Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q1848821 Português

Leia o texto para responder à questão.


Fake news na mira


    Controversa, a expressão fake news é amplamente usada. Mas, se não é fácil definir o que é fake news, imagine combatê-la de forma eficiente. Esse nome tem sido recorrentemente atribuído a postagens que desagradam, erros em matérias, títulos descalibrados e até a colunas de opinião, embora não o sejam. Fake news são conteúdo falso. É uma mentira com aparência de verdade que mimetiza a forma da notícia. Para isso, lança mão da linguagem jornalística e busca popularidade nas redes sociais.
    Um aspecto crucial é saber diferenciá-la dos erros cometidos pela imprensa.

    Diferentemente da notícia, as fake news são produzidas anonimamente e buscam induzir a erro para obter vantagem econômica ou política. Uma Redação profissional é alvo da cobrança do público e pode ser responsabilizada. Quem são os autores de fake news? Não se sabe e, portanto, deles nada pode ser cobrado.

    O fato é que a imprensa não tem o monopólio da verdade. Ela erra e desinforma. A questão é que, quando isso acontece, a sociedade tem meios para cobrar as correções.

    No caso de conteúdo fraudulento, não há espaço para contestação dos acusados nem correção de erro – mesmo porque o erro é proposital.


(Flávia Lima. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flavia-lima-ombudsman/2019/11/fake-news-na-mira.shtml. 24.11.2019. Adaptado)

Considere o seguinte trecho do primeiro parágrafo para responder à questão.
•  Para isso, lança mão da linguagem jornalística e busca popularidade nas redes sociais.
O termo isso, em destaque, refere-se à
Alternativas
Q1848779 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


Annabel Lee

Edgar Allan Poe

(tradução de Fernando Pessoa)




Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.

Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar;

E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar;

Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;

Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar,

Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar;

E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,

Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...

Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)

Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar. 

*barras marcam divisão dos versos do poema.

A vogal “a”, quando inserida em orações e textos, assume funções e classificações distintas. Analise o seu uso no enunciado a seguir: “E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,” [...] Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente a classificação dos termos em destaque.
Alternativas
Q1848774 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


Annabel Lee

Edgar Allan Poe

(tradução de Fernando Pessoa)




Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.

Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar;

E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar;

Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;

Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar,

Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar;

E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,

Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...

Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)

Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar. 

*barras marcam divisão dos versos do poema.

Observe:
I. “Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.” II. “E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...”
Sobre os vocábulos em destaque, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1848737 Português

Conforme a gramática normativa, em relação à colocação pronominal, analisar os itens abaixo:

I. Me chamaram para participar do sorteio.

II. Sempre nos disseram a verdade.

III. Não informaram-te sobre os prazos?

Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas
Q1848464 Português

Texto 1 para responder à questão.

Acerca das questões gramaticais referentes ao texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1848349 Português
Leia, com atenção, o texto de Lucília Diniz, 66 DIAS PARA | | MUDAR e responda o que se pede no comando da questão.

66 DIAS PARA MUDAR
Eis o tempo médio para incorporarmos um novo hábito.
    Não é fácil incorporar um novo hábito à rotina. Mas também não é especialmente difícil. Não há regra geral. Depende da rotina que se quer mudar, do hábito a ser adquirido e, sobretudo, de cada um de nós. De qualquer maneira, não é algo que ocorra da noite para o dia. Pode levar poucas semanas ou alguns meses. Por mais elástico que seja o prazo, no entanto, é importante termos um horizonte à vista, para calibrar nossas expectativas e aplacar ansiedades naturais.
    Muitos anos atrás, quando eu investi na formação de hábitos saudáveis, responsáveis pela eliminação da metade dos meus 120 quilos, não havia referências confiáveis sobre o tempo que o processo duraria. Nos anos 60, o que estava disponível na praça era o mito de que a automação de um novo comportamento consumia no mínimo 21 dias. Era um número mágico, saído da cartola de um bestseller americano, o médico Maxwell Maltz, que difundiu essa métrica a partir da experiência própria e da observação de alguns pacientes. Mas, na falta de um benchmark baseado em estatísticas robusta, as tais três semanas ganharam ares de verdade absoluta.
    Hoje, estudos mais consistentes sobre o fenômeno de mudança de hábito evitam cravar o intervalo de tempo necessário para a adaptação da mente e do corpo, uma vez que são muitas as variáveis que influenciam a transformação. Uma pesquisa de 2009, publicada numa revista especializada, a European Journal of Social Psychology, mostrou que leva de 254 dias para uma pessoa incorporar um novo hábito. A variação é tão grande que teria pouca utilidade a quem busca um parâmetro. Mas o mesmo estudo conclui que, na média, levamos 66 dias para que um exercício diferente ou nova dieta entrem no modo piloto automático.
    Pela minha própria experiência, considero esse um prazo bastante razoável. Não é tão curto a ponto de criar falsas esperanças, nem tão longo que provoque desânimo. Quando embarquei em minha revolução comportamental teria sido mentalmente reconfortante contar com esse referencial. Na época, eu ignorava quanto deveria insistir para concluir a travessia do deserto - o obstáculo inicial para implementar um novo hábito. Comecei e terminei muitas dietas por imaginar que aquele período duro de adaptação não teria fim. Venci, por fim, vivendo um dia de cada vez, mas é claro que a estratégia adotada intuitivamente teria sido facilitada no caso de uma contagem regressiva em direção a essa linha de chegada imaginária dos 66 dias. A medida não é relevante por si própria, mas por quantificar o desafio. Cada xis rabiscado no calendário é um pequeno passo que nos aproxima de um tempo melhor. O processo de mudança é gradativo. Como dizia Mark Twain, “a gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau”.
    O nosso cérebro, que valoriza a eficiência, gosta da rotina. Afinal, se não precisamos pensar para praticar certas ações, como escovar os dentes ou afivelar o cinto de segurança, liberamos a mente para tarefas mais nobres - como nos preparar para o desafio de normalizar novos hábitos nos próximos 66 dias.
FONTE: DINIZ, Lucilia. Revista Veja, 07/07/2021.
A classe gramatical do termo está incorretamente analisada em: “Nos anos 60, o que estava disponível (...)”: 
Alternativas
Q1848345 Português
EXCERTO PARA QUESTÃO:
“(...) a gente não se liberta de um hábito atirando-o pela | janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por | degrau”. 
Os pronomes oblíquos presentes no período em análise substituem o vocábulo:  
Alternativas
Q1848200 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

No enunciado “Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: [...]" (linha 20), é CORRETO afirmar que


I- o pronome oblíquo “nos” foi usado como próclise por exigência do termo “não”.

II- “Ela” é um termo referencial que exerce a função sintática de sujeito.

III- ”olhos, boca, coração, cérebro” exercem função morfológica e sintática diferentes.


É CORRETO o que se afirma em 

Alternativas
Q1848198 Português

Texto 01 – O contrário do Amor



Fonte: MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_de_martha_medeiros>

Acesso em 02/junho/2021. 

Do enunciado “Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe [...]" (linha 10), é CORRETO afirmar que o pronome demonstrativo “esse”


I- exerce a função de conector coesivo, pois faz referência a termo que foi dito anteriormente.

II- faz referência a uma ideia anteriormente expressa, daí tratar-se de um caso de catáfora.

III- não tem valor coesivo em sua conexão gramatical.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q1847964 Português

Pegar o bonde andando


    Expressão antiga. Literalmente, era tomar o veículo em movimento, com cuidado para não levar um espetacular tombo e perder uma perna nessa travessura. Em sentido não literal, significa “pegar uma conversa pela metade, entrar num assunto sem saber direito do que se trata”. Mas falemos do bonde propriamente dito. Se você é jovem, não deve tê-lo conhecido. Portanto, é bom saber que, durante décadas, ele foi figurinha fácil na paisagem urbana das maiores cidades brasileiras.

    O berço do vocábulo é curioso. O dinheiro que financiou os primeiros desses veículos que circularam entre nós no século 19 veio de um empréstimo negociado com a Grã-Bretanha. Para garanti-lo, foram emitidos bonds (títulos a receber). Esses bonds, usados pelos passageiros, exibiam a figura do veículo. O nome pegou e o povo passou a chamar de “bonde” não só o bilhete, mas o próprio veículo.

    O bonde deixou saudade. Gente da terceira e até da quinta idade ainda se lembra da popular figura do “almofadinha”. Como os bancos dos bondes eram de madeira, sem muito conforto, esses sujeitos levavam almofadas onde se sentavam durante a viagem e, vento no rosto, iam cultivando seus sonhos.

    Enquanto isso, o cobrador, pendurado no estribo, ia cobrando a passagem, e, às vezes, era obrigado a ouvir os mais gozadores assim cantarolando: “Din din din din, dois pra Light e um pra mim” (Light era a concessionária que prestava o serviço).


(Márcio Cotrim. Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2014. Adaptado)

Considere as frases elaboradas a partir do texto.


•  Tombos espetaculares eram comuns, e pegar o bonde em movimento exigia cuidado para evitar esses tombos.

•  A imagem dos bondes tornava-se popular, especialmente pelas passagens que traziam a imagem dos veículos impressa no papel.


Atendendo ao emprego e à colocação dos pronomes determinados pela norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas por:

Alternativas
Q1847843 Português
Quais produtos são feitos das árvores?

     As árvores estão entre os seres vivos mais antigos da Terra: as primeiras surgiram há aproximadamente 1 bilhão de anos. Elas se adaptaram a diferentes condições e estão em todos os lugares, de cidades a florestas. E, além de serem essenciais para manter o ambiente da Terra, fornecem diversos produtos para a gente.
    Quase tudo em uma árvore tem utilidade: elas nos dão alimentos, material para construção, substâncias para várias áreas da indústria e até o papel de livros e revistas.
   Várias camadas formam a madeira que sustenta uma árvore. E cada pedaço tem substâncias diferentes, com aplicações variadas. A madeira é o produto principal das árvores, usado para fazer móveis e também nas construções de edifícios e casas. A celulose, extraída da polpa da madeira, serve para fazer papel, ________ e alguns tipos de colas.
    A goma está presente em produtos que contêm borracha, como gomas de mascar, e a resina é aplicada na fabricação de vários tipos de sabão, ________ e adesivos. Já a seiva está nas famosas caldas doces que os canadenses e norte-americanos adoram comer com panquecas, e também dá origem a doces como marshmallows.
     A casca é a parte exterior do tronco e protege a árvore de insetos, perda de água e bruscas mudanças de temperatura. E, ainda, pode ter uma utilidade especial: na espécie chamada sobreiro, a casca produz a ________, que forma rolhas de bebidas e quadros de aviso.
   Com formatos variados, as folhas são parte essencial para a árvore fazer fotossíntese, produzir seu próprio alimento e gerar oxigênio para o ambiente. Para nós, a utilidade vai além, pois as folhas são ricas em fibras aplicadas na fabricação de produtos, como é o caso das cordas.
     As flores possuem uma grande variedade de substâncias usadas em cosméticos e tratamentos de saúde. É o caso da flor da laranjeira, que rende óleos cheirosos, também usados como calmantes naturais. Limão, goiaba, manga e uma infinidade de frutos são consumidos do jeito que nascem nas árvores. Outros precisam de um preparo especial, mas quase sempre há alguma forma de aproveitálos: é o caso, do cacau, que dá origem ao chocolate.
(Site: RecreioUol - adaptado.)
Sobre as classes gramaticais, em “Quase tudo em uma árvore tem utilidade.”, a palavra sublinhada é classificada como:
Alternativas
Q1847746 Português
Em relação à colocação do pronome oblíquo átono, segundo a norma culta, analisar os itens abaixo:
I. Lhe chamou para uma importante reunião. II. Nunca me faltou com respeito. 
Alternativas
Q1847617 Português
Como sobreviver a um ataque de leão.
    Na noite passada tive um dos sonhos mais desesperadores que alguém pode ter: estar sob a mira do olhar atento, faminto e extremamente ágil de um leão. Aintensidade de um sonho se dá, imagino eu, muito pela quantidade de elementos reais. Enquanto sonhamos, na maioria das vezes, não percebemos que estamos presos a uma ficção. Agimos, sentimos e, principalmente, sofremos como se tudo estivesse acontecendo diante dos nossos olhos, naquela fração de tempo chamada “agora”.
    Lembro-me de que estava em um hotel desses que possuem passeios de safári. Tenho flashes também de estarmos em um carro aberto passeando pela selva. Vi girafas, inclusive filhotes, naquele cenário repleto de relva e animais de todos os portes. Avistei também tigres - que são tão lindos quanto ameaçadores. Sem falar nos hipopótamos que, “DiscoveryChannelmente” falando, conseguem atingir um metro e meio de altura e cerca de mile oitocentos quilos. Digo isso para que você consiga sentir a dimensão da minha imersão dentro de um  simples sonho.
    Estava tudo calmo e tranquilo, até então. Voltamos para um alojamento e estávamos reunidos em uma sala. Era um ambiente rústico, com móveis de madeira. O cansaço derrubou todos nós, amigos no sonho, porém desconhecidos na vida real, nos sofás deliciosamente aconchegante em couro marrom, meio envernizado, combinando em todo resto da decoração. Foi nesse momento que ouvimos aquele rugido. Forte. Seco. Capaz de fazer o chão tremer. Lembro, claramente, e pensar que era o fim dalinha para mim.
    Um rugido de leão é capaz de ecoar por oito quilômetros, mas ele está apenas a algum metros de mim. Senti um suor frio percorrer todo meu corpo. Nesse momento, ouvi as seguintes instruções: “Mantenham-se de pé com os braços erguidos e gritando o mais forte e bravos que conseguirem. O leão não ataca presas que ele percebe que são maiores, se mostrem como gigantes, se quiserem sobreviver”. Esse foi o sábio conselho do guia, que tinha estado em passagens superiores do meu sonho.
    Ficamos então de pé, alguns em cima da cadeiras, dos próprios sofás, outros lutando para não entrar em pânico quando vimos aquela beleza selvagem adentrar o nosso espaço. O animal sentou sobre as patas traseiras, exatamente no limite entre a porta e o corredor, nos encarcerando. O guia repetiu, mas desta vez com mais ênfase, que deveríamos gritar o mais alto possível naquele momento. O leão estaria, naqueles minutos de contemplação, decidindo se seríamos o seu almoço ou se não valeria a pena lutar contra tantos. Éramos aproximadamente dez.
    Não adiantava correr. Essa é a verdade. Se o fizéssemos, precisaríamos de alguns segundos a mais para pular as janelas, já que a sala, apesar de ampla, não oferecia melhor roteiro de fuga. Mas até lá ele já teria nos mordido. Leões atingem a velocidade de oitenta quilômetros por hora. Eu dificilmente conseguiria correr a vinte, seria uma presa bastante fácil. Então, seguimos as sugestões do guia. O leão por sua vez, ficou de pé e passou próximo a alguns de nós, senti sua respiração rente a mim...mas não passou disso. Ele foi embora, como se só quisesse pregar uma peça na gente e testar os nossos limites.
    Assim que ele cruzou a porta, o guia a trancou e disse algumas palavras, como se alguém tivesse entrado em meu sonho para me dizer as frases que eu mais precisava ouvir naqueles momentos da minha vida. “É importante saber que fugir * do problema não o fará sumir. É necessário olhar de frente para ele e se mostrar maior. Mais capaz. Às vezes, a vida nos oferece desafios como o ataque de um leão, mas disfarçados de qualquer outra coisa para que aprendamos como agir. Se demos as costas, somos atacados. Se nos mostrarmos imóveis, somos devorados. Se silenciarmos aos rugidos, perecemos”.
    Acordei quase chorando. Era um misto de alívio por ter me livrado daquele ambiente hostil e medo do ataque iminente que, apesar de criação da minha mente, havia sido real e quase palpável. Fiquei atordoado com a constatação de um homem que apareceu durante o meu sono para me dizer como agir diante da minha própria vida. Sinto um arrepio contando isso, pois aquele conselho veio como um sacolejo em um dos momentos mais oportunos do mundo. Espero que ele sirva também a você. Se há algo que te aflige agora, perceba como você está se comportando diante disso. Talvez o meu guia também possa ajudá-lo a se salvar.
FONTE: ROCHA, Matheus. Pressa de ser feliz: crônicas de um ansioso. 7 ed, p. 75-77.
De: “Nesse momento, ouvi as seguintes instruções: (...)” não se pode afirmar: 
Alternativas
Q1847616 Português

Excerto para a questão:

“É importante saber que fugir do problema não o fará sumir. É necessário olhar de frente para ele e se mostrar maior.”  

Analise as afirmativas, coloque C (correta) e E (errada) e marque a alternativa que contempla a sequência correta. ( )O emissor se dirige ao leitor, usando os pronomes “o”, "ele", "se". ( )"O" e "ele” são anafóricos de problema. ( )“se” deveria estar em posição enclítica à forma verbal. 
Alternativas
Q1847103 Português
    A palavra stalking, em inglês, significa perseguição, e é o termo utilizado pelo legislador na tipificação de um crime que engloba condutas que atentem contra a liberdade, a intimidade e a dignidade. Entende-se o stalking, ou o crime de perseguição, como um delito que exige uma perseguição reiterada pelo autor, não consentida pela vítima, que lhe cause medo, angústia e sentimentos afins, além de repercutir diretamente na sua vida de maneiras diversas.
    Embora, em tese, qualquer pessoa possa figurar como vítima desse crime, sabe-se que a mulher é o principal alvo nessa espécie delitiva — não é à toa que a criminalização da referida conduta era, havia tempos, uma das prioridades da bancada feminina da Câmara dos Deputados. Tanto é assim que são utilizadas como exemplo do que seria o stalking as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação ou em que alguém possui um sentimento de posse em relação à mulher e não desiste de persegui-la.
    Tal conduta abrange desde a violência psicológica, que pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima, além de problemas no seu próprio cotidiano, no trabalho, na convivência profissional e familiar, até outras formas de violência, que podem culminar em resultados nefastos e irreparáveis. A tipificação do stalking, portanto, é um avanço significativo no combate à violência contra a mulher.

Internet: <diplomatique.org.br> (com adaptações).

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.
Sem prejuízo da correção gramatical do texto e de seus sentidos originais, o trecho “as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação” (segundo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: aqueles casos onde a mulher é perseguida por ex-companheiro que não é conformado com o fim do relacionamento.
Alternativas
Q1847102 Português
    A palavra stalking, em inglês, significa perseguição, e é o termo utilizado pelo legislador na tipificação de um crime que engloba condutas que atentem contra a liberdade, a intimidade e a dignidade. Entende-se o stalking, ou o crime de perseguição, como um delito que exige uma perseguição reiterada pelo autor, não consentida pela vítima, que lhe cause medo, angústia e sentimentos afins, além de repercutir diretamente na sua vida de maneiras diversas.
    Embora, em tese, qualquer pessoa possa figurar como vítima desse crime, sabe-se que a mulher é o principal alvo nessa espécie delitiva — não é à toa que a criminalização da referida conduta era, havia tempos, uma das prioridades da bancada feminina da Câmara dos Deputados. Tanto é assim que são utilizadas como exemplo do que seria o stalking as situações em que a mulher é perseguida por um ex-companheiro que não se conforma com o término da relação ou em que alguém possui um sentimento de posse em relação à mulher e não desiste de persegui-la.
    Tal conduta abrange desde a violência psicológica, que pode causar danos imensuráveis à saúde da vítima, além de problemas no seu próprio cotidiano, no trabalho, na convivência profissional e familiar, até outras formas de violência, que podem culminar em resultados nefastos e irreparáveis. A tipificação do stalking, portanto, é um avanço significativo no combate à violência contra a mulher.

Internet: <diplomatique.org.br> (com adaptações).

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.
No segundo período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “lhe” retoma “autor”.
Alternativas
Q1846942 Português

Texto para o item.

O texto apresentado fez parte de uma campanha do governo do estado do Maranhão para o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A partir desse texto, julgue o item.
Entende-se do trecho “pois ela estará instável” que a campanha se refere às mulheres, porque o pronome “ela” é do gênero feminino. 
Alternativas
Q1846341 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir, para responder à questão.


TEXTO I


Texto truncado

Falta de coesão prejudica o fluxo da frase


Um jornal brasileiro publicou um texto sobre o conflito no Oriente Médio. Nele, este trecho de dolorida incoesão: “Mesmo assim, um clima perigoso está surgindo em Washington, que os últimos eventos tendem apenas a alimentar mais.” É óbvia a má colocação das palavras, e desagradável o resultado. O bloco “que os últimos eventos tendem apenas a alimentar mais” está ligado a “clima perigoso”, mas distante dele. O pronome “que” parece referir-se a ”Washington”. Pode-se à primeira vista crer que “os últimos eventos tendem apenas a alimentar Washington”. Coisa feia e sem sentido. O autor poderia ter usado um dos recursos seguintes para dizer o que queria.

Primeira possibilidade: “Mesmo assim, um clima perigoso, que os últimos eventos tendem apenas a alimentar mais, está surgindo em Washington.” Assim, a oração explicativa (“que os últimos eventos tendem apenas a alimentar mais”) ficaria perto do termo que modifica e a que está ligada. Mas o resultado não é bom, pois resulta em intercalação longa, que arromba a oração e distancia demais o sujeito (clima perigoso) do predicado verbal (está surgindo). Coisa que se deve evitar porque as grandes orações intercaladas atrapalham a leitura, encaroçam o texto e dificultam o entendimento. Nesse caso, uma espécie de pedra no caminho do leitor, sem a graça da pedra do poeta Drummond. 

Segunda possibilidade: “Mesmo assim, está surgindo em Washington um clima perigoso, que os últimos eventos tendem apenas a alimentar mais.” [...]

Revista Língua Portuguesa. Editora Segmento. Dezembro de 2010, p. 48.

O texto aborda um problema de coesão relacionado 
Alternativas
Q1846268 Português

Leia a crônica de Marcos Rey para responder à questão.


Salas de espera

   Mesmo com decoração agradável, ar-refrigerado, sorrisos de uma atendente sexy, ficar plantado numa sala de espera é mais chato do que campeonato de boliche. Seus personagens não são muito variados: crianças que não param de se mexer; enxeridos loucos pela intimidade das pessoas; leitores compulsivos de revistas...
   Mas houve uma sala de espera terrível na minha vida. Precisava de emprego. Desesperadamente. Não fora o primeiro a chegar, sempre há os que chegam antes. Fiquei horas com os olhos fixos na porta da esperança. O mais madrugador entrou como se fosse dono do emprego, saiu de cabeça baixa, perdidão. O segundo, que levava à mão um currículo enorme, deixou a entrevista picando-o com ódio em mil pedacinhos.
   Minha vez. Entrei trêmulo, pálido, derrotado. O empresário abriu os braços, sorrindo. Conhecia-me. Conhecia-o. Rodolfo! Não o sabia também dono daquilo! Meu dia de sorte! 
   – É você? Aqui está seu maior fã! Li dois livros seus. Minha mulher disse que sairá outro. Serei o primeiro a comprar.
   Abraçados, senti que o mundo afinal acolhia este aquariano.
   – Estava na sala de espera desde as 2, Rodolfo.
   – Por que não mandou me avisar? Eu o receberia imediatamente. Não calcula como o admiro.
   – Agora estou precisando de um emprego, amigo. A vida está dura.
   – Dura? Está duríssima! Insuportável – confirmou, com uma pequena ressalva – mas não para os artistas. Vocês não sofrem nossos problemas. Devem rir da gente, reles homens de negócio. Como gostaria de ter talento para escrever! Viveria com pouco dinheiro, porém feliz. Eu aqui sou um mártir dos números.
   – O que poderia me arranjar, Rodolfo? Estou encalacrado. Qualquer coisa serve – revelei humilde.
   Ele lançou-me um olhar mais sábio do que compadecido:
   – Eu não o desviaria de sua vocação com um empreguinho. Conserve-se fora da maldita engrenagem.
   E confessou:
   – Hoje ganhei o dia, vendo-o. Vou acompanhá-lo ao elevador.
   – Mas Rodolfo...
   – Faço questão.
(Coleção melhores crônicas – Marcos Rey.
Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)
No quarto parágrafo, Rodolfo declara que, além de ser fã do autor, vai comprar o livro a ser lançado por este. Em conformidade com o emprego dos pronomes estabelecido pela norma-padrão, o empresário também poderia ter dito:
Alternativas
Respostas
6861: E
6862: B
6863: B
6864: B
6865: D
6866: D
6867: D
6868: D
6869: A
6870: B
6871: D
6872: A
6873: C
6874: B
6875: B
6876: E
6877: E
6878: E
6879: B
6880: B