Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q1825784 Português

Texto CB1A1-II


    Historicamente, o meio ambiente tem sido tratado pela economia apenas como a fonte de recursos e o local de destino dos rejeitos do sistema econômico. Uma vez que não é preciso que todo ser humano aja sobre o meio ambiente para obter os materiais de que necessita, seu uso e seu consumo se fizeram de forma despreocupada ao longo do tempo. No final do século XVIII, a preocupação com a escassez começou a tomar forma com os estudos de Malthus, o qual avaliou que, com a limitação da quantidade de terra disponível para o plantio e com o contínuo crescimento populacional, a disponibilidade de alimentos seria restrita, vindo eventualmente a esgotar-se.

    Com o acúmulo histórico da degradação das fontes ambientais de recursos, compreendeu-se que a escassez não era apenas um exercício teórico. Ela estava transformando-se em realidade, e a preocupação com o valor do meio ambiente foi lentamente inserida na teoria econômica.

    Assim, nos anos mais recentes, problemas como a redução da disponibilidade natural de recursos e a poluição passaram a gerar custos que começaram a indicar que os recursos e serviços ambientais, embora de livre acesso, não são, de forma alguma, gratuitos, impondo gastos para sua reposição ou pela sua degradação.

José Julio Ferraz de Campos Jr. Introdução à economia ambiental,

economia ecológica e valoração econômica. Edição do Kindle (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item a seguir.


No segundo período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “seu”, em suas duas ocorrências no trecho “seu uso e seu consumo”, tem como referente o termo “os materiais de que necessita”.

Alternativas
Q1825774 Português

Texto CB1A1-I

    Em meados dos anos 80 do século passado, Haroldo de Campos tentava definir o sentimento geral de uma época marcada pela descrença no projeto estético e ideológico proposto pelo Modernismo. De acordo com o termo criado por ele, estaríamos vivendo um tempo pós-utópico.

    A designação me parece mais precisa que pós-moderno por dois motivos. Primeiro, porque evita certas ambiguidades — por exemplo, supor que se trata de um período cujo objetivo é encerrar definitivamente a modernidade, o “pós” sugerindo a ruptura radical, e não uma redefinição de caminhos. Depois, porque aponta para a diferença principal entre o imaginário estampado na produção estética ― não só a literária ― da primeira metade do século (e um pouco além) e aquele que temos vivenciado desde, pelo menos, o final dos anos 60 do século passado.

    Tanto a geração de 20 quanto a de 30 eram guiadas por um projeto definido, ousado. Havia uma luta, havia algo a ser combatido: o gosto aristocrático, a mesmice burguesa, para os modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922; o atraso político, a opressão, as desigualdades sociais, no caso da geração seguinte. Por mais que existam diferenças entre esses dois momentos do Modernismo, há, em ambos, algo de missionário.

    No balanço do movimento modernista feito por Oswald e, sobretudo, Mário de Andrade, destacam-se, como crítica, o caráter superficial do movimento, sua “festividade”, seu descompromisso com questões estruturais mais “sérias”, o não enfrentamento das mazelas sociais, econômicas e políticas que mereceriam atenção prioritária. Mesmo reconhecendo as inestimáveis contribuições do movimento no sentido de ser um preparador das mudanças sociopolíticas posteriores, Mário condena certa ignorância dos modernistas acerca das verdadeiras condições culturais (em sentido lato) do país.

Flávio Carneiro. No país do presente: ficção brasileira do início do século XXI. Rocco Digital. Edição do Kindle (com adaptações). 

Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item que se segue.


No trecho “um período cujo objetivo é encerrar definitivamente a modernidade” (segundo parágrafo), o termo “cujo” poderia ser substituído por onde, sem prejuízo da correção gramatical do texto.

Alternativas
Q1825773 Português

Texto CB1A1-I

    Em meados dos anos 80 do século passado, Haroldo de Campos tentava definir o sentimento geral de uma época marcada pela descrença no projeto estético e ideológico proposto pelo Modernismo. De acordo com o termo criado por ele, estaríamos vivendo um tempo pós-utópico.

    A designação me parece mais precisa que pós-moderno por dois motivos. Primeiro, porque evita certas ambiguidades — por exemplo, supor que se trata de um período cujo objetivo é encerrar definitivamente a modernidade, o “pós” sugerindo a ruptura radical, e não uma redefinição de caminhos. Depois, porque aponta para a diferença principal entre o imaginário estampado na produção estética ― não só a literária ― da primeira metade do século (e um pouco além) e aquele que temos vivenciado desde, pelo menos, o final dos anos 60 do século passado.

    Tanto a geração de 20 quanto a de 30 eram guiadas por um projeto definido, ousado. Havia uma luta, havia algo a ser combatido: o gosto aristocrático, a mesmice burguesa, para os modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922; o atraso político, a opressão, as desigualdades sociais, no caso da geração seguinte. Por mais que existam diferenças entre esses dois momentos do Modernismo, há, em ambos, algo de missionário.

    No balanço do movimento modernista feito por Oswald e, sobretudo, Mário de Andrade, destacam-se, como crítica, o caráter superficial do movimento, sua “festividade”, seu descompromisso com questões estruturais mais “sérias”, o não enfrentamento das mazelas sociais, econômicas e políticas que mereceriam atenção prioritária. Mesmo reconhecendo as inestimáveis contribuições do movimento no sentido de ser um preparador das mudanças sociopolíticas posteriores, Mário condena certa ignorância dos modernistas acerca das verdadeiras condições culturais (em sentido lato) do país.

Flávio Carneiro. No país do presente: ficção brasileira do início do século XXI. Rocco Digital. Edição do Kindle (com adaptações). 

Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o item que se segue.


A correção gramatical do texto seria mantida caso, no trecho “supor que se trata de um período” (segundo parágrafo), o pronome “se” fosse deslocado para depois da forma verbal “trata” ― trata-se.

Alternativas
Q1825456 Português

O texto a seguir é referência para a questão.    


    A sociedade de consumo tem por base a premissa de satisfazer os desejos humanos de uma forma que nenhuma sociedade do passado pôde realizar ou sonhar. A promessa de satisfação, no entanto, só permanecerá sedutora enquanto o desejo continuar irrealizado; o que é mais importante, enquanto __________ uma suspeita de que o desejo não foi plena e totalmente satisfeito. Estabelecer alvos fáceis, garantir a facilidade de acesso a bens adequados aos alvos, assim como a crença na existência de limites objetivos aos desejos “legítimos” e “realistas” – isso seria como a morte anunciada da sociedade de consumo, da indústria de consumo e dos mercados de consumo. A não satisfação dos desejos e a crença firme e eterna de que cada ato visando a __________ deixa muito a desejar e pode ser aperfeiçoado são os volantes da economia que tem por alvo o consumidor.

     A sociedade de consumo consegue tornar permanente a insatisfação. Uma forma de causar esse efeito é depreciar e desvalorizar os produtos de consumo logo depois de terem sido alçados ao universo dos desejos do consumidor. Uma outra forma, ainda mais eficaz, no entanto, se esconde da ribalta: o método de satisfazer toda necessidade/desejo/vontade de uma forma que não pode deixar de provocar novas necessidades/desejos/vontades. O que começa como necessidade deve terminar como compulsão ou vício. E é isso que ocorre, já que o impulso de buscar nas lojas, e só nelas, soluções para os problemas e alívio para as dores e a ansiedade é apenas um aspecto do comportamento que não apenas recebe a permissão de se condensar num hábito, mas é avidamente estimulado a fazê-lo. [...]

    Para que a busca de realização possa continuar e novas promessas possam __________ atraentes e cativantes, as promessas já feitas precisam ser quebradas, e as esperanças de realizá-las, frustradas. Um mar de hipocrisia se estendendo das crenças populares às realidades da vida dos consumidores é condição sine qua non para que uma sociedade de consumidores funcione apropriadamente. Toda promessa deve ser enganosa, ou pelo menos exagerada, para que a busca continue. Sem a repetida frustração dos desejos, a demanda pelo consumo se esvaziaria rapidamente, e a economia voltada para o consumidor perderia o gás. É o excesso da soma total de promessas que neutraliza a frustração provocada pelo excesso de cada uma delas, impedindo que a acumulação de experiências frustrantes solape a confiança na eficácia final dessa busca.

    Por essa razão, o consumismo é uma economia do logro, do excesso e do lixo; logro, excesso e lixo não sinalizam seu mau funcionamento, mas constituem uma garantia de saúde e o único regime sob o qual uma sociedade de consumidores pode assegurar sua sobrevivência. A pilha de expectativas malogradas tem um paralelo nas crescentes montanhas de ofertas descartadas das quais se esperava (pois prometiam) que __________ os desejos dos consumidores. A taxa de mortalidade das expectativas é elevada, e, numa sociedade de consumo funcionando adequadamente, espera-se que cresça continuamente.  A expectativa de vida das esperanças é minúscula, e só uma taxa de fecundidade extraordinariamente elevada pode salvá-Ias da diluição e da extinção. Para que as expectativas se mantenham vivas e novas esperanças preencham o vazio deixado por aquelas já desacreditadas e descartadas, o caminho da loja à lata de lixo deve ser curto, e a passagem, rápida.


(BAUMAN, Zygmunt. Vida líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. p. 106-108. Adaptado.)

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, conforme a norma padrão escrita da Língua Portuguesa e na ordem em que aparecem no texto.
Alternativas
Q1825399 Português

Leia o texto para responder à questão. 


O assalto


    A casa luxuosa no Leblon é guardada por um molosso de feia catadura*, que dorme de olhos abertos, ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranquila, e nunca se teve notícia de assalto à residência tão bem protegida.
    Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão de ferro e penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o deixara chegar lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda. O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo para isso. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver, e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa. Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.
    O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No jardim, ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento, o cão estava junto da doméstica e abanou o rabo, afirmativamente.

(Carlos Drummond de Andrade. O sorvete e outras histórias, 1993. Adaptado)

* Cão robusto de feia aparência

Assinale a alternativa em que o pronome destacado assume sentido possessivo.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN Provas: IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Administrador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Administrador - Especializado em Recursos Humanos e Gestor de RH | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista Ambiental | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista de Controle Interno - Contador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista de Sistema e Tecnólogo de Informação | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arquiteto | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arquiteto - Especializado em Trânsito e Engenheiro Civil | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arte Educador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Cirurgião Dentista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Bioquímico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Biólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Auditor Fiscal do Tesouro Municipal | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Assistente Social | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Civil | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Psiquiatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Florestal | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Elétrico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fisioterapeuta | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Endodontista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fonoaudiólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Contador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Economista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Educador Físico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Ambiental | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Químico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Sociólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Mecânico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Supervisor Escolar | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Terapeuta Ocupacional | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Sanitarista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Geógrafo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Turismólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Segurança do Trabalho | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Urologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Veterinário | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Músico Terapeuta | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Estatístico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Farmacêutico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Cardiologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Generalista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fiscal Urbanístico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Geriatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Nutricionista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Ginecologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Perito | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Otorrinolaringologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Ortopedista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Zootecnista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Buco Maxilo Facial | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Diagnóstico Oral | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo para Portadores de Necessidades Especiais | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Periodontista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Pediatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Protetista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Radiologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicólogo Organizacional | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicopedagogo |
Q1825134 Português
Em relação às regras de colocação pronominal, segundo a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN Provas: IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Administrador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Administrador - Especializado em Recursos Humanos e Gestor de RH | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista Ambiental | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista de Controle Interno - Contador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista de Sistema e Tecnólogo de Informação | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arquiteto | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arquiteto - Especializado em Trânsito e Engenheiro Civil | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arte Educador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Cirurgião Dentista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Bioquímico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Biólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Auditor Fiscal do Tesouro Municipal | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Assistente Social | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Civil | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Psiquiatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Florestal | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Elétrico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fisioterapeuta | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Endodontista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fonoaudiólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Contador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Economista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Educador Físico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Ambiental | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Químico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Sociólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Mecânico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Supervisor Escolar | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Terapeuta Ocupacional | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Sanitarista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Geógrafo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Turismólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Segurança do Trabalho | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Urologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Veterinário | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Músico Terapeuta | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Estatístico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Farmacêutico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Cardiologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Generalista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fiscal Urbanístico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Geriatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Nutricionista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Ginecologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Perito | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Otorrinolaringologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Ortopedista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Zootecnista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Buco Maxilo Facial | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Diagnóstico Oral | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo para Portadores de Necessidades Especiais | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Periodontista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Pediatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Protetista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Radiologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicólogo Organizacional | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicopedagogo |
Q1825128 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Guerra de narrativas (adaptado)
   Quando o sol parte e ficamos entretidos ao redor da fogueira ou de frente à telinha, passamos a uma dimensão em que é tênue a fronteira entre o real e o imaginário, o território dos mitos, as sutis engrenagens do nosso modelo social. Esse ritual repete-se há pelo menos 50 mil anos. E, como é da natureza do que é fundamental, histórias são simples. Todas têm começo, meio e fim; personagens e protagonistas; um cenário e um tempo. E mais: toda trama possui um narrador, alguém que escolhe que causo contar, onde o enredo começa e onde termina, o que entra e o que sai. Esse narrador nem sempre é visível, não há como apontar o autor de um mito ou do que entendemos como senso comum.
   Repetimos a balela do descobrimento da América sem pensar que aqui já viviam pessoas antes da invasão europeia. Se o uso da linguagem amplifica a capacidade de colaboração, histórias determinam e influenciam o comportamento social. Se repetimos a narrativa de opressão, perpetuamos sua essência.
   A habilidade narrativa determina quem tem voz. A tensão entre grupos em disputa pela narrativa é tão velha quanto a linguagem. Religiões e impérios sempre espalharam suas falas e disputaram a atenção. Identificar essas narrativas e a quem servem é o caminho para delimitar quem nos fala e inferir o que nos isola ou ajuda a colaborar.
   Não existe narrador isento. Por mais cuidadoso que seja, cada um carrega seu conjunto de valores e é perpassado pelos julgamentos e assunções que vêm com a cultura do grupo. Mesmo que não tenha mensagem específica, o contador de histórias sempre parte de sua visão de mundo.
 https://vidasimples.co/conviver/guerra-de-narrativas/
De acordo com a morfologia, assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a classe de palavras dos termos destacados no trecho a seguir “A habilidade narrativa determina quem tem voz”.
Alternativas
Q1824849 Português

IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pandemia. Disponível em:<https://educacao.uol.com.br/ultimas/bbc/2021/04/24/8-licoes-apos-um-de-ensino-remoto-na-pandemia.htm>. Acesso em: 21 jul. 2021. Adaptado.

A palavra ou a expressão a que se refere o termo em destaque está corretamente explicitada entre colchetes em: 
Alternativas
Q1824846 Português

IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pandemia. Disponível em:<https://educacao.uol.com.br/ultimas/bbc/2021/04/24/8-licoes-apos-um-de-ensino-remoto-na-pandemia.htm>. Acesso em: 21 jul. 2021. Adaptado.

O pronome oblíquo átono em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q1824456 Português

Texto para a questão


(João Carlos Ribeiro Jr. Le monde diplomatique. 25 de maio de 2021)

Era dessa forma que os tutsis eram chamados pelos hutus que defendiam abertamente seu extermínio. (linhas 17 e 18) A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir: I. É possível compreender que somente os hutus que defendiam o extermínio dos tutsis os chamavam de “baratas”, conforme o texto. II. Há uma estrutura de voz passiva no período. III. Só há, no período, um pronome que exerce papel adjetivo. Assinale
Alternativas
Q1824355 Português
Texto para a questão
(João Carlos Ribeiro Jr. Le monde diplomatique. 25 de maio de 2021)
A mãe da escritora, Stefania, era uma pessoa a quem muitas garotas recorriam para descobrir se poderiam ser consideradas moças bonitas. (linhas 3 e 4)
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no excerto acima NÃO tenha se mantido com adequação à norma culta. Não leve em conta alterações de sentido em relação ao período. 
Alternativas
Q1824226 Português

TEXTO I

ONU: 931 milhões de toneladas de alimentos foram para o lixo em 2019 


    Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos – 17% do total disponível aos consumidores em 2019 – foram para o lixo de residências, do comércio varejista, de restaurantes e de outros serviços alimentares, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU). O montante equivale a 23 milhões de caminhões de 40 toneladas carregados, o que, segundo a entidade, seria suficiente para circundar a Terra sete vezes. 

    O Índice de Desperdício de Alimentos 2021, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização parceira WRAP, do Reino Unido, divulgado esta semana, analisa sobras alimentares em pontos de venda, restaurantes e residências – considerando partes comestíveis e não comestíveis, como ossos e conchas. 

    Foram observadas, ao todo, 152 unidades em 54 países. De acordo com o documento, o desperdício de alimentos é um problema global e não apenas de países desenvolvidos. As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda. 

    A maior parte desse desperdício, segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de alimentos disponíveis para consumo são descartados nos lares. Já os serviços alimentares e os estabelecimentos de varejo desperdiçam 5% e 2%, respectivamente. 

    Em termos globais per capita, 121 quilos de alimentos são desperdiçados por consumidor a cada ano. Desse total, 74 quilos são descartados no ambiente doméstico. O desperdício tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, assinala o relatório. Entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, por exemplo, estão associadas a alimentos não consumidos, considerando as perdas em toda a cadeia alimentar. 

    Mudança climática 

    A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, avalia que a redução do desperdício de alimentos ajudaria a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, retardaria a destruição da natureza, aumentaria a disponibilidade de comida e, assim, reduziria a fome, além de contribuir para economizar dinheiro em um momento de recessão global. 

    "Se quisermos levar a sério o combate à mudança climática, à perda da natureza e da biodiversidade, à poluição e ao desperdício, empresas, governos e cidadãos de todo o mundo devem fazer a sua parte para reduzir o desperdício de alimentos”, disse, ao destacar que a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU deste ano será uma oportunidade de lançar “novas e ousadas” ações para enfrentar o desperdício alimentar. 

    Segundo a ONU, o total de 690 milhões de pessoas afetadas pela fome ao longo de 2019 deverá crescer de maneira acentuada por conta da pandemia de covid-19. Além dessa parcela da população global, existem também, de acordo com a entidade, 3 bilhões de pessoas incapazes de custear uma dieta saudável. 

    Uma das sugestões apontadas no relatório é que os países incluam o desperdício de alimentos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) no âmbito do Acordo de Paris, enquanto fortalecem a segurança alimentar e reduzem os custos para as famílias. O documento também defende a prevenção do desperdício de alimentos como uma área primária a ser incluída nas estratégias de recuperação da Covid-19. 

    Cerca de 14 países já possuem dados sobre o desperdício doméstico de alimentos coletados de forma compatível com o índice do Pnuma. Outros 38 países têm dados sobre desperdício doméstico que, com pequenas mudanças na metodologia, cobertura geográfica ou tamanho da amostra, permitiriam a criação de uma estimativa compatível. 


Disponível em https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2021/03/06/onu--931-milhoes-de-toneladas-de-alimentos-foram-para-o-lixo-em-2019. Acesso em 06/03/2021

Na Língua Portuguesa, uma mesma palavra pode desempenhar funções diferentes no texto, dependendo das relações sintáticas que estabelece com outros termos da oração. O termo destacado em “As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda” exerce, no período, a função gramatical de 
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Q1824187 Português

TEXTO I

A solidão amiga


    A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz.     Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida. 

    Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, "parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis". A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: "Como se comporta a Sua Solidão?" Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

    Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você." Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

    Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim: "Por muito tempo achei que a ausência é falta./ E lastimava, ignorante, a falta./ Hoje não a lastimo./ Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.!" (...)

    O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...

    A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira. (...)


Rubem Alves

Disponível em https://www.pensador.com/cronicas_de_rubem_alves/

Em relação à colocação do pronome oblíquo “me” em “As caminhadas pelo deserto me fizeram forte”, analise as afirmativas a seguir:
I. Ocorreu a próclise. II. Ocorreu a ênclise. III. A próclise é opcional nessa frase. IV. A ênclise é obrigatória devido ao verbo no infinitivo. V. A próclise é obrigatória devido à presença do substantivo “deserto”.
É correto o que se afirma
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Q1824156 Português

A questão se refere ao texto a seguir.


O BBBismo

Mentor Neto*


A não ser que você more numa caverna, a essa altura já sabe que o BBB 21 está no ar e na mente de boa parte da população.


Como sempre acontece, antes da temporada começar, o programa é alvo de intensas críticas à Rede. Dizem que é um programa velho, que não aguentam mais, que a fórmula é repetida. Ou que é um absurdo encher uma casa de gente improdutiva para passar meses exercendo suas improdutividades.


Aí... ai, ai, ai!... O programa começa e todo mundo esquece as críticas. O País mergulha num experimento social seríssimo. O que parecem fofocas de um bando de aspirantes a celebridades são, na verdade, matéria bruta para estudos do comportamento humano. Nos quatro cantos das redes sociais surgem especialistas em ética, moral, neurolinguística, psiquiatria e outras disciplinas de humanas.


Então chegam às terças-feiras. Ah, às terças-feiras. O tribunal nacional se reúne para expulsar o fulano que tratou mal a fulana que por sua vez xingou o beltrano que está ficando com sicrana. O paredão é uma decisão tomada pelo espectador com seriedade. Muito mais do que em votações menos importantes.  


Aí, então, muito melhor ir no popular e sugerir o óbvio. Uma forma de governo tipicamente brasileira: O BBBismo. Funciona assim: Em 22 a gente coloca todos os candidatos na mesma casa por 4 anos. Isso mesmo. Governo com transparência 24 horas por dia.


Toda semana, as prioridades do país serão decididas nas provas. Ganhou a prova do líder, governa o país por uma semana. E o melhor, como não sabem o que está acontecendo do lado de fora da casa, não atrapalham a gente.


Poderemos, enfim, construir o país que sempre sonhamos.


Sem políticos pra estragar tudo.


* Escritor e cronista.

Isto É n. 2665, 17 fev. 2021, p. 66. Adaptado.

Alguns preceitos gramaticais estão presentes nos dois textos a seguir.
Texto I “Dizem que é um programa velho, que não aguentam mais, que a fórmula é repetida. Ou que é um absurdo encher uma casa de gente improdutiva para passar meses exercendo suas improdutividades.” 
Texto II 
Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/578431145872147310/. Acesso em: 02 abr. 2021. Adaptado.
A esse respeito, avalie o que se afirma a seguir.
I – No segundo período do Texto I a coesão textual será mantida se houver a substituição do conector “para” pela locução prepositiva “a fim de”. II – Na oração “Mas me pergunto agora:” (Texto II), o verbo “perguntar” é intransitivo, isto é, não necessita de complemento verbal para completá-lo. III – No período “Dizem que é um programa velho,” (Texto I) a oração principal é sem sujeito e a segunda oração exerce a função de um complemento nominal. IV – No terceiro quadrinho há um erro de concordância, pois “a gente” exige sempre o verbo no plural; logo, o certo é grafar: “Eu sei lá para que a gente estamos neste mundo!” V – Em frases como “...você já se perguntou...” (Texto II), a língua portuguesa tende à próclise do pronome átono porque o verbo vem antecedido de uma partícula atrativa. 
Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q1824151 Português

A questão se refere ao texto a seguir.


O BBBismo

Mentor Neto*


A não ser que você more numa caverna, a essa altura já sabe que o BBB 21 está no ar e na mente de boa parte da população.


Como sempre acontece, antes da temporada começar, o programa é alvo de intensas críticas à Rede. Dizem que é um programa velho, que não aguentam mais, que a fórmula é repetida. Ou que é um absurdo encher uma casa de gente improdutiva para passar meses exercendo suas improdutividades.


Aí... ai, ai, ai!... O programa começa e todo mundo esquece as críticas. O País mergulha num experimento social seríssimo. O que parecem fofocas de um bando de aspirantes a celebridades são, na verdade, matéria bruta para estudos do comportamento humano. Nos quatro cantos das redes sociais surgem especialistas em ética, moral, neurolinguística, psiquiatria e outras disciplinas de humanas.


Então chegam às terças-feiras. Ah, às terças-feiras. O tribunal nacional se reúne para expulsar o fulano que tratou mal a fulana que por sua vez xingou o beltrano que está ficando com sicrana. O paredão é uma decisão tomada pelo espectador com seriedade. Muito mais do que em votações menos importantes.  


Aí, então, muito melhor ir no popular e sugerir o óbvio. Uma forma de governo tipicamente brasileira: O BBBismo. Funciona assim: Em 22 a gente coloca todos os candidatos na mesma casa por 4 anos. Isso mesmo. Governo com transparência 24 horas por dia.


Toda semana, as prioridades do país serão decididas nas provas. Ganhou a prova do líder, governa o país por uma semana. E o melhor, como não sabem o que está acontecendo do lado de fora da casa, não atrapalham a gente.


Poderemos, enfim, construir o país que sempre sonhamos.


Sem políticos pra estragar tudo.


* Escritor e cronista.

Isto É n. 2665, 17 fev. 2021, p. 66. Adaptado.

Os textos a seguir, cada um a sua maneira, mostram as palavras como componentes do nosso capital lexical, além de seu uso e emprego.
Texto I “Em nossas mentes, há palavras guardadas das quais pouco nos lembramos; há palavras que são usadas com mais frequência do que outras; há palavras que mantemos sob censura; há palavras adormecidas há muito tempo; existem palavras que podem fazer parte da mente de um falante e não constar da mente de outros – assim como há palavras no Aurélio não contidas no Houaiss e vice-versa.”
SANTANA, Braulino Pereira de. Morfologia e léxico atacam as palavras. Disponível em: < https://periodicos.ufba.br/index.php/estudos/article/viewFile/14539/10001>. Acesso em: 12 abr. 2021, p. 1.
Texto II “Então chegam às terças-feiras. Ah, às terças-feiras. O tribunal nacional se reúne para expulsar o fulano que tratou mal a fulana que por sua vez xingou o beltrano que está ficando com sicrana.”
Considere o enfoque dado às palavras no Texto I, os termos grifados no Texto II e informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a respeito.
( ) A palavra “sicrana” está escrita de modo incorreto, pois o certo é grafar “siclana”. ( ) Os três termos são empregados quando se quer fazer uma referência vaga ou genérica a alguém. ( ) Todos os três são pronomes de tratamento usados denotativamente e incorporados à linguagem popular. ( ) “Fulano”, se usado no diminutivo, ganha sentido pejorativo para caracterizar alguém sem importância.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
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Q1824081 Português

TEXTO I

GPS 


    Entrei no táxi e falei o meu destino.

    – Rua Araribóia, por favor.

    – Araribóia? Espera um minuto!…– rebateu o homem.

    Programou então seu GPS e arrancou.

    – Não precisa de GPS, amigo. Sei mais ou menos onde fica. Posso lhe orientar.

    – Ah, não. Não saio mais de casa sem isto – declarou.

    Resmunguei em silêncio. E lá se foi o taxista seguindo seu brinquedinho falante – “vire à esquerda”; “a 50 metros você vai virar à direita”; “daqui a 300 metros faça o retorno à esquerda”…

    De repente, entre uma e outra prosa, vi ele se afastando da direção que eu julgava ser a correta.

    – Amigo, acho que você está na direção contrária. Tinha que ter entrado naquela rua à direita, melhor fazer o retorno na frente.

    – Não, não, olha aqui – apontou pra geringonça, orgulhoso como ele só. É esse mesmo o caminho.

    Cocei a cabeça irritado. Embora eu não soubesse exatamente qual o trajeto a seguir, sabia que aquele caminho que ele fazia era estupidamente mais longo e complexo. 

    Argumentei mais uma vez, já na iminência de explodir.

    – Moço, desculpe, mas tenho quase certeza de que você está fazendo um caminho muito mais longo do que devia.

    – Não esquenta a cabeça não, companheiro. Tá aqui no GPS, ó. Não vou discutir com a tecnologia, né, amigo?

    “Não vou discutir com a tecnologia.” Sim, eu havia ouvido aquilo. E mais que uma frase de efeito de um chofer de praça, aquilo era uma senha que explicava muita coisa, talvez explicasse até toda uma época.

    O sujeito deixava de lado sua inteligência (se é que a tinha), a experiência de anos perambulando a bordo do seu táxi pelas quebradas da cidade e o próprio poder de dedução para seguir uma engenhoca surda e cega – mas “tecnológica” – sem questioná-la, e sem que eu também pudesse fazê-lo.

    Não quero parecer um dinossauro (embora por vezes eu inevitavelmente pareça), mas sempre defendi um uso inteligente, comedido e crítico dos apetrechos eletrônicos. Conheço pessoas que, por comodidade, condicionamento ou deslumbramento com o novo mundo cibernético, não se deslocam mais à esquina para comprar pão sem que façam uso de GPS, Google Maps e o escambau.

    Tenho um sobrinho, um pensador irreverente de botequim, que gosta de dizer o seguinte:

    – As rodas de bar ficaram muito chatas depois do iPhone. Ninguém mais pode ter dúvida alguma. Se alguém perguntar: “como é o nome daquele cantor que cantava aquela música?”; ou então: “quem era o centroavante da seleção de 86?”, logo algum bobo alegre vai acessar a internet e buscar a resposta. E aí acabar com a graça, a mágica e o mistério… Não sobra assunto pro próximo encontro.

    Outro amigo, filósofo de padaria, tem uma tese/profecia tenebrosa sobre o uso sem critério dos tecnobreguetes: Diz ele:

    – Num futuro próximo, as pessoas deixarão de ter memória. Para que lembrar, se tudo caberá num HD externo?

    É. Faz bastante sentido a tese do meu amigo. Aliás, há tempos não o vejo, o… o… Como é mesmo o nome dele, gente? Aníbal, não. Átila, não… É um nome assim, meio histórico… Desculpem aí, vou ter que espiar na agenda do meu celular.


Zeca Baleiro

Disponível em https://istoe.com.br/133775_GPS/

Em “Tenho um sobrinho, um pensador irreverente de botequim, que gosta de dizer o seguinte:...”, a partícula “que” está exercendo função gramatical de
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Q1823764 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “muito” exerce função morfológica de pronome: 
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Q1823691 Português

Em conformidade com as regras de colocação pronominal, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(  ) Nunca me disse nada sobre a adoção.

(  ) Nos deu o aviso tardiamente.  

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Q1823345 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

    Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância etc. Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
    Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal para minha saúde. Prazer faz muito bem. Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.
     Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.
    Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
   Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.
    Sonhar é melhor do que nada.

(VERÍSSIMO, Luis Fernando. O que faz bem para a saúde? Adaptado). 
As frases abaixo são transcrições livres do texto. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à pontuação, assinale a alternativa correta.
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Q1822399 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Como lidar com ambientes tóxicos no trabalho

Por Alexandre Carvalho

(Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/carreira/como-lidar-com-ambientes-toxicos-no-trabalho/ –

texto adaptado especialmente para esta prova).

Nas alternativas a seguir, são apresentados trechos do texto e, logo em seguida, o pronome e seu referente, nessa ordem, sendo assim, assinale a alternativa na qual essa relação esteja INCORRETA.
Alternativas
Respostas
7021: C
7022: E
7023: E
7024: B
7025: B
7026: C
7027: B
7028: D
7029: E
7030: A
7031: A
7032: B
7033: B
7034: A
7035: B
7036: C
7037: D
7038: D
7039: D
7040: E