Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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I- Eles __________ os refugiados com alimentos e roupas. (prover)
II- Perto de 12 mil soldados __________ em combate. (morrer)
III- __________ trinta dias que cidades registram queda de Covid-19. (deve fazer)
IV- Se eu __________ o professor, marcarei as próximas aulas. (ver)
Leia o texto a seguir para responder à questão
TEXTO I
Erros e adequação de linguagem - Como evitar o preconceito linguístico?
Jorge Viana de Moraes, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação.
O filósofo Spinoza escreveu: "Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las." (apud BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico).
Diante desse convidativo pensamento do excomungado filósofo racionalista, cabe-nos uma profunda reflexão quando, ao nos referimos às variedades linguísticas de uma determinada língua - neste caso, as variações de uso da língua portuguesa - as tratamos, muitas vezes, sob o signo do erro.
Precisamente em função disso, seria bom esclarecer que há certas afirmações equivocadas, que ainda são bastante usuais para avaliar o desempenho linguístico em geral dos falantes das variantes não-padrão da língua. Afirmações que, além de equivocadas, não são politicamente corretas e, por isso, devem ser evitadas.
Sendo a língua uma realidade essencialmente variável, em princípio não há formas ou expressões intrinsecamente erradas. Há, na verdade, variações. Assim, caberia a todo falante dessa língua adequar seu discurso a determinadas situações linguísticas de uso, que fossem necessárias à comunicação urgente e eficaz, seja ela culta ou não.
Portanto, dentro dessas variações (desde a norma padrão até a forma mais coloquial possível) há defeitos - e não erros - que deveriam ser observados e reparados. De modo que, quando falamos em linguagem coloquial, soa-nos que esta atua como um termômetro social, que mede o quanto um falante está socialmente mais ou menos afastado de uma elite social, falante de um português padrão culto.
Ora, isso não passa, no mínimo, do desconhecimento de qualquer análise de caráter sociolinguístico. Em princípio, mesmo nos falantes que usualmente utilizam, na maior parte do tempo, a chamada variante padrão, percebe-se também em suas falas a utilização da variante coloquial como forma de expressão.
Nossos discursos não são tão puros assim, de tal forma que, ao falarmos, fazemos separações rigorosas daquilo que é formal do que não é formal. Ademais, devemos atentar para as diferenças existentes entre as modalidades falada e escrita da língua. Essas diferenças devem ser estabelecidas e mostradas a todos, de maneira clara e objetiva, quando se aborda o assunto língua.
A partir dessas observações, usar conceitos como adequação e inadequação, dependendo, é claro, da situação comunicativa em que o falante / escritor está inserido, seria mais proveitoso e menos preconceituoso.
Não podemos incidir no mesmo equívoco que algumas pessoas cometem - em manuais, gramáticas ou livros didáticos - quando comparam a variante padrão, escrita, da língua, com a variante não-padrão, falada, se valendo dos mais arraigados e difundidos preconceitos linguísticos contra os falantes dessas variantes não-padrão, dizendo que estes não conhecem a própria língua, pelo fato de "maltratarem-na", "errarem-na" etc.
Tal comportamento explica-se pelo fato de essas pessoas (que atuam praticamente como verdadeiras donas da língua) perceberem a língua como um bloco monolítico, com uma única possibilidade de realização, e que está estática, tal como uma língua morta. E que qualquer manifestação linguística que não siga os padrões do passado (normalmente literários, que são legitimados pelas gramáticas normativas) é traduzida em erro.
Marcos Bagno mostra-nos exatamente isso, quando afirma: "O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo. [...] Também a gramática não é a língua".
Além do mais, o preconceito linguístico está intimamente relacionado à imagem que cada um dos falantes tem do outro, e não necessariamente sobre o grau de conhecimento efetivo que estes falantes têm do padrão culto da língua.
Sobre isso, Marli Quadros Leite afirma o seguinte: "O preconceito decorre de incompatibilidades entre a pessoa e o ato que ela executa, ou, ao contrário, entre o ato e a pessoa, incluído aí o discurso. Isso quer dizer, se se tiver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ele fizer ou disser pode ser aceito, mesmo se o que disser ou fizer for errado, falso ou impreciso. Inversamente, se se tiver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que ela disser ou fizer pode ser rejeitado, mesmo se disser verdades ou se se comportar corretamente." Diante desses esclarecimentos, é fundamental que todos os falantes, sabendo exatamente das diferenças acima citadas, ao falarem linguisticamente em errado / certo, atentem para a existência das variações aqui esclarecidas e comecem a tomar a devida cautela quanto ao uso desses referidos conceitos (certo / errado), que, quando mal empregados, acabam por gerar pré-conceitos não somente nas já referidas gramáticas, manuais ou livros didáticos, mas principalmente em nossos mais variados discursos.
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A forma infinitiva do verbo sublinhado é:
“A história do reconhecido pioneirismo brasileiro na produção de biocombustível a partir da cana-de-açúcar acaba de ganhar mais um capítulo. Ele foi concluído em 10 de dezembro de 2021, quando a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) avaliou como não transgênicas duas variedades de cana-de-açúcar editadas geneticamente por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). [...]”
TUNES, Suzel. Embrapa desenvolve variedades de cana-de-açúcar usando a técnica Crispr. Pesquisa Fapesp, março de 2022. Biotecnologia. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/embrapa-desenvolve-novas-variedades-de-cana-de-acucar-usando-a-tecnica-crispr/. Acesso em: 27 mar. 2022.
Qual é o núcleo do sujeito da locução verbal que compõe o primeiro período desse excerto?
Leia o texto a seguir.
BOLO DE CENOURA
Ingredientes
Massa
1/2 xícara (chá) de óleo
3 cenouras médias raladas
4 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
Cobertura
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de leite
Modo de Preparo
Massa
● Em um liquidificador, adicione a cenoura, os ovos e o
óleo, depois misture.
● Acrescente o açúcar e bata novamente por 5 minutos.
● Em uma tigela ou na batedeira, adicione a farinha de trigo e depois misture novamente.
● Acrescente o fermento e misture lentamente com uma colher.
● Asse em um forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 40 minutos.
Cobertura
● Despeje em uma tigela a manteiga, o chocolate em pó, o açúcar e o leite, depois misture.
Leve a mistura ao fogo e continue misturando até obter uma consistência cremosa, depois despeje a calda por cima do bolo
Disponível em: https://www.tudogostoso.com.br/receita/23-bolo-decenoura.html. Acesso em: 26 mar. 2022.
Os verbos apresentados nesse texto suscitam a ideia de
comando a ser seguido devido à sua conjugação no
modo
Texto para o item.

Ana Holanda. Tudo bem errar. In: Viva Saúde, ano
15, ed. 217, 2022, p. 66 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item.
O verbo “lembra” (linha 19) está empregado com o
mesmo sentido de parece.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao
longo do texto está citado na questão.

"[...] mas pode acelerar os procedimentos de entrada e saída de estrangeiros autorizados a ingressar em território norte-americano sem passar por filas de imigração nos aeroportos".
Assinale a alternativa CORRETA:
Assinale a opção CORRETA.
Atenção: Leia a crônica “Cobrança”, de Moacyr Scliar, para responder à questão.

“Empresas de cobrança usam técnicas abusivas” (1º parágrafo).
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Atenção: Leia a crônica “Cobrança”, de Moacyr Scliar, para responder à questão.

Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para outro, diante da casa, carregando o seu cartaz. (18º parágrafo).
No trecho acima, o narrador relata alguns fatos ocorridos no passado. Um fato anterior a esse tempo passado está indicado pela seguinte forma verbal:
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A2-II, julgue o item que se segue.
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma
verbal “difere” (primeiro período do primeiro parágrafo)
estivesse acompanhada do pronome se — escrevendo-se
difere-se ou se difere.
Texto CB1A2-I
O uso da palavra está, necessariamente, ligado à questão da eficácia. Visando a uma multidão indistinta, a um grupo definido ou a um auditório privilegiado, o discurso procura sempre produzir um impacto sobre seu público. Esforça-se, frequentemente, para fazê-lo aderir a uma tese: ele tem, então, uma visada argumentativa. Mas o discurso também pode, mais modestamente, procurar modificar a orientação dos modos de ver e de sentir: nesse caso, ele tem uma dimensão argumentativa. Como o uso da palavra se dota do poder de influenciar seu auditório? Por quais meios verbais, por quais estratégias programadas ou espontâneas ele assegura a sua força?
Essas questões, das quais se percebe facilmente a importância na prática social, estão no centro de uma disciplina cujas raízes remontam à Antiguidade: a retórica. Para os antigos, a retórica era uma teoria da fala eficaz e também uma aprendizagem ao longo da qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir. Com o passar do tempo, entretanto, ela tornou-se, progressivamente, uma arte do bem dizer, reduzindo-se a um arsenal de figuras. Voltada para os ornamentos do discurso, a retórica chegou a se esquecer de sua vocação primeira: imprimir ao verbo a capacidade de provocar a convicção. É a esse objetivo que retornam, atualmente, as reflexões que se desenvolvem na era da democracia e da comunicação.
Ruth Amosy. A argumentação no discurso.
São Paulo: Editora Contexto, 2018, p. 7 (com adaptações).
Julgue o item subsequente, relativos aos aspectos linguísticos do texto CB1A2-I.
O emprego do presente do indicativo no primeiro parágrafo
tem a finalidade de aproximar o leitor do exato momento em
que a autora escrevia o texto.
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o seguinte item.
No segundo parágrafo, depreende-se do emprego de “tem se
mostrado” que a capacidade do sistema democrático de
“aproveitar nossas imperfeições” remonta ao passado e
permanece no presente.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.



(Disponível em: https://climainfo.org.br/2022/11/22 – texto especialmente adaptado para esta prova).
( ) O uso da forma verbal ‘podem’ atribui à frase a ideia de possibilidade.
( ) Em lugar de ‘podem’ poderíamos utilizar ‘devem’ sem que houvesse qualquer alteração semântica no período.
( ) A forma verbal ‘podem’ atribui ao sujeito da frase a ideia de obrigação quanto a se comprometerem.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
