Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3376555 Português

Texto 3


Preto ou negro?

Camilla Fernandes





Disponível em: https://www.politize.com.br/preto-ou-negro/. Acesso em: 09 nov. 2024. Adaptado.

Os vocábulos sublinhados em “... fez um vídeo sobre o que ele havia percebido a respeito do uso das palavras negro e preto no vocabulário dos brasileiros. O vídeo, na época, alcançou 6 milhões de visualizações, e mais de 200 mil compartilhamentos. Nele, o cantor constatou que...” (Linhas 10-13) são, respectivamente, classificados do ponto de vista morfológico como 
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Q3375595 Português


HEGENBERG, Leonidas. Evolução histórica do conceito de doença.

In: L. Hegenberg (org.). Doença: um estudo filosófico.

Rio de Janeiro: Fiocruz, 1998 (com adaptações).

Com referência ao texto e a seus aspectos linguísticos e gramaticais, julgue o item seguinte.


Na linha 2, o termo “‑los”, em “curá‑los”, retoma o termo antecedente “os doentes”, da mesma forma que, na linha 16, o termo “‑la” retoma “a alma”.

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Q3373684 Português

Captura_de tela 2025-05-27 124625.png (868×672)


(Disponível em: www.revistas.fucamp.edu.br/index.php/getec/article/view/2982/1840 – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando a coesão por referenciação, analise as afirmações a seguir:

1. Na linha 08, o pronome pessoal “as” presente em “utilizá-las” tem como referente “demonstrações contábeis”, na mesma linha.
2. Na linha 16, o pronome relativo “que” tem como referente a palavra “fatos” na linha 15.
3. Na linha 25, o pronome pessoal “ela” refere-se à “contabilidade regular” na linha 24.

O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
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Q3371280 Português
Leia os fragmentos das músicas abaixo e marque a alternativa correta, quanto às classes gramaticais, de acordo com o contexto das duas músicas respectivamente.

Cotidiano
(Chico Buarque de Holanda)

Todo dia ela faz tudo sempre igual/ Me sacode às seis horas da manhã/Me sorri um sorriso pontual/E me beija com a boca de hortelã

Olhar 43
(RPM)

Seu corpo é fruto proibido/É a chave de todo pecado e da libido/E prum garoto introvertido como eu/É a pura perdição
É um lago negro o seu olhar/É água turva de beber, se envenenar/Nas suas curvas derrapar, sair da estrada/E morrer no mar (no mar)
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Q3371009 Português
Como fazer resoluções de mudanças na vida e realmente cumpri-las

Há alguma mudança que você gostaria de fazer na sua vida? Quem sabe finalmente escrever aquele romance em que vem pensando há anos. Ou talvez você ache que está na hora de começar a economizar dinheiro para viajar nas férias ou para dar entrada na compra de uma casa ou apartamento. Ou você simplesmente gostaria de melhorar seu condicionamento físico.

Isso é maravilhoso. Mas todos nós sabemos que pode ser difícil se ater a esse tipo de mudança. Os números de matriculados nas academias de ginástica sugerem que metade dos alunos novos desiste em seis meses, e muitos de nós temos evidências de hobbies outrora amados espalhadas por nossas casas.

Para escrever aquele livro, por exemplo, você precisará encontrar tempo para isso e persistir, mesmo quando a situação apertar e o entusiasmo inicial desaparecer.

Primeiro, você deve se perguntar por que está fazendo isso.

Minha pesquisa analisa a psicologia de fazer mudanças por meio das lentes do que é conhecido como teoria da autodeterminação, que propõe que há diferentes formas de motivação. Elas vão desde, por exemplo, estar motivado a fazer algo porque alguém está obrigando você a fazer, até estar motivado porque você acha que é divertido.

Olhando desta forma, as grandes mudanças, como se capacitar para uma nova carreira, e as menores, como participar de uma aula de ginástica semanal, são todas iguais. O que importa é o motivo que você tem para fazer isso.


Encontre o motivo certo

Você pode ter mais de um motivo para fazer uma mudança. Talvez você queira começar algo porque é uma tendência do TikTok, e todo mundo parece estar fazendo isso, ou talvez a sugestão esteja vindo de alguém que faz parte da sua vida. Estes são motivos externos para fazer algo, e este tipo de motivação tem menos chance de ser bem-sucedida.

Concentre-se naquelas que estão "internalizadas", que vêm de dentro de você. Se você conseguir encontrar uma razão pela qual a mudança é importante para você, e tiver sua própria motivação para colocá-la em prática, é muito mais provável que você se atenha a ela. Precisa ser algo que esteja alinhado com seus valores, algo em que você acredite.

Assim, o que você está fazendo nem precisa ser algo que você goste, desde que seja algo que você sinta que é importante para você.

Pense na decisão de economizar dinheiro, por exemplo. 

Esta não é uma atividade inerentemente divertida para a maioria das pessoas, mas o ato de economizar pode ser importante devido ao que representa ou ao que isso leva — a viagem de férias ou a casa que você poderia comprar com o dinheiro que guardou. Quando começar a vacilar na sua meta, pensar neste motivo pessoal ajudará você a seguir adiante.

Há dois outros conceitos importantes da teoria da autodeterminação misturados à ideia de uma ação alinhada aos valores pessoais. Quando você faz algo que vem dos seus valores, você deve estar agindo com autonomia — fazendo algo que quer fazer, não algo que outras pessoas obrigaram você a fazer.

Esse é um conceito-chave na teoria, mas pode ser difícil alinhar com coisas como trabalho ou estudo. Talvez sua meta seja se dedicar ao trabalho ou tirar uma boa nota nos estudos. Mas a maioria das pessoas tem um chefe, ou orientador, e a função deles é instruir você sobre o que fazer.

Se você for professor, precisa trabalhar de acordo com o horário da escola, quer goste ou não. No entanto, em outros trabalhos nos quais você estiver mais motivado, poderá fazer algumas escolhas por si mesmo. O magistério é um exemplo interessante de quando isso não acontece, pois, na Inglaterra, essa profissão, que já era bastante estruturada, tornou-se ainda mais rígida nos últimos anos, coincidindo com um problema de recrutamento e retenção.

A autonomia do professor é amplamente estudada e considerada importante, mesmo fora da teoria da autodeterminação, e a percepção da falta de autonomia é provavelmente um dos motivos pelos quais as pessoas podem querer deixar o emprego.

Disponível em:https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0m13 jn0jnmo - adaptado
"Se você conseguir encontrar uma razão pela qual a mudança é importante para você, e tiver sua própria motivação para colocá-la em prática, é muito mais provável que você se atenha a ela."
A forma pronominal 'la' em 'colocá-la em prática' e o pronome pessoal do caso reto 'ela' em 'atenha a ela' referem-se, respectivamente:
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Q3369601 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Quem foi Frida Kahlo e __________ ela é tão famosa?

A artista mexicana começou a pintar após um acidente de ônibus e se tornou uma figura emblemática em todo o mundo.

Magdalena del Carmen Frida Kahlo Calderón nasceu na Cidade do México em 6 de julho de 1907 e se destacou na história por suas obras de arte e sua personalidade intransigente e cores vibrantes.

A vida da artista foi marcada pela dor física. Em 1913, ela contraiu poliomielite e, em 1925, sofre um acidente grave de ônibus. Esse acidente foi decisivo para sua carreira. Um bonde colidiu com o ônibus em que ela estava e, como resultado do impacto, ela teve a pelve perfurada e sofreu várias fraturas: coluna vertebral, clavícula, várias costelas e uma perna. Consequentemente ela ficou incapacitada de fazer muitos movimentos e teve que permanecer imóvel em sua cama para se recuperar. Esse período de repouso a inspirou a pintar: usando um espelho, ela começou a fazer autorretratos.

De acordo com a Secretaria de Educação Pública do México, Kahlo lutou, por meio de seu trabalho e vida cotidiana, para resgatar as raízes da arte popular mexicana. Ela faleceu em 13 de julho de 1954, aos 47 anos, e seu corpo foi velado no Palácio de Belas Artes mexicano.

De acordo com um artigo da Secretaria de Cultura do México, a artista “se tornou uma figura midiática e um emblema reivindicado por diversos movimentos sociais – como o da diversidade sexual, o feminismo e o das pessoas com deficiência – não apenas por seu trabalho artístico, mas também por sua vida intensa, obra e defesa de seus ideais”.

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/05/quem-foi-frida-kahlo-e-por-que-ela-e-tao-famosa. Acesso em: 15 jan. 2025)
No trecho “Ela faleceu em 13 de julho de 1954, aos 47 anos, e seu corpo foi velado no Palácio de Belas Artes mexicano”, as palavras em destaque são classificadas, respectivamente, como: 
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Q3368733 Português
Texto para a questão.

A LUZ ALHEIA

    Os insetos noturnos são atraídos pelo brilho artificial de uma lâmpada. Li, em algum lugar, que a Lua é uma fonte de orientação para eles e, vendo uma luz qualquer, ficam confusos e voam em espirais cada vez menores. O fototropismo instintivo tornase perigoso e até fatal. O brilho que seduz também queima. Como costumamos transferir consciência humana aos animais, questionamos: por que eles giram ao redor da cintilância que não os beneficia e pode até matá-los?
    
     Humanos têm acentuado fototropismo. Buscamos a luz das pessoas. O interesse pelos famosos, em particular, é um tipo de busca do brilho alheio. Imagine estar próximo de alguém que, por algum motivo, você admira intensamente. Viramos insetos fascinados. Em si, a busca pela luminescência alheia é boa e até inspiradora. Crescemos quando olhamos para ídolos positivos e buscamos objetivos mais elevados. Porém, a sedução implica riscos.

    Então, cada um de nós, insetos que voam sozinhos ou em grupo, vê uma luz coruscante na noite escura de nossa consciência. São biografias que, de longe, se mostram melhores, mais interessantes, desafiadoras e repletas de prazer. Elas estão no Facebook, no YouTube, no Instagram, nas revistas, nas narrativas dos amigos e na televisão. A luz alheia ilumina nossa mediocridade. Avaliamos o resultado visível, raramente o custo dele. Vemos alguém falar bem inglês, escrever bem, viajar muito, possuir boa aparência, ter uma família harmoniosa ou quaisquer outros pontos que nosso voo irregular captou na escuridão: ficamos ofuscados e atraídos, feridos narcisicamente e hipnotizados.

    Machado de Assis usou esta metáfora no soneto “Círculo vicioso”. Um vaga-lume voa raso e, mirando ao alto, inveja uma estrela. A estrela lança seu olhar pesaroso em direção ao brilho da Lua. Nosso satélite natural inveja o Sol radiante. Por fim, no terceto final, o Astro-rei confessa: “Pesa-me esta brilhante auréola de nume.../Enfara-me esta luz e desmedida umbela.../Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”. Fecha-se o círculo: desejamos o que não temos, a luz a mais ou a menos. O pirilampo, em seu gracioso voo, perde-se ao observar supostas felicidades mais elevadas. As estrelas são diminuídas pela Lua cheia e o Sol a todos se impõe com sua coroa radiosa. A inveja geral nem sequer concebe que o Sol brilhante possa ser infeliz.

    Abrir mão da dor permanente da comparação e da projeção sobre a luz alheia é um desafio. Precisamos reaprender o caminho da máxima grega: conhece a ti mesmo. Isso não garante que cada vaga-lume se torne o Sol, todavia impede que ele se queime no equívoco da busca da luz alheia. Vaga-lume invejoso morre triste.

KARNAL, Leandro. Diálogo de culturas. 1.ed., 4ª reimpressão. – São Paulo: Contexto, 2018.Adaptado.
Em “[...] desejamos o que não temos”, a função desempenhada pelo termo em evidência é própria de um
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Q3367861 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como fazer resoluções de mudanças na vida e realmente cumpri-las


Há alguma mudança que você gostaria de fazer na sua vida? Quem sabe finalmente escrever aquele romance em que vem pensando há anos. Ou talvez você ache que está na hora de começar a economizar dinheiro para viajar nas férias ou para dar entrada na compra de uma casa ou apartamento. Ou você simplesmente gostaria de melhorar seu condicionamento físico.


Isso é maravilhoso. Mas todos nós sabemos que pode ser difícil se ater a esse tipo de mudança. Os números de matriculados nas academias de ginástica sugerem que metade dos alunos novos desiste em seis meses, e muitos de nós temos evidências de hobbies outrora amados espalhadas por nossas casas.


Para escrever aquele livro, por exemplo, você precisará encontrar tempo para isso e persistir, mesmo quando a situação apertar e o entusiasmo inicial desaparecer.


Primeiro, você deve se perguntar por que está fazendo isso.


Minha pesquisa analisa a psicologia de fazer mudanças por meio das lentes do que é conhecido como teoria da autodeterminação, que propõe que há diferentes formas de motivação. Elas vão desde, por exemplo, estar motivado a fazer algo porque alguém está obrigando você a fazer, até estar motivado porque você acha que é divertido.


Olhando desta forma, as grandes mudanças, como se capacitar para uma nova carreira, e as menores, como participar de uma aula de ginástica semanal, são todas iguais. O que importa é o motivo que você tem para fazer isso.


Encontre o motivo certo


Você pode ter mais de um motivo para fazer uma mudança. Talvez você queira começar algo porque é uma tendência do TikTok, e todo mundo parece estar fazendo isso, ou talvez a sugestão esteja vindo de alguém que faz parte da sua vida. Estes são motivos externos para fazer algo, e este tipo de motivação tem menos chance de ser bem-sucedida.


Concentre-se naquelas que estão "internalizadas", que vêm de dentro de você. Se você conseguir encontrar uma razão pela qual a mudança é importante para você, e tiver sua própria motivação para colocá-la em prática, é muito mais provável que você se atenha a ela. Precisa ser algo que esteja alinhado com seus valores, algo em que você acredite.


Assim, o que você está fazendo nem precisa ser algo que você goste, desde que seja algo que você sinta que é importante para você.


Pense na decisão de economizar dinheiro, por exemplo.


Esta não é uma atividade inerentemente divertida para a maioria das pessoas, mas o ato de economizar pode ser importante devido ao que representa ou ao que isso leva — a viagem de férias ou a casa que você poderia comprar com o dinheiro que guardou. Quando começar a vacilar na sua meta, pensar neste motivo pessoal ajudará você a seguir adiante.


Há dois outros conceitos importantes da teoria da autodeterminação misturados à ideia de uma ação alinhada aos valores pessoais. Quando você faz algo que vem dos seus valores, você deve estar agindo com autonomia — fazendo algo que quer fazer, não algo que outras pessoas obrigaram você a fazer.


Esse é um conceito-chave na teoria, mas pode ser difícil alinhar com coisas como trabalho ou estudo. Talvez sua meta seja se dedicar ao trabalho ou tirar uma boa nota nos estudos. Mas a maioria das pessoas tem um chefe, ou orientador, e a função deles é instruir você sobre o que fazer.


Se você for professor, precisa trabalhar de acordo com o horário da escola, quer goste ou não. No entanto, em outros trabalhos nos quais você estiver mais motivado, poderá fazer algumas escolhas por si mesmo. O magistério é um exemplo interessante de quando isso não acontece, pois, na Inglaterra, essa profissão, que já era bastante estruturada, tornou-se ainda mais rígida nos últimos anos, coincidindo com um problema de recrutamento e retenção. 


A autonomia do professor é amplamente estudada e considerada importante, mesmo fora da teoria da autodeterminação, e a percepção da falta de autonomia é provavelmente um dos motivos pelos quais as pessoas podem querer deixar o emprego.


Disponível em:https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0m13 jn0jnmo - adaptado
"Se você conseguir encontrar uma razão pela qual a mudança é importante para você, e tiver sua própria motivação para colocá-la em prática, é muito mais provável que você se atenha a ela."

A forma pronominal 'la' em 'colocá-la em prática' e o pronome pessoal do caso reto 'ela' em 'atenha a ela' referem-se, respectivamente:
Alternativas
Q3367014 Português

POEMA DE SETE FACES


Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.


Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.

(...) 

No trecho: “As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres.”


O substantivo homens pode ser substituído, gramaticalmente, por: 

Alternativas
Q3366340 Português

Em relação à colocação pronominal, analise a seguinte frase: 


“Nunca me disseram a verdade sobre o caso.”


Assinale a alternativa correta sobre o posicionamento do pronome “me”.


Alternativas
Q3365920 Português
Assinale a alternativa em que o pronome pessoal destacado está corretamente empregado.
Alternativas
Q3365901 Português
Assinale a alternativa que apresenta concordância correta de pronomes de tratamento.
Alternativas
Q3365680 Português

Texto para a questão. 


1   Quem nunca se deparou com alguma antiga anotação e se frustrou por não conseguir entender a própria
caligrafia? A triste verdade: estamos esquecendo como escrever à mão!

    Escrever à mão está entre as técnicas culturais mais importantes da evolução humana. Milhares de anos atrás,
4 as informações eram esculpidas em argila ou pedra, ou escritas com tinta em folhas de palmeira,  pergaminho ou papiro. Até a invenção da imprensa, a escrita à mão era a única maneira de registrar a linguagem em qualquer meio que fosse.

7   A escrita mais antiga de que se tem conhecimento tem cerca de 5 mil a 6 mil anos: desenvolvida pelos sumérios
no atual Iraque, a escrita cuneiforme era utilizada na administração do comércio. Essa escrita pictórica consistia em
cerca de 900 pictogramas e ideogramas, ou seja, símbolos e sinais que eram riscados em tábuas de argila úmida com
10 pedaços de madeira. Com o tempo, essa "caligrafia" evoluiu para várias fontes e também para nosso alfabeto
moderno.
   Ao contrário da fala, a escrita antigamente era reservada apenas a uma minoria: a nobreza, os intelectuais e os

13 comerciantes. O fato de tantas pessoas saberem ler e escrever hoje em dia é resultado da introdução da escolaridade obrigatória no século XX.
    Nestes tempos virtuais, nós nos limitamos a digitar em computadores e smartphones e, quando muito,

16 fazemos uma lista de compras ou poucas outras anotações à mão. Raramente — ou com certa relutância — nos
comunicamos por meio de canetas e papel, enquanto a comunicação por e-mails, mensagens de texto ou —
sobretudo entre os mais jovens — por mensagens de voz virou a regra. 
19  Em plena era digital, agora nos parece extremamente tedioso escrever um texto mais longo à mão. Para que
um cartão de aniversário ou uma carta sejam escritos de forma particularmente bela, é necessário dedicar toda nossa concentração. 
22   Desde crianças, aprendemos a escrever à mão da forma mais correta e ordenada possível. Embora todas as
crianças aprendam as mesmas letras, a escrita de cada um é sempre muito particular. Durante a adolescência e o
início da fase adulta, nossa caligrafia costuma mudar significativamente, mas depois disso ela permanece
25  praticamente a mesma para a maioria das pessoas — cada um desenvolve uma caligrafia única.
      Mas sem prática e controle, a caligrafia só tende a piorar. Problemas de caligrafia são há muito um problema
da sociedade como um todo, e não apenas dos estudantes, como muitas vezes se supõe. A caligrafia correta e legível,
28  afinal, passa por uma verificação na escola.
      Ainda assim, a Associação Alemã de Educação e Formação vem há anos reclamando do declínio das
habilidades de escrita e do aumento dos déficits motores entre crianças em idade escolar. De acordo com o Estudo
31  sobre o desenvolvimento, os problemas e as intervenções na questão da caligrafia (STEP 2022), cada vez mais crianças
estão tendo dificuldades para escrever de forma rápida e legível. E os lockdowns e a prática de ensino domiciliar
durante a pandemia do coronavírus só pioraram a situação.
34   À medida que as pessoas envelhecem, durante a adolescência e no início da idade adulta, a caligrafia tende a
se tornar cada vez mais ilegível — também por causa da falta de prática e controle. 
    Digitar em um teclado é imbatível, especialmente para textos mais longos, pois a estrutura do texto pode ser
37 alterada conforme desejado. A correção automática também elimina erros banais, tornando a escrita mais rápida,
mais legível e menos cansativa.
     A escrita à mão, por outro lado, desafia o cérebro mais do que a digitação e, portanto, promove o aprendizado.
40 Além disso, ao se escrever, o cérebro compara a escrita resultante com modelos aprendidos das letras e palavras e
ajusta a posição dos dedos em tempo real. Olhos e cérebro monitoram constantemente se os dedos estão segurando
a caneta corretamente, aplicando a quantidade certa de pressão, e se claras linhas são criadas ao escrever. Isso requer
43 uma coordenação muito precisa entre os processos visuais e motores. É essa combinação de informação visual e processamento de informação que promove o aprendizado.
   De fato, a escrita à mão é mais lenta do que a digitação, mas isso não é necessariamente uma desvantagem. A
46 lentidão natural nos obriga a processar informações de forma mais intensiva.
  Resumimos o que ouvimos ou pensamos com mais clareza, destacamos palavras-chave ou citações concisas,
às vezes usamos setas ou marcadores para estabelecer conexões e, geralmente, nos envolvemos mais intensamente
49 com o conteúdo, retendo-o em nossa memória por mais tempo.  




                                                                                      Internet:https://g1.globo.com/ (com adaptações).

Considerando as relações coesivas estabelecidas no texto, assinale a alternativa que associa, corretamente, uma expressão empregada no texto e o termo que ela retoma, respectivamente. 
Alternativas
Q3365513 Português
Em “que existe um ganho genético muito rápido” (linhas 44 e 45), a palavra “que” é
Alternativas
Q3365508 Português
A expressão “essa técnica” participa de um recurso coesivo
Alternativas
Q3365266 Português
Assinale a alternativa que apresenta apenas pronomes pessoais.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FAMEMA Provas: VUNESP - 2025 - FAMEMA - Enfermeiro | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Cirurgia Torácica | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Neonatologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Nefrologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Nefrologia Pediátrica | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Medicina Intensiva Pediátrica | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Infectologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Hematologia e Hemoteria | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Ginecologia e Obstetrícia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Medicina do Trabalho | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Cirurgia Geral | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Oncologia Cirúrgica | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Oftalmologista | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Neurologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Cirurgia de Cabeça e Pescoço | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Anestesiologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Gastroenterologia Pediátrica | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Endocrinologia e Metabologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Clínica Médica | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Cirurgia Vascular | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Oncologia Clinica | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Tecnólogo em Radiologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Reumatologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Psiquiatria | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Pneumologia | VUNESP - 2025 - FAMEMA - Médico I - Especialidade: Pediatria |
Q3364815 Português
Especialização médica a distância


   Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB) sobre cursos de especialização lato sensu em Medicina acende um alerta sobre a formação desses profissionais. Embora o título de especialista em determinada área seja condicionado à realização de Residência Médica, há franco crescimento de especializações que prometem o que não podem cumprir.

  Segundo o levantamento, são quase 2 mil cursos de especialização em Medicina, sobretudo em instituições particulares. Mas 41% deles, ou 800, são promovidos na modalidade de ensino a distância (EAD) e 11%, ou 216, na semipresencial. Menos da metade, ou 927 cursos, é presencial.

   Essa formação alternativa se impõe por vários motivos. Um deles é que o número de vagas em Residências, que são reconhecidas pelas Sociedades Médicas das áreas, é inferior ao de médicos formados no País. Em 2022, formaram-se 25,5 mil médicos nas faculdades do Brasil afora, mas havia apenas 16 mil vagas em Residências. A esse fenômeno se deu o nome de “déficit de oportunidades”.

   Se faltam oportunidades nas Residências, sobram nas especializações. Esses cursos são mais curtos e demandam menos recursos. Enquanto uma Residência exige a estrutura de um hospital de ensino, com a presença de preceptores e supervisores, com formação teórica e prática ao longo de até 2,8 mil horas, a serem concluídas entre dois e cinco anos, uma especialização pode ser realizada em 360 horas.

   Portanto, investimentos são necessários nas estruturas das Residências, e o valor da bolsa demanda incremento, haja vista que a contrapartida financeira é fundamental para atrair bons residentes. Assim, conciliam-se interesses de mercado e os interesses sociais. Sem médicos devidamente especializados e qualificados, é a população quem padece.

(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.02.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de regência verbal e emprego de pronome.
Alternativas
Q3364776 Português

Leia o texto II para responder à questão.


Texto II- 3ª do Plural – Engenheiros do Hawaii


Corrida pra vender cigarro

Cigarro pra vender remédio

Remédio pra curar a tosse

Tossir, cuspir, jogar pra fora

Corrida pra vender os carros

Pneu, cerveja e gasolina

Cabeça pra usar boné

E professar a fé de quem patrocina

Eles querem te vender

Eles querem te comprar

Querem te matar (de rir)

Querem te fazer chorar

Quem são eles?

Quem eles pensam que são?

(...)


Corrida contra o relógio

Silicone contra a gravidade

Dedo no gatilho, velocidade

Quem mente antes diz a verdade

Satisfação garantida

Obsolescência programada

Eles ganham a corrida

Antes mesmo da largada

Eles querem te vender

Eles querem te comprar

Querem te matar (a sede)

Eles querem te sedar

Quem são eles?

Quem eles pensam que são?

(...)


Vender, comprar, vendar os olhos

Jogar a rede, contra a parede

Querem te deixar com sede

Não querem te deixar pensar

Quem são eles?

Quem eles pensam que são?


Composição: Humberto Gessinger

Sobre a canção lida, quem seria a 3ª do plural e o que isso significa? 
Alternativas
Q3364775 Português

Leia o texto I para responder à questão.


Texto I - INFÂNCIA


    Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

    Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

    Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

    Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

    Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas. À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

    Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso.

    E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo. Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


Fonte: RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 2003.

Sabendo que o uso do verbo dirigir normalmente exige o uso de preposição, observe o trecho: “Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim.”. Qual explicação que pode ser dada para a falta de crase neste contexto?
Alternativas
Respostas
1841: B
1842: C
1843: D
1844: E
1845: D
1846: A
1847: D
1848: A
1849: C
1850: A
1851: B
1852: B
1853: A
1854: E
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1859: A
1860: B