Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 13.876 questões
Se começou errado, não tem conserto
O destino da democracia se decide no momento de sua fundação. Se os lobos são eleitos para estabelecer as regras do jogo, será inútil que as ovelhas que os elegeram berrem depois ao serem transformadas em churrasco. Pois os lobos, que elas elegeram como seus representantes para fazer as leis, escreveram como lei: “É direito dos lobos comer ovelhas”. Não existe caso em que os lobos tenham, democraticamente, aberto mão dos direitos que eles mesmos estabeleceram. As ovelhas são as culpadas de sua desgraça. Foram elas que, pelo voto, deram poder aos lobos.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta, 2008.)
Sobre o texto e os elementos coesivos utilizados, analise as afirmativas.
I- Esse texto pertence ao gênero discursivo denominado alegoria, pois tem intuito de transmitir uma ideia expressa com linguagem figurativa.
II- Nos trechos que elas elegeram e que eles mesmos estabeleceram, o pronome relativo retoma o mesmo referente.
III- No trecho Não existe caso em que os lobos tenham, é adequado substituir em que por no qual, sem prejuízo gramatical ou semântico.
IV- Os conectores Se (linha 1) e Pois (linha 3) estabelecem ideia de condição e explicação, respectivamente.
V- Os pronomes os (linha 2) e seus (linha 3) são elementos coesivos referenciais e retomam o sentido da palavra lobos.
Estão corretas as afirmativas
Texto para a questão.

I Em “estão apresentando os participantes”, o sujeito é classificado como indeterminado.
II Há um desvio de concordância verbal no segundo quadrinho.
III O uso de “mesmo” está inadequado de acordo com a norma-padrão, pois, nesse caso, ele tem função pronominal.
Assinale a alternativa correta.
Texto para a questão.

Internet: <https://tirasarmandinho.tumblr.com>.



VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”?
VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.

VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”?
VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“se preocupa” (linha 20) por preocupa-se
A questão diz respeito à reportagem a seguir. Leia-a atentamente antes de respondê-la.
(Reportagem)

(Fonte adaptada: https://g1.globo.com>Acesso em 26 de julho de 2021)
Texto para a questão.

Internet: <inovacaoindustrial.com.br> (com adaptações).
A respeito da correção gramatical e da coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“aos” (linha 10) por àqueles


I. Entregamos-lhe a cópia do contrato. II. A decisão foi tomada sem eu. III. Antes da partida, necessitava vê-lo.
Está(ão) CORRETO(S):
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao
longo do texto está citado na questão.

Tudo o que vem do povo tem uma lógica, uma razão, uma função. Ele nada faz sem motivo, e o que produz está geralmente ligado ao comportamento do grupo ou a uma norma social ou de cunho psíquico e religioso, um traço que vem de tempos longínquos, lá do fundo de nossas raízes, perdidas na noite dos tempos, quando estávamos em formação. Pastoril, Quilombo, Reisado, Coco-de-Roda, literatura de cordel, festas, tradições, superstições, contos, mitos, lendas não aparecem por acaso. São elementos da memória popular, que engloba sentimentos e reações diante da história e das transformações.
Quais as origens do folclore alagoano, quais os componentes culturais que o forjaram? Théo Brandão, com a autoridade de quem estudou a vida inteira e deixou uma obra irrepreensível sobre o assunto, diz que são muitas as contribuições na formatação do nosso folclore. E que não é fácil nem simples demarcar a que grupo pertence uma de suas variantes ou estabelecer com precisão a fronteira de determinada manifestação folclórica. Afirma que há dúvidas em alguns casos e em outros é inteiramente impossível chegar a uma conclusão única e definitiva. Cita como exemplo concreto dessas incertezas o caso da dança existente em várias unidades nordestinas, que aparece ora como Coco, ora como Pagode, ora como Samba.
Instituto Arnon de Mello. Alagoas popular: folguedos e
danças de nossa gente. Maceió: IAM, 2013, p. 24 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, referentes às ideias, aos sentidos e às construções linguísticas do texto apresentado.
No primeiro período do segundo parágrafo, a forma pronominal “o” retoma o folclore alagoano.
Texto para o item.

Luana Louredo. Conservação dos alimentos e uso de aditivos alimentares. 2017.
Internet: <https://consultoradealimentos.com.br> (com adaptações).
No que concerne à estruturação linguística do texto, julgue o item.
Fica mantida a correção gramatical do texto caso se substitua a forma "Tais" (linha 2), que retoma “métodos para conservar os alimentos” (linha 1), por Esses.
1917’: O virtuosismo filmando a angústia e o medo
Sam Mendes, para transmitir esta história de medo, de lama e sujeira,
inventou uma impressionante linguagem com sua câmera
Os quatro cavaleiros do Apocalipse são assustadores, nenhum é preferível a outro, é complicado optar entre eles pelo ruim ou o pior, mas há um ancestral cujo sinistro protagonismo não descansa nunca, que se distribui ciclicamente por todos os lugares do universo. É a guerra. Algo que o cinema descreveu muitas vezes com ares enaltecedores, no qual os bons sempre vencem, tentando fazer os espectadores saírem encantados da sala. É uma frivolidade imperdoável. Algo que despreza o melhor cinema realizado sobre esse inferno que nunca perde a atualidade.
O desembarque na Normandia foi crucial para a derrota daquele monstro com bigodinho, mas Spielberg se encarregou nos primeiros vinte e impactantes minutos do Resgate do soldado Ryan de transmitir as sensações físicas e mentais dos que estavam indo para a batalha. Vomitam, bebem, desmaiam, perdem o controle de seu organismo, estão fora de si, essas coisinhas que o pânico provoca. Você também sai entre alucinado e exaurido de Apocalypse Now, Nascido para matar e nos últimos instantes do prodigioso Dunkirk, sente na própria pele o medo e o mal-estar daqueles soldados encurralados e metralhados pelo exército alemão. Em todos eles, o cinema usou a linguagem mais poderosa para descrever esse horror eternamente repetido.
Da guerra nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, é inesquecível a imagem de Kirk Douglas usando um apito para ordenar o ataque ou a retirada. Acontecia em Glória feita de sangue. Sam Mendes, esse diretor tão inteligente que se move com desenvoltura e brilhantismo em gêneros variados (levam sua reconhecida assinatura Beleza americana, Estrada para perdição, Foi apenas um sonho, 007 – Operação Skyfall), retorna em 1917 à era trágica e às trincheiras angustiantes que Kubrick retratou.
Mas se Kubrick se valeu daquela guerra para descrever a ignomínia dos chefes militares do exército francês executando vários de seus soldados inocentes acusados de covardia e traição, Sam Mendes narra o heroico calvário de dois soldados muito jovens do exército inglês com uma missão que pode ser suicida, a de abandonar as trincheiras e sair a céu aberto para avisar seus companheiros que os alemães fingiram uma retirada, armaram uma armadilha para massacrá-los. É uma missão com poucas chances de sobrevivência para esses dois homens responsáveis e assustados, mas com um motivo inapelável para um deles, já que seu irmão está entre os alvos do engodo.
Sam Mendes, para transmitir essa história de medo, de incerteza, de monstros que espreitam na luz ou na sombra os dois aventureiros involuntários, de lama e sujeira, de languidez e sobrevivência, inventou uma impressionante linguagem com sua câmera. Você tem a sensação de que as duas horas de filmagem se desenrolam em um só plano. Não percebe os cortes. E esse exercício estilístico nunca é gratuito. Não busca o exibicionismo. É a forma de fazer de você um cúmplice de todos os sentimentos que dominam os protagonistas em paisagens que às vezes parecem surreais, com o tom dos pesadelos.
Há aparições breves e contundentes de pesos pesados do cinema inglês, atores que sempre estão bem, como Benedict Cumberbatch, Colin Firth, Mark Strong, mas são dois intérpretes muito jovens, e que eu não conhecia, chamados Georges MacKay e Dean-Charles Chapman, que carregam o peso absoluto neste filme angustiante e surpreendente. E eles são tão comoventes como plausíveis.
Disponível em:<https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-22/o-virtuosismo-filmando-a-angustia-e-o-medo.html>
Releia o trecho a seguir, observando os pronomes em destaque.
“[...] Sam Mendes narra o heroico calvário de dois soldados muito jovens do exército inglês com uma missão que pode ser suicida, a de abandonar as trincheiras e sair a céu aberto para avisar seus companheiros que os alemães fingiram uma retirada, armaram uma armadilha para massacrá-los. É uma missão com poucas chances de sobrevivência para esses dois homens responsáveis e assustados, mas com um motivo inapelável para um deles, já que seu irmão está entre os alvos do engodo.”
Assinale a alternativa que apresenta relação incorreta entre o pronome e termo a que ele se refere.
Julgue o item que se segue, com relação a aspectos linguísticos do texto precedente.
No trecho “Discurso é aquilo que nos faz enquanto nós o
fazemos” (primeiro parágrafo), é obrigatório o emprego da
forma pronominal “nos” antes da forma verbal “faz”.
Julgue o item que se segue, relativos aos aspectos linguísticos do texto anterior.
No primeiro parágrafo, a forma pronominal “seus”, em “Em
seus primórdios”, tem como referente o termo “ato
jurídico-político originário”.

