Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q3736812 Português

A importância da leitura


(Disponível em: www.novaescola.org.br – texto adaptado especialmente para essa prova). 

Sobre verbos e suas flexões, conforme ensina Cegalla, avalie as afirmações que seguem:


I. Os verbos podem ser conjugados em diferentes modos, que indicam as diferentes maneiras de um fato se realizar.

II. Os tempos verbais especificam o fato ou a ação verbal no momento do ato de comunicação sem determinar se antes ou depois dele.

III. Os verbos, ao estarem em suas formas nominais, não podem desempenhar as funções de substantivos e adjetivos.


Quais estão corretas? 

Alternativas
Q3736626 Português
A visita do casal

    Um casal de amigos vem me visitar. Vejo-os que sobem lentamente a rua. Certamente ainda não me viram, pois a luz do meu quarto está apagada.
    É uma quarta-feira de abril. Com certeza acabaram de jantar, ficaram à toa, e depois disseram: Vamos passar pela casa do Rubem? É, podemos dar uma passadinha lá. Talvez venham apenas fazer hora para a última sessão de cinema. De qualquer modo, vieram. E me agrada que tenham vindo. E dá-me prazer vê-los assim subindo a rua vazia e saber que vêm me visitar.
   Penso um instante nos dois; refaço a imagem um pouco distraída que faço de cada um. Sei há quantos anos são casados, e como vivem. A gente sempre sabe, de um casal de amigos, um pouco mais do que cada um dos membros do casal imagina. Como toda gente, já fui amigo de casais que se separaram. É tão triste. É penoso e incômodo, porque então a gente tem de passar a considerar cada um em separado – e cada um fica sem uma parte de sua própria realidade. A realidade, para nós, eram dois, não apenas no que os unia, como ainda no que os separava quando juntos. Havia um casal; quando deixa de haver, passamos a considerar cada um, secretamente, como se estivesse com uma espécie de luto. Preferimos que vivam mal, porém juntos; é mais cômodo para nós. Que briguem e não se compreendam, e não mais se amem e se traiam, mas não deixem de ser um casal, pois é assim que eles existem para nós. Ficam ligeiramente absurdos sendo duas pessoas.
    Como quase todo casal, esse que vem me visitar já andou querendo se separar. Pois ali estão os dois juntos. Ele com seu passo largo e um pouco melancólico, a pensar suas coisas; ela com aquele vestido branco tão conhecido que “me engorda um pouco, chi, meu Deus, estou vendo a hora que preciso comprar esse livro Coma e Emagreça, meu marido vive me chamando de bola de sebo, você acha, Rubem?”.
    Eu gosto do vestido. Quanto a ela própria, eu já a conheço tanto, nesta longa amizade, em seus encantos e em seus defeitos, que não me lembro de considerar se em conjunto é bonita ou não, e tenho uma leve surpresa sempre que ouço alguma opinião de uma pessoa estranha; não posso imaginar qual seria minha impressão se a visse agora pela primeira vez. “Ele diz que eu tenho corpo de mulata, você acha Rubem? Diz que quando eu engordo minha gordura vem toda para aqui” – e passa as mãos nas ancas, rindo. “Nesse negócio de corpo de mulata você deve mesmo consultar o Rubem, mulher.” Um gosta de mexer com o outro falando comigo. “Você já reparou nessa camisa dele? Fale francamente, você tinha coragem de sair na rua com uma camisa assim?”
    Penso essas bobagens em um segundo, enquanto eles se aproximam de minha casa. Na tarde que vai anoitecendo tem alguma coisa tocante esse casal que anda em silêncio na rua vazia; e eu sou grato a ambos por virem me visitar. Estou meio comovido.
    A campainha bate. Acendo a luz e vou lhes abrir a porta e também discretamente, o coração. “Quase que não batemos, vimos a luz apagada. O que é que você faz aí no escuro?”
    Digo que nada, às vezes gosto de ficar no escuro. “Eu não disse que ele era um morcegão?”
    Sou um morcegão cordial; trago um conhaque para ele e um vinho do Porto para ela. 


(BRAGA, Rubem. 1913-1990. 100 Crônicas Escolhidas – 31ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Em “Você já reparou nessa camisa dele?” (5º§), a forma verbal sublinhada determina o mesmo tempo e modo verbal apresentados em: 
Alternativas
Q3699814 Português

Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: https://riclan.com.br/9-tirinhas-para-rir-e-refletir/)


Os verbos "gostaríamos", "iremos" e "éramos" estão conjugados, respectivamente, no(s) tempo(s)

Alternativas
Q3687986 Português
TEXTO I

DECLARAÇÃO DE AMOR


    Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.

    Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo no túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dá vida.

    Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

    Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


(A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 100-1)

Preencha as lacunas com os verbos haver e obter na forma adequada.


- Se ele _________comunicado o fato, nós teríamos ido até lá.

- Quando você _________a resposta, avise-me.


Assinale:

Alternativas
Q3667047 Português
A um pum do "point of no return"

Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos
Carlos Starling | 08/10/2024

        Nascemos estéreis. Virgens de qualquer bactéria no corpo. Ao passar pelo canal vaginal, entramos em contato com os primeiros micro-organismos que nos colonizam. O beijo e as lágrimas de felicidade da mãe e do pai nos fornecerão as bactérias mais carinhosas que jamais conheceremos. Aos poucos, elas vão se ajeitando em minúsculos espaços da pele, boca, intestinos e vias respiratórias.

        Em poucos dias, serão maioria nesse novo ser que acaba de nascer. Dois mundos em dimensões distintas, compartilhando o que chamamos de vida. Enganam-se os que acham que esses dois universos são pura harmonia. Pelo contrário. Precisamos de um exército de células de defesa, bem treinado e capacitado pela seleção natural para conter a fome desses minúsculos seres. Do primeiro ao último dia da nossa breve passagem por esse planeta, elas tentam alcançar espaços que não lhes pertencem. Cerca de 7 mil atentos leucócitos circulando por artérias e veias nos manterão vivos. Enquanto brincamos, crescemos, amamos, rimos e sofremos, eles trabalham para manter nossos planos e ilusões.

        “Viver é perigoso”, assim disse Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Micro-organismos alienígenas inevitavelmente nos encontrarão ao longo da vida. Nesse momento, contamos com uma tecnologia aliada, desenvolvida há menos de um século: os antibióticos. Além dos invasores, eles são “fogo amigo” contra nossa população microbiana, com a qual nascemos e estamos familiarizados. Os seres que ocuparão esse espaço vazio deixado em nossa pele e mucosas, geralmente, são resistentes a essas drogas fantásticas, que, juntamente com as vacinas e o saneamento básico, nos DERAM a longevidade que temos hoje.

        Quanto mais vulneráveis estivermos, mais necessitamos de antimicrobianos para nos mantermos vivos, e mais resistentes se tornarão as bactérias e fungos que nos habitam. Por mais sofisticada que seja a tecnologia, ela não chega nem perto da experiência planetária de mais de 3,5 bilhões de anos das bactérias e fungos.

        As bactérias multirresistentes (multi-R) desafiam praticamente todos os antimicrobianos que temos disponíveis em nosso arsenal terapêutico, nos deixando, como médicos, sem opção para tratar os pacientes, particularmente aqueles mais graves.

        A revista científica The Lancet publicou recentemente a estimativa de que, até 2050, 1,9 milhões de pessoas devem ser mortas todos os anos por infecções provocadas por bactérias multi-R, um aumento de 67% em relação à projeção de 2021. A OMS considera esta uma das 10 mais importantes ameaças de saúde pública global.

        No último 26 de setembro, a Assembleia Geral da ONU reiterou o documento de compromisso de combate à resistência microbiana de 2016, o qual foi assinado por 192 países, inclusive o Brasil. Assim como os compromissos de controle da emissão de gases de efeito estufa, esse documento poderá ir para a gaveta dos representantes da maioria dos países signatários. Mas pelo menos é o reconhecimento da importância do tema para a saúde global e de que investimentos pesados deverão ser feitos em pesquisas para reverter esse cenário sombrio para os próximos anos.    

        Porém, um fenômeno ainda mais preocupante e de consequências devastadoras vem acontecendo no mundo, e o Brasil não fica fora dessa: o crescimento do negacionismo. Ignorar o aumento da resistência microbiana, assim como a importância das vacinas, o aquecimento global e a urgência climática com consequências devastadoras é como não perceber o fogo no paiol.

        Eventos climáticos extremos de origem natural eliminaram milhares de espécies do planeta no passado, o que, de certa forma, nos favoreceu enquanto Homo sapiens. Entretanto, o que vivemos agora são alterações planetárias produzidas pelo próprio homem, com seu modelo de desenvolvimento predatório, extrativista, egoísta, imediatista e irresponsável.

GLOSSÁRIO:
- Point of no return: expressão inglesa que se traduz por “ponto de não retorno”. Tal expressão tem sido utilizada para alertar sobre a chegada de um momento em que não será mais possível voltar atrás nas ações que têm causado as mudanças climáticas e suas consequências.

STARLING, Carlos. A um pum do “point of no return”. Estado de Minas, 08 de outubro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2024/10/6959361-a-um-pum-do-point-of-no-return.html. Acesso em: 13 out. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para a concordância de plural do verbo “dar” em destaque no terceiro parágrafo do artigo.
Alternativas
Q3667022 Português
Das alternativas apresentadas a seguir, qual a que corresponde a um exemplo de verbo sem concordância?
Alternativas
Q3666869 Português
Leia o texto para responder à questão.


Os oceanos e as mudanças climáticas.


Para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico


Segen Estefen | 12/06/24


    Apesar de se chamar Terra, é de água que é coberta a maior parte do planeta — cerca de 71% de toda a superfície é oceano, 80% no Hemisfério Sul. A importância não é desproporcional ao tamanho dos mares ou de duas moléculas de hidrogênio para uma de oxigênio na vida. Antigos guardiões do clima terrestre, são os oceanos que TEM/TÊM regulado a temperatura do planeta, influenciado padrões atmosféricos e sustentado a biodiversidade marinha. Os oceanos absorvem 90% do excesso de todo o calor atmosférico gerado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2). A água tem uma alta capacidade térmica, permitindo que se armazene grandes quantidades de calor. É exatamente o que os oceanos fazem com a Terra. Sem eles, a temperatura global seria insustentável. 

    Os oceanos também desempenham um papel significativo no que se refere à absorção dos gases do efeito estufa que causam o aquecimento da Terra. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os oceanos captaram cerca de um terço de todo o CO2 emitido pela humanidade desde a Revolução Industrial. No entanto, essa absorção tem um custo, especialmente em um planeta que aumentou em cerca de 1,4°C a sua temperatura em um período de 40 anos.

    As mudanças climáticas e os oceanos estão intrinsecamente conectados, em uma via de mão dupla. Enquanto os oceanos naturalmente mitigam boa parte dos efeitos do aquecimento do planeta, as mudanças climáticas também impactam os oceanos pelo degelo nos polos e aumento da absorção de CO2, o que resulta em uma série de problemas, como o aumento do nível do mar, da temperatura e da acidificação. O aquecimento dos oceanos Pacífico e Atlântico TEM/TÊM contribuído para eventos climáticos extremos, devido à potencialização de fenômenos naturais como ciclones e furacões. A elevação da temperatura das águas dos oceanos TEM/TÊM efeito deletério nos corais e na biodiversidade marinha.

    Recentemente, a BBC publicou uma análise baseada em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia, mostrando que os oceanos bateram recordes de temperatura todos os dias por 12 meses. O dado é o prenúncio da condição crítica das mudanças climáticas. Segundo o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, o IPCC, se o planeta aquecer 1,5°C, cerca de 70% dos corais, que suportam um quarto da vida marinha, desaparecerão.

    Para além dos mares, esse cenário nos afeta também, pois os oceanos funcionam como um grande reservatório de carbono, armazenando-o em taxas muito superiores às florestas tropicais terrestres. Além de reconhecer a importância dos oceanos para a vida e combater a crise climática, é preciso entender o papel crucial que esse aliado muitas vezes desconhecido, TEM/TÊM. Não dá para enfrentar esse desafio do século 21 sem considerá-lo.

    O caminho para isso é conhecido. Inclui a redução das emissões de gases de efeito estufa, o que passa invariavelmente, por transicionar as matrizes energéticas do fóssil para o renovável. O surpreendente é que os oceanos também podem dar uma alternativa para isso. O potencial energético dos mares é vasto. As energias oceânicas — ainda muito pouco exploradas — TEM/TÊM um potencial de produzir dezenas de vezes mais energia do que o mundo será capaz de consumir em 2040. Os oceanos podem ser não apenas um regulador climático, mas também uma das fontes de energia renovável que vai viabilizar o futuro do clima na Terra.

    No entanto, para ter os mares como aliados, é necessário voltar a eles como fizeram nossos ancestrais. É preciso mantê-los com políticas de conservação marinha, investimento em pesquisa e monitoramento oceânico. Somente com dados constantes, a ciência conseguirá abastecer aqueles que TEM/TÊM o poder de tomar as decisões, da política à economia. Isso pode gerar iniciativas, como a criação de áreas marinhas protegidas e o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono a partir do mar. Sem essa integração e se deixarmos tudo como está, corremos o risco de perder a nossa primeira e última barreira contra a crise climática.


Segen Estefen: Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo) e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ESTEFEN, Segen. Os oceanos e as mudanças climáticas. Correio Braziliense, 12 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/ 2024/06/6875725-artigo-os-oceanos-e-as-mudancas-climaticas.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
Observe as ocorrências do verbo “ter” destacadas, em letras maiúsculas, no texto: Os oceanos e as mudanças climáticas. Em seguida, indique a alternativa que apresenta a concordância verbal adequada para cada uma dessas ocorrências.
Alternativas
Q3666665 Português
Em qual número, os verbos sinalizados a seguir devem ser flexionados, considerando os contextos em que eles se encontram empregados?

   “Poucos dias antes da estreia da segunda temporada de A Casa do Dragão, a HBO e a Max ______[anunciar] que a produção vai ganhar um terceiro ano. Para a alegria dos fãs, as filmagens ______[começar] ainda em 2024.
   A informação foi revelada pelo The Guardian. Em uma entrevista com o ator Matt Smith, que ______[interpretar] Daemon Targaryen, o jornal britânico afirmou que a terceira temporada do derivado de Game of Thrones começará a ser gravada no fim do ano. “Lá vamos nós de novo”, ______[comentar] o ator.”

AVILA, Gabriel. A Casa do Dragão vai filmar terceira temporada no fim de 2024. Jovem Nerd, 15 de junho de 2024. Disponível em: https://www.jovemnerd.com.br/noticias/series-e-tv/a-casa-dodragao-gravacoes-terceira-temporada. Acesso em: 15 jun. 2024.

Marque a opção que apresenta a classificação CORRETA.
Alternativas
Q3625169 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Nova política de alfabetização formará professores

Meta do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada é implementar Política de Formação de Gestores Educacionais e Professores em todos os estados do país

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Garantir que 100% dos municípios e estados do país implementem as Políticas de Formação de Gestores (as) Escolares e de Formação de Professores (as) Alfabetizadores (as), essa é a meta do Eixo Formação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada – uma nova política de alfabetização do Governo Federal, lançada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 12 de junho. O MEC considera que o processo de formação continuada dos profissionais da educação é um pilar estruturante da garantia do sucesso de cada criança. Por essa razão, estão sendo planejadas diferentes ações de formação. Para fortalecer o regime de colaboração e o princípio da corresponsabilização da União, dos estados e dos municípios na garantia da alfabetização de todas as crianças brasileiras, o Ministério atuará fornecendo assistência técnica e financeira para que todas as redes públicas do país construam e implementem sua política de formação. As políticas de formação devem respeitar as singularidades e especificidades de cada território e as trajetórias já existentes de formação em cada sistema de ensino. Serão disponibilizados pelo MEC recursos financeiros e um conjunto de diretrizes técnicas para o desenho e a atualização dessas políticas, à luz das principais evidências acumuladas no campo científico. As diretrizes técnicas pretendem assegurar que os investimentos realizados estejam sintonizados com uma visão de alfabetização emancipadora, aos processos de aprendizagem das crianças, às estratégias de ensino dos docentes e às práticas de coordenação pedagógica e de gestão escolar. Além dessa forma de assistência técnica e financeira, o MEC também disponibilizará programas de formação complementares nos quais os municípios e estados poderão incluir seus professores, coordenadores pedagógicos, diretores de escola e técnicos das secretarias de educação, gratuitamente.

Comissão Científica – o processo de formulação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada contou com um diálogo muito importante dos pesquisadores e pesquisadoras das universidades públicas brasileiras. A Associação Nacional de Pós-graduação em Educação (ANPEd) e a Associação Brasileira de Alfabetização (Abalf), entidades reconhecidas no campo, foram escutadas com atenção e puderam sinalizar elementos importantes para a Política. Essa colaboração será permanente na implementação da nova política de alfabetização. O MEC contará com uma Comissão Científica para apoiar, monitorar e fortalecer as estratégias de gestão, formação e avaliação permanente do Compromisso. Dessa maneira, os pesquisadores e as pesquisadoras poderão colaborar ativamente para a melhoria contínua da Política.
Quanto à participação das universidades e demais pesquisadores do campo no eixo de formação, as redes municipais e estaduais de educação poderão utilizar os recursos federais para estabelecer parcerias com essas instituições, com apoio técnico do MEC.

Plataforma – o Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC, o Avamec, será um instrumento da política, no eixo de formação. Até o ano passado, esse ambiente ofertava cursos em regime autoinstrucional, nas diferentes áreas de política educacional. A partir deste ano, será remodelado para funcionar de forma interativa, garantindo que os profissionais possam participar de cursos síncronos, com interações ao vivo, facilitando a criação de comunidades de aprendizagem. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada mobilizará esse novo ambiente virtual para ampliar a potência das políticas de formação dos estados e dos municípios e para conectar 7.200 profissionais que formarão a Rede Nacional de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa).

Eixos – as estratégias de implementação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada serão operacionalizadas por meio de políticas, programas e ações integradas em cinco eixos estruturantes: governança e gestão da política de alfabetização; formação de profissionais da educação e melhoria das práticas pedagógicas e de gestão escolar; melhoria e qualificação da infraestrutura física e insumos pedagógicos; sistemas de avaliação; e reconhecimento e compartilhamento de boas práticas.

Compromisso – a nova política de alfabetização terá um investimento de cerca de 1 bilhão, em 2023, e mais R$ 2 bilhões durante os próximos três anos. A expectativa é beneficiar 4 milhões de estudantes de 4 e 5 anos de idade, em 80 mil escolas públicas que ofertam pré-escola; 4,5 milhões de 6 e 7 anos de idade, em 98 mil escolas públicas de anos iniciais; e 7,3 milhões de 8 a 10 anos de idade, em 98 mil escolas públicas de anos iniciais. 


Assessoria de Comunicação Social do MEC, com
informações da Secretaria de Educação Básica

Publicado em 16/06/2023 15h56
Observe os termos destacados no trecho:

“O MEC considera que o processo de formação continuada dos profissionais da educação é um pilar estruturante da garantia do sucesso de cada criança”

Esses termos são, respectivamente:
Alternativas
Q3625089 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão

Especialistas falam sobre acesso e aprendizagem no ensino fundamental

15º Encontro do Ciclo de Webinários Conae 2024, primeiro realizado pelo MEC neste ano, faz parte da série de debates preparatórios para a Conferência Nacional, que ocorrerá no fim do mês

Publicado em 09/01/2024 17h27


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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), realizou, na última segunda-feira, 8 de janeiro, o 15º Encontro do Ciclo de Webinários da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2024, com o tema “Acesso e aprendizagem no ensino fundamental”. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do MEC no YouTube. O debate contou com a participação de Clarissa Guimarães, coordenadora de Estudos Educacionais e pesquisadora em Avaliação Educacional no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Flávia Viana Basso, mestre em Administração Pública pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Inep; e Aricélia Ribeiro, doutora em Educação, assessora técnica em Educação no MEC e consultora da Rede Sesi de Educação Nacional — Serviço Social da Indústria. Elas discutiram a seguinte questão básica: “Entre problemas infraestruturais, discriminações não reconhecidas, condições de trabalho e sistemáticas questões curriculares, urge que o tema dê o salto e abandone males educacionais seculares”. Além disso, as participantes responderam às questões trazidas pelo público, que pôde interagir on-line durante a transmissão do webinário. Na abertura, a moderadora Geovana Lunardi, vice-presidente da World Education Research Association (Wera) e professora titular da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), afirmou que o tema é muito importante e que o acesso e a aprendizagem no ensino fundamental é um problema histórico no Brasil. “Esse é um problema que tem diferentes camadas, questões de infraestrutura, de carreira, de desigualdades, de preconceitos e questões curriculares”, falou. Na sequência, Clarissa Guimarães, coordenadora de Estudos Educacionais e pesquisadora em Avaliação Educacional no Inep, apresentou dados sobre o acesso ao ensino fundamental e falou sobre a sua regulamentação. “Ele é definido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação [LDB] como segunda etapa da educação básica, que também é formada por outras duas etapas, que são a educação infantil e o ensino médio”, informou. Segundo ela, o objetivo principal do ensino fundamental, de acordo com a LDB, é promover a formação integral do estudante e contribuir para o seu desenvolvimento pessoal e intelectual. “É preparar esse estudante para enfrentar os desafios futuros e participar ativamente da sociedade, preparar o estudante para o exercício da cidadania e para a continuidade dos seus estudos também”, observou. Em seguida, Flávia Basso, que é pesquisadora tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais do Inep, afirmou que a qualidade no ensino fundamental ainda não é uma realidade, apesar de estar estabelecida no Plano Nacional de Educação (PNE). “No PNE vigente, uma das diretrizes é a melhoria da qualidade da educação, um desafio histórico na educação brasileira. As Metas 5 e 7 vão falar sobre essa questão da aprendizagem e da qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, como melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica”, disse. Por fim, Aricélia Ribeiro, assessora técnica em Educação no MEC, que atuou por 22 anos como professora no ensino fundamental, analisou os dados apresentados pelas pesquisadoras do Inep e afirmou que esse é um momento histórico na construção do novo PNE. “Começar o ano letivo de 2024 com esse encontro, esse webinário, é fundamental, principalmente porque estaremos, daqui a pouco, chegando às escolas para as nossas jornadas pedagógicas”, comentou.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase
Observe o uso do verbo poder no trecho a seguir:

“Além disso, as participantes responderam às questões trazidas pelo público, que pôde interagir on-line durante a transmissão do webinário.”

Esse verbo (pôde) se encontra na: 
Alternativas
Q3611320 Português

Instrução: Leia a frase de Clarice Lispector e responda à questão.


Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.”


(Clarice Lispector) 

Com relação à conjugação verbal, os três verbos presentes na frase estão conjugados em que tempo e modo verbais? 
Alternativas
Q3611317 Português

Instrução: Leia o trecho da canção Boiadeira, de Ana Castela, e responda à questão.


A maquiagem dela agora é poeira

A patricinha virou boiadeira.

Largou o vinho pra tomar cerveja

A patricinha virou boiadeira. 


(Disponível em: https://www.letras.mus.br/ana-castela/boiadeira/). 

Com relação à morfologia da língua portuguesa, analise as assertivas:



I – As letras rg da palavra largou é um encontro consonantal perfeito.


II – Dela é um pronome possessivo.


III – O verbo tomar está no presente do indicativo.


IV – A letra A usada no início das duas primeiras frases é um artigo definido.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3609138 Português

Chuvas no Rio Grande do Sul devastam o Estado, provocando mortes e o deslocamento de populações

Pedro Luiz Côrtes, da USP, aponta três motivos para a tragédia: frentes frias, umidade oceânica e uma barreira de alta pressão. Governo federal suspende restrições legais para a reconstrução


Jornal da USP no Ar Texto:

Redação


“É um desastre que se colocaria, sem exagero, no rol de um grande terremoto”, disse ao Jornal da USP o professor Pedro Luiz Côrtes, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo. “As enchentes afetam o Estado de formas tão abrangentes e intensas que é possível fazer essa comparação”, acrescenta.

“A necessidade de reconstrução é praticamente total, porque todos os principais recursos de que o Estado e a população podem dispor foram comprometidos no seu todo ou em grande parte”, aponta Côrtes. Acomeçar pela infraestrutura do transporte. Na sua visão, além da dificuldade de locomoção, evacuação dos locais e resgate de vítimas, a segurança alimentar e energética são dificuldades consequentes. Sem meios de levar comida e energia, a fome, a distribuição de combustível e a impossibilidade de recuperar a rede elétrica se tornam problemas também.

Para Côrtes, a saúde é mais um ponto preocupante de atenção. “Mesmo as cidades que não tiveram o fornecimento de água comprometido, mas que sofreram com alagamentos, podem ter contaminação das redes de distribuição de água. Infelizmente, isso pode ampliar as doenças de veiculação hídrica, como é o caso da hepatite e da leptospirose, por exemplo”. Não havia enchentes da grandeza da ocorrida na semana passada no Rio Grande do Sul desde 1941, que na época registrou picos de 4,76 metros. A da semana passada atingiu 5,31 metros.



A locução verbal na frase “Não havia enchentes da grandeza da ocorrida na semana passada no Rio Grande do Sul desde 1941, que na época registrou picos de 4,76 metros.”(parágrafo 3, linha 6) é usada para indicar a inexistência ou ausência de algo no passado. De acordo com o texto 1, marque a opção abaixo que NÃO substitui o contexto da situação apresentada:
Alternativas
Q3608072 Português

INSTRUÇÃO: Leia o trecho do poema Procura da Poesia, de Carlos Drummond de Andrade, e responda à questão.



“[...] Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.

Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.

Espera que cada um se realize e consume

com seu poder de palavra

e seu poder de silêncio.

Não forces o poema a desprender-se do limbo.

Não colhas no chão o poema que se perdeu.

Não adules o poema. Aceita-o

como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada

no espaço. [...]”

(Trecho do poema Procura da poesia, de Carlos

Drummond de Andrade.



Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2016/10/04/procurada-poesia-carlos-drummond-de-andrade/).  

No processo de conjugação verbal, os verbos em destaque no poema estão conjugados em quais modos verbais?
Alternativas
Q3606951 Português
INSTRUÇÃO: Leia a ilustração da personagem Dona Anésia e responda à questão.


Captura_de tela 2025-09-17 115459.png (363×397)

(Disponível: https://www.instagram.com/p/CvKwOmOLVYJ/?img_index=5).
Sobre os verbos “anda” e “diga”, eles estão conjugados em quais modos verbais respectivamente?
Alternativas
Q3601529 Português

Leia o texto para responder a esta questão.



A democracia nas urnas e o interesse por pautas universais



A educação muda a forma como o eleitor vê o futuro, argumenta Renato Janine ao fechar sua série de comentários sobre democracia



Renato Janine Ribeiro

22/11/2023



No último programa falando de democracia, eu tive que parar no meio de um raciocínio que eu continuo agora; a questão que eu estava colocando era, de modo geral, que a democracia funciona quando as pessoas votam de acordo com seus próprios interesses – “interesse”, no caso, tem um sentido essencialmente econômico, toda a sociedade se divide entre pessoas mais pobres e pessoas mais ricas, pessoas mais ricas querem conservar o que tem, a renda, rendimento mensal, anual que elas têm e também as propriedades que acumularam, seja porque as adquiriram, seja porque ganharam por herança.


Então, o que nós temos aí é que a educação passa a ser um fator importante para a definição de pautas democráticas que não são apenas pautas de distribuição de renda, mas começam a ser pautas de valores, então, nós temos uma série de valores que vão emplacando, por exemplo, a defesa do meio ambiente, que atende interesses humanos, mas não especificamente os interesses dos mais pobres, embora os mais pobres sofram mais com a poluição do que os mais ricos, até pelo tipo de residência que têm. É uma pauta universal; a pauta da liberdade de orientação sexual também é uma pauta universal. Não há nenhuma regra pela qual os mais pobres têm uma incidência maior de homossexuais do que os mais ricos. Não existe nada disso. O que se vê são pautas universais que estão sendo emplacadas, em grande parte, graças à educação. Isso a gente vê nos Estados Unidos e começa a ver também na Europa.



RIBEIRO, R. J. A democracia nas urnas e o interesse por pautas universais. Jornal da USP, 22 de novembro de 2023. Adaptado de: <https://jornal.usp.br/radio-usp/a-democracia-nas-urnas-e-o-interesse-por-pautas-universais/> Acesso em: 21 out. 2024.



Observe os termos destacados no texto. Considerando a organização textual, em qual fragmento há inadequação quanto à concordância verbal? 

Alternativas
Q3597302 Português

In https://formacao.cancaonova.com/relacionamento/amizade/o-que-e-amizade/. Acesso em: 10 abr. 2024.

Em qual voz se encontra o verbo deste excerto “Tornamo-nos felizes” (l. 08)? 
Alternativas
Q3596025 Português


Adaptado de CARNIN, A.; MACAGNAN, M. J. P.; KURTZ, F. D. Internet e ensino de línguas: uma proposta de atividade utilizando vídeo disponibilizado pelo YouTube®. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 11, n.2, p.469-485, jul./dez. 2008. Disponível em: http://www.leffa.pro.br/tela4/Textos/Textos/Revista/edicoes/v11n2/09Anderson.pdf. Acesso em: 19 abr. 2024.
Quanto ao emprego e à classificação dos tempos verbais expressos pelas formas “têm proporcionado” (l. 07) e “migraram” (l. 09), aponte a afirmativa que expressa CORREÇÃO em seu teor.
Alternativas
Q3595191 Português
Diferença entre pena, simpatia, empatia e compaixão







Adaptado de Paula Rodrigues. In https://www.psicoterapiaeafins.com.br/2022/03/18/diferenca-entre-pena-simpatia-empatia-ecompaixao/. Acesso em: 10 abr. 2024.
Na primeira linha, as duas primeiras formas verbais estão flexionadas no:
Alternativas
Respostas
2801: A
2802: B
2803: C
2804: B
2805: B
2806: E
2807: D
2808: D
2809: C
2810: A
2811: A
2812: D
2813: C
2814: D
2815: B
2816: D
2817: A
2818: C
2819: C
2820: B