Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q2422281 Português

Cientistas americanos criam robô que se refresca sozinho… suando


Máquinas superaquecem quando são muito exigidas – o que, a longo prazo, pode comprometer seu funcionamento. Com robôs, não é diferente.

Foi pensando nisso que cientistas da Universidade Cornell criaram um “músculo” robótico capaz de suar, diminuindo sua própria temperatura. A garra-robô, usada para manipular objetos, foi feita de hidrogel e impressa em 3D no formato de dedos.

O próprio material serve como sensor térmico: dentro dos dedos há um pequeno reservatório que armazena água, e, na _____________, vários microporos por onde o suor robótico escapa.

No frio, os poros ficam fechados. Temperaturas acima de 30°C fazem o hidrogel dilatar, expandindo os buraquinhos. Em um teste, o robô suado conseguiu refrescar 21°C em 30 segundos – taxa de resfriamento três vezes mais rápida do que a da pele humana.


(Site: Super Abril - adaptado.)

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo com o verbo no presente do indicativo:


Nós ________ emocionados com a homenagem.

Alternativas
Q2422128 Português

Assinale a alternativa, onde não temos um verbo de ligação.

Alternativas
Q2422125 Português

Leia o texto a seguir e responda às próximas três questões.


Encurtando Caminho (Ângela Lago).


Tia Maria, quando criança, se atrasou na saída da escola, e na hora em que foi voltar para casa já começava a escurecer. Viu uma outra menina passando pelo cemitério e resolveu cortar caminho, fazendo o mesmo trajeto que ela.

Tratou de apressar o passo até alcançá-la e se explicou:

– Andar sozinha no cemitério me dá um frio na barriga! Será que você se importa se nós formos juntas?

– Claro que não. Eu entendo você – respondeu a outra. – Quando eu estava viva, sentia exatamente a mesma coisa.

Ainda de acordo com o texto, as palavras (atrasou, foi, explicou, respondeu) indicam noção de tempo:

Alternativas
Q2421796 Português

Ao sintetizar as propriedades sintático-semântico-pragmáticas do verbo – as suas funções –, Marcos Bagno destaca que essa complexa classe gramatical (1) cria um molde que comporta espaços passíveis de serem preenchidos por sintagmas nominais; (2) estabelece uma perspectiva, isto é, um ponto de vista a respeito do estado das coisas enunciado e dos seus participantes; (3) obriga-nos a examinar a categoria de “pessoa”; (4) carrega, em sua morfologia, informações acerca do “tempo”; (5) permite a expressão de “aspectos”; (6) permite, também, modalizar o estado de coisas que descrevemos; e, por fim, (7) comporta informações de “voz”.


Ao detalhar seus pressupostos, o autor elabora a seguinte tipologia:


Qualitativa

Imperfectivo

inceptivo

cursivo

terminativo

Perfectivo

pontual

resultativo

Quantitativa

Iterativo

imperfectivo

perfectivo

Semelfactivo




(BAGNO, M. Gramática peddagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola, 2012).


A tipologia reproduzida acima, importante para o estudo dos verbos, diz respeito

Alternativas
Q2421667 Português

Temperaturas extremas causaram impactos sem precedentes nos oceanos


As temperaturas extremas causam impactos sem precedentes nos biomas de água salgada, mostra relatório internaciona


Paloma Oliveto - Correio Braziliense


Se o relatório sobre mudanças climáticas divulgado em agosto pela Organização das Nações Unidas (ONU) trouxe dados alarmantes sobre as consequências do aquecimento no planeta, um estudo não menos preocupante revelou, ontem, que os oceanos sofrem tantos impactos negativos quanto a atmosfera. Na avaliação dos 120 especialistas de mais de 30 instituições europeias que elaboraram o Copernicus Ocean State Report, os impactos verificados nas águas salgadas, que cobrem três terços da superfície da Terra, não encontram precedentes históricos.


O relatório, publicado no Journal of Operational Oceanography e presidido pela Mercator Ocean International, foi divulgado a pouco mais de dois meses da conferência do clima, a COP26, quando líderes mundiais serão chamados a adotar políticas de enfrentamento e mitigação das mudanças climáticas. Segundo o documento, o aquecimento do oceano Ártico - provocado por uma atmosfera cada vez mais quente - está contribuindo para cerca de 4% de toda a elevação da temperatura global oceânica.


Os níveis de degelo ártico registrados nos últimos dois anos atingiram patamares recordes, enquanto por década, entre 1979 e 2020, caíram quase 13%. Os cientistas apontaram que uma redução de quase 90% da espessura média do gelo marinho já foi testemunhada no Mar de Barents - uma pequena parte do Ártico -, o que levou à diminuição na importação de gelo marinho da bacia polar, fenômeno importante para resfriar a temperatura oceânica.


No Mar do Norte, no oceano Atlântico, entre a Noruega e a Dinamarca, a variabilidade extrema de períodos de frio e ondas de calor marinha foi associada a mudanças relatadas nas capturas de linguado, lagosta europeia, robalo, salmonete e caranguejos comestíveis, diz o documento. Já no Mar Mediterrâneo, ocorreram quatro inundações recordes consecutivas em Veneza (novembro de 2019), além de terem sido registradas alturas de ondas acima da média na porção sul.


"Essa variabilidade em curto prazo nas temperaturas do oceano, na forma de ondas de calor ou períodos de frio, durando de dias a algumas semanas, é uma questão de preocupação crescente no ambiente marinho porque pode afetar muitos aspectos desses ecossistemas", explica Sarah Wakelin, um dos coautores do relatório e pesquisadora do Centro Nacional de Oceanografia (CNO), no Reino Unido.


"O documento destaca como as temperaturas extremas no Mar do Norte causaram uma mudança nas capturas de espécies comercialmente importantes de peixes e crustáceos. Aspectos mais amplos, como migração para águas mais quentes ou mais frias, mudanças na desova e no crescimento, bem como mortalidade e mudanças comportamentais significam que, em resposta aos extremos de temperatura, os desembarques pesqueiros de algumas espécies aumentam, enquanto de outras serão reduzidos."


Monitoramento


Os cientistas documentaram que, globalmente, a temperatura média do mar subiu a uma taxa de 0,015 grau Celsius por ano, de 1993 a 2019, e os níveis de oxigênio (estoque de O2) no Mar Negro caíram a uma taxa de - 0,16mol/ m2 por ano, entre 1955 e 2019. Em nota, a presidente do relatório, Darina von Schuckmann, da Mercator Ocean International, destacou a necessidade urgente de medidas de monitoramento e proteção.


"Mudanças climáticas, poluição e superexploração colocaram pressões sem precedentes sobre o oceano, exigindo, com urgência, medidas sustentáveis de governança, adaptação e gestão, a fim de garantir os vários papéis de suporte de vida que esse ecossistema oferece para o bem-estar humano", disse. "Considerar o oceano como um fator fundamental no sistema terrestre e abraçar a sua natureza multidimensional e interconectada é a base para um futuro sustentável."


Nas 185 páginas do relatório, que investiga as condições e as variações em curso no oceano global e nos mares europeus, os cientistas apresentam diversos outros cenários preocupantes, como migrações de peixes-leões invasivos para o Mar Báltico, precipitações e secas extremas no Dipolo do Oceano Índico, aumento incomum do nível do mar no Mar Báltico e condições extremas de ondas no Golfo de Bótnia.


"Como o recentemente publicado IPCC (painel de especialistas em mudanças climáticas da ONU), o Ocean State Report indica que as taxas anuais de aumento médio do nível do mar global ultrapassaram os 3mm por ano, o que é maior do que o observado no século 20 e sugere uma aceleração nas taxas de aumento do nível do mar", diz Angela Hibbert, chefe de Nível do Mar e Clima Oceânico do CNO.


Segundo a especialista, quando as marés altas e as grandes ondas de tempestade coincidem, é mais provável que resultem em inundações costeiras prejudiciais, especialmente se o nível médio do oceano também estiver elevado. "O aquecimento crescente e a perda de massa de gelo das geleiras e mantos de gelo na Groenlândia e na Antártica também farão com que esses aumentos continuem. Portanto, eventos como o Venetian 'Acqua Alta' destacado nesse relatório (as inundações em Veneza em 2019) devem se tornar cada vez mais comuns, à medida que o nível do mar continua a subir."


Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/ciencia/2021/09/23/interna_ciencia,1308251/temperaturas-extremas-causaram-impactos-semprecedentes-nos-oceanos.shtml Acesso em: 08 de outubro de 2021.

Leia o trecho a seguir:


"O documento destaca como as temperaturas extremas no Mar do Norte causaram uma mudança nas capturas de espécies comercialmente importantes de peixes e crustáceos.”


A partir do estudo relacionado às vozes verbais, é CORRETO afirmar que o período lido se encontra na:

Alternativas
Q2421475 Português

Texto 2 para responder às questões 3 e 4.


Duas cientistas ganham Nobel de Química por trabalho relacionado à genética



1(7/10/2020) Duas cientistas ganharam o Prêmio

Nobel de Química por um trabalho relacionado à genética.

A americana Jennifer Doudna e a francesa Emmanuelle

4 Charpentier desenvolveram uma técnica de edição genética

que permite alterar o DNA de animais, de plantas e de

microrganismos com exatidão. A pesquisa contribuiu para

7 novos tratamentos de câncer e para a cura de doenças hereditárias.

É a primeira vez que duas mulheres dividem o

Prêmio Nobel.

10 As cientistas se conheceram em um café durante um

congresso científico em Porto Rico. As conversas renderam

a ideia de desenvolverem juntas um novo antibiótico, mas

13 acabaram criando uma ferramenta que, em 2012, teve

impacto revolucionário nas ciências da vida. Foi assim que a

academia sueca descreveu o trabalho das duas

16pesquisadoras.

Em seus laboratórios na Alemanha e nos Estados

Unidos da América, elas desenvolveram o sistema CRISPR,

19 uma maneira de mudar, de editar o código genético, aquele

conjunto de informações que dão as características de uma

pessoa e também de muitas de nossas doenças. Essas

22 informações estão contidas no DNA, que fica dentro das

células e tem o formato que parece uma escada em caracol

ou um trilho de trem. A técnica criada pelas pesquisadoras

25permite editar esse DNA com precisão, tirar uma parte e

emendar as pontas, ou até mesmo substituir a parte que gera

doenças e trocar por outra.

28 Antes do sistema CRISPR, fazer edição genética era

algo caríssimo, difícil e muito sujeito a erros. Mas a

ferramenta criada pelas ganhadoras do Nobel de Química

31 mudou isso de forma radical. Hoje, o CRISPR é utilizado

em laboratórios de pesquisa no mundo inteiro como uma

ferramenta capaz de ajudar em futuros tratamentos de

34 doenças como o câncer, fortalecer o sistema imunológico ou

desligar partes do DNA responsáveis por doenças

36hereditárias. O Centro de Pesquisas sobre o Genoma na

37 Universidade de São Paulo usa o CRISPR.


Disponível em: . Acesso em: 28 fev. 2021 (fragmento), com adaptações.

A respeito do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2420789 Português

Leia o texto com atenção e responda as questões de 01 a 05.


Texto:



(Fonte: https://wwwblogtche-auri.blogspot.com/2012/09/tirinhas-do-hagar-o-terrivel.html?spref=pi. Acesso em 20/10/2020)

"Vocês dois são iguais!", "Vocês são preguiçosos!" (4º e 5º quadrinhos). É INCORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2420785 Português

Leia o texto com atenção e responda as questões de 01 a 05.


Texto:



(Fonte: https://wwwblogtche-auri.blogspot.com/2012/09/tirinhas-do-hagar-o-terrivel.html?spref=pi. Acesso em 20/10/2020)

No terceiro quadrinho, na frase "Estou cansada de tolerar vocês dois":

Alternativas
Q2420554 Português

LEIA O TEXTO 02 E RESPONDA AS QUESTÕES DE 08 A 10.


Como a Inteligência Emocional ajuda na Saúde Emocional?


Pessoas com Inteligência Emocional são capazes de lidar melhor com situações imprevistas e de estresse tanto fora como dentro do ambiente de trabalho.

Abaixo, listamos alguns benefícios que a Inteligência Emocional oferece para promoção da sua saúde emocional.

Autopercepção - a Inteligência Emocional permite que tenhamos um maior autoconhecimento <http://menthes.com.br/tomada-de-consciencia-somos-reflexo-de-nossas-acoes/? utm_source=artigo&utm_medium=link&utm_campaign=saudeemocional>, ou seja, que identifiquemos nossas habilidades e limitações, e isso é fundamental para que possamos desenvolver competências e melhorar os pontos fracos.

Autocontrole - manter a calma e a paciência <http://menthes.com.br/como-usar-a-meditacao-para-diminuir-o-estresse/? utm_source=artigo&utm_medium=link&utm_campaign=saudeemocional> diante de um momento de tensão nos ajuda a enxergar melhor a situação e suas possíveis soluções.

Respeito - o respeito é a base para qualquer relacionamento <http://menthes.com.br/dicas-menthes-como-promoverrelacoes-saudaveis/>interpessoal. Saber respeitar as opiniões, crenças e visões dos colegas de trabalho são cruciais para não haver discussões, intrigas e agressões desnecessárias.

Flexibilidade - ser flexível com suas opiniões, além de te ajudar a entrar em contato com diferentes visões de mundo, pode evitar que uma simples decisão se torne uma briga entre você e seus colegas.

Melhora na comunicação - a comunicação faz parte de qualquer ambiente, e a Inteligência Emocional mostra a importância de ouvir o que o outro tem a dizer antes de falar ou criticar. Isso torna o ambiente mais propício para o diálogo, contribuindo para uma comunicação <http://menthes.com.br/comunicacao-falar-da-gente-e-dos-outros/? utm_source=artigo&utm_medium=link&utm_campaign=saudeemocional>construtiva.

Motivar a si mesmo e aos outros - saúde emocional está intimamente ligada a sua motivação e a da sua equipe. Quando estamos motivados a fazer algo para uma causa maior, o trabalho fica mais leve e satisfatório, melhorando assim os resultados.


[Adaptado] Blog Menthes. Como manter a saúde emocional no ambiente de trabalho? Disponível em:

<https://menthes.com.br/como-manter-saude-emocional-no-ambiente-de-trabalho/>. Acesso em: 20 abr. 2020

Assinale a forma verbal obtida, ao passar a oração “a Inteligência Emocional mostra a importância de ouvir o que o outro tem a dizer” para a voz passiva analítica.

Alternativas
Q2420548 Português

LEIA O TEXTO 01 E RESPONDA AS QUESTÕES DE 01 A 07.


Como manter a saúde emocional no ambiente de trabalho?


Quando falamos sobre saúde, as pessoas logo pensam em sua saúde física, porém, ela não é a única com a qual devemos nos preocupar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde se divide em física, mental e social e ser saudável é manter o equilíbrio entre essas três áreas. A saúde emocional integra a área mental da saúde e mantê-la pode se tornar um desafio.

Costumamos nos preocupar com as situações externas a nós, enxergando o que há de errado com o mundo e deixamos de olhar para o nosso interior. Nossos sentimentos, desejos e frustrações são deixados em segundo plano.

Poucos têm a habilidade de perceber que há algo errado consigo mesmo e isso afeta nossa saúde emocional. Quando deixamos de dar atenção às emoções nós adoecemos e isso pode ser visto em suas atitudes, que não passam de reflexos dos nossos pensamentos.

Um profissional emocionalmente doente não é capaz de controlar suas emoções e de enxergar o que o cerca e a si próprio, tonando-se muitas vezes frustrado e incapaz de resolver problemas que possam surgir.

As empresas buscam pessoas que saibam lidar com as suas emoções e com os imprevistos comuns a qualquer cargo e isso só é possível quando se está emocionalmente saudável. Uma mente sã lhe permite analisar e resolver problemas de maneira global, aumentando assim sua produtividade e, consequentemente, o desempenho da empresa.


[Adaptado]Blog Menthes. Como manter a saúde emocional no ambiente de trabalho? Disponível em:

<https://menthes.com.br/como-manter-saude-emocional-no-ambiente-de-trabalho/>. Acesso em: 20 abr. 2020

Que palavra possui a mesma formação de plural que “frustrações”.

Alternativas
Q2420299 Português

Sobre o emprego do infinitivo, avalie as afirmações que seguem, assinando V, se verdadeiro, ou F, se falso.


( ) O infinitivo pode ser pessoal e impessoal. Tal classificação está relacionada, respectivamente, ao fato de haver sujeito próprio ou o verbo não se referir a nenhum sujeito.

( ) Usa-se o infinitivo flexionado em vários casos, dentre eles quando equivaler a um imperativo; quando o infinitivo, regido das preposições a ou de, forma locução com os verbos estar, começar, entrar, continuar, acabar, tornar, ficar e outros análogos.

( ) Ocorre infinitivo pessoal flexionado em vários casos, dentre eles, quando o infinitivo tem sujeito próprio, diverso do sujeito da oração principal.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2420298 Português

Relativamente à conversão da voz ativa na passiva, afirma-se o seguinte:


I. O objeto direto da voz ativa será o sujeito da voz passiva; o sujeito da ativa passará a ser o agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.

II. Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente da passiva.

III. Todos os verbos utilizados na voz ativa podem ser convertidos para a voz passiva.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2419916 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 15.


Em tempos de distanciamento, educação remota aproxima

Marcos Lemos


A escalada da Covid-19 no país infelizmente é uma realidade, e o isolamento domiciliar tem se revelado a estratégia mais efetiva para frear o avanço da doença. Vários setores foram impactados, e com a educação não seria diferente. Nesse momento de crise, em que o distanciamento social é uma necessidade premente, as plataformas de ensino remoto vêm mostrando, talvez como nunca antes, sua importância. Graças a elas, milhões de estudantes não terão as aulas interrompidas nem o ano letivo perdido.


O papel de destaque da EaD no atual contexto traz novamente à tona uma discussão, que, de certa forma, sempre acompanhou o modelo: seria a educação a distância capaz de oferecer a mesma qualidade do que a presencial? Muito dessa desconfiança tem suas raízes num preconceito infundado, que se mostra ainda mais contundente quando falamos de ensino superior.


Entre 2008 e 2018, as matrículas de cursos de graduação on-line aumentaram 182,5%, conforme dados do último Censo da Educação Superior. Na ocasião em que o levantamento foi realizado, havia no país mais de 2 milhões de estudantes na modalidade digital, o que representava 24,3% do total de matrículas de graduação.


Se por um lado a crescente procura sinaliza que a EaD vem ganhando a confiança de muitas pessoas, por outro, há ainda uma forte resistência por parte de determinados setores da sociedade em relação à qualidade e à validade de instituições que a oferecem. É importante enfatizar que, numa nação com dimensões continentais como o Brasil e com uma capacidade de investimento que, não raras vezes, esbarra em limitações, talvez sem o ensino on-line jamais conseguíssemos alcançar todos os alunos que atingimos até hoje. E não estamos falando somente de capilaridade, mas de um formato democrático e inclusivo sob diversos aspectos.


Há de se considerar também a estreita relação cotidiana de uma parcela significativa da população com ferramentas tecnológicas. Nesse sentido, é plausível pensar que uma experiência educativa permeada por Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) seja atrativa e, até mesmo, um caminho lógico. Para esse contingente, o ensino remoto apresenta-se como uma possibilidade de viabilizar seus projetos de vida, mesmo em meio a uma rotina atribulada, pois coloca o aluno no centro do processo de ensino e aprendizagem.


Quando encarada com a seriedade devida, a educação a distância é tão eficiente quanto à ofertada numa sala de aula presencial. Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) ou Sistemas de Gestão de Aprendizagem (LMS, sigla para Learning Management System) estão mais sofisticados e contam com conteúdos e recursos que tornam a experiência do estudante completa, sem nada a dever àquela vivenciada nos moldes tradicionais. Inclusive, cada vez mais, as instituições de ensino presencial têm incluído em seus modelos acadêmicos instrumentos digitais pautados nos recursos a distância.


Outro ponto de destaque é que o tema vem despertando a atenção de um número representativo de estudiosos de diferentes áreas do conhecimento, como indica o levantamento “Grupos que pesquisam EaD no Brasil”. Muitos deles têm se dedicado a investigar, não apenas novas tecnologias, mas metodologias e ferramentas pedagógicas. Sim, existe um esforço e uma preocupação contínuos em promover o aprimoramento da modalidade, que, em muitas nações, há tempos é uma alternativa respeitada e comumente incorporada em diferentes configurações de ensino.


O Brasil, aliás, é um dos poucos lugares onde existe claramente uma distinção entre educação presencial e a distância. Nos Estados Unidos, por exemplo, é muito comum ver faculdades e universidades disponibilizando cursos 100% on-line, parcialmente remotos ou parcialmente presenciais – entre setembro e novembro de 2017, havia mais de 6,5 milhões (33,7%) de alunos matriculados em algum curso a distância nas instituições de ensino superior norte-americanas. Felizmente, essa realidade observada nos países desenvolvidos tende a se consolidar por aqui, sobretudo agora, catalisada pelas necessidades surgidas nesse cenário de pandemia.


O mundo sairá dessa experiência com uma quebra de paradigma em relação a como se pratica o ensino em todos os níveis. Estudantes de todas as partes, da educação básica à superior, além dos próprios professores, passaram a ter de conviver e aprender intensamente com a EaD. Aqueles que nunca puderam conhecer de fato o potencial da modalidade estão tendo a chance de constatar o quanto ela agrega valor e comporta múltiplas possibilidades de aprendizagem.


E isso representará um choque dentro do modelo tradicional ao qual estávamos acostumados, além de abrir espaço para que seja questionado. Estou certo de que, vencida essa etapa, surgirão novas possibilidades, produtos e ofertas na indústria da educação. Afinal, numa situação de economia de guerra, a criatividade floresce ainda mais vigorosa. A disrupção é inevitável. Caminhamos para uma mudança de comportamento e hábito que envolverá todos os atores desse processo, incluindo o Ministério da Educação, órgão regulador.


Em um futuro próximo, no Brasil, a ideia de que é possível aprender com excelência mesmo fora de uma sala de aula convencional não será mais alvo de descrença, assim como já acontece em vários outros países. E, depois, transmitir e absorver conhecimento com o auxílio de tecnologias se tornarão práticas cada vez mais recorrentes e naturais na nossa sociedade moderna, povoada por nativos digitais. E o nosso objetivo, enquanto educadores, será de viabilizar comunidades colaborativas de aprendizagem, mediando a relação de nossos alunos com o conhecimento e mediatizados pelas ferramentas disponíveis.


Disponível em: www.tribunadoplanalto.com.br. Acesso em: 6 jun. 2021.

Com relação às marcas de autoria, o texto tem como característica

Alternativas
Q2419668 Português

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.


A História dos Cassinos


Por Adil Content

as

01 __ No século 19, Monte Carlo tornou-se um centro de entretenimento. Eram tantos visitantes,

02 de diversos lugares, utilizando moedas diferentes, que foi preciso criar o sistema de fichas.

03 Inicialmente feitas de marfim, elas surgiram na China no início do século 18 e passaram a ser

04 importadas.

05 __Mas os jogadores podiam comprar os mesmos modelos na rua e levá-los escondidos para

06 dentro dos cassinos, o que obrigou os proprietários das casas a criar métodos cada vez mais

07 sofisticados para identificar as peças.

08 __Nos Estados Unidos, os nativos haviam inventado seus próprios jogos. Entre os

09 colonizadores, a primeira cidade a assumir o papel de capital dos cassinos foi Nova Orleans.

10 Apenas na década de 40 do século 20 é que Las Vegas se consolidou.

11 __Ali, com o Hotel Flamingo, inaugurado em 1946, estabeleceu-se a estética conhecida ainda

12 hoje, com os salões amplos e a falta de janelas – há quem diga que é para o jogador perder a

13 noção de tempo, mas os proprietários dos locais costumam alegar que a luminosidade do sol

14 prejudica visualizar as cartas e as telas das máquinas caça-níqueis.

15 __No Brasil, tanto os cassinos quanto a prática de jogos são proibidos. Os brasileiros

16 puderam jogar desde a declaração da Independência, em 1822, até 1917, quando a prática foi

17 proibida durante o governo do presidente Venceslau Brás. Novamente autorizada pelo presidente

18 Getúlio Vargas em 1934, voltaria a ser proibida pelo decreto-lei 9.215, de 30 de abril de 1946.

19 No mesmo dia, foi jogada no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, a última partida de

20 roleta autorizada. Na época, o setor abrigava 40 000 pessoas no país.

21 __Desde então, para jogar em cassinos, os brasileiros precisam procurar países vizinhos,

22 como a Argentina, o Paraguai e o Uruguai, ou navios de cruzeiro, que levam os passageiros para

23 águas internacionais. Sites hospedados em servidores estrangeiros também são autorizados a

24 atuar, assim como a prática de pôquer é permitida.

25 __Existem diferentes projetos de lei solicitando a legalização dos jogos no Brasil. E, em 2018,

26 o então presidente Michel Temer sancionou a Lei nº 13.756, que autoriza as apostas esportivas.


(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/voce-conhece-os-jogos-que-acompanham-a-

humanidade-ha-milhares-de-anos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a correta transposição do trecho a seguir para a voz passiva analítica “estabeleceu-se a estética conhecida ainda hoje”, mantendo-se o mesmo tempo verbal.

Alternativas
Q2419667 Português

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.


A História dos Cassinos


Por Adil Content

as

01 __ No século 19, Monte Carlo tornou-se um centro de entretenimento. Eram tantos visitantes,

02 de diversos lugares, utilizando moedas diferentes, que foi preciso criar o sistema de fichas.

03 Inicialmente feitas de marfim, elas surgiram na China no início do século 18 e passaram a ser

04 importadas.

05 __Mas os jogadores podiam comprar os mesmos modelos na rua e levá-los escondidos para

06 dentro dos cassinos, o que obrigou os proprietários das casas a criar métodos cada vez mais

07 sofisticados para identificar as peças.

08 __Nos Estados Unidos, os nativos haviam inventado seus próprios jogos. Entre os

09 colonizadores, a primeira cidade a assumir o papel de capital dos cassinos foi Nova Orleans.

10 Apenas na década de 40 do século 20 é que Las Vegas se consolidou.

11 __Ali, com o Hotel Flamingo, inaugurado em 1946, estabeleceu-se a estética conhecida ainda

12 hoje, com os salões amplos e a falta de janelas – há quem diga que é para o jogador perder a

13 noção de tempo, mas os proprietários dos locais costumam alegar que a luminosidade do sol

14 prejudica visualizar as cartas e as telas das máquinas caça-níqueis.

15 __No Brasil, tanto os cassinos quanto a prática de jogos são proibidos. Os brasileiros

16 puderam jogar desde a declaração da Independência, em 1822, até 1917, quando a prática foi

17 proibida durante o governo do presidente Venceslau Brás. Novamente autorizada pelo presidente

18 Getúlio Vargas em 1934, voltaria a ser proibida pelo decreto-lei 9.215, de 30 de abril de 1946.

19 No mesmo dia, foi jogada no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, a última partida de

20 roleta autorizada. Na época, o setor abrigava 40 000 pessoas no país.

21 __Desde então, para jogar em cassinos, os brasileiros precisam procurar países vizinhos,

22 como a Argentina, o Paraguai e o Uruguai, ou navios de cruzeiro, que levam os passageiros para

23 águas internacionais. Sites hospedados em servidores estrangeiros também são autorizados a

24 atuar, assim como a prática de pôquer é permitida.

25 __Existem diferentes projetos de lei solicitando a legalização dos jogos no Brasil. E, em 2018,

26 o então presidente Michel Temer sancionou a Lei nº 13.756, que autoriza as apostas esportivas.


(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/voce-conhece-os-jogos-que-acompanham-a-

humanidade-ha-milhares-de-anos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as seguintes assertivas em relação à concordância de orações do texto:


I. Na linha 08, em “os nativos haviam inventado seus próprios jogos”, o verbo “haver” encontra-se flexionado por estar operando como verbo auxiliar de um tempo composto.

II. Na linha 12, em “há quem diga”, o verbo “haver” é impessoal.

III. Na linha 15, em “tanto os cassinos quanto a prática de jogos são proibidos”, a forma verbal “são” concorda com o núcleo do sujeito “jogos”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2413007 Português

Após a leitura do texto 2 a seguir, responda às questões de 06 a 09.


Texto 2


'ANJO BOM DA BAHIA'


Nascida em Salvador, Irmã Dulce, que ficou conhecida como "anjo bom da Bahia", teve uma trajetória de fé e obstinação na qual enfrentou as rígidas regras de enclausuramento da igreja para prestar assistência a comunidades pobres da cidade, trabalho que realizou até a morte.

Ela ingressou na vida religiosa como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em São Cristóvão (SE).

Em Salvador, passou a se dedicar a ações sociais. Em 1959, ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio e improvisou uma enfermaria para cuidar de doentes. Foi o embrião das Obras Sociais Irmã Dulce, que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano.


Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/

Ainda com base no texto 2, atribua (V) para as assertivas verdadeiras ou (F) para as assertivas falsas:


( ) De forma coerente com o tipo textual do texto, é possível afirmar que, predominantemente, os verbos estão conjugados no pretérito perfeito.

( ) Na oração “que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano”, o correto seria conjugar o verbo “atender” no pretérito imperfeito, para a construção do sentido do texto com base na norma padrão.

( ) Considerando apenas a oração “Em Salvador, passou a se dedicar a ações sociais.”, é possível afirmar que se trata de um sujeito oculto.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.

Alternativas
Q2412956 Português

Leia o texto 02 para responder às questões de 9 a 11.


Texto 02 – As milhas caminhadas


Não se chega aonde se deseja sem sacrifício, não se alcança o que se acha distante sem caminhar, não se encontra a realização de todos os sonhos, sem antes buscar compreender que tudo requer luta.

O homem fraco amputa as pernas nas primeiras milhas, por não entender que a arte maior de encontrar o que quer é buscar a distância, a verdadeira certeza de que tudo que deseja requer um pouco de esperança.

Muitos desistem, muitos se sentam à beira do caminho, muitos se perdem por estradas sem prumo ou rumo e devido à sua incerteza de buscar o que projetou, se curva na dúvida e permanece de joelhos [...]

O melhor amigo do homem é a perseverança, pois o desânimo em momento algum permite que surja a árvore da luminosidade e fé. Sempre haverá momentos que alguém mostre a sua revolta em decorrência das desigualdades existentes, porém esta imagem não fará com que este possa enxergar o caminho da verdade e da justiça [...].


HOLANDA, Rafael Rodrigues. Nossos Caminhos. Campina Grande: Impressos Adilson. 2016, p.51.

No enunciado “Sempre haverá momentos que alguém mostre a sua revolta, em decorrência das desigualdades existentes, porém esta imagem não fará com que este possa enxergar o caminho da verdade e da justiça”.


Analise as proposições a seguir e marque a alternativa adequada.


I- Na construção linguística “Sempre haverá momentos”, o verbo é impessoal e, como tal, a oração não tem sujeito.

II- O termo “porém” é um conector que estabelece, ao mesmo tempo, uma relação de contradição e concessão.

III- A construção linguística “o caminho da verdade e da justiça” funciona sintaticamente como objeto direto.


É CORRETO afirmar apenas:

Alternativas
Q2412615 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


A arte do encontro


1------- ENCONTRO – substantivo masculino. 1. Ato de encontrar(-se), de chegar um diante do outro ou uns diante

dos outros. 2. Junção de pessoas ou coisas que se movem em vários sentidos ou se dirigem para o mesmo ponto.

--------Se há algo que o 2020 nos surrupiou sem pedir licença foi o arbítrio do encontro. Lá em março, entendemos

que, para reduzir riscos de contágio durante pandemia, era preciso respeitar as orientações e reduzir ao máximo

5 encontros presenciais. Sem direito a recurso, réplica ou tréplica, nos restou aceitar a decisão e ponto final.

------- Aí veio o mês de abril, maio, junho, julho, e cá estamos, cinco longos meses depois, sob a mesma restrição de

evitar desnecessários encontros presenciais ou aglomerações desnecessárias. [...]

Fato é: de encontros e abraços todos estamos precisados! Mas, porém, contudo, todavia, entretantoE para

acreditar que logo retomaremos essa possibilidade de encontrar quem nos faz bem, por enquanto o foco se

10 concentra nos encontros virtuais. Logicamente, assim como eu exercito minha reflexão a respeito, pergunto a você:

seus atuais encontros têm divertido seu coração?

-------- A gente sabe que encontro bom e verdadeiro é aquele onde se divide muito mais do que tempo e espaço; é o

que nos proporciona a sensação de presença, nos faz sentir acolhidos. E vamos concordar que acolhimento faz um

bem danado em qualquer momento de vida! Será que foi preciso viver um período de limitações para valorizarmos a

15 intensidade de um precioso encontro? Quantas vezes cruzamos com o outro e, imersos na urgência dos dias, sequer

nos permitimos um papo rápido? Talvez tenhamos trocado de maneira desproporcional os amigos reais pelos

virtuais, mas isso é conversa pra outro momento.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/a-arte-do-encontro/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.

Sobre a organização sintática do texto, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2412370 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.



A REDENÇÃO DAS MALDITAS.


As usinas nucleares podem ser a solução para um mundo poluído que precisa de energia limpa, mas, se quiserem continuar a existir, elas terão de se reinventar.


Trinta e cinco anos depois do maior acidente nuclear da história, , na cidade de Chemobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, seus impactos ainda são sentidos. Em abril de 1986, uma sucessão de falhas técnicas e erros humanos resultou na explosão de um reator na usina, que acabou por espalhar radiação pela região, ameaçando toda a Europa. Parcialmente ocultado pelas autoridades soviéticas à época, o vazamento poderia ter sido muito pior se um grupo de trabalhadores locais não tivesse sacrificado a saúde - e em muitos casos a própria vida - para isolar o reator. Apesar disso, uma área de 2600 quilômetros quadrados, mais que o dobro da cidade do Rio de Janeiro, continua inabitável. No entanto, mesmo à sombra deste caso - e de outro desastre igualmente grave ocorrido em Fukushima, no Japão, dez anos atrás -, as usinas nucleares ainda pulsam: respondem atualmente por cerca de 10% da eletricidade do planeta, suprindo lares, escritórios, hospitais e fábricas em diversas partes do mundo. São tidas como uma fonte energética que confere estabilidade à malha elétrica, evitando os chamados apagões.

As usinas nucleares são como grandes chaleiras que produzem vapor de água e, assim, movimentam turbinas para gerar eletricidade. O calor, no entanto, não vem do fogo, mas da fissão controlada de átonos de urânio. Existem hoje 440 reatores em funcionamento em 32 países, incluindo o Brasil. China e Índia pretendem construir novos reatores, assim como Estados Unidos, Reino Unido e Finlândia. A ascensão de fontes alternativas, como as energias eólica e solar, ampliou o leque de opções, mas as usinas nucleares continuam sendo, para muitos países, sinônimo de energia limpa, já que não emitem gases de efeito estufa. Segundo a Agência Internacional de Energia, os reatores atômicos evitaram, nos últimos cinquenta anos, a descarga de 60 gigatoneladas de CO2 na atmosfera, o que talvez justifique o posicionamento da França quanto às usinas nucleares, ora neutro, ora a favor: o país é o segundo maior gerador de eletricidade a partir delas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os detratores das usinas nucleares costumam apontar o risco sempre presente de contaminação tanto por acidente quanto pelo descarte de combustível, capazes de provocar incontáveis mortes. Os números, porém, dizem o contrário: segundo levantamentos recentes, o carvão e o petróleo são responsáveis, respectivamente, por 24,6 e 38,4 mortes por terawatt de energia fornecida, enquanto a energia nuclear teria provocado 0,07 morte por terawatt - incluindo na conta as tragédias de Chernobyl e Fukushima. Já para o lixo atômico, um subproduto inevitável da operação, existem rigorosas regras de estocagem e reciclagem que têm funcionado a contento.

Uma alternativa às grandes usinas, que custam caro, levam tempo para ser construídas e exigem rigorosa manutenção, seriam os small modular reactors, reatores modulares pequenos, quase totalmente automatizados, sem necessidade de armazenamento externo e transporte de lixo atômico. Trata-se de uma opção que tem atraído alguns dos mais prestigiados cérebros do planeta. Hoje, a empresa TerraPower - que tem Bill Gates, fundador da Microsoft, como presidente do conselho - está desenvolvendo um dos pequenos reatores mais avançados, capaz de alimentar a rede de uma cidade de 200000 habitantes.

Por aqui, as usinas de Angra I e Il, no Estado do Rio de Janeiro, geram cerca 3% de energia elétrica consumida no Brasil. A construção de Angra III foi interrompida em 2015 e ainda aguarda investimentos para ser finalizada. Segundo Leonam dos Santos Guimarães, presidente da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, as instalações de Angra Ill estão preservadas, faltando apenas 40% para sua conclusão. “Não dá para pensar em um mundo descarbonizado sem energia nuclear”, disse o executivo a VEJA, corroborando a opinião de outros especialistas. O Brasil ainda demandará muita energia para crescer e, em algum nível, dependerá das usinas nucleares, sejam elas pequenas ou grandes. Implementá-las de forma segura será o enorme desafio.

Fonte: VEJA,14 DE ABRIL,2021.

A transformação de: “Os detratores das usinas nucleares costumam apontar o risco sempre presente de contaminação (...)' em voz passiva presentifica-se em:

Alternativas
Q2412327 Português

Apelidos: dupla identidade.


Os apelidos são uma maneira poderosa de botar as pessoas nos seus devidos lugares. Essa frase é da escritora Doris Lessing e chamou minha atenção porque diz justamente o contrário do que eu sempre pensei de apelidos. Sempre achei que fossem um carinho, um atalho para a intimidade ou ao menos um meio mais rápido de chamar alguém: em vez de João Carlos, Joca; em vez de Maria Aparecida, Cida; em vez de Adalberto, Beto. Nenhuma má intenção.

O que Doris Lessing quis lembrar é que apelidos nem sempre são afetuosos. A maioria dos apelidos nascem na infância e são dados por outras crianças que, como todos sabem, de anjo só têm a cara. Crianças adoram pegar no pé das outras, e aí que começa o batismo de fogo.

Uma banana-split todo dia na hora do recreio, Gordo. Vai ser Gordo o resto da vida, mesmo que venha a ser jóquei, faquir, homem elástico: vai morrer Gordo.

Se for loiro, é Xuxa. Se a voz for engraçada, é Fanho. Se não for filho único, é Mano, Mana, Maninha. Irmãos de quem, eu conheço?

Fui colega de um cara bárbaro que se chamava Antônio, mas se alguém o chamasse assim, ele nem levantava os olhos. É o Verde. Uma mãe e um pai colocam um nome lindo no filho e não pega.

FHC, PC, ACM, agora é a mania transformar pessoas em siglas. Sorvetão era o apelido de uma paquita chamada Andrea: Sorvetão! E Caetano Veloso inova mais uma vez, registrando seus filhos como Zeca e Tom, que jamais serão apelidados.

Muita gente, secretamente, detesta a própria alcunha, mas são obrigados a resignar-se, sob o risco de perder a identidade. Qual é o nome de Bussunda, do Tiririca, do Chitãozinho e Xororó? Anônimos Cláudios, Ricardos e Fernandos. Nomes que só existem em cartório.

Apelido gruda, cola, vira marca registrada. Tem negro que é Alemão, tem grandão que é Fininho, tem careca que é Cabeleira, tem ateu que é Cristo, tem moreno que é Ruivo, tem albino que é Tição. Apelido não tem lógica. Tem história.

Doris Lessing, quando criança, tinha um apelido para sua segunda personalidade: chamava a si mesmo de Tigger. Doris era o nome para consumo externo, para denominar a menina boazinha que aparentava ser. Tigger era o que ela era em segredo: sarcástica, atrevida, extrovertida. Com esse depoimento, Doris Lessing mostrou a verdadeira utilidade dos apelidos em vez daquela coisa antipática de “colocar as pessoas em seus devidos lugares”. O bom do apelido é que ele nos dá permissão para sermos vários: Afonso Henrique combina com gravata, mas que tem mais a ver com bermuda. Está aí uma maneira sutil de legalizar o nosso outro eu, o que ficou sem registro.

Fonte: MEDEIROS, Martha. Trem Bala, fev, 1998, p. 49,50.


Em “(...) Mano, Mana, Maninha.”, não houve:

Alternativas
Respostas
7881: B
7882: A
7883: B
7884: A
7885: A
7886: E
7887: D
7888: D
7889: A
7890: D
7891: D
7892: C
7893: B
7894: D
7895: C
7896: B
7897: E
7898: E
7899: A
7900: D