favor.
Digam todos os desaforos num diálogo automático, arrependam-se imediatamente, mandem mil coraçõezinhos e, pronto, a coisa fica resolvida em cinco minutos, tipo um tribunal de pequenas causas. Email é Suprema Corte, última instância, sem apelação.
Disponível em:
http://zh.clicrbs.com.br/rs/opiniao/colunistas/martha-medeiros/noticia/2017/05/e-mail-x-whatsapp9794348.html - Acesso em 18 maio 2017 (adaptado)
Vocabulário: Emoji: De origem japonesa, composta pela junção dos elementos e (imagem) e moji (letra), e é considerado um pictograma ou ideograma, ou seja, uma imagem que transmitem a ideia de uma palavra ou frase completa.
Sobre o texto I, responda às questões de 1 a 8.
A alternativa que apresenta uma construção textual no pretérito perfeito do indicativo é: