Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q2534676 Português



Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Considerando a estrutura linguística e o vocabulário empregados no texto, julgue o item que se segue.

A locução verbal “haviam sido esquecidos” (linha 30) equivale, em sentido, à locução verbal eram esquecidos.
Alternativas
Q2534674 Português



Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Considerando a estrutura linguística e o vocabulário empregados no texto, julgue o item que se segue.

O trecho “a maioria das operações aritméticas são mais fáceis de resolver com 72 que com 69.” (linhas 26 e 27) poderia ser reescrito, sem prejuízos à correção gramatical do texto, com o verbo flexionado no singular: a maioria das operações aritméticas é mais fácil de resolver com 72 que com 69.
Alternativas
Q2534242 Português
O homem trocado


        O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
        – Tudo perfeito – diz a enfermeira, sorrindo.
        – Eu estava com medo desta operação…
        – Por quê? Não havia risco nenhum.
        – Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos…
        E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
        – E o meu nome? Outro engano.
        – Seu nome não é Lírio?
        – Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e…
        Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
        – Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
        – O senhor não faz chamadas interurbanas?
        – Eu não tenho telefone! Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.
        – Por quê?
        – Ela me enganava.
        Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer:
        – O senhor está desenganado.
        Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
        – Se você diz que a operação foi bem…
        A enfermeira parou de sorrir.
        – Apendicite? – perguntou, hesitante.
        – É. A operação era para tirar o apêndice.
        – Não era para trocar de sexo? 
    
(VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Brasil, Objetiva, 2001.)
O conhecimento quanto a tempos e modos verbais é de suma importância para a consumação da devida concordância verbal na estruturação coerente de um texto. De modo a expressar um fato passado, anterior a outro igualmente passado, o autor faz uso de verbos conjugados no tempo denominado pretérito mais-que-perfeito. Nas alternativas a seguir, têm-se exemplos sublinhados de verbos conjugados nesse tempo, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2024 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar |
Q2533664 Português
Todas as frases abaixo mostram formas do pretérito imperfeito do indicativo; aquela frase em que esse tempo verbal tem valor de polidez é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2024 - TJ-SC - Técnico Judiciário Auxiliar |
Q2533658 Português
Todas as frases abaixo, copiadas de livros de Machado de Assis, mostram formas de diminutivo sublinhadas.
A forma que mostra um valor do diminutivo diferente dos demais é:
Alternativas
Q2533496 Português
A finalidade da sociedade e o bem comum

O bem comum é o conjunto de condições de uma sociedade que facilita a cada cidadão alcançar a sua plenitude.


        As pessoas, convivendo em sociedade, desejam alcançar metas comuns, desenvolver-se, melhorar. Ninguém se conforma em ver seu bairro, sua cidade, seu estado, seu país estagnado, apenas subsistindo ou mantendo seu momento presente. E apenas uma concepção abrangente de bem comum, de desenvolvimento humano e social – e que tem também uma inescapável dimensão ética – dá conta dessas expectativas. A expressão “bem comum” e algumas de suas variantes estão na letra da lei e na boca dos políticos; mais complicado é saber exatamente no que consiste esse bem comum.
        Um equívoco frequente é o de associar o bem comum apenas à prosperidade material, com base na mera soma dos bens disponíveis que compõem uma sociedade – quase como se fôssemos usar o PIB per capita como critério para avaliar o bem comum. Como veremos, os bens materiais compõem, sim, o bem comum, mas são apenas uma parte dele – e nem mesmo a parte mais importante. Outro engano consiste em acreditar que o bem comum é “a felicidade do maior número de indivíduos”, como defendem os utilitaristas: essa mentalidade justificaria inclusive desrespeitos aos direitos básicos de alguns, se isso viesse a beneficiar um grupo maior. Isso talvez fosse o “bem da maioria”, mas não o “bem comum”. Este é um projeto coletivo que inclui a todos.
        Excluindo algumas possibilidades, fica mais fácil definir o que é o bem comum. Ele é uma situação, um estado de coisas que facilita – ou pelo menos não dificulta – a cada indivíduo a possibilidade de perseguir, se assim o desejar, o próprio desenvolvimento integral (isto é, do caráter, profissional, econômico, social etc.) e sua realização por meio da busca da excelência.
        E, infelizmente, são muitas as circunstâncias que dificultam o desenvolvimento integral de cada pessoa. Pensemos na ausência de referências morais e estéticas, no caos normativo e institucional, na insegurança jurídica ou naquela que deixa o cidadão temeroso de sair à rua, na indigência intelectual e científica, na desconfiança generalizada, na miséria que impede suas vítimas de se dedicar a qualquer outra coisa que não seja sua sobrevivência. A preocupação com o bem comum exige um combate sem trégua a essas situações.
        Como o sentido da vida em sociedade deve ser o de proporcionar a cada um maiores chances de realização, o bem comum pressupõe uma série de valores imateriais – a presença de valores culturais e artísticos, um ambiente de paz e justiça, conhecimentos científicos e tecnológicos e um clima geral de estímulo pela busca da excelência – assim como bens materiais que tornam possível o desenvolvimento ancorado nesse clima e nesses valores.
        Nesse sentido, os primeiros têm uma evidente precedência. São mais importantes e são os que tornam realmente bem estruturada uma sociedade. Facilitam, por sua vez, o aumento paulatino e equilibrado da prosperidade material. E, dentre aqueles componentes imateriais do bem comum, parece-nos que o mais decisivo, o que teria maior impacto no bem-estar geral, seria a existência, na sociedade, de uma convicção amplamente difundida de que há uma excelência moral que deve ser perseguida; mais, que merece ser perseguida. Convicção amplamente difundida e, pelo menos, concretizada na vida de muitos cidadãos. A convicção de que as virtudes são o que há de mais valioso na vida humana é o melhor alicerce para se construir uma sociedade promissora.
        O alcance de um elevado nível de bem comum não é, ao contrário do que poderia parecer a muitos, uma incumbência fundamentalmente do governo. O Estado tem um papel importante – sem ele, por exemplo, seria impossível construir o ambiente de paz e justiça que elencamos como valor importante para o bem comum –, mas os cidadãos e as organizações da sociedade civil, no seu conjunto, têm um impacto maior nesta tarefa. Se pensarmos na influência da família, das escolas, dos meios de comunicação, das artes; se pensarmos no valor que um exemplo de heroísmo no cotidiano de pessoas comuns pode ter, perceberemos facilmente a responsabilidade imensa que todos têm na construção do bem comum.
(Disponível em: https:www.gazetadopovo.com.br/opiniao.Acesso em: fevereiro de 2024.)
Observe a correlação entre os tempos verbais em: “[...] se pensarmos no valor que um exemplo de heroísmo no cotidiano de pessoas comuns pode ter, perceberemos facilmente a responsabilidade imensa que todos têm na construção do bem comum.” (7º§) Assinale a alternativa cuja reescrita mantém a correlação adequada entre os tempos verbais.
Alternativas
Q2533290 Português

Leia a charge a seguir e responda a questão.




Marque a alternativa cuja palavra pode ser classificada como verbo no infinitivo.
Alternativas
Q2532927 Português
Reflorestar Após os Incêndios.

Bryce Jones, quando era aluno de Biologia da Universidade de Victoria, no Canadá, arranjou emprego durante o verão para plantar árvores na Colúmbia Britânica e em Alberta. Hoje empresário, ele encontrou um jeito mais rápido de fazer o serviço. Em 2019, Bryce fundou com seus sócios, em Toronto, a Flash Forest, que usa drones para ajudar o replantio após incêndios florestais.

É uma tecnologia muito necessária, pois a mudança climática, com temperaturas mais altas, está secando as florestas. Em 2023, a temporada de incêndios florestais do Canadá foi a mais destrutiva já registrada. Até setembro, houve mais de 6 mil incêndios, um aumento de 21% em relação à média dos 10 anos anteriores.

O pessoal em terra equipa os drones com as cápsulas de sementes da startup, que contêm sementes de árvores locais, sais minerais, nutrientes e bactérias e fungos úteis. Do ar, as cápsulas são ejetadas sobre os locais queimados para plantar árvores biodiversas nas áreas-alvo, inclusive em lugares remotos.

A nova empresa já plantou 1,5 milhão de árvores e pretende chegar a 5,5 milhões até meados de 2024 - e a 1 bilhão no mundo inteiro até 2030. (O plano é expandir para os Estados Unidos neste segundo trimestre.)

Muitos acham que pouco podem fazer para combater a mudança climática, diz Bryce, "mas temos mais poder do que pensamos".


(Seleçoes 03.2024.Patrícia Karounos)
A forma verbal não completa corretamente a frase em:
Alternativas
Q2532926 Português
Reflorestar Após os Incêndios.

Bryce Jones, quando era aluno de Biologia da Universidade de Victoria, no Canadá, arranjou emprego durante o verão para plantar árvores na Colúmbia Britânica e em Alberta. Hoje empresário, ele encontrou um jeito mais rápido de fazer o serviço. Em 2019, Bryce fundou com seus sócios, em Toronto, a Flash Forest, que usa drones para ajudar o replantio após incêndios florestais.

É uma tecnologia muito necessária, pois a mudança climática, com temperaturas mais altas, está secando as florestas. Em 2023, a temporada de incêndios florestais do Canadá foi a mais destrutiva já registrada. Até setembro, houve mais de 6 mil incêndios, um aumento de 21% em relação à média dos 10 anos anteriores.

O pessoal em terra equipa os drones com as cápsulas de sementes da startup, que contêm sementes de árvores locais, sais minerais, nutrientes e bactérias e fungos úteis. Do ar, as cápsulas são ejetadas sobre os locais queimados para plantar árvores biodiversas nas áreas-alvo, inclusive em lugares remotos.

A nova empresa já plantou 1,5 milhão de árvores e pretende chegar a 5,5 milhões até meados de 2024 - e a 1 bilhão no mundo inteiro até 2030. (O plano é expandir para os Estados Unidos neste segundo trimestre.)

Muitos acham que pouco podem fazer para combater a mudança climática, diz Bryce, "mas temos mais poder do que pensamos".


(Seleçoes 03.2024.Patrícia Karounos)
O plural da palavra está incorreto em:
Alternativas
Q2532920 Português
Reflorestar Após os Incêndios.

Bryce Jones, quando era aluno de Biologia da Universidade de Victoria, no Canadá, arranjou emprego durante o verão para plantar árvores na Colúmbia Britânica e em Alberta. Hoje empresário, ele encontrou um jeito mais rápido de fazer o serviço. Em 2019, Bryce fundou com seus sócios, em Toronto, a Flash Forest, que usa drones para ajudar o replantio após incêndios florestais.

É uma tecnologia muito necessária, pois a mudança climática, com temperaturas mais altas, está secando as florestas. Em 2023, a temporada de incêndios florestais do Canadá foi a mais destrutiva já registrada. Até setembro, houve mais de 6 mil incêndios, um aumento de 21% em relação à média dos 10 anos anteriores.

O pessoal em terra equipa os drones com as cápsulas de sementes da startup, que contêm sementes de árvores locais, sais minerais, nutrientes e bactérias e fungos úteis. Do ar, as cápsulas são ejetadas sobre os locais queimados para plantar árvores biodiversas nas áreas-alvo, inclusive em lugares remotos.

A nova empresa já plantou 1,5 milhão de árvores e pretende chegar a 5,5 milhões até meados de 2024 - e a 1 bilhão no mundo inteiro até 2030. (O plano é expandir para os Estados Unidos neste segundo trimestre.)

Muitos acham que pouco podem fazer para combater a mudança climática, diz Bryce, "mas temos mais poder do que pensamos".


(Seleçoes 03.2024.Patrícia Karounos)
Marque a alternativa em que a forma verbal está no presente do indicativo.
Alternativas
Q2532721 Português
TEXTO I

(...)
         A semiótica é uma área nova das Ciências Humanas e teve origem em três regiões: (1) vertente originada nos Estados Unidos; (2) vertente originada na antiga União Soviética; e (3) vertente originada na Europa Ocidental. Essa área de estudo tem como foco de análise a investigação de todos os tipos de linguagens existentes, seja oral, verbal, gestual, entre outras. A origem da denominação “semiótica” vem da raiz grega semeion, que significa ciência dos signos, Semiótica é a Ciência dos signos. Nesse contexto, o signo é entendido como linguagem verbal e nãoverbal.
        A semiótica é a ciência que tem por objeto a investigação de todas as linguagens possíveis, ou seja, tem o intuito de examinar os modos de constituição de todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido. Os homens são mediados por uma rede de linguagem que proporciona nossa interação com o mundo e que dá orientação aos sinais, às imagens e aos gráficos disponibilizados no dia a dia. Entre os sinais que orientam os seres humanos, estão os sinais de trânsito. 
     No Brasil, os sinais de trânsito integram o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a fim de condicionar civilizadamente à atitude ética no trânsito, com base em regras convencionadas na forma de lei. Tais convenções são expressadas por intermédio de sinais e sinalizações percebidos pelos motoristas na condução dos veículos diversos sobre as vias de circulação. Os sinais e as sinalizações devem proporcionar a ação efetiva de direção segura para todos os envolvidos nesse contexto: veículos, motoristas, pedestres e animais. 
        Os sinais de trânsito fazem parte da vida cotidiana, especialmente nos meios urbanos, e do nosso mundo; portanto, entendê-los e respeitá-los, em se tratando do trânsito, é uma questão de sobrevivência. Ao se considerar dados de 2012 apenas, registraram-se 46.051 vítimas fatais no trânsito, segundo o Ministério da Saúde. Com a intenção de reduzir as vítimas no trânsito, principalmente aquelas decorrentes de colisões frontais, que apresentam maior possibilidade de morte, em 2014 foram agravadas as punições para as infrações de trânsito, reclassificando o valor da multa por ultrapassagem indevida pela contramão. Essa multa antes tinha o valor de R$191,54; a partir de 1º de novembro de 2014 passou a valer R$ 957,70.
        Devido ao tema deste artigo, uma análise de parte do CTB, elegeu-se como objeto do estudo o subsistema de regulamentação de ultrapassagem, que compõe o sistema nacional de sinalização, mais especificamente o sistema de sinalização horizontal e a classificação das marcas longitudinais. A regulamentação de ultrapassagem possui vários aspectos a serem avaliados, como as determinações expressas na lei, as placas de sinalização, as pinturas sobre as pistas de trânsito e as linhas que regulam a ultrapassagem. Neste estudo, serão analisadas as marcas longitudinais, particularmente as representações gráficas visuais do sistema de regulamentação de ultrapassagem – linha de divisão de fluxos opostos (LFO) e linha de divisão de fluxos de mesmo sentido (LMS). Essas linhas indicam a intenção objetiva de regulamentar a ultrapassagem e, principalmente, de suscitar atitudes a serem tomadas pelos usuários das vias, por meio da interpretação das marcas pintadas, entre outras sinalizações, que comunicam significados às pessoas que circulam a pé e especialmente aos condutores dos veículos. O significado que cada linha do sistema de representação de ultrapassagem tem na composição da sua linguagem pode ser analisado pela sua própria imagem, pela sensação que ela proporciona, ou seja, pela representação simbólica. 
(...)


(Adaptado de: MACHADO, Andreia de Bem; TRUPPEL FILHO, José Onildo; SOUSA, Richard Perassi Luiz de; LOPES, Luciana Dornbusch. A codificação do código de trânsito brasileiro para o sistema de representação de ultrapassagem de acordo com a segunda tricotomia da análise semiótica de Peirce. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 14, n. 1, 2016, 14-23, p. 15-16).
Neste estudo, serão analisadas as marcas longitudinais, particularmente as representações gráficas visuais do sistema de regulamentação de ultrapassagem (...)

Assinale a alternativa cuja forma verbal exprime o mesmo conteúdo que a voz passiva no trecho acima exprime, sem alterar as suas nuances expressivas.
Alternativas
Q2532518 Português
Recreio para todos


As crianças com necessidades especiais da Escola Elementar Glen Lake, em Minnetonka, Minnesota, se sentiam excluídas no recreio, porque os brinquedos não eram acessíveis. Assim, os alunos se mobilizaram para levantar os recursos necessários para tornar o recreio inclusivo. "Não era justo algumas crianças ficarem de fora", disse Wyatt Feucht, da quinta série.

Os alunos venderam bolos, bateram de porta em porta e convenceram empresas a doar. No fim, levantaram 300.000 dólares para acrescentar um balanço e um carrossel para cadeiras de rodas e um piso de borracha. Agora todos aproveitam o recreio, e isso é bom, disse o aluno Rhys Rilley à CBS News. Afinal de contas, "O recreio é para a gente se divertir".


(Seleções-março 2024)
"Os alunos venderam bolos, bateram de porta em porta e convenceram empresas a doar". Pode-se afirmar do período que:
Alternativas
Q2532429 Português

Julgue o item a seguir. 


Em relação à flexão do verbo infinitivo, ela é obrigatória quando o verbo da oração principal e o do infinitivo têm o mesmo sujeito, como no caso do verbo “ir” em: “Os senadores deixaram o Plenário para irem ao Palácio do Planalto”.

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Q2532315 Português
COMIDAS DO FIM DO MUNDO

Os kits de alimentos para bunkers apresentados pela indústria como soluções para o caos se baseiam no medo, mas em um suposto planeta pós-apocalíptico as saídas não seriam pelo individualismo, e sim pelo compartilhamento e cooperação. Denise Mirás

Para um planeta retratado em filmes e discursos fanáticos como à beira do caos, destruído por extremos climáticos, pandemias e guerras, os kits de comidas para o pós-apocalipse andam florescendo entre consumidores, principalmente dos EUA. Não apenas alimentos muitas vezes ultraprocessados — o oposto dos frescos e saudáveis — mas também latas e vidros para conservas e até construção de bunkers em casas fazem parte dos negócios. Ofertas desses kits para o fim do mundo se espalham em sites, muitos deles ligados a extremistas, com cardápios e preços variados, por ordem de validade para armazenamento, e que vão de manteiga de amendoim a atum enlatado, de feijões a leite em pó. A Technavio, agência de análise de mercados, prevê aumento de US$ 3,20 bilhões nesse setor até 2028, com potencial de retorno calculado em 7,35%. A questão é: além dos investidores que apostam no medo do caos, os consumidores desses kits têm algum ganho no mundo real?

A resposta é negativa para a nutricionista Karine Durães, especialista em comportamento alimentar, e para o psiquiatra Filipe Doutel. As saídas para um suposto planeta pós-apocalíptico não estariam no individualismo, e sim no compartilhamento. Ninguém, ou nenhuma família, sobreviveria apenas com a própria comida em meio a cidades em ruínas se não houvesse um trabalho de reconstrução com a cooperação de todos.

"Na verdade, já estamos destruindo o planeta, por escolhas do dia a dia. Não acredito em estocar alimentos e se manter distante da realidade da fome: quem não come nem hoje, não tem tempo de guardar comida", diz Karine, lembrando que "esperar o pior tira a pessoa do presente; ela se prepara para o abstrato, deixando de lado o agora". Essas neuroses inclusive induzem à ansiedade e à compulsão por comer, como explica a nutricionista. Para ela, ao contrário do individualismo, alimentação tem a ver com troca, inclusive no preparo. "E ninguém sobrevive só de comida em um bunker. Precisa de gente ao redor."

Filipe observa que já vivemos em condições ambientais mais extremadas e pandemias mais frequentes. "Não é ficção científica, é realidade. E se fechar, estocando comida em um bunker, não serve de nada", afirma. Essa sensação de Apocalipse, segundo o psiquiatra, é alimentada pelo medo e pelo ódio, sentimentos primitivos, instintivos, ao contrário de amor e tristeza, que são mais elaborados. "É preciso sair dessas estruturas toscas, preto ou branco, comprando armas ou 'se armando' de comida", assinala. "Para dificuldades coletivas, as soluções têm de ser coletivas."

(ISTOÉ,abril2024)
Sobre o excerto "É preciso sair dessas estruturas toscas, preto ou branco, comprando armas ou 'se armando' de comida", a análise correta acontece em:
Alternativas
Q2532308 Português
COMIDAS DO FIM DO MUNDO

Os kits de alimentos para bunkers apresentados pela indústria como soluções para o caos se baseiam no medo, mas em um suposto planeta pós-apocalíptico as saídas não seriam pelo individualismo, e sim pelo compartilhamento e cooperação. Denise Mirás

Para um planeta retratado em filmes e discursos fanáticos como à beira do caos, destruído por extremos climáticos, pandemias e guerras, os kits de comidas para o pós-apocalipse andam florescendo entre consumidores, principalmente dos EUA. Não apenas alimentos muitas vezes ultraprocessados — o oposto dos frescos e saudáveis — mas também latas e vidros para conservas e até construção de bunkers em casas fazem parte dos negócios. Ofertas desses kits para o fim do mundo se espalham em sites, muitos deles ligados a extremistas, com cardápios e preços variados, por ordem de validade para armazenamento, e que vão de manteiga de amendoim a atum enlatado, de feijões a leite em pó. A Technavio, agência de análise de mercados, prevê aumento de US$ 3,20 bilhões nesse setor até 2028, com potencial de retorno calculado em 7,35%. A questão é: além dos investidores que apostam no medo do caos, os consumidores desses kits têm algum ganho no mundo real?

A resposta é negativa para a nutricionista Karine Durães, especialista em comportamento alimentar, e para o psiquiatra Filipe Doutel. As saídas para um suposto planeta pós-apocalíptico não estariam no individualismo, e sim no compartilhamento. Ninguém, ou nenhuma família, sobreviveria apenas com a própria comida em meio a cidades em ruínas se não houvesse um trabalho de reconstrução com a cooperação de todos.

"Na verdade, já estamos destruindo o planeta, por escolhas do dia a dia. Não acredito em estocar alimentos e se manter distante da realidade da fome: quem não come nem hoje, não tem tempo de guardar comida", diz Karine, lembrando que "esperar o pior tira a pessoa do presente; ela se prepara para o abstrato, deixando de lado o agora". Essas neuroses inclusive induzem à ansiedade e à compulsão por comer, como explica a nutricionista. Para ela, ao contrário do individualismo, alimentação tem a ver com troca, inclusive no preparo. "E ninguém sobrevive só de comida em um bunker. Precisa de gente ao redor."

Filipe observa que já vivemos em condições ambientais mais extremadas e pandemias mais frequentes. "Não é ficção científica, é realidade. E se fechar, estocando comida em um bunker, não serve de nada", afirma. Essa sensação de Apocalipse, segundo o psiquiatra, é alimentada pelo medo e pelo ódio, sentimentos primitivos, instintivos, ao contrário de amor e tristeza, que são mais elaborados. "É preciso sair dessas estruturas toscas, preto ou branco, comprando armas ou 'se armando' de comida", assinala. "Para dificuldades coletivas, as soluções têm de ser coletivas."

(ISTOÉ,abril2024)
Sobre o excerto "Ninguém, ou nenhuma família, sobreviveria apenas com a própria comida em meio a cidades em ruínas (...)", é correto afirmar que: 
Alternativas
Q2532304 Português
COMIDAS DO FIM DO MUNDO

Os kits de alimentos para bunkers apresentados pela indústria como soluções para o caos se baseiam no medo, mas em um suposto planeta pós-apocalíptico as saídas não seriam pelo individualismo, e sim pelo compartilhamento e cooperação. Denise Mirás

Para um planeta retratado em filmes e discursos fanáticos como à beira do caos, destruído por extremos climáticos, pandemias e guerras, os kits de comidas para o pós-apocalipse andam florescendo entre consumidores, principalmente dos EUA. Não apenas alimentos muitas vezes ultraprocessados — o oposto dos frescos e saudáveis — mas também latas e vidros para conservas e até construção de bunkers em casas fazem parte dos negócios. Ofertas desses kits para o fim do mundo se espalham em sites, muitos deles ligados a extremistas, com cardápios e preços variados, por ordem de validade para armazenamento, e que vão de manteiga de amendoim a atum enlatado, de feijões a leite em pó. A Technavio, agência de análise de mercados, prevê aumento de US$ 3,20 bilhões nesse setor até 2028, com potencial de retorno calculado em 7,35%. A questão é: além dos investidores que apostam no medo do caos, os consumidores desses kits têm algum ganho no mundo real?

A resposta é negativa para a nutricionista Karine Durães, especialista em comportamento alimentar, e para o psiquiatra Filipe Doutel. As saídas para um suposto planeta pós-apocalíptico não estariam no individualismo, e sim no compartilhamento. Ninguém, ou nenhuma família, sobreviveria apenas com a própria comida em meio a cidades em ruínas se não houvesse um trabalho de reconstrução com a cooperação de todos.

"Na verdade, já estamos destruindo o planeta, por escolhas do dia a dia. Não acredito em estocar alimentos e se manter distante da realidade da fome: quem não come nem hoje, não tem tempo de guardar comida", diz Karine, lembrando que "esperar o pior tira a pessoa do presente; ela se prepara para o abstrato, deixando de lado o agora". Essas neuroses inclusive induzem à ansiedade e à compulsão por comer, como explica a nutricionista. Para ela, ao contrário do individualismo, alimentação tem a ver com troca, inclusive no preparo. "E ninguém sobrevive só de comida em um bunker. Precisa de gente ao redor."

Filipe observa que já vivemos em condições ambientais mais extremadas e pandemias mais frequentes. "Não é ficção científica, é realidade. E se fechar, estocando comida em um bunker, não serve de nada", afirma. Essa sensação de Apocalipse, segundo o psiquiatra, é alimentada pelo medo e pelo ódio, sentimentos primitivos, instintivos, ao contrário de amor e tristeza, que são mais elaborados. "É preciso sair dessas estruturas toscas, preto ou branco, comprando armas ou 'se armando' de comida", assinala. "Para dificuldades coletivas, as soluções têm de ser coletivas."

(ISTOÉ,abril2024)
No excerto "Essa sensação de Apocalipse, segundo o psiquiatra, é alimentada pelo medo (...)", a estrutura, ao passar à voz ativa, está correta em: 
Alternativas
Q2532235 Português
Julgue o item subsequente.
De acordo com a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), considerando a flexão de voz, os verbos podem ser flexionados em voz ativa, voz passiva e voz inflexiva.
Alternativas
Q2532225 Português
Julgue o item subsequente.
Considerando o plural dos verbos, em frases em que são empregadas as expressões “é muito”, “é pouco”, “é mais de”, “é menos de”, o verbo SER fica no plural. Assim, um exemplo seria: Três semanas são muito.
Alternativas
Q2531948 Português
Julgue o item subsequente. 
Os verbos abundantes possuem mais de uma forma para o particípio e são particularmente notáveis nesse aspecto, como "aceitado" e "aceito", ambos aceitos na norma culta. 
Alternativas
Q2530245 Português

O amor é uma elegância em nossas vidas


Por Martha Medeiros








(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/04/o-amor-euma-elegancia-em-nossas-vidas-clvfp57as0150013v3se4johv.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento retirado do texto “Ninguém é sozinho, um povaréu dentro de cada um”, assinale a alternativa que classifica corretamente o termo sublinhado.
Alternativas
Respostas
4201: E
4202: C
4203: A
4204: A
4205: A
4206: D
4207: D
4208: B
4209: C
4210: B
4211: C
4212: C
4213: E
4214: D
4215: C
4216: D
4217: E
4218: E
4219: C
4220: C