Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

Foram encontradas 14.991 questões

Q1859892 Português
Para responder à questão, leia o seguinte fragmento, retirado do poema O exilado, de Fagundes Varela. 

— Por que chorais? me perguntou o mundo 
Contai-nos vossa dor, talvez possamos 
Saná-la às gotas de elixir suave; 
Mas, quando eu suspendi a lousa escura 
Que o túmulo cobria-me da vida, 
Riram-se pasmos sem sondar-lhe o fundo. 
O exilado está só por toda a parte!
O verbo chorais está em qual tempo e modo verbal?
Alternativas
Q1859891 Português
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, assinale a alternativa INCORRETA:

Muita gente se queixa da rotina do trabalho. Vale lembrar que rotina não é sinônimo de monotonia. O que faz com que haja um enfado em relação ao cotidiano profissional é a monotonia, não a rotina. 

Mario Sergio Cortella. “Por que fazemos o que fazemos?”. São Paulo, 2016, p.39. 
Alternativas
Q1859765 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Relativamente ao preenchimento das lacunas tracejadas das linhas 03, 24 e 43, considerando o uso dos verbos ‘provir’, ‘afligir’ e ‘gerar’, avalie as assertivas que seguem:
I. Na linha 03, o verbo ‘provir’ pode ser flexionado na terceira pessoal do singular ou na terceira do plural, mantendo a correção gramatical.
II. ‘afligem' completaria corretamente a lacuna da linha 24, considerando a sintaxe do período que em ocorre.
III. Na linha 43, ‘gera’ completaria corretamente a lacuna, visto que o sujeito, naquele contexto, é dito implícito.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q1859346 Português
Para responder à questão, leia o fragmento abaixo, extraído do conto Amor, de Clarice Lispector.


No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera. 
Acerca das ideias do texto, leia as assertivas:

I. A frase Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas atesta que o texto está narrado em primeira pessoa.
II. Os elementos apresentados no texto indicam que a personagem é casada, possui filhos e que, ao longo de sua existência, teve uma vida sem grandes embaraços ou necessidades existenciais.
III. Há, no texto, muitos verbos conjugados no pretérito mais-que-perfeito, cuja utilização é muito limitada e, portanto, são verbos pouco utilizados na linguagem coloquial.

Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4256136 Português

Texto 1 para a questão.


O cérebro da criança


 

        O propósito fundamental dos pais é educar seu filho para que tenha relações saudáveis, seja responsável, bem sucedido na escola, no trabalho, na família que constituir, na comunidade que dedicar tempo e refletir: Que qualidades espero que meu filho desenvolva? O que tenho feito para ajudá-lo nesse processo? Ele está cultivando valores de respeito, bondade, gratidão, honestidade, responsabilidade, empatia?

        O desenvolvimento do cérebro de uma criança se espelha no cérebro dos pais. Assim sendo, o equilíbrio emocional, o cultivo saudável do cérebro, a boa disciplina, as decisões bem ponderadas, os valores praticados, tudo isso é um grande presente que os pais podem dar ao filho.

        Como pais, nós queremos que nosso filho não sofra nenhum constrangimento ou perda, mas isso não é possível. Na realidade, essas experiências difíceis colaboram com o seu crescimento e aprendizado sobre o mundo, e o papel dos pais é ajudá-lo a superar os casos dificeis. Daniel Siegel e Tina Bryson, autores do livro "The Whole - Brain Child", concluem que é essencial que os pais compreendam que erros são oportunidades para crescimento e aprendizado.

        Por outro lado, é essencial que os pais proporcionem oportunidades para a criança desenvolver um cérebro saudável. Isso ocorre na prática do autoconhecimento, processo decisório, empatia, bondade, respeito, honestidade, generosidade. Enfim, fundamentos para uma vida responsável e feliz.



Eduardo Carvalho, Diretor da ABA Global Education/Harvard fellow. Jornal do Commercio. 31/01/2020. Opiniões. p. 9. Adaptado.

Sobre o segmento abaixo:


Que qualidades espero que meu filho desenvolva?


Se o verbo destacado fosse conjugado na primeira pessoa do plural, mantendo-se o tempo verbal e, ainda, o autor se referisse a mais de um filho, estaria CORRETO o que está indicado na alternativa

Alternativas
Q4255706 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



As enchentes



Autor: Lima Barreto (adaptado)


Caso o período As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam, no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas (l.1-3) fosse convertida para a voz passiva, ter-se-ia:
Alternativas
Q4255703 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



As enchentes



Autor: Lima Barreto (adaptado)


O verbo procrastinando, a linha 24, possui um significado correspondente a:
Alternativas
Q4254503 Português
Texto 1 para as questão.

A caminhabilidade do Recife

    “A compreensão de mundo e de uma cidade se modifica pela caminhada. Uma boa parte da população do Recife não compreende a realidade local porque não anda nos espaços públicos.” Esta é uma questão de cidadania abordada e defendida por Francisco Cunha, que, além de arquiteto e urbanista e consultor empresarial, considera-se um militante da mobilidade a pé na capital pernambucana. À ideia dele é resultado da sua volta à prática de caminhar pela cidade.
    “Quando voltei a andar a pé, percebi que aquela cidade que havia deixado na minha adolescência era completamente outra. Também constatei a situação das calçadas que não oferecem condições adequadas para caminhar”, afirma Cunha. Foi aí que ele começou a levantar uma discussão sobre a situação das calçadas junto ao poder público e escreveu o livro Calçada: o primeiro degrau da cidadania urbana.

Francisco Cunha. Revista Textos. Dezembro 2019. Edição 1. Editora Textos. pp. 6-7. 
Leia o segmento abaixo:
“percebi que aquela cidade que havia deixado na minha adolescência era completamente outra.”
Se o termo destacado fosse permutado por “locais", preservando-se o sujeito e os tempos verbais, estaria CORRETO o que se indica na alternativa 
Alternativas
Q4179996 Português

Para responder à questão, considere o Texto IV abaixo. 

Considerando a fala da professora no Texto IV, imagine-se a situação na qual a docente, no dia seguinte ao da aula apresentada na imagem, relate a seus colegas o conteúdo da aula, dando-a como fato passado e concluído. Sua fala, tendo em vista o correto emprego dos tempos verbais em Língua Portuguesa e a adequação à situação exposta anteriormente, é dada por qual alternativa? 
Alternativas
Q4176392 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Txt._1 a 5.png (740×594)

Txt._1 a 5. cont..png (709×250)

Se colocarmos no singular a oração "algumas pequenas atitudes podem ajudar" (linhas 3-4), sem alteração do modo e do tempo verbal, o resultado será o seguinte: 
Alternativas
Q4175061 Português
Leia o texto para responder à questão.

A forma escolar da tortura

Rubem Alves

Eu fui vítima dele. Por causa dele, odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas, eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho... Mas eles não convidavam nem a gorda nem a magricela. Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares, mas nunca pensei sobre as dores que alunos infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todos os jovens são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis.

"Bullying" é o nome dele. Fica o nome em inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que "bullying" diz. "Bully" é o valentão: um menino que, por sua força e sua alma deformada pelo sadismo, tem prazer em bater nos mais fracos e intimidá-los. Vez por outra, crianças e adolescentes têm desentendimentos e brigam. São brigas que têm uma razão. São acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois delas, os briguentos podem fazer as pazes e se tornar amigos de novo. Isso nada tem a ver com "bullying".

No "bullying", um indivíduo - o valentão - ou um grupo escolhe a vítima que vai ser seu "saco de pancadas". A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles "não vão com a cara" da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender, a brincadeira não teria graça. A vítima é uma peteca: todos batem nela e ela vai de um lado para outro sem reagir. Pode-se fazer uma sociologia do "bullying" porque ele envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda.

Até agora, tenho usado o artigo masculino, mas o "bullying" não é monopólio dos meninos. As meninas também usam outros tipos de força que não a dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar ainda pior a violência dos colegas. Ela está condenada à solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio. A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra, ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte.

Na maioria dos casos, o "bullying" não se manifesta por meio de agressão física, mas por meio de agressão verbal e de atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos.
[...]


ALVES, Rubem. A forma escolar da tortura. In: ______. Educação dos sentidos e mais. Campinas: Verus, 2005. p. 53-57. (Adaptado).
Considere o seguinte trecho:
“Fica o nome em inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que ‘bullying’ diz”.

A oração “não se encontrou palavra em nossa língua”, quando escrita em voz passiva analítica, assume a seguinte forma, mantendo-se o modo, tempo e pessoa do verbo:
Alternativas
Q4166519 Português
Instrução: A questão refere - se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Fumantes podem sofrer efeitos mais graves da Covid-19?

Câmara Municipal de São Paulo 

(Disponível em: https://www.saopaulo.sp.leg.br/coronavirus/duvidas/fumantes-podem-sofrer-efeitos-mais-
graves-da-covid-19/ – Texto especialmente adaptado para esta prova). 
O verbo “afirmou” (l. 10) está conjugado em qual tempo verbal?
Alternativas
Q4166224 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



 O médico cantor que toca músicas escolhidas pelos pacientes em UTI de hospital de Porto Alegre 



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2021/10/ – Texto adaptado

especialmente para esta prova). 

Analise as possíveis substituições das formas verbais do seguinte fragmento do texto: “Em casa, onde mantém mais de uma dezena de equipamentos, viu essa paixão ser acompanhada (l. 16-17).”
I. Em casa, onde manteve mais de uma dezena de equipamentos, viu essa paixão ser acompanhada...
II. Em casa, onde mantinha mais de uma dezena de equipamentos, via essa paixão ser acompanhada...
III. Em casa, quando manter mais de uma dezena de equipamentos, verá essa paixão ser acompanhada...
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4126300 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A vida e a alegria retornam ao Museu de Arte de Blumenau (MAB). Na quarta e quinta-feira desta semana, dias 10 e 11 de novembro, setenta crianças com idades entre 4 e 6 anos, dos CEIs Alberto Stein e Teresa Raquel de Araújo, prestigiaram ____ obras em exposição na segunda temporada do ano. Acompanhados pelas professoras, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a Exposição TransformAção, da artista Belíria Boni. 


As visitas foram planejadas pelas professoras que desenvolveram projeto onde as crianças tiveram oportunidade de acompanhar a metamorfose da borboleta. Conheceram o desenvolvimento do processo desde a fase dos ovos até chegar ____ final, com o aparecimento das borboletas. A aula prática foi possível com a utilização do "borboletário".


Antes da visita, as crianças assistiram ____ vídeo tour da exposição "TransformAção. A mediação foi conduzida pela equipe do MAB com a participação da artista Belíria Boni. "As 7 mil borboletas instaladas na Galeria Municipal de Arte/Sala Alberto Luz serviram de inspiração para abordar temas como meio ambiente, biodiversidade e cuidados com a natureza", comentou a gerente do museu, Mia Ávila. "Além dessa roda de conversa, as crianças participaram de atividades de pintura de dobraduras de borboletas e dançaram ouvindo a música Lagarta Comilona, do professor Shauan Bencks, que narra a trajetória da lagarta até se tornar a borboleta, de forma lúdica e animada. Todos foram presenteados com dobraduras de borboletas feitas pela artista Belíria Boni."


 Na próxima segunda-feira, dia 15 de novembro, [...] o MAB abrirá no horário das 10h ____ 16h. [...]


Disponível em: caas-noo-mueeu-deare665 .gov.br/secretarias/fundacao-cultural/fcblu/borboletas-encantam-crianacas-no-museu-de-arte65 . Acesso em 12/nov/2021. [adaptado]

Analise as afirmativas sobre os verbos e tempos verbais utilizados no texto:
I."A mediação foi conduzida pela equipe do MAB..." (verbo IR na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo)
II."Todos foram presenteados com dobraduras..." (verbo IR na terceira pessoa do plural do pretérito mais que perfeito do indicativo)
III."A aula prática foi possível..." (verbo SER na terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo)
IV."As visitas foram planejadas pelas professoras..." (verbo SER na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo)
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4123233 Português
Anac libera testes para entrega de produtos com drones

Por Rafael Battaglia

Publicado em 12 ago 2020, 17h00


As aeronaves poderão ser usadas para serviços de delivery, a exemplo de outras iniciativas pelo mundo. Mas ainda é cedo para dizer que os drones chegaram para ficar.


        Já pensou receber aquela pizza de sábado à noite via drone? Um dia, quem sabe, talvez seja possível. Nesta semana, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou que empresas passem a testar o uso de drones para a entrega de produtos - como serviços de delivery.

         A primeira empresa a receber o CAVE (Certificado de Autorização de Voo Experimental) foi a Speedbird, que desde o ano passado trabalha em conjunto com empresas como a iFood para analisar como os drones podem ser usados em seus sistemas de entrega. Em setembro de 2019, a Speedbird entrou em contato com a agência para solicitar a emissão do certificado, e os primeiros testes foram realizados em janeiro deste ano.

        Em nota, o iFood disse que os testes acontecerão em Campinas (SP) e podem começar ainda em 2020. A empresa irá instalar uma central dentro de um shopping da região para entregar comidas da praça de alimentação. Os drones funcionarão na primeira parte do trajeto - a última continuará a ser feita pelos entregadores.

        A autorização, por ora, é válida até agosto de 2021, e permite testes BVLOS (sigla em inglês para “além da linha de visão”), que é quando o operador do drone não precisa ter contato visual com ele para poder operá-lo. Apesar disso, os voos só poderão ser feitos durante o dia, respeitando uma distância máxima de 2,5 quilômetros do ponto de decolagem. O drone autorizado a fazer os testes é o DLV-1. Ele pesa 9 kg, voa a até 32 km/h e consegue carregar encomendas de até 2 kg - se alguém pedisse duas pizzas, as coisas já ficariam mais difíceis.  


[Adaptado] BATTAGLIA. R. Anac libera testes para entrega de produtos com drones. Revista Superinteressante.
Disponível em: <https://super.abril.com.br/tecnologia/anac-libera-testes-para-entrega-de-produtos-com-drones/>. Acesso
em: 17 ago. 2020
Assinale a alternativa correta de acordo com as regras de concordância, observadas na frase “e podem começar ainda em 2020.”.
Alternativas
Q4043164 Português
Assinale a alternativa em que o verbo está CORRETAMENTE empregado:
Alternativas
Q3890088 Português

Leia a tira para responder à questão.


Na seguinte frase dos quadrinhos, a forma verbal em destaque expressa ideia de possibilidade:
Alternativas
Q3230489 Português
Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem

Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas
nas redes sociais, pude atestar que sempre estivemos em busca de histórias.


    Era uma vez, num tempo não tão distante, um lugar onde as pessoas se acotovelavam diante de uma fileira de folhas soltas, penduradas em um varal. Era a feira da cidade. Ou a praça pública onde as pessoas se reuniam costumeiramente. Curiosas e ávidas por uma boa história, elas queriam saber das novidades, do que acontecia ali perto e lá longe, em um lugar desconhecido, que sabiam existir mesmo sem nunca terem visto. Assim nasceram os cordéis, histórias e notícias soltas balançando ao sabor do vento, impressas em tipos cuidadosamente organizados para prender o leitor àquela narrativa e fazer com que, na semana seguinte, lá estivesse ele de novo, em busca de se conectar com o mundo.

    Corta para o século XXI. Alguém está diante de uma tela de luz azulada e clica de um quadro para outro em busca das notícias, que também estão soltas, e ainda permanecem sendo produzidas cuidadosamente para que, no minuto seguinte, a pessoa busque por mais e mais informações sobre aquele tema. Ou se perca nos quadrados, clicando em atalhos a ponto de esquecer qual foi o fio da meada. Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias. Reais ou imaginárias, fatos ou ficção, informação ou fake news, estamos em busca de conexão, razão e sentido para entendermos o que acontece, e principalmente, o que nos acontece.

    Essas reflexões fizeram parte do meu cotidiano durante os últimos quatro anos, tempo em que me dediquei à pesquisa sobre cordéis brasileiros, paixão que herdei de meu pai, sertanejo amante de uma boa peleja. Elas originaram a obra “Heróis e heroínas do cordel”, meu novo livro, que acabou de sair pela Companhia das Letrinhas. Em busca das histórias ancestrais que arrebataram meu pai e muitas gerações antes (e depois) dele, me deparei com muitos relatos de que eram os cordéis que representavam “...para as classes pobres (...) o que hoje é mais ou menos a internet para todos nós”, como diz o grande artista e pesquisador da cultura popular Antônio da Nóbrega no posfácio do livro. Juntei as pontas do meu traçado como pesquisadora, unindo as histórias de tradição oral, foco da minha pesquisa, ao jornalismo, ofício que escolhi seguir há mais de 30 anos.

    “Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ Levando conhecimento/ Àquela população”, diz o famoso cordelista Moreira de Acopiara, autor de mais de 100 cordéis, em seu “Beabá dos cordéis”. Da morte de Getúlio Vargas às façanhas de Lampião, chegando até à Covid-19, é possível encontrar o registro da História do Brasil e do mundo nos livretos, que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural. Em 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) declarou a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, o mais justo reconhecimento à literatura que ajudou a moldar a formação literária de tantos brasileiros como Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, por exemplo. Essas narrativas, primorosamente construídas em seis versos com sete sílabas, como a maioria dos cordéis ancestrais foi escrita, contam bem mais do que os fatos ocorridos no país, revelam sobre o nosso povo, sobre a maneira como vemos, lemos e construímos as nossas histórias.

    Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, que usam os vídeos, dancinhas e memes como recursos imagéticos para nos colocar no centro da história, pude atestar que sempre estivemos em busca da mesma matéria: a narrativa que emociona, inquieta, horroriza, faz pensar. A história que impacta, que revela nossas facetas e nos conta como somos semelhantes, mesmo quando escolhemos contar a nossa história sob o ponto de vista que nos interessa e nos favorece.

    E por que escolhi as histórias que tratam de heróis e heroínas? Não bastasse que elas sejam a grande matriz de todas as histórias, como diz o mitólogo Joseph Campbell, observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal. O cotidiano e suas pequenezas que servem de mote e inspiração aos cronistas acabam ocupando as páginas internas, e não ascendem às manchetes por serem próximas demais das nossas miudezas como seres humanos. Queremos outras experiências, que nos levem a outros mundos e nos apresentem outras possibilidades e realidades. Como num videogame, queremos ser muitos e fazer diversas escolhas, e por isso já estamos aguardando ansiosamente o metaverso, porque a realidade não tem sido nada, nada encantadora. Descobrir beleza no meio da pandemia, sabemos por experiência própria, não é nada mágico...

    Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel – que hoje se manifestam com a mesma força e brilhantismo nos SLAMs – e me pergunto onde se escondeu o encanto da verdadeira guerra das palavras que transforma. Talvez estejamos em guerra conosco mesmos, e nessa babel de vozes, nos demos conta de que perdemos as nossas, e então, tomamos emprestado narrativas alheias (no sentido literal, que alienam mesmo).

    Os cordéis deram voz aos nossos antepassados, que nunca se calaram mesmo sendo analfabetos, muito pelo contrário, se empoderaram de suas histórias como um motor de expressão. Penso que talvez tenhamos de nos enxergar como heróis e heroínas que estamos resistindo a esses tempos em que somos empanturrados de narrativas que nos calam e nos distraem do nosso verdadeiro propósito, que é seguir entendendo as razões pelas quais estamos aqui, ajudando uns aos outros a enfrentar nossas batalhas. O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.


(ALVES, Januária Cristina. Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem. Nexo, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Os-cord%C3%A9is-eas-not%C3%ADcias-a-rede-e-o-fio-que-nos-unem. Acesso em: 02/11/2021. Adaptado.)
O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.” (8º§) Os verbos do trecho estão flexionados no presente do modo indicativo. Em qual alternativa os mesmos verbos destacados estão adequadamente flexionados no pretérito imperfeito do indicativo?
Alternativas
Ano: 2021 Banca: Instituto Consulplan Órgão: HEMOBRÁS Provas: Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Analista Jurídico (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Orçamento e Finanças (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Administração de Pessoal (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Assessoria Administrativa (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Auditoria Interna, Gestão de riscos e Conformidade (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Compras Nacionais e Internacionais (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Contabilidade (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Contrato (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Desenvolvimento de Pessoas (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Licitação e Contratos (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Logística Farmacêutica 1 (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Administrativo de Assuntos Corporativos - Planejamento Estratégico (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Industrial de Hemoderivados e Biotecnologia - Segurança do Trabalho (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Industrial de Hemoderivados e Biotecnologia - Assuntos Regulatórios (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Industrial de Hemoderivados e Biotecnologia - Controle da Qualidade 3 (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Industrial de Hemoderivados e Biotecnologia - Fracionamento Industrial do Plasma 2 (Tarde) | Instituto Consulplan - 2021 - HEMOBRÁS - Analista Industrial de Hemoderivados e Biotecnologia - Plasma e Hemocomponentes (Tarde) |
Q3230046 Português
   Ciência e Tecnologia (C&T), lato sensu, expressam, respectivamente, a capacidade do homem de apreender a realidade por meio de significados e a possibilidade de transformá-la segundo o seu desejo. A ciência avança, por sua vez, por meio de observações e formulação de ideias teóricas. Cada área de conhecimento obedece a uma fenomenologia própria, embora todas elas possam ser agrupadas em sistemas comuns de inteligibilidade.

   A tecnologia, no sentido de suas relações com a política industrial e o crescimento econômico, deve ser compreendida como um conjunto de habilidades e conhecimentos teóricos e práticos que as firmas utilizam com o propósito de desenvolver, produzir e vender produtos e serviços. Em outros termos, ela significa um conjunto de informações que são utilizadas com a finalidade de se propor soluções e resolver problemas técnicos existentes na busca de inovações.

   Em C&T, duas hipóteses básicas tiveram influência decisiva sobre o seu progresso: de um lado, a constatação de que a ciência e a tecnologia constituíam um processo que se desenvolvia continuamente, mediante contribuições sucessivas de gerações de pesquisadores; de outro, o reconhecimento de que a construção desse edifício científico-tecnológico nunca estará completa, de modo que sempre será preciso fazer correções e desenvolvimentos ulteriores. Torna-se evidente que a filosofia, a ciência e a tecnologia não são mais compêndios de verdades eternas, mas “produtos históricos ligados a uma época e a um lugar determinado. Na época válidos, satisfatórios e plenamente legítimos mas não mais válidos, nem satisfatórios ou legítimos hoje, numa situação nova e diferente diante de coisas e problemas novos em que se propõem perguntas diversas, que exigem respostas distintas e mais articuladas”.
 
   Reconhecida por muitos pesquisadores, cientistas e políticos, existe hoje em dia uma relação sinérgica e simbiótica entre Ciência e Tecnologia. Além de apresentarem muitos pontos em comum, suas atividades, métodos de pesquisa e trabalho são semelhantes. Não apenas ambas evoluem mediante um processo cumulativo de informações e novos conhecimentos, como ainda pressupõem que soluções e problemas são essencialmente dinâmicos e estão com frequência correlacionados às regiões e épocas determinadas. Como resultado, a interação entre ciência básica, aplicada e a própria tecnologia é bem forte e produziu, nestas últimas décadas, um número excessivamente alto de descobertas de novos produtos e processos.


(Reinaldo Felipe Nary Guimarães, Cid Manso de Mello Vianna. Ciência e Tecnologia em Saúde. Tendências Mundiais. Diagnóstico Global e Estado da Arte no Brasil. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ 0203anais_cncts2.pdf. Adaptado.)
Os verbos destacados indicam tempo verbal equivalente, com EXCEÇÃO de:
Alternativas
Q3224464 Português

Texto para responder a questão.


    Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

    Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

    Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

    Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

Dentre os excertos relacionados, pode-se afirmar que é possível a alteração do trecho destacado resultando em transposição para a voz passiva apenas em:
Alternativas
Respostas
7041: C
7042: C
7043: A
7044: C
7045: A
7046: E
7047: B
7048: C
7049: A
7050: C
7051: D
7052: C
7053: B
7054: D
7055: C
7056: A
7057: B
7058: D
7059: D
7060: D