Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q2352145 Português


Fonte: https://pt.quora.com/Qual-a-sua-opini%C3%A3o-sobre-o-final-dastirinhas-Calvin-e-Haroldo


“Melhor não tocar nele se está machucado” (3º quadrinho). Esse termo destacado é a contração da preposição “em” + o pronome “ele”. Isso ocorre porque:
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Q2352138 Português
HISTÓRICO DE AMÉRICO DE CAMPOS


Em 1920, Manoel Francisco Tomaz e Henrique de Souza Lima planejaram fundar um patrimônio nos sertões entre o rio Preto e o São José dos Dourados, recebendo do procurador de Escolástica Augusta de Vasconcelos, proprietária da Fazenda Águas Paradas, a doação de dez alqueires de terra para o Bispado de São Carlos, divididos em quarteirões, criando o povoado de Vila Botelho.


Outros colonizadores apoiaram o empreendimento, como João Batista de Souza Filho, Joaquim Manoel Serapião, Olegário Nogueira da Silva, Francisco Vilar Horta, João Batista da Silveira, Fungêncio de Andrade, Israel Francisco Tomaz, Francisco Goulart, Carlos Lauer e Guilherme Palhate, que se destacaram no desenvolvimento e administração do núcleo.


Em 1920 já estava construída a capela e o cruzeiro, iniciando-se também, as primeiras casas residenciais e comerciais, adotando o nome de São João das Águas Paradas. Em 1926 criou-se o Distrito de Paz e em 1948, o Município, agora denominado Américo de Campos, em homenagem ao político e homem público paulista (…).


FONTE: Adaptado de
https://www.americodecampos.sp.gov.br/portal/servicos/1004/historia/

“...Outros colonizadores apoiaram o empreendimento…” (2º parágrafo). O uso desse tipo de pronome no início do parágrafo estabelece uma relação semântica de continuidade. Isso significa dizer que:
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Q2351506 Português
Assinale a alternativa em que apresenta um pronome relativo em destaque.
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Q2350659 Português
      Minha empregada, Mme. Thérèse, que já ia se conformando em ser chamada de dona Teresa, caiu doente. Mandou-me um bilhete com a letra meio trêmula, falando em reumatismo. Dias depois apareceu, mas magra, mais pálida e menor; explicou-me que tudo fora consequência de uma corrente de ar. Que meu apartamento tem um courant d’air terrível, de tal modo que,__________ , chegando em casa, nem teve coragem de tirar a roupa, caiu na cama. “Dói-me o corpo inteiro, senhor; o corpo inteiro.”

      O mesmo caso, ajuntou, houve cerca de 15 anos atrás, quando trabalhava em um apartamento que tinha uma corrente de ar exatamente igual _______essa de que hoje sou sublocatário. Fez uma pausa. Fungou. Contou o dinheiro que eu lhe entregava, agradeceu _____dispensa do troco. Foi lá dentro apanhar umas pobres coisas que deixara. Entregou-me a chave, fez qualquer observação sobre o aquecedor ______ gás – e depois, no lugar de sair_____ rua, deixou-se ficar imóvel e calada, de pé, em minha frente.


(Rubem Braga, “Dona Teresa”. 200 crônicas escolhidas. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o primeiro termo destacado é um pronome com valor possessivo, e o segundo, um adjetivo.
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Q2350346 Português
Texto:


Crescimento Zero


Alex Grijelmo


     Parece difícil que nos resignemos a não crescer. O crescimento de qualquer de nossas posses forma parte das ideias positivas. Hão de crescer as crianças, os músculos, os seios, nossos negócios e, obviamente, também a economia. Este caso é, porém, o mais transcendental, porque mesmo quando a economia não cresce, dizemos que cresceu: porque “cresceu zero”.

     O eufemismo que está presente em “crescimento zero” consegue unir um conceito positivo (crescimento) com outro negativo (o não-crescimento), para neutralizar o efeito deste (e, além disso, se apela a um número que não é exatamente negativo: o zero).

     Os economistas e os políticos empregam muito bem esses vocábulos para contentar-nos, mesmo quando a economia decresce, porque então falam de “crescimento negativo”.

     Vejamos o lado bom da coisa, porque devemos agradecer o fato de que as pessoas das ciências tenham sabido escolher muito bem as palavras, ainda que seja para esconder os números.
“Hão de crescer as crianças, os músculos, os seios, nossos negócios e, obviamente, também a economia. Este caso é, porém, o mais transcendental...”

O que justifica o emprego do demonstrativo “este” e não “esse” ou “aquele” é que o pronome se refere
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Q2350104 Português
Texto 3



Lá em casa


Lá em casa tinha um pote
com água sempre gelada,
as cadeiras na calçada
e o rádio tocando xote.
Galinha, pato, capote,
vizinho, amigo e parente.
Tinha a vista da nascente
com sua beleza rara.
A casa não era cara
mas era a cara da gente.


Todo ano pai pintava
a fachada duma cor
sem precisar de pintor,
pois eu também ajudava.
Pai de tudo me ensinava,
matuto, mas consciente,
dizia insistentemente:
“A vida é quem lhe prepara.”
A casa não era cara
mas era a cara da gente.
[...]



Disponível em: <https://www.tudoepoema.com.br/braulio-bessa-la-em-casa/>.
Acesso em: 24 ago. 2023.
No trecho “pois eu também ajudava”, o pronome destacado tem a função de
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Q2350000 Português

Texto 1


      Uma nuvem gigante de poeira encobriu várias cidades em Goiás na manhã deste sábado (19). O fenômeno é provocado por causa do longo período de estiagem no estado e com a aproximação de uma frente fria, como explica o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim. [...]

     Algumas regiões em Goiás estão sem chuva há mais de 100 dias, com isso, o solo começa a desagregar. [...]

      A chefe do Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet) em Goiás, Elisabeth Alves Ferreira, explica que o ambiente deve ficar instável até a segunda-feira (21), e que a poeira vai se dissipando aos poucos.



Disponível em: <https://opopular.com.br/cidades/nuvem-de-poeira-entendafenomeno-que-encobriu-cidades-em-goias-1.3058354>. Acesso em: 19 ago.2023. [Adaptado].


Em relação às classes gramaticais, no primeiro parágrafo do Texto 1, o termo “gigante” trata-se de um(a)
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Q2349023 Português
Na varanda 


   Já faz parte do anedotário lírico brasileiro aquele episódio (autêntico) de Murilo Mendes caminhando por uma rua, nem sei mais se de Minas ou do Rio. De repente vê uma moça debruçada na janela. Há tanto que não presenciava cena semelhante, comum no interior e em tempos idos, mas praticamente extinta na vida urbana, que, invocado e cheio de entusiasmo, ajoelhou-se e começou a exclamar aos berros, gesticulando com excitação:

   – Mulher na janela, que beleza! Mulher na janela, meus parabéns!

  A moça deve ter fugido assustada, provavelmente sem entender o que aquele homem alto e ossudo saudava com tamanha efusão. Como explicar-lhe que, com certeiro instinto, Murilo identificara e estava fixando para sempre, da maneira espontânea e exuberante que lhe era própria, um flagrante poético perfeito, o milagre que ela própria, sem perceber, corporizava? Moça que, em plena cidade e infensa à agitação a seu redor, dispunha ainda de lazer e prazer para pôr-se à janela e contemplar a rua, os transeuntes, a tarde, as nuvens. Mulher na janela...

  Pois a mim também, há pouco, me foi concedido o privilégio de captar um momento desses, tão impregnados de passado que dir-se-iam irreais nos dias de hoje – coisa de outra civilização. Eram quase duas horas de uma quarta-feira e buscávamos, meu amigo e eu, um lugar tranquilo para almoçar. Apesar do mau tempo, ou por causa dele, todos os restaurantes do Leblon, com mesinhas na calçada, estavam repletos. Numa esquina de Ipanema encontramos um, semivazio, onde se costuma comer uma boa massa, e para lá nos dirigimos às carreiras, impulsionados pela fome e pela chuva. De repente, estacamos diante de um sobradinho, desses que vão se tornando raridade no Rio. Não fizemos o menor comentário, mas ali permanecemos alguns minutos, imóveis, perplexos, enquanto a água ia caindo. A casa estava rodeada por um mínimo jardim e tinha à frente um alpendre também pequenino, protegido da chuva. Nele, um casal de velhinhos conversava. 

  – Velhinhos na varanda! – gritei dentro de mim mesma, deslumbrada. – Que coisa mais linda, velhinhos na varanda! Os dois nem repararam em nossa presença curiosa, ou, se o fizeram, acharam-na corriqueira. Talvez estivessem acostumados a despertar a atenção dos que passavam, pois, ao vê-los, tive imediatamente a certeza de que sentar-se na varanda à hora da sesta era um ritual que ambos executavam regularmente. As cadeiras eram de vime, colocadas uma ao lado da outra; não havia mesa entre elas, só vasos com plantas e flores pelos cantos. Junto à porta aberta, um capacho. Os dois se olhavam, falavam sem pressa, quase sem gestos, e sorriam de leve. Tudo muito devagar, como se nada urgisse, e aquele colóquio, diante da chuva, tivesse a importância natural das coisas mais simples.

  Velhinhos na varanda.... Nem eram assim tão velhos – meu amigo e eu comentamos depois. O diminutivo surgia instintivamente, como demonstração de ternura, e me lembrei do que outro poeta, o Bandeira, explicava a respeito do Aleijadinho, cujo apelido refletia apenas a solidariedade e o carinho que a doença daquele mulato robusto e de boa altura despertava no povo da Vila Rica. Velhos na varanda – não, isso não expressa o que vimos. Eram um velhinho e uma velhinha, numa varanda de Ipanema (ou seria em Mariana?), conversando tranquilamente depois do almoço. Como não confiar na vida, depois desse flash apenas entrevisto, mas tão bonito, tão comovedor, que imediatamente se cristalizou em nós? Em janeiro de 1980, quando a cidade se desequilibra entre a inflação e a violência, quando o mundo assiste, aflito e impotente, aos desvarios que ameaçam dilacerá-lo, quando...

  Um casal de velhinhos se senta na varanda, num começo de tarde chuvosa, e conversa. Sobre quê? Sobre tudo, sobre nada – não interessa. Estão sentados e conversam. Ela nem sequer faz algum trabalho manual, uma blusinha de crochê para a neta, um paninho para colocar debaixo da fruteira da sala; ele não tem nenhum jornal ou livro no colo. Estão ali exclusivamente para conversar um com o outro. Olham a rua distraidamente. O fundamental são eles mesmos, conversando (pouco), sentados nas cadeiras de vime, num dia de semana como qualquer outro.

   É, nem tudo está perdido, pelo contrário, se ainda resta gente que pode e quer cultivar essas delicadas flores do espírito, comentando isso e aquilo, o namoro da empregada, a nova receita de bolo, o último capítulo da novela, o preço da alcatra – esquecida de tudo que é triste e feio e ruim, de tudo que não cabe naquele alpendre úmido. Velhinhos na varanda...

   Enquanto almoçamos, fico imaginando que não há de faltar muito para cumprirem as bodas de ouro; que os filhos se casaram; que devem reunir-se todos no sobrado, para o ajantarado de domingo, gente madura, jovens, meninos, bebês e babás, em torno dos dois velhinhos. Talvez tenham perdido uma filha ainda adolescente, vítima de alguma doença estranha que os médicos não souberam diagnosticar. Talvez tenham feito uma longa viagem à Europa depois que ele se aposentou, ou passado uma temporada nos Estados Unidos quando o caçula esteve completando o PhD. Talvez nada disso. Fico imaginando, mas nenhuma dessas histórias me seduz. Gostei mesmo é do que vi: o casal de velhinhos conversando na varanda.

  Comemos quase em silêncio, meu amigo e eu, sem reparar se a massa estava gostosa. À saída passamos diante do sobradinho, em cujo alpendre não havia mais ninguém.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche. Global, 2012, pp.187-190. Publicada no livroUm buquê de alcachofras, 1980.)
Os pronomes constituem uma classe de palavras cuja função majoritária é substituir e/ou retomar significados léxicos anteriormente abordados em um texto, ou mesmo fazer referência a eles. Um equívoco comum é considerar que esses significados léxicos aos quais os pronomes se referem sejam apenas substantivos. Um exemplo que comprova o contrário se dá no trecho “Os dois nem repararam em nossa presença curiosa, ou, se fizeram, acharam-na corriqueira.” (6º§), uma vez que, nesse caso, o pronome oblíquo sublinhado substitui:
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Q2348932 Português
Todas as frases abaixo, exceto uma, mostram o mesmo problema na utilização de pronomes; assinale a frase que está inteiramente correta.
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Q2348827 Português
Em todas as frases abaixo - cujo tema é a verdade - há pronomes pessoais sublinhados que se referem a ela, criando coesão. Assinale a opção em que o pronome sublinhado exemplifica um pronome reto.
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Q2348767 Português
Será que inteligência artificial irá emburrecer as pessoas?


     Quando iniciei minha trajetória profissional como vendedor, no início dos anos 90, adquiri, por dever do ofício, uma incrível capacidade de memorizar a localização de ruas e caminhos. Meu Guia de Ruas Mapograf sempre estava a postos, mas raramente recorria ao diretório. Recordei dessa experiência recentemente quando fui abordado no trânsito por um jovem, desnorteado, que me pediu ajuda para encontrar uma rua localizada a poucas quadras de onde estávamos, pois a bateria de seu celular tinha acabado e ele não conseguia acessar o Waze.

     Nesse momento me dei conta que há uma geração inteira que aprendeu a se locomover na “Era do Waze”. Essa turma não tem em seu repertório o recurso de se dirigir ao posto de gasolina mais próximo para obter informações de trânsito, já que a tecnologia se transformou em um de seus melhores amigos. Confesso que minha capacidade de me locomover autonomamente pelas ruas de São Paulo também ficou comprometida, pois é muito mais fácil recorrer à tecnologia que está sempre à mão – literalmente.

     As maravilhas das novas tecnologias nos deixam estupefatos e mudam nossa rotina. A bola da vez agora é a inteligência artificial generativa. É ou não está se transformando em meu melhor amigo, pois tem todas as respostas na ponta da língua (ou da tela?).

     Recentemente, o Google informou que o Bard, sua aplicação de inteligência artificial, está testando uma funcionalidade em que interpreta um texto complexo, transforma seus principais pontos em tópicos e extrai as principais perguntas que o conteúdo endereça. É ou não é outra maravilha da modernidade? Não precisarei mais interpretar textos complexos nem refletir sobre as principais lições. Tudo virá “mastigadinho”. Que espetáculo, não é? Só que não. Não estamos nos dando conta que essa é uma das facetas da ambiguidade da contemporaneidade: ao mesmo tempo em que a tecnologia facilita o acesso ao conhecimento, ela pode atrofiar nossa capacidade cognitiva.

     Contextualizando essa visão, cognição é o processo de construção do conhecimento, que todo ser humano utiliza, e nossa capacidade cognitiva é o veículo para que ela aconteça. De forma bastante simplificada, o cérebro recorre a essa capacidade para memorizar, raciocinar, ler e, sobretudo, aprender. Ou seja, o comprometimento da capacidade cognitiva resulta em um impacto determinante na habilidade de aprendizagem do indivíduo.

     No livro “Liderança Disruptiva”, que escrevi a quatro mãos com José Salibi Neto, definimos, como fruto de nossos estudos, que uma das competências centrais que todo líder deve desenvolver é a sua capacidade de conexão. Para tangibilizar essa tese criamos a alcunha do “Líder Conector”, cujo representante mais emblemático é Steve Jobs.

     O fundador da Apple se autodenominava como o CIO de sua empresa: o Chief Integration Officer, algo como o chefe da integração da companhia. Um dos seus discursos mais célebres foi realizado para formandos da Universidade de Stanford e tem como título a expressão “Connecting the Dots” (algo como “Ligando os Pontos”).

     A dinâmica que justifica essa competência está relacionada a um ambiente cada vez mais multifacetado, complexo e interdependente. Nesse contexto, a capacidade de adotar uma visão sistêmica, que permite conectar os principais agentes, recursos e competências de um ecossistema, é um dos imperativos para que o indivíduo obtenha sucesso. E essa competência está intimamente relacionada à capacidade cognitiva do indivíduo.

     Então, observe a alarmante ameaça com a qual nos defrontamos. O ambiente requer cada vez mais pessoas que tenham a capacidade de lidar com demandas complexas e de gerar respostas originais e criativas. Por outro lado, corremos o risco de termos seres autômatos, que perderam sua capacidade de desenvolvimento cognitivo por não precisarem mais raciocinar em profundidade rotineiramente.

     Ao longo das últimas décadas, inúmeras promessas das tecnologias, como o maior empoderamento do ser humano, o aumento da inteligência coletiva e a democratização da informação, dentre outras, foram caindo por terra, uma a uma, devido à profunda inabilidade de utilizarmos os novos recursos em prol do incremento do potencial de cada indivíduo. Será que estamos diante de mais uma falácia e a inteligência artificial resultará em um maior emburrecimento do ser humano? Só o tempo e o próprio ser humano responderão a essa indagação.


(Sandro Magaldi. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/. Acesso em: 09/11/2023.)
Em “Recordei dessa experiência recentemente quando fui abordado no trânsito por um jovem, desnorteado, que me pediu ajuda para encontrar uma rua localizada a poucas quadras de onde estávamos [...]” (1º§), o emprego de “onde” está de acordo com a norma culta da língua portuguesa. Assinale a alternativa cujo emprego do termo “onde” está correto.
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Q2348668 Português
Em todas as frases a seguir foi evitada a repetição de termos idênticos por meio da substituição da segunda ocorrência. Assinale a frase em que o termo substituto está de acordo com a classe gramatical indicada entre parênteses.
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Q2347878 Português
Leia o texto a seguir:


Nações fecham acordo na COP28 para transição para longe dos combustíveis fósseis


Representantes de quase 200 países concordaram na cimeira do clima COP28, nesta quarta-feira (13), em começar a reduzir o consumo global de combustíveis fósseis para evitar o pior das alterações climáticas, um acordo inédito que sinaliza o eventual fim da era do petróleo.

O acordo fechado em Dubai, após duas semanas de negociações árduas, tinha como objetivo enviar um sinal poderoso a investidores e formuladores de políticas de que o mundo está unido em seu desejo de romper com os combustíveis fósseis, algo que os cientistas dizem ser a última melhor esperança para evitar uma catástrofe climática.

O presidente da COP28, Sultan Al Jaber, chamou o acordo de "histórico", mas acrescentou que seu verdadeiro sucesso será em sua implementação.

"Somos o que fazemos, não o que dizemos", disse ele ao plenário lotado na cúpula. "Devemos tomar as medidas necessárias para transformar este acordo em ações tangíveis."

Vários países comemoraram o acordo por realizar algo indescritível em décadas de negociações climáticas.

"É a primeira vez que o mundo se une em torno de um texto tão claro sobre a necessidade de fazer a transição para longe dos combustíveis fósseis", disse o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide.

Mais de 100 países pressionaram duramente por uma linguagem forte no acordo da COP28 para "eliminar gradualmente" o uso de petróleo, gás e carvão, mas enfrentaram forte oposição do grupo de produtores de petróleo liderado pela Arábia Saudita, a Opep, que argumentou que o mundo pode reduzir as emissões sem evitar combustíveis específicos.

Essa batalha levou a cúpula a um dia inteiro para a prorrogação na quarta-feira, e fez com que alguns observadores temessem que as negociações terminassem em um impasse.

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo controlam quase 80% das reservas provadas de petróleo do mundo, juntamente com cerca de um terço da produção global de petróleo, e seus governos dependem fortemente dessas receitas.

Pequenos Estados insulares vulneráveis ao clima, por sua vez, estavam entre os defensores mais vocais da eliminação gradual dos combustíveis fósseis e tinham o apoio de grandes produtores de petróleo e gás, como Estados Unidos, Canadá e Noruega, juntamente com o bloco da UE e dezenas de outros governos.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/meio-ambiente/2023/12/1047826-nacoesfecham-acordo-na-cop28-para-transicao-para-longe-dos-combustiveis-fosseis.html. Acesso em: 14 dez. 2023. Excerto. 
Em “Vários países comemoraram o acordo por realizar algo indescritível em décadas de negociações climáticas” (5º parágrafo), os termos destacados fazem referência ao discurso de modo vago, impreciso e genérico. Esses elementos são classificados como pronomes: 
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Q2347877 Português
Leia o texto a seguir:


Nações fecham acordo na COP28 para transição para longe dos combustíveis fósseis


Representantes de quase 200 países concordaram na cimeira do clima COP28, nesta quarta-feira (13), em começar a reduzir o consumo global de combustíveis fósseis para evitar o pior das alterações climáticas, um acordo inédito que sinaliza o eventual fim da era do petróleo.

O acordo fechado em Dubai, após duas semanas de negociações árduas, tinha como objetivo enviar um sinal poderoso a investidores e formuladores de políticas de que o mundo está unido em seu desejo de romper com os combustíveis fósseis, algo que os cientistas dizem ser a última melhor esperança para evitar uma catástrofe climática.

O presidente da COP28, Sultan Al Jaber, chamou o acordo de "histórico", mas acrescentou que seu verdadeiro sucesso será em sua implementação.

"Somos o que fazemos, não o que dizemos", disse ele ao plenário lotado na cúpula. "Devemos tomar as medidas necessárias para transformar este acordo em ações tangíveis."

Vários países comemoraram o acordo por realizar algo indescritível em décadas de negociações climáticas.

"É a primeira vez que o mundo se une em torno de um texto tão claro sobre a necessidade de fazer a transição para longe dos combustíveis fósseis", disse o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide.

Mais de 100 países pressionaram duramente por uma linguagem forte no acordo da COP28 para "eliminar gradualmente" o uso de petróleo, gás e carvão, mas enfrentaram forte oposição do grupo de produtores de petróleo liderado pela Arábia Saudita, a Opep, que argumentou que o mundo pode reduzir as emissões sem evitar combustíveis específicos.

Essa batalha levou a cúpula a um dia inteiro para a prorrogação na quarta-feira, e fez com que alguns observadores temessem que as negociações terminassem em um impasse.

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo controlam quase 80% das reservas provadas de petróleo do mundo, juntamente com cerca de um terço da produção global de petróleo, e seus governos dependem fortemente dessas receitas.

Pequenos Estados insulares vulneráveis ao clima, por sua vez, estavam entre os defensores mais vocais da eliminação gradual dos combustíveis fósseis e tinham o apoio de grandes produtores de petróleo e gás, como Estados Unidos, Canadá e Noruega, juntamente com o bloco da UE e dezenas de outros governos.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/meio-ambiente/2023/12/1047826-nacoesfecham-acordo-na-cop28-para-transicao-para-longe-dos-combustiveis-fosseis.html. Acesso em: 14 dez. 2023. Excerto. 
Em “Devemos tomar as medidas necessárias para transformar este acordo em ações tangíveis” (4º parágrafo), uma possível reescrita do trecho destacado, à luz da norma-padrão, seria:
Alternativas
Q2347875 Português
Leia o texto a seguir:


Nações fecham acordo na COP28 para transição para longe dos combustíveis fósseis


Representantes de quase 200 países concordaram na cimeira do clima COP28, nesta quarta-feira (13), em começar a reduzir o consumo global de combustíveis fósseis para evitar o pior das alterações climáticas, um acordo inédito que sinaliza o eventual fim da era do petróleo.

O acordo fechado em Dubai, após duas semanas de negociações árduas, tinha como objetivo enviar um sinal poderoso a investidores e formuladores de políticas de que o mundo está unido em seu desejo de romper com os combustíveis fósseis, algo que os cientistas dizem ser a última melhor esperança para evitar uma catástrofe climática.

O presidente da COP28, Sultan Al Jaber, chamou o acordo de "histórico", mas acrescentou que seu verdadeiro sucesso será em sua implementação.

"Somos o que fazemos, não o que dizemos", disse ele ao plenário lotado na cúpula. "Devemos tomar as medidas necessárias para transformar este acordo em ações tangíveis."

Vários países comemoraram o acordo por realizar algo indescritível em décadas de negociações climáticas.

"É a primeira vez que o mundo se une em torno de um texto tão claro sobre a necessidade de fazer a transição para longe dos combustíveis fósseis", disse o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide.

Mais de 100 países pressionaram duramente por uma linguagem forte no acordo da COP28 para "eliminar gradualmente" o uso de petróleo, gás e carvão, mas enfrentaram forte oposição do grupo de produtores de petróleo liderado pela Arábia Saudita, a Opep, que argumentou que o mundo pode reduzir as emissões sem evitar combustíveis específicos.

Essa batalha levou a cúpula a um dia inteiro para a prorrogação na quarta-feira, e fez com que alguns observadores temessem que as negociações terminassem em um impasse.

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo controlam quase 80% das reservas provadas de petróleo do mundo, juntamente com cerca de um terço da produção global de petróleo, e seus governos dependem fortemente dessas receitas.

Pequenos Estados insulares vulneráveis ao clima, por sua vez, estavam entre os defensores mais vocais da eliminação gradual dos combustíveis fósseis e tinham o apoio de grandes produtores de petróleo e gás, como Estados Unidos, Canadá e Noruega, juntamente com o bloco da UE e dezenas de outros governos.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/meio-ambiente/2023/12/1047826-nacoesfecham-acordo-na-cop28-para-transicao-para-longe-dos-combustiveis-fosseis.html. Acesso em: 14 dez. 2023. Excerto. 
No trecho “‘Somos o que fazemos, não o que dizemos’", disse ele ao plenário lotado na cúpula” (4º parágrafo), o pronome destacado faz referência ao/à:
Alternativas
Q2347840 Português
Julgue o item que se segue.

Os pronomes podem ser flexionados em modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), gênero (masculino e feminino), número (singular e plural), pessoa (primeira, segunda e terceira) e voz (ativa e passiva). 

Alternativas
Q2346638 Português
Assinale a opção que apresenta a frase em que o emprego do pronome sublinhado está inadequado
Alternativas
Q2345802 Português
Em todos os exemplos a seguir há um termo sublinhado e um pronome que retoma esse mesmo termo; assinale a frase em que o pronome utilizado para a retomada pertence a um tipo diferente dos demais. 
Alternativas
Q2345628 Português

Texto para o item.



Com base na leitura do texto, julgue o item.



A expressão “nesta” (linha 2) refere‑se a um período de tempo fora do texto.

Alternativas
Q4135087 Português

Leia o texto para responder à questão.


Projeto musical faz shows secretos em SP



    “É muito raro isso aqui”, diz a cantora Marina Melo em frente a um público de cerca de cem pessoas em São Paulo. “Um monte de gente sentada no chão, sem saber exatamente o que vai escutar, disposta a ficar em silêncio e a ouvir”.

    O espaço do palco é delimitado apenas por um tapete e um pedestal de microfone com luzinhas enroladas. A localização é um estúdio na zona oeste da capital, mas poderia ser qualquer outro canto — isso ajuda a resumir o Tranquilo, projeto musical mineiro que desembarcou em São Paulo e acontece nas noites de segunda-feira, mas nunca no mesmo lugar.

    Funciona assim: aos domingos, o perfil no Instagram do Tranquilo publica uma enquete. Quem responde recebe por mensagem a localização e os detalhes dos shows marcados para o dia seguinte. A escalação de artistas – sempre representantes da música independente e autoral – só é liberada na segunda-feira e o lineup1 não se repete.

    O projeto começou no quintal da casa do músico Thales Silva, que se sentia sem horizontes após lançar um álbum e não conseguir fazer o trabalho circular. “O artista independente não consegue furar algumas bolhas porque existem panelas que não se abrem. É como se você tivesse que expandir seu público sem ter oportunidades”, ele afirma. “Então eu criei o evento pensando nesses artistas que têm qualidade, mas que, se não acharem um palco, vão ficar eternamente parados.”

    Durante as apresentações, em formato de pocket show2 e que elegem a diversidade como prioridade, o público recebe a letra de algumas composições. A localização escondida também gera curiosidade. Neste ano, o público chegou a 1200 pessoas em Belo Horizonte.

    Além de estimular a cena musical independente, o projeto se tornou uma espécie de celeiro de novos artistas com o momento “Olho no Olho”, que encerra as noites de shows com pessoas da plateia mostrando canções próprias.



(Laura Lewer. https://guia.folha.uol.com.br/shows/2023/03/ conheca-o-tranquilo-projeto-musical-que-faz-shows-quase-secretosem-sp.shtml. Publicado em 17.03.2023. Adaptado.)



1 lineup: lista, sequência.

2 pocket show: apresentação de curta duração.

Considere as frases elaboradas com base no texto.



•  Muitos artistas têm um trabalho de alto nível, mas precisam de uma plateia para _____________.       .


•  Distribuem-se letras das canções aos presentes para que estes _____________ e interajam com os cantores durante os shows.


•  Quanto à escalação dos artistas, o Tranquilo somente _______________ às segundas-feiras.



De acordo com a norma-padrão de emprego dos pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:

Alternativas
Respostas
4041: D
4042: A
4043: A
4044: D
4045: E
4046: A
4047: C
4048: D
4049: C
4050: C
4051: A
4052: A
4053: B
4054: A
4055: D
4056: E
4057: E
4058: E
4059: E
4060: B