Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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( ) Nunca deixe-me esperando por muito tempo!
( ) Seus livros? Esqueci-os em cima da mesa.
( ) Sempre acusaram-te, mas sem certezas.
O texto abaixo é referência para a questão.
Na era de ouro da comunicação, pululam informações falsas que buscam difundir crenças sem qualquer base científica. Conceitos consolidados ao longo de séculos, como a esfericidade da Terra, passam a ser questionados de forma simplória e irresponsável. Conteúdos pseudocientíficos na internet desautorizam, por exemplo, a eficácia de vacinas e a utilidade da energia nuclear. Mas conhecer e entender o mundo a partir do método científico é a forma mais eficiente de melhorá-lo.
Um dos conselhos mais conhecidos em divulgação científica é: se há algo importante a ser dito, que seja dito logo. Cumpre-se, então, o conselho: a Terra é redonda. Para um(a) leitor(a) desavisado(a), pode parecer exagero ter de lembrar o formato de nosso planeta, mas os tempos mudam e nem sempre para melhor. Esse fato científico consolidado tem sido questionado em sítios pseudocientíficos na internet. Nossa tarefa aqui é consertar esse equívoco. […]
(Adaptado de: http://cienciahoje.org.br/artigo/a-terra-e-redonda/, acesso em 28, fev. 2019.)
Ela trouxe o texto para ________ ler e depois eu _________ devolvi, dizendo ______ que muito _______ agradara a leitura.
I. Não sei ________ você quer chegar com essa conversa.
II. ________ está minha bolsa?
Marx disse que Deus é o ópio do povo. Já sabemos que não entendia nem de Deus nem de ópio. Deus é uma experiência de fé. Impossível defini-lo.
(Paulo Coelho, em O Globo, 25/2/96)
Não há nada mais gostoso do que o mim sujeito de verbo no infinito. Pra mim brincar. As cariocas que não sabem gramática falam assim. Todos os brasileiros deviam de querer falar como as cariocas que não sabem gramática. As palavras mais feias da língua portuguesa são quiçá, alhures e miúde. (BANDEIRA, Manuel. Seleta em prosa e verso. Org: Emanuel de Moraes.4. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986. P. 19)
Apesar do escritor conhecer as normas que regem a colocação pronominal, ele prefere o português que emprega o “mim” como sujeito antes de um verbo no infinitivo por acreditar que essa construção seja mais eufônica. Também podemos observar o emprego do pronome mim em desacordo com a norma-padrão no seguinte período:
Texto 1


“O que fazer com aquilo, agora?” (L. 52 e 53)
A palavra sublinhada na frase acima se refere:
Quanto à classe gramatical, assinale a opção que indica a correspondência correta dos termos sublinhados.
A colocação pronominal utilizada na expressão em destaque, no texto, fere a norma padrão, pois a conjunção “que” é um elemento atrativo, exigindo a ocorrência de próclise (pronome antes do verbo). Em qual dos itens abaixo também ocorre desvio padrão na colocação pronominal?
O rápido aumento das viagens para o exterior, impulsionado por tarifas aéreas baratas e férias anuais mais longas, estimulou o apetite pelo exótico. Em Bonn, Toronto e outras 50 cidades ocidentais, o número de restaurantes finos cresceu – na França e na Itália já havia vários. O banqueiro e a mulher, o advogado e a família, a diretora da escola e o marido, bem como todas as pessoas do mesmo estrato social, que na década de 1930 entravam em restaurantes somente para festas de casamento, passaram a sair para comer fora com estilo. Os almoços de negócios tornavam-se mais frequentes e mais longos. A moda de comer fora se popularizou graças à prosperidade crescente e às famílias menores, auxiliada também pelo enfraquecimento dos movimentos pela austeridade e abstinência, vigorosos até mesmo durante a década de 1930 em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e alguns outros. No ápice pela cruzada pela moderação, grupos de protestantes evitavam entrar em restaurantes ou hotéis que servissem refeições, para não verem sobre a mesa a imagem da tentação em forma de uma garrafa de vinho alemão ou francês. No fim do século, essa mudança profunda na maneira de as pessoas cozinharem e comerem, bem como em outros aspectos do dia a dia, encontrava-se em estágio avançado. No início do século, a cozinha era o centro de uma casa típica. Farinha, açúcar e alimentos básicos ficavam guardados em latas e tigelas, e das vigas pendiam réstias de cebola, ervas e carne defumada. Em fogões a lenha ou a carvão, praticamente todas as refeições eram preparadas e também se fervia a água para beber e lavar roupas. Grande parte da vida das mulheres se passava na cozinha, onde preparavam comida e faziam inúmeras outras tarefas. Em 2001, esse modo de vida tornava-se raro na Europa e em boa parte das Américas. A comida pronta, enlatada e congelada tomava conta das despensas. Fogões a gás ou elétricos e fornos de micro-ondas substituíam os antigos fogões e os estoques de carvão ou lenha. Foram mudanças extraordinárias, ocorridas rapidamente e experimentadas por cerca de metade dos lares em todo o mundo. (BLEINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 237).
No que se refere à colocação pronominal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Pedro me pediu um livro muito bom.
II – Carlos nunca me pediu um livro emprestado.
III – Foi André quem me pediu dinheiro emprestado.
Leia o seguinte texto jornalístico.
Um adolescente de 13 anos criou um sistema de energia para abastecer barracos, depois que a irmã dele morreu num incêndio causado por uma vela, em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.
A história é parecida com a do filme "O Menino que Descobriu o Vento". A diferença é que Rogério Gonçalves, conhecido como o "Gênio da Lâmpada", é brasileiro e vive no assentamento Jatobá, a 71 km de Campo Grande.
Dos 185 barracos onde vivem as famílias, 8 deles possuem luz elétrica por meio de um sistema que o garoto criou com placas de rádio e bateria de celular. A ideia de não deixar as famílias na escuridão, surgiu após a irmã mais velha morrer queimada aos dois anos de idade em um incêndio causado por uma vela no barraco em que a família morava, em Nioaque, no MS.
( ... )
Disponível em: http://www.sonoticiaboa.eom.br/2019/07 /06/ menino-cria-sistema-energia-irma-morrer-incendio-vela/ Acesso em: 11 jul. 2019.
03. No terceiro parágrafo, o pronome relativo 'que' foi utilizado duas vezes. Ele faz referência , respectivamente, aos seguintes termos:
Com o intuito de enfatizar o termo da oração que funciona como objeto, comumente utiliza-se um pronome oblíquo com sentido e função equivalentes. Considerando o enunciado, assinale a alternativa cujo conteúdo apresenta um objeto indireto pleonástico:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Sobre estar sozinho
01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas
02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O
03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista
04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,
05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,
07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que
08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais
10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da
11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se
12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco
13 romântica, por sinal.
14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo
15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o
16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de
17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a
18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,
19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um
20 companheiro de viagem.
21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se
22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada
23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do
24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e
25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é
26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for
27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas
29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de
30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do
31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para
32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que
33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo
35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de
36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,
37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de
38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há
39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.
Os pronomes funcionam como recursos coesivos, auxiliando a retomar termos anteriormente mencionados em um texto e garantindo que este seja coerente e, portanto, dotado de unidade de sentido. A esse respeito, analise as seguintes afirmações:
I. O pronome “suas” (l. 10) está retomando diretamente “processo de despersonalização” (l. 09).
II. O pronome “ela” (l. 24) está retomando diretamente “energia” (l. 23).
III. O pronome “ela” (l. 25) está retomando diretamente “nova forma de amor” (l. 24).
Quais estão corretas?
Leia os quadrinhos de Mafalda a seguir:
No quadrinho acima, Felipe pergunta a Mafalda: “Como vão as coisas?” A palavra “vão”, aqui, é uma flexão de um verbo, cujos homônimos também podem ter o valor de:
Que elemento da função morfológica NÃO é usado na Libras?