Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 14.628 questões

Q215546 Português
Na expressão “não se trata de reserva de mercado” ocorre uma próclise por que:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: PaqTcPB Órgão: IPSEM Prova: PaqTcPB - 2010 - IPSEM - Motorista |
Q215456 Português
Analise as afirmações a propósito do texto acima e marque a alternativa que corresponde à resposta certa:

I - No verso “ainda que mal o saibas” (verso 16) o pronome em destaque refere-se ao amor citado no verso anterior.

II - “Me salvo e me dano”, temos o uso incorreto do pronome oblíquo no início da frase, segundo as normas gramaticais.

III -Todos os verbos do texto estão no presente do subjuntivo .
Alternativas
Q213559 Português
A fita métrica do amor

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando
fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena
pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente
no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento,
quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de
acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa
reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer
num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção
pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que
parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento
é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao
estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
(Martha Medeiros)

É a sua sensibilidade sem tamanho.” O pronome destacado anteriormente é:
Alternativas
Q212654 Português
Quando a natureza mata

Menina do interior, tive a natureza como presença enorme em torno da casa e por toda a pequena cidade: paisagem, abrigo, fascinação, surpresa, escola de permanência e também de transitoriedade. Mantive um laço estreito com esse universo, e quando posso durmo de janelas e cortinas abertas, para sentir a respiração do mundo. Porém, cedo também aprendi que a mãe natureza pode ser cruel. Granizo perfurando folhas e arrasando a horta, geada castigando flores, raios matando gente. De longe, ouvia falar em terremoto, quando o vasto mundo ainda era distante. Agora que o mundo ficou minúsculo, porque o Haiti arrasado, o Chile destruído e a Europa nevada estão ao alcance do meu dedo no computador ou no controle da televisão, a velha mãe se manifesta em estertores que podem ser apenas normais (o clima da Terra sempre mudou, às vezes radicalmente, antes de virmos povoar este planeta), mas também podem ser rosnados de protesto, “ei, o que estão fazendo comigo essas pequenas cracas que se instalaram sobre minha pele?”.
Mas a natureza não mata apenas com enchentes, deslizamentos, terremotos e tsunamis. Mata pela mão dos humanos, o que pode parecer um fato em escala menor, mas é bem mais preocupante. Homens, mulheres e meninos-bomba quase diariamente se explodem levando consigo dezenas de vidas inocentes: pais de família, mães ou crianças, mulheres fazendo a feira, jovens indo para a escola. Bandidos incendeiam um ônibus com passageiros dentro: dois morrem logo, outros vários curtem em hospitais o grave sofrimento dos queimados. Não tinham nada a ver com a bandidagem, estavam apenas indo para o trabalho, ou vindo dele. Assaltantes explodem bancos em cidades do interior antes tranquilas. Criminosos sequestram casais ou famílias inteiras e os submetem aos maiores vexames e terror. Como está virando costume, a gente agradece por escapar com vida.
Duas mães deixam num barraco imundo cinco crianças, algumas com menos de 6 anos. Sem comida, sem força, sem presença, sem a menor higiene. O policial que as encontra leva duas menorzinhas para casa, onde sua mulher lhes dá banho e comida. As crianças, de tão fracas, mal conseguem se alimentar. O homem chora: tem três filhos pequenos, e há algum tempo perdeu uma filhinha. A maldade humana agride até esse homem que com ela deve ter frequente contato.
A natureza, da qual fazemos parte, mata com muito mais crueldade através de nós do que através do clima ou de movimentos da terra, e de maneira bem mais assustadora: pois nós pensamos enquanto prejudicamos o nosso semelhante.
Temos a intenção de atormentar, torturar, matar, mesmo que em vários casos seja uma consciência em delírio – estamos tão drogados que achamos graça de tudo. Mas somos responsáveis por nos termos drogado.
De modo que, como me dizia um amigo, o ser humano não tem jeito, não. Ou: esse é o nosso jeito, a nossa parte na natureza. De um lado, os cuidadores, que vão de pais e mães até médicos e enfermeiras; do outro lado, os destruidores, que são os bandidos, mas também (que tristeza) eventualmente pais e parentes. E contra eles, tanto ou mais do que contra a natureza não humana, somos impotentes. O que faz a criança diante do abandono materno? Em relação ao pai, tio ou irmão estuprador? O que fazem passageiros de um ônibus, pacíficos e cansados, diante do terror imposto por bandidos? Nada. Migalhas humanas soterradas por maldade e frieza, como num terremoto ou tsunami somos soterrados pela lama, pelos destroços, pelas águas.
Resta filosofar um pouco: de que vale a vida, quanto vale a minha, e como a usamos, se é que pensamos nisso? Pensar pode ser meio chato, e ainda por cima traz alguma inquietação. A natureza poderosa, encantadora e cruel também somos nós: que a gente não fique do lado dos animais assassinos, como a orca, que depois de matar três pessoas continua, como foi anunciado, “fazendo parte do time”, no parque americano.
Antes de usar um adesivo “salve as baleias”, eu quero um adesivo “salve as pessoas, que são parte da natureza”.
(Luft, Lya. Revista VEJA, 17 de março de 2010 – pág. 24)

Quanto à classe gramatical das palavras sublinhadas, tem-se a correspondência correta em:
Alternativas
Q212550 Português

É tempo de pós-amor

   Cansei de amor! Quantos filmes, entrevistas, artigos, livros sobre amor cruzaram seu caminho ultimamente? Em uma semana, assisti a um vídeo, vi um filme, li meio livro e participei de um debate na televisão. Tudo sobre amor. E ouvi as pessoas – provavelmente também eu própria – dizerem coisas pertinentes e bem ditas que, de tão pertinentes e repetidas, já se tornaram chavões comportamentais, e parecem fichas de computador dissecadas de qualquer verdade emocional. E de repente está me dando uma urticária na alma, um desconforto interno que em tudo se assemelha à indigestão.

    Estamos fazendo com o amor o que já fizemos com o sexo. Na década passada parecia que tínhamos reinventado o sexo. Não se pensava, não se falava, não se praticava outro assunto. Toda a nossa energia pensante, todo o nosso esforço vital pareciam concentrados na imensa cama que erguíamos como única justificativa da existência humana. Transformamos o sexo em verdade. Adoramos um novo bezerro de ouro.

    Mas o ouro dos bezerros modernos é de liga baixa, que logo se consome na voracidade da mass media. O sexo não nos deu tudo o que dele esperávamos, porque dele esperávamos tudo. E logo a sociedade começou a olhar em volta, à procura de um outro objeto de adoração. Destronado o sexo, partiu-se para a grande festa de coroação do amor.

  Agora, aqui estamos nós, falando pelos cotovelos, analisando, procurando, destrinchando. E desgastando. Antes, quando eu pensava numa conversa séria, direita, com a pessoa que se ama, sabia a que me referia. Mas agora, quando ouço dizer que “o diálogo é fundamental para a manutenção dos espaços”, não sei o que isso quer dizer, ou melhor, sei que isso não quer dizer mais nada. Antes, quando eu pensava ou dizia que amor é fundamental, tinha a exata noção da diferença entre o fundamental e o absoluto. Mas agora, quando eu ouço repetido de norte a sul, como num gigantesco eco, que “a vida sem amor não tem sentido”, fico com a impressão de estar ouvindo um slogan publicitário e me retraio porque sei que estão querendo me impor um produto.

    A vida sem amor pode fazer sentido, e muito. É bom que a gente recomece a dizer isso. Mesmo porque há milhões de pessoas sem amor, que viveriam bem mais felizes se de repente a voz geral não lhes buzinasse nos ouvidos que isso é impossível. O mundo só andou geometricamente aos pares na Arca de Noé. Fora disso, anda emparelhado quem pode, quando pode. E o resto espera uma chance, sem nem por isso viver na escuridão.

   Antes que se frustrem as expectativas, como aconteceu com o sexo, seria prudente descarregar o amor, tirar-lhe dos ombros a responsabilidade. Ele não pode nos dar tudo. Nada pode nos dar tudo. Porque o tudo não existe. O que existe são parcelas, que, eternamente somadas e subtraídas, multiplicadas e divididas, nos aproximam e afastam do tudo. E a matemática dessas parcelas pode ser surpreendente: quando, como está acontecendo agora, tentamos agrupá-las todas em cima de uma única parcela – o amor −, elas não se somam, pelo contrário, se fracionam, causando o esfacelamento da parcela-suporte.

     Amor criativo é ótimo, dizem todos. E é verdade. Mas melhor ainda é pegar uma parte da criatividade que está concentrada no amor, e jogá-la na vida. Solta, ela terá possibilidades de contaminar o cotidiano, permear a vida toda e voltar a abastecer o amor, sem deixar-se absorver e esgotar por ele. Dedicar-se à relação é importante, dizem todos. E é verdade. Mas qualquer um de nós tem inúmeras relações, de amizade, vizinhança, sociais, e anda me parecendo que concentrar toda a dedicação na relação amorosa pode custar o empobrecimento das outras.

   Sim, o amor é ótimo. Porém acho que vai ficar muito melhor quando sair do foco dos refletores e passar a ser vivido com mais naturalidade. Quando readquirirmos a noção de que não é mais vital do que comer e banhar o corpo em água fria nem mais tranquilizador do que ter amigos e estar de bem com a própria cara. Quando aceitarmos que não é o sal da terra, simplesmente porque a terra é seu próprio sal, e é ela que dá sabor ao amor.

(Colasanti, Marina, 1937 – Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996) 

A expressão destacada foi corretamente substituída pela forma átona do pronome pessoal em:
Alternativas
Q212549 Português

É tempo de pós-amor

   Cansei de amor! Quantos filmes, entrevistas, artigos, livros sobre amor cruzaram seu caminho ultimamente? Em uma semana, assisti a um vídeo, vi um filme, li meio livro e participei de um debate na televisão. Tudo sobre amor. E ouvi as pessoas – provavelmente também eu própria – dizerem coisas pertinentes e bem ditas que, de tão pertinentes e repetidas, já se tornaram chavões comportamentais, e parecem fichas de computador dissecadas de qualquer verdade emocional. E de repente está me dando uma urticária na alma, um desconforto interno que em tudo se assemelha à indigestão.

    Estamos fazendo com o amor o que já fizemos com o sexo. Na década passada parecia que tínhamos reinventado o sexo. Não se pensava, não se falava, não se praticava outro assunto. Toda a nossa energia pensante, todo o nosso esforço vital pareciam concentrados na imensa cama que erguíamos como única justificativa da existência humana. Transformamos o sexo em verdade. Adoramos um novo bezerro de ouro.

    Mas o ouro dos bezerros modernos é de liga baixa, que logo se consome na voracidade da mass media. O sexo não nos deu tudo o que dele esperávamos, porque dele esperávamos tudo. E logo a sociedade começou a olhar em volta, à procura de um outro objeto de adoração. Destronado o sexo, partiu-se para a grande festa de coroação do amor.

  Agora, aqui estamos nós, falando pelos cotovelos, analisando, procurando, destrinchando. E desgastando. Antes, quando eu pensava numa conversa séria, direita, com a pessoa que se ama, sabia a que me referia. Mas agora, quando ouço dizer que “o diálogo é fundamental para a manutenção dos espaços”, não sei o que isso quer dizer, ou melhor, sei que isso não quer dizer mais nada. Antes, quando eu pensava ou dizia que amor é fundamental, tinha a exata noção da diferença entre o fundamental e o absoluto. Mas agora, quando eu ouço repetido de norte a sul, como num gigantesco eco, que “a vida sem amor não tem sentido”, fico com a impressão de estar ouvindo um slogan publicitário e me retraio porque sei que estão querendo me impor um produto.

    A vida sem amor pode fazer sentido, e muito. É bom que a gente recomece a dizer isso. Mesmo porque há milhões de pessoas sem amor, que viveriam bem mais felizes se de repente a voz geral não lhes buzinasse nos ouvidos que isso é impossível. O mundo só andou geometricamente aos pares na Arca de Noé. Fora disso, anda emparelhado quem pode, quando pode. E o resto espera uma chance, sem nem por isso viver na escuridão.

   Antes que se frustrem as expectativas, como aconteceu com o sexo, seria prudente descarregar o amor, tirar-lhe dos ombros a responsabilidade. Ele não pode nos dar tudo. Nada pode nos dar tudo. Porque o tudo não existe. O que existe são parcelas, que, eternamente somadas e subtraídas, multiplicadas e divididas, nos aproximam e afastam do tudo. E a matemática dessas parcelas pode ser surpreendente: quando, como está acontecendo agora, tentamos agrupá-las todas em cima de uma única parcela – o amor −, elas não se somam, pelo contrário, se fracionam, causando o esfacelamento da parcela-suporte.

     Amor criativo é ótimo, dizem todos. E é verdade. Mas melhor ainda é pegar uma parte da criatividade que está concentrada no amor, e jogá-la na vida. Solta, ela terá possibilidades de contaminar o cotidiano, permear a vida toda e voltar a abastecer o amor, sem deixar-se absorver e esgotar por ele. Dedicar-se à relação é importante, dizem todos. E é verdade. Mas qualquer um de nós tem inúmeras relações, de amizade, vizinhança, sociais, e anda me parecendo que concentrar toda a dedicação na relação amorosa pode custar o empobrecimento das outras.

   Sim, o amor é ótimo. Porém acho que vai ficar muito melhor quando sair do foco dos refletores e passar a ser vivido com mais naturalidade. Quando readquirirmos a noção de que não é mais vital do que comer e banhar o corpo em água fria nem mais tranquilizador do que ter amigos e estar de bem com a própria cara. Quando aceitarmos que não é o sal da terra, simplesmente porque a terra é seu próprio sal, e é ela que dá sabor ao amor.

(Colasanti, Marina, 1937 – Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996) 

Quanto à classe gramatical das palavras sublinhadas, tem-se a correspondência correta em:
Alternativas
Q203821 Português
Em qual opção o pronome oblíquo não viola a norma-padrão da língua portuguesa?
Alternativas
Q202612 Português
As questões de 1 a 4 referem-se ao texto seguinte.

Imagem 001.jpg


A reescrita do período “As palavras de sinha Vitória encantavam-no.” (linhas 11-12), não viola a colocação pronominal em qual opção?
Alternativas
Q202611 Português
As questões de 1 a 4 referem-se ao texto seguinte.

Imagem 001.jpg


Dadas as proposições seguintes quanto ao texto,

I. No primeiro período há uma violação à norma-padrão da língua portuguesa, quanto à colocação pronominal.

II. Há em todo o texto uma forte presença do discurso indireto livre.

III. A construção das cenas vividas pelas personagens assume uma atitude descritiva.

IV. Embora narrativo, percebe-se o ponto de vista do autor quanto à temática.

quais são verdadeiras?
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: SES-GO Prova: FUNCAB - 2010 - SES-GO - Médico - Cardiologia |
Q202573 Português
Cura e entretém

Duas vezes por dia, pela manhã e pela tarde, o
aparelho de videogame era instalado no quarto de Lucas
Savaris Morcelli, 14 anos, na unidade de terapia intensiva do
Hospital Vita, em Curitiba. Durante as sessões de meia hora
cada uma, o garoto jogava beisebol ao mesmo tempo em que
fazia exercícios sob orientação do fisioterapeuta. Ele
precisava sincronizar a respiração com o movimento de
rebater a bola virtual. A gameterapia se estendeu pelas duas
semanas que Lucas permaneceu na UTI. O adolescente sofre
de fibrose cística, doença genética crônica que causa
excesso de secreção nos pulmões. O jogo ajudou Lucas a
ampliar sua capacidade pulmonar e também lhe fortaleceu os
músculos e a autoestima. “Melhorei muito no beisebol.Agora,
faço mais de 10 pontos.Meu pai não joga comigo porque sabe
que vai perder”, diz.
Hoje, uma dezena de pacientes da UTI do hospital
paranaense frequenta sessões de gameterapia. Quando
surgiram, nos anos 80, os videogames eram acusados de
incentivar o sedentarismo. Essa visão sofreu uma reviravolta
nos últimos três anos, com o lançamento de jogos equipados
com sensores de movimento, que transformam o corpo do
jogador em joystick. Como eles transferem os movimentos do
jogador para a ação do game na tela, é preciso deixar o sofá
para dar raquetadas em bolas de tênis ou chutar bolas
virtuais. Por isso o console Wii, da Nintendo, e o jogo Eye Toy
do PlayStation 2, da Sony, são bons exercícios físicos. A
utilização terapêutica desses games começou dois anos atrás
no Canadá. Hoje ocorre em pelo menos cinco outros países
como complemento na reabilitação de pacientes com
sequelas de derrames cerebrais ou vítimas de doenças
degenerativas, como Parkinson.
O pioneiro no Brasil foi o Hospital Vita, em março. A
reação dos pacientes foi entusiástica. “Nunca tinha visto
pacientes tão afoitos para fazer exercícios”, diz Esperidião
Elias Aquim, chefe do serviço de fisioterapia do hospital. As
primeiras experiências, por sinal, foram realizadas com o
console de Wii que o fisioterapeuta trouxe de casa. Depois de
dez meses de uso,Aquim não tem dúvida sobre os benefícios
da gameterapia para pacientes internados na UTI. Ele
descobriu igualmente alguns riscos. “O esforço físico,
somado à empolgação dos pacientes, pode fazer a pressão
sanguínea subir perigosamente”, diz Aquim. Um dos jogos
mais usados nos hospitais de todo omundo é o Wii Fit. Ele tem
48 exercícios, orientados por um treinador virtual, para a
tonificação de músculos, atividades aeróbicas, ioga e treinos
de equilíbrio.O jogador fica numa pequena plataforma e dirige
seu personagem virtual com movimentos do corpo.
No início de dezembro, o Instituto de Reabilitação
Lucy Montoro, em São Paulo, começou a testar o Wii na
terapia com hemiplégicos, pessoas com os movimentos de
um lado do corpo limitados por um derrame. Muitas vezes os
problemas para andar decorrem da dificuldade enfrentada
pelos pacientes quando é preciso transferir o peso de uma
perna para a outra – exatamente o que eles aprendema fazer
sobre a pequena plataforma do jogo. Os resultados no Lucy
Montoro têm sido animadores, sobretudo pela capacidade do
game de estimular a determinação do paciente. Na
fisioterapia tradicional, os hemiplégicos realizam movimentos
repetitivos e monótonos com pesos e aparelhos especiais. O
videogame não substitui essas técnicas, mas faz com que os
exercícios fiquem mais divertidos. Em Israel, o Eye Toy do
Playstation 2 está sendo usado como uma espécie de
analgésico para vítimas de queimaduras extensas. “Os
pacientes ficam de tal forma hipnotizados pelo jogo que a
sensação de dor diminui”, disse a VEJA o cirurgião plástico
Josef Haik, do Sheba Medical Center, próximo a Tel-Aviv.
“Como o videogame é um passatempo divertido, os
fisioterapeutas conseguem exercitar os pacientes por mais
tempo e atingir melhores resultados”, completa. Uma
vantagem adicional do videogame é que a terapia pode
continuar em casa, com a assistência de um fisioterapeuta,
depois do paciente ter alta do hospital.

(Juliana Cavaçana, in Revista Veja, 13 de jan. de 2010)

Indique a opção em que a palavra grifada é um pronome demonstrativo.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: SES-GO Prova: FUNCAB - 2010 - SES-GO - Médico - Cardiologia |
Q202569 Português
Cura e entretém

Duas vezes por dia, pela manhã e pela tarde, o
aparelho de videogame era instalado no quarto de Lucas
Savaris Morcelli, 14 anos, na unidade de terapia intensiva do
Hospital Vita, em Curitiba. Durante as sessões de meia hora
cada uma, o garoto jogava beisebol ao mesmo tempo em que
fazia exercícios sob orientação do fisioterapeuta. Ele
precisava sincronizar a respiração com o movimento de
rebater a bola virtual. A gameterapia se estendeu pelas duas
semanas que Lucas permaneceu na UTI. O adolescente sofre
de fibrose cística, doença genética crônica que causa
excesso de secreção nos pulmões. O jogo ajudou Lucas a
ampliar sua capacidade pulmonar e também lhe fortaleceu os
músculos e a autoestima. “Melhorei muito no beisebol.Agora,
faço mais de 10 pontos.Meu pai não joga comigo porque sabe
que vai perder”, diz.
Hoje, uma dezena de pacientes da UTI do hospital
paranaense frequenta sessões de gameterapia. Quando
surgiram, nos anos 80, os videogames eram acusados de
incentivar o sedentarismo. Essa visão sofreu uma reviravolta
nos últimos três anos, com o lançamento de jogos equipados
com sensores de movimento, que transformam o corpo do
jogador em joystick. Como eles transferem os movimentos do
jogador para a ação do game na tela, é preciso deixar o sofá
para dar raquetadas em bolas de tênis ou chutar bolas
virtuais. Por isso o console Wii, da Nintendo, e o jogo Eye Toy
do PlayStation 2, da Sony, são bons exercícios físicos. A
utilização terapêutica desses games começou dois anos atrás
no Canadá. Hoje ocorre em pelo menos cinco outros países
como complemento na reabilitação de pacientes com
sequelas de derrames cerebrais ou vítimas de doenças
degenerativas, como Parkinson.
O pioneiro no Brasil foi o Hospital Vita, em março. A
reação dos pacientes foi entusiástica. “Nunca tinha visto
pacientes tão afoitos para fazer exercícios”, diz Esperidião
Elias Aquim, chefe do serviço de fisioterapia do hospital. As
primeiras experiências, por sinal, foram realizadas com o
console de Wii que o fisioterapeuta trouxe de casa. Depois de
dez meses de uso,Aquim não tem dúvida sobre os benefícios
da gameterapia para pacientes internados na UTI. Ele
descobriu igualmente alguns riscos. “O esforço físico,
somado à empolgação dos pacientes, pode fazer a pressão
sanguínea subir perigosamente”, diz Aquim. Um dos jogos
mais usados nos hospitais de todo omundo é o Wii Fit. Ele tem
48 exercícios, orientados por um treinador virtual, para a
tonificação de músculos, atividades aeróbicas, ioga e treinos
de equilíbrio.O jogador fica numa pequena plataforma e dirige
seu personagem virtual com movimentos do corpo.
No início de dezembro, o Instituto de Reabilitação
Lucy Montoro, em São Paulo, começou a testar o Wii na
terapia com hemiplégicos, pessoas com os movimentos de
um lado do corpo limitados por um derrame. Muitas vezes os
problemas para andar decorrem da dificuldade enfrentada
pelos pacientes quando é preciso transferir o peso de uma
perna para a outra – exatamente o que eles aprendema fazer
sobre a pequena plataforma do jogo. Os resultados no Lucy
Montoro têm sido animadores, sobretudo pela capacidade do
game de estimular a determinação do paciente. Na
fisioterapia tradicional, os hemiplégicos realizam movimentos
repetitivos e monótonos com pesos e aparelhos especiais. O
videogame não substitui essas técnicas, mas faz com que os
exercícios fiquem mais divertidos. Em Israel, o Eye Toy do
Playstation 2 está sendo usado como uma espécie de
analgésico para vítimas de queimaduras extensas. “Os
pacientes ficam de tal forma hipnotizados pelo jogo que a
sensação de dor diminui”, disse a VEJA o cirurgião plástico
Josef Haik, do Sheba Medical Center, próximo a Tel-Aviv.
“Como o videogame é um passatempo divertido, os
fisioterapeutas conseguem exercitar os pacientes por mais
tempo e atingir melhores resultados”, completa. Uma
vantagem adicional do videogame é que a terapia pode
continuar em casa, com a assistência de um fisioterapeuta,
depois do paciente ter alta do hospital.

(Juliana Cavaçana, in Revista Veja, 13 de jan. de 2010)

Assinale a opção em que o pronome pessoal oblíquo tem o mesmo valor semântico do grifado em:

“O jogo ajudou Lucas a ampliar sua capacidade pulmonar e também lhe fortaleceu os músculos e a autoestima.”
Alternativas
Q202525 Português
No enunciado: “Esta mulher foi aquela que me disse toda verdade sobre os fatos ocorridos no período que estivera fora.”, verifica-se que a ocorrência de dois pronomes demonstrativos está, segundo as regras da gramática normativa,
Alternativas
Q202516 Português

Com base na compreensão do Texto abaixo, responda a questão.


                                                        Verdade e falsidade

        Se observarmos a concepção grega de verdade, notaremos que nela as coisas ou o ser (a realidade) é o verdadeiro ou a verdade. Isto é, o que existe e manifesta sua existência para nossa percepção e para nosso pensamento é verdade ou verdadeiro. Por esse motivo, os filósofos gregos perguntam: como o erro, o falso e a mentira são possíveis? Em outras palavras, como podemos pensar naquilo que não é, não existe, não tem realidade, se o erro, o falso e a mentira só podem referir-se ao que não é, ao não-ser? O ser é o manifesto, o visível para os olhos do corpo e do espírito, o evidente. Errar, falsear ou mentir, portanto, é não ver os tais seres como são, é não falar deles tais como são. Como isso é possível?  

        A resposta dos gregos é dupla:

1. o erro, o falso e a mentira se referem à aparência superficial e ilusória das coisas ou dos seres e   surgem quando não conseguimos alcançar a essência das realidades; são um defeito ou uma falha de nossa percepção sensorial;

2. o erro, o falso e a mentira surgem quando dizemos de algum ser aquilo que não é, quando lhe atribuímos qualidades ou propriedades que ele não possui ou quando lhe negamos qualidades ou propriedades que ele possui. Nesse caso, o erro, o falso e a mentira se alojam na linguagem e acontecem no momento em que fazemos afirmações ou negações que não correspondem à essência de alguma coisa. O erro, o falso e a mentira são um acontecimento do juízo ou do enunciado.  


      O que é a verdade? É a conformidade entre nosso pensamento e nosso juízo e as coisas pensadas ou formuladas. Qual a condição para o conhecimento verdadeiro? A evidência, isto é, a visão intelectual da essência de um ser. Para formular um juízo verdadeiro precisamos, portanto, primeiro conhecer a essência, e a conhecemos ou por intuição, ou por dedução, ou por indução.

     A verdade exige que nos libertemos das aparências das coisas para ver intelectualmente a essência delas; exige portanto que nos libertemos das opiniões estabelecidas e das ilusões de nossos órgãos dos sentidos. Em outras palavras, a verdade sendo o conhecimento da essência real e profunda dos seres é sempre universal e necessária, enquanto as opiniões variam de lugar para lugar, de época para época, de sociedade para sociedade, de pessoa para pessoa. Essa variabilidade e inconstância das opiniões provam que a essência dos seres não está conhecida e, por isso, se nos mantivermos no plano das opiniões, nunca alcançaremos a verdade.

(CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2005. p. 98. Adaptado)  

No período: “A verdade exige que nos libertemos das aparências das coisas para ver intelectualmente a essência delas...”, pode-se assumir:

I. O quê é um pronome relativo com função sintática de objeto direto e introduz uma oração coordenada assindética.

II. O quê é uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

III. O quê é um uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva.

IV. O quê é uma conjunção integrante e introduz uma relação de determinante/determinado, gerando uma construção de parataxe.

Verifica-se que está(ão) correta(s)
Alternativas
Q198536 Português
“Um fenômeno também específico do português é a mesóclise, isto é, a intercalação de pronomes átonos nos verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito: “dir-se-á” e “calar-me-ia”. (parágrafo 4). Neste fragmento, o autor distingue a língua portuguesa das demais, discutindo a questão da colocação dos pronomes oblíquos átonos. A alternativa em que a colocação do pronome obl íquo destacado está em DESACORDOcomo padrão culto da língua é:
Alternativas
Q198232 Português
Leia o poema abaixo e responda às questões propostas.

Imagem 005.jpg

As palavras grifadas no poema (se – que – a) pertencem, respectivamente, às seguintes classes gramaticais:
Alternativas
Q198227 Português
Em apenas um dos fragmentos abaixo, o pronome grifado temvalor possessivo. Indique-o.
Alternativas
Q194426 Português
Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal nos períodos apresentados a seguir:

I – “ (...) e concentra­se nas condições da rede física, nos mecanismos de regulação e no desenvolvimento das ações de saúde” .
II – “A auditoria analítica baseia­se no desenvolvimento de atividades” .

Alternativas
Q187618 Português
Em relação à regência verbal e nominal, o emprego do pronome relativo, segundo o registro culto e formal da língua, está INCORRETO em:
Alternativas
Q186962 Português
Leia a história em quadrinhos abaixo.

Imagem 013.jpg

Com relação aos quadrinhos, considere as afirmativas abaixo.

I - No segundo quadrinho, a próclise do pronome está de acordo com o padrão do Português falado no Brasil.

II - A organização discursiva que o caramujo apresenta, no terceiro quadrinho, é adequada para preenchimento de agenda.

III - A elipse do objeto direto na exposição do caramujo para “tarde” e “noite” obscurece a interpretação do texto.

IV - O comentário da joaninha, no terceiro quadrinho, é irônico.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q185212 Português
Imagem 003.jpg

A visão apresentada na charge (Texto II) sobre o papel social desempenhado por pais e mães fica explícita, no Texto I, em:

De acordo com o registro formal culto da língua, a colocação pronominal está INADEQUADA em:

Alternativas
Respostas
13701: D
13702: E
13703: B
13704: D
13705: C
13706: A
13707: A
13708: D
13709: B
13710: A
13711: B
13712: A
13713: A
13714: A
13715: D
13716: A
13717: B
13718: A
13719: D
13720: A