Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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FIPA Brasil-Portugal: Desafios e conquistas na preservação do patrimônio histórico são debatidos em São Luís (MA)
- Começou. De hoje até sexta-feira (14 a 16/06/2023), o Centro Histórico de São Luís
- (Maranhão) se torna o _________ das discussões sobre conservação e reuso do Patrimônio
- Arquitetônico no Brasil e em Portugal. Com o tema “Diversidade em diálogos permanentes”, o
- 9º Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico (FIPA) reúne os mais importantes
- pesquisadores da área de patrimônio dos dois países, em uma troca de conhecimentos e
- experiências vibrante e intensa
O objetivo é trazer à tona as técnicas e soluções mais recentes,
- unindo inovação e tradição.
- O FIPA foi idealizado pelas arquitetas Maria Rita Amoroso, brasileira, e Alice Tavares,
- portuguesa, com o objetivo de fortalecer a relação entre Portugal e Brasil no campo do
- patrimônio, discutindo técnicas construtivas e promovendo a valorização, conservação e
- salvaguarda de bens materiais e imateriais nos dois países. “O FIPA certifica a força da união
- Brasil-Portugal. Trabalha a diversidade das culturas que nos faz progredir juntos. Diálogos
- conscientes, resilientes, históricos e artísticos”, disse Maria Rita na solenidade de abertura.
- O presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), José Luis Cortés, parabenizou os
- organizadores do FIPA pelos resultados alcançados ao longo dos anos. “Como vocês sabem,
- proteger o Patrimônio Histórico foi a missão que norteou a criação da UIA em 1948. A Europa
- estava destruída pela Guerra. Unimos 120 países nessa missão e desde então temos trabalhado
- com esse tema em todo o mundo”, disse. Ele também destacou a importância dos centros
- históricos para o debate sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
- “Este evento integra três vértices da minha vida: patrimônio, pesquisa científica e militância
- profissional”, disse a presidente do CAU Brasil, Nadia Somekh. “Não podemos esquecer que a
- questão do patrimônio é uma questão urbana. O Brasil precisa de Arquitetura e Urbanismo. Não
- falta trabalho para os arquitetos realizarem. Precisamos sensibilizar a população sobre a
- Arquitetura, sobre o Patrimônio e sobre a Amazônia”.
- Coordenador do FIPA Portugal e professor da Universidade de Aveiro, Aníbal Costa enfatizou
- a dificuldade de colocar o conhecimento acadêmico em prática, em aproximar a teoria da
- realidade. “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia. Essa é uma dificuldade
- que existe em Portugal e no Brasil”, afirmou, reforçando a necessidade de unir esforços em
- eventos como o FIPA, para conservar e salvaguardar o patrimônio histórico.
- Por conseguinte, Leandro Grass, presidente do Iphan, destacou que o Patrimônio deve
- ser discutido com vistas à promoção da cidadania. “Que as tecnologias e conhecimentos aqui
- debatidos possam servir à cidadania, com foco no ser humano. O Patrimônio é a história das
- pessoas, suas esperanças e seus sentimentos”, disse.
(Disponível em: https://caubr.gov.br/fipa-brasil-portugal-desafios-e-conquistas-na-preservacao-do-patrimonio-historico-sao-debatidos-em-sao-luis-ma/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analisando o fragmento “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia”, assinale a alternativa que apresenta um verbo.
FIPA Brasil-Portugal: Desafios e conquistas na preservação do patrimônio histórico são debatidos em São Luís (MA)
- Começou. De hoje até sexta-feira (14 a 16/06/2023), o Centro Histórico de São Luís
- (Maranhão) se torna o _________ das discussões sobre conservação e reuso do Patrimônio
- Arquitetônico no Brasil e em Portugal. Com o tema “Diversidade em diálogos permanentes”, o
- 9º Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico (FIPA) reúne os mais importantes
- pesquisadores da área de patrimônio dos dois países, em uma troca de conhecimentos e
- experiências vibrante e intensa
O objetivo é trazer à tona as técnicas e soluções mais recentes,
- unindo inovação e tradição.
- O FIPA foi idealizado pelas arquitetas Maria Rita Amoroso, brasileira, e Alice Tavares,
- portuguesa, com o objetivo de fortalecer a relação entre Portugal e Brasil no campo do
- patrimônio, discutindo técnicas construtivas e promovendo a valorização, conservação e
- salvaguarda de bens materiais e imateriais nos dois países. “O FIPA certifica a força da união
- Brasil-Portugal. Trabalha a diversidade das culturas que nos faz progredir juntos. Diálogos
- conscientes, resilientes, históricos e artísticos”, disse Maria Rita na solenidade de abertura.
- O presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), José Luis Cortés, parabenizou os
- organizadores do FIPA pelos resultados alcançados ao longo dos anos. “Como vocês sabem,
- proteger o Patrimônio Histórico foi a missão que norteou a criação da UIA em 1948. A Europa
- estava destruída pela Guerra. Unimos 120 países nessa missão e desde então temos trabalhado
- com esse tema em todo o mundo”, disse. Ele também destacou a importância dos centros
- históricos para o debate sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
- “Este evento integra três vértices da minha vida: patrimônio, pesquisa científica e militância
- profissional”, disse a presidente do CAU Brasil, Nadia Somekh. “Não podemos esquecer que a
- questão do patrimônio é uma questão urbana. O Brasil precisa de Arquitetura e Urbanismo. Não
- falta trabalho para os arquitetos realizarem. Precisamos sensibilizar a população sobre a
- Arquitetura, sobre o Patrimônio e sobre a Amazônia”.
- Coordenador do FIPA Portugal e professor da Universidade de Aveiro, Aníbal Costa enfatizou
- a dificuldade de colocar o conhecimento acadêmico em prática, em aproximar a teoria da
- realidade. “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia. Essa é uma dificuldade
- que existe em Portugal e no Brasil”, afirmou, reforçando a necessidade de unir esforços em
- eventos como o FIPA, para conservar e salvaguardar o patrimônio histórico.
- Por conseguinte, Leandro Grass, presidente do Iphan, destacou que o Patrimônio deve
- ser discutido com vistas à promoção da cidadania. “Que as tecnologias e conhecimentos aqui
- debatidos possam servir à cidadania, com foco no ser humano. O Patrimônio é a história das
- pessoas, suas esperanças e seus sentimentos”, disse.
(Disponível em: https://caubr.gov.br/fipa-brasil-portugal-desafios-e-conquistas-na-preservacao-do-patrimonio-historico-sao-debatidos-em-sao-luis-ma/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho “Ele também destacou a importância dos centros históricos para o debate sobre sustentabilidade e mudanças climáticas”, assinale a alternativa que classifica corretamente os termos sublinhados no fragmento.
FIPA Brasil-Portugal: Desafios e conquistas na preservação do patrimônio histórico são debatidos em São Luís (MA)
- Começou. De hoje até sexta-feira (14 a 16/06/2023), o Centro Histórico de São Luís
- (Maranhão) se torna o _________ das discussões sobre conservação e reuso do Patrimônio
- Arquitetônico no Brasil e em Portugal. Com o tema “Diversidade em diálogos permanentes”, o
- 9º Fórum Internacional de Patrimônio Arquitetônico (FIPA) reúne os mais importantes
- pesquisadores da área de patrimônio dos dois países, em uma troca de conhecimentos e
- experiências vibrante e intensa
O objetivo é trazer à tona as técnicas e soluções mais recentes,
- unindo inovação e tradição.
- O FIPA foi idealizado pelas arquitetas Maria Rita Amoroso, brasileira, e Alice Tavares,
- portuguesa, com o objetivo de fortalecer a relação entre Portugal e Brasil no campo do
- patrimônio, discutindo técnicas construtivas e promovendo a valorização, conservação e
- salvaguarda de bens materiais e imateriais nos dois países. “O FIPA certifica a força da união
- Brasil-Portugal. Trabalha a diversidade das culturas que nos faz progredir juntos. Diálogos
- conscientes, resilientes, históricos e artísticos”, disse Maria Rita na solenidade de abertura.
- O presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), José Luis Cortés, parabenizou os
- organizadores do FIPA pelos resultados alcançados ao longo dos anos. “Como vocês sabem,
- proteger o Patrimônio Histórico foi a missão que norteou a criação da UIA em 1948. A Europa
- estava destruída pela Guerra. Unimos 120 países nessa missão e desde então temos trabalhado
- com esse tema em todo o mundo”, disse. Ele também destacou a importância dos centros
- históricos para o debate sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
- “Este evento integra três vértices da minha vida: patrimônio, pesquisa científica e militância
- profissional”, disse a presidente do CAU Brasil, Nadia Somekh. “Não podemos esquecer que a
- questão do patrimônio é uma questão urbana. O Brasil precisa de Arquitetura e Urbanismo. Não
- falta trabalho para os arquitetos realizarem. Precisamos sensibilizar a população sobre a
- Arquitetura, sobre o Patrimônio e sobre a Amazônia”.
- Coordenador do FIPA Portugal e professor da Universidade de Aveiro, Aníbal Costa enfatizou
- a dificuldade de colocar o conhecimento acadêmico em prática, em aproximar a teoria da
- realidade. “É difícil colocar esse conhecimento na utilização do dia a dia. Essa é uma dificuldade
- que existe em Portugal e no Brasil”, afirmou, reforçando a necessidade de unir esforços em
- eventos como o FIPA, para conservar e salvaguardar o patrimônio histórico.
- Por conseguinte, Leandro Grass, presidente do Iphan, destacou que o Patrimônio deve
- ser discutido com vistas à promoção da cidadania. “Que as tecnologias e conhecimentos aqui
- debatidos possam servir à cidadania, com foco no ser humano. O Patrimônio é a história das
- pessoas, suas esperanças e seus sentimentos”, disse.
(Disponível em: https://caubr.gov.br/fipa-brasil-portugal-desafios-e-conquistas-na-preservacao-do-patrimonio-historico-sao-debatidos-em-sao-luis-ma/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o fragmento “Objetivo é trazer à tona as técnicas e soluções mais recentes, unindo inovação e tradição”, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O único artigo encontrado no trecho é representado pelo termo “as”.
( ) O vocábulo “mais” é classificado como pronome indefinido.
( ) A palavra “recentes” é classificada como adjetivo simples.
( ) Os vocábulos “técnicas”, “soluções”, “inovação” e “tradição” são substantivos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Assinale a alternativa errada quanto à colocação do pronome átono:
Eis aqui o estagiário ________ eficiência e pontualidade eu lhe falei.
Complete corretamente a lacuna:
Em “Não me abandone”, temos um caso de colocação pronominal do tipo:
Segue um trecho de um artigo de divulgação científica, publicado em Superinteressante (13 mar. 2023), a partir do qual devem ser respondidas as questões de 4 a 7.
Texto 2:
Ciência
As abelhas dançam para se comunicar. Mas precisam de aulas de dança
Você não nasceu sambando - e nem as abelhas. No caso delas, a dança é vital para a comunicação e um passo em falso pode prejudicar uma colega.
Por Leo Caparroz
(Scott Spakowski/Getty Images)
A dança das abelhas é um tipo singular de comunicação. Elas usam seu gingado para avisar as companheiras de colmeia sobre a localização das melhores flores, com mais néctar. Através dos seus passinhos, as colegas sabem a distância, direção e qualidade do alimento que a mensageira encontrou.
Porém, assim como nós precisamos treinar nosso molejo, as abelhas não nascem pés de valsa. Cientistas descobriram que, durante a juventude, elas aprimoram esses movimentos ao tocar suas antenas nos corpos das dançarinas mais experientes — se não o fizerem, suas danças terão mais erros e suas direções não serão tão precisas.
Essa dança comunicativa é difícil de executar, e um passo errado pode mandar uma abelha para um lugar diferente do desejado. Quando as operárias mais velhas retornam à colmeia e executam a dança, as novatas observam com atenção e, com isso, aprendem a dançar de um jeito que gere melhores mapas.
[...]
A pesquisa serve para demonstrar que a dança das abelhas não é completamente inata, mas que tem influência de seu meio, sendo parcialmente moldada pelo aprendizado social e compartilhamento de técnicas. No fim das contas, todas elas eram capazes de dançar; porém, as que tiveram “professores” mais experientes dançavam muito melhor.
Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/as-abelhas-dancam-para-se-comunicar-mas-precisam-de-aulas-de-danca/
Avalie as classes de palavras neste fragmento textual: “Elas usam seu gingado para avisar as companheiras de colmeia”. Assinale a alternativa coma sequência CORRETA referente a essas classes.
Vai passar
Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
BUARQUE, Chico. Vai passar. In: Letras. Disponível em:
https://www.letras.mus.br/chico-buarque/45184/.
Acesso em: 30 ago. 2023. [Fragmento]
Observe a palavra destacada no texto e sua classificação morfológica.
Assinale a alternativa em que a palavra destacada pertence à mesma classe gramatical daquela em destaque no texto.
Disponível em: https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/calor-acima-de-40c-no-rio-inspira-memes-e-brincadeiras-nas-redes-sociais.ghtml. Acesso em: 30 ago. 2023.
Na primeira frase do texto, a posição do pronome oblíquo átono é justificada
O Texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 15.
Texto 1:
Crise nos programas de licenciatura
Uma medida paliativa vem ocorrendo com frequência cada vez maior em escolas públicas e privadas de todo o país. Muitos estudantes estão finalizando o ano letivo de 2023 sem ter tido aulas de física ou sociologia com professores habilitados para ministrar essas disciplinas. Diante da ausência de candidatos para ocupar as docências, as escolas improvisam e colocam profissionais formados em outras áreas para suprir lacunas no ensino fundamental II e no ensino médio. A medida tem se repetido em diferentes estados e municípios brasileiros, como mostram dados de estudo inédito realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep): em Pernambuco, por exemplo, apenas 32,4% das docências em física no ensino médio são ministradas por licenciados na disciplina, enquanto no Tocantins o valor equivalente para a área de sociologia é de 5,4%. Indicativo da falta de interesse dos jovens em seguir carreira no magistério, o número de concluintes de licenciaturas em áreas específicas passou de 123 mil em 2010 para 111 mil em 2021. Esse conjunto de dados indica que o país vivencia um quadro de apagão de professores. Para reverter esse cenário, pesquisadores fazem apelo e defendem a urgência da criação de políticas de valorização da carreira docente e a adoção de reformulações curriculares.
“O apagão das licenciaturas é uma realidade que nos preocupa”, afirma Marcia Serra Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora de Formação de Professores da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As licenciaturas em áreas específicas são cursos superiores que habilitam os concluintes a dar aulas nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio na área do conhecimento em que se formaram. Dados do último Censo da Educação Superior do Inep, autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), divulgados no ano passado, mostram que desde 2014 a quantidade de ingressantes em licenciaturas presenciais está caindo, assim como ocorre em cursos a distância desde 2021. “As áreas mais preocupantes são as de ciências sociais, música, filosofia e artes, que apresentaram as menores quantidades de matrículas em 2021, e as de física, matemática e química, que registraram as maiores taxas de desistência acumulada na última década”, assinala Ferreira.
Dados do Inep disponíveis no Painel de Monitoramento do Plano Nacional de Educação (PNE) indicam que, em 2022, cerca de 59,9% das docências do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e de 67,6% daquelas oferecidas no ensino médio eram ministradas por professores qualificados na área do conhecimento. Ao analisar os números, o pedagogo e professor de educação física Marcos Neira, pró-reitor adjunto de Graduação da Universidade de São Paulo (USP), comenta que a situação é diferente em cada área do conhecimento. “Por um lado, a média nacional mostra que 85% dos docentes de educação física são licenciados na disciplina, enquanto os percentuais equivalentes para sociologia e línguas estrangeiras são de 40% e 46%, respectivamente. Ou seja, os problemas podem ser maiores ou menores, conforme a área do conhecimento e também são diferentes em cada estado”, destaca Neira, que atualmente desenvolve pesquisa com financiamento da FAPESP sobre reorientações curriculares na disciplina de educação física.
A falta de formação adequada do professor pode causar impactos no processo de aprendizagem dos alunos, conforme identificou Matheus Monteiro Nascimento, físico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em pesquisa realizada em 2018. De acordo com o pesquisador, na ausência de docentes licenciados em física, quem acaba oferecendo a disciplina nas escolas, geralmente, são profissionais da área de matemática. “Com isso, observamos que a abordagem da disciplina tende a privilegiar o formalismo matemático”, comenta. Ou seja, no lugar de tratar de conhecimentos de mecânica, eletricidade e magnetismo por meio de abordagens fenomenológicas, conceituais e experimentais, os professores acabam trabalhando os assuntos em sala de aula apenas por meio de operações matemáticas e equações sem relação direta com a realidade do aluno. “O formalismo matemático é, justamente, o elemento da disciplina de física que mais prejudica o interesse de estudantes por essa área do conhecimento”, considera Nascimento.
Preocupados em mensurar se as defasagens poderiam ser sanadas com a contratação de profissionais graduados em licenciaturas no Brasil nos últimos anos, pesquisadores do Inep realizaram, em setembro, estudo no qual olharam para as carências de escolas públicas e privadas nos anos finais do ensino fundamental e médio. “Se todos os licenciados de 2010 a 2021 ministrassem aulas na disciplina em que se formaram nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio em 2022, ainda assim o país teria dificuldades para suprir a demanda por docentes de artes em 15 estados, física em cinco, sociologia em três, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira e geografia em um”, contabiliza Alvana Bof, uma das autoras da pesquisa. Além disso, o estudo avaliou se a quantidade de licenciados de 2019 a 2021 seria suficiente para suprir todas as docências que, em 2022, estavam sendo oferecidas por professores sem formação adequada. Foi constatado que faltariam docentes de artes em 18 estados, física em 16 estados, língua estrangeira em 15, filosofia e sociologia em 11, matemática em 10, biologia, ciências e geografia em 8, língua portuguesa em 5, história e química em 2 e educação física em um estado. “Os resultados indicam que já vivemos um apagão de professores em diferentes estados e disciplinas”, reitera Bof, licenciada em letras e com doutorado em educação.
Outro autor do trabalho, o sociólogo do Inep Luiz Carlos Zalaf Caseiro, esclarece que o cenário de falta de professores não está relacionado com falta de vagas em cursos de licenciaturas. “Em 2021, o país teve 2,8 milhões de vagas disponíveis, das quais somente 300 mil foram preenchidas. Isso significa que 2,5 milhões de vagas ficaram ociosas, sendo grande parte no setor privado e na modalidade de ensino a distância”, relata. Licenciaturas 2 oferecidas no ensino público, na modalidade presencial, também tiveram quantidade significativa de vagas ociosas. “De 2014 a 2019, a taxa de ociosidade de licenciaturas em instituições públicas foi de cerca de 20%, enquanto em 2021 esse percentual subiu para 33%”, informa. Cursos como o de matemática apresentaram situação ainda mais inquietante. “Licenciaturas de matemática em instituições públicas no formato presencial registraram 38% de vagas ociosas em 2021”, destaca Caseiro, comentando que muitas vagas, mesmo quando preenchidas, logo são abandonadas. Além disso, segundo o sociólogo, somente um terço dos estudantes que finalizam as licenciaturas vai atuar na docência; o restante opta por outros caminhos profissionais. O estudo foi desenvolvido a partir do cruzamento de dados relativos a docentes presentes no Censo da Educação Básica e referentes a ingressantes e concluintes em licenciaturas captados pelo Censo da Educação Superior. Ambas as pesquisas são realizadas anualmente pelo Inep para analisar a situação de instituições, alunos e docentes da educação básica e do ensino superior.
Retirado e adaptado de: QUEIRÓS, Christina. Crise nos programas de licenciatura. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/crise-nos-programas-de-licenciatura/ Acesso em: 02 nov., 2023.
Texto 02
(o primeiro índice é sempre o de maior percentual e o segundo, de menor):
Fonte: BOF, A. M et al. Cadernos de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais. 2023, no prelo. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/crise-nos-programas-de-licenciatura/ Acesso em: 02.nov., 2023.
Analise a colocação pronominal das sentenças a seguir, segundo a norma padrão da língua portuguesa do Brasil:
I.Conforme disse-lhes ontem, não há professores que possam lecionar essa disciplina.
II.Quando te informaram sobre a falta de professores?
III.Questiono-me se passaremos por essa crise nas licenciaturas.
IV.Entreguem-lhe o microfone para que possa falar a respeito da situação das licenciaturas.
V.Às vezes me pergunto onde está o motivo para o esvaziamento das licenciaturas.
VI.Nunca esperou-se que as licenciaturas sofressem tal esvaziamento.
Está correta a colocação pronominal em:
Dicas para economizar água
01 Garantir que todos os brasileiros tenham acesso à água de qualidade é um dos maiores
02 desafios do país. A água é um dos recursos naturais que mais é desperdiçado. Por isso, é
03 importante falar sobre economia de água.
04 A água é essencial para diversos fins, desde atividades cotidianas até o desenvolvimento
05 econômico do nosso país. Afinal, a água é indispensável para inúmeros processos industriais,
06 para a geração de energia, para a agricultura, entre outras atividades.
07 Abaixo, temos algumas dicas de como você pode contribuir para economizar água:
08 1. Cronometre o banho: um banho de 15 minutos pode gastar até 135 litros de água. Se
09 você reduzir o tempo embaixo do chuveiro para 5 minutos, apenas 45 litros são utilizados.
10 Portanto, o ideal é optar por banhos rápidos, que durem o tempo necessário para fazer a higiene
11 do corpo.
12 2. Desligue a torneira ao escovar os dentes: as torneiras também são grandes responsáveis
13 pelo desperdício. Escovar os dentes e lavar o rosto e as mãos com a torneira aberta pode
14 representar um gasto de 12 litros de água.
15 3. Limite o uso da máquina de lavar: o ideal é usar a máquina sempre cheia e em ciclos
16 completos de lavagem. Para isso, acumule mais roupas para lavar tudo de uma vez.
17 4. Reaproveite a água da máquina de lavar: a água utilizada na máquina de lavar costuma
18 ser descartada pelo ralo. No entanto, por conter apenas resíduos de sabão, na maioria dos casos,
19 ela pode ser reaproveitada e servir para lavar pisos, lavar o quintal e até regar plantas.
20 5. Verifique e corrija quaisquer vazamentos: infiltrações e vazamentos podem acontecer
21 sem que você perceba e representar um elevado desperdício de água. Goteiras, manchas na
22 parede e mofo são alguns indícios.
23 6. Feche bem as torneiras: torneira vazando é fácil de perceber e pode desperdiçar até 40
24 litros de água por dia. Se perceber esse problema, é fundamental realizar a troca ou o conserto
(Disponível em: agergs.rs.gov.br/dica-do-dia-conheca-algumas-maneiras-de-economizar-agua-e-ajudar-o-meio-ambiente - texto adaptado especialmente para esta prova).
No título do texto, “Dicas para economizar água”, a palavra sublinhada é um:
Você está mais próximo de cair num esquema de pirâmide do que imagina
Flávia Boggio
O roteiro é sempre o mesmo. Você recebe o convite de um amigo para um jantar. No encontro, mal tem comida, mas uma proposta de investimento com altíssimos rendimentos. Você só precisa dar uma taxa de entrada. Parece irresistível, mas fuja. É um esquema de pirâmide.
Esquema de pirâmide é um modelo de negócios que garante o lucro dos "investidores" com o recrutamento de novos "investidores". Chega uma hora em que não há mais recrutados e a galera da base fica chupando o dedo.
Se você acha que nunca caiu em um, engano o seu. Hoje em dia, praticamente tudo é um gigantesco esquema de pirâmide.
Se um amigo te pergunta se você tem fritadeira elétrica, cuidado, é o esquema de pirâmide da air fryer. A ideia era só ter um frango saudável empanado. De repente, você está comprando fritadeiras para a mãe, o irmão, para o escritório e convencendo outras 50 pessoas a comprarem uma. Todo o lucro vai para a companhia de energia elétrica.
Seu médico te indicou exercícios? Atenção. Você vai cair no esquema de pirâmide da academia. Em pouco tempo, estará comprando marmita fitness, whey protein, creatina, lookinho de academia e espalhando a palavra da vida, fitness.
As redes sociais são um enorme esquema de pirâmide. Os usuários postam fotos felizes para outras pessoas que também postam fotos felizes. No fundo, todos estão tristes e o Mark Zuckerberg mais rico.
Adotar um gato: você adota um, pega outro para o primeiro não ficar sozinho e adota outro para não ter briga. Aí adota outro para não ser número ímpar e adota outro porque não acredita em superstição. Em pouco tempo, estão te chamando de "velho dos gatos" e você adota mais três só de raiva.
Podcast também é esquema de pirâmide. O podcaster grava um para outras pessoas, que também querem gravar um podcast para outras pessoas. No fim, não há ouvidos suficientes para ouvir tantos podcasts lançados.
É assim como a própria vida, na qual você trabalha com a promessa de ter dinheiro, mas seu dinheiro vai para quem tem mais dinheiro e, por isso, você tem que trabalhar mais e continua pobre e infeliz.
O pouco dinheiro que resta é gasto com psicólogo, que também tem que fazer psicólogo para lidar com seus pacientes, em outro enorme esquema de pirâmide.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flavia-boggio/2023/09/voce-esta-mais-proximo-de-cair-num-esquema-de-piramide-do-queimagina.shtml Acesso em: 17 set. 2023.
As palavras destacadas são pronomes indefinidos, EXCETO:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
As estrelas órfãs que vagam pelas galáxias
As estrelas órfãs, ao contrário das mais conhecidas, não residem em uma galáxia. Elas perambulam há bilhões de anos por aglomerados que reúnem milhares de galáxias, segundo um novo estudo realizado com imagens do telescópio espacial Hubble.
Estudar essas "almas perdidas" é importante, segundo a astrônoma espanhola Mireia Montes, do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.
Montes pesquisa a luz fraca emitida pelas estrelas errantes, chamada de luz intra-aglomerado. Ela explicou à BBC News Mundo que esse brilho suave pode revelar não só a estrutura dos aglomerados de galáxias, mas também a natureza de um dos maiores mistérios do universo: a matéria escura.
Montes explica que, "nos aglomerados de galáxias, que são as maiores estruturas ligadas pela gravidade, as galáxias - podem ser centenas a milhares delas - encontram-se em um espaço astronomicamente pequeno".
A cientista afirma que, por estarem tão juntas, as galáxias interagem gravitacionalmente entre si. E, nessas interações, algumas estrelas são arrancadas das suas posições e acabam habitando o espaço intergaláctico.
Montes compara essas interações com as forças da maré entre a Terra e a Lua. "Na Terra, ao sentir a força da maré, não se observa muita coisa, exceto a subida do mar. Mas, no caso das galáxias, que não são sólidas, essas forças arrancam as estrelas das galáxias."
Com o passar do tempo, as interações criam uma luz muito difusa, que chamamos de luz intra-aglomerado.
"Eu comparo, guardadas as devidas as proporções, ao ato de escrever na lousa com um giz", explica Montes. "Esse pó é liberado pouco a pouco, graças à fricção do giz com a lousa."
https://www.bbc.com/portuguese/geral-64308461. Adaptado.
Montes compara essas interações com as forças 'da maré' entre a Terra e a Lua.
A expressão destacada no texto, morfologicamente, trata-se de:
Em relação ao uso dos pronomes para substituir substantivos, analisar os itens abaixo:
I. Carla elabora questões, mas ela gosta mais é de dar aula.
II. Meu pai é muito querido, ela nunca se irrita.
III. Cachorros são muito leais, eles nunca decepcionam.
Está(ão) CORRETO(S):
Foi e ainda se faz importante a publicação de Del Rio, Introdução ao desenho urbano no processo de planejamento, que, sob o subtítulo de Morfologia urbana, como uma das categorias de análise e projeto recomendadas, trata do tema em suas diversas escalas, sempre associando a abordagem analítica à projetual.
BOTECHIA, Flavia Ribeiro; MENDONÇA, Eneida Maria Souza; PEGORETTI, Michela Sagrillo. O estudo da forma urbana no Espírito Santo. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, v. 12, p. e20190273, 2020, p. 4.
A palavra sublinhada no texto é classificada como
Na segunda metade da década de 1980, o curso de Arquitetura e Urbanismo deu os primeiros passos no campo da pesquisa de modo sistemático, sendo possível nominar o estudo de Sarah Santos acerca da habitação social na Grande Vitória, abordando a política habitacional, o parcelamento do solo, os modelos construtivos e a respectiva implantação, como a primeira pesquisa a respeito do tema, estabelecendo vínculos entre forma urbana e questões políticas e sociais. Vitória, além de capital, era o núcleo de uma aglomeração urbana, conurbada com quatro outros municípios vizinhos, que, entre 1955 e 1985, passaram por intenso processo de urbanização.
BOTECHIA, Flavia Ribeiro; MENDONÇA, Eneida Maria Souza; PEGORETTI, Michela Sagrillo. O estudo da forma urbana no Espírito Santo. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, v. 12, p. e20190273, 2020, p. 3, com adaptações.
As palavras sublinhadas no texto são classificadas, respectivamente, como
O segundo tempo começou
Por Fernando Mantovani
- Se o ano passa rápido, o segundo semestre definitivamente voa. Por isso mesmo, esse é o
- momento ideal para que profissionais revejam os planos de carreira construídos para 2023,
- realizem os ajustes necessários e ________ em prática iniciativas dedicadas a acelerar sua
- evolução.
- Embalados pela Copa do Mundo Feminina, tal qual uma partida de futebol, é possível chegar
- a dezembro com bons motivos para comemorar. Isso depende, é claro, de muito esforço e foco
- na reta final. Como diz o ditado, não ____ terceiro tempo.
- Analisar o próprio desenvolvimento e agir no sentido de melhorá-lo é um grande desafio
- para qualquer profissional. Afinal, é muito mais fácil (e menos doloroso) enxergar os pontos
- positivos e negativos dos outros e dar bons conselhos do que investir em si mesmo, sem ter um
- chefe, cliente ou prazo para nos “empurrar” adiante.
- Para esse processo dar certo, o primeiro passo é ter um plano de carreira atualizado. No
- cenário ideal, esse documento foi feito no início do ano e será revisitado agora. É importante que
- ele contenha objetivos no curto, médio e longo prazo e a estratégia para alcançá-los. As
- informações do plano também devem ser apoiadas em uma reflexão sincera sobre a trajetória
- já realizada (experiência acadêmica e corporativa) e o perfil profissional (técnico, generalista,
- comunicativo, introvertido etc.).
- É necessário responder a algumas perguntas-chave antes de iniciar a atualização (ou
- elaboração, quem sabe) do seu plano de carreira. Uma delas é a clássica, porém não menos
- relevante, “aonde quero chegar?”, imaginando o tipo de empresa, cargo ou área desejada. Aqui,
- sonhar é válido; delirar, não tanto. Considero delírio almejar, por exemplo, uma ascensão a um
- nível hierárquico muito acima do atual em um curto prazo. A possibilidade de frustração é
- imensa.
- Outra questão básica é “como posso chegar lá?”. Essa resposta varia tanto quanto a
- criatividade e a disponibilidade de energia, bem como o tempo e a capacidade de investimento
- financeiro do profissional. Há muitas ações que contribuem para impulsionar o crescimento na
- carreira, tais como cursos de idioma, especializações, networking, mentoria, terapia, entre
- muitas outras. Até uma viagem ou hobby podem contribuir, a depender do objetivo de cada um.
- O principal é entender que iniciativas são relevantes para o propósito estabelecido. Se a
- rede de contatos profissionais e pessoais está bem nutrida, apostar em um curso pode ser mais
- interessante. Se o segundo idioma estiver em dia, um mentor talvez seja uma boa pedida. E
- assim por diante.
- Por fim, é fundamental identificar “quais recursos já tenho e quais preciso ter”. Aqui, me
- refiro às competências e às habilidades técnicas e socioemocionais. Essa resposta é o que fará o
- plano de carreira se tornar factível ou não. Simplesmente não é viável que alguém com inglês
- básico tenha como meta trabalhar em uma organização na Inglaterra ainda neste semestre.
- Entre o presente e o futuro, ____ degraus a serem galgados, e raramente se pula direto da base
- ao topo, lembre-se disso.
(Disponível em: exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/o-segundo-tempo-comecou – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o trecho “Para esse processo dar certo, o primeiro passo é ter um plano de carreira atualizado”, assinale a alternativa que apresenta respectivamente a correta classificação das palavras sublinhadas.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Quem paga são nossos pulmões: como saúde já é afetada pelas mudanças climáticas
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% da população mundial respira um ar que fica abaixo dos padrões de qualidade. Isso, por sua vez, está por trás de 7 milhões de mortes prematuras todos os anos. E não para por aí: como a própria OMS destaca, "um mundo mais aquecido leva ao espalhamento de mosquitos causadores de doenças com uma rapidez nunca antes vista".
Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas. A OMS alerta que a crise climática compromete a vida e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo as projeções, entre 2030 e 2050, o aquecimento global causará 250 mil mortes adicionais por ano.
Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas? E o que pode ser feito para mitigar os riscos?
O americano Josh Karliner, diretor de parcerias globais da OMS, entende que as mudanças climáticas funcionam como um amplificador de problemas já existentes. "Se você pensa na malária, por exemplo, temperaturas mais quentes permitem com que ela se espalhe para outras regiões onde nunca foram registrados casos", explica o especialista em entrevista à BBC News Brasil.
Ainda no campo das doenças infecciosas, o especialista diz que não é possível estabelecer uma relação direta e clara entre as alterações no clima e a pandemia de covid-19. "Mesmo assim, a destruição da biodiversidade contribui para a liberação de patógenos, que podem causar outras crises sanitárias globais no futuro", pondera.
O brasileiro Vital Ribeiro, que lidera o Projeto Hospitais Saudáveis, acrescenta um outro desdobramento das mudanças climáticas que já é sentido na prática. "As doenças não transmissíveis respondem, hoje, pela maior parte das mortes e dos custos nos sistemas de saúde, e isso aumenta devido a exposição à poluição do ar resultante da queima dos combustíveis fósseis", lembra.
Em outras palavras, um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades - da asma à insuficiência cardíaca, da hipertensão ao câncer.
Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde: as doenças relacionadas aos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. "Elas estão ligadas à falta de água potável e alimentos, causando desnutrição e insegurança alimentar", diz o brasileiro.
De acordo com os especialistas, o aumento da pobreza e os movimentos de imigração em massa de refugiados contribuem para esse cenário. "Ao contrário do que alguns pensam, a pobreza e a desigualdade que voltaram a aumentar no planeta são, sim, uma importante questão de saúde pública", aponta Ribeiro. "As mudanças climáticas aumentam, agravando e acirrando, praticamente, todos os principais fatores de risco à saúde", complementa.
"E embora essas questões afetem o bem-estar de todo o mundo, os mais pobres e marginalizados são aqueles que mais sofrem", observa Karliner. "Diante de tudo isso, precisamos entender que a crise climática também é uma crise de saúde", completa o especialista.
https://www.bbc.com/portuguese/geral-63648094. Adaptado.
Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas?
Assinale a opção cuja classificação morfológica esteja de acordo com o vocábulo presente na frase.
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Quem paga são nossos pulmões: como saúde já é afetada pelas mudanças climáticas
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% da população mundial respira um ar que fica abaixo dos padrões de qualidade. Isso, por sua vez, está por trás de 7 milhões de mortes prematuras todos os anos. E não para por aí: como a própria OMS destaca, "um mundo mais aquecido leva ao espalhamento de mosquitos causadores de doenças com uma rapidez nunca antes vista".
Além disso, eventos climáticos extremos, a degradação da terra e a falta de água já deslocam populações e afetam a saúde delas. A OMS alerta que a crise climática compromete a vida e gera impactos negativos na economia dos países. Segundo as projeções, entre 2030 e 2050, o aquecimento global causará 250 mil mortes adicionais por ano.
Mas o que a ciência já sabe sobre essa relação entre a saúde do planeta e das pessoas? E o que pode ser feito para mitigar os riscos?
O americano Josh Karliner, diretor de parcerias globais da OMS, entende que as mudanças climáticas funcionam como um amplificador de problemas já existentes. "Se você pensa na malária, por exemplo, temperaturas mais quentes permitem com que ela se espalhe para outras regiões onde nunca foram registrados casos", explica o especialista em entrevista à BBC News Brasil.
Ainda no campo das doenças infecciosas, o especialista diz que não é possível estabelecer uma relação direta e clara entre as alterações no clima e a pandemia de covid-19. "Mesmo assim, a destruição da biodiversidade contribui para a liberação de patógenos, que podem causar outras crises sanitárias globais no futuro", pondera.
O brasileiro Vital Ribeiro, que lidera o Projeto Hospitais Saudáveis, acrescenta um outro desdobramento das mudanças climáticas que já é sentido na prática. "As doenças não transmissíveis respondem, hoje, pela maior parte das mortes e dos custos nos sistemas de saúde, e isso aumenta devido a exposição à poluição do ar resultante da queima dos combustíveis fósseis", lembra.
Em outras palavras, um ar cheio de partículas tóxicas para nossos pulmões é um dos gatilhos por trás de uma série de enfermidades - da asma à insuficiência cardíaca, da hipertensão ao câncer.
Tanto Ribeiro quanto Karliner citam um terceiro ponto de contato entre as mudanças climáticas e a saúde: as doenças relacionadas aos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. "Elas estão ligadas à falta de água potável e alimentos, causando desnutrição e insegurança alimentar", diz o brasileiro.
De acordo com os especialistas, o aumento da pobreza e os movimentos de imigração em massa de refugiados contribuem para esse cenário. "Ao contrário do que alguns pensam, a pobreza e a desigualdade que voltaram a aumentar no planeta são, sim, uma importante questão de saúde pública", aponta Ribeiro. "As mudanças climáticas aumentam, agravando e acirrando, praticamente, todos os principais fatores de risco à saúde", complementa.
"E embora essas questões afetem o bem-estar de todo o mundo, os mais pobres e marginalizados são aqueles que mais sofrem", observa Karliner. "Diante de tudo isso, precisamos entender que a crise climática também é uma crise de saúde", completa o especialista.
https://www.bbc.com/portuguese/geral-63648094. Adaptado.
90% da população mundial respira um ar 'que' fica abaixo dos padrões de qualidade.
O vocábulo destacado, do ponto de vista morfossintático, é
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.
Por que popularização de painéis solares pode causar 'bomba ambiental'
"O mundo instalou mais de um terawatt - um trilhão de watts - de capacidade solar. Os painéis solares comuns têm uma capacidade de cerca de 400 W, portanto, se você contar os telhados e as fazendas solares, há até 2,5 bilhões de painéis solares", diz Rong Deng, especialista em reciclagem de painéis solares da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com o governo britânico, existem dezenas de milhões de painéis solares no Reino Unido. Mas falta a infraestrutura especializada para descartá-los e reciclá-los.
Especialistas em energia pedem ação urgente do governo para evitar um desastre ambiental global iminente. "Será uma montanha de lixo até 2050, a menos que coloquemos em prática as cadeias de reciclagem agora", diz Ute Collier, vice-diretora da Agência Internacional de Energia Renovável. "Produzimos cada vez mais painéis solares, o que é ótimo, mas como vamos lidar com o lixo?" ela pergunta.
Espera-se que um grande passo seja dado no final de junho, quando a primeira fábrica do mundo dedicada à reciclagem total de painéis solares abrir oficialmente na França.
A ROSI, empresa especializada em reciclagem solar proprietária da instalação, na cidade alpina de Grenoble, espera extrair e reutilizar 99% dos componentes de uma unidade.
Além de reciclar as frentes de vidro e molduras de alumínio, a nova fábrica recuperará quase todos os materiais preciosos contidos nos painéis, como prata e cobre que, normalmente, são alguns dos materiais mais difíceis de extração. Esses materiais raros podem ser, posteriormente, reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares mais potentes.
Os métodos convencionais de reciclagem de painéis solares recuperam a maior parte do alumínio e do vidro, mas a ROSI diz que o vidro, em particular, é de qualidade baixa. O vidro recuperado por esses métodos é utilizado na confecção de ladrilhos ou no jateamento de areia; também é misturado a outros materiais para fazer asfalto, mas não pode ser utilizado em aplicações que requeiram vidro de alta qualidade, como a produção de novos painéis solares.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4vpveq7pyo. Adaptado.
'Esses' materiais raros podem ser, 'posteriormente', reciclados e reutilizados na confecção de novas unidades solares 'mais' potentes.
Os elementos destacados são, morfológica e respectivamente: